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30 de dez de 2010

Livro: Curral da Morte

Curral da Morte
Autor: Jorge Oliveira
2010
Editora: Record

"Bandido? Sou sim. Mas você é muito mais do
que eu porque paga para mandar matar!" - Zé Crispim


A historiografia brasileira tende a renegar fatos não gloriosos, são poucos os livros didáticos que contam fatos históricos de maneira não fantasiosa ou deturpada do que cogita-se o mais próximo da realidade. Mas alguns fatos sequer são contados, apesar da importância que tem na construção da sociedade ao qual estão inseridos. Assim, são fadados ao esquecimento com o decorrer do tempo e consequente desconhecimento pelas gerações posteriores.

Curral da Morte resgata um emblemático e importante fato da história do Estado de Alagoas, o tiroteio ocorrido na Assembleia Legislativa de Alagoas no dia 13 de setembro de 1957, durante sessão que votaria o impeachment do Governador Muniz Falcão (Governador de Alagoas no período de 1956-1961), tal embate dizimou famílias e deixou um rastro de sangue, principalmente na cidade sertaneja de Palmeira dos Índios/AL.

As causas do fato, os desdobramentos, as tramas, a vingança, as artimanhas dos pistoleiros, a fama destes, são contadas em ritmo de filme, que envolvem o leitor em cada troca de tiros até o fechar do caixão.

A história remete no decorrer dos acontecimentos a vida de personagens da história política alagoana, tais como Arnon de Mello, Silvestre Péricles de Góes Monteiro, Muniz Falcão, Teotônio Vilela, Geraldo Sampaio; entre outras figuras como Zé Crispim, Zé Gago, Tenório Cavalcanti - conhecido como O Homem da Capa Preta; assim como o funcionamento do Sindicato do Crime, organização do crime organizado alagoano composta por poderosos coronéis, latifundiários e políticos, que durante anos comandou fraudes a eleições e homicídios em todo o estado.

Entender a origem dos estigmas nem sempre é fácil, essa é a proposta de Curral da Morte do autor alagoano Jorge Oliveira, ele que já ganhou dois prêmios Esso de Jornalismo; é diretor do filme "Perdão Mister Fiel", vencedor do prêmio de melhor filme de Brasília no 42º Festival de Cinema de Brasília do Cinema Brasileiro; também é colunista do semanário Extra Alagoas, conseguiu registrar seu nome na historiografia alagoana, com uma obra de valor inestimável não só para os caetés.

Bruno Monteiro
@bcmonteiro

20 de dez de 2010

10 filmes, 10 livros

Fim de ano é assim, quase todo mundo criando suas listas de melhores/piores etc. Entendo que esse é um ótimo exércio de memória e de reflexão sobre com o que andamos perdendo nosso tempo durante o ano que está chegando ao fim.

Asim sendo, segue abaixo duas listas com os 10 melhores (na minha opinião e na opinião de um amigo) de 2010.

A primeira lista trata dos 10 filmes de 2010, mas adianto que, obviamente, não pude assistir todos os lançamentos do ano, muito não chegou ao meu alcance e outro tanto não tive como assistir mesmo, dai fiz a seleção entre os que consegui acompanhar. A outra lista diz respeito aos 10 melhores livros do ano na opinião do jornalista Hugo Oliveira.

FILMES:

A Rede Social (The Social Network, de David Fincher). Narra a fundação do website Facebook. Tem roteiro baseado no livro de não-ficção The Accidental Billionaires, de Ben Mezrich. Filme com uma das melhores recepções do ano, boas atuações, a cereja que faltava no bolo do criador do Facebook.





Tropa de Elite 2 (Tropa de Elite 2: O Inimigo agora É Outro, de José Padilha). O diretor também escreveu o roteiro, juntamente com Braulio Mantovani e é estrelado por Wagner Moura. Acho que em 2010 não teve pra nenhum estrangeiro, Tropa 2 foi o melhor que pude assistir, uma produção histórica, tanto do ponto de vista cinematográfico, quanto social.





Kick-Ass - Quebrando Tudo (Kick-Ass, de Matthew Vaughn). Com roteiro baseado na história em quadrinhos de mesmo nome, conta a história de um adolescente normal que decide tornar-se um super-herói por influência das histórias em quadrinhos. É divertido e extremamente bem realizado. A garotinha Chloe Moretz (Hit Girl) atua muito bem. Creio que Tarantino, depois de ver Kick-Ass, ficou roendo as unhas por não tê-lo dirigido.



Robin Hood (Robin Hood, de Ridley Scott). Aborda mais uma vez a lenda do herói inglês, dessa vez com um tratamento mais humano. O diretor remonta os fatos históricos encaixando a figura de Hood nos acontecimentos. O filme sofreu muitas críticas, mas gostei muito da narrativa imposta, do retrato histórico bem produzido.





Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil : Afterlife, de Paul W.S. Anderson). Quarto filme baseado na série de jogos da Capcom, Resident Evil, mais um estrelado por Milla Javovich. Resident Evil é um dos meus games prediletos. Apesar de nenhum dos filmes baseados na série alcançar a qualidade dos jogos, esse foi o que mais me agradou. Tem poucas e boas sequências de ação e consegue remeter um pouco mais aos roteiros dos games.



Um Lugar Qualquer (Somewhere, de Sofia Coppola). Até onde sei este novo longa de Sofia Coppola não estreou no Brasil, a não ser pela exibição no Festival de Cinema do Rio deste ano. Ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, contudo deixou impressões extremamente divididas entre os críticos e expectadores. Talvez Sofia Coppola deva sofrer com essa inconstância pelo resto da carreira, mas esse filme tem qualidade. Não é o melhor dela, mas justamente por ser dela, merece constar aqui.



O Escritor Fantasma (The Ghost Writer, de Roman Polanski). Suspense baseado no livro de mesmo nome de Robert Harris. Ewan McGregor interpreta esse personagem, sem assinatura, que assume uma tarefa interrompida por seu antecessor: escrever as memórias de um poderoso político britânico. Por se tratar de um filme de Polanski, o clima de tensão é total. Ewan McGregor e Pierce Brosnan com ótimas atuações.




Scott Pilgrim vs. the World (Scott Pilgrim vs. the World, de Edgar Wright). Baseado na história em quadrinhos Scott Pilgrim, criada por Bryan Lee O'Malley, narra a história do próprio Scott Pilgrim, baixista da banda "Sex Bob-omb", jovem que começa a desvendar o amor e a lidar com as relações humanas, tudo de um jeito bem "pop" e muito divertido, com uma estética de videogame que garantiu um visual original e empolgante. A horoína Ramona Flowers me lembrou de Clementine de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, com seus cabelos que mudam de cor.


A Origem (Inception, de Christopher Nolan). Ficção científica com grande e famoso elenco, com muito tempo de desenvolvimento, somente sendo acabado em 2010. O diretor montou um universa complicado mas fez questão de detalhar seu funcionamento no decorrer do filme e, ao meu ver, essa escolha não tira a qualidade da ideia. Bem filmado, com cenas surreais.




Ilha do Medo (Shutter Island, de Martin Scorsese). O título nacional sugere um suspense sobrenatural e talvez já deixe o expectador entrar involuntariamente no jogo de espelhos que é o filme. A qualidade está no modo de apresentar a história. Claro que se você descobrir o desfecho antes do final não terá a mínima graça.






LIVROS:

Solar – Ian McEwan.

O ano é 2000. A maré de más notícias sobre o clima e o aquecimento global inunda o noticiário. Michael Beard, cientista consagrado e prêmio Nobel de física, não parece nada preocupado. Seus interesses atuais se limitam a fantasias eróticas - concretizadas ou não -, bebida e mesa farta...



Vício inerente – Thomas Pynchon

Homenagem aos livros de Dashiel Hammet e Raymond Chandler e retrato mordaz da Califórnia no início dos anos 1970, Vício inerente marca a volta de Thomas Pynchon ao cenário de dois de seus romances, Vineland e O leilão do lote 49. Porém, enquanto estes livros registravam o auge do Flower Power, Pynchon agora explora o outro movimento da curva...


2666 – Roberto Bolaño

O livro é composto de cinco romances, interligados por dois dramas centrais: a busca por um autor recluso e uma série de assassinatos na fronteira México-Estados Unidos. A primeira história narra a saga de quatro críticos europeus em busca de um escritor alemão recluso; Na segunda, há a agonia de um professor mexicano às voltas com seus problemas existenciais; O terceiro romance conta a história de um jornalista esportivo que acaba se envolvendo com crimes cometidos contra mulheres; Na quarta e mais extensa das partes do livro, os crimes de Santa Teresa são narrados com a frieza e o distanciamento próprios da linguagem jornalística das páginas policiais; Na quinta história o leitor é conduzido de volta à Segunda Guerra, tornando-se testemunha do passado misterioso de Benno von Archimboldi, o escritor alemão da primeira.

Uma mulher – Péter Esterházy

Um retrato original e bem-humorado da relação entre um homem e uma mulher – ou muitos homens e muitas mulheres. Das questões do cotidiano – a casa, o dinheiro, as famílias, filhos, o sexo, o trabalho, a comida –, até questões de história e política, Esterházy compõe um complexo mosaico da figura feminina. O mistério a ser decifrado é a singularidade dessa “uma” mulher que pode ser várias mulheres ou várias facetas de uma mesma (metamorfoseada das formas mais inusitadas).

28 contos de John Cheever – John Cheever

Investiga aspectos à primeira vista específicos da vida americana de meados do século xx: a aridez espiritual dos subúrbios ricos e, concomitantemente, a possibilidade de transcendência do indivíduo numa sociedade cujo fundamento é a alienação. Colados à realidade, seus melhores contos soam como críticas inexoráveis do vazio de seus personagens, das vidas anódinas a que estão condenados.


Só garotos – Patti Smith

O relato inédito e comovente da história de amor e amizade entre a cantora e poeta Patti Smith e o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Nestas delicadas memórias afetivas, Patti revive a aventura de dois jovens irreverentes e idealistas em direção ao sucesso mundial.




Um erro emocional – Cristovão Tezza

Apresenta a conflituosa relação entre Paulo e Beatriz, um escritor e sua leitora. O livro começa com uma declaração, uma frase truncada que diz: "Cometi um erro emocional." É o ponto de partida para um mergulho em lembranças nem sempre agradáveis. Logo, Paulo e Beatriz tornam-se cúmplices.



Os anões – Veronica Stigger

Nas narrativas breves de Os anões, seu terceiro livro, a escritora Veronica Stigger coloca em funcionamento um mundo de violência e anestesia, onde tudo se transforma em imagem. O volume traz histórias como a do casal de anões que é linchado por furar uma fila; a de atores que despencam de um teleférico protagonizando um espetáculo absurdo; ou a de um rapaz que é processado por exibir um poema como tatuagem. Menos que contos em miniatura, estas são ficções embrionárias ou potenciais que, por sua própria incompletude, ficam ressoando na memória do leitor.

Passageiro do fim do dia – Rubens Figueiredo

Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem de ônibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora - uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, namorada de Pedro: faz algum tempo que ele passa os fins de semana com ela...


Memória de elefante – Caeto

O livro vasculha a memória do autor.Caeto é um artista plástico sem grana e com propensão ao alcoolismo. Soma-se a isso a dificuldade em se relacionar com os membros de sua família. Caeto é um artista plástico sem grana e com propensão ao alcoolismo. Soma-se a isso a dificuldade em se relacionar com os membros de sua família.



Nota-se a falta de uma lista sobre os melhores da música em 2010. Contudo, neste ano quase acabado não pude dispor de muito tempo para essa inestismável arte, logo recorri a coisas antigas, o de sempre, não acompanhei os milhares e milhares de lançamentos. De qualquer forma, sintam-se à vontade para deixar uma opinião sobre o melhor da música em 2010 aqui ou, se preferir, em nossa página no Twitter ou no Facebook.

5 de dez de 2010

5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Está acontecendo desde o dia 08 de novembro a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul em 20 capitais brasileiras: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, São Paulo e Teresina.

Criada em 2006 para celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos a Mostra vem se firmando como um espaço de reflexão, inspiração e promoção do respeito à dignidade intrínseca da pessoa humana. No ano passado, registrou um público superior a 20 mil pessoas, em 16 cidades. A estimativa para este ano é que este número seja duplicado, pelo aumento no número de cidades participantes e pelo reconhecimento que o evento já conquistou.

A 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira, patrocínio da Petrobras e apoio do SESC-SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores. Com todas as sessões gratuitas, sempre em salas acessíveis para pessoas com deficiência, a Mostra é um convite ao olhar e à sensibilidade cinematográficos, que traduzem temas atuais de Direitos Humanos e despertam a reflexão e a construção de identidades na diversidade.

Em Maceió, por exemplo, a Mostra teve início no último dia 29 de novembro e vai até o próximo dia 09 de dezembro, no Centro Cultural Sesi Alagoas (www.centroculturalsesi.com.br). É o segundo ano consecutivo em que os Saudáveis Subversivos assumem a produção da Mostra em Maceió, neste ano com o apoio do derepente.org.

Para mais informações e ter acesso à programação de todas as capitais, visite o endereço www.cinedireitoshumanos.org.br

27 de nov de 2010

Pobre Palmares!

Por Arísia Barros


União, a terra de Zumbi, faz parcas e esporádicas visitas a Serra da Barriga, ou ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares, segundo o site da Palmares: “Primeiro equipamento do gênero no País, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares reconstitui o cenário de uma das mais importantes histórias de resistência à escravidão do mundo: a história do Quilombo dos Palmares - o maior, mais duradouro e mais organizado refúgio de escravos das Américas. Nele, reinou Zumbi dos Palmares, o heroi negro assassinado em 20 de novembro de 1695, data em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra”.

A descendência negra em União não conhece o Parque, mesmo diante do ineditismo do projeto. Apesar da importância política e humana da República dos Palmares, o fosso da desigualdade de valores, entre a história padrão e interlocução social com a historicidade negra aumenta, significamente, geração após geração.

É de vital importância a conjugação de esforços entre os governos nacional,estadual e municipal e sociedade civil que extrapolem a burocracia tradicional e incorporem à história nacional o protagonismo do povo negro, fator decisivo para o desenvolvimento de ações programadas, visando o fortalecimento existencial do Parque Memorial.

Publicizar o Parque Memorial Quilombo dos Palmares,como constituição do ativismo de sujeitos históricos e políticos nas mídias nacionais já seria uma decisão política de bom tamanho.

Como diria o velho Charinha: “Quem não se comunica se trumbica”

Em União muitos moradores não sabem dizer de sua localização. Outros negam Zumbi. Conversando com uma “descendente” palamarina ela lança seu olhar dotado de uma sabedoria ancestral: "Sabe o que é moça. Essa festa é feita por gente de fora. Aqui a gente só vai assistir. É só espectador.!"

Até em Palmares Zumbi é estrangeiro!

Pobre Palmares!

A militância negra não mais rompe os descampados entre a violência que forja uma plástica comemoração e as possibilidades de interpretar e refletir sobre outros ritos de passagem.

O Dia Nacional da Consciência Negra ou ,o 20 de novembro É a personificação de uma luta pluriétnica, simbolizada na pessoa de um guerreiro negro, Zumbi dos Palmares contra a escravização dos valores humanos.

O 20 de novembro deve ser revestido com a compreensão de que as cercas construídas por grupos instituídos aumentam a segregação étnica.

O poder não admite negr@s protagonistas!

No 15 de novembro de 2010, 121 anos depois da Proclamação da República, a cidade de Marechal Deodoro, em Alagoas, mais uma vez, mereceu honras do estado político com a transferência da sede do poder para a terra do proclamador. Já existe até um projeto que será encaminhado ao parlamento estadual para que isso se torne permanente.

Dia 20 de novembro, 122 anos após a abolição inconclusa, a cidade de União , território da República de Palmares, foi contemplada com a presença de um secretário de estado e um gerente da Fundação Palmares.

O poder político não esteve em Palmares!

Palmares não existe para Alagoas!


Fonte: Blog Raízes da África no site Cada Minuto.

26 de nov de 2010

Estamos concorrendo no 1º Prêmio Alagoano de Blogs


O Tempo Moderno está entre os concorrentes ao 1º Prêmio Alagoano de Blogs na categoria Cultura. A premiação foi lançada pelo projeto DeRepente, na ocasião do Dia da Emancipação Digital de Alagoas, que aconteceu no Espaço Linda Mascarenhas (Farol – Maceió/AL) no dia 16 de setembro.

A premiação será realizada em dezembro de 2010. Os inscritos serão avaliados por nossa comissão julgadora que definirá os cinco finalistas em cada categoria, anunciados logo após o término do período de inscrição. Na segunda fase, os finalistas poderão ser eleitos como melhor blog por voto popular ou pelo nosso júri.

Estamos concorrendo com diversos blogs alagoanos de qualidade, entre eles um conterrâneo, o A Terra da Liberdade, do companheiro Franco Maciel.

Você pode votar no Tempo Moderno acessando o endereço http://www.premioalagoanodeblogs.org/tempo-moderno e depois é só clicar no coraçãozinho que encontra-se abaixo do título "Avaliação". Você também pode deixar seu comentário sobre o Tempo Moderno.



Para mais informações, acesse:


http://www.derepente.org

http://www.premioalagoanodeblogs.org

http://twitter.com/Blogsalagoas

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6 de nov de 2010

Inauguração do Memorial Jorge de Lima

No dia 05 deste mês de novembro de 2010 aconteceram duas importantes solenidades para o município de União dos Palmares: abertura oficial do Mês da Consciência Negra e a (re)Abertura da Casa Jorge de Lima, agora contemplada com um memorial temático.

Politicagem e críticas (necessárias) à parte, nos atemos a reabertura da Casa Jorge Lima, nome que marca Alagoas e União dos Palmares mundo a fora. Quem esteve no novo espaço gostou do que viu. Vale ressaltar a presença constante dos integrantes do programa Mesa Z da rádio Zumbi FM. Dallas Diego, Nivaldo Marinho, Fraco Maciel e Marcelo Pereira nos mostram os frutos dessa participação com uma bela cobertura do evento.

Segue abaixo o registro das primeiras impressões dos três principais agentes públicos do município sobre o Memorial Jorge de Lima.

Secretário de Cultura Elson Davi

Secretária de Turismo Isabel M. Gomes

Prefeito Areski de Freitas

A foto que ilustra esse post é de autoria de Marcelo Pereira. Outros registros fotográficos podem ser conferidos em seu blog www.jmarcelofotos.blogspot.com. Vale a pena dá uma passada por lá. Através das fotografias pode-se perceber que o Memorial Jorge de Lima ficou bastante convidativo.

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Entrevista com deputado estadual Marcelo Freixo

Confira entrevista com o deputado estadual PSOL/RJ publicada no site da Carta Capital em 25 de outubro de 2010.

O sorriso de carioca boa praça engana. Não que o deputado estadual pelo PSOL Marcelo Freixo não o seja, mas quem o vê, a principio, desconfia ser ele o homem que enfrentou a milícia no Rio de Janeiro. Quem conhece a sua história na militância pelos direitos humanos não se surpreende com a atuação que teve na Assembléia Legislativa. Trabalhou como professor de história em prisões, negociou rebeliões ao lado do Bope e em 2006 candidatou-se ao parlamento fluminense para ampliar seu campo de luta. Foi o responsável pela instauração da CPI das Milícias, que prendeu 275 milicianos e desmontou sua liderança.

Freixo não pôde fazer campanha nas áreas de milícia durante a corrida eleitoral deste ano. Seus partidários foram intimidados por milicianos. Por causa do enfrentamento, se viu obrigado a andar em carro blindado e com segurança armado. Mesmo prejudicado, foi o segundo candidato a deputado estadual mais votado no Estado. Conseguiu apoio de artistas e intelectuais. A sua atuação como político e ativista inspirou o cineasta José Padilha na criação do personagem Fraga no filme Tropa de Elite 2.

Na entrevista concedida a CartaCapital, Freixo bateu na gestão do governador Sérgio Cabral e no seu “projeto de cidade segregadora” com as Unidade de Polícia Pacificadoras, muros, remoções e barreiras acústicas. E propôs um novo entendimento de segurança pública no Rio de Janeiro e no Brasil.

Carta Capital: Por que você disse que teria que sair do país se não fosse eleito?
Marcelo Freixo: Porque é óbvio, tenho carro blindado, segurança o dia inteiro, toda uma estrutura policial em cima do mandato. Nunca fui intimidado diretamente, mas houve descoberta de um plano de atentado. A polícia civil interceptou alguns planos.

CC: Você anda com medo nas ruas?
MF: Não é medo, é apreensão. Não é um cotidiano normal. Tem lugares que não posso ir. Não é bom, mas o tempo inteiro eu sabia o que podia acontecer. Também se perdesse a eleição seria uma vitória de muitos que enfrentamos. Acho que não haveria condições políticas para continuar aqui, pela segurança, porque ai sim seria inconsequente continuar no Brasil sem uma função pública e ao mesmo tempo seria um recado da mesma maneira que a minha votação também foi, porque o Rio de Janeiro deu uma resposta, se eu não ganhasse também seria uma resposta, inversa.

CC:O que representa para a política carioca você e o Chico Alencar terem sido eleitos com números expressivos, porém os mais votados continuam a ser políticos como Wagner Montes e Garotinho?
MF: Eles foram eleitos em função do acesso a mídia e não por feitos parlamentares. A mídia televisa de um lado e o rádio do outro. O critério de eleição dessas pessoas não é o mesmo do nosso. Não são os mesmos parâmetros e instrumentos.

CC: Você enxerga isso como uma evolução da política carioca?
MF: Eu acho que a nossa votação foi uma resposta muito boa, animadora, tem muita gente vindo falar isso nas ruas. Eu acho o que levou São Paulo a votar no Tiririca de maneira irresponsável e inconsequente, aqui no Rio foi uma política mais consequente. Foi um “tô de saco cheio” e votaram em alguém, que mesmo que não tenha uma identidade ideológica, é alguém que tem uma referência republicana, ética. Os quase 178 mil votos que eu recebi não são votos de identidade ideológica com o PSOL, nem os do Chico, mas são várias identidades.

CC: O que é de se esperar do próximo governo Sérgio Cabral?
MF: Eu acho que seja pelo menos razoável, porque foi péssimo o primeiro governo do Cabral. Um governo marcado pela falência da saúde pública, as pessoas morrem nos hospitais. A saúde pública carioca é palco de escândalos. Superfaturamento de medicamentos… Eu tenho um pedido de CPI apresentado que há quatro meses está dormindo na Casa. É uma secretaria que dá mais notícia por causa dos escândalos do que dos feitos, que chegou no seu pior resultado na história do Rio de Janeiro. Nunca antes na história do Rio a saúde pública foi tão ruim. Já que o Cabral gosta tanto do Lula, a gente usa essa expressão.

CC: Por que o Cabral saiu-se tão bem nas urnas?
MF: Ele ganhou a eleição por causa da UPP. Os formadores de opinião no Rio resolveram o seu problema de saúde e educação comprando planos de saúde e colocando seus filhos na escola privada. Essa não é uma questão pública no Rio de Janeiro. A escola pública na situação que está no Rio é uma questão só dos pobres. Eu acredito que esse problema seja de todas as grandes cidades. O Cabral ganhou a eleição com a propaganda da pacificação, mesmo que isso tenha sido para uma parte muito pequena do Rio de Janeiro. A polícia do Rio é que mais mata e morre no mundo.

CC: Qual a sua opinião sobre as UPPs?
MF: É um projeto de cidade. A UPP só pode ser pensada com a construção dos muros nas favelas, com as barreiras acústicas que tenta fazer com quem sai do aeroporto e chega a zona sul não veja as favelas e as remoções. O mapa das UPPs é revelador. É o corredor da zona sul hoteleiro, é a zona portuária com o projeto “Porto Maravilha”, é o entorno do Maracanã na avenida Tijuca, a Cidade de Deus e Jacarepaguá, que é a única área em toda Jacarepaguá que não está na mão da milícia.

CC: É para gringo ver?
MF: Não é só pra gringo ver não, é pra gringo praticar esporte. É uma sofisticação da expressão. É um projeto de cidade segregador. Não estou dizendo com isso que nos lugares que tenha UPP não existem avanços, é claro que tem. É claro que é importante não ter o tráfico de armas, o tiro e redução de homicídios. É claro que entendo, compreendo e concordo com o morador da UPP que diz que agora está melhor. Se eu morasse lá também diria isso. Eu entendo o cara dizendo: “eu quero UPP no meu bairro”, é compreensível. Contudo nós temos que ter uma leitura do Rio de Janeiro como um todo. O mapa das UPPs mostra que não é um projeto de segurança pública, é um projeto de cidade. Porque essas áreas são para 2014 e 2016 e no mesmo Rio de Janeiro, com o mesmo governo, nós temos a polícia matando três pessoas por dia. A polícia do Rio é a que mais mata e morre no mundo. O Rio não está pacificado.

CC: Você enxerga alguma solução para a segurança pública fluminense?
MF: Claro que tem saída e não é o Galeão. Primeiro porque a segurança pública não é um debate de polícia, é um debate de política. Você tem que enfrentar as milícias, por exemplo. Os líderes foram presos depois da CPI das Milícias, mas elas continuam crescendo territorialmente porque os seus braços econômicos não foram cortados por esses mesmos governos. Precisa pagar melhor a polícia. A polícia do Rio tem um salário de miséria. O salário do policial do Rio só é maior do que o salário do policial de Alagoas. Não tem corregedorias e ouvidorias funcionando. A ouvidoria do Rio é surda. Não tem aproximação da polícia com a comunidade, apenas tem nas zonas de UPP que é menos de 1% do território do Rio, em todas as outras a polícia mantém um controle. Nós vivemos um apartheid sem precisar do muro. Esses elementos centrais o governo Cabral não desenvolveu. Não adianta dizer que avançou na segurança pública sem ter avançado nesses pontos. Que avanço é esse? Você escolheu algumas áreas de obediência e diz que o Rio está pacificado? Apenas as áreas que interessam ao capital.

CC: Você acha que existe um processo de criminalização da pobreza?
MF: É histórico, claro que sim. Você criminaliza a pobreza e os movimentos sociais. Para o Estado manter as relações autoritárias que ele mantém, nos setores pobres, só faz isso disputando hegemonia. Só faz isso dando um caráter de naturalidade a ação repressora do Estado. Isso só pode ser feita com a produção do medo. A produção do medo é o grande instrumento de criminalização da pobreza.

CC: Existe uma programa do Estado em criminalizar a pobreza?
MF: É o Estado. A criminalização da pobreza é provocada pelo Estado. Isso não é provocado pelo Eike Batista, por mais imbecil que ele seja. Isso é provocado pelo Estado. É a lógica da segregação provocada pelo Estado, quando pega a escola pública e faz ela ser a penúltima pior escola pública do Brasil, só perdendo para o Piauí. É quando faz seu CEP ser determinante na dignidade humana. A dignidade no Rio vem com a maresia. Se você estiver distante da maresia a dignidade vai sumindo.

CC: O que você acha dessa proposta do Serra de criar um Ministério de Segurança Nacional para cuidar da segurança pública, porém isso seria de responsabilidade dos Estados?
MF: Mais ou menos, na verdade o programa original do Lula, de 2002, que eu ajudei a fazer, prevê a Secretaria Nacional de Segurança Pública, que já existe, só que o projeto original prevê que fosse vinculado ao presidente da República e não vinculado ao Ministério de Justiça como é hoje. Isso foi uma mudança, no meu ponto de vista, equivocado. Por que não há debate no Brasil mais importante do que a segurança pública, por uma razão: as pessoas precisam ser mantidas vivas. Nós temos em curso no Brasil hoje um genocídio acontecendo sobre a juventude pobre e negra. Isso tem que ser responsabilidade do presidente da República, mesmo que a responsabilidade das ações policiais sejam do governo do Estado. Segurança pública não é ação de polícia. Precisamos mudar o nosso conceito de segurança, uma sociedade segura não é uma que tem muita polícia, mas é uma que desenvolve uma cultura de direitos, ai a responsabilidade é sim do presidente.

CC: O que você achou do Tropa de Elite 2?
MF: Eu gostei muito, o filme leva o debate para o andar de cima e mostra que o nosso problema é político e não de polícia. É um belo instrumento. Mistura bom entretenimento com um debate político. É uma bela obra.
CC: Você acha que o diretor tratou bem o problema das milícias?
MF: Eles estudaram muito as milícias. Eles acompanharam todo o nosso trabalho no gabinete, acompanharam a CPI. O Braulio Mantovani, que escreveu o roteiro, assistiu a todos os DVDs da CPI, fizemos varias reuniões, estudaram e debateram o roteiro com diversos setores. Tiveram muito trabalho antes do filme ser filmado, isso eu posso testemunhar. É um belo instrumento para saber o que queremos do Rio de Janeiro. Isso não é algo exclusivo nosso, o que leva o Rio a ter as milícias existe em qualquer lugar do Brasil.

CC: E do personagem Fraga, interpretado pelo Irandhir Santos, que o Padilha diz ter se inspirado em você?

MF: O Irandhir esteve aqui com a gente em vários momentos, discutimos cada cena, o roteiro, conversamos muito. Ele é um grande ator, uma das pessoas mais responsáveis dentro da sua profissão que eu já conheci, um estudioso, além de talentoso.

CC: E como foi viver as situações do personagem no filme?
MF: Nem todas aquelas cenas correspondem à realidade. A começar pela minha mulher, que nunca foi casada, nem com o Capitão Nascimento, nem com o Wagner Moura. E a cena do presídio, de todas, é a mais distante da realidade. A cena do colete aconteceu, quando decidia se entrava com colete ou não. Negociei dezenas de rebeliões, não sei a conta. As negociações aconteciam com o Bope, boa parte delas, mas com negociadores do Bope que iam me buscar em casa de helicóptero. Nunca houve uma tentativa de brecar a minha entrada nas prisões, muito pelo contrário, o Bope me chamava para fazer essas negociações. Eu trabalho há vinte anos com os presos, chamo eles pelo nome, sei quem são, tem um respeito muito grande. Trabalhei como professor de história na cadeia durante muitos anos. Para negociação isso é muito importante e para todas as negociações que nós fizemos nunca houve um preso ferido, nenhum problema.

Fonte: site da Carta Capital.

26 de out de 2010

Última semana para inscrição de projetos Praças do PAC - Mais Cultura


Praças do PAC terão equipamentos culturais para população de baixa renda. Prefeituras têm até 29 de outubro para enviar projetos. Inicialmente, serão 400 unidades instaladas.

Levar cultura, entretenimento e lazer a populações de baixa renda é uma das prioridades das Praças do PAC, projeto que integra a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal. Cada Praça contará com espaços culturais equipados como cineteatro, biblioteca, telecentro e espaços multiuso para exposições e espetáculos artísticos. O objetivo é reverter o baixo número de equipamentos culturais em áreas carentes, especialmente em regiões metropolitanas e nas cidades pequenas e de médio porte.

As prefeituras interessadas em contar com os equipamentos devem inscrever seus projetos até 29 de outubro no site http://www.pracasdopac.gov.br. A primeira etapa prevê, ainda este ano, a seleção de 400 unidades. Ao todo, serão 800 Praças do PAC implantadas até 2014, totalizando investimento de R$ 1,6 bilhão.

O projeto das Praças do PAC inova ao integrar obras de infraestrutura – como saneamento, urbanização, habitação e energia elétrica – com a oferta de serviços culturais e socioassistenciais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, políticas de prevenção à violência e inclusão digital, oferecendo cobertura a todas as faixas etárias. O objetivo é promover um processo de desenvolvimento local mais abrangente e qualificado e que compreende a cultura como vetor essencial à melhoria do ambiente social – enfrentamento da violência e da pobreza, formação cidadã e geração de trabalho e renda.

Além do Ministério da Cultura, participam da ação os ministérios do Esporte, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Trabalho e Emprego, da Justiça e do Planejamento.

Instalações:

São três os modelos de praças previstos para terrenos com dimensões mínimas de 700 m², 3 mil m² e 7 mil m². Cada município poderá propor mais de uma praça e de um modelo, dependendo do número de habitantes e da capacidade de contrapartida exigida pelo projeto (terreno, gestão e manutenção). O Governo Federal selecionará as propostas de municípios e do Distrito Federal a serem apoiadas com recursos do Orçamento Geral da União.

Tipos de praças:

Modelo 700m² - Edifício com quatro pavimentos compostos por uma sala de cinema com 48 lugares, biblioteca, telecentro, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e salas multiuso. O projeto contempla ainda a construção de pista de skate, equipamentos de ginástica, kit básico esportivo (bolas, redes e materiais para prática de esportes) e jogos de mesa. O investimento previsto para esse modelo é de até R$ 1,9 milhão. O município deve dar como contrapartida o terreno de 700 m² onde será construída a praça e deve se responsabilizar também pela gestão e manutenção do equipamento.

Modelo 3 mil m² - Construção de duas edificações multiuso com uma sala de cinema com 60 lugares, telecentro, biblioteca, salas multiuso e CRAS. O projeto contempla ainda a construção de pista de skate, jogos de mesa, espaço criança, quadra coberta, equipamentos de ginástica, kit básico esportivo e pista de caminhada. O investimento previsto para esse modelo é de até R$ 1,9 milhão. O município deve dar como contrapartida o terreno de 3 mil m² onde será construída a praça e deve se responsabilizar também pela gestão e manutenção do equipamento.

Modelo 7 mil m² - Construção de uma edificação multiuso com um cineteatro de 120 lugares, telecentro, biblioteca, salas multiuso, CRAS e vestiários. O projeto contempla também a construção de quadra de areia, pista de skate, jogos de mesa, espaço criança, quadra coberta poliesportiva, espaço para a terceira idade, anfiteatro, equipamentos de ginástica, kit básico esportivo e pista de caminhada. O investimento previsto para esse modelo é de até R$ 3,3 milhões. O município deve dar como contrapartida o terreno de 7 mil m² onde será construída a praça e também a gestão e manutenção do equipamento. Este modelo é somente para municípios com mais de 400 mil habitantes e do Distrito Federal, de acordo com o Censo de 2009.

Limites de propostas por município:

Municípios de até 300 mil habitantes: 1 proposta.
Municípios de 300 mil a 500 mil habitantes: 2 propostas.
Municípios de 500 mil a 800 mil habitantes: 3 propostas.
Municípios de 800 mil a 2 milhões de habitantes: 4 propostas.
Municípios com mais de 2 milhões de habitantes: 5 propostas.

Fonte: Ministério da Cultura (www.mais.cultura.gov.br).

25 de out de 2010

II HISCOM - No Ar: O Rádio Alagoano e suas perspectivas

"NO AR" é o segundo evento sobre a história dos meios de comunicação, e tem como tema: O Rádio Alagoano e suas Perspectivas. O evento consiste em um seminário-debate onde profissionais ligados à área apresentarão um panorama do rádio alagoano – a história do rádio em alagoas, o radiojornalismo hoje, o rádio e a sua conjuntura política, e o profissional de rádio.

O projeto foi concebido a partir de uma parceria entre o Professor Dr. Wagner Ribeiro e alunos do segundo período do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas.

Inscrições: As inscrições para o II HISCOM - "NO AR" são LIMITADAS e só poderão ser feitas até o dia 27 de Outubro na SALA 202 - BLOCO 13 - UFAL ou através do telefone 8816-8866, com depósito em conta no valor de R$5,00 (o comprovante deverá ser escaneado e enviado para o e-mail do evento, noar.ufal@gmail.com).

"No Ar" - O Rádio Alagoano e suas perspectivas acontecerá nos dias 18 e 19 de novembro, no Auditório Linda Mascarenha do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP).

Confira a programação:

Dia 18/11 - Mesa Redonda

18h: Credenciamento e abertura
18h30: Painel 1 - O Profissional de Rádio (França Moura - Rádio Jornal AM 710)
19:40: Coffee Break
20h: Painel 2 - O Radiojornalismo Hoje (Lídia Ramires - Ufal)

Dia 19/11 - Mesa Redonda

18h: Painel 3 - História do Rádio em Alagoas (Cláudio Alencar - Escritor e Pesquisador)
20h10: Coffee Break
20h30: Painel 4 - O Rádio e a Conjuntura Política (Nélia del Bianco - UnB)
21:40: Encerramento e entrega de certificados

A participação garante certificado de 12 horas.

Mais informações no blog do evento: http://www.noar-ufal.blogspot.com

22 de out de 2010

Vietnã registra 75 mortes por inundações

As inundações provocadas pela chuva de monção no Vietnã deixaram 75 mortos, seis desaparecidos e mais de 170 mil desabrigados, indica o último informe divulgado nesta sexta-feira (22) pelas autoridades vietnamitas.

As equipes de emergência resgataram 16 corpos nas províncias de Ha Tinh, Nghe An, Quang Binh e Thanh Hoa, as mais afetadas pelas fortes chuvas que caíram ao longo da semana. Na quinta-feira, 14 corpos foram resgatados do ônibus arrastado por uma corrente d'água quatro dias antes. Outras seis pessoas continuam desaparecidas.

Entre os mortos registrados até o momento, há três crianças, com idades entre sete meses e três anos de idade. Segundo os números oficiais, 270 mil casas foram danificadas pelas enchentes e 56 mil hectares de plantações foram destruídos.

Centenas de pessoas morrem todos os anos no Sudeste Asiático nas enchentes, inundações e deslizamentos de terra que ocorrem durante a época das monções, também conhecida como estação chuvosa, que vai de maio a outubro.

Fonte: G1.com.br


As imagens desse acontecimento fatídico e catastrófico lembram o ocorrido em 18 de junho em Alagoas e Pernambuco. É impressionante a semelhança com imagem da recente enchente, sobretudo dos trilhos contorcidos da rede ferroviária da zona da mata alagoana com a foto reproduzida acima, no Vietnã. Obviamente, a força da natureza é igual para todos. Essa lei não muda.

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20 de out de 2010

A Consciência Negra, a Cultura e a Cidade

No próximo sábado, dia 23, o Programa Mesa Z receberá o Secretário de Cultura e a Secretária de Turismo de União dos Palmares, respectivamente Elson Davi e Izabel Helena Gomes. O convite para esses representantes é extremamente conveniente ante a proximidade do mês de novembro, parte do ano reservado para comemorações dos movimentos da cultura negra mundo a fora. Lembrando que o Programa Mesa Z é apresentado através da Rádio Zumbi FM 87,9, todos os sábados a partir das 12h.

A Secretaria de Estado da Cultura divulgou que, em reunião realizada no último dia 19, ficou definido a descentralização das comemorações do mês da consciência negra, pois, habitualmente a festividade era realizada na Serra da Barriga, em União dos Palmares. Foram incluídas as cidades de Arapiraca, Viçosa e Batalha, todas apresentam comunidades remanescentes quilombolas.

Entretanto, nem a Secretaria de Estado da Cultura nem a Fundação Cultural Palmares nem as Secretarias Municipais de Cultura das cidades envolvidas divulgaram algum projeto de atividades a serem oferecidas aos alagoanos e demais indivíduos que queiram visitar o estado neste mês de novembro.

A demora na definição e divulgação de uma programação é hábito antigo quando se trata desta comemoração. Infelizmente esse é um hábito ruim. O atraso demonstra falta de organização e empenho, além de acarretar defasagem na expectativa do turismo, perdendo-se muita da divulgação e valorização da história dos municípios e do estado.

Os secretários em questão terão a chance de conversar sobre esses atrasos que há muito deixam a população insatisfeita, bem como sobre as ideias, projetos e do que já está sendo providenciado para o Mês da Consciência Negra de 2010, o mais esperado e importante da região, ou pelo menos deveria ser.

Siga o Programa Mesa Z no Twitter: www.twitter.com/programamesaz

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15 de out de 2010

Filme: Tropa de Elite 2

Nessa sequencia de Tropa de Elite (2007), o diretor José Padilha nos apresenta Capitão Nascimento já nas primeiras cenas. A narração marcante encontrada no primeiro filme está de volta, mas ele já aparece diferente, o jeito de falar é outro. Uma das primeiras cenas já é de conhecimento do público, pelo menos para aqueles que assistiram aos trailers e anúncios de Tropa de Elite 2. A cena em que Nascimento tem seu carro metralhado é inteligentemente fixada ali, no início, para logo depois fazer um enorme flashback até voltar para aquele ponto. E quando volta, todos já estão envolvidos, com uma mistura revoltante de sentimentos.

Em Tropa de Elite 2 Nascimento é Coronel, comandando o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do estado do Rio de Janeiro. A tropa é acionada quando o presídio de segurança máxima Bangu 1 é tomado por um traficante, personagem de Seu Jorge, que pretende acertar contas com rivais. Fraga, um professor e defensor dos direitos humanos, é convocado pelos traficantes para negociar antes que o BOPE entre no presídio para abafar a revolta. Nesse ponto Mathias (o iniciante de Tropa 1), agora Capitão do BOPE, toma a iniciativa de atacar o grupo de traficantes antes de Fraga, otimamente interpretado por Irandhir Santos, conseguir terminar a negociação. Quando surpreendido, o traficante faz Fraga de refém, Mathias mete uma bala da testa do meliante e Fraga cai junto, salvo.

Com esse desfecho, Coronel Nascimento e Capitão Mathias são responsabilizados pelas mortes no presídio. Aparece então a classe dos políticos. Ai é que a história começa. Após o incidente tudo muda. Nascimento acaba Sub-Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro e Mathias é expulso do BOPE. O agora engravatado Nascimento, tentando se adaptar na nova situação, conclui que ali - "dentro do sistema" - poderá resolver os problemas com mais eficácia. Contudo, ele não tinha conhecimento da corrupção e safadezas que alimentam o próprio "sistema", questão amplamente mais difícil de ser combatida do que traficantes armados e policiais sanguessugas. Tudo que nos é apresentado depois através das lentes guiadas por Padilha é sujo, revoltante, desanimador, mas é tudo mais do menos, tudo que todos nós sabemos de um jeito ou de outro. Só não temos a coragem que Padilha e o Nascimento tiveram. É tudo verdade, mesmo ali, em plena ficção.

Assistir Tripa de Elite 2 "O inimigo agora é outro" é estar diante do espelho. Estamos na história. Você é uma testemunha. Acaba o filme e não adianta mais esconder o jogo. Você sabe de tudo. E agora? O que fazer? Continuar fingindo que nada acontece, que está tudo normal e o Brasil é o País Tropical abençoado por deus, como diz Benjor? Nada disso. Renato Russo já escreveu melhor: Que país esse? Nós sabemos a resposta.

Infelizmente, julgo que entre os milhões de expectadores que Tropa de Elite 2 terá, poucos irão proceder uma reflexão sobre os temas tratados. Falar que meus olhos encheram de lágrimas lá pelos 75 minutos de exibição do longa poderá servirá de motivo de risos para muitos "cidadãos". As lágrimas foram contidas, mas a indignação continuou até o fim do filme. Alias, continua até hoje. Espero que nunca passe. Os frutos de nossa péssima Educação são percebidos nessas situações. Um produto como Tropa de Elite 2 é mais que um filme. Entretanto, a referida falta de Educação agrava o entendimento de um produto como este. Muitos só enxergam ali tiros, sangue, palavrões e nada mais.

Já assisti alguns filmes que beiram a perfeição técnica, e nesse quesito Tropa 2 entrou para essa minha lista. Se fosse num júri de um festival de cinema, votaria da seguinte forma: Roteiro 10; Atuação 10; Som 10; Fotografia 10; Direção 10; Montagem 10. Enfim. Produção nacional que bebeu na fonte estrangeira, mas não perdeu a veia, a vontade e qualidade brasileira.

Ainda, Tropa de Elite 2 suscita discussões sociológicas e políticas. É um convite para repensarmos a famigerada Democracia ou pelo menos o jeito como lidamos com ela. Esse esquema que enche os palácios e assembleias de corruptos caras de pau e assassinos de colarinho branco, ao mesmo tempo que estes enchem os bolsos de dinheiro molhado de suor e/ou de sangue, mas que ainda não inventaram nada melhor. Será mesmo? Podemos melhorar a Democracia. Mas como? Quando essas falhas vão acabar? Basta um ato de coragem? Talvez, um futuro Tropa de Elite 3 possa mostrar uma resposta. Ou melhor: talvez nós, brasileiros, acharemos a resposta sem esperar tanto tempo.

José Padilha mostrou que é possível fazer o melhor no cinema brasileiro. Ele fez uma obra que extrapola rótulos. A unanimidade é que Tropa de Elite 2 DEVE ser assistido por, se possível, todos os brasileiros.

13 de out de 2010

Censo 2010 - Informações Preliminares

Censo já contou 154 milhões de brasileiros

O Censo 2010 já havia contado 80% da população brasileira, cerca de 154,2 milhões de pessoas, até às 12h do dia 27 de setembro. Além disso, os recenseadores já haviam visitado 57,8 milhões de domicílios. A coleta continua até 31 de outubro e, nos locais onde já foi encerrada, foi iniciada a etapa final de verificação dos dados. Nessa etapa, o IBGE solicita o apoio dos moradores que podem ainda receber a visita dos supervisores, profissionais que vão a campo após o recenseamento para supervisionar o trabalho realizado.

O estado de Alagoas segue num ritmo acelerado de coleta. Dados do dia 13/10/2010 mostram população recenseada de 2.943.654 milhões de pessoas, 93% do total estimado que é 3.156.108 milhões de habitantes no estado. Foram contados até aqui 796.782 mil domicílios, com média de 3,69 moradores.

Alagoas tem 102 municípios, desses já encerraram a coleta 18: Pariconha, Olho D´água do Casado, Senador Rui Palmeira, Palestina, Craíbas, Olho D´água Grande, Mar Vermelho, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, Junqueiro, Atalaia, Teotônio Vilela, Coruripe, Jequiá da Praia, Feliz Deserto e Piaçabuçu.

União dos Palmares também está prestes a encerrar a coleta. O município apresenta 94% de já recenseados e 82% de domicílios visitados. Tem um estimativa populacional de 62.727 mil, onde já foram recenseados 59.250 mil, com média de 3,79 moradores por domicílio.


CRIAÇÃO DO IBGE
A Revolução de 1930 significou uma profunda mudança na organização político-administrativa do Brasil. A ordenação federativa passou a ser bastante centralizada na figura do presidente Getúlio Vargas, que criou diversos instrumentos de política institucional, regulação e intervenção na economia e nas relações sociais. A adoção de políticas econômicas demandava a existência de informações estatísticas regulares e, razoavelmente, atualizadas sobre o Brasil. Nesse sentido, a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de 1936, inseriu-se no projeto de um governo central com políticas ativas na direção da integração nacional.

O Censo Demográfico de 1940, o primeiro realizado sob a égide do IBGE, inaugurou a era moderna dos Censos no País. Sua preparação contou com a participação de profissionais qualificados, membros de uma renovada carreira de servidores públicos. A relação de questões investigadas inclui quesitos sobre as componentes demográficas (nascimentos e mortes), origem migratória, condições socioeconômicas (domicílio, educação, mão de obra) aspectos ligados ao território e nacionalidade (línguas faladas, por exemplo) e outras que fornecem informações para políticas públicas e regionais. A partir daí, dispõe-se de uma série censitária (decenal) das medidas demográficas, que se tornaram os índices oficiais de população no Brasil. O Censo de 1940 acabou tornando-se exemplo para Censos em outros países, especialmente na América Latina. A pesquisa de 1940 também revelou que quase 70% da população do Brasil, que chega a 41 milhões de pessoas, vivia em áreas rurais. A população do estado de São Paulo ultrapassou a de Minas Gerais.

Nos anos seguintes, as atividades censitárias tomaram mais impulso com a implantação da série dos Censos econômicos (indústria e comércio) e agropecuária.

Com informações extraídas de CartaCapital.com.br e Ibge.gov.br

12 de out de 2010

O Brasil através do Censo

Contar a população de um determinado território, fosse ele uma municipalidade, capitania, província ou reino, foi desde sempre um desejo e decisão efetiva de variadas autoridades ao longo da história. Conhecer sua população equivalia a conhecer os efetivos que poderiam ser mobilizados para a guerra e os recursos que poderiam ser extraídos em favor dos objetivos dos poderes locais ou centrais.

Em perspectiva histórica, as estatísticas e atividades de sistema censitário estão ligadas às primeiras formações dos Estados clássicos na Antiguidade. Eram utilizadas para mensurar e estipular a cobrança de tributos, recrutamento militar, ações administrativas. Sua importância foi, em diversos períodos, fundamental para os poderes existentes, mas não se chegou a formular ou consolidar métodos padronizados e precisos para a contagem e caracterização das populações.

Com a formação dos Estados Nacionais modernos, após a Revolução Industrial, entre os séculos XVIII e XIX, as necessidades das sociedades mais complexas, do comércio mundial e dos objetivos econômicos das nações determinaram um salto de qualidade nas atividades censitárias, que ganharam status científico e metodologias que buscavam refletir a dinâmica do conjunto dos fenômenos sociais. Estavam, a partir daí, maduras as condições para o surgimento- dos sistemas- estatísticos modernos e dos grandes Censos nacionais. Inglaterra, França e Alemanha são precursores.

No Brasil colonial, contagens populacionais foram realizadas sem regularidade ou critérios bem definidos. Também as paróquias católicas tinham enumerações populacionais por meio de seus registros de batismo, sepultamento e casamento.

Durante o Império, momento em que se dá a formação inicial do Estado Nacional e, sobretudo, após a consolidação do governo de dom Pedro II, cogitou-se um levantamento nacional que refletisse, pela primeira vez, um retrato do povo brasileiro. O Brasil era então uma nacionalidade ainda em construção, com sua unidade não inteiramente estabelecida, permeada por processos contraditórios de integração e fragmentação. Após algumas tentativas pioneiras nos anos 1850, o Império criou a Diretoria- Geral de Estatística (DGE) e, em 1872, realizou o primeiro Censo Demográfico geral no Brasil.

Esse levantamento indicou que a população recenseada já se aproximava do patamar de 10 milhões de habitantes. Os níveis educacionais eram extremamente baixos: cerca de 80% de analfabetos. As populações residentes nas atuais regiões Sul, Norte e Centro-Oeste eram pouco numerosas. Os principais contingentes demográficos nas províncias chamadas do Norte (atual Nordeste) e no eixo Minas-Rio de Janeiro-São Paulo.

O Censo de 1872 é o único da história que contabiliza o contingente de população escrava, que declinava à época. Ele também introduz a pergunta sobre a cor da população, cujos resultados preocupariam a elite imperial, que, nos anos seguintes, questionariam o destino da nação com base em questões raciais.

Com a Proclamação da República, em sua primeira fase até 1930, foram realizadas mais três Censos gerais, respectivamente em 1890, 1900 e 1920. Na virada do século XX, a população brasileira já ultrapassava os 17 milhões de pessoas, crescendo a taxas elevadas em razão da imigração estrangeira para São Paulo e estados do Sul.

A República Velha, a partir da articulação da política dos governadores, caracterizou-se por um enfraquecimento do poder central a partir da aliança política das elites regionais, sobretudo a mineira e a paulista. Em 1920, a população já superava os 30 milhões.

Texto orinalmente publicado por Luiz Antonio Pinto de Oliveira na CartaCapital.com.br

11 de out de 2010

Filme: Across the Universe

Across the Universe
2007, Reino Unido/EUA
Direção de Julie Taymor
Roteiro de Julie Taymor, Dick Clement e Ian La Frenais
Com Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther MacCoy e T. V. Carpio

Ninguém tinha feito ainda um filme como Across the Universe (2007), no qual usa-se apenas músicas dos Beatles para contar uma história de amor. O projeto ficou sob a direção de Julie Taymor, premiada por seus trabalhos em Frida e na adaptação de O Rei Leão para a Broadway. Ainda bem que alguém teve essa ideia e realizou uma ótima obra cinematográfica.

A diretora Julie Taymor consegue recriar satisfatoriamente fatos e momentos marcantes da movimentada década de 60 como pano de fundo para o relacionamento vivido por um rapaz de Liverpool chamado Jude (Jim Sturgess) e uma jovem estadunidense de nome Lucy (Evan Rachel Wood). Os dois travam um relacionamento juvenil em meio à guerra do Vietnã, faculdade, drogas e os ideais do movimento hippie.

O personagem Jude chega aos Estados Unidos da América em uma busca pessoal de autoconhecimento e um pouco de aventura. Indo ao lugar em que seu pai ausente trabalha, o campus da famosa Universidade de Princeton, acaba conhecendo Max (Joe Anderson), irmão de Lucy. A amizade entre os dois rapazes é imediata, tal qual a cumplicidade entre John e Paul. Morando em Nova York, eles conhecem a cantora Sadie (Dana Fuchs), o músico Jo-Jo (Martin Luther McCoy) e Prudence (T.V. Carpio), fechando assim o grupo de personagens principais à trama.

Como em um espetáculo musical, cada um tem ao menos um momento solo garantido, entoando uma canção do quarteto de Liverpool. Letras não são modificadas, mas melodias e o momento pelo qual os personagens passam podem dar novos entendimentos aos clássicos do Fab Four. Para quem é fã ou ao menos admira o legado musical dos Beatles é um deleite assistir todas as cenas de Across The Universe.

Across The Universe conta ainda com participações especiais de Bono do U2 (como hippie Dr. Robert cantando "I am The Walrus"), Joe Cocker (triplo papel de um cafetão, mendigo e hippie emprestando sua voz rouca para "Come Together"), Salma Hayek (dançando "Happiness is a Warm Gun" vestida de enfermeira) e do comediante Eddie Izzard (o apresentador do circo em "Being For the Benefit of Mr. Kite!").

Love is all you (we) need!

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7 de out de 2010

Mario Vargas Llosa ganha Nobel de Literatura

O escritor peruano Mario Vargas Llosa ganhou nesta quinta-feira o prêmio Nobel de Literatura de 2010. Em um comunicado, o comitê sueco responsável pela premiação informou que Vargas Llosa recebeu o prêmio "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual". Entre suas obras, estão "Pantaleão e as visitadoras" e "Travessuras da menina má". Seu novo romance, "O sonho do celta", deve ser publicado em breve.

Nascido em 28 de março de 1936 em Arequipa, no Peru, Vargas Llosa recebeu cidadania espanhola em 1993 e já havia conquistado importantes prêmios: o

Príncipe de Asturias, em 1986, Planeta, em 1993, e Cervantes, em 1994. Sua carreira também é marcada por polêmicas, como seu rompimento com o escritor Gabriel García Márquez.

Entre os cotados para receber o Nobel este ano estavam o argentino Juan Gelman, o mexicano Carlos Fuentes, os espanhois Javier Marías e Juan Marsé e o paraguaio Néstor Amarilla, entre outros.

O último autor hispânico a receber a premiação foi o mexicano Octavio Paz, em 1990. O prêmio de 10 milhões de coroas (US$ 1,5 milhão) é o quarto Nobel a ser concedido este ano. Os primeiros foram os de Medicina, na segunda-feira, Física, na terça-feira, e Química, na quarta-feira.

Fonte: OGlobo.com

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4 de out de 2010

Música: Superguidis

Desde surgiram para o mundo com “Malevolosidade” estourando nas caixinhas de som num distante início de 2006, os Superguidis eram incríveis porque faziam rock simples, barulhento e deliciosamente inculto e imaturo. Era música que contrastava com o refinamento universitário de Los Hermanos e Mombojó, assim como com o hedonismo sarcástico de editorial de moda de CSS, Bonde do Rolê e Rock Rocket. E, ainda, o mais importante: colocava (continua colocando) no bolso todas as pretensões Emos, se é que existe alguma.

Passado pouco mais de um ano, o lançamento de “A Amarga Sinfonia do Superstar” definiria o que eram (e ainda são) os Guidis como banda: Carne, ossos e guitarras. Ao mesmo tempo, passaram de uma espécie única banda da segunda-onda do lo-fi brasileiro para talvez o grupo de rock nacional mais certo de suas intenções artísticas (ser uma banda de rock, apenas).

Gravado no início de 2009 e finalizado só no começo de 2010 – o terceiro álbum dos Superguidis é, de fato, a mais ambiciosa e bem acabada obra dos gaúchos. Um álbum tanto de reafirmação, quanto de expansão do que eles fizeram até aqui.

Musicalmente as intenções da banda resultam num álbum em que novos e velhos truques convivem em harmonia. A abertura, “Roger Waters”, é uma balada piano-e-cordas incomum ao repertório da banda (Pink Floyd, quem diria?), que serve introdução para explosão shoegaze-via-Billy-Corgan de “Não Fosse O Bom Humor”, a carta de intenções do disco. Sem dúvidas, a transição entre as duas faixas iniciais é talvez o momento mais arrebatador do rock nacional em muito tempo.

“Aos Meus Amigos”, que encerra o álbum, talvez seja a que melhor defina a fase atual da banda. É uma meia-balada refrão simples e eficiente – apenas a frase “Melhor assim que eu não estou só” cantada sobre bela cama de guitarras – que se permite floreios épicos antes de por fim aos 34 minutos de disco. Não é exatamente triste, nem profunda, mas deixa transparecer que há uma seriedade e um senso de compromisso a espreita. Emociona sem esforço e é, como a própria banda, sincera de maneira brutal e brilhante.

O álbum Superguidis (2010) está disponível para download no site oficial da banda. Acesse aqui.

Com informações de www.bloodypop.com

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1 de out de 2010

EDITORIAL: Uma História escrita por Você

Aproxima-se um novo momento da história. A cada quatro anos o Brasil decide seus governantes e representantes, nos próximos livros de História esse dia originará mais um capítulo, recheado de palavras onde os alunos conhecerão mais um momento da Democracia pós-Regime Militar. Saberão que as lutas de uma geração - para alguns o lampejo de civilidade e de explosão cultural deste país - originou a possibilidade de homens e mulheres exercerem o direito do voto. Através do sangue e suor de brasileiros, o país foi libertado da opressão, tal conquista consolidada com a nova Constituição nos deu o direito de voltar a sonhar.

Após momento ímpar da nossa história, avançando a leitura e superando tais capítulos, os nossos jovens talvez decepcionem-se com as páginas seguintes recheadas de escândalos de corrupção e desvios de recursos que ficaram impunes. Talvez o choque de postura deixe confuso quem leu sobre um Brasil que cultuava a honra dos seus homens públicos e não admitia a supressão da opinião popular.

Nesse momento parecerá que a luta foi em vão... que tudo é assim mesmo.

Talvez nesse trecho da lição você deixe de acreditar na democracia e acredite ser melhor trocar o voto por alguns tijolos, telhas, dinheiro... Não percebendo que esse dinheiro roubado oriundo dos "engravatados do poder" é o mesmo que os criminosos de rua levarão de você no próximo assalto, o qual ficará impune ante a falta de leis mais duras, não criadas pelo despreparados Senadores e Deputados Federais que compraram o seu voto. Que os tijolos e telhas serão os mesmos levados com a próxima enchente do local onde você mora, devido a falta de políticas públicas de urbanização do Governador e do Presidente da República, que deixaram você ali, morando na beira do rio. Que ao necessitar de uma consulta médica, se ela não existir não terá a quem recorrer pois o Deputado Estadual no qual você votou, não exerce seu papel fiscalizador de cobrar dos poderes constituídos qualidade na saúde pública, pois ele vive muito ocupado desfrutando do dinheiro desviado da Assembleia Legislativa e do carro de luxo que as facilidades do poder dão a ele, é... você ainda terá a capaciade de comentar o quanto o veículo é bonito ao vê-lo no show que ele te presenteou - com o seu dinheiro desviado - na festa da sua cidade.

No fim você perceberá que a culpa é um pouco nossa. Dos esclarecidos por se omitirem diante de tanta roubalheira; por tremerem diante dos donos do poder e ainda pegarem em suas mãos com alegria e respeito; por não contribuirem para o esclarecimento dos atingidos pela ignorância oriunda do sistema vigente; por não debaterem e exigirem em suas famílias a importância da honra e do culto aos homens e mulheres de bem; por aceitarmos e irmos atrás da imoralidade dos cargos em comissão, ante a exigência dos concursos públicos, pois é mais fácil bajular que vencer pelo mérito.

A liberdade e as conquistas democráticas tendem a não ser valorizadas por aqueles que nunca sentiram sua falta. As próximas páginas da história do Brasil começarão a ser escritas no próximo domingo. Naquele momento diante da urna, os dedos dos nossos escritores serão os seus dedos, a honra dos nossos homens públicos dependerão da sua honra, a educação dos nossos filhos dependerão da sua educação, a nossa história dependerá da sua história e sempre é possível começar a escrever um novo final.

Outubro de 2010.

Bruno Monteiro
@bcmonteiro

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26 de set de 2010

Violência política

Está disponível no Youtube um vídeo com cenas do debate entre os candidatos ao governo de Alagoas realizado pelo Sistema Pajuçara de Comunicação.

Os candidatos em questão são Ronaldo Lessa (PDT) e Teotônio Vilela Filho (PSDB). Assista ao vídeo:



O vídeo está editado e por isso, certamente, não expressa o que aconteceu aovivo da noite do debate. Na ocasião, o que mais chamou minha atenção foi a lendidão de raciocínio dos candidatos, a falta de propostas, a inércia em articular críticas ou sugestões para um futuro governo de um estado caótico e pobre como o nosso.

No fim, fica o questionamento: quem ganhou e quem perdeu? Opino no sentido de que não houve político ganhador ou perdedor. Com esse tipo de política só o povo pode perder ou ganhar.

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Você não sabe?

Sócrates disse “Só sei, que nada sei.”. No mundo filosófico grego da época, essa frase tinha um sentido único, que se encaixava no ideal socrático. Hoje em dia, você pode estar pensando, esse tipo de afirmação não é mais útil. Acredito, inclusive, que a maioria das pessoas – incluindo as que estudam filosofia de forma distorcida no Ensino Médio – acham que o pensamento filosófico desenvolvido há dois mil e quinhentos anos atrás não tem correspondência com o mundo moderno. Mas tem!

Vou fazer uma proposta de raciocínio a vocês. Pensem quanto tempo você gastou na Internet na última semana. Pensou? Imagino que seja uma quantidade considerável. Agora tente listar dez informações úteis que você viu na Internet essa semana. Coisas simples, como o que você acessa num site de notícias, por exemplo. Se você conseguiu se lembrar de mais de dez informações, espero que você não tenha passado 72 horas on line.

Eis uma característica do mundo atual: temos cada vez mais acesso a informação, e cada vez menos a retemos. Quanto mais lemos, ouvimos, vemos, clicamos; mais perdemos nossa possibilidade de raciocínio e formação de opinião. Estamos vendidos ao entretenimento fácil, e cada vez utilizamos menos nosso senso crítico. Isso, quando realmente estamos acessando uma informação, e não só uma babaquice que nos faça rir.

Mas aqui estou eu, escrevendo minha primeira crônica neste espaço e me intrometendo a falar da sua vida. Isto já é uma prova do quanto nossas vidas estão “open”. De um quarto um tanto bagunçado, existe alguém (eu) que está influenciando a sua visão de mundo nesse momento – sem que você me conheça, ou mesmo me veja. Não é um processo necessariamente ruim, mas é um processo no qual você, quer queira quer não, está inserido. Portanto, você precisa, no mínimo, estar consciente. Ao menos pra saber que nada sabe.

Texto retirado do blog Como Assim?!, o qual você pode acessar através do seguinte endereço: http://webcomoassim.blogspot.com

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