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17 de jan de 2019

CNJ: um órgão legislador no Poder Judiciário


sessão do CNJ presidida pelo ÁS(no) jurídico, Dias Toffoli

Os princípios constitucionais que norteiam a Administração Pública nos países democráticos modernos, autorizam a cada Poder (executivo, legislativo e judiciário) utilizar limitadamente atribuições de outro Poder visando a melhor gerencia da coisa pública para o bem coletivo ser alcançado. Assim, por exemplo, o Poder Judiciário pode e deve criar suas leis internas e executar suas próprias obras e gerir seu quadro de funcionários. Nessa caso, o judiciário utilizou de poderes alheios a sua natureza essencial (de julgar), para melhor servir ao povo. Para exarar normas internas e gerir seu pessoal, o poder judiciário adentra a seara dos poderes legislativos e executivo, respectivamente.

Nos casos previstos em lei, pode um Poder fazer valer as leis sobre um outro que as infringi. Um prefeito corrupto pode e deve ser processado não só administrativamente pela Câmara dos Vereadores como pela Justiça. Assim como um deputado pode ter seu mandato cassado por uma ordem judicial. Esses mecanismos certeiramente denominados de sistema de pesos e contrapesos (check and balance) além de permitido pela Lei deve ser incentivado. A independência entre os Poderes, seja em qualquer âmbito, é a base da democracia.

Em países de regimes totalitários é comum que essa divisão entre os Poderes não seja respeitada. A História nacional mostra épocas onde governos autoritários deturparam a divisão republicana dos Poderes. O início da República, a era Getúlio Vargas, o Regime Militar, o mensalão tucano para reeleição de FHC, o mensalão petista para gerar uma governabilidade artificial e criminosa, são exemplos históricos de épocas onde um poder sucumbiu ao outro. Por deter o dinheiro, o Poder Executivo tem larga vantagem em sobressair aos demais. Comumente nesses anos extremos, o legislativo foi paralisado e o judiciário diminuído.

Diante dos bilhões que eram facilmente desviados dos cofres públicos, os governos petistas deixaram-se embebedar-se e serem envolvidos por outros corruptos profissionais. Suas reformas revolucionárias foram deixadas de lado. Reformas essas que transfeririam o poder legislativo para as associações civis e ONGs em detrimento do parlamento, podendo esses Conselhos Populares anular até decisões judicias. Detalhes encontram-se nos Cadernos de Teses no site do PT. Essas ideias de dominar poderes constituídos para garantir poder perene, não são novas, porém veem sendo aperfeiçoadas com o passar dos anos.

Esses conselhos que o PT não conseguiu instalar aqui (Graças a Deus) foram instalados na Venezuela por Hugo Chaves e tiveram seus poderes aumentados pelo ditador Maduro para garantir-se no poder. Antes, foram instituídos na União Soviética de Stalin. Infortunadamente, uma pedra soviete foi calçada no alicerce do Judiciário Brasileiro: o Conselho Nacional de Justiça. Seu caráter fiscalizador do Poder Juciário é válido, contudo, como já é praxe do movimento comunista global, usa-se uma boa intenção para implementar um intenção perversa e passar despercebido da opinião pública. 

O CNJ pune maus membros do Judiciário garantindo assim, um funcionamento cada vez mais idôneo da Justiça Brasileira. Essa é a nobre intenção em primeiro plano. Contudo, rasgando nossa Carta Magna que explicita os três Poderes e suas prerrogativas primarias, o CNJ chama para si a competência de legislar sobre Direito Penal, deixando o Congresso submisso e desmoralizado. A audiência da custódia é um robusto exemplo do caráter legislador que o CNJ usurpou do parlamento. Apesar do Tratado de San José assinado pelo Brasil dizer que deve-se apresentar a pessoa presa em flagrante "sem demora" a um juiz, a resolução nº 213/2015 usurpa a função legislativa e acrescenta um prazo de 24h, legislando em detrimento do legislativo que ratificou o citado Tratado.

Outro ponto que deveria ser levado em consideração é a equidade jurídica entre o cidadão sob custódia do Estado e o próprio Estado no seu dever de coibir crimes e garantir a paz social. A audiência de custódia, obedecendo o princípio constitucional da liberdade sendo a prisão exceção, visa garantir primeiro o bem estar do preso, e não a reparação do dano causado, muito menos minimizar as danos das vítimas. Pondo na balança da equidade jurídica, o modelo atual da audiência de custódia que o soviete CNJ instituiu, visa apenas procurar motivos para deixar em liberdade criminosos mesmo que primários ou menores, enquanto a vítima do crime tem dificuldades básicas para garantir sua dignidade humana sem nem serem lembradas pelas leis e pelos órgãos estatais.

Diante desse cenário ilógico que beneficia o criminoso e na pratica pune a vitima, o CNJ nesse ano que se inicia não se envergonha de legislar para beneficiar criminosos. O presidente atual, Dias Toffoli, declarou a imprensa que, com a implementação das audiências de custódias somados aos mutirões de audiências, espera soltar 40% (!) dos presos. Isso mesmo. Quase metade. Se hoje temos cerca de 600 mil encarcerados, Toffoli trabalhara e gastará nossos impostos para soltar 240 mil (!) criminosos. Haddad prometeu a mesma coisa na campanha. Não foi por seu talento jurídico que Toffoli foi alçado de advogado do PT a ministro do STF por Dilma. 

Fonte: https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,com-mutirao-e-audiencia-de-custodia-cnj-quer-reduzir-n-de-presos-em-40,70002603940

Walter A.


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16 de jan de 2019

Você leu no máximo 6 desses 100 livros (desafio da BBC)*

*escrito por JÉSSICA CHIARELI para revista Bula

Um desafio literário se espalhou pela internet e deixou leitores ao redor do mundo com a pulga atrás da orelha. De acordo com a brincadeira, ninguém leu mais do que seis livros de uma lista que reúne 100 obras, composta em sua maioria por grandes clássicos da literatura, como “Orgulho e Preconceito” (1813), de Jane Austen; “O Sol é Para Todos” (1960), de Harper Lee, “Hamlet” (1609), de William Shakespeare; e até a Bíblia Sagrada.

Apesar de levar o nome da BBC, o desafio não tem nenhuma relação com a emissora britânica. Provavelmente, a lista de livros foi apenas baseada no resultado de uma pesquisa feita pelo veículo em 2003, que listou os 100 melhores romances de todos os tempos. Para não deixar os brasileiros de fora do desafio, a Bula criou uma versão em português da lista, mantendo as mesmas obras da lista original. Para participar do desafio, basta contabilizar os livros que você já leu, que de acordo com os criadores, dificilmente somarão mais do que seis títulos.

1 — Orgulho e Preconceito (1813), Jane Austen
2 — O Senhor dos Anéis (1954), J. R. R. Tolkien
3 — Jane Eyre (1847), Charlotte Brontë
4 — Harry Potter e a Pedra Filosofal (1997), J. K. Rowling
5 — O Sol é Para Todos (1960), Harper Lee
6 — Bíblia Sagrada
7 — O Morro dos Ventos Uivantes (1847), Emily Brontë
8 — 1984 (1949), George Orwell
9 — Kit Fronteiras do Universo, Philip Pullman (1995-2000)
10 — Grandes Esperanças (1861), Charles Dickens
11 — Mulherzinhas (1869), Louisa May Alcott
12 — Tess dos D’Urbervilles (1892), Thomas Hardy
13 — Ardil-22 (1961), Joseph Heller
14 — A Peste (1947), Albert Camus
15 — Rebecca: a Mulher Inesquecível (1938), Daphne du Maurier
16 — O Hobbit (1937), J. R. R. Tolkien
17 — O Canto do Pássaro (1993), Sebastian Faulks
18 — O Apanhador no Campo de Centeio (1951), J. D. Salinger
19 — A Mulher do Viajante no Tempo (2003), Audrey Niffenegger
20 — Middlemarch: Um Estudo da Vida na Província (1871), George Eliot
21 — E o Vento Levou (1936), Margaret Mitchell
22 — O Grande Gatsby (1925), F. Scott Fitzgerald
23 — A Casa Soturna (1853), Charles Dickens
24 — Guerra e Paz (1867), Lev Tolstói
25 — O Guia do Mochileiro das Galáxias (1979), Douglas Adams
26 — Reviver o Passado em Brideshead (1945), Evelyn Waugh
27 — Crime e Castigo (1866), Fiódor Dostoiévski
28 — As Vinhas da Ira (1939), John Steinbeck
29 — Alice no País das Maravilhas (1865), Lewis Carroll
30 — O Vento nos Salgueiros (1908), Kenneth Grahame
31 — Anna Kariênina (1877), Lev Tolstói
32 — David Copperfield (1850), Charles Dickens
33 — Nada de Novo no Front (1929), Erich Maria Remarque
34 — Emma (1815), Jane Austen
35 — Persuasão (1817), Jane Austen
36 — O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (1950), C. S Lewis
37 — O Caçador de Pipas (2003), Khaled Hosseini
38 — O Bandolim de Corelli (1994), Louis de Bernières
39 — Memórias de uma Gueixa (1997), Arthur Golden
40 — Ursinho Pooh (1921), Alan Alexander Milne
41 — A Revolução dos Bichos (1945), George Orwell
42 — O Código Da Vinci (2006), Dan Brown
43 — Cem Anos de Solidão (1967), Gabriel García Márquez
44 — Folhas de Relva (1855), Walt Whitman
45 — A Mulher de Branco (1860), Wilkie Collins
46 — Anne de Green Gables (1908), Lucy Maud Montgomery
47 — Longe Deste Insensato Mundo (1874), Thomas Hardy
48 — O Conto da Aia (1985), Margaret Atwood
49 — O Senhor das Moscas (1954), William Golding
50 — Reparação (2001), Ian McEwan
51 — A Vida de Pi (2001), Yann Martel
52 — Duna (1965), Frank Herbert
53 — Fazenda Maldita (1932), Stella Gibbons
54 — Razão e Sensibilidade (1811), Jane Austen
55 — Um Rapaz Adequado (1993), Vikram Seth
56 — A Sombra do Vento (2001), Carlos Ruiz Zafón
57 — Um Conto de Duas Cidades (1859), Charles Dickens
58 — Admirável Mundo Novo (1932), Aldous Huxley
59 — O Estranho Caso do Cachorro Morto (2003), Mark Haddon
60 — O Amor nos Tempos do Cólera (1985), Gabriel García Márquez
61 — Ratos e Homens (1937), John Steinbeck
62 — Lolita (1955), Vladimir Nabokov
63 — A História Secreta (1992), Donna Tartt
64 — Rumo ao Farol (1927) Virginia Woolf
65 — O Conde de Monte Cristo (1845), Alexandre Dumas
66 — On the Road (1957), Jack Kerouac
67 — Judas, O Obscuro (1895), Thomas Hardy
68 — O Diário de Bridget Jones (1996), Helen Fielding
69 — Os Filhos da Meia-Noite (1981), Salman Rushdie
70 — Moby Dick (1851), Herman Melville
71 — Oliver Twist (1838), Charles Dickens
72 — Drácula (1897), Bram Stoker
73 — O Jardim Secreto (1911), Frances Hodgson Burnett
74 — Crónicas de Uma Pequena Ilha (1995), Bill Bryson
75 — Ulisses (1922), James Joyce
76 — A Redoma de Vidro (1963), Sylvia Plath
77 — Pergunte ao Pó (1939), John Fante
78 — Germinal (1885), Émile Zola
79 — A Feira das Vaidades (1847), William Makepeace Thackeray
80 — Possessão (1992), Antonia Susan Byatt
81 — Um Conto de Natal (1843), Charles Dickens
82 — Atlas das Nuvens (2004), David Mitchell
83 — A Cor Púrpura (1982), Alice Walker
84 — Os Vestígios do Dia (1989), Kazuo Ishiguro
85 — Madame Bovary (1856), Gustave Flaubert
86 — Memórias de Adriano (1951), Marguerite Yourcenar
87 — A Teia de Charlotte (1952), Elwyn Brooks White
88 — As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu (2003), Mitch Albom
89 — As Aventuras de Sherlock Holmes (1892), Arthur Conan Doyle
90 — A Casa da Árvore Oca (1939-1951), Enid Blyton
91 — Coração das Trevas (1899) Joseph Conrad
92 — O Pequeno Príncipe (1943), Antoine de Saint-Exupéry
93 — Fábrica de Vespas (1984), Iain M. Banks
94 — Em Busca de Watership Down (1972), Richard Adams
95 — Uma Confraria de Tolos (1980), John Kennedy Toole
96 — A Náusea (1938), Jean-Paul Sartre
97 — Os Três Mosqueteiros (1844), Alexandre Dumas
98 — Hamlet (1609), William Shakespeare
99 — A Fantástica Fábrica de Chocolate (1964), Roald Dahl
100 — Os Miseráveis (1962), Victor Hugo
Fonte: https://www.revistabula.com/14544-desafio-da-bbc-voce-leu-no-maximo-seis-desses-100-livros/

Os Doze Degraus da Humildade

A Regra de São Bento estabelece doze degraus:


1) "ter os olhos sempre baixos, manifestando humildade interior e exterior";
2) "falar pouco e sensatamente, em voz baixa";
3) "não ser de riso pronto e fácil";
4) "manter-se calado, enquanto não for interrogado";
5) "observar o que prescreve a regra comum do mosteiro";
6) "reconhecer-se e mostrar-se o mais indigno de todos";
7) "julgar-se, sinceramente, indigno e inútil em tudo";
8) "confessar os próprios pecados";
9) "por obediência, suportar, pacientemente, o que é duro e difícil";


"A humildade está, essencialmente, no apetite, na medida em que alguém refreia os impulsos do seu ânimo, para que não busque, desordenamente, as coisas grandes. Mas a regra da humildade está no conhecimento que impede que alguém se superestime. E o princípio e raiz dessas duas atitudes é a reverência que se presta a Deus. Por outro lado, da disposição interior do homem procedem alguns sinais exteriores de palavras, atos e gestos, que revelam o que está oculto no íntimo, como também ocorre com as outras virtudes, pois, "pelo semblante se reconhece o homem; pelo aspecto do rosto, a pessoa sensata" (Ecl XIX, 26), diz a Escritura.

Por isso, nos alegados graus de humildade figura um que pertence à raiz dela, a saber, o décimo segundo: "temer a Deus e ter presente tudo o que nos mandou".Mas nesses graus há também algo que pertence ao apetite, como o não buscar, desordenadamente, a própria superioridade, o que se dá de três modos. Primeiro, não seguindo a própria vontade (11º); depois, regulando-a pelo juízo do superior (10º) e, em terceiro lugar, não desistindo em face de situações duras e difíceis (9º).

Aparecem também graus relativos à estima em que alguém deve ter ao reconhecer os próprios defeitos. E isso de três modos: primeiro, reconhecendo e confessando os próprios defeitos (8º). Depois, em vista desses defeitos, julgando-se indigno de coisas maiores (7º). Em terceiro lugar, considerando os outros, sob esse aspecto, superiores a si (6º).

Finalmente, nessa enumeração já também graus relativos à manifestação externa. Um deles, quanto às ações, de modo que, em suas obras, não se afaste do caminho comum (5º). Outros dois referem-se às palavras, quer dizer, que não se fale fora do tempo (4º), nem se exceda no falar (2º). Por fim, há os graus ligados aos gestos exteriores, como , por exemplo, reprimir o olhar sobranceiro (1º) e coibir risadas e outras manifestações impróprias de alegria (3º)" (resp.).

Fonte:
- Santo Tomás de Aquino - (Suma Teológica, II-II, q.161, a.6)
- http://osegredodorosario.blogspot.com/2016/05/os-doze-degraus-da-humildade.html

ÚLTIMAS: vítima de queda de avião resgatado com vida / plano hollywoodiano de resgate frustado



O Comando Militar do Sudeste confirmou a solicitação, prontamente atendida, do Governo de São Paulo para evitar um plano [cinematográfico de tão ousado, diga-se de passagem] de resgate do chefe do PCC, Marcola preso em Presidente Venceslau, cidade que já sofreu com ameaças do PCC. A PM paulista recebeu treinamento em metralhadoras .50 (anti-aéreo) assim como as armas para frustar um possível ataque com mercenários de diferentes nacionalidade membros de grupos terroristas como FARC e Hezbollah com auxilio de helicópteros. Isso a mídia prostituída não mostra.

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Após 4 dias na mata, piloto de avião que caiu é resgatado

Milagre. Maicon Semence Neves, de 27 anos, paranaense, foi encontrado vivo após 4 dias desaparecido em uma região de mata fechada após um acidente aéreo. Ele saiu do Tocantins com destino a Mato Grosso. Deus deu outra chance dele criar a filha que sua namorada aguarda.

Fonte: UOL / BBC Brasil




8 de nov de 2018

EDITORIAL: HOMEM, UM [tolo] ANIMAL POLÍTICO*

Assim como o farol ilumina transmitindo a sensação de proteção, também faz a política na vida social. A política é a barreira contra a barbárie/anarquia.

Aristóteles, muitos anos antes de Cristo, já cravava: "o homem é um animal político". Sócrates, mais adiante, discorreu e foi brilhantemente anotado por Platão sobre os tipo de governos oriundos da política e as consequências sociais de cada uma (A República). Hobbes nos alerta para o perigo de um Estado "Leviatã" que é a finalidade de políticos sem escrúpulos. Já Rousseau com sua ideia de que "o homem nasce bom e a sociedade o corrompe" cria o Contrato Social para garantir a pax societae  e a garantia dos direitos do homem que ironicamente desemboca na carnificina "libertadora" da Revolução Francesa liderada por psicopatas/sociopatas que acaba por influenciar vários outros bandidos a tentarem e conseguirem chegar ao poder pela força ao custo de milhões de vidas inocentes (Mao, Stalin, Lenin, Pot, etc. ). O próprio Filho de Deus foi bem claro "dai a César o que é de César". A política é o meio menos sangrento (sem esquecer dos muitos homens violentos e cruéis que conseguem liderar politicamente, contudo são gêneros e não espécie) Não se pode esquecer que milhões de pessoas morreram lutando para que hoje o sufrágio universal (direito de votar e ser votado) seja garantido sem grandes restrições na maioria dos países. Demorou milênios até se chegar ao tal contrato social que proporcionou a pacificação do mundo e a consequente democratização após II Guerra Mundial. A restauração dos países envolvidos no conflito e o desenvolvimento dos demais países periféricos são obras políticas. Assim como também são, o narcotráfico, o terrorismo e o crime organizado. De bom e de ruim, sendo apolíticos ou políticos, indo votar ou não indo votar, a vida da grande maioria depende das decisões da classe política.

Nossa pátria vive a quase 20 anos(!) afundando aos poucos em termos de fundamentos para uma nação próspera. O próprio sistema de saúde público (SUS) mata milhares de cidadãos assim como a segurança pública consegue ao custo de mais de 60 mil assassinatos ao ano manter a "Ordem" que estampa nossa bandeira nacional, enquanto a raiz de quase todos os problemas, a Educação mal gerida, está cada vez mais entregue ao falho sistema Paulo Freire "turbinado" pela Ideologia de Gênero em detrimento de uma grade curricular mais objetiva e técnica de ensino fazendo com que o Brasil ocupe os últimos lugares no ranking mundial de Educação (39º entre 40 países segundo a pesquisa da Pearson International). A mídia vende programação barata que mais emburrece e aliena que favorece uma possível evolução cognitiva. Os níveis de leitura e desenvolvimento humano são sofríveis. Culturalmente, nosso país agoniza. 50% dos universitários, a possível elite intelectual (futuros médicos, engenheiros, jornalistas, advogados, etc.) não entendem o que leem. Quem deve capitanear uma possível melhora em nosso país? A Constituição em seu art. 1º, parágrafo único, diz que são os políticos: "Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos... ". Para que uma melhora efetiva ocorra, deve-se votar conscientemente e para isso deve-se entender o mínimo sobre política, os partidos, seus candidatos e suas propostas. O cidadão tem que votar consciente e cobrar de seus candidatos o melhor para o povo (cobrança essa que fica impossibilitada caso se venda o voto). 


Desde o impeachment, mais ainda durante a campanha e ad continum, a grande maioria dos pensadores atuais da mídia convencional são unânimes em afirmar que o país está "polarizado", "rachado", dividido entre uma tal "onda conservadora" e  "aqueles que resistem pela democracia". A grande mídia e seus "especialistas" andam tão distante da realidade, seja pelo sempre existente abismo social (distanciamento físico do povo), seja pela imposição de pautas ditas progressistas que acaba criando manchetes que, após passado o primeiro impacto, soam mais que infantis; soam claramente manipuladoras e de viés ideológico resultando em perda de credibilidade desses veículos. A intenção é estimular a luta de classes, porém não conseguiram graças a internet e a evolução do acesso a informação. O próprio resultado das eleições demonstraram que o Brasil não está rachado. Haddad só teve aquela quantidade de votos graças as mentiras emanadas pela mídia desde bem antes do inicio da campanha contra o presidente eleito. A grande maioria do Brasil é conservadora e ponto final. Temos raízes na monarquia, filosofia judaico-cristã e no corpo jurídico romano. Apesar dos governos subsequentes a monarquia sempre mudarem nossos símbolos nacionais e acabarem conseguindo confundir a nação, a grande fé do povo em Deus faz renascer um patriotismo que é maior até que os próprios símbolos nacionais já tão trocados. Esse patriotismo de alma e de sangue, faz com que o país permanece unido, jogando por água abaixo as manchetes fraudulentas da grande mídia de que somos um povo dividido.

O que é gritante na realidade que os grandes veículos de comunicação tentam ignorar a todo custo, é uma discrepância cada vez maior no desenvolvimento das regiões. O nordeste está visivelmente atrasado comparado com as demais regiões: falta educação e indústrias por isso sobra crimes e mortes. Não por acaso a maioria dos votos do PT (a maior organização criminosa da história nacional) saiu dessa região tão roubada pelos governantes e explorada por arrivistas sociais juntamente com neo-coronéis do naipe das famílias Ferreira Gomes no CE, Calheiros em AL, Sarney no MA, etc. Não à toa o voto no Brasil gera antes um fenômeno onde as figuras políticas não angariam eleitores, mas fãs. E fãs não são críticos apesar de influenciarem outras pessoas. Ser fanático por um político é plantar a semente do que se tem de pior na política. Ignorar que políticos são humanos, e portanto, falhos, é o atestado de ignorância política. Pior que isso apenas a venda do voto (afinal trocar milhões de mártires por R$50 "não tem preço"). E quando o político falha gravemente (roubando seu povo, por exemplo) deve ser excluído da vida pública e preso. Não queremos santos governando (caso possível, ótimo!), também não queremos bandidos estilo Robbin Hood. Queremos bons administradores da coisa pública, do nosso dinheiro. O homo sapiens é sapiens justamente por ter capacidade cognitiva capaz de negociar e viver em sociedade. Escolher ser apolítico hoje em dia é uma escolha primitiva, que desonra todos aqueles que lutaram para hoje a liberdade de escolha reine.


A eleição passou e um político rude, sincero, que no passado foi eleito várias vezes deputado federal sendo polêmico a afagando os sobreviventes e feridos da guerra urbana que assola nosso país desde o final da década de 90. O povo não quis mais votar em partidos notoriamente corruptos. O lado esquerdista e perdedor desde antes das eleições usa de desinformação: tachou de "fascista", deturpando o sentido da palavra, tanto o presidente agora eleito quanto seus eleitores. Criaram uma ideia no imaginário coletivo de milhões de brasileiros onde o Estado brasileiro instituiria uma ditadura para exterminar gays, mulheres e pobres. O establishment político não contava que houvesse um homem sem manchas de corrupção com carisma suficiente para alavancar milhões de votos e se eleger presidente da república. Isso é a prova que a brasileiro deixou de ser apolítico, deixou de ser tolo e ultrapassou a barreira da ignorância política. Hoje, com o governo Bolsonaro sendo bom ou ruim, pode-se afirmar que o povo brasileiro subiu mais um degrau na garantia da soberania (afastou um partido que recebia ordens e cumpria agendas estrangeiras inclusive recebendo dinheiro sujo para campanha) e da democracia (escolher novamente um partido que governou durante 16 anos e nada fez além de dívidas, derrocar a educação e incentivar o crime não seria nada democrático e sim suicídio). Deixamos de engatinhar democraticamente, nos livrando de um projeto de poder corrupto e totalitário. Não somos mais tolos. Somo cidadãos e merecemos respeito.




*Explicando para as histerias feminazis do momento: o termo "homem" do título diz respeito a espécie humana (homem, mulher e o que mais vocês queiram inventar).

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Novembro, 2018
Walter A.
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10 de mai de 2018

Gente que se acha: o estranho caso dos desinformados cheios de confiança*



*texto retirado do Blog do Dan Josua - https://danjosua.blogosfera.uol.com.br/2018/05/10/gente-que-se-acha-mas-nao-deveria-o-efeito-dunning-kruger/


Na década de 1990, um assaltante entrou em um banco nos Estados Unidos mostrando o rosto e, sem hesitar, sorriu para todas as câmeras de enquanto roubava a instituição. Algumas horas depois, ele se mostrou surpreso quando a polícia invadiu a sua casa para prende-lo. Ele havia passado limão do rosto - e tinha ouvida falar que a fruta deixava uma tinta invisível. Assim, não conseguia entender como a polícia o identificou tão facilmente.

Após diversos laudos de especialistas, o ladrão foi considerado uma pessoa de inteligencia normal. Ele também não estava em nenhum tipo de surto psicótico. O único problema, segundo especialistas, é que avaliou muito mal a sua própria capacidade.


Uma dupla de psicólogos americanos [Dunning e Kruger], começou a se perguntar se aquilo não poderia ser uma tendencia mais universal do que um ladrão isolado no meio do país. Será que quanto menos informação uma pessoa tem, mais provável é que ela vá superestimar o seu conhecimento? 

Todos nós já nos aproximamos dessa ideia. Lembra daquele colega de sala, o Pedro, que mesmo depois de tirar nota vermelha nas três últimas provas de Química, saia confiante do exame final? "Estava fácil", parecia pensar enquanto caminhava pelo corredor. Confiante, conversava com amigos e não pestanejava quando via que boa parte das suas respostas não conferiam com as dos colegas. No dia que o professor entregava a prova, ele era pego completamente de surpresa pela nota baixa estampada na primeira folha.  Para Pedro, a nota vermelha não fazia o menor sentido.



Mas o problema não é só dos Pedros da vida. Todos nós estamos sujeitos ao mesmo mecanismo. Por exemplo, e responda com sinceridade: você é um motorista melhor do que a média? Se os leitores desse blog obedecem ao padrão do mundo, 80% de vocês responderam que são superiores que a média. Uma impossibilidade estatística...

Os dois exemplos (Pedro e nossa autoavaliação enquanto motoristas) são facetas de um interessante fenômeno chamado de efeito Dunning-Kruger. Em outras palavras, a tendencia das pessoas que dominam pouco um determinado assunto de superestimarem seus próprio conhecimento. Seres humanos tem uma tendencia de se colocar acima da média, especialmente quando não dominam profundamente um tema específico. 

E o que é mais estranho ainda, grandes especialistas (e ótimos alunos) , tem, a tendencia contrária. Lembra daquele colega que sempre saia preocupado das provas, mas se saia muito bem no final das contas? a preocupação dele é tão previsível, do ponto de vista da psicologia, quanto a autoconfiança indevida de Pedro. A dúvida, e não a certeza, é a marca da inteligencia.

E assim caminha a humanidade: repleta da desinformados cheios de confiança e pessoas inteligentes que duvidam de si mesmas.   

Da próxima vez que voce topar com um guru, um candidato político ou quem for gritando, cheio de segurança, que o mundo é simples e que ele o entende, suspeite: essa é a marca da ignorância. Esse cara é só mais uma vítima do efeito Dunning-Kruger.
 

Série: O Mecanismo


O Mecanismo, 2018 - 1 temporada [Netflix].
Direção: José Padilha
Elenco: Carol Abras, Selton Melo, Enrique Diaz, Susana Ribeiro, entre outros.

José Padilha é um diretor reconhecido internacionalmente. Mora em Los Angeles, principal indústria de cinema [e das séries]. Galgou seus louros profissionais tratando de temas fundamentais para o país. Não sei se essa era sua intenção ou se o tiro saiu pela culatra, mas seus filmes e séries podem até ser vendidos como patrióticos. Sem a mínima demagogia. Os problemas estruturais mostrados desde Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010) e também na série Narcos são perfeitos exemplos da realidade: a necessária repressão policial para ao menos frear a guerra urbana carioca financiada tanto por traficantes quanto por políticos corruptos e governos ( Colômbia e México) de joelhos perante quartéis de drogas e lavagem de dinheiro bilionários.

Aproveitando a lacuna no mercado de filmes e séries policiais nacionais, o diretor vem obtendo satisfatório retorno e mantendo uma independência de causar calafrios em mamadores profissionais na lei Rouanet que se dizem "artistas". Sem essa independência é impossível abordar os temas que dificultam o amadurecimento do Brasil como uma Nação: corrupção da política, trafico de drogas, e falso moralismo. As obras de Padilha são sempre polêmicas e levantam debates duradouros ao mesmo passo que angaria também os detratores. O Mecanismo não poderia ser diferente: antes do lançamento oficial os políticos e empresários e homens públicos envolvidos saíram em justificativas e avisos de processos. Contudo, ninguém desmentiu os principais fatos criminosos. Atacaram a obra de ficção que demonstrava como os cofres públicos eram rapinados mas sequer negavam os crimes, tontos como um boxeador atingido por um direto, se resumiam a murmurar: são calúnias! Mesmo quando provas demonstravam o contrário.

A série tem como base o livro Lava Jato – o Juiz Sergio Moro e Os Bastidores da Operação Que Abalou o Brasil de Vladimir Netto. Antes da exibição de cada episódio vem o aviso que O Mecanismo é uma obra de ficção baseada em fatos reais. E licença poética é o que não falta na série: inclusive a mais polemica delas é a fala do senador e indiciado Romero Jucá ser transposta na boca do condenado ex-presidente Lula ("temos que estancar essa sangria") em reação ao avançar das investigações. Já que todos são raposas com acesso livre ao galinheiro que é o Erário Nacional, não vejo problema em quem falou o quê se todos - independente de ideologia ou partido político - visavam apenas poder e dinheiro as custas do trabalhador.

Marco Ruffo [Selton Mello] é o delegado Gerson Machado que desvenda o esquema de corrupção do Banestado, durante a década de 90 e que foi enterrado por um grande acordo entre PT e PSDB na CPI do Banestado em 2003. O agente federal mirava principalmente o doleiro Alberto Youssef, também cidadão londrino como o protagonista e criminoso nato. Na série Youssef é Roberto Ibrahim [Enrique Diaz]. Devido ao acordão político chancelado pelo Ministério Público (que permitiu que o doleiro enganasse a todos em sua 1a delação premiada) que livrou os maiores ladrões dos cofres público, Ruffo entra em desgraça, depressão e termina afastado do serviço operacional. Alguns agentes não desistiram das investigações e continuaram no encalço do criminoso doleiro sem imaginar que o fio da meada os levariam a grandes figuras políticas da República e mega empresários reconhecidos internacionalmente.

Uma simples transação (compra de um carro como pagamento de propina) feita por Youssef para o então presidente da Petrobras, paulo Roberto Costa, denominado na série João Pedro Rangel (Leonardo Medeiros) chama atenção da equipe da delegada Erika Marena, ou Verena Cardoni vivida competentemente por Carol Abras, desencadeado uma nova investigação que culmina com a República Federativa do Brasil (ou seria nossa República das Bananas) em frangalhos devassando não só os esquemas e projetos de drenagem de dinheiro público como também o vazio existencial de figuras pútridas e tenebrosas de nossa atual política daqueles que os rodeiam como urubus. Seguindo a mesma frequência estética de suas películas anteriores e aqui corroboradas pelo sistematizado roteiro de Elena Soares, O Mecanismo prende o telespectador desde o primeiro episódio e deixa alta a expectativa para o segunda temporada. As ameaças de boicote por parte de artistas engajados com partidos e políticos corruptos só deixa mais óbvio que apesar d´O Mecanismo ser uma ficção, é uma série bem mais real do que seus inspiradores envolvidos na operação Lava Jato gostariam que fosse. Destarte as demais obras de Padilha, essa também é imperdível.



Walter A.
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