Blogroll

27 de dez de 2015

EDITORIAL: do esquerdismo ao conservadorismo

São óbvias as mudanças que o blog sofreu nesses anos de atividade digital. Para meus botões costumo confessar que sofremos da "síndrome do yin-yang", vivenciando opostos constantemente. Se antes o blog era uma profusão de criatividade, postagens e parceiros, algum tempo depois já não expelia tantas postagens, nem criatividade (devido mais a repetições dos problemas nacionais abordados do que falta propriamente dita da mesma) e o número de parceiros, no momento, se resumiu apenas a minha pessoa. É o que temos pra hoje. Continuemos. As mudanças não se deram apenas na ordem estética e na quantidade de matérias. Esse editorial de fim de ano, servirá para mostrar que antes, mesmo sem entender direito o que era a Esquerda e o socialismo/comunismo, eu que sou o editor, pregava uma agenda esquerdista. Guiava sempre o mote do blog para exaltar os ideais e ideários socialista.

Ao aprofundar o estudo sobre esse tema, foi necessário um hiato, momento em que as postagens minguaram. Não é nada fácil identificar nem muito menos aceitar que as causas de nossos problemas é essa ideologia que prega exatamente o contrário do que faz: o bem estar de todos, dividindo entre pobre o excedente dos ricos chamada de socialismo, comunismo, social democracia, social-cristã, liberalismo, etc. É preciso um esforço gigantesco para afastar-se da leitura fácil, sem pesquisa, de autores que apenas reverberam a mesma conversa mole de sempre sobre os assuntos polêmicos que se repetem, como numa agenda pre escolhida pela mídia. Mas a partir do momento que você começa a ler, com os sentidos do conhecimento aguçados e livres de amarras ideológicas, os autores conservadores que desmascaram toda a sórdida campanha da esquerda para ocupar os espaços na cultura e na educação do Brasil, sente-se a liberdade de consciência quebrar as amarras que a prendia e sentar-se novamente em seu trono, no seio de nossa racionalidade.

Fui esquerdista militante por 14 anos, dos quinze aos 29 anos de idade. Esse tempo coincide com o tempo que o PT ascendeu ao poder. Votei no Lula duas vezes. Não votei em Dilma. E mesmo vendo meu país ir pro buraco ano após ano, preferia propagar as mentiras da mídia que exaltava um fraco crescimento econômico, educação nacional inexpressiva [não temos um único prêmio Nobel em terras brasilis], e industria dependente do exterior. O PT fez o pobre acreditar que tinha evoluído seu status quo porque agora tinha tablet e tv de led. Alguns se enganaram com veículo, uma moto de baixa cilindrada ou um carro mais que usado. Aqueles que conseguiram sua tão sonhada casa própria não passam de vítimas pelos altos juros que pagaram durante metade de suas vidas.Eu era um desses pobres. Nesse período tive alguns avanços materiais, assim como a maioria da população ativa que TRABALHA.

E isso serviu para que eu me interessasse apenas por aquilo que justificasse a manutenção desse socialismo que se mostrava tão promissor. Inflação baixa, desemprego baixo, bolsa família, empréstimos e mais empréstimos para todos. Do outro lado, fazia questão de minimizar a violência crescente que atualmente mata 60 mil brasileiros por ano. A culpa era do sistema. Os bandidos eram vitimas desse sistema e as vítimas dos bandidos, burgueses que nada faziam para mudar o sistema. Os pobres então, eram semi deuses às avessas, intocáveis seres injustiçados pelo sistema que oprime. Se eles não tem força de vontade, espírito indolente e preguiçoso além de uma forte resistência à disciplina e à ordem a culpa era do sistema. Observando nosso país hoje em decadência e essas malditas ideias acima citadas que defendia, é possível traçar um pequeno cronograma da derrocada moral em que o Brasil se encontra hoje.


Dentro desse espectro de revolução cultural, a materialização dessas teorias de esquerda se dão na demonização da família e das genuínas religiões, culto aos gays e congêneres, apoio a feministas radicais, usuários de drogas pesadas, distribuição de bolsas para aqueles ociosos que não querem trabalhar muito menos estudar, enquanto quem trabalha e estuda paga por eles mesmos e por aqueles vagabundos. É importante destacar aqui que o problema NÃO são os gays, as feministas, os drogados e preguiçosos [embora sei que mesmo eu deixando em caixa alta a palavra não nessa frase, existirão retardados que conseguirão ler palavras homofóbicas, intolerantes e antidemocráticas nas minhas afirmações]. O problema aqui é o apoio governamental aos líderes mal intencionados destas minorias que geram caos e desequilíbrio cultural e social. Por não mais pactuar com a agenda de esquerda [pelos motivos já expostos] e também para não transformar o blog numa bandeira conservadora massante, pouparei vocês de textos meus a não ser quando se tratar de interesse público. O TM continuará com dicas de livros, filmes e discos, mas não mais permitirá que nossos leitores sejam envenenados com artifícios gramscianos que visam apenas tornar a ideologia de esquerda um "ser onipresente, um imperativo categórico" na cultura e na educação de um país tão promissor que um dia o Brasil já foi.


Dezembro, 2015


Walter A.
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