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16 de jan de 2009

GLOBO E VOCÊ, SUA MENTE VAZIA PRA VALER

Este texto poderia ser intitulado como "a falta de qualidade da tv aberta" ou algo do tipo. Mas, raciocinando, logo percebi que o problema não é da tv aberta, pois se procurarmos acharemos programas de qualidade superior. O problema está nos canais de maior audiência: Globo, SBT e Record que não deixam o telespectador largar suas programações alienantes e apelativas. Se formos ao cerne da questão, chegaremos a conclusão que há algum tempo atrás, existiam apenas Globo. Manchete, Bandeirantes, nem sequer chegavam ao rastro da toda poderosa global. Mas com o tempo, SBT e Record - esta inflada com uma injeção gigante de dinheiro "santo" - começaram a contratar ex-funcionários da Globo, copiando pouco a pouco seu know-how. Algo como fez Rússia e EUA durante a Guerra Fria, disputando os cientistas judeus e alemães.

Em poucos anos, Record e SBT tiveram uma crescente elevação na qualidade. E com isso um considerável aumento no IBOPE e consequentemente na receita com publicidade. Isso se deve a opções óbvias: compra de melhores câmeras, equipamentos de transmissão mais modernos, etc. O engraçado é que as outras emissoras tiveram que contratar funcionários da Globo para se recauxutarem. Bem, mas isso não vem ao caso em si.

Ao passo que copiavam o que a Globo tinha de melhor em termos técnicos, as outras emissoras tembém copiavam o que o Globo tinha "de melhor" em termos de conteúdo. As outras emissoras esqueceram de parar um pouco pra pensar, e perceber que o conteúdo da Globo não poderia jamais ser copiado simplismente por ser de baixa qualidade, afinal a "qualidade Globo" é uma invenção da Globo e dos militares da época da ditadura, mas isso já é uma outra história que me comprometo a contar aqui em outra oportunidade.

Ligue a tv agora. Passei entre Globo, SBT e Record - respectiviamente, as 3 maiores audiências nacionais. Viu as semelhanças? O programa que está passando agora no SBT, será que você já não viu algo "parecido" na Globo ou na Record? E esse programa da Record, já não vistes na Globo?

É meu amigo, infelizmente a tv não é mais um simples objeto na sala. E ~deixou de ser a muito tempo! Reporteres engomadinhos, atores bonitões, apresentadores simpáticos, novelas viciantes, artistas requebrantes... Tudo isso ajuda a controlar sua vida. A vida da sua família. A vida de milhões de brasileiros. A Globo dita a moda, a música, o modo de viver. E ela faz isso de forma bastante sutil, mas que basta observamos bem, para percebemos tamanha lavagem cerebral.

A Globo trabalha de forma simples e muito eficaz para treinar a mente dos brasileiros e se manter sempre na frente no IBOPE. Vamos desvendá-las:

- manter contatos com homens muito influentes do governo federal, e dos principais estados do país.

- manter seus programas interligados: quando está para estrear um novo programa/novela e rede toda se volta para divulgar quase que 24h a novidade, seja com especiais no Fantástico, Globo Reporter, Domingão do Faustão, nem os programas de Esporte as vezes escapam.

- manipular e drenar as notícias que "interessam" ou não a populção, usando sempre um linguagem falsamente neutra, e mostrando imagens tendenciosas. ex.: num conlito entre traficantes e polícia no Rio de Janeiro, mostrasse os policiais semprena ativa de arma em punho, noticiam a morte de alguns traficantes, mas não há cobertura para os civis mortos no conflito.

- as "denúncias" feitas com estardalhaço pela Globo em seus telejornais, geralmente são sobre casos menores, que não interferem diretamente na vida da populção. Denunciam falsificadores de documentos, facilitadores de produtos sem nota fiscal, festas de traficantes, etc. Não que isso não deva ser denunciado, mas alguem aí já viu a Globo denunciando algum corrupto? Ou pelo menos incitar a opinião pública a cobrar e mostrar o desenrolar dos escandalos do colarinho branco?

Nem precisa responder. Cabe a nós, acabar com essa ditadura inversa, esse terrorismo intelectual que assola e destroi aos poucos a capacidade das pessoas terem opiniões próprias. Se começarmos a escolher melhor como gastar nosso tempo em frente a tv, a Globo mudará, a televisão brasileira mudará e a população brasielira também mudará. E para melhor.

Finalizo aqui, com uma análise da mais nova "febre" Global: Maysa, Quando fala o coração.

Antes de qualquer coisa, é importante destacar que a cantora é mãe do diretor da série Jayme Monjardin. Isso já confere a mini-série nota negativa já no inicio. Continuando, voltamos no tempo e observamos que Maysa não passou de uma cantora nota 5, tendo conquistado a fama mais pelas polêmicas em que se metia do que propriamente pelo talento.

As câmeras de alta definição com que foram gravadas as cenas, até que dão um aspecto "civilizado" na mini-série, mas as atuações quando não exageradas sem motivação dos atores, destroem a parte técnica. A atriz gaúcha Larissa Maciel, é boa atriz, mas exagera nos trejeitos de mulher fatal, o que destoa de seu rosto e voz, esta totalmente diferente da "homenageada". Nos momentos em que aparece dublando, tem-se a impressão que a gravação e o áudio estão fora de tempo. É a discrepância entre as vozes que causa esse efeito.

No que realmente interessa, o enredo, que era o que pdoeria mudar os rumos da mini-série, o roteiro cai na mesmice e pieguisse, com cenas em demasia de choro, brigas, porres, etc que possa chamar mais atenção de que a música da cantora. Até seu método de composição foi esquecido e não mencionaram nem sequer mostraram uma cena de Maysa ensaiando ou compondo. Assim como na época em que viveu, hoje se se interessava os escandalos de Maysa.

É de se salientar a frieza e despudor do diretor Jayme Monjardin, sendo filho da cantora, expor a mãe morta a tanto, sem necessidade, já que esse retrato global soa exagerado e apelativo, sem contibuir em nada a vida no telespectador. Qual o obejtivo desta mini-série afinal? homenagear? Flores no túmulo seriam mais sinceras.

Walter Jr.

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O Silvio leu esse texto na Rádio. Vou colocar no HD Moderno o link pra escutar.