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13 de fev de 2017

EDITORIAL: mero desabafo sobre o caos no Espírito Santo

Não há como evitar, ao menos para mim, de me indignar com as notícias correntes: os maiores escândalos de corrupção da história, a criminosa reforma da previdência e a guerra urbana e cultural que deixa quase 60 mil mortos todos os anos. Como sempre gosto de lembrar, não tenho NENHUM interesse político, partidário ou ideológico: não dependo de cargo público comissionado, nunca [graças a Deus] precisei "babar ovo" de "gente influente" para ganhar a vida como muitos de meus conterrâneos se veem compelidos a fazer para ter uma vida minimamente decente. Meu interesse em assuntos públicos, de interesse geral, vem de uma cosmovisão crista: acredito que o modo mais fácil de ajudar-nos uns aos outros ("amai-vos uns aos outros") é através de um pacto social justo (Governo) e por saber de meus deveres e direitos, quero também que o maior numero de pessoas também tenham noção dos problemas nacionais para então solucionarmos. Sem segundas intenções. Sei que minha opinião é ínfima, mas não abro mão do direito constitucional da livre manifestação do pensamento. Este blog já esteve melhor de "ibope" quando abordava assuntos mais locais e contava com mais colaboradores ativos. Eramos constantemente citados pela rádio Zumbi FM da época do saudoso Sílvio Sarmento... Talvez pelo caráter "progressista" dos assuntos abordados no início do blog a aceitação era maior. Um dos fatos que corroboram esse tese é que foi só eu citar um trecho da bíblia num editorial passado e obtive o menor número de acessos desde que comecei a escrever. Com poucos ou muitos acessos, a proposta inicial está mantida, sempre na vanguarda, buscamos estar o mais longe possível dos lugares-comum alarmados por 9 entre 10 jornalistas, comunicadores, etc. e, independente de qualquer fato, uma análise neutra dos fatos com o intento da busca do conhecimento pelo simples conhecimento, ou seja, pela Verdade, sera sempre meu guia. E só se pode buscar a Verdade sendo INDEPENDENTE INTELECTUALMENTE.

Assim sendo, ao acompanhar na noite deste domingo os jornais mentindo, distorcendo e invertendo valores acerca da manifestação dos PMs do Estado do Espírito Santo me vi obrigado a sentar aqui e finalizar esse texto pois tenho diminuído consideravelmente a elaboração de meus textos ultimamente. Resolvi ir ao cerne da questão, da unica forma certa que existe: estudando. Antes eu escrevia no mesmo ritmo que lia. Agora leio muito mais mais que escrevo. Sempre em busca de especialistas imparciais, não os "especialistas" da mídia prostituída. Tento ao máximo achar escritores que sejam IMPARCIAIS coisa muito difícil de destingir nos dias atuais onde a manipulação dos fatos pela "grande" mídia é cada vez mais sutil e convincente de uma realidade hipotética aceita e vivida como real. Somos bombardeados dia após dia por notícias repetidas e opiniões de colunistas e comentaristas de tv que mal leem sobre aquilo que falam, baseando suas opiniões em artigos e notícias de outros meios de comunicação igualmente alienantes e sem profundidade, gerando um ciclo de emburrecimento coletivo de amplo alcance alienando e embrutecendo o povo de maneira constante utilizando como principal instrumento a onipresente televisão.



Sempre que disponho de tempo ocioso e paciência aos domingos,  tento assistir aos jornais do horário nobre das emissoras abertas que condensam as principais notícias empurradas goela abaixo da população ignorante durante  a semana. A conclusão é corriqueira: os jornais repetem notícias mudando apenas a roupagem, isso sem falar na extrema superficialidade com que tratam temas densos como processos judiciais contra corruptos, CPIs, tráfico de drogas e violência urbana, etc. Em contraste negativo com a superficialidade geral desses telejornais vem o tom sério e soturno com que são apresentados. Talvez toda essa seriedade que não permite sequer um rápido sorriso nem quando a matéria é leve, deve ser visto como sinal de alerta como embuste para esconder a falta de conhecimento que permeia em meio a maioria esmagadora dos jornais tanto impressos, quanto transmitidos pela tv. A exceção é o rádio e alguns canais de internet feito por gente comum (que não trabalham para a "grande mídia" ), porém bem informada.  O único obstáculo é o ínfimo alcance dessas notícias que realmente merecem nosso interesse comparadas com as notícias alienantes divulgadas diariamente pela mídia comum e de grande alcance.


Fiz esse pequeno e rápido estudo de caso por achar que a mídia jornalistica é o Quarto Poder. Denúncias bem elaboradas por jornalistas mudam para melhor a vida pública de qualquer país que se diga democrático. A mídia daqui parou de procurar. Medo? Agora os jornais servem apenas para replicar as operações de uma Polícia Federal que trabalha de mãos atadas, prendendo peixes pequenos e livrando em alto mar os peixões-chefes. Os jornalistas que cobrem a área política aparentemente esqueceram de exercer a atividade básica da investigação jornalística: perguntar. Só se chega a respostas perguntando, indo atrás do conhecimento necessário para elucidar de maneira mais próxima da realidade uma hipotética questão. Para ser um bom jornalista é necessário gostar e exercitar a maiêutica socrática. Que fique claro, não culpo os profissionais da caneta. Esse meu tolo desabafo é direcionado a seus editores que os comandam já que esses deveriam cobrar mais qualidade naquilo que pagam e identificar os ideólogos para serem imparciais pelo menos no seus empregos. Mas como se a maioria dos editores também são ideólogos imparciais? Imagino ser muito difícil atuar como jornalista imparcial e honesto nos dias tenebrosos em que vivemos. Um parágrafo estruturado em fatos reais e sinceros, nos dias de hoje, pode, em vez de alavancar uma carreira dar em morte como ocorreu nas ultimas semanas com dois jornalistas baianos. Sei que os ordens vem de cima, dos dono$ dos meios desses meios de comunicação. Jornalistas que deveriam primar pela verdade, acabam tendo além de uma formação marxista nas universidades, que seguir linhas editoriais elaboradas não por diretores de criação ou editores sérios, mas por quem paga as propagandas.

Voltemos para o mundo empírico para não dizer que vos apresento apenas teoria. Tomemos para um rápido estudo de observação o programa televisivo Fantástico que há décadas é líder no horário nobre da tv brasileira. Gostemos ou não serve como termômetro para identificar as tendências que as grandes empresas e governo tentam com sucesso incutir na mente da massa ignorante: o discurso de ódio contra Donald Trump, as mentiras e calunias endereçadas a Bolsonaro, a defesa de criminosos (direitos humanos), a criminalização da polícia militar, o incentivo a práticas contra os costumes cristãos,  etc. Insistindo, ocupando espaços na cultura (musica, educação, literatura, etc.) em temas demoníacos os senhores do globalismo alcançam dois objetivos ao mesmo tempo: mais lucro através do consumismo vazio  ao mesmo tempo que patrocinam a destruição moral da sociedade. Com qual intuito? Simplesmente reiniciar o ciclo vicioso de baixa moral, alta de crimes resultando em mais lucro para empresas e governos (impostos) ao passo que se controla a vida da maioria das pessoas quase que e sua totalidade. No já citado programa televisivo, deu-se ênfase as palavras do ministro de Defesa que condenava unilateralmente os policiais se prendendo ao já conhecido positivismo das leis que convém ao Estado em detrimento do cidadão. Também foi afirmado por um dos apresentadores (na maior cara de pau possível) citando o secretario de segurança do Espírito Santo, que as 140 mortes ocorridas durante a falta de policiamento podem terem sido cometidas pelos PMs "grevistas" como se lá não houvesse tráfico, crime organizado, etc. fomentados por políticos corruptos... Os mesmo que agora tentam se safar do caos instalado por eles mesmos culpando quem tenta colocar ordem mesmo com o risco da própria vida. Em nenhum momento os engravatados citaram que os nobres guerreiros da PMES ganham muito pouco para combater o mal que brota graças a esses filhos da puta eleitos pelo povo quando desviam verbas das áreas essenciais, inclusive da segurança pública. Acha muito o salário do policial? Ser policial no Brasil é a profissão mais arriscada do mundo. Não sou eu que digo esquerdinha. É a ONU. Trabalhar em condições precárias, com risco eminente de vida para servir a sociedade, com horas extras não remuneradas e sem aumento, é fazer com que o PM procure uma forma de dissipar sua incontestável insatisfação. Mas nada a favor dos policiais é dito nessa mídia maldita. Nem mesmo a ombridade de procurar representantes dos trabalhadores militares eles tiveram.

Já quis muito ser um jornalista. Porém, depois de estudar como funciona a prática da coisa, sustentada por tv e jornais dependentes de patrocínios públicos e privados amigos de políticos, resolvi buscar no Direito a fonte para minha intelecção. Não me arrependo. Hoje quanto abro os jornais ou ligo a tv e me deparo com Sakamoto, Duvivier, Singer, Bonner, Fantástico, Fátima Bernardes, Caco Barcelos, etc. me dá asco. Nada do que eles dizem diz respeito a realidade, imparcial, sem ideologia, fria e impessoal. Mas o pior não são os jornalistas. Pior são os "colunistas": geralmente agentes ideológicos pagos para falar bem de algo que o governo fez ou pretende fazer. Esses detêm as opiniões que devemos seguir. Nessa semana de destruição e morte no ES, todos eles se calaram. Não sabiam o que dizer. Agora que o governo está prendendo os mártires e sufocando a manifestação legítima - não do ponto de vista jurídico mas do ponto de vista ético-moral - com a velha mão de ferro do Estado, alguns começam a balbuciar pérolas de ignorância pendendo sempre para o lado mais forte, criminalizando com combate o crime tirando o foco dos bandidos tanto os da favela e principalmente dos engravatados. Observem os fatos da virada do ano onde 5 dezenas de presidiários reincidentes e periculosos foram mortos e comparem com os fatos dessa semana. Depois daquilo o poder público se mobilizou para melhorar as condições carcerarias com custos imediatos de 2 bilhões de reais. Para os protetores das famílias, dos trabalhadores e até deles mesmo que se valem de seguranças PMs, o que o governo tem a oferecer é prisão e expulsão (clique ´para saber mais).

Julho, 2017.


Walter A.
facebook.com/Walter_blogTM

20 de jan de 2017

FILME: Precisamos Falar Sobre o Kevin



Precisamos Falar Sobre O Kevin, 2011.
Dir.: Lynne Ramsey
Drama
Dur.:112min.


Quanto pesa a parcela de culpa dos pais num massacre cometido por seu filho adolescente que depois se suicida? O lugar comum após tragedias cada vez mais comuns - a poucos dias um homem matou 7 pessoas num bordel no Estado de São Paulo e não faz muito tempo que outro assassino matou várias pessoas num cinema também em SP - é levantar a vida dos criminosos: era violento? Sofre de doenças mentais? Algum fanático? Satanista? Psicopata? Sociopata? Os jornais cada vez mais rasos, vão na contramão da realidade, não têm se aprofundado no principal problema para que chacinas não voltem a ocorrer: a criação [ou a falta dela] dos perpetradores.



O ótimo filme da escocesa Lynne Ramsey é uma adaptação do livro homônimo da escritora Lionel Shriver de 2007 que tem como razão de existência as inomináveis chacinas ocorridas em território norte-americano com destaque para o assassinato de 13 pessoas numa escola na cidade de Columbine, Estado do Colorado em 1999 por 2 adolescentes que se suicidaram após o crime. Segundo a autora, o jeito de vestir, as músicas e sites mais acessados dos assassinos foram perguntas frequentemente respondidas pela imprensa, mas só conhecer o meio cultural basta para abrir uma pequena fresta na calcificada mente de um assassino em série? Diante da ignorância disseminada por pseudo-intelectuais, é natural que a mídia busque o mais fácil, de venda mais rápida e entre a verdade e a polêmica, óbvio que a segunda opção é mais lucrativa. Já para o público em geral pouco importa se a reportagem trouxe elementos verídicos ou fantasiosos; a atenção logo será tomada por outra notícia trágica, assim se sucedendo dias após dias num ciclo de morte e desinformação bastante rentável.



Mostrando aguçada sensibilidade para "cortar na própria carne" [num mundo rodeado por um falso feminismo] para usar um termo muito usado pela imprensa inócua, a diretora dá forma e acrescenta conteúdo através de boas técnicas de filmagem e estética marcante: cores fortes, diálogos curtos e precisos, intervenções poéticas [como a cena inicial onde Tilda Swinton  resolve deixar a vida hedonista e ter um relacionamento "sério" sem imaginar sua principal e mais corriqueira consequência: um filho]. Nesse mundo atual onde o "politicamente correto" reina em detrimento inclusive da Arte, encontrar uma mulher que resolva expor a culpa exatamente de uma mulher "moderna e independente" infantil em renegar a vinda de um filho que derroca em uma série de mortes, é admirável e merecedora de méritos. Em tempos de feminazis, auto análise é recomendado apenas para as fortes. E o papel do pai? O pai do Kevin é presente fisicamente mas completamente ausente de alma...Contudo,  o que fica claro é que a falta de amor materno somada a permissividade paterna [provavelmente para compensar o desprezo materno] faz gerar o ambiente perfeito para o desenvolvimento do sociopata que acaba por ceifar vidas de inocentes covardemente.
                               

Não foi a toa que filme foi premiado. Sua essência é chocante por traduzir na tela a realidade. A personalidade de Kevin adolescente [vivido por Ezra Muller] é terrificante. Porém, mais terrível ainda são as atitudes exaladas naturalmente pela mãe que, por mais que tente esconder, não consegue frear sua ojeriza pelo menino. Por mais que os recentes estudos indiquem uma crescente influencia do meio sobre o individuo, os casos estudados no livro e competentemente resumidos nesse filme, mostram que a vida familiar prazerosa e o amor incondicional são os fatores preponderantes para criar filhos de mentes saudáveis, sem ódio no coração e, principalmente com consciência suficiente para preservar sua própria vida e de seus semelhantes. Apesar de muitos ideólogos ainda tentarem sem sucesso culpar o abstrato [o capitalismo, a cultura ocidental, a cristandade, etc.] a velha e boa realidade captada pelos verdadeiros artistas, sempre nos mostrará o caminho a seguir para evitar a decadência. A grande maioria das crianças mal educadas acabam por se tornarem adultos de caráter deformado. A minoria mal educada, rompem de vez com a ordem social e além do caráter deformado adquirem hábitos sociopatas. Como não se pode prever o futuro, só nos resta policiar a nós e nossos rebentos e temer a Deus.


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

7 de dez de 2016

EDITORIAL: polícia x manifestantes: a classe política agradece


Era recorrente até pouco tempo atrás em diversas cidades de médio e grande porte de nosso país manifestações tanto contra o governo quanto a favor. O ápice dos protestos aconteceu em 2013 e após o impeachment do criminoso desgoverno Dilma, as manifestações foram perdendo força. Creio que a revolta popular esfriou, graças  principalmente as muitas horas de trabalho somadas a entretenimento alienante que resultam num desinteresse nocivo por Política (com P maiúsculo em contraponto ao p minúsculo da política nacional) por parte da massa. O impeachment não deveria satisfazer o povo, pois como já é de conhecimento de todos, todos os três poderes estão enormemente corrompidos. Porém, num país onde a maioria tem a opinião política formada por semelhantes que no máximo assistem e leem jornais superficiais que não prezam pela verdade e sim pelo "politicamente correto" galgado num viés ideológico de esquerda, as manifestações perderam no meio do caminho o sentido de existir. A massa que ia as ruas tinha completa convicção de que lutava por direitos sociais coletivos? Nas manifestações iniciais de 2013, sim. Lutavam por seus próprios direitos adquiridos por manobras ideológicas? Não. Com a mão-guia da mídia e dos movimentos sociais pagos pela esquerda, os que tomaram a frente depois, lutavam exatamente por isso - ao ver a derrocada das verbas federais para seus respectivo grupo, decidiram então protestar. Não é fácil analisar os fatos no Brasil, por dois simples motivos: a mídia/imprensa não fazer seu serviço com isenção e as universidade não produzirem mais acadêmicos e sim militontos, portanto, deve-se sempre esperar o tempo mostrar a cara da verdade.

A questão principal que quero levantar é que no inicio os protestos/manifestações foram legitimos uma vez que cobravam o óbvio: o fim da corrupção que ninguém aguenta mais. Tão legítimos que foram pacíficos. Os governos estaduais, através da PM, sequer eram citados na mídia devido a ordem pública. A massa pensava de uma maneira clara: demonstrar a insatisfação com a roubalheira generalizada. Contudo, conforme 
os protestos ganhava corpo e forma, os black blocs (braço de movimentos de esquerda), conseguiram desvirtuar tudo com o quebra-quebra do patrimônio público e privado, prejudicando a todos de maneira direta e indireta ao mesmo tempo que retirava da mídia as soberanas reivindicações do povo para com a classe política acostumada a não ser incomodada. Depois dos black blocs esquerdalhas veio a "liderança" do MBL - Movimento Brasil Livre, que assim como os black blocs, são braço de outros partidos políticos. Então o estabilishment - a classe política juntamente com os grandes empresários envolvidos - conseguiu dividir as manifestações e esfriaram as reivindicações, manobrando o povo para causas que beneficiam apenas o próprio governo e seus asseclas.

Nesse momento de divisão, de choque, entra a polícia para manter a ordem. A mídia prostituída deixa de noticiar a insatisfação generalizada e passa a focar apenas nos conflitos entre a polícia e os manifestantes. Os cidadãos que antes saiam de suas casas para protestarem legitima e pacificamente, começaram então a não mais fazer, pois o risco à sua integridade física estava latente - a qualquer momento poderiam ser agredidos pelos black blocs que se infiltravam no meio das manifestações ou pela polícia ao tentar repelir os depredadores. A cada dia que o impedimento da então presidente Dilma Roussef tomava a forma da realidade, as depredações viraram rotina e outras classes profissionais igualmente manipuladas pelos sindicatos corrompidos pela esquerda, tomaram o partido do governo que cairia esse ano. A essa altura, a mídia já tinha conseguido fazer com que a massa que saiu às ruas espontaneamente, esquecesse suas justas reivindicações e agora temesse sair para protestar. As ruas pertenciam agora àqueles mesmo que eram objetos dos protestos travestidos de "movimentos sociais". As manifestações desvirtuaram-se de maneira tão gritante que a animosidade virou regra e entre a maré e o rochedo, quem se quebra é o siri. No caso, entre o povo revoltado e o governo sonso-malicioso, a PM carrega toda a culpa.


A manifestação dos professores do Paraná em 2015 e seu sangrento desfecho, corrobora minha tese. Essa manifestação foi um desdobramento desvirtuado pela esquerda (dominante nos sindicatos de funcionários públicos) das primeiras manifestações de 2013, assim como as atuais invasões escolares. Os professores saíram feridos assim como policiais. O governador e os sindicalistas nada sofreram. E a mídia só sacrifica a PM. Acusações de truculência, abuso de poder, uso indevido de bombas e munições de borracha. Nenhum repórter expôs mais as reivindicações dos professores. Nenhum repórter veio a público deixar claro que a Policia Militar, cumpre ordens do governo e vários policiais acabaram em hospitais. Se a tropa avança para acabar com determinado protesto, não foi uma decisão dos policiais e sim do governo que não assume sua responsabilidade quando os  excessos acontecem provocados por eles mesmo, já que se houvesse uma gestão moral dos recursos público e a devida valorização dos servidores, os protestos sequer existiriam. Enquanto a mídia acusa os policiais, a pauta reivindicatória é esquecida. Ponto para a classe politica. O policial faz um juramento de proteger a ordem mesmo com o risco a sua própria vida.

Enquanto há o conflito, a mídia distorce os fatos e se esquece das reivindicações ao mesmo tempo que se aponta a PM como culpada de tudo, sempre com opiniões "embasadas" em supostos especialistas em "Direitos Humanos" ou associações/entidades ligados à cartilha socialista. É importante e necessário refletir sobre as consequências das manifestações populares para identificar as manifestações forjadas por grupos políticos. A esquerda usou tanto a palavra "golpe" para forjar manifestações ilegitimas que nesse momento que o governo Temer não se esforça para apoiar a operação Lava Jato, deixando que um projeto de lei ataque de maneira vil aqueles nobres homens que se levantaram para fazer valer nada mais que a Justiça contra os vampiros que sugam a riqueza de nossa Nação, a palavra "golpe" perdeu o sentido. E sem sentido, age-se irracionalmente. Esse é o verdadeiro golpe: tentar amordaçar com risco de prisão inclusive, os poucos juízes, promotores, procuradores, policiais dispostos a prender com nos rouba. Uma vez que nosso povo é enraizadamente conservador - cristão e defensor da família -, quando um governo impõe falsas medidas sociais como uma insustentável política distribuição de renda que na prática geraram corrupção, aumento da violência e queda da moral geral do país, a insatisfação popular torna-se latente. 

A insatisfação começa a invadir o dia a dia, nas conversas de boteco, nos salões de beleza, nas igrejas, escolas, universidades(?), até enfim chegar à prosa descontraída na porta de casa após a janta, costume centenário dos interioranos do brasil, que hoje encontra-se ameaçado pela crescente violência urbana... Devido a ações destrutivas nas mais diversas áreas do cotidiano - cultura, política, mídia, artes, etc. - o governo federal (impondo uma agenda socialista/progressista) perdeu sua legitimidade de representação popular desde a derrocada de Dilma e os governos estaduais e suas prefeituras acompanharam a queda moral do descompromisso com a democracia e com o bem comum que veio acompanhada pela corrupção generalizada, nepotismo e abuso de poder que na prática deixa 60 mil brasileiros mortos de forma violenta por ano. Você sabendo ou não, você acreditando ou não, vivemos em guerra. Apesar de nossos valiosos recursos naturais e da farta mão-de-obra, nosso IDH é menor do que países da África, o continente mais pobre do mundo. Atualmente perdemos em desenvolvimento humano para nosso vizinho Paraguai, que quase varremos do mapa numa guerra macabra. Comparar-nos  com o Chile então, é covardia. Diante dessa realidade instável onde até nosso prato de feijão com arroz está ameaçado, é comum que o povo resolva manisfestar-se. 


Manifestar-se, de maneira pacífica, é um direito constitucional. É uma das formas mais explícitas do povo emanar a soberania popular. É numa manifestação legítima que a democracia respira. Porém, as forças políticas obscuras que sugam nosso país terminaram por dominar também aquelas manifestações que tiveram inicio em 2013 e se seguiram em 2014 e 2015. Hoje, vem a tona vários indícios de financiamento de manifestações por partidos políticos. O que, mesmo que os participantes não saibam, retira boa parte de sua característica de "manifestação espontânea" que muitos da mídia pregam, transformando um movimento democrático e legítimo em massa de manobra política. Dito isto, ao ver as cenas do confronto entre PM x professores paranaenses, devemos extrair o máximo de ensinamento que aquela fatídica manifestação pode nos dar dos dois lados, do governo (PM) e dos professores. Os professores foram induzidos ao erro de ultapassar a barreira da manifestação legal e partiu para a barbárie. O governo, através da PM, reprimiu excessivamente diante da situação incontrolável onde erros são inevitáveis principalmente pela grande desproporção entre numero de manifestantes x números de agentes de seguranças. No final de tudo, homens e mulheres, cidadãos de família e bem intencionados de ambos os "lados" machucados, presos. E os governantes intactos assim como suas mordomias. Portanto, não condene os policias nas manifestações. Os manifestantes violentos e seus defensores possuem o poder de escolha de não quebrar o patrimônio publico/privado muito menos ferir ninguém. Os policiais não tem escolha. Mesmo em menor número e sem ideais condições de trabalho são obrigados a cumprir seus juramentos mesmo em número muito menor.

Segundo Olavo de Carvalho, Deus é tão perfeito em sua Criação, que mesmo quando o intelecto cria mecanismos autodestrutivos disfarçados de essenciais e evoluídas teorias nas mais diversas épocas da História, nada é capaz de quebrar a ordem da "estrutura da realidade", alicerçada em valores universais. Como por exemplo, na grande maioria das culturas ao redor do mundo o assassinato é repudiado assim como o infanticídio. Outro exemplo: os milhares de cultos, seitas e religiões que exaltam um "ser superior". A estrutura da realidade tem raiz no nosso subconsciente coletivo, que sempre busca, nas pessoas bem intencionadas óbvio, a ordem e a paz. Nossos políticos tentam torcer essa estrutura através do abuso do Direito Positivo - a prova maior é a tentativa de aprovação do ultra impopular projeto que cerceia a operação Lava à Jato - mas, o povo manifestado graças a busca inconsciente pela Ordem Divina, traz ao campo da realidade a vontade de fazer algo para, no minimo, demonstrar de maneira natural e espontânea, o direito humano universal de protestar contra aquele que oprime. A questão que fica agora suspensa é se o povo brasileiro se libertará das amarras e farão eclodir novas manifestações maiores e mais espontâneas que as de 2013 ou se os 190 milhões de brasileiros continuarão ajoelhados perante 1 presidente inerte, 512 deputados e 88 senadores afundados no mar de corrupção e mordomias, consumindo as riquezas do país enquanto morrem 60 mil brasileiros por ano.



Dezembro, 2016.
Walter A.
facebook.com/walter_blogTM / wjr_stoner@hotmail.com

23 de set de 2016

EDITORIAL: A farsa acadêmica e a falência do ensino Público

Quantos prêmios Nobel nosso moribundo país possui? Nenhum. Qual a probabilidade de ganharmos algum? Quase nula. Quase porquê, como todo cristão, acredito em milagres. O motivo da pergunta que inicia esse texto é óbvia: sem educação - e o exemplo maior de  nossa falta de educação lato sensu é a falta de um único mísero Nobel - nenhum país consegue cumprir com seus objetivos básicos perante a Nação: fornecer segurança, saúde e educação para só assim atingir um patamar civilizado de trabalho/emprego, cultura/entretenimento e desenvolvimento social constante. E porque o governo, seja de qualquer esfera administrativa, inexplicavelmente sucateia invés de melhorar sistematicamente e qualitativamente nossa Educação, a base de qualquer nação que se leve minimamente a sério?

Esse cara deve ser um puxa-saquista de estrangeiros, muitos devem estar pensado. Afinal estou elevando como referência máxima numa suposta educação globalista o Prêmio Nobel, um certificado dado a uma relevante obra de valor científico, humano ou literário. Não é puxa-saquismo uma vez que o conhecimento é universal. As Universidades, seja em que lugar se encontrem, dão aos Centros de Pesquisas laureados com o prêmio o necessário lastro técnico-científico; assim como, em geral, os ganhadores literários também possuem graduação; já o mais famoso dos nobéis, o Nobel da Paz, é entregue a personalidades relevantes em zonas em guerras. Nosso país, até poucos anos atrás, não coincidentemente antes da Era PT, era referência em estudos acadêmicos na América Latina, possuíamos grandes literatos de renome internacional - alguns sendo estudados permanentemente em cátedras acadêmicas europeias, a exemplo do inominável Machado de Assis - e vive desde a reabertura democrática em uma crescente semi-guerra civil: semi-guerra porque o governo e organismos internacionais supostamente de Direitos Humanos negam que essa guerra exista ao passo que as almas dos quase 50 mil mortos de maneira violenta ano após ano no Brasil pairam sobre a cabeça de quem ainda pode ser considerado humano dando voz a esse morticínio patrocinado pela omissão da União, dos Estados e dos Municípios.

Se somos um país escolado, com larga experiência empírica nas principais áreas do prêmio Nobel* como afirmei acima, então como explicar não possuirmos nenhum? Países com índices em IDH inferiores a nós como Venezuela, Colômbia e Peru, isso para mão citar concorrentes diretos como Argentina e Chile, estão bem melhores que nós graças a grande atenção dada a Educação nas últimas décadas. Dos 72 países que já ganharam prêmios Nobel, o Brasil perde também para países atrasados democraticamente e com grandes tensões raciais como Índia e Paquistão, África do Sul, México, Quênia, Libéria e até mesmo Gana e Guiné-Bissau. Não é sem motivo material que muitos pesquisadores norte-americanos, maiores vencedores do prêmio sueco com 338 representantes nas diversas áreas, afirmam que os ´povos latinos pouco contribuem com o desenvolvimento da humanidade. Nosso compatriota mais indicado (quatro vezes) foi Carlos Chagas para o prêmio de medicina - graças a descoberta do protozoário Trypanosoma cruzi que resulta na popular doença de Chagas e por ter identificado o ciclo completo de uma doença, mas como já sabemos, não ganhou. Fato de orgulho para nós alagoanos, Jorge de Lima só não ganhou porquê faleceu antes e o prêmio é entregue a vivos. Segundo o jornalista Rodrigo Resende, 1947 um olheiro do Nobel, Artur Lunkvist, impressionado com a obra do palmarino, convenceu a academia a entrega-lo o Prêmio Nobel de Literatura em 1958, porém o Príncipe dos Poetas faleceu antes em 1953 

O fato de metade de nossos acadêmicos discentes e cerca de 1/4 dos docentes serem analfabetos funcionais - em 2012 a porcentagem era de 38% -, na minha humilde opinião, é o fator primordial que desembocou na falência de nossa Educação em todos os níveis, com exceções pontuais em grandes centros urbanos não contaminados com a política de esquerda de colocar a ideologia política acima do tecnicismo necessário para desenvolver qualquer área estrutural de um país. E não me venham propor soluções palpiteiras, sem bases estudadas, como simplesmente aumentar o salário dos professores já que os professores de nível superior no Brasil ganham o equivalente a países desenvolvidos como Suécia e Noruega enquanto o ensino segue ladeira abaixo em qualidade sendo inferior a países como Uruguai, Bolívia e Paraguai, respectivamente os 60º, 77º, 82º no ranking da Educação Mundial, só pra citar exemplos circunvizinhos. Humilhante para nós, donos da 8ª economia do mundo mas detentores do recalcitrante 130º lugar em Educação entre quase 200 nações. Ao compasso dos fatos, o brasileiros médio só dará o devido valor ao nosso PIB, quando estiver de fato próximo a perdê-lo. 

Se o ensino superior público é efetivado dessa maneira e entregue como um alimento de intelecção enlatado a base de ideologia socialista em detrimento de uma ideologia neutra e meritocrática, não precisa ter Q.I acima de 120 para identificar falhas ainda mais nocivas ao desenvolvimento de qualquer país nos ensinos Fundamental e Médio, como os estudos na área educacional não cansam de exibir nos mais diversos veículos acadêmicos. Não é difícil identificar a razão da decadência: enquanto os professores se deixam envenenar pelas ideologias de esquerda emanadas pelas diretrizes oficiais (vide a exemplo, a retirada de Sócrates dos livros e a inclusão de Gramsci com grande destaque) e fingem que ensinam, os alunos sedentos por algo em acreditar - uma vez que as principais instituições sociais clássicas como a família, Igreja e escolas perdem diariamente autoridade graças a ataques estratégicos dando lugar a cultura da tv, dos coletivos e da futilidade da internet - embebidos numa realidade mascarada por uma mídia e publicidade fora da realidade de pobreza e miséria que a maioria do povo sobrevive na maioria das cidades brasileiras, fingem que estão interessados em aprender. Os infindáveis problemas estruturais de nossa sociedade não são vistos como objetos de estudo e sim como meios de enriquecimento ilícito pela maioria das classes técnica, científica e profissional do Brasil, sendo esse desvio reflexo direto dos governantes corruptos, que através de grandes desvios de verbas públicas (larga escala), solapam a moral, a cultura e a educação do povo (pequena escala). Nosso país está fracassando no principal e único fator social que poderia, nos dias de hoje de decadência intelectual e moral, nos entregar um mero Nobel: a busca pelo fim da guerra que ceifa a vida de dezenas de milhares brasileiros todo ano. Enquanto não deixarmos de ver a morte como algo banal e levantarmos a bandeira da verdadeira paz dando passos firmes para acabar com os milhares de assassinatos anuais, continuaremos sendo inferiores a povos bárbaros pois até estes, a exemplos dos povos germânicos bárbaros aos olhos romanos, deram valor a Educação e se desenvolveram.

*as categorias do Prêmio Nobel são: Literatura, Física, Química, Medicina, Ciências Econômicas e Paz.

Walter A.
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1 de jul de 2016

LIVRO: Pare de Acreditar no Governo


- Pare de Acreditar no Governo: por que os brasileiros odeiam os políticos e amam o Estado, 2015.
- Bruno Garschagen
- Editora: Record


A crise que tanto ribomba desde os noticiários até o boca a boca na rua já faz parte do cotidiano brasileiro. Seguindo seu papel histórico de conformista, o povo brasileiro médio só veio despertar o imensurável saque aos cofres públicos depois que acabou o dinheiro para o carro melhor, para o iphone, para a roupa de marca, para a viagem de avião; tal qual homem traído que só vem cair em si depois que a esposa sacana estoura o cartão crédito com seu amante gigolô deixando a fatura no seu colo com um bilhete de adeus. A diferença aqui é que o PT não quer largar o marido e também não permite reclamações, quer total subserviência. O que de fato levou o povo brasileiro (uma nação reconhecida mundialmente pela sua democracia ainda em ascensão, porém forte e também por seu "senso de esperteza" seja lá o que isso queira dizer) a se deixar enganar ao ponto de um único partido dominasse e manipulasse as finanças públicas ao seu gosto durante 13 anos? Um povo subjugado em mansidão, onde a falta de civilismo descambou numa inerte expectativa de ver o PT incrustar nas empresas estatais todo seu aparato, suas células desenvolvedoras de corrupção (vide Petrobras, Furnas, Correios, BB, BNDES, Caixa, isenção de impostos para a FIFA)  enquanto aumenta a cobrança de taxas aos trabalhadores segundo fielmente a agenda socialista moderna.



Bruno Garschagen, membro do instituto Von Mises Brasil (órgão que estuda a economia de mercado) expõe de maneira objetiva e composta de um humor ácido - de grande utilidade a um tema tão indigesto - uma resposta consistente para nossa inércia política: nós brasileiros odiamos falar sobre políticas, odiamos partidos políticos, odiamos os próprios políticos lato senso, contudo, paradoxalmente, amamos o Estado. Premissa que corrobore a hipótese? Vamos lá: agora que as ilegalidades do governo vieram à superfície exibindo todo um caleidoscópio de corrupção - que são partes inerentes ao sistema de poder posto em prática pelo PT e seus aliados - quem são aqueles autorizados pela Constituição, a impedir Dilma de governar e condená-la pelos crimes de responsabilidade cometidos? o próprio Estado, através do Congresso composto em sua maioria por cúmplices dos desmandos e afrontas a democracia cometidos pelo próprio governo. O autor exibe a dependência do brasileiro em relação ao Estado (Governo) nas mais variadas castas sociais, do escravo imperial ao empresário bilionário contemporâneo. Infelizmente, com a guerra cultural gramsciana* favorável a seus idealizadores esquerdistas, já faz parte do inconsciente coletivo do brasileiro esperar tudo do Estado. Com anos de política populista impostos pelos partidos socialistas brasileiros [PSDB e PT e congêneres] esse sentimento de assistencialismo exacerbado e obrigatório do Estado que impede o desenvolvimento social e intelectual pleno das massas, foi-se calcificando no inconsciente coletivo, como um "mandamento divino, um imperativo categórico" nas palavras do próprio idealizador da guerra cultural, Antonio Gramsci. Assim, cada parcela do Bolsa-Família recebido pelo cidadão preguiçoso e conformado completa e inicia um ciclo vicioso de pobreza material e intelectual extremamente difícil de combater, já que é criado e alimentado e, paradoxalmente, combatido pelo próprio governo (Estado).


Muitos cidadãos leigos ainda acham que vivemos num país capitalista. Apenas a mentalidade do brasileiro e os lucros bilionários das grandes empresas (estrangeiras)/bancos são capitalistas. O coração e a alma do povo tupiniquim é estatista. E ainda existem aqueles que confundem capitalismo com egoísmo, misturando sentimento de posse com um sistema político/econômico... Pode-se, inclusive, usar essa confusão de conceitos para exemplificar como a guerra cultural funciona: confundindo conceitos no imaginário popular com o objetivo de desinformar ao mesmo tempo que o conjunto das informações superficiais recebidas e manipuladas, influenciam as massas a aceitar a agenda progressista socialista que gera morte, desemprego e corrupção [vide casos Mensalão, Lava Jato, Satiagraha, Mãos Limpas, etc.] condenando de pronto e sem qualquer reflexão os "desmandos e desigualdades do capitalismo" enquanto idolatram a "ideologia" comunista. O livro cataloga nossa aptidão para a dependência estatal desde a época do Brasil colônia, quando no Descobrimento a carta que descreveu as primeiras impressões sobre o Brasil, escrita por Caminha, era na verdade um emplastro para pedir ao rei um emprego público para si e para libertar um genro seu preso... O "jeitinho", a mamada de tetas governamentais e a meritocracia do malandro fazem parte, infelizmente, da gênesis brasileira. Deve-se levar em consideração que sair de Portugal para enfrentar uma viagem causticante rumo a um mundo selvagem, desconhecido não é tarefa que empolgue os melhores cidadãos, mas esse fato não é motivo para empoderar mal caráter. E Portugal pagou o preço pela politica de enviar pessoas sem escrúpulos.

O governo da Coroa passou a intervir cada vez mais na colônia pois em poucas décadas já existiam lugares (vilas) que comercializavam livremente com outras nações sem o consentimento dos portugueses. Desde então, passando pelo Brasil Imperial até a atual República, o autor ilustra, com grande lastro bibliográfico, os modos operandi de nossos governantes: independente de ideologia política, foram todos, em maior ou menor grau, estatistas. Colocavam (e colocam) em prática políticas econômicas e sociais que interviam diretamente na vida do cidadão. Usando suas principais armas, a burocracia e o imposto, Dom Pedro I fez o Estado crescer para equilibrar as situações relacionadas a escravidão que efervesciam o Império, já que era pessoalmente contra a mesma, porém, a elite politica e econômica era maioria e a favor da manutenção da escravidão. O primeiro imperador do Brasil teve um motivo nobre para estatizar o país. Sob o governo de Dom Pedro II, mesmo com a continuidade do crescimento do Estado absorvendo a economia diretamente, houve empresários nativos que se destacaram no cenário internacional por meio de acordos comerciais com nações liberais como Inglaterra, Holanda, França, etc. e o imperador, um intelectual averso a política e amante da cultura, achava que os modos como esses ousados comerciantes faziam dinheiro era sujo, iníquo, uma afronta aos princípios monárquicos (imagina então se Dom Pedro soubesse do Mensalão?). Ou seria medo do poder cada vez maior dos empresários? Bruno Garschagen usa o exemplo do Barão de Mauá, que para o imperador católico, era a ganância encarnada, portanto um pecador. O Estado interviu tanto, que as empresas do Barão acabaram quebrando.

As mudanças causadas pela ingerência exagerada na economia contrastava com a inércia política. Esta só foi posta em movimento dinâmico quando a monarquia insistiu em abolir a escravidão, o que obrigou os chefes políticos regionais a agir para não perder seu poder. O príncipe acabou exilado e a República foi instaurada por militares positivistas, onde mais intervenção estatal foi posta em prática na vida do povo, que por desde sempre foi monarquista e apoiava a mesma. Graças ao extenso e qualitativo trabalho de pesquisa histórica do autor, o cidadão brasileiro pode entender melhor esse paradoxo de colocarmos nosso futuro nas mãos daqueles em que não confiamos. Para apagar da memória do povo a época de segurança e estabilidade da era monárquica, os militares republicanos (revolucionários que traíram o governo) adotaram a doutrina positivista para guiar a nação; estamparam o lema positivista na bandeira nacional: Ordem e Progresso. Progresso a todo custo e sempre liderado pelo Estado, nunca pelo povo. A inversão de valores que vivenciamos hoje, teve sua forma moldada na forja da República: o povo deveria ser subordinado ao Estado; este que deveria ser subordinado ao povo. Os republicanos inverteram os papeis colocando o Estado como ente e não como entidade. E esse ente foi colocado acima do homem, no caso, em vez do Estado servir ao cidadão, ele o escraviza através dos impostos e da violência urbana, usada pelo Estado hoje em dia como controle social.


Após os militares republicanos entregarem o poder a presidentes civis (em sua maioria advogados maçons), descentralizando o poder entre os Estados-membros, fato que gerou a ascensão da emblemática e caricata figura do "coronel", constantemente registrada em nossa cultura popular, na literatura e na filmografia nacional. O desenvolvimento das regiões ficou condicionado ao grau de instrução dos chefes políticos locais e regionais e, sendo o Brasil um país de iletrados, os estados-membros que detinham uma elite política mais iluminada, naturalmente, se desenvolveram mais (sudeste, sul) que outras (norte, nordeste; Pernambuco foi exceção na região sendo sempre independente e cosmopolita). A intervenção estatal durante a República intensificou-se drasticamente pois agora o poder estava dividido entre milhares de tiranos locais. E assim caminhou o Brasil, sempre com seu povo sendo desrespeitado em nome dele mesmo através de intervenções desnecessárias feitas por aqueles que deveriam tutelar o povo. O estado político e econômico da época influiu para que Getúlio Vargas, que matou e reprimiu seus opositores, chegasse ao poder. E mais uma vez o Estado foi aumentado, principalmente, através das leis trabalhistas, que não obrigatoriamente trouxe melhorias até os dias de hoje, mas que é um alento estatal para o trabalhador nacional que, ainda não se civilizou o suficiente para ele mesmo ditar as regras do que é melhor para cada categoria com sindicatos realmente representativos, sem politicagens.


O ditador Getúlio Vargas é lembrado e saudado recorrentemente por políticos populistas contemporâneos que fingem não lembrar das intervenções da Ditadura Vargas que foram muito mais nocivas que benéficas. A criação da CLT, num balanço geral, não faz a Era Vargas ser positiva para o Brasil. O decorrer do livro vai demonstrando que, mesmo com a sucessão de presidentes, a sina do brasileiro não muda já que todos nossos governos foram e, até o momento, são intervencionistas. Até demais. Os militares que tomaram o poder em 64, à pedido do Congresso, com a legítima intenção de livrar o país de uma ditadura comunista, cumpriram seus papéis, e o preço a se pagar com a falta de liberdade individual daqueles anos, foi justo se hoje temos liberdade permanente, hoje somos um país livre até demais. Livre ao ponto de comunistas assassinos como Che Guevara, Mariguella, Stalin e outros serem ovacionados e homenageados no nosso Congresso. O livro expõe interessantes paradoxos na história nacional como por exemplo FHC, um socialista ferrenho e teoricamente um interventor, acabou por abrir o mercado realizando privatizações, porém as intervenções feitas na economia estagnaram o crescimento do país e nem mesmo os programas sociais criados pelos tucanos conseguiram segurar o descontentamento dos brasileiros saturados á 10 anos com o mesmo governo. Então Lula, finalmente, conseguiu se eleger e, enfim, colocar em prática o plano político mais ambicioso nunca visto antes na história desse país. A desculpa era acabar com a miséria, mas Lula tinha um projeto de poder secreto (vide Foro de São Paulo) que deveria ser iniciado usando como plataforma as benfeitorias executados por FHC, que por mais que fosse intervencionista (privatizou empresas estatais em compensação criou agencias reguladoras que servem para sedimentar o monopólio) construiu pontes com investidores estrangeiros com a ajuda dos EUA e sempre primou pela tecnicidade em detrimento da politicagem.


O governo petista, fazia o inverso, primando sempre pela politicagem e na intervenção econômica (juros altos, rendimento de poupança baixo, desvalorização do real) e social (tentativa de regulação da mídia, criminalização da "elite", descredito daqueles que não concordam com a doutrinação ideológica pregada e patrocinada pelo governo) resolveu intervir também na política através da implantação de um mega esquema de compra de votos de deputados e senadores. O PT inovou com a criação da ética da corrupção. E, graças ao desejo do brasileiro de deixar tudo na mão do governo, não demorou para que esquemas de desvio de verbas públicas como o Mensalão viessem às paginas dos jornais. E está sendo assim dia após dia, há 14 anos. O governo Dilma, fecha o panteão de governantes intervencionistas, ao menos por enquanto. O governo Rousseff foi marcado por gestão desastrosa - leia-se intervenções - na economia desabou após à operação Lava Jato, que foi estopim para que a presidente sofresse um processo de impeachment. O povo brasileiro continua acreditando no governo, destarte, todos nosso governantes desde a República, cada um a seu modo, moldaram no inconsciente coletivo do brasileiro a imagem que o governo e o Estado são coisas idênticas. Moldaram imutavelmente a ideia de que o povo sempre necessita do governo para fazer qualquer coisa dar certo. A figura do Estado paternalista encarnada por Getúlio Vargas (o pior ditador), Jango (populista e agente estrangeiro), JK (boêmio deslumbrado) e que atualmente apodrece na face de Lula (progressista corrupto), apesar de apaziguar politicamente o país, destrói sistematicamente as basas de evolução de qualquer povo que preze um desenvolvimento alicerçado no trabalho e no conhecimento. Livro indispensável para entender o motivo dos brasileiros continuarem acreditando no governo mesmo após constarem que o governo não acredita no Brasil.


*O filósofo Olavo de Carvalho discorre com maestria sobre o assunto nos livros A Nova Era e a Revolução Cultural e O Imbecil Coletivo.

Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

2 de fev de 2016

LIVRO: Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado


- Assassinato de Reputações: Um Crime de Estado, 2013.

- Romeu Tuma Junior, em depoimento a Claudio Tognolli
- Editora: Top Books

Esquemas políticos, estratagemas de corrupção, a sórdida dinâmica das pessoas para se manterem no poder sedimentada em ações à margem da lei. No caso de nosso país, a corrupção, após a ascensão do PT ao poder Executivo, alastrou-se como nunca, dominando boas parcela de todas as classes sociais. Esses atos são quase que metafísicos, visto a dificuldade tanto de percebê-los quanto de prová-los, contudo, suas existências são inegáveis. Tomemos como exemplo a União Soviética, onde a maioria das denúncias dos crimes cometidos por agentes de Estado em nome do Estado (Estado este que se confunde com a ideologia socialista), só vieram tomar forma e preencher as lacunas quando os dissidentes exilados que sobreviviam as perseguições começaram a contar o que sabiam, fosse através de livros, entrevistas, palestras. Apenas quando seus colaboradores se arrependeram do mal que faziam e resolveram testemunhar as atrocidades do um regime idealizado pelo indolente Karl Marx: prisões políticas, GULAG´s (campos de concentração soviético), milhões de russos mortos de fome graças às apropriações do governo comunista, expurgos, espionagem, mortes encomendadas de opositores internos e externos,envolvimento na distribuição da cocaína pelo mundo, etc., o mundo pode conhecer a face macabra do socialismo/comunismo. Os depoimentos eram tão chocantes e verossímeis que foi impossível refutá-los. 

A solução foi acabar metodicamente com a União Soviética e criar um tipo de socialismo adaptado à democracia e melhor adaptado ao próprio capitalismo, do qual nosso país, o Brasil, é o exemplo mais promissor. É de suma importância lembrar que PT, PSDB e outros partidos socialistas em conjunto com organizações criminosas da América Latina (FARC, MIR, PCC, etc.) criaram uma outra organização grande e poderosa patrocinada ideologicamente pelos antigos comunistas/socialistas, chamada FORO DE SÃO PAULO com o objetivo de "resgatar na América Latina o que o Socialismo perdeu no Leste Europeu com o fim da URSS". Dito isto, tornará claro como a luz a importância que o livro do delegado de carreira Romeu Tuma Junior tem no registro e documentação do modos operandi e continuidade dos métodos sujos, antirrepublicanos e ilegais com que à esquerda opera seu projeto de poder.

Transcrito a partir de entrevista ao premiado jornalista Claudio Tognolli, o livro é uma pequena caixa preta que mostra como o Partido dos Trabalhadores operava acima das leis sempre visando dois objetivos complementares: a manutenção do poder e sua expansão. Tuma Jr não era um petista filiado, muito menos um militante, porém herdou do pai Romeu Tuma (influente figura política desde os tempo da ditadura) o gosto pela política. A influencia do pai somada à relevantes serviços prestados como delegado resultou num convite feito pelo próprio Lula, então presidente da República, para participar do governo dentro do Ministério da Justiça, de onde termina por sair pela porta dos fundos, acuado e como ele mesmo diz, com a reputação assassinada. Nenhum exemplo é melhor que o próprio delegado Romeu Tuma Junior, uma vez que não fazia parte de "núcleo duro" ideológico do governo petista nem se deixou cooptar pelos convites e convocações corruptas, foi descartado como um qualquer, descartado como um peão no sujo jogo do poder, considerado uma "vergonha" para a incólume família Tuma. 

O motivo? O autor sabia demais e não podia ser silenciado graças a influencia do pai e do bom nome entre os policiais. O jeito encontrado pelo petismo de retirar a credibilidade daqueles que não podem ser calados à la Celso Daniel éi destruir a reputação. Romeu Tuma Junior teve seu nome falsamente ligado um suspeito de crimes internacionais, sua imagem mostrada nos principais jornais como amigo de bandido culminou jogando a opinião do cidadão médio contra um cidadão honesto. O tribunal da imprensa é o mais implacável pois nos julga sem direito a defesa e nos condena sem direito a recurso. Tudo isso sem uma prova jurídica sequer ou muito menos uma sentença condenatória transitada em julgado, ou seja, o mínimo que nossa Constituição diz ser necessário para uma pessoa ser considerada CULPADA. Todos esses artifícios imorais e antiéticos foram direcionados para o delegado como um remédio preventivo do PT contra a doença que seria o vazamento de informações que minariam a imagem ética de Lula e do PT por uma figura pública, reconhecidamente detentor de uma reputação ilibada.

O medo da cúpula petista diante da pessoa do delegado era que, destarte Romeu Tuma Jr. não ser militante do partido, consistia em segredos revelados nesse livro: testemunhos de que Lula era um agente duplo (entregava companheiros metalúrgicos, sindicalistas, políticos, etc.) do regime militar e suas prisões no DOPS terem sido mera encenação com o objetivo único e exclusivo de dedurar; testemunhou de dentro da Secretaria Nacional de Justiça como os adversários e inimigos do governo petistas tinham suas reputações assassinadas, para usar seu termo, sua dignidade construída durante uma vida, apagada em minutos de reportagem ou algumas linhas de jornal, mesmo sem uma apuração jurídica seguida de uma sentença; testemunhou, sem concordar, com a tendência do governo em facilitar a vida de criminosos internacionais aqui no Brasil; acompanhou, investigando um caso interligado, o caso Celso Daniel então prefeito de Santo André assassinado onde todos os indícios levam à cupula do PT para suprimir um esquema de desvio de verbas públicas que não podia vir à tona logo nas prévias das eleições presidenciais.

Os tentáculos sedentos de poder do PT, diz o autor, chegam a grudar na Polícia Federal quando, manipulada feito a STASI (polícia secreta da Alemanha Socialista), agentes da instituição chegaram ao cúmulo do antipatriotismo grampeando os ministros do STF para saber, enfim, quem era a favor do governo e quem não era. O que esperar de um presidente que autoriza (e se aproveita) que ministros de Estado sob seu comando grampeiem membros da mais alta Corte do país? É gritante e desrespeito intrínseco do PT, de Lula, de Dirceu, de Dilma (esses últimos desde que eram ladrões de banco e sequestradores com a desculpa de revolucionários), de Genuíno, e de todos seus colaboradores diretos e indiretos pelas instituições democráticas. Estas mesmas instituições que ainda são tão recentes não deveriam sofrer ataques antirrepublicanos tão danosos. Some as quantias envolvidas em todos os processos envolvendo políticos, empresários e agentes públicos em geral/empresas públicas do governo e de sua base aliada e não é difícil perceber que o Estado foi usurpado e agora em vez de proteger o cidadão o rouba e mata enquanto é corrompido e corrompe permanecendo num ciclo vicioso em quem é sacrificado é o cidadão que trabalha e paga impostos.

O autor era um colaborador petista graças à influência do pai, mas também tinha seus méritos próprios por ter resolvido grandes casos. Sua visão moderna do crime e permitiu criar uma força-tarefa que confluía diferentes áreas técnicas facilitando a identificação e captura tanto de criminosos internacionais quanto dos bens destes. Contudo, um partido sedente apenas por poder, obviamente não tem a virtude de identificar nenhum valor em pessoas como Tuma Jr.: capazes, populares e apartidários. Quando o PT percebeu que não podia manipular o autor já que o mesmo não partilhava das maneira ímpia de governar que punha em risco todo o Estado Democrático de Direito, o mesmo serviu de prova a sua própria tese no momento que, mesmo sendo noticiado na mídia, nas páginas policiais como cúmplice de criminosos e condenado na boca do povo, nunca respondeu nenhum processo sequer. O interesse do governo não é condenar ninguém juridicamente, é "apenas" destruir sua reputação para que tudo que você diga seja automaticamente ignorado quando não violentamente refutado. O Partido dos Trabalhadores(?) não é pioneiro nessa tática mal caráter de assassinar reputações de pessoas de bem que simplesmente não concordam com seu métodos sujos e imorais de governo. Stalin já recomendava a seus seguidores a destruir a imagem pública daqueles que não podiam nem serem mortos fuzilados nem presos e enviados a campos de concentração. Lula sabe disso. Todo o PT e partidos-irmãos também.

Entre os graves fatos imorais e ilegais que o jornalista Claudio Tognolli transcreve é exposto inclusive que Lula durante uma de suas detenções forjadas tentou subjugar sexualmente um ex "companheiro de luta" seu enquanto dividiam uma cela, sendo prontamente repudiado. Lula, como todo bom socialista, não lida muito bem com a rejeição e é vingativo. O autor sente na pele a perseguição implacável que os socialistas imprimem a seus adversários (para eles inimigos que precisam ser destruídos) e diante do peso histórico de seu testemunho para fixarmos de vez o PT na História brasileira como sendo o partido que regrediu o desenvolvimento do país em décadas, surpreende Tuma Jr. não ter tido o mesmo destino que Celso Daniel, Eduardo Campos, Toninho do PT e tantos outros colaboradores do projeto de poder do Foro de São Paulo/PT+PSDB, que, quando não foram mais úteis, deixaram de existir.

Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM

27 de dez de 2015

EDITORIAL: do esquerdismo ao conservadorismo

São óbvias as mudanças que o blog sofreu nesses anos de atividade digital. Para meus botões costumo confessar que sofremos da "síndrome do yin-yang", vivenciando opostos constantemente. Se antes o blog era uma profusão de criatividade, postagens e parceiros, algum tempo depois já não expelia tantas postagens, nem criatividade (devido mais a repetições dos problemas nacionais abordados do que falta propriamente dita da mesma) e o número de parceiros, no momento, se resumiu apenas a minha pessoa. É o que temos pra hoje. Continuemos. As mudanças não se deram apenas na ordem estética e na quantidade de matérias. Esse editorial de fim de ano, servirá para mostrar que antes, mesmo sem entender direito o que era a Esquerda e o socialismo/comunismo, eu que sou o editor, pregava uma agenda esquerdista. Guiava sempre o mote do blog para exaltar os ideais e ideários socialista.

Ao aprofundar o estudo sobre esse tema, foi necessário um hiato, momento em que as postagens minguaram. Não é nada fácil identificar nem muito menos aceitar que as causas de nossos problemas é essa ideologia que prega exatamente o contrário do que faz: o bem estar de todos, dividindo entre pobre o excedente dos ricos chamada de socialismo, comunismo, social democracia, social-cristã, liberalismo, etc. É preciso um esforço gigantesco para afastar-se da leitura fácil, sem pesquisa, de autores que apenas reverberam a mesma conversa mole de sempre sobre os assuntos polêmicos que se repetem, como numa agenda pre escolhida pela mídia. Mas a partir do momento que você começa a ler, com os sentidos do conhecimento aguçados e livres de amarras ideológicas, os autores conservadores que desmascaram toda a sórdida campanha da esquerda para ocupar os espaços na cultura e na educação do Brasil, sente-se a liberdade de consciência quebrar as amarras que a prendia e sentar-se novamente em seu trono, no seio de nossa racionalidade.

Fui esquerdista militante por 14 anos, dos quinze aos 29 anos de idade. Esse tempo coincide com o tempo que o PT ascendeu ao poder. Votei no Lula duas vezes. Não votei em Dilma. E mesmo vendo meu país ir pro buraco ano após ano, preferia propagar as mentiras da mídia que exaltava um fraco crescimento econômico, educação nacional inexpressiva [não temos um único prêmio Nobel em terras brasilis], e industria dependente do exterior. O PT fez o pobre acreditar que tinha evoluído seu status quo porque agora tinha tablet e tv de led. Alguns se enganaram com veículo, uma moto de baixa cilindrada ou um carro mais que usado. Aqueles que conseguiram sua tão sonhada casa própria não passam de vítimas pelos altos juros que pagaram durante metade de suas vidas.Eu era um desses pobres. Nesse período tive alguns avanços materiais, assim como a maioria da população ativa que TRABALHA.

E isso serviu para que eu me interessasse apenas por aquilo que justificasse a manutenção desse socialismo que se mostrava tão promissor. Inflação baixa, desemprego baixo, bolsa família, empréstimos e mais empréstimos para todos. Do outro lado, fazia questão de minimizar a violência crescente que atualmente mata 60 mil brasileiros por ano. A culpa era do sistema. Os bandidos eram vitimas desse sistema e as vítimas dos bandidos, burgueses que nada faziam para mudar o sistema. Os pobres então, eram semi deuses às avessas, intocáveis seres injustiçados pelo sistema que oprime. Se eles não tem força de vontade, espírito indolente e preguiçoso além de uma forte resistência à disciplina e à ordem a culpa era do sistema. Observando nosso país hoje em decadência e essas malditas ideias acima citadas que defendia, é possível traçar um pequeno cronograma da derrocada moral em que o Brasil se encontra hoje.


Dentro desse espectro de revolução cultural, a materialização dessas teorias de esquerda se dão na demonização da família e das genuínas religiões, culto aos gays e congêneres, apoio a feministas radicais, usuários de drogas pesadas, distribuição de bolsas para aqueles ociosos que não querem trabalhar muito menos estudar, enquanto quem trabalha e estuda paga por eles mesmos e por aqueles vagabundos. É importante destacar aqui que o problema NÃO são os gays, as feministas, os drogados e preguiçosos [embora sei que mesmo eu deixando em caixa alta a palavra não nessa frase, existirão retardados que conseguirão ler palavras homofóbicas, intolerantes e antidemocráticas nas minhas afirmações]. O problema aqui é o apoio governamental aos líderes mal intencionados destas minorias que geram caos e desequilíbrio cultural e social. Por não mais pactuar com a agenda de esquerda [pelos motivos já expostos] e também para não transformar o blog numa bandeira conservadora massante, pouparei vocês de textos meus a não ser quando se tratar de interesse público. O TM continuará com dicas de livros, filmes e discos, mas não mais permitirá que nossos leitores sejam envenenados com artifícios gramscianos que visam apenas tornar a ideologia de esquerda um "ser onipresente, um imperativo categórico" na cultura e na educação de um país tão promissor que um dia o Brasil já foi.


Dezembro, 2015


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM