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10 de mai de 2018

Gente que se acha: o estranho caso dos desinformados cheios de confiança*



*texto retirado do Blog do Dan Josua - https://danjosua.blogosfera.uol.com.br/2018/05/10/gente-que-se-acha-mas-nao-deveria-o-efeito-dunning-kruger/


Na década de 1990, um assaltante entrou em um banco nos Estados Unidos mostrando o rosto e, sem hesitar, sorriu para todas as câmeras de enquanto roubava a instituição. Algumas horas depois, ele se mostrou surpreso quando a polícia invadiu a sua casa para prende-lo. Ele havia passado limão do rosto - e tinha ouvida falar que a fruta deixava uma tinta invisível. Assim, não conseguia entender como a polícia o identificou tão facilmente.

Após diversos laudos de especialistas, o ladrão foi considerado uma pessoa de inteligencia normal. Ele também não estava em nenhum tipo de surto psicótico. O único problema, segundo especialistas, é que avaliou muito mal a sua própria capacidade.


Uma dupla de psicólogos americanos [Dunning e Kruger], começou a se perguntar se aquilo não poderia ser uma tendencia mais universal do que um ladrão isolado no meio do país. Será que quanto menos informação uma pessoa tem, mais provável é que ela vá superestimar o seu conhecimento? 

Todos nós já nos aproximamos dessa ideia. Lembra daquele colega de sala, o Pedro, que mesmo depois de tirar nota vermelha nas três últimas provas de Química, saia confiante do exame final? "Estava fácil", parecia pensar enquanto caminhava pelo corredor. Confiante, conversava com amigos e não pestanejava quando via que boa parte das suas respostas não conferiam com as dos colegas. No dia que o professor entregava a prova, ele era pego completamente de surpresa pela nota baixa estampada na primeira folha.  Para Pedro, a nota vermelha não fazia o menor sentido.



Mas o problema não é só dos Pedros da vida. Todos nós estamos sujeitos ao mesmo mecanismo. Por exemplo, e responda com sinceridade: você é um motorista melhor do que a média? Se os leitores desse blog obedecem ao padrão do mundo, 80% de vocês responderam que são superiores que a média. Uma impossibilidade estatística...

Os dois exemplos (Pedro e nossa autoavaliação enquanto motoristas) são facetas de um interessante fenômeno chamado de efeito Dunning-Kruger. Em outras palavras, a tendencia das pessoas que dominam pouco um determinado assunto de superestimarem seus próprio conhecimento. Seres humanos tem uma tendencia de se colocar acima da média, especialmente quando não dominam profundamente um tema específico. 

E o que é mais estranho ainda, grandes especialistas (e ótimos alunos) , tem, a tendencia contrária. Lembra daquele colega que sempre saia preocupado das provas, mas se saia muito bem no final das contas? a preocupação dele é tão previsível, do ponto de vista da psicologia, quanto a autoconfiança indevida de Pedro. A dúvida, e não a certeza, é a marca da inteligencia.

E assim caminha a humanidade: repleta da desinformados cheios de confiança e pessoas inteligentes que duvidam de si mesmas.   

Da próxima vez que voce topar com um guru, um candidato político ou quem for gritando, cheio de segurança, que o mundo é simples e que ele o entende, suspeite: essa é a marca da ignorância. Esse cara é só mais uma vítima do efeito Dunning-Kruger.
 

Série: O Mecanismo


O Mecanismo, 2018 - 1 temporada [Netflix].
Direção: José Padilha
Elenco: Carol Abras, Selton Melo, Enrique Diaz, Susana Ribeiro, entre outros.

José Padilha é um diretor reconhecido internacionalmente. Mora em Los Angeles, principal indústria de cinema [e das séries]. Galgou seus louros profissionais tratando de temas fundamentais para o país. Não sei se essa era sua intenção ou se o tiro saiu pela culatra, mas seus filmes e séries podem até ser vendidos como patrióticos. Sem a mínima demagogia. Os problemas estruturais mostrados desde Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010) e também na série Narcos são perfeitos exemplos da realidade: a necessária repressão policial para ao menos frear a guerra urbana carioca financiada tanto por traficantes quanto por políticos corruptos e governos ( Colômbia e México) de joelhos perante quartéis de drogas e lavagem de dinheiro bilionários.

Aproveitando a lacuna no mercado de filmes e séries policiais nacionais, o diretor vem obtendo satisfatório retorno e mantendo uma independência de causar calafrios em mamadores profissionais na lei Rouanet que se dizem "artistas". Sem essa independência é impossível abordar os temas que dificultam o amadurecimento do Brasil como uma Nação: corrupção da política, trafico de drogas, e falso moralismo. As obras de Padilha são sempre polêmicas e levantam debates duradouros ao mesmo passo que angaria também os detratores. O Mecanismo não poderia ser diferente: antes do lançamento oficial os políticos e empresários e homens públicos envolvidos saíram em justificativas e avisos de processos. Contudo, ninguém desmentiu os principais fatos criminosos. Atacaram a obra de ficção que demonstrava como os cofres públicos eram rapinados mas sequer negavam os crimes, tontos como um boxeador atingido por um direto, se resumiam a murmurar: são calúnias! Mesmo quando provas demonstravam o contrário.

A série tem como base o livro Lava Jato – o Juiz Sergio Moro e Os Bastidores da Operação Que Abalou o Brasil de Vladimir Netto. Antes da exibição de cada episódio vem o aviso que O Mecanismo é uma obra de ficção baseada em fatos reais. E licença poética é o que não falta na série: inclusive a mais polemica delas é a fala do senador e indiciado Romero Jucá ser transposta na boca do condenado ex-presidente Lula ("temos que estancar essa sangria") em reação ao avançar das investigações. Já que todos são raposas com acesso livre ao galinheiro que é o Erário Nacional, não vejo problema em quem falou o quê se todos - independente de ideologia ou partido político - visavam apenas poder e dinheiro as custas do trabalhador.

Marco Ruffo [Selton Mello] é o delegado Gerson Machado que desvenda o esquema de corrupção do Banestado, durante a década de 90 e que foi enterrado por um grande acordo entre PT e PSDB na CPI do Banestado em 2003. O agente federal mirava principalmente o doleiro Alberto Youssef, também cidadão londrino como o protagonista e criminoso nato. Na série Youssef é Roberto Ibrahim [Enrique Diaz]. Devido ao acordão político chancelado pelo Ministério Público (que permitiu que o doleiro enganasse a todos em sua 1a delação premiada) que livrou os maiores ladrões dos cofres público, Ruffo entra em desgraça, depressão e termina afastado do serviço operacional. Alguns agentes não desistiram das investigações e continuaram no encalço do criminoso doleiro sem imaginar que o fio da meada os levariam a grandes figuras políticas da República e mega empresários reconhecidos internacionalmente.

Uma simples transação (compra de um carro como pagamento de propina) feita por Youssef para o então presidente da Petrobras, paulo Roberto Costa, denominado na série João Pedro Rangel (Leonardo Medeiros) chama atenção da equipe da delegada Erika Marena, ou Verena Cardoni vivida competentemente por Carol Abras, desencadeado uma nova investigação que culmina com a República Federativa do Brasil (ou seria nossa República das Bananas) em frangalhos devassando não só os esquemas e projetos de drenagem de dinheiro público como também o vazio existencial de figuras pútridas e tenebrosas de nossa atual política daqueles que os rodeiam como urubus. Seguindo a mesma frequência estética de suas películas anteriores e aqui corroboradas pelo sistematizado roteiro de Elena Soares, O Mecanismo prende o telespectador desde o primeiro episódio e deixa alta a expectativa para o segunda temporada. As ameaças de boicote por parte de artistas engajados com partidos e políticos corruptos só deixa mais óbvio que apesar d´O Mecanismo ser uma ficção, é uma série bem mais real do que seus inspiradores envolvidos na operação Lava Jato gostariam que fosse. Destarte as demais obras de Padilha, essa também é imperdível.



Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM






24 de mar de 2018

DESMENTINDO A HISTÓRIA: O Nazismo foi mesmo de direita?



Diante de tantas distorções, fatos forjados e manipulações históricas, o TM entrega para seus seletos leitores uma série especial que mostrará um apanhado de "fatos históricos" já incutidos no imaginário popular, mas que na verdade são grandes, gigantescas mentiras. Como o Brasil não possui uma verdadeira elite intelectual e sim milhões de analfabetos funcionais com diploma de nível superior, tornou-se regra que a "opinião pública" seja moldada pelos chamados "especialistas": pessoas culturalmente e intelectualmente despreparadas para opinar sobre assuntos sérios e complexos, mas que a mídia eleva como sábios transmitindo ensinamentos valiosos sobre determinado assunto. Quem discorda imediatamente é taxado de "fascista" (o que quer que isso signifique fora do contexto histórico) pela maioria. Tais especialistas servem não para atestar uma veracidade histórica comprovada cientificamente sobre determinado fato que seria benéfica para o aprendizado da humanidade e sim para esconder a verdadeira essência daquele mesmo fato histórico e molda-lo para garantir uma narrativa que consiga ao mesmo tempo, esconder a verdade e tirar o poder de expressão de quem quer alcançar essa verdade.


A série inicia sua longa trilha pelo pântano da polêmica abordando umas das mais consolidadas falácias embutidas na História: o nazismo foi um movimento político de direita. Com argumentos tanto teóricos quanto práticos (extraídos da realidade), chega-se ao porquê do nazismo ser de esquerda (como seu próprio nome original denomina) e o motivo pelo qual se distorceu essa verdade histórica. Exatamente por ir de encontro o que diz a maioria dos pseudo-intelectuais que dominam tanto as academias de ensino superior (perdoem a redundância, mas é necessária nos dias de hoje para que não confundam com academias de musculação) quanto a mídia, será natural que tentem desmerecer esses breves apontamentos. Vale muito lembrar que, de maneira alguma, corroboro a tese em que o Brasil e o mundo está dividido no malfadado maniqueísmo direita x esquerda. O que vem a ser objeto de estudo aqui é o movimento político nazista e sua essência puramente socialista (ou como preferem alguns, "de esquerda"). Este breve trabalho não é uma apologia a desnutrida dicotomia que assombra as mentes mais obscuras e, ironicamente, mais populares de nosso país. Contra esses, nada além da verdade dos fatos:

1 - der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei ou Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Esse termo, que tomamos a liberdade de sublinha-lo, não foi colocado para designar o nome do partido nazista em vão. Acaso, aleatoriedade, não faz parte do cientificismo-político alemão do pós primeira guerra. Eles eram e se declaravam SOCIALISTAS. Ou seja, se opunham ao liberalismo e individualismo inglês. Naquele contexto histórico, ingleses eram "direita" e os nazistas "esquerda" traduzindo em parcos miúdos. 

2 - Havia toda uma literatura socialista alemã em voga no pensamento político desde o século XIX. Pensadores socialistas como Fichte, Rodbertus, Lassalle, Werner Sombart, Johann Plenge , H. G. Wells, Friedrich Naumann e Paul Lensch prepararam o arcabouço intelectual para que Hilter colocasse seu plano megalomaníaco em prática com a ajuda claro, do partido dos trabalhadores alemães da época. Foi com a teoria de Fichte que Hitler embasou suas idéias anti-semitas, afinal, segundo aquele, “permitir que os judeus se tornassem cidadãos alemães livres feriria a nação alemã”. Fichte é também considerado o pai do nacionalismo alemão, uma das bases do regime nazista e de todos os seus derivados.

3 - Ideias que raças mais fortes e com mais direitos que outras, tem raízes nos pais ideológicos de ambas máquinas, tanto a nazista quanto a soviética, de matar, Marx e Engels. Acompanhe o que Marx afirmou sobre os poloneses, primeiras vítimas de Hitler: “as classes e as raças fracas demais para conduzir as novas condições da vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário”. Já Engels, costumava denominar pequenas nações europeias (poloneses, judeus, ciganos, etc.)  de “lixo racial” (Völkerabfälle).

4 - Todos sabem, ou deveriam saber, que o socialismo se define não em suas ideologias (teorias), mas sim por seu sistema econômico (prática) e pelo tratamento dado a pessoas vistas como inimigas dos regimes totalitários. Destarte, por ser o socialismo a antítese do capitalismo, sua negação máxima, de maneira nenhuma a Alemanha nazista foi uma nação capitalista. Rodbertus, pai do "socialismo conservador" ou "socialismo de Estado", não pregava a abolição da propriedade privada. Ou seja, para não sufocar uma nação e consequentemente colapsa-la, o socialismo deve não extinguir o sistema capitalista e sim dirigir esse sistema; Lassale, abominava a utopia marxista sem classes e pregava ser necessário dominar a produção, os preços e a venda dos produtos numa simbiose macabra para a instauração de um sistema socialista menos danoso a curto prazo, porém igualmente terrível a longo prazo. E foi isso que os nazistas fizeram. Foi o que a URSS fez. É o que a China, Cuba, Coreia do Norte, Rússia e Venezuela fazem hoje. E é o que tentam a 30 anos implantar no Brasil.

5 - "(..) Há uma vida superior a vida individual – a vida do povo e do estado – e a finalidade do indivíduo é sacrificar-se por esta vida superior". É esse tipo de pensamento, como essa frase de Sombart, que uniu todos esses pensadores socialistas, e nutriu intelectualmente todos os líderes nazistas e os soviéticos. A idolatria ao Estado, a fidelidade ao grande Leviatã - que se confunde com seus líderes -, é a argamassa que une as nações totalitárias e justifica o assassinato de milhões de inocentes indefesos.

6 - Os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços; fato este que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força. De fato, os meios de produção na Alemanha nazista foram deixados em mãos privadas. Porém, a história mostra através de vastos documentos, "que era o governo alemão e não o proprietário privado quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado receber.", nas palavras de von Mises.

7 - Já os soviéticos - que se consideravam comunistas, ou seja, os verdadeiros socialistas - para implementar seu estado socialista, expropriaram os meios de produção. Não se contentaram apenas em modificar os parâmetros da economia e instituíram sua própria economia, mesmo que fadada ao colapso. Não se pode esquecer que, ao mesmo tempo que roubavam a nação "expropriando os burgueses", os soviéticos mantinham um mercado negro capitalista, sem falar nos notórios empréstimos concedidos pelos templos do capitalismo: os bancos internacionais.

8 - Usando caminhos diferentes, mas que objetivavam o mesmo fim - dominar os meios de produção e consequentemente o povo enquanto se elimina toda e qualquer oposição - tanto nazistas quanto soviéticos sucumbiram a um problema básico que o verdadeiro  sistema capitalista resolve por si só através da auto-regulação do livre mercado: a escassez. Sempre que o Estado interfere demais na economia, como os estados socialistas tem necessidade de fazer, ocorre aumento da inflação. A soma da inflação com o controle estatal (seja direto como na URSS ou indireto como na Alemanha nazista) descamba para a escassez. É o que os venezuelanos vivem nesse exato momento: as pessoas querem comprar bens básicos (como papel higiênico) mas não existe oferta pois não é a necessidade das pessoas que está movendo a economia e sim a necessidade do Estado. 


9 - Por qual motivo, os soviéticos denominaram os nazistas como sendo "capitalistas"? Primeiro, os nazistas romperam o pacto Ribentropp-Molotov, invadindo a URSS durante a II Guerra; Segundo, como já dito, os líderes soviéticos se achavam mais socialistas que os socialistas nazistas pois, estes não tiveram a coragem de expropriar os meios de produção e acabar com a propriedade privada. O simples fato de tomarem conta da economia por dentro, tal como um vírus, não agradava os comunistas soviéticos. Para estes, o simples fato de existir (mesmo que apenas na teoria) a propriedade privada, dava o direito de denominar os nazistas de capitalistas, mesmo eles sendo socialistas "conservadores", coisa que os radicais de Moscou trataram como uma dissidência.

10 - Por último, ao nomear de capitalistas os nazistas e solidificar essa ideia tanto dentro de seus países quanto mundo afora através de agentes culturais, os socialistas russos conseguiram desviar a atenção das mazelas que brotam das nações socialistas/totalitárias ao mesmo tempo que apresentaram um bode expiatório para justificar a manutenção de seu próprio regime, já que a Alemanha nazista, agora derrotada, passou a servir como exemplo da maldade que é o "sistema capitalista". Quem detém a vitória, detém a narração dos fatos e pode forçar sua própria verdade. Mas o tempo sempre trás a Verdade à superfície. Ao verem que o barco de seu filho mais novo de olhos azuis e raça ariana naufragara, o regime soviético, usando da metamorfose que o mantém vivo até hoje (com a falsa alcunha de Federação Russa), joga toda a culpa pelos erros anunciados do socialismo na Alemanha e passam a aponta-la exemplo não mais do socialismo como antes, mas de seus piores inimigos (Inglaterra e EUA), ou seja, o regime de Hitler, para encobrir o sangue derramado pelos soviéticos, passa a ser "de direita", capitalista, e representa tudo de ruim que existe no ocidente, o verdadeiro inferno na terra. Incompreensivelmente, não importa na narrativa histórica oficial, se a URSS e a Alemanha nazista, usavam dos mesmos expedientes para manter suas elites socialistas no poder: dominar os meios de produção e a propriedade privada de alguma maneira e matar (vale lembrar aqui, que foi assim que tanto Lênin quanto Hitler chegaram a serem líderes de seus respectivos partidos socialistas) quem fosse indesejado para o regime.  

Termino esse texto com uma frase autoexplicativa quando o assunto é nazismo/socialismo atribuída ao próprio Lênin:


"Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz".


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM


Fontes: mises.org.br / midiasemmascara.org / visaopanoramica.net

20 de mar de 2018

Série: Brasil Paralelo


É adolescente, jovem, senhor(a) de idade e está se sentindo perdido diante de tanta desgraça que se abate sobre nosso país? Sente que as fontes tradicionais de informação - jornais, tv, rádio, etc. - não condizem mais com a verdade? Sente que eles tentam CONDUZIR a verdade? Falo para aquelas pessoas que pensam além da novela global e do (des)encontro com Socialista Bernardes. Essas sim, tenho certeza, se sentem zonzas, humilhadas, defenestradas dia após dia por roubos, assassinatos, desvios de verbas públicas, estupros, falta de educação, desconstrução da família. da igreja, das escolas... Para essas pessoas que, assim como eu, se sentem-se impotentes, atônitas e buscam uma resposta (ou várias) para todos esses males que sufocam nossa grande Nação, só resta estudar e buscar conhecimento para superar essa grande crise moral que deu vazão as demais crises nacionais - política, saúde, segurança pública e educação. 


Todas essas áreas, as principais áreas sociais que o Estado deveria proteger e investir maciçamente, estão em crise. Vou desenhar para os questionadores do inquestionável: Nossos políticos "mais importantes" quando não estão presos e condenados estão na condição de réu bem encaminhados para a condenação; nosso sistema de saúde, bilionário e desmantelado, saqueado pelas três instâncias de poder (federal, estadual e municipal) relegam os cidadãos à própria sorte, sendo o relato de falta de insumos básicos como esparadrapo nos postos de saúde e falta de profissionais de saúde, recorrentes; Uma vez que morrem 70 mil brasileiros por ano, precisa-se falar mais para atestar a crise na segurança pública? Nossas escolas públicas parecem mais filiais do folhetim infanto-juvenil Malhação, sendo comum todo tipo de atividade, menos estudar de verdade já que é comum os alunos saírem do ensino médio sem saber nem a tabuada; nas universidades a situação é ainda pior já que a regra é participar de coletivos, festas, DCE´s, mas focar no curso e nas matérias que formaram o profissional, não. Isso é coisa de fascista. Não à toa, as universidade brasileiras é ocupada em quase 50% de analfabetos funcionais.


Como chegamos a esse nível tão baixo de civilização? Como um país tão rico possui um povo tão maltratado, já que esse mesmo povo produz toda a riqueza? O documentário acima que na verdade foi um congresso, do grupo de mídia independente Brasil Paralelo, busca deixar claro como nossa história descambou para esse puteiro atual. Sem o lodo do esquerdismo que mancha as obras de História atuais, essa série mostra os ideais humanos fundamentais que alicerçaram nosso país, abordando desde a época colonial, imperial e principalmente a nossa malfadada República. Com participação de grandes nomes de diversas áreas - Olavo de Carvalho, Luiz Felipe Pondé, Rodrigo Constantino, Mendonça Filho, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Miguel Nabib, entre outros - os capitulos destrincham as nuances políticas externas que moldaram nosso país tanto para o bem quanto para o mal que hoje encontrasse enraizado em nossa terra.    


Como já dito, não a muito que o cidadão comum possa fazer, afinal também temos nossa parcela de culpa. Ilhados por um mar de miséria intelectual, só resta estudar, caminhar lentamente em busca do encontro com o conhecimento acompanhados de Deus. É um caminho árduo, onde o brasileiro tem que primeiro se recolocar nos trilhos da humanidade para então o país seguir o caminho grandioso tal qual suas grandezas naturais. A limpeza que país precisa precisa vir de nós mesmo, para então alcançar os andares mais altos do poder. Não sejamos tolos de aguardar uma mudança radical de caráter e atitudes das castas mais altas. A base (eu, você, nós) mudando, sozinha e independente, destruirá o topo (todo o establishment enraizado nos três poderes, na mídia e nas instituições sociais mais importantes como escola, igreja e universidade) anestesiado com seus privilégios imerecidos.

Walter A.
                                                                                                                                         wkr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

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O Congresso foi dividido em 6 documentários:

  • Episódio 1: Panorama Brasil — Um raio-x inconveniente
  • Episódio 2: Terra de Santa Cruz — Uma história não contada
  • Episódio 3: A Raiz do Problema — Como chegamos aqui?
  • Episódio 4: Dividindo Pessoas, Centralizando o Poder
  • Episódio 5: Propostas
  • Episódio 6 (extra): Impeachment — Do apogeu à queda

10 de mar de 2018

ÚLTIMAS: Brasil entrega à empresa russa acusada de espionagem os cuidados com os dados das Forças Armadas

Segundo o site UOL, a empresa russa Kaspersky ganhou licitação para gerenciar os antivírus usados por nossas Forças Armadas - Marinha, Exército e Aeronáutica. A empresa atuará na proteção aos sistemas de computadores, especificamente no setor de segurança digital: antivírus, invasões e programas maliciosos. Os russos, que venceram o pregão eletrônico em março de 2015, já começaram a instalação de seus programas que ocuparão cerca de 120 mil máquinas nas 3 Forças ao custo total de R$ 8,4 milhões. 

Até então, tudo dentro dos conformes legais. Contudo, no âmbito moral, não foi bom negócio. No início do mês de setembro, os EUA emitiram nota oficial onde se diziam preocupados pelo envolvimento da citada empresa na já tão conhecida espionagem russa. A empresa, por meio de seu CEO, Eugene Karspersky, negou que se envolvesse em ataques e afirmou que a missão da empresa é proteger os computadores.

Fonte: UOL Notícias

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Vocês acreditam mesmo que essa empresa está só preocupada em "proteger" os computadores de nossas Forças Armadas? A Rússia, país derivado da URSS, sempre baseou seu desenvolvimento militar na espionagem. Olhando por outro ângulo, o que a Rússia espionaria da sucateada FFAA? Por esse interesse, podemos deduzir que o Brasil, mesmo mal tratada, estrupiado e vilipendiado, é deveras importante para a geopolítica mundial.

12 de set de 2017

FILME: A Caça


[Jagten], 2012.
Dir.: Thomas Vinterberg
Elenco: Mads Mikkelsen, Thomas  Bo Larsen
Annika Wedderkopp...

Dur.: 105min


Em tempos onde o "politicamente correto" extrapolou a muito o senso do ridículo, inclusive a título de exemplo, com alguns deputados ao redor do mundo recomendando que a pedofilia deixe de ser crime e passe a ser tratada como doença - aqui no Brasil dep. Jean Willys PSOL-RJ é um desses filhas da puta - filmes como esse do diretor Thomas Vinterberg são verdadeiros estandartes do pensar. O erotismo/sexismo permeia toda a cultura atual popular nacional [livros, musicas, novelas, etc.] onde qualquer criança tem acesso, infelizmente: basta ligar na Malhação no fim de tarde. Óbvio que não será visto sexo explícito, mas às alusões e conversas sobre a importância exacerbada da necessidade de perder a virgindade, por exemplo, em contraponto com tantos outros assuntos urgentes para uma juventude saudável discutir, debater, abordar serão notórias... Os outros canais não são diferentes. O ápice é o programa Amor e Sexo... O tema não é esse, porém, faz necessário essas citações pois é através do sexo na tv e na música - funk é o maior expoente atual - que as crianças perdem cada vez mais cedo sua sagrada inocência.

É sobre isso que A Caça trata. Uma menina de nome Klara interpretada excelentemente pela jovem Annika Wedderkopp, por já se encontrar num meio onde o sexo é "normal" (inclusive vendo seu irmão mais velho com suas revistas masculinas) inventa que seu professor - o qual todos gostam - vivido pelo talentoso Mads Mikkelsen [Dr. Estranho], tentou molesta-la. Nos tempos atuais, onde a hipocrisia reina na contramão de duras leis, a maioria das pessoas dissocia a realidade do politicamente correto e seguem esse último como uma religião, no caso, punindo socialmente e de maneira dura, sem antes analisar ambos lados da contenda. No caso da película, um homem até então honrado em seu meio e uma garota que todos julgavam 100% inocente para questões sexuais. Surge aí a premissa nuclear do filme. 

Todos começam a julgar, condenar Lucas (Mikkelsen) e ele acaba perdendo o emprego, sendo perseguido na comunidade, perdendo a confiança da família, enfim, vivendo um inferno na terra. Logicamente que uma criança deve ser 100% protegida de toda e qualquer referência a sexo e, quando uma denuncia grave como essa vir à tona, deve-se analisar a vida pregressa de cada envolvido e de seus familiares. Creio que um ponto relevante que o cineasta quis registrar foi o julgamento de seus próprios pares. Sem duvida existem muitos mais casos de abusos que casos de "mal entendidos" que trata o filme. No momento histórico ocidental em que estamos, onde a cultura imerge a mulher num mundo altamente pornográfico enquanto pune severamente os abusadores, essa dicotomia - influência do sexo contrapondo a repressão legislativa - gera limbos onde inocentes pagam muito mais caro que criminosos contumazes.

Não foi em vão que o prêmio de melhor ator do festival de Cannes de 2012 foi dado a Mads Mikkelsen: ele consegue passar para os espectadores muito da angústia e da fé de um inocente condenado socialmente. A família de Lucas surge como uma rocha firme durante um terremoto, que mesmo tendo a confiança abalada, o conhece por demais para acreditar em tamanho ato horrendo. No núcleo familiar a figura mais marcante é seu filho, Marcus, que tem o pai como um bastião de heroísmo. O filme foi multipremiado em grandes festivais de cinema em toda Europa. Imperdível película para aguçar a mente em tempos de politicamente correto x libertinagem.
Walter A.

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13 de fev de 2017

EDITORIAL: mero desabafo sobre o caos no Espírito Santo

Não há como evitar, ao menos para mim, de me indignar com as notícias correntes: os maiores escândalos de corrupção da história, a criminosa reforma da previdência e a guerra urbana e cultural que deixa quase 60 mil mortos todos os anos. Como sempre gosto de lembrar, não tenho NENHUM interesse político, partidário ou ideológico: não dependo de cargo público comissionado, nunca [graças a Deus] precisei "babar ovo" de "gente influente" para ganhar a vida como muitos de meus conterrâneos se veem compelidos a fazer para ter uma vida minimamente decente. Meu interesse em assuntos públicos, de interesse geral, vem de uma cosmovisão crista: acredito que o modo mais fácil de ajudar-nos uns aos outros ("amai-vos uns aos outros") é através de um pacto social justo (Governo) e por saber de meus deveres e direitos, quero também que o maior numero de pessoas também tenham noção dos problemas nacionais para então solucionarmos. Sem segundas intenções. Sei que minha opinião é ínfima, mas não abro mão do direito constitucional da livre manifestação do pensamento. Este blog já esteve melhor de "ibope" quando abordava assuntos mais locais e contava com mais colaboradores ativos. Eramos constantemente citados pela rádio Zumbi FM da época do saudoso Sílvio Sarmento... Talvez pelo caráter "progressista" dos assuntos abordados no início do blog a aceitação era maior. Um dos fatos que corroboram esse tese é que foi só eu citar um trecho da bíblia num editorial passado e obtive o menor número de acessos desde que comecei a escrever. Com poucos ou muitos acessos, a proposta inicial está mantida, sempre na vanguarda, buscamos estar o mais longe possível dos lugares-comum alarmados por 9 entre 10 jornalistas, comunicadores, etc. e, independente de qualquer fato, uma análise neutra dos fatos com o intento da busca do conhecimento pelo simples conhecimento, ou seja, pela Verdade, sera sempre meu guia. E só se pode buscar a Verdade sendo INDEPENDENTE INTELECTUALMENTE.

Assim sendo, ao acompanhar na noite deste domingo os jornais mentindo, distorcendo e invertendo valores acerca da manifestação dos PMs do Estado do Espírito Santo me vi obrigado a sentar aqui e finalizar esse texto pois tenho diminuído consideravelmente a elaboração de meus textos ultimamente. Resolvi ir ao cerne da questão, da unica forma certa que existe: estudando. Antes eu escrevia no mesmo ritmo que lia. Agora leio muito mais mais que escrevo. Sempre em busca de especialistas imparciais, não os "especialistas" da mídia prostituída. Tento ao máximo achar escritores que sejam IMPARCIAIS coisa muito difícil de destingir nos dias atuais onde a manipulação dos fatos pela "grande" mídia é cada vez mais sutil e convincente de uma realidade hipotética aceita e vivida como real. Somos bombardeados dia após dia por notícias repetidas e opiniões de colunistas e comentaristas de tv que mal leem sobre aquilo que falam, baseando suas opiniões em artigos e notícias de outros meios de comunicação igualmente alienantes e sem profundidade, gerando um ciclo de emburrecimento coletivo de amplo alcance alienando e embrutecendo o povo de maneira constante utilizando como principal instrumento a onipresente televisão.



Sempre que disponho de tempo ocioso e paciência aos domingos,  tento assistir aos jornais do horário nobre das emissoras abertas que condensam as principais notícias empurradas goela abaixo da população ignorante durante  a semana. A conclusão é corriqueira: os jornais repetem notícias mudando apenas a roupagem, isso sem falar na extrema superficialidade com que tratam temas densos como processos judiciais contra corruptos, CPIs, tráfico de drogas e violência urbana, etc. Em contraste negativo com a superficialidade geral desses telejornais vem o tom sério e soturno com que são apresentados. Talvez toda essa seriedade que não permite sequer um rápido sorriso nem quando a matéria é leve, deve ser visto como sinal de alerta como embuste para esconder a falta de conhecimento que permeia em meio a maioria esmagadora dos jornais tanto impressos, quanto transmitidos pela tv. A exceção é o rádio e alguns canais de internet feito por gente comum (que não trabalham para a "grande mídia" ), porém bem informada.  O único obstáculo é o ínfimo alcance dessas notícias que realmente merecem nosso interesse comparadas com as notícias alienantes divulgadas diariamente pela mídia comum e de grande alcance.


Fiz esse pequeno e rápido estudo de caso por achar que a mídia jornalistica é o Quarto Poder. Denúncias bem elaboradas por jornalistas mudam para melhor a vida pública de qualquer país que se diga democrático. A mídia daqui parou de procurar. Medo? Agora os jornais servem apenas para replicar as operações de uma Polícia Federal que trabalha de mãos atadas, prendendo peixes pequenos e livrando em alto mar os peixões-chefes. Os jornalistas que cobrem a área política aparentemente esqueceram de exercer a atividade básica da investigação jornalística: perguntar. Só se chega a respostas perguntando, indo atrás do conhecimento necessário para elucidar de maneira mais próxima da realidade uma hipotética questão. Para ser um bom jornalista é necessário gostar e exercitar a maiêutica socrática. Que fique claro, não culpo os profissionais da caneta. Esse meu tolo desabafo é direcionado a seus editores que os comandam já que esses deveriam cobrar mais qualidade naquilo que pagam e identificar os ideólogos para serem imparciais pelo menos no seus empregos. Mas como se a maioria dos editores também são ideólogos imparciais? Imagino ser muito difícil atuar como jornalista imparcial e honesto nos dias tenebrosos em que vivemos. Um parágrafo estruturado em fatos reais e sinceros, nos dias de hoje, pode, em vez de alavancar uma carreira dar em morte como ocorreu nas ultimas semanas com dois jornalistas baianos. Sei que os ordens vem de cima, dos dono$ dos meios desses meios de comunicação. Jornalistas que deveriam primar pela verdade, acabam tendo além de uma formação marxista nas universidades, que seguir linhas editoriais elaboradas não por diretores de criação ou editores sérios, mas por quem paga as propagandas.

Voltemos para o mundo empírico para não dizer que vos apresento apenas teoria. Tomemos para um rápido estudo de observação o programa televisivo Fantástico que há décadas é líder no horário nobre da tv brasileira. Gostemos ou não serve como termômetro para identificar as tendências que as grandes empresas e governo tentam com sucesso incutir na mente da massa ignorante: o discurso de ódio contra Donald Trump, as mentiras e calunias endereçadas a Bolsonaro, a defesa de criminosos (direitos humanos), a criminalização da polícia militar, o incentivo a práticas contra os costumes cristãos,  etc. Insistindo, ocupando espaços na cultura (musica, educação, literatura, etc.) em temas demoníacos os senhores do globalismo alcançam dois objetivos ao mesmo tempo: mais lucro através do consumismo vazio  ao mesmo tempo que patrocinam a destruição moral da sociedade. Com qual intuito? Simplesmente reiniciar o ciclo vicioso de baixa moral, alta de crimes resultando em mais lucro para empresas e governos (impostos) ao passo que se controla a vida da maioria das pessoas quase que e sua totalidade. No já citado programa televisivo, deu-se ênfase as palavras do ministro de Defesa que condenava unilateralmente os policiais se prendendo ao já conhecido positivismo das leis que convém ao Estado em detrimento do cidadão. Também foi afirmado por um dos apresentadores (na maior cara de pau possível) citando o secretario de segurança do Espírito Santo, que as 140 mortes ocorridas durante a falta de policiamento podem terem sido cometidas pelos PMs "grevistas" como se lá não houvesse tráfico, crime organizado, etc. fomentados por políticos corruptos... Os mesmo que agora tentam se safar do caos instalado por eles mesmos culpando quem tenta colocar ordem mesmo com o risco da própria vida. Em nenhum momento os engravatados citaram que os nobres guerreiros da PMES ganham muito pouco para combater o mal que brota graças a esses filhos da puta eleitos pelo povo quando desviam verbas das áreas essenciais, inclusive da segurança pública. Acha muito o salário do policial? Ser policial no Brasil é a profissão mais arriscada do mundo. Não sou eu que digo esquerdinha. É a ONU. Trabalhar em condições precárias, com risco eminente de vida para servir a sociedade, com horas extras não remuneradas e sem aumento, é fazer com que o PM procure uma forma de dissipar sua incontestável insatisfação. Mas nada a favor dos policiais é dito nessa mídia maldita. Nem mesmo a ombridade de procurar representantes dos trabalhadores militares eles tiveram.

Já quis muito ser um jornalista. Porém, depois de estudar como funciona a prática da coisa, sustentada por tv e jornais dependentes de patrocínios públicos e privados amigos de políticos, resolvi buscar no Direito a fonte para minha intelecção. Não me arrependo. Hoje quanto abro os jornais ou ligo a tv e me deparo com Sakamoto, Duvivier, Singer, Bonner, Fantástico, Fátima Bernardes, Caco Barcelos, etc. me dá asco. Nada do que eles dizem diz respeito a realidade, imparcial, sem ideologia, fria e impessoal. Mas o pior não são os jornalistas. Pior são os "colunistas": geralmente agentes ideológicos pagos para falar bem de algo que o governo fez ou pretende fazer. Esses detêm as opiniões que devemos seguir. Nessa semana de destruição e morte no ES, todos eles se calaram. Não sabiam o que dizer. Agora que o governo está prendendo os mártires e sufocando a manifestação legítima - não do ponto de vista jurídico mas do ponto de vista ético-moral - com a velha mão de ferro do Estado, alguns começam a balbuciar pérolas de ignorância pendendo sempre para o lado mais forte, criminalizando com combate o crime tirando o foco dos bandidos tanto os da favela e principalmente dos engravatados. Observem os fatos da virada do ano onde 5 dezenas de presidiários reincidentes e periculosos foram mortos e comparem com os fatos dessa semana. Depois daquilo o poder público se mobilizou para melhorar as condições carcerarias com custos imediatos de 2 bilhões de reais. Para os protetores das famílias, dos trabalhadores e até deles mesmo que se valem de seguranças PMs, o que o governo tem a oferecer é prisão e expulsão (clique ´para saber mais).

Julho, 2017.


Walter A.
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