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31 de jul de 2011

Últimas:

Médicos americanos comparam danos das salsichas aos causados pelo cigarro

Um grupo de médicos em Washington D.C. está tentando alertar a população sobre a relação entre as salsichas e o câncer colorretal. Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável acaba de lançar um outdoor em Indianápolis com uma foto de cachorro-quente em um maço de cigarros com a mensagem "Cuidado: cachorros-quentes podem destruir sua saúde".

Um estudo de 2007 do Fundo Mundial para Pesquisa de Câncer mostrou que 50 gramas de carne processada por dia (a mesma quantidade de uma salsicha de cachorro-quente) aumenta os riscos da doença em 21%.- Os cachorros-quentes deveriam vir com um rótulo de advertência para ajudar os consumidores a avaliarem os riscos para a saúde - disse Susan Levin, diretora de nutrição do Comitê.

Já a Sociedade Americana de Câncer disse em nota que "não é necessário eliminar o consumo de carne vermelha ou processada, a mensagem certa é que esse tipo de alimento não deve estar sempre no cardápio". Julho é considerado o mês nacional do cachorro-quente, quando mais de um milhão de sanduíches são vendidos durante a tradicional corrida de 500 milhas de Indianapolis.

Fonte: G1

Por isso prefiro minha dieta à base de Dunhill... kkkkkkkkkkkk

26 de jul de 2011

Prêmio Alagoas de Histórias em Quadrinhos 2011

Desde o dia 18 de julho estão abertas as inscrições para concorrer ao prêmio Alagoas de Histórias em Quadrinhos 2011, uma iniciativa da Companhia de Intermediação e Parcerias de Alagoas - Cepal/Imprensa Oficial Graciliano Ramos.










Clique na imagem para visualizar o cartaz.


Uma excelente oportunidade para os alagoanos (e não alagoanos também) de ter sua arte em formato de Hq publicada. Então, desenhistas e roteiristas de histórias em quadrinhos de plantão, o que estão esperando? Clique aqui e saiba dos detalhes para enviar seu trabalho.

As inscrição vão até o dia 25 de setembro de 2011 e são gratuitas.

21 de jul de 2011

Livro: Gomorra

Gomorra
Roberto Saviano, 2008.
Ed. Bertrand Brasil

Dando continuidade a `trilogia´ Como Entender o Mundo patenteada por nós do TM, apresento-os a segunda obra: Gomorra, uma história real de um jornalista infiltrado na violenta máfia napolitana, livro premiado e best seller na Europa; aqui no Brasil ficou conhecido através da telona [clique aqui para ler a resenha feita por nós] quando em 2009 estreou o filme homônimo também com grande repercussão. Porém, o livro é muito superior, cheio de detalhes e linhas de roteiro ignoradas pelos produtores da película que, como já é tradição, sempre tentam romantizar e aliviar um pouco as coisas como elas são.

A caveira na capa do livro ilustra e resume bem o teor daquela brochura. A busca de dinheiro e poder por meios legais [ através da política e iniciativa privada] e ilegais [pirataria, tráfico de armas e entorpecentes]. Logicamente que a junção desses fatores resultam num mundo paralelo cruel comparado ao que a massa está acostumada a viver em seu cotidiano. Mundo este, restrito a um pequeno grupo que controla milhões de euros e é dono de trilhões de euros e impulsiona a economia mundial como qualquer multinacional.

Para estruturar e manter um sistema dentro de outro sistema [capitalista] leva-se anos, décadas para que tudo seja consolidado. A máfia vem de muito antes de mim, de você, de nossos pais, de nossos avós... Apesar do tema só vir a tona de 50 anos pra cá, com AL Capone e similares, esse sistema paralelo é muito antigo. O livro foi registrado em 1979. Só em 2008 foi publicada a 1º edição. Logicamente que o autor, mesmo tanto tempo depois dos ocorridos, ainda corre risco de ser morto a qualquer momento. O quem tem escrito nele, parece ter ocorrido ontem e amanhã os fatos estariam narrados nas manchetes dos jornais.

É de se presumir que quem vai de encontro a esse sistema, naturalmente morre. Como então buscar informações verídicas in loco sem levantar suspeitas? O jornalista Roberto Saviano arriscou: deixou a pacata vida que tinha e viajou para o sul da Itália, mas precisamente Nápoles. Era lá o quartel general fragmentado da máfia. Chegando lá o jornalista tratou de arrumar um subemprego num negócio ilegal comandando por uma famíla chefe da área do Porto de Nápoles. É daíque começa a jornada nada agradável do corajoso jornalista-escritor. Ele não deixa claro a data exata dos acontecimentos para evitar ser descoberto, pois para os grandes chefes, ele não passava de peão.

O modus operandi do crime organizado iltaliano foi no passado o espelho para o crime se organizar em outros países, como o Brasil, por exemplo. Países como Romênia, Croácia, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, China, HOng Kong, Filipinas, Índia, Japão, Coréia do Sul, Colômbia, Venezuela, Bolívia, México, EUA, tem máfias bastante atuantes em seus territórios e a economia desses países depende, e muito, desse dinheiro sujo. Contudo, todos têm como base a máfia italiana, respeitadas as peculiaridades do local e cultura onde é inserido e posto em prática; é sistema de fácil aprendizado, com muitos laranjas que contratam mão de obra barata para trabalhar em empresas de fachadas [de lavanderias de roupas, joalherias, boutiques, concessionárias de auto móveis, empresas de importação e exportação, etc.] que funcionam tanto como escoadouro de drogas e produtos piratas como para lavar todo o dinheiro, com o apoio de agentes públicos infiltrados nos 3 poderes e nos 3 âmbitos de governo: é aí que esse livro completa o anterior citado por nós [A Ética da Malandragem]. Se naquele é exposto o modo de agir dos políticos, neste é desvelado o dos caras que fazem o trabalho sujo para os poderosos de colarinho branco, os "homens de bem" da sociedade.

Para que tudo isso aconteça, existem guerras, inimigos e aliados. Para que tudo isso funcione, deve existir um governo que compactue e ofereça condições para que ambos os sistemas trabalhem juntos, esmagando à massa, desrespeitando o cidadão, cooptando garotos para serem soldados do tráfico ao mesmo tempo que novos empresários, juízes, advogados e políticos corruptos proporcionam toda a infraestrutura para que "a roda gire"... Afinal, você já parou para pensar de onde vem a droga que o aviãozinho vende na esquina? Logicamente ele não foi até o Paraguai, Bolívia, para pegá-la... Da fonte até o rafamé noiado, o crack precisa de gente graúda para fazer a ponte. E também é lógico que eles não transportam de quilinho em quilinho... São toneladas de drogas, eletrônicos piratas, eletrônicos furtados, descaminho, contrabando, falsificações... Até empresa de tratamento de lixo atômico a máfia tem... Mas eles não tratam o lixo; eles enterram nos pobres países africanos... Imperdível leitura para quem quer saber o que acontece no `lado negro da lua´, se é que vocês me entendem...

W.A.
@walter_blogTM / wjr_stoner@hotmail.com

20 de jul de 2011

Últimas:

Cerca de 70% dos casos de desvio de dinheiro ocorrem nas áreas de Educação e Saúde, diz diretor da AGU

Educação e Saúde, áreas de grande orçamento e muitos repasses de pequeno valor, são as grandes responsáveis pelos desvios de dinheiro público no Brasil. É o que informa o diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade da Advocacia Geral da União (AGU), André Luiz de Almeida Mendonça. Ele informa não ter "dúvida em dizer que cerca 60 a 70% (dos desvios) se refere a esse tipo de área".

No departamento que dirige, são 110 pessoas trabalhando. Desde 2009, quando a AGU passou a ter um trabalho mais sistemático de recuperação do dinheiro público desviado, 8% dos valores questionados foram devolvidos aos cofres da União. Na semana passada, retornaram aos cofres públicos R$ 54,9 milhões do Grupo OK , do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF). O valor é parte do dinheiro desviado da construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, no escândalo que ficou conhecido como Caso Lalau.

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[O GLOBO: Essas são as áreas mais afetadas porque têm o orçamento maior?
Mendonça: A questão do orçamento maior logicamente que influi, mas são áreas em que você pulveriza dinheiro. Quando você trata por exemplo de uma grande obra, naturalmente várias pessoas vão estar em torno dela. Quando você pulveriza o dinheiro público, você dificulta a fiscalização e até mesmo a percepção de que você tem que fiscalizar. Então nas pequenas obras, nos pequenos repasses, é que nós encontramos o maior fluxo de casos. Isso não significa que um grande caso às vezes não possa representar, em quantidade monetária, várias pequenas irregularidades. Mas cerca de 60% dos réus nos nossos processos são prefeitos e ex-prefeitos. Aí você vai vendo essa pulverização a que me refiro, nos pequenos casos, nos pequenos repasses.]

Acompanhe a entrevista na íntegra clicando aqui.

Fonte: O Globo

16 de jul de 2011

Música: MANU CHAO

Manu Chao
Clandestino - 1998


Após desistir do Hot Pants, Manu montou o Mano Negra, uma banda eclética com influências de música francesa, espanhola, além da forte presença do punk via The Clash. O nome é uma homenagem a uma organização anarquista que operava na Espanha na época. O primeiro single do Mano Negra foi Mala Vida, e seu grande sucesso na França rendeu ao grupo um contrato com a gravadora Virgin; como toda história tem seu porém, a promissora carreira do Manu Negra chega ao fim de forma precoce em 1995: o grupo se desentendem devido a projetos paralelos, brigam, e se separam.

Sem banda, Manu Chao voltou para a América do Sul e passou os anos que se seguiram viajando com seu violão e gravando apenas ocasionalmente, sem compromisso. O resultado musical de suas viagens, o disco Clandestino, foi lançado em 1998. A repercussão inicial foi tímida, mas Clandestino acabou sendo um grande sucesso na França e na América Latina (em especial no Brasil com as músicas Minha Galera, Desaparecido, Bongo Bongo, Luna Y Sol, Ja Ne T´Aime Plus, a própria faixa título que tocaram muito nas rádios), apesar de suas letras serem uma mistura de inglês, francês, espanhol, galego e português.

Em 2000, Manu Chao participou do Free Jazz Festival, fazendo shows bem-sucedidos e presenciados, no Rio de Janeiro, por Caetano Veloso e vários artistas brasileiros. Em junho de 2001, o cantor lançou seu segundo disco, Proxima Estacion: Esperanza, com mais influências de música caribenha. Em 2005, gravou a música Soledad Cidadão, numa participação especial para Os Paralamas do Sucesso. Garanto que quem baixar o disco não vai se arrepender.

Clique aqui para baixar direto de nosso HDModerno.

W.A.

13 de jul de 2011

Filme: Zona Verde

[Green Zone], 2010.
Dir.: Paul Greengrass
Com: Matt Damon, Greg Kinnear, Brendan Gleeson;
Dur.: 105min


Assistir a Zona Verde nos faz ter a exata noção da diferença entre a maior parte dos filmes sobre a guerra do Iraque e o vencedor do Oscar do ano passado, Guerra ao Terror, que é essencialmente um filme de ação. O novo trabalho de Paul Greengrass foi lançado na mesma trilha do filme de Kathryn Bigelow, mas ao contrário da premiada produção preocupa-se essencialmente em falar de política em meio à guerra.

Zona Verde não é um filme em que Greengrass faz algo diferente ou mesmo superior a seus últimos quatro filmes. O estilo frenético e rude, que usa câmera na mão e uma montagem de cenas muito rápidas, segue bem de perto o tipo de imagem que ele produziu em Vôo United 93, assim como nas duas últimas aventuras do espião Jason Bourne e em Domingo Sangrento – filme de 2002 sobre o histórico conflito civil na Irlanda, que projetou o cineasta para Hollywood. Da mesma forma, o tema da política e da guerra presente em Zona Verde mantém a coerência de sua filmografia recente.

Podemos facilmente traçar um paralelo entre Zona Verde e Domingo Sangrento. Ambos misturam filme de guerra com thriller político, e um gênero dá cobertura ao outro. Em Zona Verde, enquanto a conspiração em torno dos motivos ocultos por trás da Guerra do Iraque se desdobra, cenas de ação colocam o espectador diretamente na linha de batalha, com a imagem trepidante que mal mal conseguimos ver o rosto dos atores. Cenas que revelam que Greengrass tem jogado muito Call of Duty, Black... Ou seria o contrário: os criadores desses jogos é que tem assistido muito aos filmes do cineasta, já que ele é um dos responsáveis por estabelecer uma nova identidade para os filmes de ação?

Esse estilo está também presente em Domingo Sangrento, o que torna o filme quase um documentário, como se a câmera testemunhasse e participasse de fato dos eventos narrados. Enquanto Zona Verde nos leva a um passado recente, pouco após a invasão americana ao Iraque, Domingo Sangrento remonta ao ano de 1972, mais precisamente ao dia 30 de janeiro, quando uma passeata de ativistas dos direitos civis terminou em massacre. Após confronto com tropas britânicas, 13 manifestantes foram mortos a tiros e outros 14 ficaram feridos (um deles veio a morrer posteriormente). Toda a covardia empregada pelos soldados é reproduzida com realismo por Greengrass, o que rendeu ao filme o Urso de Ouro no Festival de Berlim e o troféu de Melhor Filme segundo o público do Festival de Sundance, entre outros 17 prêmios.

Onde Domingo Sangrento busca uma verdade histórica, Zona Verde transcorre como realidade ficcionalizada e teoriza em cima da busca fantasiosa do governo de George W. Bush por armas de destruição em massa que Saddam Hussein estaria escondendo. O filme se passa todo no ínterim entre a fuga de Saddam e a tomada de poder do Iraque pelos Estados Unidos por meio de um fantoche político. Por mais que seja uma obra de ficção, a postura de Greengrass frente ao que há de fato na história é claramente crítica ao governo Bush e condiz com tudo que ele diz em seus últimos filmes.

E o diretor está ciente de que não pode colocar um fim à guerra com um filme. Ao final de Zona Verde, a grua ergue a câmera e, ao longe, as bombas continuam explodindo, o petróleo continua jorrando e o mundo continua sem saber quando e como a situação do povo iraquiano será resolvida.
W.A.

10 de jul de 2011

TMcast #03 - Quadrinhos!

Olá humanos e humanas, atrasamos mas não falhamos e estamos de volta com mais um podcast. Neste, meio sonolentos por conta do tardar da hora, Wenndell Amaral, Traum e Bruno Madson conversanram sobre o famigerado Reboot da DC Comics (se não sebe do que se trata, clique nos links relacionados abaixo), a dificuldade das Hqs em ganhar novos leitores, motivos para tal reformulação, os favoritos do Traum; discutimos sobre o Lanterna Verde e seu filme, um pouco de discórdia tratando de Constantine, Turma da Mônica! e ainda algumas considerações sobre o preço das Hqs. Até o Sandman entrou na conversa que não foi em sonho...
Duração: 48 minutos.



DOWNLOAD (22MB)

Deixe seu comentário! Ou envie e-mail para tempo_moderno@hotmail.com

LINKS RELACIONADOS:
Feed do TMcast: http://tempo-moderno.podomatic.com/rss2.xml

Música apresentada no final do podcast: Winter - Scarlatina Obsessiva.

7 de jul de 2011

Programa Pense Nisso na rádio Zumbi

Figura antológica e ímpar do rádio alagoano, Silvio Sarmento sempre mirou alvos mais refinados do que o restante da sua geração de colegas radialistas. Buscou e conseguiu sua independência e assim, pulverizar cultura para as massas tão carente de boa música, informação, notícias, etc. Comandando a Rádio Zumbi FM, agindo como um verdadeiro agitador cultural, divulgando blogs e seus textos nas boas e velhas ondas de rádio, impulsionou a comunicação e difusãode idéias ao mesclar os blogs com o rádio convidando blogueiros palmarinos para compor a Meza Z e tentar extrair algo positivo dos mandatários locais. No último dia 30 de julho, no Programa Pense Nisso, [no qual repercute textos que venham a somar, nos fazendo pensar] Silvio leu o nosso editorial de junho [a grande geração perdida].

Acompanhe na potente voz de Silvio Sarmento:
Clique aqui para ouvir a leitura do editorial através de nosso HD Moderno.

6 de jul de 2011

Cinema Brazuca



O cinema brasileiro continua sua evolução. Chegamos ao meio do ano e ótimos filmes foram lançados, o mais recente é O Homem Do Futuro, do diretor e roteirista Cláudio Torres [Redentor, A Mulher Invisível] e protagonizado pelo excelente Wagner Moura e a gatíssima e ótima atriz, Aline Morais [assita o clipe acima].

Para coroar nosso cinema, o site de vídeos you tube inaugurou um canal dedicado ao cinema brasileiro. Desde ontem [terça] está no ar o YouTube/Cinema, canal dedicado à cobertura dos principais festivais, curtas, longas e lançamentos do cinema brasileiro.

A inauguração oficial do canal será na quinta-feira, data em que tem início o Paulínia Festival de Cinema, oferecendo conteúdo original e exclusivo sobre o evento.O gerente de parcerias da Google Brasil, Federico Goldenberg, realizará no dia 9 de julho uma palestra no Festival, intitulada YouTube, parcerias de conteúdo premium e o fortalecimento da cadeia audiovisual, quando devem ser revelados maiores detalhes sobre os objetivos e modo de operação do projeto.Após o fim do festival, no dia 14 de julho, o YouTube/Cinema deve focar na promoção dos principais lançamentos, mas oferecendo também espaço para cineastas exibirem seus trabalhos.

TM

4 de jul de 2011

Série Especial: Filosofia - p.8

VIII.

- Aristóteles

Aristóteles (Estagira, 384 a.C. – Atenas, 322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, a poesia, o teatro, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia.

Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como uma das figuras mais importantes, e um dos fundadores, da filosofia ocidental. Seu ponto de vista sobre as ciências físicas influenciou profundamente o cenário intelectual medieval, e esteve presente até o Renascimento - embora eventualmente tenha vindo a ser substituído pela física newtoniana. Nas ciências biológicas, a precisão de algumas de suas observações foi confirmada apenas no século XIX.

Suas obras contêm o primeiro estudo formal conhecido da lógica, que foi incorporado posteriormente à lógica formal. Na metafísica, o aristotelismo teve uma influência profunda no pensamento filosófico e teológico nas tradições judaico-islâmicas durante a Idade Média, e continua a influenciar a teologia cristã, especialmente a ortodoxa oriental, e a tradição escolástica da Igreja Católica. Seu estudo da ética, embora sempre tenha continuado a ser influente, conquistou um interesse renovado com o advento moderno da ética da virtude. Todos os aspectos da filosofia de Aristóteles continuam a ser objeto de um ativo estudo acadêmico nos dias de hoje. Embora tenha escrito diversos tratados e diálogos num estilo elegante (Cícero descreveu seu estilo literário como "um rio de ouro"), acredita-se que a maior parte de sua obra tenha sido perdida, e apenas um terço de seus trabalhos tenham sobrevivido.

Vida

Aristóteles era natural de Estagira, na Trácia, sendo filho de Nicômaco, amigo e médico pessoal do rei macedônio Amintas III, pai de Filipe II. Com cerca de 16 ou 17 anos partiu para Atenas, maior centro intelectual e artístico da Grécia. Como muitos outros jovens da época, foi para lá prosseguir os estudos. Duas grandes instituições disputavam a preferência dos jovens: a escola de Isócrates, que visava preparar o aluno para a vida política, e Platão e sua Academia, com preferência à ciência (episteme) como fundamento da realidade. Apesar do aviso de que, quem não conhecesse Geometria ali não deveria entrar, Aristóteles decidiu-se pela academia platônica e nela permaneceu vinte anos, até 347 a.C., ano que morreu Platão. Com a morte do grande mestre e com a escolha do sobrinho de Platão, Espeusipo, para a chefia da academia, Aristóteles partiu para Assos com alguns ex-alunos. Dois fatos parecem se relacionar com esse episódio: Espeusipo representava uma tendência que desagradava Aristóteles, isto é, a matematização da filosofia; e Aristóteles ter-se sentido preterido (ou rejeitado), já que se julgava o mais apto para assumir a direção da Academia, no entanto não assumira devido ao fato de que não era grego, era imigrante da Macedônia.

No ano de 343 a.C. chamado por Filipe II, tornou-se preceptor de Alexandre, O Grande, função que exerceu até 336 a.C., quando Alexandre subiu ao trono. Neste mesmo ano, de volta a Atenas, fundou o Lykeion, origem da palavra Liceu cujos alunos ficaram conhecidos como peripatéticos (os que passeiam), nome decorrente do hábito de Aristóteles de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob as árvores que cercavam o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, o Liceu privilegiava as ciências naturais.

Aristóteles dirigiu a escola até 324 a.C., pouco depois da morte de Alexandre. Os sentimentos antimacedônicos dos atenienses voltaram-se contra ele que, sentindo-se ameaçado, deixou Atenas afirmando não permitir que a cidade cometesse um segundo crime contra a filosofia (alusão ao julgamento de Sócrates). Deixou a escola aos cuidados do principal discípulo, Teofrasto (372 a.C. - 288 a.C.) e retirou-se para Cálcis, na Eubéia. Nessa época, Aristóteles já era casado com Hérpiles, uma vez que Pítias havia falecido pouco tempo depois do assassinato de Hérmias, seu protetor. Com Hérpiles, teve uma filha e o filho Nicômaco. Morreu a 322 a.C.

Pensamento Aristotélico

A tradição representa um elemento vital para a compreensão da filosofia aristotélica. Em certo sentido, Aristóteles via o próprio pensamento como o ponto culminante do processo desencadeado por Tales de Mileto. A filosofia pretendia não apenas rever como também corrigir as falhas e imperfeições das filosofias anteriores. Ao mesmo tempo, trilhou novos caminhos para fundamentar as críticas, revisões e novas proposições.

Aluno de Platão, Aristóteles discorda de uma parte fundamental da filosofia. Platão concebia dois mundos existentes: aquele que é apreendido por nossos sentidos, o mundo concreto -, em constante mutação; e outro mundo - abstrato -, o das ideias, acessível somente pelo intelecto, imutável e independente do tempo e do espaço material. Aristóteles, ao contrário, defende a existência de um único mundo: este em que vivemos. O que está além de nossa experiência sensível não pode ser nada para nós.

Lógica

Para Aristóteles, a Lógica é um instrumento, uma introdução para as ciências e para o conhecimento e baseia-se no silogismo, o raciocínio formalmente estruturado que supõe certas premissas colocadas previamente para que haja uma conclusão necessária. O silogismo é dedutivo, parte do universal para o particular; a indução, ao contrário, parte do particular para o universal. Dessa forma, se forem verdadeiras as premissas, a conclusão, logicamente, também será.

Física

A concepção aristotélica de Física parte do movimento, elucidando-o nas análises dos conceitos de crescimento, alteração e mudança. A teoria do ato e potência, com implicações metafísicas, é o fundamento do sistema. Ato e potência relacionam-se com o movimento enquanto que a matéria se forma com a ausência de movimento. Para Aristóteles, os objetos caíam para se localizarem corretamente de acordo com a natureza: o éter, acima de tudo; logo abaixo, o fogo; depois o ar; depois a água e, por último, a terra.

Psicologia

A Psicologia é a teoria da alma e baseia-se nos conceitos de alma (psykhé) e intelecto (noûs). A alma é a forma primordial de um corpo que possui vida em potência, sendo a essência do corpo. O intelecto, por sua vez, não se restringe a uma relação específica com o corpo; sua atividade vai além dele. O organismo, uma vez desenvolvido, recebe a forma que lhe possibilitará perfeição maior, fazendo passar suas potências a ato. Essa forma é alma. Ela faz com que vegetem, cresçam e se reproduzam os animais e plantas e também faz com que os animais sintam. No homem, a alma, além de suas características vegetativas e sensitivas, há também a característica da inteligência, que é capaz de apreender as essências de modo independente da condição orgânica. Ele acreditava que a mulher era um ser incompleto, um meio homem. Seria passiva, ao passo que o homem seria ativo.

Biologia

A biologia é a ciência da vida e situa-se no âmbito da física (como a própria psicologia), pois está centrada na relação entre ato e potência. Aristóteles foi o verdadeiro fundador da zoologia - levando-se em conta o sentido etimológico da palavra. A ele se deve a primeira divisão do reino animal. Aristóteles é o pai da teoria da abiogênese, que durou até séculos mais recentes, segundo a qual um ser nascia de um germe da vida, sem que um outro ser precisasse gerá-lo (exceto os humanos): um exemplo é o das aves que vivem à beira das lagoas, cujo germe da vida estaria nas plantas próximas. Ainda no campo da biologia, Aristóteles foi quem iniciou os estudos científicos documentados sobre peixes sendo o precursor da ictiologia (a ciência que estuda os peixes), catalogou mais de cem espécies de peixes marinhos e descreveu seu comportamento. É considerado como elemento histórico da evolução da piscicultura e da aquariofilia.

Metafísica

O termo "Metafísica" não é aristotélico; o que hoje chamamos de metafísica era chamado por Aristóteles de filosofia primeira. Esta é a ciência que se ocupa com realidades que estão além das realidades físicas que possuem fácil e imediata apreensão sensorial. O conceito de metafísica em Aristóteles é extremamente complexo e não há uma definição única. O filósofo deu quatro definições para metafísica: a ciência que indaga e reflete acerca dos princípios e primeiras causas;a ciência que indaga o ente enquanto aquilo que o constitui, enquanto o ser do ente;a ciência que investiga as substâncias;a ciência que investiga a substância supra-sensível, ou seja, que excede o que é percebido através da materialidade e da experiência sensível. Os conceitos de ato e potência, matéria e forma, substância e acidente possuem especial importância na metafísica aristotélica.

As quatro causas

Para Aristóteles, existem quatro causas implicadas na existência de algo: A causa material (aquilo do qual é feita alguma coisa, a argila, por exemplo);A causa formal (a coisa em si, como um vaso de argila);A causa eficiente (aquilo que dá origem ao processo em que a coisa surge, como as mãos de quem trabalha a argila);A causa final (aquilo para o qual a coisa é feita, cite-se portar arranjos para enfeitar um ambiente).

Essência e acidente

Aristóteles distingue, também, a essência e os acidentes em alguma coisa. A essência é algo sem o qual aquilo não pode ser o que é; é o que dá identidade a um ser, e sem a qual aquele ser não pode ser reconhecido como sendo ele mesmo (por exemplo: um livro sem nenhum tipo de história ou informações estruturadas, no caso de um livro técnico, não pode ser considerado um livro, pois o fato de ter uma história ou informações é o que permite-o ser identificado como "livro" e não como "caderno" ou meramente "maço de papel"). O acidente é algo que pode ser inerente ou não ao ser, mas que, mesmo assim, não descaracteriza-se o ser por sua falta (o tamanho de uma flor, por exemplo, é um acidente, pois uma flor grande não deixará de ser flor por ser grande; a sua cor, também, pois, por mais que uma flor tenha que ter, necessariamente, alguma cor, ainda assim tal característica não faz de uma flor o que ela é).

Potência, ato e movimento

Todas as coisas são em potência e em ato. Uma coisa em potência é uma coisa que tende a ser outra, como uma semente (uma árvore em potência). Uma coisa em ato é algo que já está realizado, como uma árvore (uma semente em ato). É interessante notar que todas as coisas, mesmo em ato, também são em potência (pois uma árvore - uma semente em ato - também é uma folha de papel ou uma mesa em potência). A única coisa totalmente em ato é o Ato Puro, que Aristóteles identifica com o Bem. Esse Ato não é nada em potência, nem é a realização de potência alguma. Ele é sempre igual a si mesmo, e não é um antecedente de coisa alguma. Desse conceito Tomás de Aquino derivou sua noção de Deus em que Deus seria "Ato Puro". Um ser em potência só pode tornar-se um ser em ato mediante algum movimento. O movimento vai sempre da potência ao ato, da privação à posse. É por isso que o movimento pode ser definido como ato de um ser em potência enquanto está em potência. O ato é portanto, a realização da potência, e essa realização pode ocorrer através da ação (gerada pela potência ativa) e perfeição (gerada pela potência passiva).

Ética

No sistema aristotélico, a ética é a ciência das condutas, menos exata na medida em que se ocupa com assuntos passíveis de modificação. Ela não se ocupa com aquilo que no homem é essencial e imutável, mas daquilo que pode ser obtido por ações repetidas, disposições adquiridas ou de hábitos que constituem as virtudes e os vícios. Seu objetivo último é garantir ou possibilitar a conquista da felicidade. Partindo das disposições naturais do homem (disposições particulares a cada um e que constituem o caráter), a moral mostra como essas disposições devem ser modificadas para que se ajustem à razão. Estas disposições costumam estar afastadas do meio-termo, estado que Aristóteles considera o ideal. Assim, algumas pessoas são muito tímidas, outras muito audaciosas. A virtude é o meio-termo e o vício se dá na falta ou no excesso. Por exemplo: coragem é uma virtude e seus contrários são a temeridade (excesso de coragem) e a covardia (ausência de coragem). As virtudes se realizam sempre no âmbito humano e não têm mais sentido quando as relações humanas desaparecem, como, por exemplo, em relação a Deus. Totalmente diferente é a virtude especulativa ou intelectual, que pertence apenas a alguns (geralmente os filósofos) que, fora da vida moral, buscam o conhecimento pelo conhecimento. É assim que a contemplação aproxima o homem de Deus.

Política, Alexandre e Aristóteles

Na filosofia aristotélica a política é um desdobramento natural da ética. Ambas, na verdade, compõem a unidade do que Aristóteles chamava de filosofia prática. Se a ética está preocupada com a felicidade individual do homem, a política se preocupa com a felicidade coletiva da pólis. Desse modo, é tarefa da política investigar e descobrir quais são as formas de governo e as instituições capazes de assegurar a felicidade coletiva. Trata-se, portanto, de investigar a constituição do estado. Acredita-se que as reflexões aristotélicas sobre a política originam-se da época em que ele era preceptor de Alexandre, o Grande.

Direito

Para Aristóteles, assim como a política, o direito também é um desdobramento da ética. O direito para Aristóteles é uma ciência dialética, por ser fruto de teses ou hipóteses, não necessariamente verdadeiras, validadas principalmente pela aprovação da maioria.

Retórica

Aristóteles considerava importante o conhecimento da retórica, já que ela se constituiu em uma técnica (por habilitar a estruturação e exposição de argumentos) e por relacionar-se com a vida pública. O fundamento da retórica é o entimema (silogismo truncado, incompleto), um silogismo no qual se subentende uma premissa ou uma conclusão. O discurso retórico opera em três campos ou gêneros: gênero deliberativo, gênero judicial e gênero epidítico (ostentoso, demonstrativo).

Poética

A poética é imitação (mimesis) e abrange a poesia épica, a lírica e a dramática: (tragédia e comédia). A imitação visa a recriação e a recriação visa aquilo que pode ser. Desse modo, a poética tem por fim o possível. O homem apresenta-se de diferentes modos em cada gênero poético: a poesia épica apresenta o homem como maior do que realmente é, idealizando-o; a tragédia apresenta o homem exaltando suas virtudes e a comédia apresenta o homem ressaltando seus vícios ou defeito.

Astronomia

O cosmos aristotélico é apresentado como uma esfera gigantesca, porém finita, à qual se prendiam as estrelas, e dentro da qual se verificava uma rigorosa subordinação de outras esferas, que pertenciam aos planetas então conhecidos e que giravam em torno da Terra, que se manteria imóvel no centro do sistema (sistema geocêntrico). Os corpos celestes não seriam formados por nenhum dos chamados quatro elementos transformáveis (terra, água, ar, fogo), mas por um elemento não transformável designado "quinta essência". Os movimentos circulares dos objetos celestes seriam, além de naturais, eternos.

Obra

A filosofia aristotélica é um sistema, ou seja, a relação e conexão entre as várias áreas pensadas pelo filósofo. Seus escritos versam sobre praticamente todos os ramos do conhecimento de sua época (menos as matemáticas). Embora sua produção tenha sido excepcional, apenas uma parcela foi conservada. Seus escritos dividiam-se em duas espécies: as 'exotéricas' e as 'acroamáticas'. As exotéricas eram destinadas ao público em geral e, por isso, eram obras de caráter introdutório e geralmente compostas na forma de diálogo. As acroamáticas, eram destinadas apenas aos discípulos do Liceu e compostas na forma de tratados. Praticamente tudo que se conservou de Aristóteles faz parte das obras acroamáticas. Da exotéricas, restaram apenas fragmentos. O conjunto das obras de Aristóteles é conhecido entre os especialistas como corpus aristotelicum. O Organon, que é a reunião dos escritos lógicos, abre o corpus e é assim composto: Categorias: análise dos elementos do discurso;Sobre a interpretação: análise do juízo e das proposições;Analíticos (Primeiros e Segundos): análise do raciocínio formal através do silogismo e da demonstração científica;Tópicos: análise da argumentação em geral;Elencos sofísticos: tido como apêndice dos Tópicos, analisa os argumentos capciosos. Em seguida, aparecem os estudos sobre a Natureza e o mundo físico. Temos: Física;Sobre o céu;Sobre a geração e a corrupção;Meteorológicos. Segue-se a Parva naturalia, conjunto de investigações sobre temas relacionados. Da alma;Da sensação e o sensível;Da memória e reminiscência;Do sono e a vigília;Dos sonhos;Da adivinhação pelo sonho;Da longevidade e brevidade da vida;Da Juventude e Senilidade;Da Respiração;História dos Animais;Das Partes dos Animais;Do Movimento dos Animais;Da Geração dos Animais;Da Origem dos Animais.

Após os tratados que versam sobre o mundo físico, temos a obra dedicada à filosofia primeira, isto é, a Metafísica. Não se deve necessariamente entender que 'metafísica' signifique uma investigação sobre um plano de realidade fora do mundo físico. Esta é uma interpretação neoplatônica. À filosofia primeira, seguem-se as obras de filosofia prática, que versam sobre Ética e Política. Estas reflexões têm lugar em quatro textos: Ética a Nicômaco;Ética a Eudemo (atualmente considerada como uma primeira versão da Ética a Nicômaco);Grande Moral ou Magna Moralia (resumo das concepções éticas de Aristóteles);Política (a política, para Aristóteles, é o desdobramento natural da ética) Existem, finalmente, mais duas obras: Retórica;Poética (desta obra conservam-se apenas os tratados sobre a tragédia e a poesia épica). Outra suposição comum é que nenhuma das obras exotéricas sobreviveu.

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Número de menores internados por crime cresce 4,5% no Brasil

Levantamento realizado pela Secretaria Nacional dos Direitos Humanos aponta que 18.107 adolescentes estavam internados no fim de 2010 no país, cumprindo pena de restrição de liberdade por terem praticado algum crime. O número é cerca de 4,5% superior ao ano anterior. O governo credita o crescimento principalmente devido ao incremento da internação provisória de jovens infratores, em especial no estado de São Paulo.
Dentre os 18.107 adolescentes, 17.703 cumpriam decisão judicial de internação, internação provisória ou estavam em condições de semiliberdade. Outros 404 estavam internados por outros motivos, aguardando decisão judicial sobre o caso. O ano passado fechou com 58.764 adolescentes cumprindo medida socioeducativa no país, segundo a secretaria, sendo que 40.657 estavam totalmente em meio aberto.
Em números absolutos, São Paulo lidera: eram 7.074 adolescentes internados em dezembro de 2010; quase um terço do total do país. Em seguida vêm os estados de Pernambuco, com 1.474 adolescentes, e Paraná, com 1.092.
Meninas
O relatório apontou que o número de meninas cumprindo medidas sócioeducativas representa apenas 5% do total do país (são 915). Entre os estados, elas são em maior número em São Paulo (321 garotas) e em Pernambuco (106).
Fonte: G1
Devida a uma gama de experiências empíricas, posso afirmar que esse número é maior; levando em consideração os crimes/delitos não denunciados e penas com nenhuma eficácia para atingir o objetivo da ressocialização de menor infrator, sem falar no dispositivo legal que deixa a ficha do menor limpa qundo o mesmo atinge a maioridade... Leis de 1º mundo. Educação, saúde, cultura e segurança de 5º. Os crimes cometidos por jovens menores, geralmente são mais crueis, gerando com uma frequencia maior do que os cometidos por bandidos de faixa etária maior, de vítimas fatais. Esses são as crias excluídas do sistema. Bestiam-se e assustam seus criadores.

Grécia aprova segunda parte do pacote de medidas de austeridade no país

A Grécia aprovou, com grande maioria de votos no Parlamento, nesta quinta-feira, a segunda parte do pacote de medidas de austeridade no país. Com isso, o Estado conseguiu ganhar tempo para lidar com a crise econômica, já que poderá receber mais uma parcela do pacote de 110 bilhões de euros para evitar a moratória da dívida pública.
O primeiro-ministro George Papandreou garantiu a aprovação após parlamentares apoiarem um plano de austeridade de 28 bilhões de euros com duração de cinco anos na quarta-feira, eliminando o último obstáculo para o próximo pacote de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O empréstimo de 12 bilhões de euros pode evitar um calote da Grécia em meados de julho ou, no máximo, em 20 de agosto, quando o país precisa honrar um resgate grande de títulos, e mudar o foco para um segundo pacote de assistência, que deve ter o mesmo tamanho do resgate do ano passado (110 bilhões de euros).
Mas os mercados ainda estão precificando a probabilidade de 80% de que a Grécia não pague a dívida de 340 bilhões de euros - 150% da produção econômica anual - dentro de cinco anos. O governo socialista de Papandreou pode ter dificuldades em impor aumentos de impostos e venda de bens do Estado diante da forte resistência pública. As medidas têm enfrentado grande resistência da população, com pelo menos dois dias de protestos que começaram no início das votações na quarta-feira.
Muitos investidores e economistas ainda esperam que a Grécia não pague a dívida no médio prazo, e uma influente autoridade internacional sugeriu nesta quinta-feira que isso pode ser melhor para Atenas.

Fonte: G1

Essa notícia não é tão nova, mais vale ser relida: o colapso financeiro iniciado com a última crise mundial ainda se extende, o os países ricos estão tentando tapar o sol com a peneira, gastando muitos bilhões de dólares para emprestar a Estados corruptos e sem austeridade nenhuma em sua política. Daqui a alguns meses, quando a Grécia der um calote e suas empresas passarem para o controle de outros países, outra crise se instaurará e outro país afundará em meio ao mar capitalista. O povo sempre paga a conta no fim. Esse é o preço de deixar o comando de nossas vidas nas mão de pessoas de sem caráter durantes centenas de anos...

3 de jul de 2011

MÚSICA: Morphine

Morphine
The Night, 2000.

É possível fazer rock sem guitarras? Mark Sandman, vocalista e baixista, provou que sim [e rock dos bons]. Com o saxofonista Dana Colley e o baterista Billy Conway, Sandman inovou o bom e velho rock and roll com a fundação do Morphine no ano de 1989, na cidade de Cambridge, Massachussets, EUA.

Sandman tinha a proposta de criar uma musicalidade autentica, e ao excluir a guitarra da banda o músico alcançou a vanguarda do rock, apesar de muitos críticos e amantes de música não simpatizarem muito com a idéia de se fazer rock sem as estridentes, barulhentas e sedutoras guitarras.

Durante 10 anos, conquistando fãs e produzindo apresentações aclamadas [o baixo de Sandman possuía apenas 2 cordas], a banda faz os críticos darem o braço a torcer, recebendo resenhas elogiosas das principais revistas especializadas com o lançamento, em 1993, do álbum Cure For Pain. Com esse disco a banda ganha credibilidade a o reconhecimento mundial, fazendo turnês nos 4 cantos do mundo, lotando casas de shows alternativos e festivais importantes como o Dynamo, na Alemanha e o festival Glastonbury, na Inglaterra.

Em 1999, Mark Sandman entra definitivamente para os anais da música morrendo de enfarte em pleno palco durante a turnê do disco Like Swimming, lançado em 1997 na cidade italiana de Palestrina. Para consolar sua legião de fãs, Sandman deixou pronto esse álbum que vos recomendo: The Night. Mais elaborado que Cure For Pain, com técnica aprimorada, Morphine deixou de herança um grande disco de rock, calcado na mais majestosa fonte de inspiração: o blues. Faixas como A Good Woman Is Hard To Find, So Many Ways, Like A Mirror e Top Floor Bottom, são vigorosos rock com uma belíssima moldura blueseira. Imperdível. Clique aqui para se deleitar com Morphine através de nosso HD Moderno.

Walter Amaral
wjr_stoner@hotmail.com / @walter_blogTM

1 de jul de 2011

TMcast #02 - Game of Thrones

Olá, senhores e senhoras, apresentamos nossa segunda conversa para vocês! Dessa vez, nosso podcast foi dedicado quase que exclusivamente ao seriado Game of Thrones. Conhece? Assistiu? Leu? Se sim ou não, vale a escutada, porém... avisamos: CUIDADO COM OS SPOILERS! Nessa segunda empreitada cavernosa tivemos um tempinho ainda de "trolar" o Khal Drogo, bem como aquela coisa do filme chamado Sucker Punch e, por fim, comentamos os comentários do TMcast #01 (pelo menos os que tinham até a gravação deste). É isso. 
Duração: 57 minutos.



DOWNLOAD (53MB, qualidade 128kbps)

Deixe seu comentário, não tenha medo. Envie e-mail para tempo_moderno@hotmail.com

LINKS RELACIONADOS:
Música apresentada no final do podcast: In The Nursery - Stonesouls (Prelude 1983 - 1985).

Até o próximo!