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24 de mar de 2018

DESMENTINDO A HISTÓRIA: O Nazismo foi mesmo de direita?



Diante de tantas distorções, fatos forjados e manipulações históricas, o TM entrega para seus seletos leitores uma série especial que mostrará um apanhado de "fatos históricos" já incutidos no imaginário popular, mas que na verdade são grandes, gigantescas mentiras. Como o Brasil não possui uma verdadeira elite intelectual e sim milhões de analfabetos funcionais com diploma de nível superior, tornou-se regra que a "opinião pública" seja moldada pelos chamados "especialistas": pessoas culturalmente e intelectualmente despreparadas para opinar sobre assuntos sérios e complexos, mas que a mídia eleva como sábios transmitindo ensinamentos valiosos sobre determinado assunto. Quem discorda imediatamente é taxado de "fascista" (o que quer que isso signifique fora do contexto histórico) pela maioria. Tais especialistas servem não para atestar uma veracidade histórica comprovada cientificamente sobre determinado fato que seria benéfica para o aprendizado da humanidade e sim para esconder a verdadeira essência daquele mesmo fato histórico e molda-lo para garantir uma narrativa que consiga ao mesmo tempo, esconder a verdade e tirar o poder de expressão de quem quer alcançar essa verdade.


A série inicia sua longa trilha pelo pântano da polêmica abordando umas das mais consolidadas falácias embutidas na História: o nazismo foi um movimento político de direita. Com argumentos tanto teóricos quanto práticos (extraídos da realidade), chega-se ao porquê do nazismo ser de esquerda (como seu próprio nome original denomina) e o motivo pelo qual se distorceu essa verdade histórica. Exatamente por ir de encontro o que diz a maioria dos pseudo-intelectuais que dominam tanto as academias de ensino superior (perdoem a redundância, mas é necessária nos dias de hoje para que não confundam com academias de musculação) quanto a mídia, será natural que tentem desmerecer esses breves apontamentos. Vale muito lembrar que, de maneira alguma, corroboro a tese em que o Brasil e o mundo está dividido no malfadado maniqueísmo direita x esquerda. O que vem a ser objeto de estudo aqui é o movimento político nazista e sua essência puramente socialista (ou como preferem alguns, "de esquerda"). Este breve trabalho não é uma apologia a desnutrida dicotomia que assombra as mentes mais obscuras e, ironicamente, mais populares de nosso país. Contra esses, nada além da verdade dos fatos:

1 - der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei ou Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Esse termo, que tomamos a liberdade de sublinha-lo, não foi colocado para designar o nome do partido nazista em vão. Acaso, aleatoriedade, não faz parte do cientificismo-político alemão do pós primeira guerra. Eles eram e se declaravam SOCIALISTAS. Ou seja, se opunham ao liberalismo e individualismo inglês. Naquele contexto histórico, ingleses eram "direita" e os nazistas "esquerda" traduzindo em parcos miúdos. 

2 - Havia toda uma literatura socialista alemã em voga no pensamento político desde o século XIX. Pensadores socialistas como Fichte, Rodbertus, Lassalle, Werner Sombart, Johann Plenge , H. G. Wells, Friedrich Naumann e Paul Lensch prepararam o arcabouço intelectual para que Hilter colocasse seu plano megalomaníaco em prática com a ajuda claro, do partido dos trabalhadores alemães da época. Foi com a teoria de Fichte que Hitler embasou suas idéias anti-semitas, afinal, segundo aquele, “permitir que os judeus se tornassem cidadãos alemães livres feriria a nação alemã”. Fichte é também considerado o pai do nacionalismo alemão, uma das bases do regime nazista e de todos os seus derivados.

3 - Ideias que raças mais fortes e com mais direitos que outras, tem raízes nos pais ideológicos de ambas máquinas, tanto a nazista quanto a soviética, de matar, Marx e Engels. Acompanhe o que Marx afirmou sobre os poloneses, primeiras vítimas de Hitler: “as classes e as raças fracas demais para conduzir as novas condições da vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário”. Já Engels, costumava denominar pequenas nações europeias (poloneses, judeus, ciganos, etc.)  de “lixo racial” (Völkerabfälle).

4 - Todos sabem, ou deveriam saber, que o socialismo se define não em suas ideologias (teorias), mas sim por seu sistema econômico (prática) e pelo tratamento dado a pessoas vistas como inimigas dos regimes totalitários. Destarte, por ser o socialismo a antítese do capitalismo, sua negação máxima, de maneira nenhuma a Alemanha nazista foi uma nação capitalista. Rodbertus, pai do "socialismo conservador" ou "socialismo de Estado", não pregava a abolição da propriedade privada. Ou seja, para não sufocar uma nação e consequentemente colapsa-la, o socialismo deve não extinguir o sistema capitalista e sim dirigir esse sistema; Lassale, abominava a utopia marxista sem classes e pregava ser necessário dominar a produção, os preços e a venda dos produtos numa simbiose macabra para a instauração de um sistema socialista menos danoso a curto prazo, porém igualmente terrível a longo prazo. E foi isso que os nazistas fizeram. Foi o que a URSS fez. É o que a China, Cuba, Coreia do Norte, Rússia e Venezuela fazem hoje. E é o que tentam a 30 anos implantar no Brasil.

5 - "(..) Há uma vida superior a vida individual – a vida do povo e do estado – e a finalidade do indivíduo é sacrificar-se por esta vida superior". É esse tipo de pensamento, como essa frase de Sombart, que uniu todos esses pensadores socialistas, e nutriu intelectualmente todos os líderes nazistas e os soviéticos. A idolatria ao Estado, a fidelidade ao grande Leviatã - que se confunde com seus líderes -, é a argamassa que une as nações totalitárias e justifica o assassinato de milhões de inocentes indefesos.

6 - Os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços; fato este que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força. De fato, os meios de produção na Alemanha nazista foram deixados em mãos privadas. Porém, a história mostra através de vastos documentos, "que era o governo alemão e não o proprietário privado quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado receber.", nas palavras de von Mises.

7 - Já os soviéticos - que se consideravam comunistas, ou seja, os verdadeiros socialistas - para implementar seu estado socialista, expropriaram os meios de produção. Não se contentaram apenas em modificar os parâmetros da economia e instituíram sua própria economia, mesmo que fadada ao colapso. Não se pode esquecer que, ao mesmo tempo que roubavam a nação "expropriando os burgueses", os soviéticos mantinham um mercado negro capitalista, sem falar nos notórios empréstimos concedidos pelos templos do capitalismo: os bancos internacionais.

8 - Usando caminhos diferentes, mas que objetivavam o mesmo fim - dominar os meios de produção e consequentemente o povo enquanto se elimina toda e qualquer oposição - tanto nazistas quanto soviéticos sucumbiram a um problema básico que o verdadeiro  sistema capitalista resolve por si só através da auto-regulação do livre mercado: a escassez. Sempre que o Estado interfere demais na economia, como os estados socialistas tem necessidade de fazer, ocorre aumento da inflação. A soma da inflação com o controle estatal (seja direto como na URSS ou indireto como na Alemanha nazista) descamba para a escassez. É o que os venezuelanos vivem nesse exato momento: as pessoas querem comprar bens básicos (como papel higiênico) mas não existe oferta pois não é a necessidade das pessoas que está movendo a economia e sim a necessidade do Estado. 


9 - Por qual motivo, os soviéticos denominaram os nazistas como sendo "capitalistas"? Primeiro, os nazistas romperam o pacto Ribentropp-Molotov, invadindo a URSS durante a II Guerra; Segundo, como já dito, os líderes soviéticos se achavam mais socialistas que os socialistas nazistas pois, estes não tiveram a coragem de expropriar os meios de produção e acabar com a propriedade privada. O simples fato de tomarem conta da economia por dentro, tal como um vírus, não agradava os comunistas soviéticos. Para estes, o simples fato de existir (mesmo que apenas na teoria) a propriedade privada, dava o direito de denominar os nazistas de capitalistas, mesmo eles sendo socialistas "conservadores", coisa que os radicais de Moscou trataram como uma dissidência.

10 - Por último, ao nomear de capitalistas os nazistas e solidificar essa ideia tanto dentro de seus países quanto mundo afora através de agentes culturais, os socialistas russos conseguiram desviar a atenção das mazelas que brotam das nações socialistas/totalitárias ao mesmo tempo que apresentaram um bode expiatório para justificar a manutenção de seu próprio regime, já que a Alemanha nazista, agora derrotada, passou a servir como exemplo da maldade que é o "sistema capitalista". Quem detém a vitória, detém a narração dos fatos e pode forçar sua própria verdade. Mas o tempo sempre trás a Verdade à superfície. Ao verem que o barco de seu filho mais novo de olhos azuis e raça ariana naufragara, o regime soviético, usando da metamorfose que o mantém vivo até hoje (com a falsa alcunha de Federação Russa), joga toda a culpa pelos erros anunciados do socialismo na Alemanha e passam a aponta-la exemplo não mais do socialismo como antes, mas de seus piores inimigos (Inglaterra e EUA), ou seja, o regime de Hitler, para encobrir o sangue derramado pelos soviéticos, passa a ser "de direita", capitalista, e representa tudo de ruim que existe no ocidente, o verdadeiro inferno na terra. Incompreensivelmente, não importa na narrativa histórica oficial, se a URSS e a Alemanha nazista, usavam dos mesmos expedientes para manter suas elites socialistas no poder: dominar os meios de produção e a propriedade privada de alguma maneira e matar (vale lembrar aqui, que foi assim que tanto Lênin quanto Hitler chegaram a serem líderes de seus respectivos partidos socialistas) quem fosse indesejado para o regime.  

Termino esse texto com uma frase autoexplicativa quando o assunto é nazismo/socialismo atribuída ao próprio Lênin:


"Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz".


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM


Fontes: mises.org.br / midiasemmascara.org / visaopanoramica.net

20 de mar de 2018

Série: Brasil Paralelo


É adolescente, jovem, senhor(a) de idade e está se sentindo perdido diante de tanta desgraça que se abate sobre nosso país? Sente que as fontes tradicionais de informação - jornais, tv, rádio, etc. - não condizem mais com a verdade? Sente que eles tentam CONDUZIR a verdade? Falo para aquelas pessoas que pensam além da novela global e do (des)encontro com Socialista Bernardes. Essas sim, tenho certeza, se sentem zonzas, humilhadas, defenestradas dia após dia por roubos, assassinatos, desvios de verbas públicas, estupros, falta de educação, desconstrução da família. da igreja, das escolas... Para essas pessoas que, assim como eu, se sentem-se impotentes, atônitas e buscam uma resposta (ou várias) para todos esses males que sufocam nossa grande Nação, só resta estudar e buscar conhecimento para superar essa grande crise moral que deu vazão as demais crises nacionais - política, saúde, segurança pública e educação. 


Todas essas áreas, as principais áreas sociais que o Estado deveria proteger e investir maciçamente, estão em crise. Vou desenhar para os questionadores do inquestionável: Nossos políticos "mais importantes" quando não estão presos e condenados estão na condição de réu bem encaminhados para a condenação; nosso sistema de saúde, bilionário e desmantelado, saqueado pelas três instâncias de poder (federal, estadual e municipal) relegam os cidadãos à própria sorte, sendo o relato de falta de insumos básicos como esparadrapo nos postos de saúde e falta de profissionais de saúde, recorrentes; Uma vez que morrem 70 mil brasileiros por ano, precisa-se falar mais para atestar a crise na segurança pública? Nossas escolas públicas parecem mais filiais do folhetim infanto-juvenil Malhação, sendo comum todo tipo de atividade, menos estudar de verdade já que é comum os alunos saírem do ensino médio sem saber nem a tabuada; nas universidades a situação é ainda pior já que a regra é participar de coletivos, festas, DCE´s, mas focar no curso e nas matérias que formaram o profissional, não. Isso é coisa de fascista. Não à toa, as universidade brasileiras é ocupada em quase 50% de analfabetos funcionais.


Como chegamos a esse nível tão baixo de civilização? Como um país tão rico possui um povo tão maltratado, já que esse mesmo povo produz toda a riqueza? O documentário acima que na verdade foi um congresso, do grupo de mídia independente Brasil Paralelo, busca deixar claro como nossa história descambou para esse puteiro atual. Sem o lodo do esquerdismo que mancha as obras de História atuais, essa série mostra os ideais humanos fundamentais que alicerçaram nosso país, abordando desde a época colonial, imperial e principalmente a nossa malfadada República. Com participação de grandes nomes de diversas áreas - Olavo de Carvalho, Luiz Felipe Pondé, Rodrigo Constantino, Mendonça Filho, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Miguel Nabib, entre outros - os capitulos destrincham as nuances políticas externas que moldaram nosso país tanto para o bem quanto para o mal que hoje encontrasse enraizado em nossa terra.    


Como já dito, não a muito que o cidadão comum possa fazer, afinal também temos nossa parcela de culpa. Ilhados por um mar de miséria intelectual, só resta estudar, caminhar lentamente em busca do encontro com o conhecimento acompanhados de Deus. É um caminho árduo, onde o brasileiro tem que primeiro se recolocar nos trilhos da humanidade para então o país seguir o caminho grandioso tal qual suas grandezas naturais. A limpeza que país precisa precisa vir de nós mesmo, para então alcançar os andares mais altos do poder. Não sejamos tolos de aguardar uma mudança radical de caráter e atitudes das castas mais altas. A base (eu, você, nós) mudando, sozinha e independente, destruirá o topo (todo o establishment enraizado nos três poderes, na mídia e nas instituições sociais mais importantes como escola, igreja e universidade) anestesiado com seus privilégios imerecidos.

Walter A.
                                                                                                                                         wkr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

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O Congresso foi dividido em 6 documentários:

  • Episódio 1: Panorama Brasil — Um raio-x inconveniente
  • Episódio 2: Terra de Santa Cruz — Uma história não contada
  • Episódio 3: A Raiz do Problema — Como chegamos aqui?
  • Episódio 4: Dividindo Pessoas, Centralizando o Poder
  • Episódio 5: Propostas
  • Episódio 6 (extra): Impeachment — Do apogeu à queda

10 de mar de 2018

ÚLTIMAS: Brasil entrega à empresa russa acusada de espionagem os cuidados com os dados das Forças Armadas

Segundo o site UOL, a empresa russa Kaspersky ganhou licitação para gerenciar os antivírus usados por nossas Forças Armadas - Marinha, Exército e Aeronáutica. A empresa atuará na proteção aos sistemas de computadores, especificamente no setor de segurança digital: antivírus, invasões e programas maliciosos. Os russos, que venceram o pregão eletrônico em março de 2015, já começaram a instalação de seus programas que ocuparão cerca de 120 mil máquinas nas 3 Forças ao custo total de R$ 8,4 milhões. 

Até então, tudo dentro dos conformes legais. Contudo, no âmbito moral, não foi bom negócio. No início do mês de setembro, os EUA emitiram nota oficial onde se diziam preocupados pelo envolvimento da citada empresa na já tão conhecida espionagem russa. A empresa, por meio de seu CEO, Eugene Karspersky, negou que se envolvesse em ataques e afirmou que a missão da empresa é proteger os computadores.

Fonte: UOL Notícias

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Vocês acreditam mesmo que essa empresa está só preocupada em "proteger" os computadores de nossas Forças Armadas? A Rússia, país derivado da URSS, sempre baseou seu desenvolvimento militar na espionagem. Olhando por outro ângulo, o que a Rússia espionaria da sucateada FFAA? Por esse interesse, podemos deduzir que o Brasil, mesmo mal tratada, estrupiado e vilipendiado, é deveras importante para a geopolítica mundial.

12 de set de 2017

FILME: A Caça


[Jagten], 2012.
Dir.: Thomas Vinterberg
Elenco: Mads Mikkelsen, Thomas  Bo Larsen
Annika Wedderkopp...

Dur.: 105min


Em tempos onde o "politicamente correto" extrapolou a muito o senso do ridículo, inclusive a título de exemplo, com alguns deputados ao redor do mundo recomendando que a pedofilia deixe de ser crime e passe a ser tratada como doença - aqui no Brasil dep. Jean Willys PSOL-RJ é um desses filhas da puta - filmes como esse do diretor Thomas Vinterberg são verdadeiros estandartes do pensar. O erotismo/sexismo permeia toda a cultura atual popular nacional [livros, musicas, novelas, etc.] onde qualquer criança tem acesso, infelizmente: basta ligar na Malhação no fim de tarde. Óbvio que não será visto sexo explícito, mas às alusões e conversas sobre a importância exacerbada da necessidade de perder a virgindade, por exemplo, em contraponto com tantos outros assuntos urgentes para uma juventude saudável discutir, debater, abordar serão notórias... Os outros canais não são diferentes. O ápice é o programa Amor e Sexo... O tema não é esse, porém, faz necessário essas citações pois é através do sexo na tv e na música - funk é o maior expoente atual - que as crianças perdem cada vez mais cedo sua sagrada inocência.

É sobre isso que A Caça trata. Uma menina de nome Klara interpretada excelentemente pela jovem Annika Wedderkopp, por já se encontrar num meio onde o sexo é "normal" (inclusive vendo seu irmão mais velho com suas revistas masculinas) inventa que seu professor - o qual todos gostam - vivido pelo talentoso Mads Mikkelsen [Dr. Estranho], tentou molesta-la. Nos tempos atuais, onde a hipocrisia reina na contramão de duras leis, a maioria das pessoas dissocia a realidade do politicamente correto e seguem esse último como uma religião, no caso, punindo socialmente e de maneira dura, sem antes analisar ambos lados da contenda. No caso da película, um homem até então honrado em seu meio e uma garota que todos julgavam 100% inocente para questões sexuais. Surge aí a premissa nuclear do filme. 

Todos começam a julgar, condenar Lucas (Mikkelsen) e ele acaba perdendo o emprego, sendo perseguido na comunidade, perdendo a confiança da família, enfim, vivendo um inferno na terra. Logicamente que uma criança deve ser 100% protegida de toda e qualquer referência a sexo e, quando uma denuncia grave como essa vir à tona, deve-se analisar a vida pregressa de cada envolvido e de seus familiares. Creio que um ponto relevante que o cineasta quis registrar foi o julgamento de seus próprios pares. Sem duvida existem muitos mais casos de abusos que casos de "mal entendidos" que trata o filme. No momento histórico ocidental em que estamos, onde a cultura imerge a mulher num mundo altamente pornográfico enquanto pune severamente os abusadores, essa dicotomia - influência do sexo contrapondo a repressão legislativa - gera limbos onde inocentes pagam muito mais caro que criminosos contumazes.

Não foi em vão que o prêmio de melhor ator do festival de Cannes de 2012 foi dado a Mads Mikkelsen: ele consegue passar para os espectadores muito da angústia e da fé de um inocente condenado socialmente. A família de Lucas surge como uma rocha firme durante um terremoto, que mesmo tendo a confiança abalada, o conhece por demais para acreditar em tamanho ato horrendo. No núcleo familiar a figura mais marcante é seu filho, Marcus, que tem o pai como um bastião de heroísmo. O filme foi multipremiado em grandes festivais de cinema em toda Europa. Imperdível película para aguçar a mente em tempos de politicamente correto x libertinagem.
Walter A.

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13 de fev de 2017

EDITORIAL: mero desabafo sobre o caos no Espírito Santo

Não há como evitar, ao menos para mim, de me indignar com as notícias correntes: os maiores escândalos de corrupção da história, a criminosa reforma da previdência e a guerra urbana e cultural que deixa quase 60 mil mortos todos os anos. Como sempre gosto de lembrar, não tenho NENHUM interesse político, partidário ou ideológico: não dependo de cargo público comissionado, nunca [graças a Deus] precisei "babar ovo" de "gente influente" para ganhar a vida como muitos de meus conterrâneos se veem compelidos a fazer para ter uma vida minimamente decente. Meu interesse em assuntos públicos, de interesse geral, vem de uma cosmovisão crista: acredito que o modo mais fácil de ajudar-nos uns aos outros ("amai-vos uns aos outros") é através de um pacto social justo (Governo) e por saber de meus deveres e direitos, quero também que o maior numero de pessoas também tenham noção dos problemas nacionais para então solucionarmos. Sem segundas intenções. Sei que minha opinião é ínfima, mas não abro mão do direito constitucional da livre manifestação do pensamento. Este blog já esteve melhor de "ibope" quando abordava assuntos mais locais e contava com mais colaboradores ativos. Eramos constantemente citados pela rádio Zumbi FM da época do saudoso Sílvio Sarmento... Talvez pelo caráter "progressista" dos assuntos abordados no início do blog a aceitação era maior. Um dos fatos que corroboram esse tese é que foi só eu citar um trecho da bíblia num editorial passado e obtive o menor número de acessos desde que comecei a escrever. Com poucos ou muitos acessos, a proposta inicial está mantida, sempre na vanguarda, buscamos estar o mais longe possível dos lugares-comum alarmados por 9 entre 10 jornalistas, comunicadores, etc. e, independente de qualquer fato, uma análise neutra dos fatos com o intento da busca do conhecimento pelo simples conhecimento, ou seja, pela Verdade, sera sempre meu guia. E só se pode buscar a Verdade sendo INDEPENDENTE INTELECTUALMENTE.

Assim sendo, ao acompanhar na noite deste domingo os jornais mentindo, distorcendo e invertendo valores acerca da manifestação dos PMs do Estado do Espírito Santo me vi obrigado a sentar aqui e finalizar esse texto pois tenho diminuído consideravelmente a elaboração de meus textos ultimamente. Resolvi ir ao cerne da questão, da unica forma certa que existe: estudando. Antes eu escrevia no mesmo ritmo que lia. Agora leio muito mais mais que escrevo. Sempre em busca de especialistas imparciais, não os "especialistas" da mídia prostituída. Tento ao máximo achar escritores que sejam IMPARCIAIS coisa muito difícil de destingir nos dias atuais onde a manipulação dos fatos pela "grande" mídia é cada vez mais sutil e convincente de uma realidade hipotética aceita e vivida como real. Somos bombardeados dia após dia por notícias repetidas e opiniões de colunistas e comentaristas de tv que mal leem sobre aquilo que falam, baseando suas opiniões em artigos e notícias de outros meios de comunicação igualmente alienantes e sem profundidade, gerando um ciclo de emburrecimento coletivo de amplo alcance alienando e embrutecendo o povo de maneira constante utilizando como principal instrumento a onipresente televisão.



Sempre que disponho de tempo ocioso e paciência aos domingos,  tento assistir aos jornais do horário nobre das emissoras abertas que condensam as principais notícias empurradas goela abaixo da população ignorante durante  a semana. A conclusão é corriqueira: os jornais repetem notícias mudando apenas a roupagem, isso sem falar na extrema superficialidade com que tratam temas densos como processos judiciais contra corruptos, CPIs, tráfico de drogas e violência urbana, etc. Em contraste negativo com a superficialidade geral desses telejornais vem o tom sério e soturno com que são apresentados. Talvez toda essa seriedade que não permite sequer um rápido sorriso nem quando a matéria é leve, deve ser visto como sinal de alerta como embuste para esconder a falta de conhecimento que permeia em meio a maioria esmagadora dos jornais tanto impressos, quanto transmitidos pela tv. A exceção é o rádio e alguns canais de internet feito por gente comum (que não trabalham para a "grande mídia" ), porém bem informada.  O único obstáculo é o ínfimo alcance dessas notícias que realmente merecem nosso interesse comparadas com as notícias alienantes divulgadas diariamente pela mídia comum e de grande alcance.


Fiz esse pequeno e rápido estudo de caso por achar que a mídia jornalistica é o Quarto Poder. Denúncias bem elaboradas por jornalistas mudam para melhor a vida pública de qualquer país que se diga democrático. A mídia daqui parou de procurar. Medo? Agora os jornais servem apenas para replicar as operações de uma Polícia Federal que trabalha de mãos atadas, prendendo peixes pequenos e livrando em alto mar os peixões-chefes. Os jornalistas que cobrem a área política aparentemente esqueceram de exercer a atividade básica da investigação jornalística: perguntar. Só se chega a respostas perguntando, indo atrás do conhecimento necessário para elucidar de maneira mais próxima da realidade uma hipotética questão. Para ser um bom jornalista é necessário gostar e exercitar a maiêutica socrática. Que fique claro, não culpo os profissionais da caneta. Esse meu tolo desabafo é direcionado a seus editores que os comandam já que esses deveriam cobrar mais qualidade naquilo que pagam e identificar os ideólogos para serem imparciais pelo menos no seus empregos. Mas como se a maioria dos editores também são ideólogos imparciais? Imagino ser muito difícil atuar como jornalista imparcial e honesto nos dias tenebrosos em que vivemos. Um parágrafo estruturado em fatos reais e sinceros, nos dias de hoje, pode, em vez de alavancar uma carreira dar em morte como ocorreu nas ultimas semanas com dois jornalistas baianos. Sei que os ordens vem de cima, dos dono$ dos meios desses meios de comunicação. Jornalistas que deveriam primar pela verdade, acabam tendo além de uma formação marxista nas universidades, que seguir linhas editoriais elaboradas não por diretores de criação ou editores sérios, mas por quem paga as propagandas.

Voltemos para o mundo empírico para não dizer que vos apresento apenas teoria. Tomemos para um rápido estudo de observação o programa televisivo Fantástico que há décadas é líder no horário nobre da tv brasileira. Gostemos ou não serve como termômetro para identificar as tendências que as grandes empresas e governo tentam com sucesso incutir na mente da massa ignorante: o discurso de ódio contra Donald Trump, as mentiras e calunias endereçadas a Bolsonaro, a defesa de criminosos (direitos humanos), a criminalização da polícia militar, o incentivo a práticas contra os costumes cristãos,  etc. Insistindo, ocupando espaços na cultura (musica, educação, literatura, etc.) em temas demoníacos os senhores do globalismo alcançam dois objetivos ao mesmo tempo: mais lucro através do consumismo vazio  ao mesmo tempo que patrocinam a destruição moral da sociedade. Com qual intuito? Simplesmente reiniciar o ciclo vicioso de baixa moral, alta de crimes resultando em mais lucro para empresas e governos (impostos) ao passo que se controla a vida da maioria das pessoas quase que e sua totalidade. No já citado programa televisivo, deu-se ênfase as palavras do ministro de Defesa que condenava unilateralmente os policiais se prendendo ao já conhecido positivismo das leis que convém ao Estado em detrimento do cidadão. Também foi afirmado por um dos apresentadores (na maior cara de pau possível) citando o secretario de segurança do Espírito Santo, que as 140 mortes ocorridas durante a falta de policiamento podem terem sido cometidas pelos PMs "grevistas" como se lá não houvesse tráfico, crime organizado, etc. fomentados por políticos corruptos... Os mesmo que agora tentam se safar do caos instalado por eles mesmos culpando quem tenta colocar ordem mesmo com o risco da própria vida. Em nenhum momento os engravatados citaram que os nobres guerreiros da PMES ganham muito pouco para combater o mal que brota graças a esses filhos da puta eleitos pelo povo quando desviam verbas das áreas essenciais, inclusive da segurança pública. Acha muito o salário do policial? Ser policial no Brasil é a profissão mais arriscada do mundo. Não sou eu que digo esquerdinha. É a ONU. Trabalhar em condições precárias, com risco eminente de vida para servir a sociedade, com horas extras não remuneradas e sem aumento, é fazer com que o PM procure uma forma de dissipar sua incontestável insatisfação. Mas nada a favor dos policiais é dito nessa mídia maldita. Nem mesmo a ombridade de procurar representantes dos trabalhadores militares eles tiveram.

Já quis muito ser um jornalista. Porém, depois de estudar como funciona a prática da coisa, sustentada por tv e jornais dependentes de patrocínios públicos e privados amigos de políticos, resolvi buscar no Direito a fonte para minha intelecção. Não me arrependo. Hoje quanto abro os jornais ou ligo a tv e me deparo com Sakamoto, Duvivier, Singer, Bonner, Fantástico, Fátima Bernardes, Caco Barcelos, etc. me dá asco. Nada do que eles dizem diz respeito a realidade, imparcial, sem ideologia, fria e impessoal. Mas o pior não são os jornalistas. Pior são os "colunistas": geralmente agentes ideológicos pagos para falar bem de algo que o governo fez ou pretende fazer. Esses detêm as opiniões que devemos seguir. Nessa semana de destruição e morte no ES, todos eles se calaram. Não sabiam o que dizer. Agora que o governo está prendendo os mártires e sufocando a manifestação legítima - não do ponto de vista jurídico mas do ponto de vista ético-moral - com a velha mão de ferro do Estado, alguns começam a balbuciar pérolas de ignorância pendendo sempre para o lado mais forte, criminalizando com combate o crime tirando o foco dos bandidos tanto os da favela e principalmente dos engravatados. Observem os fatos da virada do ano onde 5 dezenas de presidiários reincidentes e periculosos foram mortos e comparem com os fatos dessa semana. Depois daquilo o poder público se mobilizou para melhorar as condições carcerarias com custos imediatos de 2 bilhões de reais. Para os protetores das famílias, dos trabalhadores e até deles mesmo que se valem de seguranças PMs, o que o governo tem a oferecer é prisão e expulsão (clique ´para saber mais).

Julho, 2017.


Walter A.
facebook.com/Walter_blogTM

20 de jan de 2017

FILME: Precisamos Falar Sobre o Kevin



Precisamos Falar Sobre O Kevin, 2011.
Dir.: Lynne Ramsey
Drama
Dur.:112min.


Quanto pesa a parcela de culpa dos pais num massacre cometido por seu filho adolescente que depois se suicida? O lugar comum após tragedias cada vez mais comuns - a poucos dias um homem matou 7 pessoas num bordel no Estado de São Paulo e não faz muito tempo que outro assassino matou várias pessoas num cinema também em SP - é levantar a vida dos criminosos: era violento? Sofre de doenças mentais? Algum fanático? Satanista? Psicopata? Sociopata? Os jornais cada vez mais rasos, vão na contramão da realidade, não têm se aprofundado no principal problema para que chacinas não voltem a ocorrer: a criação [ou a falta dela] dos perpetradores.



O ótimo filme da escocesa Lynne Ramsey é uma adaptação do livro homônimo da escritora Lionel Shriver de 2007 que tem como razão de existência as inomináveis chacinas ocorridas em território norte-americano com destaque para o assassinato de 13 pessoas numa escola na cidade de Columbine, Estado do Colorado em 1999 por 2 adolescentes que se suicidaram após o crime. Segundo a autora, o jeito de vestir, as músicas e sites mais acessados dos assassinos foram perguntas frequentemente respondidas pela imprensa, mas só conhecer o meio cultural basta para abrir uma pequena fresta na calcificada mente de um assassino em série? Diante da ignorância disseminada por pseudo-intelectuais, é natural que a mídia busque o mais fácil, de venda mais rápida e entre a verdade e a polêmica, óbvio que a segunda opção é mais lucrativa. Já para o público em geral pouco importa se a reportagem trouxe elementos verídicos ou fantasiosos; a atenção logo será tomada por outra notícia trágica, assim se sucedendo dias após dias num ciclo de morte e desinformação bastante rentável.



Mostrando aguçada sensibilidade para "cortar na própria carne" [num mundo rodeado por um falso feminismo] para usar um termo muito usado pela imprensa inócua, a diretora dá forma e acrescenta conteúdo através de boas técnicas de filmagem e estética marcante: cores fortes, diálogos curtos e precisos, intervenções poéticas [como a cena inicial onde Tilda Swinton  resolve deixar a vida hedonista e ter um relacionamento "sério" sem imaginar sua principal e mais corriqueira consequência: um filho]. Nesse mundo atual onde o "politicamente correto" reina em detrimento inclusive da Arte, encontrar uma mulher que resolva expor a culpa exatamente de uma mulher "moderna e independente" infantil em renegar a vinda de um filho que derroca em uma série de mortes, é admirável e merecedora de méritos. Em tempos de feminazis, auto análise é recomendado apenas para as fortes. E o papel do pai? O pai do Kevin é presente fisicamente mas completamente ausente de alma...Contudo,  o que fica claro é que a falta de amor materno somada a permissividade paterna [provavelmente para compensar o desprezo materno] faz gerar o ambiente perfeito para o desenvolvimento do sociopata que acaba por ceifar vidas de inocentes covardemente.
                               

Não foi a toa que filme foi premiado. Sua essência é chocante por traduzir na tela a realidade. A personalidade de Kevin adolescente [vivido por Ezra Muller] é terrificante. Porém, mais terrível ainda são as atitudes exaladas naturalmente pela mãe que, por mais que tente esconder, não consegue frear sua ojeriza pelo menino. Por mais que os recentes estudos indiquem uma crescente influencia do meio sobre o individuo, os casos estudados no livro e competentemente resumidos nesse filme, mostram que a vida familiar prazerosa e o amor incondicional são os fatores preponderantes para criar filhos de mentes saudáveis, sem ódio no coração e, principalmente com consciência suficiente para preservar sua própria vida e de seus semelhantes. Apesar de muitos ideólogos ainda tentarem sem sucesso culpar o abstrato [o capitalismo, a cultura ocidental, a cristandade, etc.] a velha e boa realidade captada pelos verdadeiros artistas, sempre nos mostrará o caminho a seguir para evitar a decadência. A grande maioria das crianças mal educadas acabam por se tornarem adultos de caráter deformado. A minoria mal educada, rompem de vez com a ordem social e além do caráter deformado adquirem hábitos sociopatas. Como não se pode prever o futuro, só nos resta policiar a nós e nossos rebentos e temer a Deus.


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

7 de dez de 2016

EDITORIAL: polícia x manifestantes: a classe política agradece


Era recorrente até pouco tempo atrás em diversas cidades de médio e grande porte de nosso país manifestações tanto contra o governo quanto a favor. O ápice dos protestos aconteceu em 2013 e após o impeachment do criminoso desgoverno Dilma, as manifestações foram perdendo força. Creio que a revolta popular esfriou, graças  principalmente as muitas horas de trabalho somadas a entretenimento alienante que resultam num desinteresse nocivo por Política (com P maiúsculo em contraponto ao p minúsculo da política nacional) por parte da massa. O impeachment não deveria satisfazer o povo, pois como já é de conhecimento de todos, todos os três poderes estão enormemente corrompidos. Porém, num país onde a maioria tem a opinião política formada por semelhantes que no máximo assistem e leem jornais superficiais que não prezam pela verdade e sim pelo "politicamente correto" galgado num viés ideológico de esquerda, as manifestações perderam no meio do caminho o sentido de existir. A massa que ia as ruas tinha completa convicção de que lutava por direitos sociais coletivos? Nas manifestações iniciais de 2013, sim. Lutavam por seus próprios direitos adquiridos por manobras ideológicas? Não. Com a mão-guia da mídia e dos movimentos sociais pagos pela esquerda, os que tomaram a frente depois, lutavam exatamente por isso - ao ver a derrocada das verbas federais para seus respectivo grupo, decidiram então protestar. Não é fácil analisar os fatos no Brasil, por dois simples motivos: a mídia/imprensa não fazer seu serviço com isenção e as universidade não produzirem mais acadêmicos e sim militontos, portanto, deve-se sempre esperar o tempo mostrar a cara da verdade.

A questão principal que quero levantar é que no inicio os protestos/manifestações foram legitimos uma vez que cobravam o óbvio: o fim da corrupção que ninguém aguenta mais. Tão legítimos que foram pacíficos. Os governos estaduais, através da PM, sequer eram citados na mídia devido a ordem pública. A massa pensava de uma maneira clara: demonstrar a insatisfação com a roubalheira generalizada. Contudo, conforme 
os protestos ganhava corpo e forma, os black blocs (braço de movimentos de esquerda), conseguiram desvirtuar tudo com o quebra-quebra do patrimônio público e privado, prejudicando a todos de maneira direta e indireta ao mesmo tempo que retirava da mídia as soberanas reivindicações do povo para com a classe política acostumada a não ser incomodada. Depois dos black blocs esquerdalhas veio a "liderança" do MBL - Movimento Brasil Livre, que assim como os black blocs, são braço de outros partidos políticos. Então o estabilishment - a classe política juntamente com os grandes empresários envolvidos - conseguiu dividir as manifestações e esfriaram as reivindicações, manobrando o povo para causas que beneficiam apenas o próprio governo e seus asseclas.

Nesse momento de divisão, de choque, entra a polícia para manter a ordem. A mídia prostituída deixa de noticiar a insatisfação generalizada e passa a focar apenas nos conflitos entre a polícia e os manifestantes. Os cidadãos que antes saiam de suas casas para protestarem legitima e pacificamente, começaram então a não mais fazer, pois o risco à sua integridade física estava latente - a qualquer momento poderiam ser agredidos pelos black blocs que se infiltravam no meio das manifestações ou pela polícia ao tentar repelir os depredadores. A cada dia que o impedimento da então presidente Dilma Roussef tomava a forma da realidade, as depredações viraram rotina e outras classes profissionais igualmente manipuladas pelos sindicatos corrompidos pela esquerda, tomaram o partido do governo que cairia esse ano. A essa altura, a mídia já tinha conseguido fazer com que a massa que saiu às ruas espontaneamente, esquecesse suas justas reivindicações e agora temesse sair para protestar. As ruas pertenciam agora àqueles mesmo que eram objetos dos protestos travestidos de "movimentos sociais". As manifestações desvirtuaram-se de maneira tão gritante que a animosidade virou regra e entre a maré e o rochedo, quem se quebra é o siri. No caso, entre o povo revoltado e o governo sonso-malicioso, a PM carrega toda a culpa.


A manifestação dos professores do Paraná em 2015 e seu sangrento desfecho, corrobora minha tese. Essa manifestação foi um desdobramento desvirtuado pela esquerda (dominante nos sindicatos de funcionários públicos) das primeiras manifestações de 2013, assim como as atuais invasões escolares. Os professores saíram feridos assim como policiais. O governador e os sindicalistas nada sofreram. E a mídia só sacrifica a PM. Acusações de truculência, abuso de poder, uso indevido de bombas e munições de borracha. Nenhum repórter expôs mais as reivindicações dos professores. Nenhum repórter veio a público deixar claro que a Policia Militar, cumpre ordens do governo e vários policiais acabaram em hospitais. Se a tropa avança para acabar com determinado protesto, não foi uma decisão dos policiais e sim do governo que não assume sua responsabilidade quando os  excessos acontecem provocados por eles mesmo, já que se houvesse uma gestão moral dos recursos público e a devida valorização dos servidores, os protestos sequer existiriam. Enquanto a mídia acusa os policiais, a pauta reivindicatória é esquecida. Ponto para a classe politica. O policial faz um juramento de proteger a ordem mesmo com o risco a sua própria vida.

Enquanto há o conflito, a mídia distorce os fatos e se esquece das reivindicações ao mesmo tempo que se aponta a PM como culpada de tudo, sempre com opiniões "embasadas" em supostos especialistas em "Direitos Humanos" ou associações/entidades ligados à cartilha socialista. É importante e necessário refletir sobre as consequências das manifestações populares para identificar as manifestações forjadas por grupos políticos. A esquerda usou tanto a palavra "golpe" para forjar manifestações ilegitimas que nesse momento que o governo Temer não se esforça para apoiar a operação Lava Jato, deixando que um projeto de lei ataque de maneira vil aqueles nobres homens que se levantaram para fazer valer nada mais que a Justiça contra os vampiros que sugam a riqueza de nossa Nação, a palavra "golpe" perdeu o sentido. E sem sentido, age-se irracionalmente. Esse é o verdadeiro golpe: tentar amordaçar com risco de prisão inclusive, os poucos juízes, promotores, procuradores, policiais dispostos a prender com nos rouba. Uma vez que nosso povo é enraizadamente conservador - cristão e defensor da família -, quando um governo impõe falsas medidas sociais como uma insustentável política distribuição de renda que na prática geraram corrupção, aumento da violência e queda da moral geral do país, a insatisfação popular torna-se latente. 

A insatisfação começa a invadir o dia a dia, nas conversas de boteco, nos salões de beleza, nas igrejas, escolas, universidades(?), até enfim chegar à prosa descontraída na porta de casa após a janta, costume centenário dos interioranos do brasil, que hoje encontra-se ameaçado pela crescente violência urbana... Devido a ações destrutivas nas mais diversas áreas do cotidiano - cultura, política, mídia, artes, etc. - o governo federal (impondo uma agenda socialista/progressista) perdeu sua legitimidade de representação popular desde a derrocada de Dilma e os governos estaduais e suas prefeituras acompanharam a queda moral do descompromisso com a democracia e com o bem comum que veio acompanhada pela corrupção generalizada, nepotismo e abuso de poder que na prática deixa 60 mil brasileiros mortos de forma violenta por ano. Você sabendo ou não, você acreditando ou não, vivemos em guerra. Apesar de nossos valiosos recursos naturais e da farta mão-de-obra, nosso IDH é menor do que países da África, o continente mais pobre do mundo. Atualmente perdemos em desenvolvimento humano para nosso vizinho Paraguai, que quase varremos do mapa numa guerra macabra. Comparar-nos  com o Chile então, é covardia. Diante dessa realidade instável onde até nosso prato de feijão com arroz está ameaçado, é comum que o povo resolva manisfestar-se. 


Manifestar-se, de maneira pacífica, é um direito constitucional. É uma das formas mais explícitas do povo emanar a soberania popular. É numa manifestação legítima que a democracia respira. Porém, as forças políticas obscuras que sugam nosso país terminaram por dominar também aquelas manifestações que tiveram inicio em 2013 e se seguiram em 2014 e 2015. Hoje, vem a tona vários indícios de financiamento de manifestações por partidos políticos. O que, mesmo que os participantes não saibam, retira boa parte de sua característica de "manifestação espontânea" que muitos da mídia pregam, transformando um movimento democrático e legítimo em massa de manobra política. Dito isto, ao ver as cenas do confronto entre PM x professores paranaenses, devemos extrair o máximo de ensinamento que aquela fatídica manifestação pode nos dar dos dois lados, do governo (PM) e dos professores. Os professores foram induzidos ao erro de ultapassar a barreira da manifestação legal e partiu para a barbárie. O governo, através da PM, reprimiu excessivamente diante da situação incontrolável onde erros são inevitáveis principalmente pela grande desproporção entre numero de manifestantes x números de agentes de seguranças. No final de tudo, homens e mulheres, cidadãos de família e bem intencionados de ambos os "lados" machucados, presos. E os governantes intactos assim como suas mordomias. Portanto, não condene os policias nas manifestações. Os manifestantes violentos e seus defensores possuem o poder de escolha de não quebrar o patrimônio publico/privado muito menos ferir ninguém. Os policiais não tem escolha. Mesmo em menor número e sem ideais condições de trabalho são obrigados a cumprir seus juramentos mesmo em número muito menor.

Segundo Olavo de Carvalho, Deus é tão perfeito em sua Criação, que mesmo quando o intelecto cria mecanismos autodestrutivos disfarçados de essenciais e evoluídas teorias nas mais diversas épocas da História, nada é capaz de quebrar a ordem da "estrutura da realidade", alicerçada em valores universais. Como por exemplo, na grande maioria das culturas ao redor do mundo o assassinato é repudiado assim como o infanticídio. Outro exemplo: os milhares de cultos, seitas e religiões que exaltam um "ser superior". A estrutura da realidade tem raiz no nosso subconsciente coletivo, que sempre busca, nas pessoas bem intencionadas óbvio, a ordem e a paz. Nossos políticos tentam torcer essa estrutura através do abuso do Direito Positivo - a prova maior é a tentativa de aprovação do ultra impopular projeto que cerceia a operação Lava à Jato - mas, o povo manifestado graças a busca inconsciente pela Ordem Divina, traz ao campo da realidade a vontade de fazer algo para, no minimo, demonstrar de maneira natural e espontânea, o direito humano universal de protestar contra aquele que oprime. A questão que fica agora suspensa é se o povo brasileiro se libertará das amarras e farão eclodir novas manifestações maiores e mais espontâneas que as de 2013 ou se os 190 milhões de brasileiros continuarão ajoelhados perante 1 presidente inerte, 512 deputados e 88 senadores afundados no mar de corrupção e mordomias, consumindo as riquezas do país enquanto morrem 60 mil brasileiros por ano.



Dezembro, 2016.
Walter A.
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