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20 de jun. de 2019

A Mídia Contra-Ataca

Exemplarmente conhecida por "quarto poder", a imprensa é um verdadeiro baluarte da democracia. Analisando o nível de liberdade e imparcialidade que os jornalistas/editores detenham é possível chegar a um quantitativo da qualidade, se verdadeiramente democráticos ou totalitários, dos governos mundo afora. A criatividade humana somada a maledicência original fazem aparecer verdadeiras aberrações. Países como China, Cuba, Coreia do Norte e Venezuela além dos governos teocráticos islâmicos, são de fácil enquadramento no hipotético plano cartesiano democracia x totalitarismo: lá a liberdade de imprensa é restrita ao que o governo quer que seja divulgado indo em clara conformidade com as cartilhas políticas totalitárias tradicionais.

Já em países como Brasil, Rússia, Argentina, Ucrânia, Polônia, México, Colômbia, África do Sul entre outros, a liberdade de imprensa fica no meio termo entre ser democrática ou que sirva ao(s) governo(s) quando os conglomerados midiáticos se unem aos governos/políticos. Possuem garantias legais robustas, o Estado garante a liberdade da publicação. Não obstante, jornalistas são frequentemente perseguidos quando não assassinados (diante da relevância deste tema, deixemos para um texto específico em momento vindouro).  As empresas, oligopólios econômicos que controlam os jornais impressos e on line do país são comandadas por poucos. Com o crescimento e democratização da internet livre no Brasil, essa hegemonia sofreu arranhões nos Estados da Federação mais desenvolvidos, porém nos rincões do país ainda prevalece aquilo que os veículos de comunicação ditos "tradicionais" mostram, sejam fatos imparciais ou tendenciosos. Quando não mentirosos. Criar narrativas distantes dos fatos reais, algo que a experiência empírica mostra, virou regra no jornalismo político nacional.

Essa agenda faz parte da guerra ideológica. "Não tomemos quartéis, tomemos escolas", convida Antonio Gramsci. Formando uma maioria de jornalistas com viés de esquerda, a opinião pública sempre será guiada para um lado, óbvio. A propagação ideológica virou negócio mercadológico no mundo todo. Investidores bilionários compram e/ou constroem conglomerados de comunicação (rádio, TV, portais de notícias na internet, etc.), e dominam a opinião pública. Para se ter uma opinião imparcial, ou no mínimo contrária ao que se propaga nos meios tradicionais de informação, deve-se procurar muitas vezes livros que inexistem nas prateleiras das raras bibliotecas do país; garimpar programas de rádios que ainda fazem verdadeiro jornalismo, vídeos no You Tube de gente honesta intelectualmente falando; ver documentários, na maioria das vezes legendados, o que é difícil para muitos, etc. Uma vez que a massa não tem tempo nem disposição de percorrer esse dificultoso porém libertário caminho, fica fácil da maioria ainda se guiar pelo Jornal Nacional e pelo Fantástico.

Diante de toda essa descomunal máquina de propaganda que é a mídia tradicional, é muito divertido assistir a constante quebra das narrativas impostas pelos interesses de alguns poucos por ilustres desconhecidos na internet/redes sociais.  Desde do início das campanhas eleitorais 2019, as derrotas dos metacapitalistas* e de seu braço midiático se arrastam até os dias atuais. Desde o dia primeiro de janeiro do corrente ano que 90% dos colunistas, comentaristas/analistas políticos, personalidades culturais, propagam DIA APÓS DIA, textos e opiniões sem bases teóricas contra um governo que mal começou. A imprensa nacional, deitada em um berço moldado em pura ignorância somada ao domínio editorial globalista, perdeu a maior parte de sua credibilidade ao propagar pesquisas que andavam a quilômetros de distância da realidade, ao dar espaço a acusações infundadas, a distorcer declarações, tentar impor ideologia de gênero e banditismo, etc.

Some-se ao fato a nova repartição de verba publicitária do governo federal, já que essas grandes empresas ficava com a maior parte do dinheiro mesmo não tendo uma hegemonia na audiência. Agora, a verba é repartida conforme a audiência. Se um canal tem 30% da audiência, ele leva 30% da publicidade. No modelo antigo, o canal que se auto intitula o de maior qualidade no país mesmo tendo 30% de audiência, levaria 80% de toda verba publicitária. Ao se deparar com essas barreiras, inteligentemente criadas para salvaguardar a liberdade e a pluralidade de imprensa e de opinião, pilares essenciais de qualquer democracia, a mídia se uniu para tentar criar narrativas (distorcer os fatos). O último golpe do contra ataque da mídia, foi o hackeamento dos celulares dos heróis nacionais que prenderam mais de uma centena de bandidos corruptos, entre eles dois ex-presidentes.

A rede Globo (principalmente através do Jornal Nacional e Fantástico), a página de notícias UOL, a Folha de São Paulo, Carta Capital, blogs militantes como Brasil 247, dezenas de youtubers e artistas,  etc. formam a mídia hegemônica e se equivalem em seguir uma narrativa falsa, variando apenas a qualidade do profissionalismo e, claro, de investimento. Eses veículos de comunicação produzem e propagam ideias progressistas, contra a reforma da previdência, a favor de Lula Livre, incitação a greves, desligitimização constante do governo e tentativas frequentes em transformar heróis (Moro, etc.) em bandidos (Lula e etc.) e vice versa, discurso anti-polícia, etc. O ataque hacker sofrido tanto pelo então juíz quanto pelos procuradores federais demonstra claramente o nível de sofisticação criminosa acrescida de total ausência de escrúpulos. A articulação para garantir que a narrativa mais propensa a seu favor prevaleça, que a mídia usa principalmente da exaustão: todo dia repórteres, colunistas, apresentadores, comentaristas, etc. trancados em suas redomas luxuosas emitem opiniões que vão de encontro ao que a maioria do povo pensa, acredita e vivencia diariamente.

Esse modo conservador de ser e pensar é o que garante a sobrevivência do país até hoje. A mídia está usando de todo seu poder para fazer as novas gerações acreditarem que a ideologia de gênero, o aborto, a fim da família e a promiscuidade (adultério, abuso de drogas, etc.) são caminhos melhores que aqueles que alicerçaram nosso país: a família, o direito a legítima defesa e as regras morais cristãs. Enquanto a mídia contra-ataca pesado por todos os ângulos: filmes, séries, novelas, programas de auditórios, jornais, livros, teatro e até peças de propaganda, devemos reforçar a educação de nossos filhos para que eles criem um ambiente cultural combativo a essa hegemonia marxista que vigora atualmente. Educando dentro dos valores cristãos-conservadores e com liberalismo econômico, a longo prazo o país conseguirá equilibrar a guerra ideológica. Uma democracia não pode se curvar a um único pensar. O debate dentro das regras morais e legais é fundamental para o desenvolvimento de qualquer nação. Com educação a Nação se esquivará desse contra-ataque e desferirá o golpe final na ignorância propagada pela esquerda.

*megainvestidores bilionários que usam os governos para lucrar ainda mais, mantendo e influenciando leis e políticas de governo em diversos países ocidentais. Ucrânia, Colômbia, Venezuela, Grécia e agora Brasil, são exemplos de países onde floresceram governos corruptos em conjunto com investidores idem. 

4 de jun. de 2019

SÉRIE: CHERNOBYL

Chernobyl, 2019. Temporada única [HBO].
DireçãoCraig Malin
Elenco: Jared Harris, Emily Watson, Stellan Skarsgård



Considerada por muitos (tanto telespectadores quanto críticos num raro lampejo de concordância) a melhor série já feita. Abordando um fato real com uma recriação de época e fotografia esbanjando excelência em termos técnicos e com um corpo de atores igualmente excepcional dando vida a um roteiro muito bem acabado, Chernobyl é um retrato fiel, um recorte da realidade que extermina sistematicamente seres humanos em nome de uma ideologia. Mas o que diabos a política tem a ver com uma "fatalidade"? O fato é exatamente esse e a série tem todos os méritos por mostrar de maneira quase didática que a tragédia radioativa foi tudo [erro humano, falha técnica, etc.], menos uma fatalidade.

Reproduzindo fielmente a cidade projetada para abrigar os trabalhadores da usina nuclear, Pripryat na URSS (atual Ucrânia), a produção mostra um regime que se alimentava da mentira e da força bruta para sobreviver. A Usina Nuclear de Chernobyl era o reflexo do Estado Soviético (mais uma utopia socialista/comunista na conta dos grandes erros que ceifam milhões de vidas inocentes da História) desmoronando diante da realidade já impossível de esconder do mundo seus assassinatos, expurgos, exílios de pessoas que pensavam diferente do regime soviético que fingia ser o que não era (1º mundo). Na madrugada de 26 de abril de 1986. a verdade iniciou seu caminho da liberdade de maneira macabra: o reator 4 explode, dando início ao envenenamento de milhões de pessoas em vários países da Europa Central e Escandinávia. 

Durante seus 5 episódios acompanhamos a história de um dos primeiros bombeiros a chegar ao local da explosão - demonstrando os efeitos devastadores da radiação para o corpo humano - dos engenheiros que estavam a trabalhar na hora, dos políticos comunistas que tentavam a todo custo livrar suas peles e seus cargos no partido comunista ao mesmo tempo que tentavam esconder do mundo que possivelmente haviam envenenado milhões. A série mostra que muitos deles, sem capacidade intelectual para ocupar os cargos importantes que ocupavam, não faziam ideia do tamanho do mal que resultou de uma junção de erros humanos e máquinas mal projetadas. A frase do cientista Valery Legasov (Jared Harris) explicando em julgamento o motivo das máquinas (reator RBMK) terem uma construção que permitiu uma explosão daquela magnitude expõe bem o mundo corrupto e sem compromisso com o povo que a URSS havia criado: "era mais barato fazer desse modo". 

Existem séries que marcam época. Para que o clichê não fique isolado, lembremos de Seinfeld (marco na comédia), Breaking Bad (marco no drama/ficção). Game of Thrones (ficção/aventura), etc. Chernobyl certeiramente terá seu lugar talhado ao lado desses ícones pós-moderno da teledramaturgia. O fato marcante é que Chernobyl possui apenas uma temporada única. Imperdível.

PS. Uma vez que concordamos com um texto publicado na grande mídia, abaixo reproduzimos o texto sobre Chernobyl do crítico de cinema do site UOL, Roberto Sadovski.
Walter A.
tempo_moderno@hotmail.com

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Melhor série em anos, Chernobyl aborda o horror causado pela ignorância...*

*retirado do Blog do Sadovski


Lembro quando o desastre da usina nuclear de Chernobyl ganhou as manchetes, mais de três décadas atrás. A verdade sobre os motivos que causaram o maior acidente nuclear da história sempre foi mantida atrás de um véu de mentiras, burocracia, intimidação e o jogo de poder que nem o fim da Guerra Fria encerrou. Chernobyl, série criada por Craig Mazin para a HBO, dramatiza os acontecimentos a partir da noite em que um dos reatores da usina explodiu, envenenando tudo a seu redor com a fúria irrefreável da radiação. É uma reconstrução que, embasada em muita pesquisa, tenta ao máximo iluminar seus personagens e seu cenário, buscando não apontar culpados, mas entender que, naquele contexto, uma tragédia era questão de tempo. Tudo por conta da mão pesada do Estado. 


A série concentra-se em um trio de protagonistas. Valery Legasov (Jared Harris) era diretor do Instituto Kurchatov, e foi trazido para encabeçar as forças de emergência após o desastre. A seu lado, o burocrata Boris Shcherbina (Stellan Skarsgård), presidente do Conselho de Ministros do Estado Soviético. Estes são interpretações de pessoas reais que trabalharam em torno do evento, ganhando um terceiro vértice na física nuclear Ulana Khomyuk (Emily Watson), única personagem fictícia da série, uma amálgama de vários cientistas que trabalharam para desvendar os mistérios do acidente. O texto de Mazin ganha fôlego não só com o elenco espetacular, mas também com a magistral reconstrução de Chernobyl e seus arredores, como a cidade de Prypiat, evacuada após a destruição do reator. Além disso, o texto também resvala em coadjuvantes que tiveram sua vida irremediavelmente destruídas pelo desastre, de bombeiros que trabalharam para apagar o fogo imediatamente após a explosão que expôs o núcleo radioativo da usina.



Mas não pense que Chernobyl é uma série semi documental, uma tentativa de "humanizar" os acontecimentos e encontrar algum herói com todas as respostas. Seus cinco episódios, se forem categorizados em um gênero, revelam uma história de terror incômoda em diversos níveis. Terror físico, ao mostrar os efeitos da radiação nos homens que foram expostos de imediato às consequências da explosão – bombeiros e técnicos de Chernobyl, que em questão de dias sentiram uma dor inimaginável enquanto seus órgãos internos, sua pele e sua vida derretiam ante a degeneração celular causada pela contaminação. Terror moral, quando soldados em total ignorância respondiam a ordens para evacuar cidades e vilarejos em um raio de até 200 quilômetros em torno da usina, arrancando a população de seu lar e eliminando à bala toda vida animal – doméstica e selvagem – que ficaria para trás. O pior, contudo, era o terror implícito ia ignorância do Estado Soviético, que demorou a agir, fechou as portas para a colaboração internacional e foi humilhado em todo o mundo quando a verdade aos poucos vazou entre os poros da democracia, tudo em nome de uma "supremacia" ilusória.



Porque o regime comunista termina como o grande vilão de Chernobyl, com seus burocratas despreparados alocados em cargos-chave na máquina estatal, que até o fim se recusaram a enxergar a seriedade do desastre, mandando centenas de jovens para a morte ao tentar conter o derretimento iminente do núcleo radioativo – caso o resultado fosse outro, estaríamos vivendo em um mundo envenenado. A cada nova cena, são as paredes cinzas da burocracia e do fanatismo por um regime falido que ameaçam anabolizar as consequências da catástrofe. Craig Malin amarra os fatos com maestria, criando um drama pesado (o clima é ainda mais denso com a trilha opressora de Hildur Guðnadóttir, violoncelista que conseguiu traduzir em música o sentimento sufocante da Cortina de Ferro) que caminha lentamente para um triunfo no qual ninguém foi realmente o vencedor.

É fato que a própria Rússia jamais seria capaz de produzir algo tão contundente e realista como Chernobyl, visto que sua democracia do novo século nunca deixou de ter um pé no autoritarismo dos camaradas. É preciso desapego e distância para apontar dedos e mostrar que um regime apoiado em intimidação militar, que vivia uma queda de braço com a outra superpotência durante a Guerra Fria, os Estados Unidos, escondia na verdade um grupo de burocratas mentirosos, dispostos a sacrificar centenas de milhares de vidas para não revelar seus próprios fracassos. É com essa visão que a série alterna diálogos técnicos com sequências memoráveis, em que a maestria técnica de seus realizadores cobre com beleza um dos momentos mais sombrios da história da humanidade. O resultado, por fim, é uma das melhores séries já criadas para a TV em todos os tempos, um testemunho e um alerta sobre a fragilidade, o ego e a estupidez daqueles que detém o poder. Um espelho incômodo para todos nós.


17 de mar. de 2019

EDITORIAL: Cinco dias num grupo de debate de whatsapp 'discutindo' com sofomaníacos e portadores do efeito Dunning-Krugger*.




Abaixo um relato breve sobre como anda o debate público no meio popular, informal. Fui colocado por um amigo num grupo de whattsapp cujo o nome era "Politica Pura e Debate". Fui debater.


Primeiro dia: Fiquei apenas observando. Pude perceber que a maioria do grupo era formada por pessoas com um bom nível de formação, incluindo professores, funcionários públicos, etc. Seria um estrato do que se pode chamar de elite intelectual, afinal, influenciam outras pessoas de formação precária, insipiente. Contudo, esse pessoal pouco se manisfestava. Um ou outro preferiam mandar memes inteligentes nas horas certas das "discussões". Coloco entre aspas, pois uma verdadeira discussão, um verdadeiro debate, deve haver sempre um contraponto. Pela própria raiz da palavra que vem do latim debattere (bater, lutar), apesar da nossa vir do francês débat  (controvérsia, querela), o espírito do significado foi mantido. Nesse grupo não existia debate e sim conversa de boteco entre amigos de sempre concordavam entre si. Ademais, pude perceber certa soberba por parte de uma minoria, porém atuante, militância esquerdista. Nada fora do comum, infelizmente. 


Segundo dia: a partir desse dia passei a expressar melhor e mais incisivamente minhas posições políticas e filosóficas. Em outras palavras, comecei a incomodar. Um número pequeno de participantes iniciou um possível debate sobre a conjuntura atual da política nacional, mesmo que superficial, e eu tentando debater com argumentos e hipóteses. Foi quando percebi minha total "burrice" para usar o próprio linguajar de um dos participantes, o mais agressivo. O auto intitulado professor de geografia levou minhas colocações para o lado pessoal e iniciou uma série de provocações, inicialmente ignoradas. Um outro que se dizia professor de matemática, assim, como o primeiro, tentou iniciar alguma controvérsia de cunho pessoal em relação a teoria da terra plana (?) e sobre o filósofo Olavo de Carvalho. Detalhe essencial: nenhum desses temas veio à tona em nenhuma conversa, em nenhum momento. Sigamos.



Terceiro dia: Um notável desocupado sou eu, perdendo meu tempo podem pensar alguns. Como trabalho em períodos de revesamento entre operacionalidade (na rua) com descansos, é um bom passa tempo. Pode-se exercitar a memória, a "oratória digital" e se divertir com os argumentos estapafúrdios. Sem falar no exercício da paciência com as ofensas e indiretas. Foi o que se seguiu. Para esses seres iluminados mais exaltados que apenas repetem como papagaio de pirata chavões e manchetes de jornalecos, Ciro Gomes é o melhor nome para gerir o país, assim como o sócio-construtivismo de Paulo Freire é o único método pedagógico correto; para muitos, é o único existente. Acreditam, mesmo sem prova alguma, que os Bolsonaro são envolvidos com milícias, mas negam a culpa de Lula, condenado com centenas de provas, assim como negam a participação dos partidos de esquerda como PDT e PT na formação do Foro de São Paulo, organização supra-nacional e supra-partidária formada por partidos políticos e organizações criminosas latino-americanas (ferindo a Constituição Federal  em seu art. 17, II); mesmo existindo atas de reuniões assinadas disponíveis na internet.

Quarto dia: por ser burro o suficiente eu não conseguiu vislumbrar motivo algum para idolatrar político qualquer. Escolho lados em época de eleição, afinal é assim que funciona a democracia e muito morreram para que hoje possa-se votar. O professor de geografia era o mais fora de si e o que menos se fazia entender, já que não conseguia articular frases complexas, chegando inclusive a apenas repetir palavras desconexas como "laranja" ou "Queiroz", numa alusão tão rasa quanto sua própria inteligência iluminada. "Lunático", bradou ele em certo momento e a ofensa se juntou as demais. Foi respondido a altura. Visto que perdera a compostura, veio com uma citação de Neil Degrasse Tyson, o astro midiático que diz ser astrofísico acusado de abuso sexual, que na verdade engana milhões de pessoas com teorias absurdas, improváveis no mundo real. Tenho total noção de minha insignificância e indignidade perante ao Senhor, não perante a sofistas que envenenam a alma de seus indefesos alunos. Citei Eric Dollard, como contraponto dentro do mesmo campo, já que o mesmo não está interessado em holofotes e mulheres e sim em ciência de verdade. Foi em vão, sequer procurou nada sobre o brilhante cientista. Quem sabe sua sapiência foi capaz de captar e refutar por telepatia as ideias de Dollard sem que eu percebesse...

Quinto dia: Como definir quem age tão irracionalmente como aquele professor que chegou a afirmar que eu não entendia nada de educação apenas porque eu disse que o sócio-construtivismo alicerçava as bases para o desconstrucionismo da educação? Eu disse que também era professor e mostrei dados do Fórum Econômico Mundial dos anos de 2016 a 2018 que mostram claramente que os ideais de Paulo Freire que permeiam a educação nacional nos levam para os piores lugares na educação do ocidente, e ele disse que eram FALSOS. É válido registrar que, do primeiro a esse derradeiro dia, era período de carnaval; porém nem mesmo a ingestão de centenas de litro de cerveja ou algo que o valha, justificaria tamanha ignorância. Por derradeiro, surgiu uma breve discussão bastante produtiva sobre colégios militares, onde vários membros se manisfestarem cordialmente e exprimiram suas  ideias, incluindo eu. Quando, corriqueiramente o tal professor sabe-tudo sem saber de nada, soltou mais impropérios contra esse  que vos fala. "arrombado" e "burro" entre outros. Ali soube que minha participação tinha que ser encerrada naquele grupo.

A paciência para ogros com diplomas, analfabetos funcionais metidos a machões por trás de telas de celular havia se esgotado. Porém, tinha que sair em grande estilo. Para isso desci ao nível do tal professor, ou até um nível mais baixo. Respondi as ofensas com ofensas ainda piores, confesso. Até o momento que a pessoa que me colocou me removeu do grupo. Missão cumprida. Antes disso foi engraçado ver o professor sem saber o que dizer e depois pedindo minha "expulsão do grupo" enquanto alguns mais demagogos diziam eu ser o intolerante e estressado. Não lembravam das provocações iniciais do imbecil apenas minha resposta final. Só então, depois de 5 dias, me diverti nesse grupo, com as últimas mensagens. Não tive dúvida que ali naquele grupo de debates, onde não se debatia nada, residia vários SOFOMANÍACOS** de esquerda. Que se envenenem com suas próprias (torpes) ideias. E me deixem fora dessa ignorância toda.
**Sofomaníaco: Indivíduo estúpido que se acha extremamente inteligente.

Março, 2019.


Walter A.
tempo_moderno@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

9 de fev. de 2019

o intelectual (retardado) orgânico



O filósofo Olavo de Carvalho intitula seu 1º clássico "O Imbecil Coletivo". Essa obra necessária expõe de maneira direta e sem rodeios como é rasa, beirando o vazio, nossa "elite intelectual": professores universitários e de ensino médio, jornalistas, funcionários públicos, classe artística, escritores populares, etc. Como bem disse Chico Anysio em entrevista ao Roda Viva (facilmente encontrado no Youtube), '95% dos jornalistas são PT'. E qual a razão? Podemos indicar linhas de pensamentos que elucidam a questão:

I - Contra-ataque comunista

Para se limpar ajudando a derrotar Hitler, a URSS percebeu que tinha que entregar algumas cabeças para se manter viva. As denúncias dos 20 milhões de mortos já extravasara fronteiras. Kruschev entrega Stalin e seus fieis companheiros como bodes expiatórios  para que todo o sistema sobrevivesse. Alguns líderes comunistas foram presos, outros mortos, alguns exilados pela ONU. O sangue dos milhões de mortos somados no Camboja, Ucrânia, China, Vietnã, Coreia do Norte, Cuba, além dos inocentes russos, clamou vingança, suas histórias aos poucos se tornaram conhecidas e paulatinamente a comunidade internacional independente reconhece o comunismo como sendo tão criminoso quanto o nazismo. Os socialistas/comunistas entraram em consenso uma vez que as guerras não deram certo a longo prazo: a Guerra contra o Ocidente (vulgarmente chamado capitalismo) se daria através da Cultura/Educação. Não à toa a Hungria proibiu partidos desse tipo em seu território em 2018.


II - Escola de Frankfurt

Com o iminente colapso soviético, surge a Escola de Frankfurt: conjunto de pensamentos socio-filosóficos capitaneada por Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Jürgen Habermas, Georg Lukacs, Walter Benjamin, Friedrich Pollock, etc. Objetivando modificar, como toda teoria socialista, o Ocidente cristão através da cultura. Dominando universidades para alcançar os ensinos básicos e enfim, o cotidiano dos pessoas, iniciaram o processo de "normalização" de tabus tratados como entraves para a Revolução: adultério, promiscuidade, aborto, liberação das drogas, desarmamento, defesa e incentivo ao crime, ateísmo, divórcio, enfim, qualquer coisa que servisse para destruir a sociedade cristã tradicional. Numa sociedade altamente conservadora como a norte-americana e a brasileira do pós-guerra, essas idéias tiveram pouco avanço. Na Europa, já muito degradada pela ocupação do demônio comunista (URSS), essas ideias tiveram um maior avanço.


III - Antonio Gramsci

Um dos pilares do pensamento socialista/comunista europeu foi Gramsci. Preso por Mussolini, que percebeu o poder de suas ideias revolucionárias, escreveu na cadeia as bases da guerra cultural que presenciamos nos dias de hoje: enquanto a Escola Frankfurt teorizava em como por em prática as ideias de Sigmund Freud, Immanuel Kant, Karl Marx, Max Weber, etc. o gramscianismo (gramscismo) atuava na prática, no dia a dia, diretamente na cultura. Sua ideia de revolução exclui as armas e mira nas escolas. Criou a figura do "intelectual orgânico", aquele "pensador" que vive e trabalha para o partido, para a ideologia. Comumente, se trata de um grande paradoxo, uma vez que um pensador não pode ter suas ideias presas a nenhum tipo de amarra ideológica. Se limitamos nossas ideias, deixamos de pensar. Gramsci deu um novo significado aos sofistas gregos. Esse espectro macabro pseudo intelectual abrange desde professores, jornalistas, escritores, servidores públicos, sindicalistas, etc. pessoas que, infelizmente, aprumam a vida cultural da nação sempre para o viés esquerdista, mesmo que não se deem conta disso. Nas palavras de Lenin, são os idiotas úteis. O movimento socialista/comunista, se espraiou pelas entranhas da cultura, da vida cotidiana, do senso comum, do imaginário popular da maioria. Isso chama-se hegemonia cultural: fazer o que o sistema quer que se faça sem nem se dar conta.


IV - A hegemonia da Esquerda desde o Regime Militar


E o motivo foi um acordo tácito entre os militares - hoje tão execrados pela esquerda sociopata - e a esquerda da época. Enquanto os militares focaram na urgência da guerrilha e da crescente criminalidade, as universidades, sindicatos e mídia em geral ficaram nas mãos de cabeças socialistas, muitas simpáticas a Revolução. Os militares conduziram esse processo como uma forma de escape para as ideias mais violentas. É factível a hipótese de que o povo não seria contaminado com as ideias revolucionárias que iam de encontro aos valores familiares cristãos tão arraigados na tradição brasileira. Grande engano. Com as universidades e mídias tomadas pelo pensamento revolucionário, não demorou para a cultura ser modificada paulatinamente: novelas, programas de TV, jornais, livros, etc. foram impondo questões e pontos de vista que não contribuem em nada para a evolução de uma nação como abortismo, divórcio, militância gay, banditismo e tudo mais que o valha. O imaginário popular baseado em leis religiosas e respeito as tradições foi violentado por um novo imaginário formado por sexualização, violência e corrupção. Essas ideias foram brotadas durante o Regime Militar, e deram seus frutos com a eleição do PT e com o consequente desastre de 14 anos de um desgoverno cleptocrático que solapou ainda mais a cultura nacional, abrindo novas trincheiras na guerra cultural, criando um exército de professores, jornalistas, servidores públicos e militantes lato senso que mamam nas tetas do governo e fingem lutarem por alguma ideologia (ou por minorias que se deixa guiar pro abate como cordeiros indo ao matadouro), mas que na prática visam apenas dinheiro e poder como todo bom político corrupto.

Isto posto, fica fácil entender como Chico Anysio brilhantemente matou a charada com a frase simples e curta do início da matéria calando a  maioria da bancada do programa Roda Viva. Quando se avança nos estudos/análises políticas imparciais chega-se a conclusão que não são apenas os jornalistas que são esquerdistas mais que imparciais. Editores, redatores, escritores, atores, diretores, radialistas, youtubers e influenciadores digitais de toda obra, formam a massa de "intelectuais orgânicos" que tanto preconizava Gramsci. Abaixo exemplos de pseudo intelectuais e comentários desconstruindo suas falácias:

I

"PT, volte a ser digno da hora - O partido que existiu até agora acabou neste domingo e terá que salvar a democracia"

O título e subtitulo do texto de Celso da Rocha Barros, servidor público (assumidamente e presunçosamente auto declarado "doutor em sociologia por Oxford") de esquerda, ignora todo o significado político de democracia e exalta um único partido coberto de condenações de corrupção a salvar... a democracia! Caso raro de histerismo masculino(?!).

"O fracasso de Michel Temer e as revelações da Lava Jato sobre os partidos de direita deram sobrevida ao Partido dos Trabalhadores e colocaram Fernando Haddad no segundo turno, na eleição mais importante de nossa história. Há eleições que se pode perder, mas essa não é uma delas."

Aqui o diminuto pensador, demonstrando todo seu tamanho cognitivo crava o fracasso de um governo sombra de um governo deposto, demonstrando assim toda a redundância que permeia sua curta visão de mundo. Um verdadeiro intelectual orgânico, nas palavras de Antonio Gramsci. Logo após demonstra um desconhecimento comum no meio acadêmico atual afirmando que revelações da Lava Jato sobre os partidos de direita colocaram Haddad no 2º turno, ignorando os estatutos dos respectivos partidos implicados na operação Lava Jato, todos sociais-democratas progressistas e não conservadores. Finaliza clamando sua própria e torta visão democrática:o PT não tinha a opção de perder. Era PT ou PT, o partido mais corrupto da história do país com seus principais líderes condenados com toneladas de provas.

"É a chance do PT encerrar a crise que ajudou a começar com a política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff. O primeiro passo, portanto, é abraçar a responsabilidade econômica que faltou a Dilma em 2012."

Aqui o expert em contradição afirma que o PT com Dilma Roussef ajudou a começar a crise, aconselhando um partido que quebrou TODOS os Estados e o Governo Federal a abraçar a responsabilidade econômica, sendo fácil identificar algum tipo de histeria ou uma cuidadosa memória seletiva do (pseudo) intelectual orgânico que minimiza os erros de seu partido.

O segundo passo é até mais importante: precisa abandonar qualquer ressentimento, qualquer desejo de vingança causado pela crise política que seus adversários provocaram com o impeachment de Dilma Rousseff."


Continuando com sua completa inépcia para realizar simples pensamentos lógicos e levantando a maior contradição de seu texto até agora, o doutor(?) em sociologia afirma agora que os adversários de Dilma foi quem debelaram a crise. Decida-se, camarada! Foi apolítica econômica do parágrafo anterior ou os adversários de Rousseff? E vingança é um prato que o PT prepara com requinte... de crueldade. O que diria Celso Daniel e Toninho do PT?

"Enfim, é hora de esquecer o programa do primeiro turno e abraçar o programa da frente democrática que deve se formar no segundo. Esse programa deve reconhecer a necessidade de ajuste fiscal, corrigindo os defeitos do ajuste de Temer, e deixar de lado toda palhaçadinha de nova Constituição, controle da mídia, e demais babaquices que intelectual petista burro enfiou no programa de governo porque estava com raiva do impeachment."
Nesse trecho ele mostra sua revolta contra seus próprios pares de partido, inclusive resumindo todo o respeito e consideração que os esquerdistas tem por opiniões contrárias as suas em uma palavra: burro.

"Algumas dessas propostas podem até ser dignas de discussão, mas só depois de o PT reconquistar a confiança geral da população quanto à sua condição de partido responsável, na economia e na política. Essa é a segunda chance do Partido dos Trabalhadores, mas também é a última. Se o PT perder para Bolsonaro, há uma perspectiva real de que os pobres brasileiros não consigam mais se fazer ouvir no sistema político por uma geração. O PT não tem o direito de impor aos pobres essa tragédia sendo incompetente ou radical. Agora é a hora do partido voltar a ser a alternativa da esquerda democrática como foi nos anos Lula."

Burro ele não é, pelo menos para pensar para o partido. Chamando seus companheiros de revolução de burros, não quer dizer que ele discorda do cerne da questão e sim que ele discorda do momento que essas questões (nova Constituição, controle da mídia, desmilitarização das polícias) foram levantadas. Nas ideias iluminadas do intelectual orgânico, só depois de chegarem ao poder e novamente aparelharem e corromperem novamente todo o sistema. Para diminuir os ruídos de suas palavras incoerentes mas que beneficiam um partido, agora ele cita os pobre. E legitima o partido mais corrupto da História a único interlocutor dos pobres com a política. Ou seja, usando a lógica que ele não gosta muito, se os ladrões do PT são os únicos que dão voz os pobres brasileiros, isso automaticamente coloca os pobres brasileiros iguais aos ladrões. É por isso que  Lula tá preso, babaca e o PT perdeu a última chance como dito.

"A campanha no segundo turno deve ser a mais inclusiva possível para todo mundo, da esquerda, do centro ou da direita, que defenda a democracia contra Bolsonaro. Haddad é perfeitamente capaz de levantar as bandeiras que o PT precisa defender, mas o partido precisa deixá-lo vencer. É preciso terminar de ganhar os votos que eram de Lula entre os pobres, o que o PT sabe fazer. Mas também é preciso ganhar terreno no centro, que não está interessado em discurso imbecil contra Lava Jato ou a favor do vagabundo Nicolás Maduro. É preciso deixar que os centristas democratas votem no PT."

Se no início de seu texto Celso da Rocha Barros afirma que a culpa da crise foi dos adversários e que os partidos de direita foram denunciados na Lava Jato. Agora, caminhando para o final, ele histericamente (como de praxe) abraça de vez a incongruência pedindo que todos os partidos se unam. Finaliza o parágrafo limpando para baixo do tapete temas custosos a esquerda, como Maduro e a Lava Jato: o primeiro cria do PT e a segunda mal vista por todos os partidos. 

"O partido que existiu até agora, aliás, acabou neste domingo (7). Serviu para manter o eleitorado lulista unido e colocar Haddad no segundo turno. Agora Haddad, junto a Jaques Wagner e os governadores do partido —que já vêm fazendo ajuste fiscal faz tempo— devem recriá-lo. Um partido de esquerda moderado sempre será favorito nas eleições brasileiras —o PT pode vencer a quinta presidencial seguida daqui a três semanas. É a última chance que o Partido dos Trabalhadores —de longe, o maior vitorioso de nossa história democrática, e, portanto, o maior interessado na preservação de nossa democracia —terá de desempenhar esse papel."

Descambando para o ufanismo que beira a bandidolatria, o autor vem com mais um oximoro: o partido mais vencedor da democracia brasileira e também o maior interessado na mesma, acabou. Porém, segundo suas ideias doentias, o mesmo renascerá como favorito junto com os governadores que quebraram além da República, os Estados (MG, RJ, RS que o digam). So esqueceu de lembrar dos inúmeros crimes que fizeram o partido morrer. Na cabeça de intelectual orgânico de Rocha Barros, tudo não passou de perseguição política e o PT nada deve a ninguém a não ser a seus pares. Ou seriam párias?

"A sobrevivência da conversa democrática brasileira, a sobrevivência tanto da centro-esquerda quanto da centro-direita, nossa participação na comunidade das nações livres, depende da derrota de Jair Bolsonaro. Partido dos Trabalhadores, torne-se digno da hora."

 Finalizando com um belo arremedo de insanidade somado a sociopatia pura, o doutor sociólogo continua sua demonstração de amnésia voluntária em comparar o partido mais corrupto da recente história nacional com nossa democracia como um todo! Afirma do alto de sua deficiência cognitiva somada a uma pitada de mal caratismo intelectual que caso o principal adversário ganhe (Bolsonaro) todos os outros partidos estão fadados a "morte". Como um membro de seita conclama o partido mais indigno (não só porque roubou, mas sim porquê enganou e engana a parcela mais pobre do povo), a tornar-se digno. Fato que se concretizará quando pseudos intelectuais como Celso da Rocha Barros tornaram-se pensadores de verdade. Ou seja, nunca já que o autor até agora conseguiu ler, mesmo com doutorado, nem as condenações dos figurões do PT nem as denuncias robustas contra Haddad.

II

É público e notório que Reinaldo Azevedo é literalmente um profissional imparcial que vende seus textos a quem pagar mais. Foi flagrado em grampos em operação da PF sobre a JBS com a irmã de Aécio Neves de depois foi presa. Teve que pedir demissão pois seus leitores se sentiram traídos. Com razão. Azevedo, antes um defensor do viés conservador e anti-ptralha, desde os primeiros indícios que políticos do PSDB seriam expostos por crimes de colarinho branco, mudou de lado e iniciou ataques com falaciosos argumentos jurídicos (copia e cola sem aprofundamento nem teórico nem filosófico-dogmático) a PF, aos procuradores e aos juízes que tentam lavar um pouco da merda corrupta encrostada no país, cujo um pouco do dinheiro sujo deveria cair nas contas dela, ops, dele. É tão dado a prostituição pseudo jornalística que antes de aparecer combinando com a irmã de Neves, era favor dos grampos da PF; depois de seu flagra combinando reportagem, passou  a ser contra.

A prisão de Lula e a fritura política de Geraldo Alckmin (vergonhosa votação nas Eleições 2018 para um partido que comandou a República por 8 anos) somado ao desprezo de João Dória, fizeram Reinaldo perder a noção da realidade. O problema é ele querer que os leitores que ainda se aventuram em sites de extrema-esquerda como UOL sigam o mesmo caminho de insanidade e falsidade intelectual que ele se prontificou a fabricar para si mesmo e para seus leitores a troco de merreca, pois dinheiro nenhum paga a honestidade intelectual, esta que serve ao bem comum, a coletividade.

A vida de Reinaldo depende da venda de notícias que interessam a alguém, por isso, dia após dia, tudo que ele produz é com o dolo de beneficiar quem o paga (como ficou claro com a divulgação das gravações). Exemplo mais recente: diante da invasão criminosa elaborada por hackers aos celulares de autoridades da operação Lava Jato, o pseudo jornalista em vez de endossar o caminho da lei que ele tanto prega, o tal do Estado Democrático de Direito que ela tanto prega em suas divagações cacarejantes, resolveu se unir ao também pseudo jornalista Glenn Greenwald. Até aí tudo bem, já que tudo que for a favor de Lula e de Aécio e contra a Lava Jato será elevado a ideais de justiça por Reinaldo Azevedo já que é um defensor de bandidos. O que ele não contava é que a internet fosse jogar na fuça como Reinaldo muda de opinião conforme o pagador:

"As relações de Brasil com os EUA estão hoje nas mãos de um vagabundo (grifo nosso) chamado Edward Snowden e de Glenn Greenwald, seu porta voz, que escolheu o Brasil para morar. O primeiro é um ex-agente da CIA que roubou - o verbo é esse - documentos secretos do governo americano e escolheu para refúgio a Rússia de Vladimir Putin, um iluminista que era, santo Deus!, agente da KGB. O outro, Greenwald, é um advogado convertido em jornalista, que, segundo a versão oficial, decidiu morar no Brasil em razão das tramas do coração. Encontro que o seu Orfeu - o que leva parte de nossa imprensa a evocações as  mais líricas. Greenwald, sem prova nenhuma de que houve invasão a dados da comunicação privada da presidente ou a segredos industriais da Petrobras (ou me digam onde estão as evidências). Se, amanhã, decidir pinçar mais meia dúzia de conjecturas, lá vai o país ficar a reboque de seus recalques." Reinaldo Azevedo, na revista Veja em 16 de fevereiro de 2017.
Essa semana foi anunciado que Reinaldo se juntará a Greenwald (e concomitantemente ao, segundo sua palavras, vagabundo Snowden) para atacar o min. Sérgio Moro. Em qualquer democracia séria, onde a educação fosse elevada o bastante, pessoas como Reinaldo Azevedo e tutti quanti, que se vendem a quem der mais, já estariam processados e jogados ao ostracismo que os canalhas intelectuais merecem.

PS.: O primeiro exemplo é uma amostra de quão vazia está a academia, enquanto o segundo mostra claramente a imprensa marqueteira que vende uma falsa imagem conforme o comprador deseja. Diariamente, seja nos programas matinais, nos grandes sites de notícias e blogs patrocinados pelos partidos de esquerda, é criada uma narrativa onde não podendo acusar o governo do corrupto, tenta desgasta-lo ao rotula-lo de todos os males da caixa de Pandora, mesmo após o país ser desmontado economicamente, socialmente e moralmente durante 16 anos.

Walter A.
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17 de jan. de 2019

CNJ: um órgão legislador no Poder Judiciário


sessão do CNJ presidida pelo obscuro jurista, Dias Toffoli

Os princípios constitucionais que norteiam a Administração Pública nos países democráticos modernos, autorizam a cada Poder (executivo, legislativo e judiciário) utilizar limitadamente atribuições de outro Poder visando a melhor gerencia da coisa pública para o bem coletivo ser alcançado. Assim, por exemplo, o Poder Judiciário pode e deve criar suas leis internas e executar suas próprias obras e gerir seu quadro de funcionários. Nessa caso, o judiciário utilizou de poderes alheios a sua natureza essencial (de julgar), para melhor servir ao povo. Para exarar normas internas e gerir seu pessoal, o poder judiciário adentra a seara dos poderes legislativos e executivo, respectivamente.

Nos casos previstos em lei, pode um Poder fazer valer as leis sobre um outro que as infringi. Um prefeito corrupto pode e deve ser processado não só administrativamente pela Câmara dos Vereadores como pela Justiça. Assim como um deputado pode ter seu mandato cassado por uma ordem judicial. Esses mecanismos certeiramente denominados de sistema de pesos e contrapesos (check and balance) além de permitido pela Lei deve ser incentivado. A independência entre os Poderes, seja em qualquer âmbito, é a base da democracia.

Em países de regimes totalitários é comum que essa divisão entre os Poderes não seja respeitada. A História nacional mostra épocas onde governos autoritários deturparam a divisão republicana dos Poderes. O início da República, a era Getúlio Vargas, o Regime Militar, o mensalão tucano para reeleição de FHC, o mensalão petista para gerar uma governabilidade artificial e criminosa, são exemplos históricos de épocas onde um poder sucumbiu ao outro. Por deter o dinheiro, o Poder Executivo tem larga vantagem em sobressair aos demais. Comumente nesses anos extremos, o legislativo foi paralisado e o judiciário diminuído.

Diante dos bilhões que eram facilmente desviados dos cofres públicos, os governos petistas deixaram-se embebedar-se e serem envolvidos por outros corruptos profissionais. Suas reformas revolucionárias foram deixadas de lado. Reformas essas que transfeririam o poder legislativo para as associações civis e ONGs em detrimento do parlamento, podendo esses Conselhos Populares anular até decisões judicias. Detalhes encontram-se nos Cadernos de Teses no site do PT. Essas ideias de dominar poderes constituídos para garantir poder perene, não são novas, porém veem sendo aperfeiçoadas com o passar dos anos.

Esses conselhos que o PT não conseguiu instalar aqui (Graças a Deus) foram instalados na Venezuela por Hugo Chaves e tiveram seus poderes aumentados pelo ditador Maduro para garantir-se no poder. Antes, foram instituídos na União Soviética de Stalin. Infortunadamente, uma pedra soviete foi calçada no alicerce do Judiciário Brasileiro: o Conselho Nacional de Justiça. Seu caráter fiscalizador do Poder Juciário é válido, contudo, como já é praxe do movimento comunista global, usa-se uma boa intenção para implementar um intenção perversa e passar despercebido da opinião pública. 

O CNJ pune maus membros do Judiciário garantindo assim, um funcionamento cada vez mais idôneo da Justiça Brasileira. Essa é a nobre intenção em primeiro plano. Contudo, rasgando nossa Carta Magna que explicita os três Poderes e suas prerrogativas primarias, o CNJ chama para si a competência de legislar sobre Direito Penal, deixando o Congresso submisso e desmoralizado. A audiência da custódia é um robusto exemplo do caráter legislador que o CNJ usurpou do parlamento. O Tratado de São José assinado pelo Brasil em 1969 (Convenção Americana Sobre Direitos Humanos) afirma em seu art. 7º, inciso 5 que:
          "Toda pessoa detida ou retida deve ser conduzida, sem demora, à presença de um juiz ou outra autoridade autorizada pela lei a exercer funções judiciais e tem direito a ser julgada dentro de um prazo razoável ou a ser posta em liberdade, sem prejuízo de que prossiga o processo.  Sua liberdade pode ser condicionada a garantias que assegurem o seu comparecimento em juízo." 

Norma esta perfeitamente cumprida em nossa legislação especifica, destarte a Constituição Federal em seu art. 144, §4º é explícita ao legitimar à Policia Civil funções judicias

"Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares."

Sendo assim, é cristalino como a água para quem detém o mínimo de domínio sobre interpretação de texto, o delegado de polícia exerce funções judicias, afinal para exercer a função deve-se respeitar o preceito essencial ser bacharel em Direito além de deter o poder de instaurar medidas que garantam o andamento do processo mesmo liberando o suspeito, como o exemplo tão comum da fiança. O Código de Processo Penal em seus arts 306 a 309, complementa a Constituição vigente e o art. 7 do Pacto de São José, adequando a realidade do sistema penal brasileiro ao que diz a Convenção dos Direitos Humanos:

"A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. (...) Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia integral para a Defensoria Pública. (...) Se o réu se livrar solto, deverá ser posto em liberdade, depois de lavrado o auto de prisão em flagrante. "

Nos casos concretos, depois de iniciadas os procedimentos judiciais pelo delegado (e sua equipe) quando crime grave inafiançável segue-se o rito processual citado acima, indo o destino  do criminoso para as mãos do juiz. Juridicamente 
a resolução nº 213/2015 usurpa a função legislativa e acrescenta um prazo de 24h para apresentação de qualquer flagrante não para analisar o mérito do fato mas sim as circunstâncias da prisão distorcendo o que diz a Convenção de Direitos Humanos, a Carta Magna e legislando em detrimento do legislativo que ratificou o citado Tratado. A harmonia e e independência entre os poderes foram quebradas para beneficiar pessoas que cometem crimes enquanto os agentes correm o risco de saírem dessa maquiavélica audiência de custódia respondendo processo.

Outro ponto que deveria ser levado em consideração é a equidade jurídica entre o cidadão sob custódia do Estado e o próprio Estado no seu dever de coibir crimes e garantir a paz social e a vida dos cidadãos (agente da lei também são cidadãos cabe lembrar sempre). A audiência de custódia, justificada no princípio constitucional da liberdade, sendo a prisão exceção, visa garantir primeiro o bem estar do preso, e não a reparação do dano causado, muito menos minimizar as danos das vítimas. Pondo na balança da equidade jurídica, o modelo atual da audiência de custódia que o soviete CNJ instituiu, visa apenas procurar motivos para deixar em liberdade criminosos perigosos, sociopatas (recentemente 4 elementos executaram um sargento da PM do Amazonas e 3 foram soltos na audiência de custódia) ou menores reincidentes, enquanto a vítima do crime tem dificuldades básicas para garantir sua dignidade humana sem nem serem lembradas pelas leis e pelos órgãos estatais. Exemplo: em alguns casos, mulheres (a maioria em situação de pobreza e baixa escolaridade) que sofrem crime de violência doméstica enquadrados na lei 1 1.340/2006 (lei Maria da Penha), não dão continuidade ao processo por não conseguir se deslocar até o IML mais próximo e ser avaliada para um laudo que servirá de prova das agressões. São mulheres sem dinheiro, onde o agressor geralmente mantém a casa, ou seja, elas não possuem meios para se deslocar do interior para a capital, deixam de fazer o exame e a audiência ocorre com menos elementos probatórios por parte do Ministério Público.

Diante desse cenário ilógico que beneficia o criminoso e pune a vitima (não restituindo o dano causado/bem subtraído) e o agente público, o CNJ nesse ano que se inicia não se envergonha de legislar para beneficiar mais criminosos. O presidente atual, Dias Toffoli, declarou a imprensa que, com a implementação das audiências de custódias somados aos mutirões de audiências, espera soltar 40% dos presos! Isso mesmo. Quase metade, hoje temos cerca de 600 mil encarcerados. Toffoli trabalhara e gastará nossos impostos para soltar 240 mil (!) criminosos. Haddad prometeu a mesma coisa na campanha. Não foi por seu talento jurídico que Toffoli foi alçado de advogado do PT a ministro do STF por Dilma. Foi para cumprir a risca ordens dos metacapitalistas que dominam os poderes ocultos do mundo (Foro de São Paulo, Soros, Grupo Bilderberg,etc.). 


Walter A.



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16 de jan. de 2019

Você leu no máximo 6 desses 100 livros (desafio da BBC)*

*escrito por JÉSSICA CHIARELI para revista Bula

Um desafio literário se espalhou pela internet e deixou leitores ao redor do mundo com a pulga atrás da orelha. De acordo com a brincadeira, ninguém leu mais do que seis livros de uma lista que reúne 100 obras, composta em sua maioria por grandes clássicos da literatura, como “Orgulho e Preconceito” (1813), de Jane Austen; “O Sol é Para Todos” (1960), de Harper Lee, “Hamlet” (1609), de William Shakespeare; e até a Bíblia Sagrada.

Apesar de levar o nome da BBC, o desafio não tem nenhuma relação com a emissora britânica. Provavelmente, a lista de livros foi apenas baseada no resultado de uma pesquisa feita pelo veículo em 2003, que listou os 100 melhores romances de todos os tempos. Para não deixar os brasileiros de fora do desafio, a Bula criou uma versão em português da lista, mantendo as mesmas obras da lista original. Para participar do desafio, basta contabilizar os livros que você já leu, que de acordo com os criadores, dificilmente somarão mais do que seis títulos.

1 — Orgulho e Preconceito (1813), Jane Austen
2 — O Senhor dos Anéis (1954), J. R. R. Tolkien
3 — Jane Eyre (1847), Charlotte Brontë
4 — Harry Potter e a Pedra Filosofal (1997), J. K. Rowling
5 — O Sol é Para Todos (1960), Harper Lee
6 — Bíblia Sagrada
7 — O Morro dos Ventos Uivantes (1847), Emily Brontë
8 — 1984 (1949), George Orwell
9 — Kit Fronteiras do Universo, Philip Pullman (1995-2000)
10 — Grandes Esperanças (1861), Charles Dickens
11 — Mulherzinhas (1869), Louisa May Alcott
12 — Tess dos D’Urbervilles (1892), Thomas Hardy
13 — Ardil-22 (1961), Joseph Heller
14 — A Peste (1947), Albert Camus
15 — Rebecca: a Mulher Inesquecível (1938), Daphne du Maurier
16 — O Hobbit (1937), J. R. R. Tolkien
17 — O Canto do Pássaro (1993), Sebastian Faulks
18 — O Apanhador no Campo de Centeio (1951), J. D. Salinger
19 — A Mulher do Viajante no Tempo (2003), Audrey Niffenegger
20 — Middlemarch: Um Estudo da Vida na Província (1871), George Eliot
21 — E o Vento Levou (1936), Margaret Mitchell
22 — O Grande Gatsby (1925), F. Scott Fitzgerald
23 — A Casa Soturna (1853), Charles Dickens
24 — Guerra e Paz (1867), Lev Tolstói
25 — O Guia do Mochileiro das Galáxias (1979), Douglas Adams
26 — Reviver o Passado em Brideshead (1945), Evelyn Waugh
27 — Crime e Castigo (1866), Fiódor Dostoiévski
28 — As Vinhas da Ira (1939), John Steinbeck
29 — Alice no País das Maravilhas (1865), Lewis Carroll
30 — O Vento nos Salgueiros (1908), Kenneth Grahame
31 — Anna Kariênina (1877), Lev Tolstói
32 — David Copperfield (1850), Charles Dickens
33 — Nada de Novo no Front (1929), Erich Maria Remarque
34 — Emma (1815), Jane Austen
35 — Persuasão (1817), Jane Austen
36 — O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (1950), C. S Lewis
37 — O Caçador de Pipas (2003), Khaled Hosseini
38 — O Bandolim de Corelli (1994), Louis de Bernières
39 — Memórias de uma Gueixa (1997), Arthur Golden
40 — Ursinho Pooh (1921), Alan Alexander Milne
41 — A Revolução dos Bichos (1945), George Orwell
42 — O Código Da Vinci (2006), Dan Brown
43 — Cem Anos de Solidão (1967), Gabriel García Márquez
44 — Folhas de Relva (1855), Walt Whitman
45 — A Mulher de Branco (1860), Wilkie Collins
46 — Anne de Green Gables (1908), Lucy Maud Montgomery
47 — Longe Deste Insensato Mundo (1874), Thomas Hardy
48 — O Conto da Aia (1985), Margaret Atwood
49 — O Senhor das Moscas (1954), William Golding
50 — Reparação (2001), Ian McEwan
51 — A Vida de Pi (2001), Yann Martel
52 — Duna (1965), Frank Herbert
53 — Fazenda Maldita (1932), Stella Gibbons
54 — Razão e Sensibilidade (1811), Jane Austen
55 — Um Rapaz Adequado (1993), Vikram Seth
56 — A Sombra do Vento (2001), Carlos Ruiz Zafón
57 — Um Conto de Duas Cidades (1859), Charles Dickens
58 — Admirável Mundo Novo (1932), Aldous Huxley
59 — O Estranho Caso do Cachorro Morto (2003), Mark Haddon
60 — O Amor nos Tempos do Cólera (1985), Gabriel García Márquez
61 — Ratos e Homens (1937), John Steinbeck
62 — Lolita (1955), Vladimir Nabokov
63 — A História Secreta (1992), Donna Tartt
64 — Rumo ao Farol (1927) Virginia Woolf
65 — O Conde de Monte Cristo (1845), Alexandre Dumas
66 — On the Road (1957), Jack Kerouac
67 — Judas, O Obscuro (1895), Thomas Hardy
68 — O Diário de Bridget Jones (1996), Helen Fielding
69 — Os Filhos da Meia-Noite (1981), Salman Rushdie
70 — Moby Dick (1851), Herman Melville
71 — Oliver Twist (1838), Charles Dickens
72 — Drácula (1897), Bram Stoker
73 — O Jardim Secreto (1911), Frances Hodgson Burnett
74 — Crónicas de Uma Pequena Ilha (1995), Bill Bryson
75 — Ulisses (1922), James Joyce
76 — A Redoma de Vidro (1963), Sylvia Plath
77 — Pergunte ao Pó (1939), John Fante
78 — Germinal (1885), Émile Zola
79 — A Feira das Vaidades (1847), William Makepeace Thackeray
80 — Possessão (1992), Antonia Susan Byatt
81 — Um Conto de Natal (1843), Charles Dickens
82 — Atlas das Nuvens (2004), David Mitchell
83 — A Cor Púrpura (1982), Alice Walker
84 — Os Vestígios do Dia (1989), Kazuo Ishiguro
85 — Madame Bovary (1856), Gustave Flaubert
86 — Memórias de Adriano (1951), Marguerite Yourcenar
87 — A Teia de Charlotte (1952), Elwyn Brooks White
88 — As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu (2003), Mitch Albom
89 — As Aventuras de Sherlock Holmes (1892), Arthur Conan Doyle
90 — A Casa da Árvore Oca (1939-1951), Enid Blyton
91 — Coração das Trevas (1899) Joseph Conrad
92 — O Pequeno Príncipe (1943), Antoine de Saint-Exupéry
93 — Fábrica de Vespas (1984), Iain M. Banks
94 — Em Busca de Watership Down (1972), Richard Adams
95 — Uma Confraria de Tolos (1980), John Kennedy Toole
96 — A Náusea (1938), Jean-Paul Sartre
97 — Os Três Mosqueteiros (1844), Alexandre Dumas
98 — Hamlet (1609), William Shakespeare
99 — A Fantástica Fábrica de Chocolate (1964), Roald Dahl
100 — Os Miseráveis (1962), Victor Hugo
Fonte: https://www.revistabula.com/14544-desafio-da-bbc-voce-leu-no-maximo-seis-desses-100-livros/