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24 de dez de 2012

FILME: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes

Lock, Stock and Two Smoking Barrels [Inglaterra, Irlanda], 1998.

Dir.: Guy Richtie
Elenco: Jason Statham, Sting, Jason Flemyng, Dexter Fletcher, Nick Moran, Steven Mackintosh;
Dur.: 113 min. 

O sexo, as drogas e a violência não é de hoje que formam o tripé que rende milhões de  dólares em lucro para os produtores hollywoodianos. A arte, em seus diversos segmentos, sepre abordou temas repugnantes, arcabouçous da alma humana que, apesar de quase ninguém gostar de tocar no tema, quando vem à baila em forma de música, livros, filmes, etc. vendem muito.

Esse é o filme de estréia do diretor Guy Richtie (sim, aquele mesmo que já foi casado com a Madonna) que de forma sagaz, percebeu que o estilo rápido que ele já conhecia bem graças à serviços prestados à publicidade britânica, caia como uma luva nas temáticas violência, sexo, drogas. Contando com ótimos atores em ascensão como por exemplo Jason Statham (da série Carga Explosiva), Nick Moran e de uma ponta do cantor Sting (The Police); sedmentado com um roteiro denso e ao mesmo tempo fluído graças à edição a la video-clipe; adornado com um punhado de grandes canções (The Stooges, James Brown, The Stone Roses, etc.) de trilha sonora, Jogos Trapaças e Dois Canos Fumengantes é inovador em todos os aspectos.

Quando cidade de Deus foi lançado, quem ainda não tinha assistido Jogos..., achou aquilo tudo que Fernando Meirelles fez novidade, algo novo, como foi meu caso; Richtie já tinha feito tudo aquilo que o brasileiro fez: retratar o submundo de forma nua e crua, porém sem faltar bom humor.

Eddy (Nick Moran) e seus três amigos, Sabão (Dexter Fletcher), Bacon (Jason Statham) e Tom (Jason Flemyng) estão sempre metidos em enrascadas. Eles acabam descobrindo uma sessão secreta de jogos de cartas comandada por um “negociador”, Harry Machado (P.H. Moriarty), e resolvem juntar suas economias para tentar ganhar um dinheiro fácil, já que Eddy é um “especialista em ganhar”. Depois de perder muito mais do que poderiam, eles tem de pagar o que devem sob a pena de perderem um dedo a cada dia de atraso. Quando escutam que seus vizinhos pretendem fazer um grande assalto, os seus problemas parecem ter sido resolvidos.



Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM

23 de dez de 2012

ÚLTIMAS: PF faz devassa em centenas de prefeituras; prefeitura de União está incluída?

A Polícia Federal conduz 3.167 inquéritos sobre desvios de recursos e corrupção envolvendo prefeituras em todo o País. Estão sob investigação 484 prefeitos e ex-prefeitos por violação ao Decreto Lei 201/67, que define os ilícitos de responsabilidade de administradores municipais. Os dados constam de levantamento realizado pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) - braço da PF que aloja setores estratégicos da instituição, inclusive o serviço de análise de dados de inteligência e a divisão de repressão a crimes financeiros. 

O Maranhão é o Estado onde a PF mais trabalha, com um acervo de 644 inquéritos relativos a fraudes em gestões municipais. A Bahia está em segundo lugar, com 490 inquéritos, seguida de Ceará (296), Piauí (285), Pará (196) e Pernambuco (194). "Certamente esses Estados, por serem mais carentes, com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) muito baixo, acabam recebendo mais recursos da União, verba vinculada, e aí, obviamente, nessas regiões pode ocorrer mais desvios", disse o delegado Oslain Campos Santana, chefe da Dicor. Em São Paulo, são 96 os inquéritos sobre gestores que atropelaram a lei; em Alagoas, 83; e no Rio de Janeiro, 60.

Além de prefeitos e ex-prefeitos, são investigados 182 servidores municipais, 87 secretários municipais e 63 funcionários que ocupam cargos de comissão. Esses dados são relativos apenas à atuação da PF - centenas de outros prefeitos e ex-prefeitos são réus em demandas movidas pelo Ministério Público nos Estados, que detém competência para propor ações com base na Lei da Improbidade. Para dar conta desse expediente tão excepcional, a direção-geral da PF criou as delegacias e setores de combate a ilícitos financeiros e ao crime organizado em todas as superintendências regionais. "O governo, via Ministério da Justiça, atendeu a um compromisso do qual o Brasil é signatário, a Convenção de Mérida (México), para combate à corrupção."

Campeã no número de inquéritos instalados pela Polícia Federal, a prefeitura de Amontada (CE) é alvo de 39 investigações abertas no período de 2009 a 2012, que apuram irregularidades no uso de recursos públicos federais. A cidade tem cerca de 37 mil habitantes e fica a 185 quilômetros da capital, Fortaleza.

Fonte: Estadão

Durante a última sexta (21) foi possível avistar viatura do BOPE cumprindo mandados de busca e apreensão de documentos à pedido do GECOC (Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas) na prefeitura de União dos Palmares; será que a PF vai dar uma espiadela também nesses documentos seguindoa  lógica nacional? Fica a dúvida e muitos burgueses gastadores vão passar o ano sem dormir direito pensando se suas falcatruas serão ou não descobertas...

TM

21 de dez de 2012

ÚLTIMAS:

Bolívia Expulsa a Coca-Cola (óbvio que tinha q ser a cola!) a anuncia (orgulhosamente) falência da franquia do MacDonald´s

A Bolívia decidiu expulsar a Coca-Cola do país, com o argumento de que o refrigerante está associado a infartos, derrame, câncer e, claro, capitalismo. O governo do país também anunciou a falência do McDonald's por lá.

Segundo a Agência Venezuelana de Notícias (AVN), o ministro das relações exteriores boliviano, David Choquehuanca, afirmou em um programa de televisão que a expulsão ocorrerá em 21 de dezembro, "em sintonia com o fim do calendário Maia e será parte das comemorações para celebrar o fim do capitalismo e o começo da cultura da vida".

Em substituição à Coca-Cola, o ministro defendeu o consumo de mocochinche (refresco de pêssego).
Quanto à rede de fast food McDonald's, Choquehuanca comemorou que a empresa fechará suas oito lojas na Bolívia, após 14 anos em atividade, por não conseguir resultados positivos.

Fonte: Reuters

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Não concordo com a expulsão, mas soua favor de uma política de conscientização massiva de quanto mal essas porcarias nós fazem além de serem por si bandeiras do poder capitalista; portanto entendo Evo Moralles que é um socialista. Com certeza ambas empresas farão falta apenas no segmento de arrecadação de impostos e geração de emprego/renda, mais isso pode ser suprido por outros setores da Economia.

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Os cinco principais arrependimentos antes da morte

O Hospital Albert Einstein postou, há alguns dias, alguns comentários acerca dos cinco principais arrependimentos que as pessoas têm antes da morte. Veja o vídeo, com participação da geriatra especialista em cuidados paliativos, Ana Cláudia Arantes:


A lista foi elaborada pela enfermeira australiana Bronnie Ware, diante da experiência dela com pacientes terminais. Ela publicou o livro “The Top Five Regrets of the Dying” (“Top Cinco Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer”). Veja quais são:

  • Gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse
  • Gostaria de não ter trabalhado tanto…
  • Gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos…
  • Gostaria de ter mantido contato com meus amigos…
  • Gostaria de ter me deixado ser mais feliz...

  Fonte: Yahoo! Brasil

Nessa época de fim ano, uma materia como esse nos faz regressar para nosso eu e nos compele a parar no tempo por alguns minutos, quem sabe até mesmo apenas segundos, e imaginar que nós, através desses exemplos de vida, podemos viver para que, na hora de nossa morte, tenhamos vivido plenamente segundo a lei do Bem.

MÚSICA: Alice In Chains - Hollow


A banda Alice In Chains lançou um vídeo da nova música Hollow, cujo disco sairá em abril de 2013; feito por fã com imagens capturaradas de sua conta no Instagram o clipe ficou show de bola = ótima qualidade de imagem e som. Confere aí.

Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM

18 de dez de 2012

EDITORIAL: a falência das instituições sociais; parte I [Família]


O hiato foi grande, admito. Maior até do que merecíamos. Confesso eu a vocês, estimados leitores(as), que minha vontade de retornar com o TM era, senão nula, ínfima. O que eu vinha escrevendo, pensando e articulando há mais de 10 anos entre jornalecos, zines e blogs no meu ver já não fazia mais sentido. O estimulo havia acabado para expor idéias de vanguarda que visavam nada além do que um aprimoramento cultural social dentro dessa decrépita sociedade (hora feudal, hora anárquica) em que, querendo ou não, estamos todos inseridos. Porém, graças a Deus, serei pai. E isso me fez voltar a ter esperança em o mundo ser um lugar melhor. E mesmo que eu nada mude na realidade empírica, meu filho vai ter a prova que eu morri tentando ser um ser melhor espiritualmente e lerá, a título de herança, minhas melhores idéias, aquelas que merecem um mínimo de atenção. Até janeiro, se o mundo não acabar.

Dezembro, 2012.



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"Quem? Eu?" Você pode se perguntar, se auto-excluindo. "Não! Comigo não!"... Pois é. Você sim. Eu também. Somo nós os culpados por tudo. E isso não é exagero novelesco nem drama filosofico-existencial.Hoje em dia, todos somos responsáveis por tudo. Das coisas boas às ruins. Das guerras norte-americanas ao uso de mão-de-obra infantil por grandes marcas de roupas, tudo é nossa culpa. Afinal, nós tentamos seguir o estilo de vida deles, usando com orgulho suas tecnologias desenvolvidas em guerras, suas universidades que formam cientistas produtores de armas de guerra, suas roupas costuradas por crianças asiáticas pobres, etc. etc. etc. As fronteiras entre países são criadas por leis intangíveis; as divisas entre estados da mesma Federação também; os limites entre cidades; as divisões dos distritos, bairros, quadras... Tudo é feito de forma abstrata excetuando-se as barreiras (cercas, muros, portões) feitas pelo próprio homem para regular suas leis e costumes. Então chegasse à casa, abrigo inviolável como diz nossa Constituição. Mas as paredes de concreto, sejam elas enormes com cercas eletrificadas ou elevadas em agigantados condomínios fechados, não impedem que nem eu nem você sofra as conseqüências do que ocorre a milhares de quilômetros de distância. Não adianta se esconder, a verdade sempre vem bater a nossa porta.

Com nossos carros, nossos empregos, até com nossos gostos musicais e cinematográficos, para dar exemplos, estamos afundando o mundo em que vivemos, minando as instituições sociais que tanto fizeram o homem evoluir desde à Revolução Francesa. O capital das grandes empresas multinacionais se misturaram, assim como as economias de países relevantes se fundem como é o caso da União Européia; essa "cultura de fusão" em busca de dinheiro acabou por transpor os limites dos gabinetes dos homens de paletó e gravatá, abarcando no nosso dia à dia disfarçadamente em meio à cultura (livros, filmes, revistas, musica) de lixo que vende a violência, o sexo e o interesse à vida alheia como bojo principal dos produtos oferecidos pelas "indústrias do entretenimento" dos países "desenvolvidos". É fato.

O que esperar das Instituições Sociais (Família, Escola, Governo, etc.) num mundo descartável, embebido na frugalidade e na insensatez de uma geração de está crescendo assistindo Rebeldes, Malhação, acha o CQC o auge da inteligência, e antes de dormir aceita tudo que globo mostra no Jornal da Globo como sendo "um retrato da realidade"? O que esperar de uma geração de só escuta músicas de temática romântica seja ela em axé, sertanejo, forró, pagode...? O que esperar de uma geração que acha que ter um diploma, passar a existência atrás de uma mesa refrescado pelo ar condicionado e no final do mês receber R$20.000 é o objetivo de vida a ser alcançado à todo custo?

Pois é caro leitor, a questão é muito complexa. Então para começar a tentar mudar algo nesse mundo cão, comece mudando você mesmo. Assim, mudasse a Família e assim se consegue mudar as Instituições Sociais e, quem sabe um mundo menos injusto ressurja. Não caia nessa que a "revolução" se faz por cima. A verdadeira Revolução se faz por baixo e ela não tem haver com Política. Tem haver com PESSOAS. A Revolução tem haver com as necessidades mais humanas como respeito, dignidade, igualdade, fraternidade, etc. É por falta dessas coisas que o mundo está como está, cada dia pior e um dos fatores preponderantes nessa guinada do mal na sociedade é graças ao esfacelamento da primeira Instituição que garantiu a sobrevivência de nossa espécie:



A Família.

Uma instituição social, nesse caso, a família,  é um mecanismo de proteção da sociedade, que contém um conjunto de regras e certos procedimentos de conduta para a convivência padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo consangüíneo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. Sem essa importante instituição não estaríamos vivos hoje, isso é indiscutível. 

As bases das primeiras cidade ocidentais como Atenas e Esparta foram os "genos", tipo de organização social da Grécia Antiga, durante o período homérico formados por clãs de grandes famílias onde quem comandava era o pai, sucedido pelo primogênito. Esse modelo de sociedade foi o mais justo de toda a história. A propriedade nos gene era comunal, ou seja, coletiva: plantavam e colhiam em conjunto. No entanto, passados três séculos, os genos entraram em colapso, pois a população cresceu e não havia terras cultiváveis para todos. Assim, com a explosão demográfica, pensou-se em explorar mais regiões (2ª Diáspora Grega), sem sucesso. Como solução, determinou-se que as terras passariam a ter posse privada (pelos descendentes diretos dos chefes dos antigos genos). A coletividade consequentemente acabou e os níveis de desigualdade social apareceram.Como forma mais eficiente para organizar a sociedade grega, surgiram as cidades-Estados, estas, deram alicerce às cidades que hoje habitamos. Enquanto éramos organizados em prol da família, deu tudo certo. Quando deixamos essa instituição em planos inferiores a coisa começou a desandar.

A Grécia foi absorvida pelo Império Romano, onde só quem tinha direito de ter uma verdadeira família eram os patrícios. Com a queda do Império e ascensão dos feudos e consequentemento dos Estados Modernos, a questão consanguínea se fortaleceu ainda mais com vista em preservar terras e poder, inclusive com a prática do casamento entre irmãos. Até o início da II Guerra Mundial, a família ainda detinha o poder no núcleo social. Após a II Guerra, a instituição familiar entrou em declíno; Os séculos de puritanismo no seio familiar, a resistência em existir um diálogfo franco que visasse o bem da coletividade, baseado na razão e não no senso comum enraizou de tal forma um tipo peculiarmente nocivo de hipocrisia: a partir dos anos 60, passa a existir um padrão mundial de ser e existir a ser seguido, o padrão norte-americano que até os dias atuais ditam a política e a cultura de quase todos os países do mundo direta, como no caso dos países do Oriente invadidos, ou indiretamente com a Colômbia, Chile, Grécia, Egito, Hong Kong, Brasil...

O puritanismo norte-americano implode, aparecem os movimentos de libertação social, de esquerda, o comunismo ganha força, e toda a hipocrisia e demagogia vem à baixo com os hippies que faziam amor ao ar livre em contraste com os bons moços que moravam no suburbio em grandes casas, iam pra faculdade, à igreja mas que são contra o diálogo com as diferenças... O capitalismo vence o comunismo com base na premissa que o comunismo é contra à familia; da geração hippie o que sobra é uma industria cultural vendida que vende sexo, violência e afins. A geração liberdade, que aqui no Brasil durou até início dos anos 80, pra quem tinha dinheiro óbvio (porque os pobres - gente como eu e você - nessa época se fodiam nas mãos da Ditadura) a vem a gereção baby-boom que são os filhos dos hippies; esses agora tem que ir à faculdade e ser "alguém" na vida ou seja, gerar dinheiro e poder para quem nem ao menos se sabe que existe numa cadeia tortuosa de produção, propaganda, vendas, ações, ações judiciais, congêneres e etc. etc.


Enquanto essa geração trabalha e enriquece, as desigualdades só aumentam e os mais ricos ficam mais e ricos e os mais pobres, naturalmente mais pobres. É notório a evolução industrial nos setores médicos, de segurança, comunicação, transportes; nesse período até os dias de hoje ganhou-se em setores específicos porém diminutos da vida, comparados àqueles fatores que fazem tudo funcionar: o ser humano em si, per si. Nós conseguimos a proeza de sermos tão egocentristas que, na prática, esqueemos de nós mesmos. Somos o centro do mundo, ditadores das leis e regras sociais, dominamos os mares, terras e um pedacinho do espaço; subjulgamos todas as outras espécies e criamos tudo que nos rodeia modificando a natureza, a realidade.

Criamos muitas coisas incríveis, e outras tantas banais. Mas não conseguimos manter a mesma "produção" em relação à nós mesmos e a harmonia que supostamente deveria existir na vida em sociedade. Na escada da Evolução, desde à decadência Idade Média e explosão do Renascimento, as faculdades/universidades entram em cena e começam os eternos estudos de teses, projetos acadêmicos; em sua grande parte, o conhecimento exaurido das universidades não dis respeito ao ser humano em si, mas à fatores práticos da vida que gerem renda, dinheiro. Lógico. Capitalismo. A sociedade não conseguiu balancear a falta de liberdade até então vindoura com a onda liberal que nasceu nos anos 60, 70 e culminou na balbúrdia que vivemos hoje. 

A principal instituição que sofreu com essas mudanças radicais, mas não menos naturais, foi a família. A hipocrisia, demagogia do núcleo familiar vigente rui totalmente ao se defrontar com jovens que fazem tudo aquilo que eles foram doutrinados pela mídia, pelo sistema e pela sua própria ignorância a não fazer. Ambas atitudes são extremas e errôneas, tanta a atitude castradora dos pais como a liberalidade excessiva que beira à anarquia dos jovens. A falência da família capitalista é reflexo de como construimos mal nossa sociedade. Deixou-se que o modo de vida vazio do americano que trabalha 12 horas por dia, 7 dias por semana e não se preocupa com o que se passa em casa com seus entes queridos tomasse conta do modo das nossas famílias.

Prefere-se hoje passar mais horas remuneradas no emprego do que em casa, com os filhos; existe casos de ser a carga horária tamanha, que os funcionários só tem tempo mesmo pra descansar quando chegam em casa e anulam suas vidas sociais e familiares. Seguindo essa linha hipotética, a mulher hoje em dia também busca trabalhar, o que distancia mais ainda o que era pra ser o núcleo garantidor de amor, segurança e educação para os filhos em casa. Relaga-se então às creches, escolas, cursos complementares (balé, judô, natação, inglês) a educação dos filhos pois os pais, em suas buscas de mais bens materiais (pois apenas o sustento não basta) não tem tempo para sentar, fazer a tarefa, conversar, explicar o mundo de forma clara, baseado na bondade e não no egoismo aos seus filhos. 

E no meio da correria de hoje, da "falta de tempo", e principalmente da facilidade que se tem hoje de preferir desistir das pessoas do que tentar realmente ser felizes como fomos criados por Deus para sermos, grande parte dos pais se separam. Estudos atuais mostram que depois do liberalimos o numero de divórcio e gravidez indesejadas/inesperadas de jovens dobram a cada ano; o IBGE anunciou o aumento de 47,98% no números de divórcios de 2011 comparado com 2010;  a família vem se esfacelando em frangalhos. E são os filhos dessa família em frangalhos que crescem sem pais presentes, mas quando presentes mesmo assim conseguem ser ausentes, que hoje ajudam a destruir as demais instituições sociais. Essas crianças mal criadas pelas escolhas dos pais, já crescem desacreditadas no amor, na fraternidade, na igualdade. É quase impossível formar uma família integra se você não teve uma. Essas coisas não se ensinam na faculdade.


Se a violência tomou conta as ruas, se é cada vez maior o numeros de pessoas nas esquinas ociosas, se cada vez mais os políticos desviam verbas preciosas da educação, da saúde, da segurança, é porque a familia está definhando, pois se não nos esforçamos para ter um convívio harmonioso, saudável com respeito e sinceridade dentro do círculo daqueles do próprio sangue, como viveremos em harmonia com o restante da sociedade? Se os pais não passarem ensinamentos nobres como a retidão de caráter, a procura da sabedoria, a adoção de conversas sadias que provoquem discussões que iluminem as ideias das crianças, como então podermos esperar um mundo melhor? Se não mostrarmos a nossas crianças que o mundo em que vivemos, do jeito que está, não pode ficar, não existirá esperança para nossos filhos.

A família é a base de tudo. E dela dependa as demais instituições. Deixa-la entregue a esse modo de vida sedentário (tanto fisica quanto mentalmente) onde não se dá o devido valor ao amor de Deus, ao conhecimento que eleva o espírito, em que estamos inseridos, desembocará na ruína daquilo que tantos derramaram seus sangue para garantir: nossa liberdade. O pensar em si mesmo, o egoismo desenfreado, a falta de amor ao próximo, fracionará tanto nossa sociedade que sucumbiremos fácil à outra ditadura para "sanar" a anarquia que derá nos próximo anos. Cabe somente a cada um de nós, aceitar as coisas como elas estão ou mudar. Revolucionar nós mesmo. Bom fim de ano a todos.

Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM     

17 de dez de 2012

Entre a decadência da "crítica cultural profissional/especializada" baseada no `jabá´, Régis Tadeu se destaca


O site Yahoo! tem em sua grade um programa semanal capitaneado pelo jornalista/crítico musical Régis Tadeu. Todo início de semana ele faz um "resumão" sobre os eventos de maior porte que se realizam nas capitais e principais cidades do Brasil. Entre o rock, pop, reggae o apresentador alerta os "desavisados" para correrem de "frias" como sertanejo `universitário´, pagode `mestrado´, swungueiras e coisas que o valham. Muito bom.

Régis não faz um programa "teocrático" no sentido de primar por esta ou aquela vertente musical; ele não segue tribos, não reduz o campo de visão e sim foca seus sentidos na nata do "pop" digamos assim. Ele garimpa o que tem de bom no cenário sem sucumbir a interesses escusos impostos pelas gravadoras e muito menos à mídia populesca que aliena e influencia crescente demência geral em que se encontra à maior parte população.

O apresentador Régis Tadeu além de crítico musical e jornalista é produtor, apresentador de programas de rádio e colecionador de discos e CD´s. Embora seja dentista de formação, Regis entrou para o jornalismo especializado, a convite da revista Cover Guitar, em 1994; foi diretor de redação das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo, Batera, Teclado & Áudio e Mosh; atualmente é jurado do Programa Raul Gil, no quadro Jovens Talentos Kids, no SBT e é bastante rígido. É Show ou É Fria - 3ª Semana de Dezembro clique aí e assita ao "É Show ou É Fria" dessa semana, vale a pena.

Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook/Walter_blogTM

11 de dez de 2012

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A Causa Primária do Câncer
 
Sabiam que no ano de 1931 um cientista recebeu o prêmio Nobel por descobrir a CAUSA PRIMÁRIA DO CÂNCER? Mas peraí, se a causa foi descoberta, por que ainda não descobriram a cura?? Você quer saber? Então continue lendo! Foi este senhor: Otto Heinrich Warburg (1883-1970). Prêmio Nobel em 1931 por sua tese "A causa primária e a prevenção do câncer"
Segundo este cientista, o câncer é a consequência de uma alimentação antifisiológica e um estilo de vida antifisiológico. Por que?... porque uma alimentação antifisiológica - dieta baseada em alimentos acidificantes+ sedentarismo, cria em nosso organismo um ambiente de ACIDEZ. ACIDEZ por sua vez, EXPULSAo OXIGÊNIO das células!!! Ele afirmou: "A falta de oxigênio e a acidez são as duas caras de uma mesma moeda: quando você tem um, você tem o outro." Ou seja, se você tem excesso de acidez, então automaticamente falta oxigênio em seu organismo!
 
Outra afirmação interessante: "As substâncias ácidas repelem o oxigênio; em oposto, as substâncias alcalinas atraem o oxigênio." Ou seja, um ambiente ácido é um ambiente sem oxigênio. E ele afirmava que: "Privar uma célula de 35% de seu oxigênio durante 48 horas, pode convertê-la em cancerígena." Ainda segundo Warburg: "Todas as células normais tem como requisito absoluto o oxigênio,  porém as células cancerosas podem viver sem oxigênio - uma regra sem exceção."
E também: "Os tecidos cancerosos são tecidos ácidos, enquanto que os saudáveis são tecidos alcalinos."
 
Em sua obra "O metabolismo dos tumores", Warburg demonstrou que todas as formas de câncerse caracterizamn por duas condições básicas: a acidose (acidez do sangue) e a hipoxia (falta de oxigênio). Também descobriu que as células cancerosas são anaeróbias (não respiram oxigênio) e NÃO PODEM sobreviver na presença de altos níveis de oxigênio; em troca, sobrevivem graças a  GLICOSE, sempre que o ambiente está livre de oxigênio... Portanto, o câncer não seria nada mais que um mecanismo de defesa que tem certas células do organismo para continuar com vida em um ambiente ácido e carente de oxigênio.
 
Resumindo:
Células sadias vivem em um ambiente alcalino e oxigenado, o qual permite seu normal funcionamento:
 


Células cancerosas vivem em um ambiente extremamente ácido e carente de oxigênio:

 
IMPORTANTE:
Uma vez finalizado o processo da digestão, os alimentos de acordo com a qualidade de proteína, hidrato de carbono, gordura, minerais e vitaminas que fornecem, gerarão uma condição de acidez ou alcalinidade no organismo. Ou seja, depende unicamente do que você come! O resultado acidificante ou alcalinizante se mede através de uma escala chamada PH, cujos valores se encontram em um nível de 0 a 14, sendo PH 7, um PH neutro.

É importante saber como os alimentos ácidos e alcalinos afetam a saúde, já que para que as células funcionem de forma correta e adequada, seu PH deve ser ligeiramente alcalino. Em uma pessoa saudável, o PH do sangue se encontra entre 7,40 e 7,45.Leve em conta que se o ph sanguíneo caísse abaixo de 7, entraríamos em estado de coma, próximo a morte.. Então, o que temos a ver com tudo isto? Vamos ao que interessa!!

 
Alimentos que acidifican o organismo:
# Açúcar refinado e todos os seus subprodutos - o pior de tudo: não tem proteínas, nem gorduras, nem minerais, nem vitaminas, só hidrato de carbono refinado, que pressiona o pancreas. Seu PH é 2.1 ou seja, altamente acidificante
#  Carnes - todas
# Leite de vaca e todos os seus derivados - queijos, requeijão, iogurtes, etc.
# Sal refinado
# Farinha refinada e todos os seus derivados - massas, bolos, biscoitos, etc.
# Produtos de padaria - a maioria contém gordura saturada, margarina, sal, açúcar e conservantes
# Margarinas
# Refrigerantes
# Cafeína - café, chás pretos, chocolate
# Álcool
# Tabaco
# Remédios, antibióticos
# Qualquer alimento cozido - o cozimento elimina o oxigênio e o trasforma em ácido - inclusive as verduras cozidas.
# Tudo que contenha conservantes, corantes, aromatizantes, estabilizantes, etc. Enfim: todos os alimentos enlatados e industrializados. Constantemente o sangue se encontra autorregulando-se para não cair em acidez metabólica, desta forma garantindo o bom funcionamento celular, otimizando o metabolismo. O organismo DEVERIA obter dos alimentos, as bases (minerais) para neutralizar a acidez do sangue na metabolização, porém todos os alimentos já citados, contribuem muito pouco, e em contrapartida, desmineralizam o organismo (sobretudo os refinados). Há que se levar em conta que no estilo de vida moderno, estes alimentos são consumidos pelo menos 3 vezes por dia, os 365 dias do ano!!! Curiosamente, todos estes alimentos citados, são ANTIFISIOLÓGICOS!!...Nosso organismo não foi projetado para digerir toda essa porcaria!!!

Alimentos Alcalinizantes
 # Todas as verduras cruas (algumas são ácidas ao paladar, porém dentro do organismo tem reação alcalinizante, outras são levemente acidificantes porém trazem consigo as bases necessárias para seu correto equilíbrio);  cruas produzem oxigênio, cozidas não.
 #Frutas, igualmente as verduras. Por exemplo: o limão tem um PH aproximado de 2.2, porém dentro do organismo tem um efeito altamente alcalinizante (quem sabe o mais poderoso de todos).
Não se deixe enganar pelo seu gosto ácido, ok?
As frutas produzem quantidades saudáveis de oxigênio!
# Sementes: além de todos os seus benefícios, são altamente alcalinizantes, como por exemplo as amêndoas.
# Cereais integrais: O único cereal integral alcalinizante é o milho, todos os demais são ligeiramente acidificantes, porém muito saudáveis!.. Lembre-se que nossa alimentação ideal necessita de uma porcentagem de acidez (saudável). Todos os cereais devem ser consumidos cozidos.
# O mel é altamente alcalinizante.# A clorofila das plantas (de qualquer planta) é altamente alcalinizante (sobretudo a aloe vera, mais conhecida como babosa).
# Á água é importantíssima para a produção de oxigênio. "A desidratação crônica é o estressante principal do corpo e a raiz da maior parte de todas as enfermidades degenerativas", afirma o Dr. Feydoon Batmanghelidj.
# O exercício oxigena todo teu organismo, o sedentarismo o desgasta. 
Não é preciso dizer mais nada, não é?

O Doutor George w. Crile, de Cleverand, um dos cirurgiões mais importantes do mundo declara abertamente: “Todas as mortes mal chamadas "naturais", não são mais que o ponto terminal de uma saturação de ácidos no organismo.” Como dito anteriormente, é totalmente impossível que um câncer prolifere em uma pessoa que libera seu corpo da acidez, nutrindo-se com alimentos que produzam reações metabólicas alcalinas e aumentando o consumo de água pura; e que por sua vez, evita os alimentos que produzem acidez, e se abstém de elementos tóxicos. Em geral o câncer não se contrai nem se herda…O que se herda são os costumes alimentícios, ambientais e o estilo de vida.  Isto sim é que produz o câncer.

Mencken escreveu:
“A luta da vida é contra a retenção de ácido”.
 
"O envelhecimento, a falta de energia, o stress, as dores de cabeça, enfermidades do coração, alergias, eczemas, urticária, asma, cálculos renais e arterioscleroses entre outros, não são nada mais que a acumulação de ácidos."

O Dr. Theodore A.. Baroody disse em seu livro “Alkalize or Die”
(Alcalinizar ou Morrer):
 
"Na realidade não importa o sem-número de nomes de enfermidades.
O que importa sim é que todas elas provém da mesma causa básica:
muito lixo ácido no corpo!”
 

O Dr. Robert O. Young disse:
"O excesso de acidificação no organismo é a causa de todas as enfermidades degenerativas. Quando se rompe o equilíbrio e o organismo começa a produzir e armazenar mais acidez e lixo tóxico do que pode eliminar, então se manifestam diversas doenças."
 
E a quimioterapia?
Não vou entrar em detalhes, somente me limito a enfatizar o óbvio:
a quimioterapia acidifica o organismo a tal extremo, que este recorre às reservas alcalinas do corpo de forma inmediata para neutralizar tanta acidez, sacrificando assim bases minerais (Cálcio, Magnésio, Potássio) depositadas nos ossos, dentes, articulações, unhas e cabelos. É por esse motivo que se observa semelhante degradação nas pessoas que recebem este tratamento, e entre tantas outras coisas, se lhes cai a g rande velocidade o cabelo. Para o organismo não significa nada ficar sem cabelo, porém um PH ácido significaria a morte.

Eis a resposta do começo do email:
É necessário dizer que isto não é divulgado porque a indústria do câncer (leia-se indústria alimentícia + indústria farmacêutica) e a quimioterapia são alguns dos negócios mais multimilionários que existem hoje em dia ??
É necessário dizer que
a indústria farmacêutica e a indústria alimentícia são uma só entidade ??
nota: Você se dá conta do que significa isto?
Quanto mais gente doente, mais a indústria farmacêutica no mundo vai lucrar! E pra fabricar tanta gente doente, é ncessário muito alimento lixo, como a indústria alimentícia tem produzido hoje no mundo, ou seja, um produz pra dar lucro ao outro e vice-versa, é uma corrente. 
Esta é uma equação bem fácil de entender, não é?)
Quantos de nós temos escutado a notícia de alguém que tem câncer e sempre alguém diz: "É.... poderia acontecer com qualquer um..."
Com qualquer um ??? 
Agora que você já sabe, o que você vai fazer a respeito?
 A ignorância justifica, o saber condena.

20 de jul de 2012

E surge o Coletivo A Fábrica!

Aos poucos algumas ideias e muitas vontades foram se juntando. Assim surgiu o Coletivo A Fábrica no início de fevereiro deste ano de 2012.

O CAF foi criado com a intenção de promover, incentivar e divulgar ações culturais em União dos Palmares/Alagoas, assim como apoiar outras ações que possam contribuir com o desenvolvimento cultural local e regional. A primeira ação do coletivo foi a realização do Cine Cultura, que depois tornou-se o cineclube Lanterna Mágica, produção que acontece desde o ano de 2011, com sessões aos sábados, totalmente gratuitas, onde são exibidos filmes escolhidos a dedo pelo nosso integrante especialista em cinema Traum Bendict. 

Além de Traum, também integram o Coletivo A Fábrica toda a trupe do estúdio multifacetado Zeropixel (Maceió), José Minervino Neto, José Maria (Zema) e Wenndell Amaral.

O Coletivo A Fábrica já possui algumas ações culturais programadas para o fim desse ano de 2012 (dezembro) e para o ano de 2013. Mas a primeira grande produção será a realização do 1º Festival Integrado de Artes Linha de Produção, ou somente 1º FLP, que está marcado para os dias 13 e 22 de setembro, e contará com a apresentação de 13 bandas alagoanas e de outros estados, como São Paulo e Pernambuco, e ainda com exibição de documentários, clipes, exposição fotográfica e de desenhos, arte de rua, Sarau e uma feira cultural. Mais detalhes serão divulgados em breve.


Essa iniciativa faz parte de uma rede de coletivos em Alagoas (Alagoas Fora do Eixo), onde temos como um grande parceiro o Coletivo Popfuzz (Maceió), e de uma rede internacional (Rede Fora do Eixo), que matêm pontos nos 26 estados e no Distrito Federal, em 7 países da américa latina e Nova Iorque (EUA). 

Você pode encontrar mais informações na página do CAF no Facebook: www.facebook.com/coletivoafabrica ou pelo Twitter: @coletivofabrica

Contato: coletivoafabrica@gmail.com

20 de mai de 2012

twittAO 2.0 Social Media Day

Desde 06 agosto de 2011 ficou a promessa da segunda edição do twittAO, o qual, naquela data, aconteceu na "onda" de outros eventos com a finalidade de reunir usuários da rede social para comentarem em carne e osso o que digitavam em 140 caracteres. 

Eis que chegou o dia 19 de mio de 2012, data escolhida pelo grupo de organizadores e colaboradores para a realização do segundo twittAO, ou twittAO 2.0, agora não só focando nos pios do tuíter, como também abrangendo aos aficcionados e simpatizantes de toda a chamada "social media". O evento aconteceu no auditório do Centro Administrativo do município de União dos Palmares e reuniu aproximadamente 150 pessoas.

O acontecimento também marcou o lançamento oficial do site Minuto Zona da Mata, que é mais um desdobramento do portal de notícias CadaMinuto, onde acontecerá a cobertura do que acontece das cidades dessa região alagoana, com participação de colaboradores dos municípios de União dos Palmares e Joaquim Gomes. O jornalista e proprietário do CadaMinuto, Carlos Melo, informou que o site estará disponível para acesso a partir do próximo dia 22 de maio.

Por volta das 10:00h veio a abertura do evento com os afiados versos e passos do Movimento Hip-Hop Palmarino apresentando o grupo União Quilombrothers e o rapper Zulu Fernando.
Após breve pausa para um lanche - muito bom por sinal - Dallas Diego, um dos idealizadores do encontro, em poucas palavras agradeceu o público que compareceu e mencionou que a maioria não esteve na primeira edição, expressando ainda que não sabe se isso é bom ou ruim, ou ainda que pode aparentar que os que não retornaram podem não ter gostado.

Abro um parêntese para discordar do organizador. Com sinceridade acho que a grande parte do público do primeiro evento não sabia do que se tratava e eram, por assim dizer, turistas das redes sociais. Entretanto, de qualquer forma, serviu para divulgar (mundialmente) a marca e consolidar a realização da segunda edição.

A primeira palestra do dia ficou por conta do professor Fernando Amorim a proteção da diversidade cultural no comércio eletrônico de bens culturais. Em sua fala, o doutor em direito pela Universidade Federal de Pernambuco falou no "academiquês" achando que poderia cansar o público. Talvez tenha cansado, mas o tema foi abordado com muita propriedade, fruto do seu trabalho de doutorado, prestando esclarecimentos e informações extremamente relevantes.

Em seguida, o jornalista e ex-membro da assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Administração, Recursos do Estado de Alagoas, Victor Guerra, discorreu sobre o acontecimento de eventos críticos, como a enchente de junho de 2010 em Alagoas e Pernambuco e o uso das as redes sociais. Exemplificou a atuação daquele órgão junto aos usuários dos sites e a repercussão e auxílio dessa nova realidade em situações de difícil comunicação como enchentes e eventos similares.

Cabe aqui uma ressalva, mas nada que mude o êxito da iniciativa. O evento foi transmitido para todo o mundo pela TvOxente (e isso é algo muito bom), contudo a câmera da equipe de transmissão ficou bem no meio do auditório, atrapalhando o campo de visão da plateia para a acompanhamento das palestras. Além da TvOxente, o portal de notícias CadaMinuto também transmitiu ao vivo o encontro.

Passando já das 13:00h e com alguns comentários sobre quando seria o almoço, chegou a vez de falar sobre revolução digital com o empreendedor João Kepler. Trazendo uma dinâmica mais próxima à realidade da internet, sua fala focou sobre os números e influência das diversas redes sociais no Brasil e no mundo. Ótima oportunidade para mensurar o quanto estamos imersos e o tamanho do nosso envolvimento quando acessamos e interagimos numa rede social. Um ponto forte da apresentação foi a ligação direta entre marcas, publicidade e propaganda com as redes sociais, bem como a forte dependência (e forçada para acompanhar o avanço tecnológico) social de milhões e milhões de pessoas e empresas nas social media.

Pausa para o almoço. Todos voltam saciados para acompanhar a fala do acadêmico de Direito José Marques. Com a proximidade do pleito eleitoral em outubro próximo, nada mais proveitoso que uma palestra sobre as eleições e o uso das redes sociais, mostrando que o twittAO também é antenado no desenvolvimento da cidadania. Os presentes puderam receber elucidações, sob a ótica da Lei, sobre o que pode ou não pode um candidato nas redes sociais. É bom ficar de olho.

O prestígio do evento tomou forma no seu primeiro momento, e nesta edição demonstrou estar avançando ante o comparecimento do público vindo de diversas cidades próximas, como Santana do Mundaú, Murici, São José da Laje e, claro, da capital Maceió, além de também contar com estudantes de cursos de jornalismo e publicidade e propaganda.

Assim como no ano anterior, o twittAO prestou homenagem à cultura de União dos Palmares através de apresentações culturais, exibição de um vídeo sobre a Serra da Barriga e sua importância histórica e a leitura do poema "Essa Nêga Fulô" de Jorge Lima, competentemente interpretado pelo blogueiro, político e membro do Mesa Z Sérgio Rogério.

Finalizando o ciclo de palestras o nobre jornalista Lula Vilar (que estava como cerimonialista) chamou o ilustre Gil Giardelli, professor nos cursos de Pós-Graduação, MBA, Miami Ad School e do CIC – Centro de Inovação e Criatividade na ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketinge. O tema abordado foi Colaboração Humana, Inovação Coletiva e Crowdsourcing. Infelizmente não é possível resumir aqui o conteúdo e o sentimento da apresentação do já renomado palestrando Gil Giardelli. Cada um que lá pôde escutar e visualizar sua apresentação deve raciocinar e processar aquelas informações. A palestra de Giardelli foi informativa, pois trouxe inúmeras informações alheias a grande parte do público, mas, sobretudo, foi extremamente humana, idealizando um novo modelo de sociedade, instigando um futuro com mais proximidade humana, apesar da internet e com o necessário auxílio dela.

twittAO 2.0 Social Media Day conseguiu nesse seu retorno se consolidar como um ícone das discussões e interações além da tale do pc/celular/tablet etc. Não só estudantes e profissional diretamente interessados no uso e evolução das redes sociais conseguiram abstrair o conteúdo produzido, mas também o usuário comum, que faz da rede social seu hobby ou passa tempo diário, esses que, na verdade, são o principal motivo da existência de tais criações interativas e do próprio evento.

Fotos: José Marcelo e João Paulo do site O Relâmpago.

9 de mai de 2012

Decidido rito para julgamento do Mensalão

Nesta quarta, dia 09, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu em Questão de Ordem levantada pelo ministro Joaquim Barbosa acerca do rito processual que o julgamento da ação penal 470 terá no dia do seu julgamento em plenário.

O relator Joaquim Barbosa estimou que o tribunal levará “pelo menos três semanas” para julgar os 38 réus acusados de integrar aquilo que o Ministério Público Federal chamou de “quadrilha”.

Decidiu-se que o procurador-geral da República Roberto Gurgel vai dispor de cinco horas para fazer a acusação. Cada advogado de defesa ocupará a tribuna por uma hora –38 horas no total. Ficou combinado, de resto, que Barbosa será econômico na apresentação do seu voto vez que o texto do Relatório já se encontra disponível digitalmente a todos os ministros da Suprema Corte, ao procurador-geral da República e aos réus. Esse processo foi o primeiro a ser inteiramente digitalizado.


Em uma passagem de seu relatório, Joaquim Barbosa transcreve famosa definição do então Procurador-Geral da República sobre o caso do mensalão: “sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude”.

A denúncia foi oferecida em 2006 e a expectativa é de que o processo seja julgado ou ao menos iniciado o julgamento ainda nesse ano de 2012.

Com informações do blog do Josias e sítio oficial do STF.

7 de mai de 2012

Filme: Os Vingadores

Quando subiram os créditos finais de Hulk (2008), ainda interpretado por Edward Norton, Tony Stark aparece no bar e fala ao Comandante Ross que estão formando uma equipe, a parcela nerd de minha alma exultou. À época ainda faltavam Capitão América e Thor para completar a trupe de heróis da Marvel. Completado o ciclo de aparições (com tempo suficiente para um segundo Homem de Ferro), finalmente chegou a vez de Os Vingadores salvarem o mundo juntos.
O enredo principia com Loki (Tom Hiddleston) voltando do seu exílio, após ser derrotado por seu irmão Thor, para resgatar o “Tesseract” (cubo azul do filme do Capitão América e Thor) que está em poder da S.H.I.E.L.D. Neste momento, o asgardiano empunha seu cetro, cujo poder controla o cubo, para eliminar os soldados e angariar aqueles (incluindo o Gavião Arqueiro) que lhe servirão na criação de uma passagem entre mundos, a fim de trazer seu exército alienígena para a Terra. Explosões e algumas cenas de ação depois, o agente Nick Fury começa seu recrutamento. Uma vez reunidos logo começa a bagunça.

Bagunça no bom sentido, pois o choque de personalidades, trocas de farpas e socos, e, principalmente, as piadas de Tony Stark ridicularizando seus companheiros, fazem os momentos mais hilários do longa. É divertidíssimo, apesar dos clichês inerentes a todo blockbuster, reafirmando a marca humorística dos enlatados da Marvel. 

Mantém-se a coerência com as histórias anteriores, formando no conjunto quase um folhetim cada filme. Isto concede a Os Vingadores agilidade e coesão, ainda mais porque, exceto Mark Ruffalo – o Hulk, todos os demais atores retornam aos papéis anteriores evitando que o espectador busque referências a todo tempo. Outro ponto importante e acertado são as cenas de ação e os efeitos visuais usados com muito equilíbrio, coisa rara no gênero.

O diretor Joss Whedon conseguiu transformar em harmonia o que temíamos se tornar uma batalha de egos. Cada personagem exerce uma função na equipe, destacando-se a Viúva Negra (da sublime e bela Scarlett Johanson), crucial em meio a tanta presença masculina. Claro que o egocentrismo do milionário Stark sobressai-se muitas vezes, mas sempre aparece alguém para rebater-lhe. Advindos de películas meio insossas, Thor e Capitão América surpreendem, embora o primeiro apareça mais em cenas de ação e “contenção”, o outro faz o aparato logístico do grupo. Já o Gavião e o Hulk fazem o que é esperado, enquanto aquele acerta seus alvos, este os esmaga! Ademais, Ruffalo está perfeito como o Dr. Banner.

Arriscamos dizer que tecnicamente só peritos em sétima arte poderiam assinalar os prováveis erros, uma vez cumprido o dever de entreter e contar o início desta saga. Não à toa vem recebendo os mais altos elogios da crítica. É o tipo de filme despretensioso que “vale o ingresso”, o melhor da Marvel até agora. 

Igualmente ao que houve no último Hulk, segure um pouco a vontade de ir ao banheiro após os créditos finais, pois a ponta de um fio salta do tecido. Sim, eles voltarão, nerds!


[The Avengers], 2012.
Direção: Joss Whedon
Elenco principal:  Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Evans (Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Jeremy Renner  (Gavião Arqueiro), Mark Ruffalo (Hulk), Scarlett Johanson (Viúva Negra) e Samuel L. Jackson (Nick Fury).
Duração: 136min


por José Minervino Neto (@zehminervino)

Dica 2: Se você já viu o filme, recomendamos a leitura desta crítica (com spoilers) aqui.

4 de mai de 2012

Série Especial: Filosofia - P.10

X
- Santo Agostinho [Agostinho de Hipona] 354 a 430 a. C.

Desde a decadência da escola aristotélica com a incorporação do Estado Grego ao Império Romano, o que se viu [ou melhor, o que não se viu] na filosofia foi uma ascensão das teorias religiosas das mais diversas em detrimento do entendimento das coisas universais, das dúvidas que auxiliavam o homem a deixar cada vez mais o lado selvagem em segundo plano e enraizar o ser pensante adormecido em nós.  Com o início da queda do Império Romano, mais precisamente no ano 400 d. C.  e com a invasão dos visigodos no ano de 410 a. C. a única coisa que mantinha o mosaico que formava o Império Romano unido era a tão renegada religião cristã. E é justamente nesta época que a filosofia reaparece como sendo ciência de alto conceito perante os governantes, uma vez que tudo desde então era baseado na Religião, o Papado carecia de teorias para alicerçar sua Doutrina e perpertuar seu domínio no início da Alta idade Média, estendendo seus tentáculos a cada novo reinado europeu que surgia. Com vocês Santo Agostinho, o filósofo que municiou a igreja:

Agostinho nasceu na cidade de Tagaste, província de Souk Ahras, na época uma província romana no norte da África, na atual Argélia, filho de pai pagão, chamado Patrício e mãe católica, Mônica. Foi educado no norte da África e resistiu aos ensinamentos de sua mãe para se tornar cristão. Agostinho era de ascendência berbere. Com onze anos de idade, foi enviado para a escola em Madaura, uma pequena cidade da Numídia. Lá ele tornou-se familiarizado com a literatura latina, bem como práticas e crenças do paganismo. Em 369 e 370, ele permaneceu em casa. Durante esse período ele leu o diálogo Hortensius de Cícero (hoje perdido), que deixou uma impressão duradoura sobre ele e despertou-lhe o interesse pela filosofia e passou a ser um seguidor do maniqueísmo. Com dezessete anos, graças à generosidade de um concidadão, chamado Romaniano, o pai de Agostinho pode enviá-lo para Cartago para continuar sua educação na retórica. Vivendo como um pagão intelectual, ele tomou uma concubina; numa tenra idade, ele desenvolveu uma relação estável com uma jovem em Cartago, com a qual teve um filho, Adeodato. Durante os anos 373 e 374, Agostinho ensinou gramática em Tagaste. No ano seguinte, mudou-se para Cartago a fim de ocupar o cargo de professor da cadeira municipal de retórica, e permanecerá lá durante os próximos nove anos. Desiludido pelo comportamento indisciplinado dos alunos em Cartago, em 383, mudou-se para estabelecer uma escola em Roma, onde ele acreditava que os melhores e mais brilhantes retóricos ensinaram. No entanto, Agostinho ficou desapontado com as escolas romanas, que ele encontrou apática. Quando chegou o momento para os seus alunos para pagar os seus honorários eles simplesmente fugiram. Amigos maniqueístas apresentaram-lhe o prefeito da cidade de Roma, Symmachus, que tinha sido solicitado a fornecer um professor de retórica imperial para o tribunal provincial em Milão. Agostinho ganhou o emprego e ocupou o cargo no final de 384.

Enquanto ele estava em Milão, Agostinho mudou de vida. Ainda em Cartago, começou a abandonar o maniqueísmo, em parte devido a um decepcionante encontro com um chefe expoente da teologia maniqueísta, Fausto. Em Roma, ele relata ter completamente se afastado do maniqueísmo, e abraçou o movimento cético da Academia Neoplatónica. Sua mãe insistia para que ele se tornasse cristão e também seus próprios estudos sobre o neoplatonismo também foram levando-o neste sentido, e seu amigo Simplicianus instou-o dessa forma também. Mas foi a oratória do bispo de Milão, Ambrósio, que teve mais influência sobre a conversão de Agostinho. A mãe de Agostinho havia-o seguido para Milão e insistiu para que abandonasse a relação com a mulher com quem vivia ilegalmente e procurasse outra para casar, conforme as leis do mundo e a doutrina cristã. A amada foi mandada de volta para a África e Agostinho deveria esperar dois anos para contrair casamento legal; mas logo ligou-se a uma concubina. No verão de 386, após ter lido um relato da vida de António do Deserto, de Atanásio de Alexandria, que muito inspirou-lhe, Agostinho sofreu uma profunda crise pessoal. Decidiu se converter ao cristianismo católico, abandonar a sua carreira na retórica, encerrar sua posição no ensino em Milão, desistir de qualquer ideia de casamento, e dedicar-se inteiramente a servir a Deus e às práticas do sacerdócio. A chave para esta transformação foi à voz de uma criança invisível, que ouviu enquanto estava em seu jardim em Milão, que cantava repetidamente, "Tolle, lege"; "tolle, lege" ("toma e lê"; "toma e ler"). Ele tomou o texto da epístola de Paulo aos romanos, e abriu ao acaso em 13:13-14, onde lê-se: "Não caminheis em glutonerias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites". Ele narra em detalhes sua jornada espiritual em sua famosa Confissões (Confessions), que se tornou um clássico tanto da teologia cristã quanto da literatura mundial. Ambrósio batizou Agostinho, juntamente com seu filho, Adeodato, na vigília da Páscoa, em 387, em Milão, e logo depois, em 388 ele retornou à África. Em seu caminho de volta à África sua mãe morreu, e logo após também seu filho, deixando-o sozinho, sem família.

Após o regresso ao Norte da África, vendeu seu patrimônio e deu o dinheiro aos pobres. A única coisa com que ele ficou foi a casa da família, que se converteu em uma fundação monástica para si e um grupo de amigos. Em 391, ele foi ordenado sacerdote em Hipona (atual Annaba, na Argélia). Em 396, foi eleito bispo coadjutor de Hipona (auxiliar, com o direito de sucessão depois da morte do bispo corrente) e pouco depois bispo principal. Ele permaneceu nessa posição em Hipona até sua morte em 430. Ele deixou o seu mosteiro, mas continuou a levar uma vida monástica na residência episcopal. Ele deixou uma regra (latim, regulamentos) para seu mosteiro que o levou ser designado o "santo padroeiro do clero regular", isto é, sacerdotes que vivem por uma regra monástica. Sua vida foi registrada pela primeira vez por seu amigo São Possídio, bispo de Calama, no seu Sancti Augustini vita. Descreveu-o como homem de poderoso intelecto e um enérgico orador, que em muitas oportunidades defendeu a fé católica contra todos seus inimigos. Possídio também descreveu traços pessoais de Agostinho com detalhe, desenhando um retrato de um homem que comia com parcimónia, trabalhou incansavelmente, desprezando fofocas, rejeitando as tentações da carne, e que exerceu a prudência na gestão financeira conforme sua posição e autoridade de bispo. Sua vida não é tranquila: missa diária, prega até duas vezes ao dia, dá catequese, administra bens temporais, resolve questões de justiça (cerca, muro, dívidas, brigas de família…), atende aos pobres e órfãos, etc. Pouco antes da morte de Agostinho, a África romana foi invadida pelos vândalos, uma tribo guerreira que estava aderindo ao arianismo. Pouco depois de Hipona ser cercada pelos bárbaros Agostinho adoeceu; Possídio relata que ele gastou seus últimos dias em oração e penitência, pedindo para que os salmos penitenciais de Davi fossem pendurados em sua parede para que ele pudesse ler. Pouco tempo após sua morte, os vândalos levantaram o cerco de Hipona, mas não muito tempo depois eles voltaram e queimaram a cidade. Eles destruíram tudo, mas a catedral de Agostinho e a biblioteca ficaram inalteradas.
Agostinho foi canonizado por reconhecimento popular e reconhecido como um Doutor da Igreja. Na Igreja Católica, o seu dia é 28 de agosto, o dia no qual ele supostamente morreu. Ele é considerado o santo padroeiro dos cervejeiros, impressores, teólogos e de um grande número de cidades e dioceses. Para os protestantes ou evangélicos, Agostinho é referencial na história eclesiástica, pois foi um valoroso líder da Igreja primitiva e deixou suas marcas como verdadeiro discípulo de Cristo.
   
Pensamento

O problema do mal:
Em seu livro Sobre o livre arbítrio (em latim: De libero arbitrio) Agostinho responde de ao problema filosofico do mal de forma filosófica, demonstrando também filosoficamente que Deus não é o criador do mal. Pois, para ele, tornava-se inconcebível o fato de que um ser benevolente, pudesse ter criado o mal. A concepção que Agostinho tem do mal, tem como base teoria platônica e a desenvolve. Assim o mal não é um ser, mas sim a ausência de um outro ser, o bem. O mal é aquilo que "sobraria" quando não existe mais a presença do bem. Deus seria a completa personificação deste bem, portanto o mal não seria oriundo da criação divina, mas seu antagonista por excelência, na condição de fruto do seu afastamento. No diálogo com seu amigo Evódio, Agostinho explica-lhe que a origem do mal está no livre-arbítrio concedido por Deus. Deus em sua perfeição, quis criar um ser que pudesse ser autônomo e assim escolher o bem de forma voluntária, um ser conciente. O homem, então, é o único ser que possuiria as faculdades da vontade, da liberdade e do conhecimento. Por esta forma ele é capaz de entender os sentidos existentes em si mesmo e na natureza. Ele é um ser capacitado a escolher entre algo bom (proveniente de Deus em uma criação perfeita) e algo mau (a prevalência da vontades humanas inperfeitas e que afetam negativamente a criação da perfeição idealizada por Deus). Entretanto, por ter em si mesmo a carga do pecado original de Adão e Eva, estaria constantemente tendenciado a escolher praticar uma ação que satisfizesse suas paixões (a ausência de Deus em sua vida). Deus, portanto, não é o autor do mal, mas é autor do livre-arbítrio, que concede aos homens a liberdade de exercer o mal, ou melhor, de não praticar o bem. Esse argumento também implica que o ser humano tem direito de escolha sobre sua propria vida, não é apenas um ser programado. E se, segundo Agostinho, o bem é apreciada por Deus e a prática perfeita, todas as ações por ele inspiradas se tornam virtuosas e louvaveis. Sendo que em um universo de seres não conciêntes e que não portem livre arbitreo, as praticas do bem e do mal seriam programadas e não poderiam ser classificadas como boas ou ruins.

 Tempo e Criação:
No Livro XI das Confissões (em latim: Confessiones) Agostinho põe-se a cargo de versar acerca da criação do mundo por meio do Verbo, que podemos entender como "palavra criadora". Com efeito, o filósofo compreende que o mundo só poderia ter duas origens 1) do nada (em latim: ex-nihilo) e 2) a partir de parte da sua substância. No entanto, a última suposição é falsa pois teria de se admitir um Deus imutável, algo não condizente com o pensamento do Doutor Africano. A fim de responder a asserção: “Do que faria Deus antes de criar o mundo?” o filósofo tece sua crítica aos maniqueus e expõe seu pensamento a respeito do tempo e da criação. A evidente resposta de Agostinho à tal pergunta é a de que Deus não estaria a fazer nada, pois não havia tempo antes deste ter sido criado por Deus, ficando expresso que o tempo nada mais é do que uma criatura assim como o mundo e todas as coisas. Para o pensador, o tempo e o universo foram criado em conjuto, e Deus estaria fora deste contexto pois ele é eterno e a eternidade não entra no tempo. Para o filósofo medieval, o tempo não tem existência per se e só pode ser apreendido por nossa alma por meio de uma atividade chamada de "distensão da alma" (em latim: distentio animi). A distensão da alma, grosso modo, nada mais é do que a compreensão dos três tempos; pretérito, presente e futuro na alma, de modo que seja possível lembrar do passado, viver o presente e prever o futuro. Agostinho afirma que a alma é quem pode medir o tempo e essa "medição" atesta a existência do tempo apenas em caráter psicológico.

Na história do pensamento ocidental, sendo muito influenciado pelo platonismo e neoplatonismo, particularmente por Plotino, Agostinho foi importante para o "baptismo" do pensamento grego e a sua entrada na tradição cristã e, posteriormente, na tradição intelectual europeia. Também importantes foram os seus adiantados e influentes escritos sobre a vontade humana, um tópico central na ética, que se tornaram um foco para filósofos posteriores, como Arthur Schopenhauer e Friedrich Nietzsche, mas ainda encontrando eco na obra de Albert Camus e Hannah Arendt (ambos os filósofos escreveram teses sobre Agostinho). É largamente devido à influência de Agostinho que o cristianismo ocidental concorda com a doutrina do pecado original. Os teólogos católicos geralmente concordam com a crença de Agostinho de que Deus existe fora do tempo e no "presente eterno"; o tempo só existe dentro do universo criado. O pensamento de Agostinho foi também basilar na orientação da visão do homem medieval sobre a relação entre a fé cristã e o estudo da natureza. Ele reconhecia a importância do conhecimento, mas entendia que a fé em Cristo vinha restaurar a condição decaída da razão humana, sendo portanto mais importante. Agostinho afirmava que a interpretação da Bíblia deveria ser feita de acordo com os conhecimentos disponíveis, em cada época, sobre o mundo natural. Escritos como sua interpretação do livro bíblico do Gênesis, como o que chamaríamos hoje de um "texto alegórico", iriam influenciar fortemente a Igreja medieval, que teria uma visão mais interpretativa e menos literal dos textos sagrados. Tomás de Aquino tomou muito de Agostinho para criar sua própria síntese do pensamento filosófico grego e do cristão. Dois teólogos posteriores que admitiram influência especial de Agostinho foram João Calvino e Cornelius Otto Jansenius.