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27 de dez de 2015

EDITORIAL: do esquerdismo ao conservadorismo

São óbvias as mudanças que o blog sofreu nesses anos de atividade digital. Para meus botões costumo confessar que sofremos da "síndrome do yin-yang", vivenciando opostos constantemente. Se antes o blog era uma profusão de criatividade, postagens e parceiros, algum tempo depois já não expelia tantas postagens, nem criatividade (devido mais a repetições dos problemas nacionais abordados do que falta propriamente dita da mesma) e o número de parceiros, no momento, se resumiu apenas a minha pessoa. É o que temos pra hoje. Continuemos. As mudanças não se deram apenas na ordem estética e na quantidade de matérias. Esse editorial de fim de ano, servirá para mostrar que antes, mesmo sem entender direito o que era a Esquerda e o socialismo/comunismo, eu que sou o editor, pregava uma agenda esquerdista. Guiava sempre o mote do blog para exaltar os ideais e ideários socialista.

Ao aprofundar o estudo sobre esse tema, foi necessário um hiato, momento em que as postagens minguaram. Não é nada fácil identificar nem muito menos aceitar que as causas de nossos problemas é essa ideologia que prega exatamente o contrário do que faz: o bem estar de todos, dividindo entre pobre o excedente dos ricos chamada de socialismo, comunismo, social democracia, social-cristã, liberalismo, etc. É preciso um esforço gigantesco para afastar-se da leitura fácil, sem pesquisa, de autores que apenas reverberam a mesma conversa mole de sempre sobre os assuntos polêmicos que se repetem, como numa agenda pre escolhida pela mídia. Mas a partir do momento que você começa a ler, com os sentidos do conhecimento aguçados e livres de amarras ideológicas, os autores conservadores que desmascaram toda a sórdida campanha da esquerda para ocupar os espaços na cultura e na educação do Brasil, sente-se a liberdade de consciência quebrar as amarras que a prendia e sentar-se novamente em seu trono, no seio de nossa racionalidade.

Fui esquerdista militante por 14 anos, dos quinze aos 29 anos de idade. Esse tempo coincide com o tempo que o PT ascendeu ao poder. Votei no Lula duas vezes. Não votei em Dilma. E mesmo vendo meu país ir pro buraco ano após ano, preferia propagar as mentiras da mídia que exaltava um fraco crescimento econômico, educação nacional inexpressiva [não temos um único prêmio Nobel em terras brasilis], e industria dependente do exterior. O PT fez o pobre acreditar que tinha evoluído seu status quo porque agora tinha tablet e tv de led. Alguns se enganaram com veículo, uma moto de baixa cilindrada ou um carro mais que usado. Aqueles que conseguiram sua tão sonhada casa própria não passam de vítimas pelos altos juros que pagaram durante metade de suas vidas.Eu era um desses pobres. Nesse período tive alguns avanços materiais, assim como a maioria da população ativa que TRABALHA.

E isso serviu para que eu me interessasse apenas por aquilo que justificasse a manutenção desse socialismo que se mostrava tão promissor. Inflação baixa, desemprego baixo, bolsa família, empréstimos e mais empréstimos para todos. Do outro lado, fazia questão de minimizar a violência crescente que atualmente mata 60 mil brasileiros por ano. A culpa era do sistema. Os bandidos eram vitimas desse sistema e as vítimas dos bandidos, burgueses que nada faziam para mudar o sistema. Os pobres então, eram semi deuses às avessas, intocáveis seres injustiçados pelo sistema que oprime. Se eles não tem força de vontade, espírito indolente e preguiçoso além de uma forte resistência à disciplina e à ordem a culpa era do sistema. Observando nosso país hoje em decadência e essas malditas ideias acima citadas que defendia, é possível traçar um pequeno cronograma da derrocada moral em que o Brasil se encontra hoje.


Dentro desse espectro de revolução cultural, a materialização dessas teorias de esquerda se dão na demonização da família e das genuínas religiões, culto aos gays e congêneres, apoio a feministas radicais, usuários de drogas pesadas, distribuição de bolsas para aqueles ociosos que não querem trabalhar muito menos estudar, enquanto quem trabalha e estuda paga por eles mesmos e por aqueles vagabundos. É importante destacar aqui que o problema NÃO são os gays, as feministas, os drogados e preguiçosos [embora sei que mesmo eu deixando em caixa alta a palavra não nessa frase, existirão retardados que conseguirão ler palavras homofóbicas, intolerantes e antidemocráticas nas minhas afirmações]. O problema aqui é o apoio governamental aos líderes mal intencionados destas minorias que geram caos e desequilíbrio cultural e social. Por não mais pactuar com a agenda de esquerda [pelos motivos já expostos] e também para não transformar o blog numa bandeira conservadora massante, pouparei vocês de textos meus a não ser quando se tratar de interesse público. O TM continuará com dicas de livros, filmes e discos, mas não mais permitirá que nossos leitores sejam envenenados com artifícios gramscianos que visam apenas tornar a ideologia de esquerda um "ser onipresente, um imperativo categórico" na cultura e na educação de um país tão promissor que um dia o Brasil já foi.


Dezembro, 2015


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

6 de mai de 2015

EDITORIAL: do pó viemos, ao pó retornaremos. Contudo, não precisa ser tão rápido e degradante assim.

                         

Augusto dos Anjos já nos avisava: "Eu, filho do carbono e do amoníaco, monstro de escuridão e rutilância, sofro, desde a epigênesis da infância, A influência má dos signos do zodíaco...". A Bíblia completa de maneira não muito amistosa: "Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contende­rá com ele para sem­pre; ele só viverá cento e vinte a­nos e Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual ordenei a você que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida. Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo. Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará". Ok, entendi que nos somos amaldiçoados desde o sempre, mas temos mesmo que sermos seres tão degradantes assim? Numa rápida olhada num site de notícia colhi como exemplo 3 crimes que confirmam a degradação de qual falo: primeiro, uma mulher teve seus grandes lábios colados com uma super-cola na Africa do Sul (site TNH1); no segundo, no mesmo site, um menino de 8 anos quase fica cego ao ser atacado com um lápis por outro colega dentro da sala de aula e por último um homem decapita namorada grávida e leva  a cabeça à delegacia.


Essas notícias fazem parte de nossa natureza beligerante. No início do mundo escrito, o homicídio cometido por Caim marca o início dos tempos. E desde daquela longínqua época até os modernos dias atuais, o homem continua matando seu próximo das mais variadas formas e pelos mais variados motivos. Dos torpes aos severos, o sangue de 60 mil brasileiros escorre pelo solo da Pátria por ano. Somos da tribo perdida de Caim. Matamos e matamos muito. Herança da ideologia PTista dos milhões de mortes de seus mentores Stalin, Lenin, Mao, Pot, etc. O motivo? Talvez sejamos um povo de grande apego a matéria assim como Caim. De tão apegados a matéria, talvez cheguemos a conclusão que destruindo-a vão-se também os problemas levantados por ela. Matando aquilo que nos desagrada encurtamos a resolução da lide. O homem é naturalmente destruidor e as leis criadas por nos para nos protegermos de nós mesmos, não conseguem mais manter os errantes dentro de uma estatística aceitável. Os assassinatos estão saindo do controle. Um saco de pipoca é motivo para se tirar a vida de outrem nos dias atuais.

Nós viemos da matéria que compõe o planeta Terra. Nossa gênese é composta pelas partículas básicas que deram origem à vida e nada mais natural que nossos átomos tenham a missão ad infinitum de buscar sempre a evolução, incorporando-se a novos átomos de novas elementos, formando novas matérias. Os seres vivos começaram como microorganismos e desenvolveram-se até formar reinos próprios tanto animais quanto vegetais. Dentro do primeiro time, nós os "seres pensantes" nos destacamos e conseguimos sobreviver e garantir a sobrevivência de nossa espécie. Uma vez que viemos de uma natureza [e na minha visão ainda nos encontramos] selvagem, literalmente sem regras, ou melhor onde a única regra de sobrevivência sempre foi [e será?] "o mais forte sobrevive", temos que nos orgulhar da Sociedade relativamente harmônica em que vivemos? É só isso que a ONU tem a oferecer a seus 193 signatários? Uma harmonia externa enquanto a violência impera no seio da Nação, tudo tendo como base a corrupção sistemática.

Apesar de arcarmos com pesadíssimos impostos, o sistema em vez de nos oferecer uma vida tranquila para trabalharmos e seguirmos nossas vidas, nos obriga a conviver num ambiente caótico, nocivo, suscetível a morrermos a qualquer momento em busca do dinheiro, instrumento criado para "igualar" e "minimizar" os constantes desafios diários cujo o escambo não dava mais conta devido a dificuldade de estabelecer acordos e de delimitar os valores de bens díspares. Nos Estados contemporâneos regidos por Constituições Nacionais o dinheiro tornou-se um bem ainda mais valioso em detrimento dos valores morais. Qualquer meio termo é mera retórica. E a história mostra que é uma retórica banhada em sangue. Não sejamos tolos de acharmos que os quase 70 mil mortos mortos aqui é um fato aleatório. Não é. É algo bem planejado e bem executado por nós mesmos que elegemos, compramos e vendemos mesmo sem saber a ideologia comunista petista. 


No mundo atual, as guerras devem ser pontuais, "pequenas", são conflitos assimétricos, onde não se usa-se mais Exércitos regulares e sim guerrilheiros [vide Estado Islâmico] e ou bandidos estilos os nacionais. Jamais devem envolver países, apenas organismos financiados pelos países. Hoje a tensão é generalizada, distribuída entre os cidadão que tem que trabalhar, pagar seus impostos e ainda pensar em como não morrer seja na mão de ladrões ou mesmo no trânsito assassino. Vivemos em guerra. Eu, você e cada brasileiro que quer apenas trabalhar honestamente e cuidar da sua família estamos em guerra contra os marginais que querem nos desapropriar de nossos bens e seus mentores políticos que usurparam o poder de nossas instituições democráticas. 

Há décadas o brasileiro vive assim, encurralado dentro de casa. A rua é do lumpemproletariado. E sabe porque os nobres governantes e estudiosos iluminados pela verba pública não consegue acabar com a violência, seja ela direta ou indireta, palpável ou psicológica? Porque nada dá mais lucro do que o crime, aquilo que é ilegal. E economia do Brasil é mensurada atraves do consumo registrados e dos impostos, mas o dinheiro que financia e enriquece a elite política nacional é em grande parte oriundo da ilegalidade.  Enquanto almoçamos e tomamos café assistindo traficante matando cidadãos honestos e morrendo e ficamos com medo do mundo lá fora, os políticos daqui se passam as 24hrs do dia pensando em como roubar, lavar o dinheiro e não ser preso depois. Todo o caos social que vem em decorrência dos desvios de verba e corrupção gera mais lucros em forma de impostos recolhidos das empresas que lucram também com a desgraça do povo. Suponhamos, para exemplificar a mina de ouro que é a falta de segurança pública que, num hipotético bairro de classe média de uma grande cidade, esteja em vigência uma onda de crimes como roubo a transeuntes, furto de casas e carros...

Uma vez que não há uma patrulha exclusiva para a área, apesar do Estado ter dinheiro para fazer um policiamento decente, além de demorar para dar a resposta aos cidadãos lesados, estes se mobilizam e através de uma associação de moradores implantam sistema de segurança com câmeras de vídeo, cercas elétricas, portões eletrônicos, vigilantes 24hrs. Os mais abonados implantam o mesmo sistema dentro de suas casas e ainda blindam seus carros. Toda essa cadeia gerou empregos, impostos e lucro,muito lucro pra Estado. E mesmo após toda essa preparação preventiva, vez ou outra os crimes continuam ocorrendo. Claro, pois os governantes sabem que a falta de uma viatura numa área dá lucro. É um lucro mórbido, mas é lucro. Para politico tudo vale, até mesmo vender a mãe, já que são em sua maioria uns filhos da puta. Mesmo com todo dinheiro gasto pessoas inocentes continuam morrendo. A problemática central aqui não são as causas nem os efeitos da hipotética onda de crimes que nos idealizamos para exemplificar. O problema maior para o povo é a roubo do produto do trabalho através dos impostos. Uma vez que paga-se imposto para comprar um carro, para comprar uma casa e seus utensílios e ocorre um crime onde tudo é levado, o Estado lucra criminosamente pois além de não oferecer a segurança básica para o cidadão, ainda lucra mais com a compra de novos bens de consumo que substituirão os subtraídos.

Lucra mais ainda o Estado quando ocorre a abertura de empresas que vendem produtos e serviços para suprir a falta do próprio Estado. Empresas de segurança pagam impostos além de serem em sua maioria propriedades de políticos e seus laranjas. Além do enriquecer vergonhosamente o Erário pagando 2 vezes para ter um mínimo de segurança, o trabalhador brasileiro ainda sustenta o luxo dos corruptos que são donos de empresas que se beneficiam com a falta de segurança. Enquanto o homem de bem trabalhador, que honra seus compromissos com seus credores paga duas vezes mais para ter segurança enquanto o governo além de gerar a próprio violência que impera ainda lucra em impostos e em dinheiro sujo. Isso é uma análise rasteira. Os dados poderiam ser facilmente aprofundados se incluirmos as operações financeiras que regem a movimentação fática de dinheiro para que tudo funcione: impostos trabalhistas, taxas bancarias, empréstimos etc. etc.



O fato é: a desgraça do povo gera dinheiro para os homens engravatados que pilham a Nação há mais de 20 anos. Com os protestos que não param de acontecer, o sofrido e cansado povo diz que começou a perceber que todo esse lamaçal de degradação moral em que estamos inseridos, onde por exemplo, a juventude pensa em sua maioria em sexo e diversão e não em estudo e conhecimento para ser alguem na vida e ajudar o país a ser um País é culpa das políticas culturais e sociais do PT. Com esses protestos, o povo decente do Brasil está dizendo que não aceitamos esse retorno tão veloz em direção à barbárie socialista baseada sempre no autoritarismo e no populismo alienante. Em tempos de decadência cultural como essa que presenciamos, cada um deve fazer seu trabalho de beija-flor. Com afinco e perseverança a intervenção popular legítima tirará esse bando de ladrões de Brasília e, depois de concluído todo o trânsito e julgado de seus processos por ladroagem, deixariam essas ratazanas gordas apodrecerem na prisão ao mesmo tempo que queimarem toda sede do Partido dos Trabalhadores marcando de vez sua extinção por vontade popular já que nunca os verdadeiros trabalhadores foram representados por esses usurpadores de Nação. Só assim poderemos voltar ao pó da terra com decência em nome de Deus. Atualmente, como mostra o gráfico que ilustra o início da matéria, somo o último país em desenvolvimento na América Latina. Fato este que está em consonância com nosso padrão moral e social.

Maio, 2015.

Walter A.

wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM




28 de mar de 2015

LIVRO: Manifesto do Nada na Terra do Nunca

- Manifesto Do Nada Na Terra Do Nunca, 2013.
- Lobão.
- Ed.: Nova Fronteira


É inegável que o cantor Lobão tem um grande exército de detratores que, com ou sem razão, o persegue e quase sempre conseguem efetivar o efeito contrário: em vez de espantar, fazem o cantor angariar mais fiéis dispostos a consumir suas idéias de vanguarda. Nesse sentido, antes de continuar a crítica do livro, posso contar minha empírica experiência. De tanto ler e ver o Lobão sendo escorraçado da "grande" mídia e por fim presenciar um show que acabou antes de começar no Festival do Inverno de Garanhuns, eu era um de seus detratores mais, digamos, incisivos. Sem raciocinar ou raciocinando tortamente, esses fiéis detratores (eu), fazem uma propaganda negativa pesada do cantor, tolhendo a ascensão merecida do mesmo no cancioneiro brasileiro. Depois que vi Lobão abandonar o palco pernambucano fui atras de informação do cantor e fiquei bestificado com o álbum lançado à época em bancas de jornais A Vida É Doce. Depois de ouvir 500 vezes o disco, deixei de ser um detrator do cantor. Durante as eleições de 2014 pude me aprofundar em suas idéias e acabei por me deparar com esse livro que me fez ter Lobão como uma referência artística no Brasil. Nem tanto pela sua música, mais sim por todo o conjunto de sua obra: livros, discos e uma postura firme perante o mainstream vampírico e de opiniões embasadas acerca de deprimente política nacional.

Em seu primeiro livro autobiográfico 50 Anos a Mil, Lobão expõe sua vida e consequentemente, seus erros. E, caso sejamos hipoteticamente cristãos, que autoridade temos para julgá-lo? Não só ele, mas qualquer pessoa. Não possuímos essa autoridade mesmo se formos, hipoteticamente, ateus convictos. Afinal, hipoteticamente, mesmo não crendo em nada, ainda assim existe a Ética e a Moral, você e eu querendo ou não. Essas duas ciências servem justamente para sermos justos um com os outros e não é julgando sem conhecimento de causa que atingiremos esse nobre objetivo. 
Dito isto, deveria ser dispensado lembrar, mas não existe muita lógica em ligar a música de um artista com sua vida privada ou sua posição política.



Por essas bandas é normal afirmar que não se gosta de um artista porque simplesmente “não se gosta". O artista deve ser apreciado e analisado com base em seus méritos intelectuais/artísticos e só. Suas crenças, possíveis ideologias, superstições e opiniões pessoais devem ser sempre separadas de sua arte ao menos que sua arte seja baseada nesses temas. Aí já outra discussão. Em fim, se você tem preconceito com o Lobão já deve ter parado de ler essa matéria a muito tempo se é que a abriu para ler. Mas se você já tem consciência de seu pequeno lugar no mundo assim como ele e eu temos, pensa humanamente sem pré-julgamentos superficiais, ou pelo menos tenta e tem interesse na nossa cultura e política, deve ler como forma de registro de um momento histórico importante: o delírio coletivo por qual sucumbiu o Brasil, um país que já foi a quinta maior economia do mundo, pariu escritores, políticos, juristas e artistas de relevância mundial e agora se contenta em ser o último país em desenvolvimento da América do Sul.



Manifesto do Nada... cai como uma luva nesses momentos de agonia por qual passa o país. Suas ideias veem no momento oportuno, no momento que cai a máscara da presidente fantoche Dilma Roussef e de seu mentor Lula. O livro abre com um prólogo em forma de poesia com um pé no rap e outro no cordel que as vezes soa exagerada, maximizada, carregada verborreicamente, porém com impacto suficiente para que o leitor queira saber o que vem depois. O primeiro capítulo aborda nossa pobreza. Seja ela material ou intelectual. E como a pobreza fincou relação de simbiose com o brasileiro mediano ao ponto de não se distinguirem-se mais um do outro. A pobreza de espírito do brasileiro de hoje vem sendo formada a muito tempo. O escritor levanta o tema de sempre comemorarmos aquilo que não é pra ser comemorado. Valoramos em excesso coisas banais como por exemplo o futebol ou a televisão com suas novelas e jornais tendenciosos. Lobão exibe como nossa cultura foi moldada pela revolução cultural esquerdista apregoada por Antonio Gramsci. Um mundo que esconde uma época onde os artistas que eram oposição a revolução comunista, sempre foram relegados a traidores da cultura, dedo-duros, etc. que o diga Wilson Simonal e tantos outros citados no livro.



O cantor exibi lastro bibliográfico. As obras citadas como referência deixam qualquer pseudo-doutor de esquerda no chinelo. Ainda mais quando a média de leitura do brasileiro universitário é de um livro por ano. O capítulo inicial traz um pouco de luz sobre a pobreza de nossa cultura e da mania do brasileiro renegar o que é bom, bonito, belo e a idolatrar aquilo que é feio, ruim, pré-fabricado. Na maioria das vezes, só por birra, por pura irracionalidade ou preguiça de pensar. O cúmulo dessa alienação para o autor são os Racionais MCs, grupo que Lobão considera o braço armado do PT na música. Não é pra menos pois o que o grupo faz é apenas exalar letras de apologia ao crime e de exaltação do lumpemproletariado (bandidos, ladrões, estupradores, traficantes, etc.) reforçando o sentimento de racha entre ricos pobres tão repetido pela esquerda enquanto seus líderes se tornam parte daquilo que eles renegam. O próprio Lobão pode ser tomado como exemplo: mesmo já tendo composto uma enxurrada de hits, o cantor sofre de "bullyng cultural" por pessoas altamente despreparadas para opinar sobre o que quer que seja. A maioria dos jornalistas que o criticam não possuem o mínimo de conhecimento sobre a música, muito menos sobre a verdadeira cultura nacional.



Sujeito culto de ascendência europeia, estudante de violão clássico, é indiscutível que o cantor vive uma realidade um tanto quanto diferente da maioria de nós. Se destacava por ser crítico, observado e consequentemente questionador. E num país como o nosso, que exalta o embuste, a mentira, o faz-de-conta, quem exerce seu direito de expressão acaba ferindo egos poderosos. Lobão conta por alto que quando foi preso após muita perseguição, não teve nenhuma vontade de fazer parte dos presos políticos da época mesmo com todos os “pressupostos” preenchidos. Deixou o rótulo com essas pessoas que hoje governam muito mal o país. Durante o fim dos anos 80 e começo dos 90, músicos excepcionais de reconhecimento estrangeiro como Tom Zé, Hermeto Pascoal, João Donato, etc. foram deixados de lado para que artistas alinhados politicamente com a esquerda pudessem se firmar como parâmetros musicais.


O cantor aproveita boa parte do livro para esclarecer sua saída do programa jornalístico A Liga exibido no canal Band. Lobão se diz uma pessoa de boas intenções, e levando em conta seus depoimentos com sua condição financeira privilegiada, chega-se a conclusão que ele realmente não precisava fazer parte daquele programa, mas fez questão de fazer parte como “crescimento pessoal”. E só tomou na cara. Mesmo programas na linha dos documentários, tentam exibir um mínimo de polêmica. E nada mais polêmico do que um roqueiro das antigas como Lobão num mega show do famigerado "sertanejo universitário". Ele vai e o final da reportagem pede demissão. Sua narrativa da tentativa dos produtores de venderem uma imagem de reality show com Lobão travestindo-se de garimpeiro, com direito a uma viagem de dias de barco e estrada de terra pelo Amazonas exemplifica como a produção do referido programa era neófita para dizer o mínimo.

Confesso que assim como a maioria, fui voz ativa no boicote contra o Lobão. Assim como também já fui simpatizante do PT, militante da esquerda lato sensu, seduzido pelos gritos de ordem das patricinhas uniformizadas com camisetas do PSTU ou PC do B que dominavam os diretórios acadêmicos da faculdade que cursava. Fui um idiota útil. Pior que isso, só não assumindo o erro. Agora tento reparar esse erro. No Brasil, os formadores de opinião insistem em mostrar aquilo que não são: donos da verdade. Uma verdade capenga, sem base teórica muito menos científica, baseada apenas em achismos objetivando manipular as massas para que se sintam sempre num estado de normalidade rotineira. É essa massa de (des)informadores de opinião que Lobão critica em seus textos. O cantor é suficientemente humilde para assumir que também já foi PTista, inclusive fazendo comícios gratuitos para o partido vermelho e aproveita o ensejo para esclarecer seu ponto de vista sobre sua militância durante a campanha presidencial de 1989. Lobão é humilde o bastante para assumir que era um ignorante que pouco ou nada conhecia sobre a esquerda. Como exemplo de minha ignorância, durante minha adolescência seria eu um grande fã do Lobão sem mesmo nem ouvir suas musicas só porque o mesmo se dizia de esquerda, revolucionário. Era um "fã" de suas posições políticas não de sua arte. Ridículo.



O autor/cantor se propõe e consegue expor as mazelas culturais de nossa realidade rotineira através de fatos onde ele era o protagonista. O livro soa em alguns momentos como um exorcismo de um demônio arrependido de entrar num corpo que logicamente não era dele. Longe de isso ser demérito, esses pequenos fatos da realidade de um artista que pensa diferente da maioria dos outros artistas tidos como “populares”, servem para termos uma noção de como a cultura nacional está deteriorada ao ponto desse mesmo artista demorar a enxergar as adversidades culturais que era convidado a participar. Através de causos verídicos de suas aventuras como músico e repórter (no programa A Liga da Band) Lobão constrói uma linha de raciocínio sobre nós brasileiros de muita inteligência e principalmente autocrítica, ingrediente que falta na comida da maioria dos nossos "intelectuais", jornalistas, críticos e, claro de nosso povo.


Encerrando o livro o cantor/escritor provoca em carta aberta o nosso patrono cultural, o pai de nossa “arte moderna” (seja lá o que isso quer dizer) ou melhor, pai de nossa mazela cognitiva: Oswald de Andrade. Lobão desconstrói as principais ideias do Manifesto Antropófago: a esquerda exalta aquela escrita tosquiada, quebrada, sem aprofundamento teórico ou estudo prévio sério, expoente da contracultura e no mais, contraditória ao resumir suas ideias de brasileiro autêntico como sendo um semibárbaro, habitante de uma realidade paralela, sem grandes capacidades cognitivas vivendo num habitat propício apenas para o fornecimento de matéria prima. Na tosca visão "oswaldiana", se o brasileiro autêntico se aparentasse, em qualquer que fosse o aspecto principalmente cultural, com um homem racional, meticuloso, que amasse o conhecimento e vivesse em consonância com este, seria tido como uma imitação do europeu. Um mero papagaio. Burro ou maldoso? Ambos?



Pinçando trechos de alguns iluministas, Darwin e teóricos comunistas, Lobão expõe o monstro  criado por Andrade: uma grande panaceia ideológica visando legitimar intelectualmente a anarquia teórica nas artes brasileiras. Aquilo que fosse baseado em artistas técnicos, estudiosos, perfeccionistas, clássicos, era tachado de antiquado, “imitação” de europeu; enquanto que manifestações com foco na falta de técnica, no vazio de essência e significado ou simplesmente propaganda ideológica de esquerda transfiguradas em “arte popular” foi tido como o modernismo e pós-modernismo brasileiro. Se nossas artes andam em franca decadência e os cursos superiores de Artes nada fazem param modificar esse cenário é porque a maioria tem Oswald de Andrade e sua Semana de Arte Moderna como o marco da cultura nacional. E essa cultura alardeada por tão poucos, porém em posições de comando, não existe. Simplesmente não existe. O que leva a esquerda a idolatrar a Semana e institui-la como marco cultural nacional é o descaso inerente do brasileiro que lê em média um livro por ano isso quando na faculdade. Se hoje temos o "lepo-lepo", a "sofrência" e a "muriçoca-soca" em nossas vidas, é porque esse único livro que o universitário lê, tem grandes chances de ser 50 Tons de Cinza...



Se procuras uma leitura de bom conteúdo porém leve que, ao final modifique positivamente seu modo de encarar a cultura brasileira, que leve você leitor a ser uma pessoa mais crítica em relação a si e ao mundo que nos rodeia, leia esse Manifesto do Nada na Terra do Nunca. Só conseguiremos ser verdadeiramente críticos lendo autores que sejam imparcialmente críticos e lógicos distantes das nocivas ideologias esquerdistas. Numa falsa democracia que sustenta uma cleptocracia através da subversão da cultura como a nossa, encontrar autores nacionais atuais que abordem o cerne da questão como Lobão o fez de maneira autobiográfica, expondo suas próprias experiências com o mínimo de imparcialidade aparente, é raridade. Porquanto, aproveitemos a leitura e fiquemos inteirados de como nossa cultura que deveria libertar e informar a massa, é apenas um mero apêndice do governo através de incentivos e patrocínios a “projetos” culturais. Lobão serve como prova daquele ditado popular nacional: a unanimidade é burra. A maioria o odeia... Então tire sua própria conclusão.


Walter A.
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23 de mar de 2015

ÚLTIMAS: Amazônia perde capacidade de absorver carbono, diz estudo enquanto Fifa faturou R$ 16 bilhões com a Copa no Brasil, lucro recorde para a entidade

Amazônia perde capacidade de absorver carbono, diz estudo




A Floresta Amazônica tem diminuído sua capacidade de absorver carbono da atmosfera, de acordo com um novo estudo publicado nesta quarta-feira, 18, na revista Nature. Segundo a pesquisa, a captação de dióxido de carbono pode ter caído à metade, em relação aos 2 bilhões de toneladas do composto que a floresta absorvia anualmente na década de 1990. Para os autores, o aumento da mortalidade de árvores é considerada a principal causa da queda observada na capacidade da floresta para absorção de carbono. 


Realizado ao longo de 30 anos, o trabalho é a mais extensa pesquisa terrestre já feita na Amazônia e envolveu uma equipe internacional de quase 100 cientistas, incluindo brasileiros. A coordenação do trabalho foi feita pela Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Segundo os autores, as florestas tropicais absorvem e armazenam grandes quantidades de dióxido de carbono e, graças a essa propriedade, têm um papel importante na regulação do clima global. A redução na capacidade de armazenamento de carbono observada na Amazônia, de acordo com eles, pode ter consequências para os futuros níveis de CO2 na atmosfera e, por isso, deveria ser levada em conta pelos modelos matemáticos que são usados para prever mudanças no clima global.

'Sumidouro de carbono'

Nas últimas décadas, a floresta tem sido considerada como um gigantesco "sumidouro de carbono" - por absorver da atmosfera uma quantidade de carbono maior que a liberada -, ajudando a frear as mudanças climáticas. A nova análise da dinâmica da floresta mostra que o balanço de carbono pode ter sido afetado negativamente por uma grande mortalidade de árvores.

De acordo com um dos autores, o brasileiro Niro Higuchi, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o crescimento registrado da mortalidade de árvores tem relação com três eventos climáticos extremos ocorridos em 2005 e em 2010. Segundo ele, em janeiro de 2005, uma grande tempestade varreu a Amazônia em uma linha diagonal - do Acre e Rondônia até o Oceano Atlântico -, em uma faixa de 200 quilômetros de largura, devastando milhões de árvores.

"A nossa estimativa é de que essa tempestade, que chamamos de chuva convectiva, tenha matado mais de 500 milhões de árvores com troncos maiores que 10 centímetros", disse Higuchi. Depois, secas de severidade incomum castigaram a região no segundo semestre de 2005 e em 2010. "Após esses eventos, com a morte de tantas árvores, tivemos um balanço de carbono negativo", afirmou. 

Para Higuchi, no entanto, a capacidade da floresta para absorver carbono não está irremediavelmente comprometida. Se a perda de árvores em grande escala tornou o balanço negativo, as árvores que continuam vivas, segundo ele, seguem absorvendo e armazenando o carbono da atmosfera.

"O desequilíbrio no balanço de carbono foi registrado principalmente após esses eventos extremos. Mas a floresta tem uma capacidade incrível de regeneração e sabemos que as árvores mais novas, que nasceram depois daqueles eventos, têm capacidade maior de armazenamento", disse o especialista. 

Segundo Higuchi, o estudo considerou apenas a mortalidade de árvores causada por eventos climáticos extremos, mas não a que está ligada ao desmatamento. Os resultados, de acordo com ele, revelam os impactos das mudanças climáticas nas funções da floresta.

"Esses eventos como tempestades convectivas e secas sempre ocorreram na Amazônia, mas não com a intensidade extrema e a frequência que temos visto. As mudanças climáticas tendem a tornar esse tipo de eventos extremos cada vez mais comuns", afirmou Higuchi.

Excesso de otimismo

De acordo com autor principal do estudo, Roel Brienen, da Escola de Geografia da Universidade de Leeds, os dados mostram que a mortalidade de árvores cresceu mais de um terço desde a metade da década de 1980. "Isso está afetando a capacidade de armazenamento de carbono da floresta Amazônica", disse. 

Segundo ele, além dos eventos extremos, o próprio excesso de CO2 no ar pode aumentar a longo prazo a mortalidade de árvores. O dióxido de carbono é fundamental para a fotossíntese e o aumento do composto na atmosfera, inicialmente, leva a um aumento da taxa de crescimento das árvores. Mas, depois de algum tempo, esse estímulo extra ao crescimento afeta todo o sistema florestal, levando as árvores a ter uma vida mais rápido, morrendo mais jovens. 

Para Briennen, seja qual for a causa por trás dessa grande mortalidade - impacto do CO2 ou eventos extremos -, o estudo indica que há um excesso de otimismo nas previsões que indicam uma crescente capacidade de armazenamento de carbono das florestas tropicais.

"Os modelos climáticos que incluem as respostas da vegetação pressupõem que a Amazônia continuará a acumular carbono, à medida que os níveis de dióxido de carbono continuam a crescer. Nosso estudo mostra que isso pode não estar certo e que os processos de mortalidade de árvores são um fator crítico nesse sistema", afirmou Briennen.

A fim de calcular as mudanças na capacidade de armazenar carbono, os cientistas examinaram 321 pontos diferentes nos 6 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal, identificando e medindo 200 mil árvores. Além da morte de árvores, eles registraram o crescimento de novas árvores desde a década de 1980.

Fonte: Estadão

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Fifa fatura R$ 16 bilhões com a Copa no Brasil, lucro recorde para a entidade


Na Fifa, lucros recordes. No Brasil, estádios deficitários, fechados e até afetados pela Operação Lava Jato. A Copa do Mundo de 2014 garantiu para a entidade que controla o futebol mundial o maior resultado financeiro de sua história e milhões acima até mesmo do que a entidade previa.


O jornal O Estado de S. Paulo obteve com exclusividade o balanço comercial mantido em sigilo pela entidade que será revelado nesta sexta-feira e aponta que o Mundial rendeu à Fifa perto de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões). Diante do recorde, jamais a entidade acumulou uma fortuna como a que hoje dispõe.

Entre 2010 e 2014, enquanto o mundo pena para sair de sua pior crise financeira em 70 anos, a Fifa segue um caminho radicalmente diferente graças aos contratos no Brasil. Apenas no ano de 2014, a renda foi de quase US$ 2 bilhões, um recorde absoluto com contratos comerciais, vendas de ingressos e direitos de televisão.

Nenhum outro evento jamais se comparou aos ingressos gerados pelo Brasil, e sem a cobrança de impostos. Para a Copa de 2010, na África do Sul, a renda chegou a US$ 4,1 bilhões. No ano de renda máxima na história da entidade, em 2006, os ingressos chegaram a US$ 249 milhões. Agora, os valores apontam para um salto de dez vezes.

A entidade argumenta que deixou parte dessa renda ao Brasil, com um pacote de US$ 100 milhões para o desenvolvimento do futebol no País. O que a Fifa não diz é que o volume é equivalente ao que paga, por ano, em salários a seus próprios cartolas.

BURACO - Se a Fifa nada em dinheiro hoje, a situação dos estádios brasileiros nem sempre acompanha esses benefícios. Pelo menos seis dos 12 estádios da Copa estão com sérias dificuldades para se financiar.

Na Fonte Nova, em Salvador, o problema é o impacto dos escândalos de corrupção no Brasil e a Operação Lava Jato. A OAS, empresa que administra o estádio, teve suas ações bloqueadas pela Justiça e pode ser obrigada a se desfazer do investimento na arena.

Em Manaus, os times amazonenses têm evitado usar o estádio diante dos custos para os jogos do Estadual. A Arena Amazônia, que custou R$ 670 milhões, precisa de R$ 700 mil por mês em manutenção. Mas, entre o final da Copa e fevereiro deste ano, o estádio recebeu apenas sete partidas e o prejuízo supera a marca de R$ 2 milhões. Em média, o campeonato amazonense de futebol de 2015 tem recebido um público pagante de 659 pessoas por jogo.

Em Brasília, a falta de jogos no Estádio Mané Garrincha levou o governo do DF a levar parte de sua burocracia para ocupar o local. Hoje, seu buraco é de mais de R$ 5 milhões.

Em Natal, o ABC rompeu nesta semana um acordo com o consórcio que administra a Arenas das Dunas. Um contrato previa que os clássicos do Estado fossem realizados no estádio. Mas, no início do mês, a partida entre ABC e América foi disputado no Frasqueirão.

O América manteve seus jogos na Arena. Mas, em sete partidas, acumulou uma média de meros 3,5 mil pagantes por jogo - 10% da capacidade do estádio.

O Maracanã ainda luta para operar com lucros. Para que uma partida represente um benefício para os administradores, o estádio precisa contar com pelo menos 30 mil torcedores. No atual campeonato estadual, a média de público não passa de 3,6 mil por jogo. No caso do Flamengo, a média é de 16 mil.

Em janeiro, a Arena Pantanal foi obrigada a fechar suas portas para uma reforma “urgente”. Isso tudo apenas sete meses depois da Copa.

Fonte: idem



Nos encontramos de joelhos, subjugados, assistindo Babilônia, esperando a maré engrossar a crise que já alago nossos calcanhares. Enquanto políticos do alto escalão manipulam processos, matam "inimigos", roubam o Erário e saem ilesos, nosso povo (ou seria o aglomerado de pessoas que vivem no território brasileiro?) assiste os bandidos do PCC tomarem conta da parcela mais carente do país, almoça vendo programa que ganha ibope mostrando gente morta, cria jovens cada vez mais indolentes para com suas próprias vidas e trabalha sete(!) meses para pagar imposto e manter essa vida agoniada, desviando de disparos enquanto se mata de trabalhar para pagar juros a banco e se endividar depois. O brasileiro comum, não vive. No mais, sobrevive. E o pior: o PT fez com que o povo se acostumasse com esse estado de miséria cultural e social. Eles levam a sério a máxima de que o ser humano se acostuma com tudo. E o povo consente, confirma sua tendência à semi-escravidão mansa, recebida pacificamente, e em alguns casos com agradecimentos.

Enquanto nossas escolas encontram-se sucateadas por dentro e por fora, sem investimentos em estrutura muito menos em pessoal qualificado e nossos hospitais trabalham com o mínimo de estrutura e funcionalismo para fornecer serviços públicos onde o cidadão tem que esperar até 30 dias por uma simples consulta, o PT, Lula, Dilma e seus "amigos" no caso a FIFA, enchem os bolsos com o dinheiro do trabalho suado do brasileiro. Não bastasse esse assalto orquestrado por uma elite progressista sedenta por poder e dinheiro, nossa maior riqueza natural, a Floresta Amazônica, começa entrar em crescente declínio por culpa da ingerência e morbidez moral desses mesmos políticos e empresários sangue-sugas que em vez de cuidar para ter sempre, preferem tirar tudo para não ter nada amanhã.

O que se chama ainda de sociedade brasileira encontra-se embebida num manto metafísico que disforme toda a realidade, resumindo-a problemas criados para tirar o foco e o raciocínio do povo dos assuntos mais importantes, que não podendo ser suprimidos (ao menos por enquanto) são mascarados ao máximo pela mídia totalmente absorvida pelas ideologias comunistas (ou se preferirem seu paliativo: socialismo) e pela política produtora do combustível do sistema esquerdista: corrupção e terror.

TM

22 de jan de 2015

MÚSICA: Mombojó


É indiscutível. Pernambuco tem sua própria identidade cultural ao menos no que tange à musica, à literatura e ao cinema. Gosto mais da música do que até da literatura. Nessa arte prefiro os alagoanos. Mas com os instrumentos, os pernambucanos são imbatíveis. Ganham de lavada dos tão proclamados "mais desenvolvidos" sulistas dessa nova geração. Não é novidade que PE cria sólidas estéticas sonoras desde o frevo, por exemplo. Chico Science e Nação Zumbi, já falado aqui no TM com seu petardo Da Lama Ao Caos,  é apenas um dos tantos filhotes de ótimo gosto musical e excepcional qualidade criativa entre tantos outros - Mestre Ambrósio, Devotos, Lenine, Mundo Livre S/A, Eddie... Só para citar os mais recentes.

Formado em 2001, chegava a vez do Mombojó chamar para si a responsabilidade de fazer um som verdadeiro em meio a lamaceira de estilos importados e traduzidos em coisas esdrúxulas do tipo: sertanejo universitário, pagode universitário, forró universitário e qualquer-merda universitário. Tudo bem que nossos universitários não são lá muito diferentes dos estudantes do ensino médio intelectualmente falando, assim como esses também não são muito diferente dos do ensino básico e assim sucessivamente, mas não precisa usar um termo que deveria ser usado nos meios acadêmicos e pregá-lo no que há de pior na nossa música. Fico aqui esperando quando esses produtores picaretas, que se acostumaram a também mamar nas tetas do governo, vão aparecer com o rock universitário... Bem, vamos falar de coisa boa.

Com Chiquinho no teclado e sampler, Felipe S. no vocal e guitarra, Marcelo Machado na guitarra solo, Samuel no baixo e Vicente Machado na bateria a banda começou já no ano seguinte da formação a participar dos principais eventos musicais de Pernambuco, entre eles o festival Abril Pro Rock. Em 2004 lançam Nadadenovo recebendo críticas entusiasmadas dos dos veículos especializados até ser lançado pela saudosa revista Outracoisa, que já lançou entre outros B Negão e Os Seletores de Frequência, com excelente receptividade. Em 2005 são contratados pela gravadora Trama e no seguinte ano lançam Homem-Espuma. Mas é com Amigo do Tempo de 2010 que o grupo amadurece. Estão nesse disco as melhores canções da banda, até o presente, claro. O disco abre com Entre A União E A Saudade, um elo entre o rock psicodélico de temas eletrônicos com música brasileira, para logo em seguida uma guitarra tomar as rédeas trazendo o ouvinte de volta ao chão, instrumentos de sopros voltam à carga com a levada progressiva enquanto a letra de cunho existencialista sem niilismos seduz. É nesse momento que se percebe já estarmos repetindo a música sem perceber...

Antimonotonia vem entrando no espaço com um "riff" de violino
que abre alas para um baixo surf music nervoso, enquanto órgãos clássicos misturam-se com a bateria elevando o clima para a voz grave que declama uma letra sobre como expulsar esse mal que aflige boa parte de nós: a monotonia. e não é que conseguem? Quando menos se espera já estamos nos mexendo aos som dos solos de guitarra e pulando na cadencia desses meninos que fazem rock com tuba! Passarinho Colorido acompanha a levada rápida com um riff de guitarra e bateria acelerada para fazer a cama da inteligente letra: "Um certo autismo me salva...". A essa altura alguns podem querer compara-los aos Los Hermanos, porém é importante lembrar que é esse tipo de estética que ambas as bandas possuem que se alcança quando bebe-se de fontes musicais clássicas análogas como o samba, rock, jazz, blues, etc. E não, eles não são uma imitação. Eles tem personalidade própria. Só por possuírem isso no Brasil, merecem pontos.

O disco segue à risca a regra que enaltece a mescla de rock com samples de instrumentos clássicos e letras espertas inseridos numa moldura única. Justamente, é uma canção que vem acompanhada de flauta enquanto Felipe S. reverbera uma verdade de todos nós, cidadãos submissos: "Todo pensamento vem e vai, todo sentimento se desfaz, Quando a vida não tem e você não corre atrás. O jornal me cala e o silêncio anula como o tempo que já ficou pra trás. Preciso me esforçar mais..."  O álbum segue impecável com Qualquer Conclusão e A Praia da Solidão até chegar a hora da excepcional Casa Caiada e seu estonteante racionalismo traduzido na letra que aborda mais uma vez o existencialismo sem usar o niilismo barato: "Casa caiada não sou mais quem fui, vejo perigo em qualquer lugar..."

No apagar das luzes do disco ainda é possível encontrar canções acima de média. Aumenta o Volume pede a música que sucede Casa Caiada sem saber que desde a primeira música a vontade de aumentar o volume já havia sido saciada. Triste Demais prepara a cama com samples, para que a faixa-título viesse à tona cheia de efeitos duelando com um riff e com uma letra ácida porém intimista. Encerrando os trabalhos, aparece a jovemguardiana Papapa, uma música que tem o tom de animar qualquer cervejada. Amigo do Tempo é um grande disco. Perceber que artistas competentes e talentosos como Mombojó e outros, não tem o devido reconhecimento graças à um grande público anestesiado pela fácil digestão da baixa cultura empurrada pelos veículos de comunicação vendidos e mal intencionados brasileiros, é algo que me causa maior desgosto como cidadão.


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM


16 de jan de 2015

FILME: Akira

Akira, 1988.
Dir.: Katsuhiro Ôtomo
Animação
Dur.: 124 min.



Em tempo de grande exacerbação em torno dos efeitos especiais e suas novas tecnologias 3D, o cinema vive escassez de bons roteiros. Tanto as produções elaboradas para atores convencionais quanto o ramo das animações, veem ao compasso dos anos, perdendo força em suas histórias e se apoiando cada vez mais, como um deficiente em suas muletas, nos efeitos especiais para suprir as lacunas dos enredos. A maioria das películas animadas que frequentam os cinemas daqui são as estreladas por animais e/ou por bichos coadjuvantes que quase sempre estrelam novos filmes solos após sequências insossas.

Chega a ser surreal como o mercado do entretenimento infanto-juvenil sofre uma dicotomia nada saudável para o público chamada Disney x Dreamworks. Quase sempre jogando pra escanteio muitas produções de qualidade da Europa e Oriente. Com a crescente facilidade de distribuição, internet e etc., fica cada vez mais visível o abismo cultural em que estamos cada vez mais afundados. Esquecidos pelas distribuidoras, os consumidores brasileiros tem de se contentar com produtos culturais de 2ª, 3ª classe, como esses desenhos ridículos de bichos.

Akira ilustra bem esse panorama decadente. Lançado no Japão quando nossa Constituição entrou em vigor, ainda é referência no setor de animação. Animações modernas, cheias de efeitos computadorizados do tipo Ben 10 que emulam muito mal a cultura dos animes japoneses nos canais especializados de hoje, não podem ser comparadas em nada com esse filme já com mais de 2 décadas de produção devido a sua complexidade tanto de animação quanto de roteiro. A história do OVA se passa na fictícia Neo-Tóquio, reconstrução da antiga Tóquio após sua destruição na III Guerra Mundial que teria sido causado por uma criança com poderes psíquicos. 30 anos após sua após a III Guerra, o jovem Kaneda lidera uma gangue de motociclistas e tem de lidar com o desaparecimento do mais novo membro, Tetsuo.       


Após sofrer um acidente, Tetsuo é levado pelo exército para experiências governamentais pois encontrava-se com uma estranha criança que estava sendo procurada. Após diversas experiências secretas realizadas pelos governo japonês, Tetsuo retorna, porém já não é mais o mesmo. Poderes que antes eram latentes, vem à tona causando problemas de diversas ordens. Com o país ainda em frangalhos, passando por convulsões sociais de um pós-guerra, os poderes destrutivos que são despertados pelo programa governamental nada influencia para a normalidade de Neo-Tóquio. 


O comentário social não é particularmente profundo ou filosófico, mas sobretudo um olhar crítico sobre a alienação da juventude, a ineficiência e corrupção do governo, o cientificismo, isto é, a insensibilidade científica e sua subjugação aos interesses do poder, e um sistema militarizado, desagradado com os compromissos da sociedade moderna. Enxerga-se na obra também uma forte e distinta presença da ameaça atômica no imaginário japonês e, em sentido global, da ilusão humana de seu controle; outros pontos, como a representação de Akira dentro da obra se constituir como fruto de uma mentalidade holística intrínseca à constituição da episteme oriental, também podem ser observados, porém com menos nitidez. Enfim, perto dessas animações cheias de cantorias irrelevantes que alienam desde às fraldas nossos filhos, mais produções que ativassem nosso senso crítico deveriam ser lançadas por essas bandas tão carentes de cultura. 

Walter A.
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15 de jan de 2015

ÚLTIMAS: PCC - braço armado da esquerda latino-americana - envia R$100 milhões para China e EUA

Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) apontam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) manteve ao menos, uma conta corrente na China e outra nos EUA para lavagem de dinheiro do tráfico e realizar compras internacionais de armas e drogas. A movimentação financeira durante 2013 e 2014 passaria da cifra de R$ 100 milhões. Através de empresas de fachada e uma correta de câmbio, as contas eram movimentadas através de computadores instalados no Paraguai, enviando ao Brasil as armas e drogas compradas à chineses e norte-americanos.


Uma operação conjunta do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), de promotores de justiça da capital e do ABC paulista e agentes da receita federal em uma casa de câmbio no bairro de Pinheiros em São Paulo, levou os investigadores à descobrirem as contas internacionais. O caso foi revelado pelo portal R7. Os documentos apreendidos na operação ainda estão sob análise pericial e a assessoria de imprensa do departamento diz que a onvestigação corre sob sigilo, não podendo repassar nenhuma informação.

A citada corretora entrou na mira dos agentes em junho do ano passado quando foi preso Amarildo Ribeiro da Silva, o Júlio, responsável na hierarquia do PCC por distribuir grandes quantias para produtores de drogas latinos-americanos. O acusado chegava a movimentar até 7 milhões de dólares por mês. A investigação que resultou na prisão de Júlio havia identificado integrantes do PCC que viviam no exterior, entre eles Fabiano Alves de Souza, o Paca que continua foragido.

Segundo as autoridades, Paca é o único integrante da "cúpula" do PCC, conhecida com Sintonia Fina Geral que tem Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola como líder máximo. A Sintonia Fina Geral é composta por 8 criminosos. Além de Paca, a Polícia Civil está à procura de Wilson José Lima de Oliveira, o Neno, que estaria vivendo na Flórida para fazer contato com carteis mexicanos de narcotraficantes. No Brasil, Neno era encarregado de arrecadar a "cebola", a quantia mensal paga por cada membro da facção criminosa.

Atualmente, segundo o Ministério Público, existem 7 mil criminosos associados ao PCC, pagando mensalmente a quantia de R$600. A reportagem não conseguiu contato com os advogados dos preses para comentar as investigações.

Fonte: Estado de São Paulo

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Agora vamos as perguntas, que de tão óbvias, mostrarão o envolvimento dos PTralhas nesse esquema milionário de armas e drogas que mata 60 mil brasileiros por ano:
- Se já foi constatado pela Justiça o envolvimento de integrantes de vários países como Paraguai, México, Colômbia, China e EUA além dos nossos bandidos locais, por que ora bolas a Polícia Federal, órgão incumbido de, segundo a Constituição Federal em seu art. 144 §1, Iapurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; II:  prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência e III,  exercer as funções de polícia marítima, aérea e de fronteiras, não começou  a atuar contra essa fortíssimo grupo criminoso?
Resposta: pelo simples motivo do governo do PT ser vinculado ao PCC não só ideologicamente como financeiramente e logisticamente, como já demonstram inúmeras denúncias do MPE,  além estarem ligados também politicamente através do Foro de São Paulo.


- Porque motivo são presos apenas os peixes pequenos, os donos das contas bancários, os donos dos imóveis alugados, as demais pessoas que abrem contas, empresas, transportam e principalmente detém informações privilegiadas de dentro do governo não são sequer investigadas?
- Porque sempre quem vai preso é geralmente uma única pessoa, onde no próprio depoimentos desse preso indicam que centenas, milhares de políticos, empresários, banqueiros, agentes de câmbio, policiais, delegados, etc. etc. são envolvidos mas nada sofrem?

- Porque o Ministério Público Federal e a Procuradora Federal da República sequer se pronunciam contra o PCC? Será apenas um problema no Estado de São Paulo governado pela oposição tucana?

Porque ninguém na China, nos EUA ou na Rússia são investigados apesar de existirem sempre nomes de empresas, pessoas e autoridades desses países citados nas investigações?
Resposta: graças a imprensa prostituída que "vende" diariamente que um dos grandes problemas do país é a "violência" sem expor os motivos da mesma existir e prosperar, uma vez que denúncias contra o PCC são sumariamente retiradas das pautas dos grandes jornais ainda mais quando contém indícios de ligações de pessoas ligadas ao PT. Sem pressão da imprensa e da consequente pressão popular, não há como lutar contra esses bandidos que institucionalizaram o crime e o tráfico de drogas como expediente normal para "gerir" o Brasil. E porque a imprensa não denuncia? Primeiro por comungar da mesma ideologia "libertária" das ideias de esquerda; segundo porque os grandes veículos de comunicação estão cooptados pelas verbas públicas do PT. Com a cabeça formada ideologicamente e com o corpo dependente do dinheiro público, qual o veículo de comunicação de massa vai denunciar quem o alimenta? Sem falar que morte no Brasil, vende jornal mais que discussão política por mais relevante que seja. Tirando a imprensa que desinforma, ainda temos que aguentar o aparelhamento pelos esquerdalhas das universidades - que querendo ou não, (desin)forma opiniões - das escolas permissivas, dos órgãos públicos, dos rádios e da televisão. Sem falar no empresariado, cada vez mais cúmplice da corrupção seja ativa ou passiva. As igrejas, então... não vou nem comentar pra não me alongar mais do que já me alongo.

-Porque essas denúncias só aparecem um anos após de descobertos os fatos? Porque as investigações estão sempre atrasadas? E porque, já que se sabe que existem 7 mil criminosos "associados" dentro das cadeias num verdadeiro sindicato do crime latino-americano que podem pagar quase um salário mínimo para a facção não intercedem e iliminam qualquer chance de vinculo entre esses monstros muito menos restringem contatos e dinheiro para eles?
Resposta: Inúmeras pessoas dentro e fora do governo que já possuem PODER têm muito interesse que as coisas assim funcionem, com muita gente inocente morrendo, já que morte, gera lucros exponenciais.

TM


13 de jan de 2015

Especialistas tentam explicar por que os jovens estão demorando tanto a amadurecer

Por que os jovens de 20 e poucos anos andam tão imaturos? Esta é a pergunta que pesquisadores americanos com Jeffrey Jensen Arnett, da Universidade Clark, estão tentando responder, como mostra a matéria publicada no 'New York Times'. Nos Estados Unidos, a fase que vai dos 20 aos 30 anos começa a ganhar nomes como 'adultescência' e 'época bumerangue'. Programas de televisão, como o seriado '$#*! My Dad Says', sobre um jovem que desiste dos empregos convencionais para virar blogueiro, também tentam explicar o fenômeno.

Uma nova pesquisa, feita com 5 mil adolescentes e patrocinada pelo National Institute of Mental Health, mostra que o cérebro só chega a maturidade aos 25 anos. Antes deste levantamento, neurocientistas acreditavam que esta maturidade acontecia por volta dos 16. O diretor do estudo, o médico Jay Giedd, explica que, enquanto o cérebro está amadurecendo, há mudanças significativas em áreas que controlam as emoções e as funções cognitivas. Há também transformações impactantes no sistema límbico, fazendo com que os jovens ajam sempre mais emocionalmente do que racionalmente.

- Até os 25 anos, fica difícil responder questões como 'o que vou fazer da minha vida' justamente porque a parte que controla os impulsos emocionais ainda está se desenvolvendo - afirma Giedd. Estatísticas americanas mostram que até os 30 anos, os jovens costumam mudar de emprego pelo menos sete vezes. Dois terços saem de casa para morar com um parceiro, sem assumir um casamento, e 40% acabam voltando para a casa dos pais após uma decepção amorosa ou profissional. 

Jeffrey Arnett lembra que não é possível negar o impacto de outros fatores no comportamento dos jovens, especialmente a crise econômica, as opções criadas por novas tecnologias e uma pressão menor para casar e ter filhos. E, como as pessoas estão vivendo mais, também podem se permitir mais tempo para o autoconhecimento. 

Na 'adultescência', os jovens ficam excessivamente focados em si mesmos, diz Arnett. Costumam ter uma visão excessivamente idealizada do futuro e têm menos maturidade para lidar com decepções ou obstáculos na vida pessoal e profissional. Para alguns cientistas, isto é um reflexo do desenvolvimento cerebral. Outros acreditam que isto é culpa das mudanças na sociedade e até mesmo dos próprios pais, que não deixam os filhos crescerem. - Muitas perguntas ainda precisam de respostas, mas sem dúvida o início da vida adulta está em transformação. Os jovens de hoje não são iguais aos de uma ou duas décadas atrás - completa. 

Para o psicanalista brasileiro José Renato Avzaradel, os jovens não têm demorado mais para amadurecer. - O que ocorre é que os jovens, há uma ou duas décadas, tomavam decisões numa época mais precoce da vida. Porém, na maioria das vezes, sem saber a dimensão do que estavam decidindo. Eram opções do que nós chamamos de uma "pseudo-maturidade", e não de uma real maturidade. O que mudou é que os jovens hoje estão tomando essas decisões mais tarde, e permanecem na casa dos pais mais tempo - explica ele, que atribui como grande desafio aos pais passar aos filhos valores culturais e éticos.

Segundo Avzaradel, na prática, os pais devem ajudar os filhos a entender por que eles estudam, por exemplo. Devem ter livros e apresentá-los aos filhos. Levá-los a concertos de música, exposições:- Enfim, apresentar aos filhos um mundo maior. A vida não é só ganhar dinheiro rápido nem ter sucesso profissional precoce.

Sobre experimentar, mudar, trocar de carreira, o psicanalista não vê problema algum:  Atualmente, inclusive, existem muito mais carreiras, muito mais profissões do que havia há 20 anos. Os jovens hoje têm a possibilidade de conhecer coisas que simplesmente não conheciam. E isso faz com tenham liberdade maior de escolha. Trocar de carreira pode ser muito útil. A pessoa não é mais obrigada a ser infeliz em uma carreira. Os jovens que estão tomando suas decisões aos 30 anos talvez estejam aprendendo com os erros dos pais.

Fonte: Reuters

A Educação começa em casa e é complementada na escola. Os pais de hoje, acompanhando uma tendência da maioria do corpo social, estão muito egoístas e centrados em si mesmos. Essa atitude muitas vezes inconsciente é traduzida no excesso de mimos, dengos em relação aos filhos; a rigor, uma infantilização extrema é incutida nas crianças que demoram anos até perceberem o limbo intelectual que estão, uma vez que a cultura reinante do meio social complementa essa infantilização com a estupidez e imbecilidade de cultural popular atual [músicas de baixo calão e valor cultural, novelas de enredos duvidosos, "big brothers" e congêneres, programas de auditórios fundamentados na baixaria e no IBOPE fácil, etc.]...

Se criar um filho no mundo homogêneo do passado já era tarefa árdua, imagine criar bem um filho num mundo diversificado e baseado na cultura banal onde os valores morais básicos estão sendo cada dia suprimidos? 

TM