Blogroll

30 de out de 2009

Desligue o computador e vá ler um livro...

... Ou leia um livro ai mesmo na tela do seu computador.

No dia 29 de outubro comemorou-se o Dia Nacional do Livro.
Desde 1966 comemora-se em 29 de outubro o Dia Nacional do Livro. A escolha da data é uma referência à transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Rio de Janeiro, ocorrida em 1810, e reconhecida como o embrião da Biblioteca Nacional.

O primeiro livro impresso no Brasil foi Marília de Dirceu, de autoria do inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, publicado em 1812. Na época, D. João VI - que havia criado a Imprensa Régia - fazia uma leitura prévia a fim de liberar ou não o conteúdo, exercendo a função de censor. A Real Biblioteca, no entanto, permaneceu fechada ao público até 1814 e para consultar o seu acervo era necessário pedir autorização. Em 1925, o escritor e editor Monteiro Lobato, autor de Jeca Tatu e Sítio do Picapau Amarelo, fundou a Companhia Editora Nacional, iniciando o setor editorial brasileiro.

A Origem do Livro
Os textos impressos mais antigos foram orações budistas feitas no Japão por volta do ano 770. Mas desde o século II, a China já sabia fabricar papel, tinta e imprimir usando mármore entalhado. Foi então, na China, que apareceu o primeiro livro, no ano de 868.

Na Idade Média, livros feitos à mão eram produzidos por monges que usavam tinta e bico de pena para copiar os textos religiosos em latim. Um pequeno livro levava meses para ficar pronto, e os monges trabalhavam em um local chamado "Scriptorium".

O hábito de ler no Brasil
De acordo com dados da segunda edição da pesquisa "Retratos da Leitura do Brasil", encomendada pelo Instituto Pró-Livro e executada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e coordenada pelo Observatório do Livro e da Leitura (OLL), divulgados em maio do ano passado, constatou-se que, 95 milhões de pessoas, ou seja, 55% da população são leitores, enquanto 77 milhões, 45% dos entrevistados, foram classificados como não-leitores.

A pesquisa apontou também que o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. Em algumas regiões o número é ainda maior, como é o caso do Sul, onde foi apurado que são lidos 5,5 livros por habitante ao ano. No Sudeste o número foi de 4,9, no Centro-Oeste 4,5, no Nordeste 4,2 e no Norte 3,9. A pesquisa confirmou também que as mulheres lêem mais que os homens, 5,3 contra 4,1 livros por ano.

O estudo foi aplicado em 5.012 pessoas em 311 municípios de todo o país de 29 de novembro de 2007 a 14 de dezembro do mesmo ano, o que representou mais de 172 milhões de pessoas, ou seja, 92% da população. A pesquisa completa pode ser acessada no site do Instituto Pró-Livro.

Fontes: sítio do Ministério da Cultura; Wikipédia, com adaptações e complementos.

27 de out de 2009

"O Grande Circo Místico" de Jorge de Lima vai virar filme

"Começo o ano que vem as filmagens de "O Grande Circo Místico", baseado em poema de Jorge de Lima, que Naum Alves de Souza transformou recentemente em balé com música de Edu Lobo e Chico Buarque. Mas nosso filme não será um balé, nem um musical, mas sim uma saga secular sobre o amor na história de uma família. Mas, é claro, pretendo usar a música do balé. Estou terminando o roteiro final agora, em parceria com George Moura". Cacá Diegues, cineasta.

O cineasta Cacá Diegues é alagoano e é diretor de diversos filmes de sucesso como "Deus é Brasileiro", "Orfeu", "Quilombo", "Bye Bye Brazil", "Xica da Silva", "Tieta do Agreste", "Ganga Zumba" e "Joanna Francesa", esse último gravado em União dos Palmares. O filme, baseado no poema do poeta palmarino Jorge de Lima, vai começar a ser gravado no início de 2010 e será uma co-produção internacional, contendo alguns atores europeus no elenco de maioria brasileira.

O Grande Circo Místico conta a história de um grande amor entre um aristocrata e uma acrobata e conta a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knieps, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século. A história está nos 47 versos de Jorge de Lima, publicados no livro "A Túnica Inconsútil", em 1938.

"O Grande Circo Místico" foi também um espetáculo musical brasileiro de muito sucesso que estreou no ano de 1983 e mesclava música, balé, ópera, circo, teatro e poesia. Mas o sucesso foi tão grande que originou uma turnê de dois anos pelo país, sendo ela assistida por mais de 200 mil pessoas, em quase 200 apresentações. O espetáculo consagrou umas das mais completas obras já apresentadas no país, lotando o Maracanãzinho e o Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Só pra você ter noção, a trilha sonora do espetáculo foi musicada pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo, ou seja, precisa falar mais alguma coisa?

O musical também foi transformado num disco coletivo, lançado pela Som Livre e o elenco incluía nomes como, Chico Buarque, Edu Lobo, Gal Costa, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Tim Maia, Simone, Zizi Possi e Jane Duboc.

Mas não para por aí, em 2002, a Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, também resolveu homenagear o poeta Jorge de Lima e levou para o sambódromo "O Grande Circo Místico". Nesse ano a Escola de Samba terminou o campeonato em 4º lugar.

Texto retirado do blog A Terra da Liberdade.

25 de out de 2009

Academia Alagoana de ...

Texto extraído do blog Acorda União, escrito por Sérgio Rogério.

Assim como a ABL - Academia Brasileira de Letras, e, com certeza, as Academias de Letras dos diversos estados do país, a Academia Alagoana de Letras - A.A.L., fundada em 1919, parece mais que serve a outros propósitos, ao invés daqueles que sabemos que ela deva realmente servir.
Outro dia, fazia uma reflexão com um amigo meu, onde dizíamos que as Academias de Letras, principalmente a Brasileira e a Alagoana, mais parecem academias políticas.

Pelo visto acertamos na análise. Confesso que não foi praga, mas uma semana após à nossa conversa a A.A.L., elegeu por 22 votos contra 8, o ex-presidente da república e atual senador por Alagoas, Fernando Collor de Mello, como o mais novo imortal, ocupando assim a Cadeira número 20.

O mais curioso, e que carimba o nosso argumento, é que o mais novo "imortal", foi eleito mesmo sem nunca ter publicado um livro, isto mesmo, ele nunca publicou uma obra, o que elle tem publicado são seus discursos em jornais (tipo Gazeta de Alagoas que é de sua família) e nos anais do Congresso Nacional.

Fazer o quê, gostaria mesmo agora é de conhecer os membros da academia que SABIAMENTE votaram contra, para poder apláudi-los e conhecer também os 22 que POLITICAMENTE votaram a fravor, não para vaiá-los, mas sim, para conhecer e saber o tipo de imortal, além de Collor, que faz parte desta Academia Alagoana de Política, digo, de Letras.

23 de out de 2009

I Copa Karla Tamires



Acontecerá neste sábado, dia 24, e no próximo, dia 31, a I Copa Karla Tamires de Desportos, promovida pela Associação Municipal dos Estudantes - AMES - de União dos Palmares. A ideia, que partiu do estudante de agronomia e membro da diretoria executiva da AMES, Dallas Diego, e do estudante de Direito Diego Urubá, tem como objetivo promover uma maior integração entre os estudantes palmarinos através do esporte e também homenagear estudantes que acabaram deixando saudades a toda sociedade palmarina, como é o caso da ex-aluna do curso de Relações Públicas da Universidade Federal de Alagoas que deu nome a este primeiro evento promovido pela AMES, morta num acidente automobilístico.

As modalidades previstas para disputas são as de futsal, handebol masculino e feminino e xadrez. Os jogos de acontecerão todos na quadra municipal de esportes (ao lado da prefeitura), exceto os de xadrez.

Na abertura da copa, neste sábado, prevista para às 14:00 horas, será realizada uma solenidade de homenagens.

A I Copa Karla Tamires de Desportos tem o apoio das Secretarias Municipais de Esportes e da de Cultura, da Professora Claudete Monteiro, Fátima Flores, SportCal Magazine, Vitória Magazine, Art´s Pádua, Real Modas, LinsBel, GM³ e Chimbra´s Bar.

CHARGE

Imagem enviada por Jeferson Santos para o e-mail da Associação Municipal dos Estudantes - AMES - de União dos Palmares e encaminhada ao Tempo Moderno pelo pessoal da diretoria da AMES.

22 de out de 2009

"Nunca Antes na História Deste País" - livro com as pérolas do Lula

Está no blog do autor do livro, o jornalista, ator e comunicador Marcelo Tas (que atualmente faz parte da equipe do programa CQC na Band), a divulgação do lançamento do livro Nunca Antes na História Deste País. O livro, que conta com ilustrações de Ricardo Gimenes, prefácio de José Simão e edição em capa dura da Panda Books, promete expor as frases mais engraçadas e polêmicas do excelentíssimo presidente Lula da Silva.

Marcelo Tas classificou as falas do presidente Lula em dez diferentes "profissões": Advogado, Animal Político, Comediante Stand-up, Economista, Filósofo, Marqueteiro, Metamorfose Ambulante, Ser Humano, Técnico de Futebol e Turista.

Aqui vai uma pérola: Lula Advogado: "Ninguém aqui é freira ou santo, não estamos em um convento, e não me consta na história que em um convento também não tenha briga". Precisa nem comentar.

Links:
Marcelotas.blog.uol.com.br
www.nuncaantes.com.br

Concurso para reserva técnica de Professor Monitor

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte realizará concurso público para preencher quadro de reserva técnica de Monitores. Todavia as inscrições já se encerraram, aconteceram entre os dias 13 e 20 desse mês de outubro. Muitos reclamam de que não aconteceu uma divulgação ampla desse concurso, mas o edital foi afixado na entrada da Coordenadoria Educação de União dos Palmares e encontrava-se também no sítio da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte.

A seleção dos candidatos será realizada por duas comissões: uma designada pela Reitoria da Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL e outra designada pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. A seleção se dará pela análise do Curriculum Vitae do candidato e pelos critérios expostos no Edital. O contrato do Professor-Monitor terá duração de 12 (doze) meses, podendo ser prorrogado por igual período.

Mais informações:
www.educacao.al.gov.br
Diário Oficial nº 429 de 06 de outubro de 2009

Na prisão de Guantánamo a música é usada como tortura

Uso de música como tortura no complexo carcerário, que abriga suspeitos de terrorismo, levou à adesão de músicos na Campanha Nacional para Fechar Guantánamo; faixas de Britney Spears e Marilyn Manson, entre outros, eram executadas para azucrinar prisioneiros.

REM, Pearl Jam e Trent Reznor (Nine Inch Nails) estão entre os integrantes de uma coligação de artistas que pretende pressionar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a fechar de uma vez por todas a prisão de Guantánamo.

"Em Guantánamo, o governo dos EUA transformou uma jukebox em instrumento de tortura", disse Thomas Blanton, diretor executivo do Arquivo, um instituto de pesquisa não-governamental, à agência de notícias Associated Press.

Em novembro 2008, um comitê governamental publicou documento com múltiplas referências à prática de música alta contra prisioneiros - que podiam passar anos sem acusação formal do governo. Certa vez, um interrogador teria subido o volume para "estressar" um encarcerado, Mohamedou Ould Slahi, cuja fé o levava a acreditar que a música era proibida. Aconteceu em 2003, quando ele foi "exposto a vários padrões de luz" e repetidas execuções da faixa "Let the Bodies Hit the Floor" ("deixe os corpos caírem no chão"), da Drowning Pool, banda de metal nativa do Texas, terra natal de Bush.

Em 2005, a CIA expôs sua versão do fato em relatório cobrado por Jayne Huckerby, do Centro de Direitos Humanos e Justiça Global, da Universidade de Nova York. "Mascarar sons e prevenir comunicação entre os detidos" estavam entre os motivos para aplicação de música alta e "som branco", zumbido sonoro que se sobrepõe a outros barulhos.

Artistas que tiveram faixas, sem permissão, executadas no complexo cubano: AC/DC, Britney Spears, The Bee Gees e Marilyn Manson, entre muitos outros.

Fonte: http://www.rollingstone.com.br

20 de out de 2009

A sua cultura

Cultura é algo extremamente abrangente. Cada pessoa se permite ter um certa Cultura dependendo do lugar onde vive, das pessoas com que se relaciona e com as oportunidades e experiências da vida. Qual é a cultura de cada um? Qual é a sua cultura? A sua cultura vem do que você assiste, lê e escuta. Dessa forma, delimitando isso em relação ao cinema, à música e à literatura, o Tempo Moderno recebeu de alguns leitores o livro, o artista ou banda e o filme que mais marcaram ou os influenciaram até hoje. Confira a seguir.


CD/artista
"Creio que essa é parte mais difícil, são tantos músicos. Bom, mas posso dizer que o Chico Buarque é um dos meus artistas preferidos. Poderia citar vários cds, mas fico com um em especial, a Ópera do Malandro, em especial a música Pedaço de mim".
Pois é, eu jogo calcinha pro Chico.

Filme
"Não poderia aqui falar de um filme preferido, mas de um diretor preferido, Ingmar Bergman. Na minha opinião, um das mais ricas e essenciais obras pra história do Cinema. Dentre todos os filmes do mesmo, fica complicado escolher um, mas eu vou ficar com o Persona".

Livro
"Meu livro preferido sem sombra de dúvidas é "A Insustentável leveza do ser" de Milan Kundera. Sem palavras, o livro é sensacional, ja li e reli diversas vezes".

Andreza Mendonça, estudante universitária.

---

CD/artista
O meu cd favorito é, entre tantas escolhas e também pela historia CHICO CÉSAR AOS VIVOS, do cantor e compositor paraibano Chico César. A escolha foi pelo motivo de ser o primeiro cd, ainda que sem entender muito de música, isto em 1994 ou 1995, não lembro ao certo, conhecer a Mpb. Suas letras me encantaram, e até hoje pude estar 2 vezes em shows do Chico, sendo que em ambas pude estar falando com ele.

Filme
Um filme preferido, vou ficar com O Menino do Pijama Listrado. Me chamou muito à atenção o fato da inocencia infantil abordada pelo autor. Um militar alemão sentindo na pele o que é perder um ente querido nos campos de concentração.

Livro
O livro nao poderia deixar de ser O Mundo de Sofia, por ter sido o primeiro que eu li e por ter aberto as portas pelo meu hábito de leitura.

Dallas Diego Moreira, estudante universitário.

---

CD/artista
"Caramba, não sei o cd preferido, porque tenho cd's preferidos. Meu cd preferidão teria de ser uma coletânea com diversos estilos juntos. Mas, como é para escolher, escolho um da coleção Digital Concerto: Johann Sebastian Bach: Concertos de Brandenburgo (infelizmente, apenas os concertos 1, 2 e 3) + Concerto Nº 1 para Violino (o Andante é espetacular). Bach é magnífico. e para o cd ficar sublime, seria preciso apenas adicionar a "Ária na corda de sol" e "Jesus Alegria dos Homens" (para mim, a obra de arte mais bela que há)".

Filme
"Caraca. Agora, tá difícil. Gosto de filmes de redenção. e de filmes de danação. Se fizesse uma lista dos preferidos, certamente, eles estariam incluídos em um desses dois tipos. Gosto de quando o filme me faz chorar (ou por seu aspecto estético ou por seu conteúdo humano ou pela junção de ambos). Gosto dos de danação porque o sofrimento é tanto que pode me acordar, me dar um tranco. E gosto dos de redenção porque me dão esperança. E, dentre todos, um que ocupa um lugar especial é o clássico "a felicidade não se compra" (it's a wonderful life), do frank capra, filme de 1946". É incrível sua crença no ser humano. e sua quase ingenuidade. Mas, na verdade, não é que ele seja ingênuo; é que nós estamos endurecidos".

Livro
"Se me perguntassem o livro que eu gostaria de ter escrito, diria, sem pestanejar: O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights), da Emily Brontë. Força, pura força essa obra".

Nilton Resende, professor, escritor e ator.

---

E qual é a sua cultura? Envie seu Cd/Artista, filme e livro preferido com um breve comentário para nosso e-mail tempo_moderno@hotmail.com

Você aprova as ações do Ministério da Cultura gerido pela atual gestão do Governo Federal?

Resultado da enquete:

Sim 33%
Não 66%

Total de votos: 12

Foi pequena a participação nesta enquete. Qual deve ter sido o motivo? Talvez a grande maioria desconheça as ações do Ministério da Cultura, infelizmente.

Projeto Meias Órfãs

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Alagoas, a Braskem, a Prefeitura Municipal de Marechal Deodoro e demais parceiros convidam a se engajar do Projeto Meias Órfãs. O objetivo é reutilizar meias que perderam um dos pés. As meias, tornadas órfãs, são desfeitas e reconstruídas em formas de renda ou de novas peças como mantôs, echarpes, chapéus, entre outros acessórios de moda.
O Projeto Meias Órfãs / Chaussettes Orphelines integra o calendário oficial do Ano da França no Brasil, e tem como principais parceiros na França a Escola de Moda ESMOD e a Prefeitura de Paris. Meias Órfãs é um projeto que prevê continuidade, e deverá ocorrer anualmente, sendo realizado a cada ano em uma região brasileira.

Sua primeira edição, no âmbito do evento Ano da França no Brasil, ocorre no Estado de Alagoas. A partir de workshops coordenados pela designer franco-brasileira Márcia de Carvalho, estudantes franceses terão a oportunidade de residência em comunidades produtoras de artesanato têxtil em Alagoas, com vistas ao desenvolvimento de produtos que utilizem técnicas tradicionais, aliados às tendências do design de moda contemporâneo.“Meias Orfãs” pretende disseminar conceitos como inserção, recuperação, reutilização, transformação e novos usos para objetos que perderam sua função original. Ele fala também de otimismo e de bom humor.

Esse projeto será realizado com as artesãs de Marechal Deodoro e Pontal da Barra. Caso você tenha essas meias, as deposite numa das caixas na entrada do Sebrae de Maceió - Alagoas no período de 19 a 23 de OUTUBRO de 2009.

Blog do projeto: http://meiasorfasbrasil.blogspot.com

19 de out de 2009

Visita do tataraneto do Imperador Dom Pedro I

A Secretaria Municipal de Comunicação de União dos Palmares no encaminhou um e-amil com um aviso um tanto inusitado. É que nesta terça-feira, dia 20 de outubro, a cidade receberá a visita oficial de um membro da 5ª geração da família imperial brasileira, trata-se de Dom João de Orleans e Bragança, tataraneto do Imperador Dom Pedro I e bisneto da princesa Isabel.
De acordo com a imprensa, Dom João de Orleans veio a Alagoas no intuito de conhecer o roteiro “Caminhos do Imperador em Alagoas”, que compreende os municípios de Piaçabuçu, Penedo, Propriá-SE, Porto Real do Colégio, Traipu, Pão de Açúcar, Piranhas, Delmiro Gouveia, Jatobá-PE e Paulo Afonso-BA, reservando dentro da sua programação este dia para conhecer o município de União dos Palmares, considerado o “Berço da Liberdade” no País.

Dom João Henrique de Orleans e Bragança é o primogênito de D. João Maria de Orleans e Bragança e de Fátima Scherifa Chirine. É popularmente conhecido como Dom Joãozinho. É um descendente direto de Dona Isabel I, filha de Dom Pedro II e neta de Dom Pedro I. D. João Henrique pertence à quinta geração de uma família de origem portuguesa que fincou raízes no Brasil a partir de D. Pedro I. Nos documentos de identidade, seu nome consta como príncipe Dom João Henrique de Orleans e Bragança, atitude que repetiu com seus filhos. Apesar de possuir a nomenclatura de príncipie, Dom João Henrique não tem direito ao trono, pois seu avô, filho da Princesa Isabel, Dom Pedro Alcantara, renunciou aos direitos dinástico.

O prefeito de União dos Palmares receberá o tataraneto do Imperador Dom Pedro I numa solenidade que está prevista para as 09:00 horas da manhã desta terça-feira.

18 de out de 2009

EMAIL:

enviado por José Lucimar Lourenço da Silva
Ps. de las Delicias, 104 - 6º A
28045 Madrid (España)
+34 636487542

Meninos, gosto muito do blog. Mas, há alguns pontos de discordância no artigo escrito por Walter Jr. sobre as cotas. Na verdade, os brancos europeus utilizavam-se das lutas intestinas existentes nas sociedades africanas (como em qualquer outra sociedade da época: europeia, ameríndia, asiática...). Não é que negro prendia negro, não.... Acho diferente. E acho que os africanos no Brasil e em todo o continente americano, sofreram o que povo nenhum, em toda a história da humanidade, sofreu. Nem os judeus no Holocausto sofreram o que sofreu o povo africano no seu forçado êxodo.

Uma vez acabado o sistema escravocrata, a sociedade brasileira não os integrou plenamente. Eram, sempre foram, como um corpo estranho... Como não??? Ainda me lembro da minha infância em Santana do Mundaú e de como éramos levados a olhar os negros.... Oh, sim.....

É justo, justíssimo o sistema de cotas. A Constituição brasileira também diz que todo cidadão tem direito à vida. E quantos jovens palmarinos são mortos hoje em dia? E quantas crianças brasileiras morrem de fome? Vejam o caso de Ana Vitória, criancinha do sertão pernambucano, retratada nestes últimos dias em grande e respeitosa reportagem do Jornal do Commércio do Recife. É, meninos, é a fome....

A fome na sociedade brasileira é endêmica, já sabemos. Ainda mais na sociedade nordestina, onde os níveis de vida, às vezes, desce aos níveis mais desesperadores das nações mais pobres do mundo. E, entre estes, não há dúvida, não resta qualquer dúvida, são os pretos de cor os que mais sofrem. Sim, sem querer alongar-me, defendo plenamente o sistema de cotas. É uma dívida histórica da sociedade brasileira para com esta comunidade que é mãe da nossa nação (mãe rejeitada, demos por suposto).

Obviamente, as mazelas sociais do Brasil não param aí. Há pobres brancos, índios, de toda cor. Não defendo uma homogeneização das políticas sociais com focagem num setor da sociedade, mas uma uniformização das lutas para acabar com toda a injustiça social ainda presente e persistente no Brasil.

O tema das falsas lideranças negras, abordado também por Walter Jr., é um mal comum presente numa sociedade onde o Estado é apático. Chama-se "contra-poder"; existiu sempre no surgimento das lideranças comunitárias populares nas grandes capitais brasileiras a partir dos anos 1970, existiu quando do surgimento dos trabalhadores rurais sem terra e, agora, surgirá (até já conheço alguns) dentro do movimento negro.

Mas, meninos, gosto muito de vocês, admiro-os, até, e por isso digo que é importante dar ao povo afro-brasileiro o direito de decidir sobre o que querem fazer: Querem ir à universidade? Há vagas. Querem trabalhar? Há postos de trabalho.

Estarei em U. dos Palmares de 24 outubro a 21 novembro. Conversamos um dia sobre o tema? Não sou negro nem liderança de coisa nenhuma.... Abraço grande.

---

Primeiramente gostaria de expressar o orgulho pelo seu acesso Lucimar. Em segundo, gostaria de aproveitar "a deixa" para suprir uma falha minha que foi não escrever um parágrafo no citado texto, que revelasse mais expressamente minha posição sobre as cotas: não sou contra as cotas em universaidades públicas, e sim CONTRA AS COTAS BASEADAS EM RAÇAS. Se no Brasil a maioria dos estudantes de escolas públicas são afro-descendentes, mestiços de índios, etc. porque então não distribuir as vagas por escola pública? 50% das vagas das Universidades Federais serem de escolas públicas já sanariam boa parte do problema, pois, alem de ajudar negro, índios, etc. ajudaria os necessitados de uma forma geral. Se um garoto branco for pobre, ele não poderá entrar na universidade com o artifício das cotas, isso também é racismo. Grande abraço.

Walter jr.


16 de out de 2009

Mostra Paulista de Cinema Nordestino

Passou desapercebida (até por nós aqui do Tempo Moderno) a 4ª Mostra Paulista de Cinema Nordestino que aconteceu entre os dias 15 e 20 de setembro, no Centro Cultural São Paulo. Mais de 70 filmes de 7 estados do Nordeste foram exibidos.

A mostra promoveu o lançamento do filme “Lá vem o Juvenal”, do cineasta alagoano Hermano Figueiredo, e do livro “Documentário Nordestino” da cineasta piauiense Karla Holanda. Marcou presença na mostra o Núcleo de Cinema de Animação Casa Amarela Eusélio Oliveira – UFC Fortaleza/ CE, com 26 obras que utilizam diversas técnicas de animação.

Assista ao vídeo abaixo sobre a 4ª Mostra Paulista de Cinema Nordestino, produzido pelo programa Zoom da Tv Cultura.


Esse evento mostra como a região nordeste também merece espaço no cenário cinematográfico brasileiro, com produções dignas e de muita relevância. O incentivo ainda é pequeno, até por isso pouco é produzido, mas quando há um incentivo relevante como acontece em Fotaleza no núcleo de Cinema de Animação Casa Amarela Eusélio Oliveira o resultado aparece e recebe o reconhecimento do Brasil inteiro.

Blog da Mostra Paulista de Cinema Nordestino: http://www.mostracinepaulistane.blogspot.com

15 de out de 2009

“Cafés, Artes e Arteiros”: poesia e música em turnê

"Cafés, Artes & Arteiros” é uma série de performances litero-musicais, em que dialogam algumas das novas vozes da literatura, da música e do teatro produzido hoje em Alagoas. As performances “Amores Ébrios”, “Cato e Colo Tudo” e “Hóstia” mostram o possível diálogo da poesia com a música (e vice-versa). Ao fim das performances haverá um bate papo com o público sobre a produção contemporânea literária e musical em Alagoas. As apresentações da turnê do "Cafés, Artes & Arteiros" serão gratuitas.

Onde e Quando:

Maceió: 23 de outubro de 2009, 19hs
Livro Lido Café - Jaraguá

Recife: 24 de outubro 2009, 17hs
Livraria Cultura – Paço Alfândega

Piaçabuçu: 31 de outubro, 19hs
Escola Estadual Correia Titara

Maceió: 02 de novembro
IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas, 16:30hs, noEspaço das Letras
(nesse dia, haverá apenas a performance Amores Ébrios)

Também na Bienal, no dia 31 de outubro, na Sala Dermeval Saviani, haverá a oficina “Canto Livre, Livro Aberto – Panorama Literário e Musical Contemporâneo em Alagoas”, das 10h às 13h (30 vagas).

O projeto é uma realização de fazedores de arte (poetas, músicos, e atores) que se reuniam pra discutirem as expressões artísticas e seus caminhos em sérias conversas de mesa de bar. Assim nasceu o grupo “Arteiros Caetés”.

O grupo é composto pelos artistas Brisa Paim, Bruno Cavalcante, Bruno Ribeiro, Igor Brasa, Léo Bulhões, Lucy Oliveira, Milton Rosendo e Nilton Resende.

Contatos:
Igor Brasa – 8104-3574
Nilton Resende – 8803-0016/ 9113-1720


*Foto: Amanda Nascimento.

14 de out de 2009

4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Desde 2006 vem acontecendo o evento da 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul para celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos por meio da voz, luz, magia e movimentos do cinema. Foram quatro cidades naquele ano. Passamos a oito em 2007, a doze em 2008. Agora estende-se a dezesseis capitais em 2009: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Teresina. Nesse ano, a mostra teve sua abertura no dia 05 de outubro e seguirá até o dia 10 de novembro.

Em Maceió/AL, a mostra terá início no próximo dia 26 de outubro e vai até o dia 01 de novembro. Todas as sessões serão no Cine Sesi Cultural Pajuçara. Na abertura, dia 26, às 19 horas será exibido o documentário Corumbiara, de Vincent Carelli. No encerramento, dia 01, às 21 horas será exibido o documentário Garapa, de José Padilha. Entre a abertura e o encerramento, podemos destacar também a exibição do longa O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli e do documentário Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim. Clique aqui para visualizar a programação completa com todos os filmes, data e horários.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul dá ênfase a questão da inclusão. Todas as sessões são gratuitas e mesmo os filmes brasileiros apresentam legendas para que possam ser acompanhados por pessoas com deficiência auditiva. Todas as salas de exibição são adaptadas para cadeirantes e cada cidade exibirá mais de uma sessão com áudio-descrição, recurso de acessibilidade destinado a pessoas com deficiência visual.

A 4ª Mostra é uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com patrocínio da Petrobras e produção da Cinemateca Brasileira, contando com apoio do SESC/SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores.

Mais informações: http://www.cinedireitoshumanos.org.br

12 de out de 2009

Novo clip de Wado: Pavão Macaco



Videoclipe da música Pavão Macaco, do disco Atlântico Negro de Wado, lançado em julho deste ano. O clipe conta com a performance de atriz Lyndys Tereza, com direção e fotografia por Glauber Xavier e Daniel Macedo, edição de Glauber Xavier, com produção da Saudáveis Subversivos / Quarto dos Fundos.

Depois dos shows de lançamento do disco Atlântico Negro em Alagoas, Wado agora está rodando o Brasil com suas novas músicas. No dia 08/10 estará em São Paulo / SP - Studio SP - 23h; Dia 10/10 em São José dos Campos / SP - Solário do Sesc S. J. Campos - 18h (entrada gratuita); Dia 7/10 no Rio de Janeiro /RJ - Festa da Pitada / Zozo Praia Vermelha; Dia 24/10 no Recife / PE - Burburinho (Recife Antigo) - 23h.

9 de out de 2009

A dança das cotas

A primeira experiência empírica no Brasil sobre o tema, ocorreu no ano de 2002 quando a Universidade do Rio de Janeiro instituiu o regime de cotas "raciais" para o ingresso no ensino superior público. Procedeu-se da mesma forma apressada outras 80 instituições, esquecendo de se fazer ao menos estudos específicos para se ter, no mínimo, uma base positiva para o intento, caracterizando inicialmente mais uma medida populista para angariar votos, uma vez que os "negros, índios e pardos" são oriundos de classes menos favorecidas e também a base populacional do país.

A Constituição de 88, diz que "todos são iguais perante a lei sem distinção de cor, raça ou credo". Se formos seguir o que preconiza nossa Carta Magna, as cotas deveriam ser proibidas, pois tratam de forma diferentes cidadãos iguais; ou então legitimadas, institucionalizadas, validadas por lei. Mas antes de proibi-las ou valida-las temos que saber porque foram instituídas, porque continuam em vigor e por fim, porque as cotas devem ser extintas.

As cotas foram criadas, segundo a Secretaria de Igualdade Racial e seus propagadores, para sanar uma "dívida histórica" que o Brasil tem com o negros, índios e pardos que foram escravos, empregados sem salário, removidos de suas terras, etc. há muito tempo atrás no Brasil-colônia. Segunda essa linha torta de raciocínio, são as universidades públicas que devem reparar esse dano. A culpa dos negros serem caçados por outros negros em suas terras natal, revendidos a preços irrisórios e depois entregues à liberdade que há muito tempo já havia sido esquecida, é das (inexistentes/corrompidas) políticas públicas que norteiam nossa maltratada Nação.

Essa dívida moral da Nação é inegável. Também é inegável que essa tal dívida moral foi pulverizada com o passar dos anos, pois as pessoas que sofreram na pele os maustratos, os verdadeiros merecedores de algum tipo de "ressarcimento moral"que eram os escravos e, conseqüentemente, seus descendentes diretos, deixaram mais descendentes menos favorecidos só que ainda mais misturados: negros casaram com brancos e o Brasil transformou-se nessa incandescente nação multi-étnica, onde hoje é impossível dizer que no Brasil existe "raças". Somos um povo misturado pelo tempo; desde 1888, ano da promulgação da Lei Áurea, a população brasileira cresceu exponencialmente auxiliando para homogeneizar a população.

É possível identificar pessoas de pele bastante escura, assim como pessoas de pele bastante clara andando por aí. Mas são minorias com exceções às regiões com concentração de emigrantes europeus de pele clara e às regiões de núcleos de ex-escravos. A grande massa é mestiça, parda, misturada: negro + branco, branco + índio, índio + negro, etc. Formalizar cotas para favorecer entes de determinada "raça" é rebaixar essa dívida moral à insignificância, uma vez que instituídas as cotas, forma-se a falsa idéia que o suposto problema foi sanado. O problema existe e é gritante. A famosa princesa Isabel, que supostamente deu a liberdade, "esqueceu" de dar suporte para o desenvolvimento daquelas pessoas que a anos haviam perdido em conjunto com a liberdade, o orgulho, o valor próprio.

Mais de100 anos após a lei Áurea, enfim, o letargico governo brasileiro, decide buscar alternativas para minimizar esse grave problema que mesmo sendo ignorado, incomodava o consciente coletivo e principalmente as instituições dos países de 1º mundo que pressionavam os países em desenvolvimento a criar mecanismos para minimizar esse problema. Contudo, não se optou por elaborar um plano nacional de combate ao racismo onde seria oferecidos injeções de recursos públicos para melhorar a escola pública e a saúde pública, uma vez que os pobres são também descendentes dos negros e índios escravizados no passado. Os políticos corruptos buscam apresentar soluções rápidas, sem respaldo científico para questões complexas como essa, sempre visando a obtenção de votos. Acham melhor instituir as cotas em universidades pois, assim, tiram o foco do investimento em educação de base e jogam o problema para as universidades que terão que baixar seus níveis acadêmicos para pagar uma dívida que é de todos. Aderindo as cotas o governo também criam mecanismos mais complexos de angariar votos localmente, afinal, essa história de raça, virou comércio, como tudo no mundo.

Depois das cotas, brotaram como mato em terra molhada, diversas "lideranças negras", que em vez de buscarem a criação de uma cultura unitária, tipicamente brasileira que respeite as diferentes influências recebidas de diversos povos, incitam a negação daquilo que não é "negro". Essas lideranças em vez de trabalharem para o fim do racismo, fecham-se em casulos, cultivando culturas do passado em detrimento de outras culturas igualmente importantes. Como exemplo cito fato que presenciei: no último show que houve na Serra da Barriga, um grupo de capoeiristas de Salvador pararam perto de onde eu estava. Uma roda se formou um um homem pardo de dreadlocks finos, todo de branco, espalhando pelo ar seus perfume caro, com suas unhas bem feitas e com base, explicava ao resto do grupo - todos claramente pobres - a "importância de eles estarem ali naquele solo sagrado". Em nenhum momento ouvi o homem afimar que era importante para ELE estar ali. Naquele momento me dei conta que pra ele o que importava era posar de "líder negro", "indicando" o que é ou não importante, recebendo verbas públicas, vivendo confortavelmente como os brancos e ensinando hipocritamente a historia e cultura negra. Aquele homem usava o slogan da raça negra para subir na vida em detrimento de crianças que se apegavam àquilo que ele vendia como se fosse a última chance de suas vidas. E na maioria das vezes era.

Por fim as cotas devem ser extinguidas, pois, além de servir de desvio para uma série de debates produtivos para o país, onde se possam achar soluções menos agressivas e detrimentórias para a Educação e mais positivas para os necessitados, cria vícios em diversos âmbitos públicos, acomodando tanto governantes a buscarem soluções mais humanas e dignas quanto a parcela de favorecidos que deixa de estudar mais, deixa de se doar mais ao ensino, a cultura. Além desses argumentos extra universidade, ainda surge a questão: é esse o objetivo de instituições de ensino superior? Reparar dívida moral? Não. Esse peso não deve recair unicamente sobre os ombros da Educação, pois a culpa do trato desumano para com os índios, negros e pardos do passado, não é dos professores, não é dos outros alunos que entram sem o artifício das cotas, não é da universidade, é de cada um de nós que julgamos os outros pela cor de sua pele.

Alagoas ganha onze novos Pontos de Cultura

E a cidade de União dos Palmares não foi contemplada.

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) oficializa nesta sexta-feira, 09 de outubro, a segunda etapa do convênio com a Rede Alagoana de Pontos de Cultura. Mais onze Pontos de Cultura vão ser beneficiados com assinatura do documento que vai garantir o apoio sistemático às atividades desenvolvidas junto à comunidade nas áreas de arte e educação, cidadania com cultura e cultura com economia solidária. A solenidade acontece às 10h, no Salão de Despacho Floriano Peixoto, no Palácio.

Nesta segunda etapa serão beneficiados os novos Pontos de Cultura das cidades de Água Branca, Boca da Mata, Coqueiro Seco, Igaci, Ibateguara, Santa Luzia do Norte, Paripueira, Teotônio Vilela e Maceió. Os municípios de Maceió e Água Branca estão contemplados com dois pontos cada um.

De acordo com o secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas, cada um dos Pontos de Cultura selecionados vão receber um total de R$ 60 mil/ano, durante três anos, sendo R$ 40 mil do Ministério da Cultura e R$ 20 mil de contrapartida do Estado. “Iniciamos as atividades do programa com 26 Pontos de Cultura, número que passa agora para 46 novos espaços de acesso aos bens culturais e valorização de manifestações culturais locais”, destacou Viégas.

Na primeira etapa, nove dos 20 Pontos de Cultura, das cidades de Chã Preta, Lagoa da Canoa, Maceió, Porto Real do Colégio, Palmeira dos Índios, Coruripe, Junqueiro e Estrela de Alagoas, foram contemplados.

De acordo com a superintendente de Formação e Difusão Cultural, Catarina Labouré, foram várias as etapas de seleção, desde a publicação do edital, em novembro de 2008, passando pelas oficinas de orientação para elaboração de projetos e plano de trabalho, até a divulgação dos 20 selecionados de um total de 68 inscritos.

Para o presidente do Ponto de Cultura Face a Face, Elvis dos Santos, o convênio vai possibilitar que o projeto atenda a mais pessoas. “Além dos cursos e oficinas ofertados, temos a ideia de produzir um documentário apresentando os contrastes da comunidade antes e depois da implantação do projeto, há 8 anos”, ressaltou o presidente.

O Face a Face, Ponto de Cultura de Maceió, atua com idosos dos bairros do Tabuleiro dos Martins, Antares e Benedito Bentes. “Os idosos são nossas fontes de saber. Através deles podemos resgatar a nossa cultura”, enfatizou Elvis.

A música popular e erudita não foram esquecidas. O Ponto de Cultura Música para Todos, do município de Teotônio Vilela, vai ampliar o número de crianças e jovens que participam das aulas de violão, teclado, bateria e instrumento de sopro. “Atualmente atendemos em média a 150 pessoas. Com o convênio, a nossa meta é chegar a 500 participantes”, acredita Giovani Santos, presidente do ponto.

Segundo ele, o recurso também vai permitir a aquisição de novos instrumentos e ajudar na formação da Orquestra de Flauta e produção de um cd com as músicas das crianças.
O programa Pontos de Cultura é desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e tem a finalidade de valorizar as iniciativas em prol da comunidade, na capital e no interior.

Confira os novos Pontos de Cultura

1. Engenho da Serra (Água Branca)
2. Teia Cultural (Água Branca)
3. Girassol de Cultura (Boca da Mata)
4. Notas de Esperança (Coqueiro Seco)
5. Meninos do Sítio (Igaci)
6. Resgatando a Cultura para o Novo Tempo (Ibateguara)
7. Fala Quilombo (Santa Luzia do Norte)
8. Casa de Cultura de Paripueira (Paripueira)
9. Música para Todos (Teotônio Vilela)
10. Caminho da Cantoria de Viola (Maceió)
11. Face a Face (Maceió)

Fonte: Tudo na Hora; Secretaria de Estado da Cultura - Alagoas.

EDITORIAL:

Camaradas que acompanham o Tempo Moderno, vocês já devem ter notado a nova roupa colocada aqui neste espaço cultural da internet, de União dos Palmares para o mundo, com pitadas de entretenimento. Pois é. Um novo visual, com mais opções e ao mesmo tempo simples. Depois de mais de um ano no ar, vinte e quatro horas por dia, já era tempo de uma pequena mudança. Dessa vez não foi nosso colaborador, o ilustrador e designer Carlyson Oliveira, quem assinou o novo estilo, mas ele ajudou e continuará colocando sua mão criativa por aqui.

O mundo continua com sua correria eterna atrás do dinheiro. Nossa cidadezinha, União dos Palmares, também continua, uma vez que é filhote do mundo, perseguindo seus devidos e justos trocados. Nós, reles mortais, os cidadãos, estamos por ai, cada um no seu quadrado como diz a cultura popular, esperando nosso quinhão, não há nada de ruim nisso, não é verdade? Problemas passam, voltam, continuam, mas temos que sempre ter um olhar e um pensamento positivo. Crer que a melhora pessoal também melhora tudo ao nosso redor.

Não deixaremos de criticar o que deve ser criticado, de mostrar sempre a verdade, ou pelo menos o melhor lado da verdade, pois claro que a verdade tem mais de um lado, mas, diferentemente da mentira, as versões da verdade incomodam àqueles que não querem que ela chegue a você. Os custos de ser sério, idôneo e querer sempre o melhor podem ser altos numa sociedade que preza pela safadeza, é isso mesmo, a palavra é safadeza. Bom, mas não quero que o clima fique pesado. A Cultura não merece os desmandos que costumam fazer com ela. O que tenho que adiantar é que coisas boas virão, aguardem.

Continuem lendo o Tempo Moderno e indicando o blog aos amigos e conhecidos. Não ganhamos nada com isso, a não ser o prazer e satisfação de exercitar nossa escrita e leitura, aprender cada vez mais com a arte, a cultura em geral. Assim, esperamos que vocês também tenham o prazer de ler o Tempo Moderno, de se aventurar pelo conhecimento. É isso por hora. Que continuem as lutas por um mundo mais justo e menos burro nesse mês de outubro. Vamos lá pessoal.

Outubro de 2009.

Novo portal na Internet e guia com orientações para secretários de educação e de cultura foram apresentados em Brasília

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, no último dia dia 7 de outubro, em Brasília, o Fórum Nacional Mais Livro e Mais Leitura nos Estados e Municípios, que reuniu representantes dos governos federal, estadual e municipal, da sociedade civil e do setor produtivo, que lotaram as dependências do salão do Centro de Eventos e Convenções Brasil 21.

O Fórum Nacional Mais Livro e Mais Leitura nos Estados e Municípios foi promovido pelos ministérios da Cultura (MinC), da Educação (MEC), Secretaria Executiva do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL) e Instituto Pró-Livro (IPL), que se reuniram para lançar o projeto A Leitura e o Livro nos Planos Municipais e Estaduais (PMLL e PELL). Com o projeto serão estimuladas a criação e a implantação de planos de livro e leitura nas localidades brasileiras, sendo este um dos objetivos do PNLL. Todo esse trabalho contará com os serviços de capacitação e assessoramento às prefeituras e secretarias de educação e de cultura do país.

Para tanto, um novo portal na Internet, intitulado Mais Livro e Mais Leitura, será inaugurado no dia 15 de outubro. O projeto do site foi apresentado aos participantes do Fórum. Para acessá-lo, será necessário entrar no endereço eletrônico do Plano Nacional do Livro e Leitura (www.pnll.gov.br). Nele haverá várias seções, como as reservadas ao cadastro dos órgãos que aderirem ao projeto, notícias, experiências bem sucedidas, depoimentos, perguntas frequentes e outras. Também foi editado um guia para a elaboração e a implantação dos planos, os quais foram distribuídos aos participantes do fórum. A pulicação também estará disponibilizada no portal.

Fonte: Ministério da Cultura

7 de out de 2009

IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas

Chegou novamente a vez de Alagoas ser o centro das atenções literárias, pois será realizada no período de 30 de outubro a 8 de novembro de 2009 a IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

Com a proposta de continuidade da III Bienal, a quarta edição da Bienal do Livro tem o propósito de marcar a presença das editoras de várias partes do país junto ao público alagoano, através de seus últimos lançamentos, proporcionando aos estudantes de vários níveis, aos acadêmicos, professores e comunidade em geral a possibilidade de contato com material literário de várias áreas do conhecimento. A Bienal deve reunir representação de mais de 300 editoras universitárias e comerciais de todo país, com aproximadamente 18.000 títulos, e receber a visita estimada de mais de cem mil pessoas.

A IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas pretende ampliar o sucesso da anterior elevando de 118 para 130 o número de estandes, incentivando mais ainda a participação de estudantes e professores. As oficinas literárias e o ciclo de palestras tornam-se o ponto alto de uma Bienal: é quando professores e alunos, dos mais diversos níveis, têm o seu momento de aprendizagem, reflexão e troca de idéias. A IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas conta com a participação de quatro países já confirmados: México, Peru, Portugal e França, além de uma Exposição das Editoras Universitárias da América Latina e Caribe. O país homenageado é a França, e o evento faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil.

A Bienal é uma realização da Universidade Federal de Alagoas, através da EDUFAL – Editora da Universidade Federal de Alagoas, com o apoio da ABEU (Associação Brasileira dos Editores Universitários), da CBL (Câmara Brasileira do Livro), da Prefeitura de Maceió, do Governo do Estado de Alagoas e demais parceiros de instituições públicas e privadas. O patrono dessa edição é o alagoano Professor Dr. José Marques de Melo.

Veja aqui a programação completa da IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

Sítio oficial da IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas: http://www.edufal.com.br/bienal2009/index.php

6 de out de 2009

VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

Desde a última sexta-feira, 02 de outubro, está acontecendo em Olinda-PE a VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Considerada a terceira maior bienal do país, atrás apenas de Rio e São Paulo, o evento segue até o dia das crianças, 12 de outubro, e conta com 260 estandes e uma programação de oficinas literárias, apresentações teatrais, interpretação textual, palestras, debates, entrevistas e bate-papos acerca das produções literárias.

Nomes de reconhecimento internacional e nacional já confirmaram presença, como, entre outros, Pedro Juan Gutiérrez, que trabalhou em inúmeras atividades antes de tornar-se, por 26 anos, jornalista. É o autor da Trilogia Suja de Havana é também pintor e escultor. Alberto Fuguet, jornalista e cineasta, tendo sido eleito em 1999 pela revista Time e pela CNN como um dos 50 líderes latino-americanos do novo milênio. Geneton Moraes Neto é um jornalista e escritor brasileiro. Trabalha na Rede Globo desde 1985, atuando como repórter e editor-chefe do programa dominical Fantástico.

Continue lendo >>

Mostra Sururu de Cinema Alagoano

Acontecerá entre os dias 15 e 23 deste mês de outubro na cidade de Maceió/AL, a Mostra Sururu de Cinema Alagoano, uma iniciativa da abd&c - Associação Brasileira de Documentaristas & Curta-metragistas de Alagoas.

O evento acontecerá em vários locais: No Cine Sesi Pajuçara, na Faculdade FITS, na Universidade Federal de Alagoas e no Centro de Maceió.

Para mais informações e para visualizar a programação completa, acesse o blog da Mostra Sururu de Cinema Alagoano: http://abdc-al.blogspot.com

Assista abaixo a vinheta a Mostra Sururu de Cinema Alagoano:

4 de out de 2009

Mundo vai entrar em período de resfriamento global, diz cientista do IPCC

notícia enviada por Ricardo Mendonça.

Agostinho Rosa

Discurso de um crédulo
"Eu não pertenço ao time dos céticos." Em princípio, não haveria motivos pelos quais Mojib Latif começasse assim sua apresentação durante a Conferência Mundial do Clima, realizada pela ONU em Genebra, na Suíça. Afinal de contas, ele não estava fazendo uma apresentação para mais de 1.500 dos principais cientistas do clima do mundo todo por acaso - ele próprio é um dos autores diretos dos estudos feitos pelo IPCC, o órgão da ONU que vem alertando há anos sobre o aquecimento global e a participação do homem nesse aquecimento.

Ser considerado um cético, nesse caso, significa não concordar com as conclusões dos estudos feitos pelo IPCC, seja uma discordância total ou mesmo parcial. E, ao longo dos anos, à medida que mais e mais cientistas "aderiam" às conclusões dos estudos patrocinados pela ONU, contrariar essas conclusões passou a ser encarado como uma postura política, na qual os argumentos científicos foram deixando rapidamente de serem importantes. Latif, aparentemente temendo ser relegado ao "ostracismo científico" reservado a quem tem ousado desafiar a postura oficial, achou melhor se antecipar a qualquer acusação.

Duas décadas de resfriamento global
E não é para menos. As conclusões que ele iria apresentar a seguir, baseadas nos seus estudos mais recentes, aparentemente contrariam tudo o que o IPCC tem divulgado.

Segundo Latif, "nos próximos 10 ou 20 anos", uma tendência de resfriamento natural da Terra irá se sobrepor ao aquecimento causado pelos humanos. Se ele estiver correto, o mundo está no limiar de um período de uma ou duas décadas de resfriamento global. Somente depois, diz o cientista, é que o aquecimento global se fará novamente observável.

Mudanças climáticas naturais
O resfriamento seria causado por alterações cíclicas naturais nas correntes oceânicas e nas temperaturas do Atlântico Norte, um fenômeno conhecido como Oscilação do Atlântico Norte (NAO - North Atlantic Oscillation).

Opondo-se ao que hoje pode ser considerado a ortodoxia das mudanças climáticas e do aquecimento global, o pesquisador do IPCC afirmou que os ciclos oceânicos foram provavelmente os grandes responsáveis pela maior parte do aquecimento registrado nas últimas três décadas. E, agora, o NAO está se movendo rumo a uma fase mais fria.

Os dados sobre os ciclos naturais oceânicos são suficientes para explicar todas as recentes variações nas monções na Índia, nos furacões do Atlântico, o degelo no Ártico e vários outros eventos.

Degelo natural
E Latif não está sozinho em suas conclusões contestadoras. Vicky Pope, do Serviço Meteorológico do Reino Unido, lançou uma torrente de água gelada na estrela mais recente dos defensores do aquecimento global antropogênico: a redução da camada de gelo do Ártico.

Segundo ele, a perda dramática de gelo na cobertura do Ártico é parcialmente um produto de ciclos naturais, e não do aquecimento global. Relatórios preliminares sugerem que o degelo neste ano já é muito menor do que foi em 2007 e 2008.

Fim do aquecimento global?
"As pessoas vão dizer que isso significa o fim do aquecimento global. Mas nós temos que faz esses questionamentos nós mesmos, antes que outras pessoas os façam," defendeu-se novamente Latif.

O reconhecimento da importância dos fatores naturais sobre tantos eventos antes atribuídos ao aquecimento global causado pelo homem equivale a assumir que os modelos climáticos não são tão bons quanto se desejaria para predizer eventos de curto prazo.

"Em muitos sentidos, nós sabemos mais sobre o que irá acontecer em 2050 do que no próximo ano," admite Pope.

A afirmação tem mais sentido do que possa parecer à primeira vista. Os modelos climáticos, a grosso modo, são projeções estatísticas a partir de eventos passados. Isso os torna adequados para prever tendências, embora haja muito menos certeza sobre um ponto específico na curva de projeção - vale dizer, sobre a previsão para um ano específico.

Perda de credibilidade do IPCC
Mas isto não alivia muito as coisas. Os modelos do IPCC têm sido alvo de uma sequência de críticas (1, 2, 3) que podem minar muito mais a credibilidade das recomendações do órgão do que de suas conclusões científicas.

A rigor, a descoberta de inconsistências e incompletudes nos modelos climáticos é algo mais do que previsível e verdadeiramente faz parte do desenvolvimento do trabalho científico. Nenhum cientista jamais defenderia que esses modelos sejam completos ou acabados. Na verdade, essas críticas e defeitos são até mesmo desejáveis, na medida que demonstram que o conhecimento está fazendo progressos.

O grande problema é que esses modelos e seus resultados têm sido rotineiramente apresentados como fatos definitivos ao grande público, principalmente através do que se convencionou chamar de "catastrofismo climático" - uma série de projeções alarmistas, feitas por cientistas, que têm chegado ao noticiário mas que pouco têm a ver com ciência.

O próprio fato do IPCC apresentar projeções para o ano 2100 sempre foi alvo de críticas dentro da comunidade científica, já que nenhum outro campo das ciências se atreveria a tanto. E o campo específico da meteorologia sempre afirmou que a precisão das suas previsões está na exata medida do volume de dados coletados e do período de tempo coberto pela previsão - quanto mais curto o prazo, mais precisa seria a previsão.

Com isto, torna-se muito mais problemático convencer qualquer um de que as conclusões dos modelos climáticos acertarão as previsões para daqui a 50 ou 100 anos se eles não conseguem dar conta de eventos de curto prazo. Será mais difícil convencer sobretudo os políticos, que têm o poder para iniciar atitudes concretas de combate aos efeitos do atual estilo de desenvolvimento grandemente danoso ao meio ambiente, cause ele aquecimento global ou não.

2 de out de 2009

A Secretaria de Cultura de União dos Palmares, na sua opinião, funciona?

Terminou o prazo da enquete sobre a Secretaria de Cultura deste nosso querido município. O resultado foi acirrado. Praticamente um empate técnico. Continuemos de olho para ver se ela funciona ou não de fato. Os dados seguem logo abaixo, confira.

Resultado da enquete:


Sim - 47% (47 votos).
Não - 44% (44 votos).
Outras respostas - 9% (09 votos).
Respostas anônimas enviadas pelo formulário (as inteligíveis): "apenas gastam verbas"; "Até agora não"; "parcialmente, espero ver o que ela fará esse ano com relação às festividades do 20/11".

Total de votos: 100.

1 de out de 2009

MÚSICA: Fernanda Takai

Por Dallas Diego.

Fernanda Takai, natural do Amapá e mineirinha de coração, lançou seu mais recente trabalho, Luz Negra – gravado ao vivo no Teatro Manoel Franzen de Lima, em Nova Lima, Minas Gerais. O referido álbum apresenta 14 faixas, sendo elas, em sua maioria composições de grandes interpretes nacionais e estrangeiros.

Em Luz Negra, Fernanda Takai interpreta desde Chico Buarque, passando por Roberto Carlos e Michael Jackson, encerrando o disco com Pinduca. Além do inglês e português, Fernanda mostra todo seu talento cantando em japonês uma versão de “O barquinho”. A faixa "5 Discos” é a única música escrita por Fernanda Takai (e John Ulhoa) que faz parte de 'Luz Negra'.

Fernanda faz parte da banda Pato Fu há 16 anos, cantando, compondo e tocando. Lançou 11 CDs, 5 DVDs.

As músicas de Luz Negra já se encontram em nosso HD Moderno.

FILME: Anticristo

Antichrist
(Anticristo; Alemanha/Dinamarca/França/Itália/Suécia; Drama/Terror; 2009).

Anticristo é um filme impactante. A começar pelo título. Quem passar pelo cartaz, anúncio ou qualquer coisa relacionada ao filme logo fará ligação ao repúdio que a palavra causa na maioria das pessoas, essa designação que denomina aqueles que se opõem a Jesus Cristo. Mesmo sem levar muito em conta essa questão religiosa ou espiritual, foi difícil fechar os olhos para dormir e não ficar repassando determinadas cenas deste filme do diretor dinamarquês Lars Von Trier (Dançando no Escuro, 2000; Dogville, 2003).

Anticristo apresenta basicamente dois personagens (um casal), aos quais não foram atribuídos nomes, um psicanalista e uma escritora interpretados por Willem Dafoe (Homem-Aranha, 2002; O Plano Perfeito, 2006) e Charlotte Gainsboug (21 gramas, 2003; Sonhando Acordado, 2006). As interpretações são naturais e realistas, sobretudo quando se olha para Ela, a Charlotte Gainsboug dando o corpo e a alma para a personagem.

Ao apresentar somente dois corpos contracenando durante 99% do tempo, o diretor deixou tudo mais concentrado, mais forte. O filme é divido em partes. Na primeira, o prólogo, o filho do casal morre por causa da negligência (talvez) dos pais que se encontram fazendo sexo, e a criança acorda no meio da noite, anda pela casa, passa pelo quarto do casal que está com a porta aberta e mesmo assim não percebem a presença do filho. Com cenas em preto e branco, câmera lenta, o fato se dá poeticamente, apesar do impacto negativo que o contexto causa. Depois da morte do filho, a mulher não consegue sair de seu luto, e o homem vê-se obrigado a tentar ajudar através de sua profissão, o que não dá certo.

Anticristo tem poucos diálogos. Muitas sensações. Não há suspense, há o terror explícito, mas não o terror paspalhão que temos em determinados filmes, é um terror que sai dos personagens e se envolve com os acontecimentos, fazendo do drama um subtítulo. Mostra, principalmente quando o casal chega ao Édem, um local isolado no meio da floresta, o que o homem (o ser) pode pensar e fazer sem levar em consideração os fatores sociais e pessoais depois de certas decepções, culpas e movido pelo ódio ou frustração. A natureza humana é algo ainda não controlado, que não apresenta explicações em determinados momentos. As ações “quando o caos reina” podem deixar o espectador perplexo.

Anticristo não é um filme cru. É explícito até certo ponto, talvez somente nos momentos corretos, e pode estar ai o brilhantismo do diretor. Pode-se perceber as diferentes faces da atriz Charlotte, vezes extremamente feia, vezes soturna e sensual. E por falar em Charlotte, abstenho-me dos comentários sobre as “cenas de sexo”, cada um pode tirar sua conclusão sobre essa questão que pode se mostrar totalmente pertinente dentro do contexto do filme ou não. Anticristo é impactante e melhor do que qualquer crítica, comentários ou apresentações podem dizer. Basta assisti-lo sem medo de ter medo e de pensar.