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26 de out de 2010

Última semana para inscrição de projetos Praças do PAC - Mais Cultura


Praças do PAC terão equipamentos culturais para população de baixa renda. Prefeituras têm até 29 de outubro para enviar projetos. Inicialmente, serão 400 unidades instaladas.

Levar cultura, entretenimento e lazer a populações de baixa renda é uma das prioridades das Praças do PAC, projeto que integra a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal. Cada Praça contará com espaços culturais equipados como cineteatro, biblioteca, telecentro e espaços multiuso para exposições e espetáculos artísticos. O objetivo é reverter o baixo número de equipamentos culturais em áreas carentes, especialmente em regiões metropolitanas e nas cidades pequenas e de médio porte.

As prefeituras interessadas em contar com os equipamentos devem inscrever seus projetos até 29 de outubro no site http://www.pracasdopac.gov.br. A primeira etapa prevê, ainda este ano, a seleção de 400 unidades. Ao todo, serão 800 Praças do PAC implantadas até 2014, totalizando investimento de R$ 1,6 bilhão.

O projeto das Praças do PAC inova ao integrar obras de infraestrutura – como saneamento, urbanização, habitação e energia elétrica – com a oferta de serviços culturais e socioassistenciais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, políticas de prevenção à violência e inclusão digital, oferecendo cobertura a todas as faixas etárias. O objetivo é promover um processo de desenvolvimento local mais abrangente e qualificado e que compreende a cultura como vetor essencial à melhoria do ambiente social – enfrentamento da violência e da pobreza, formação cidadã e geração de trabalho e renda.

Além do Ministério da Cultura, participam da ação os ministérios do Esporte, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Trabalho e Emprego, da Justiça e do Planejamento.

Instalações:

São três os modelos de praças previstos para terrenos com dimensões mínimas de 700 m², 3 mil m² e 7 mil m². Cada município poderá propor mais de uma praça e de um modelo, dependendo do número de habitantes e da capacidade de contrapartida exigida pelo projeto (terreno, gestão e manutenção). O Governo Federal selecionará as propostas de municípios e do Distrito Federal a serem apoiadas com recursos do Orçamento Geral da União.

Tipos de praças:

Modelo 700m² - Edifício com quatro pavimentos compostos por uma sala de cinema com 48 lugares, biblioteca, telecentro, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e salas multiuso. O projeto contempla ainda a construção de pista de skate, equipamentos de ginástica, kit básico esportivo (bolas, redes e materiais para prática de esportes) e jogos de mesa. O investimento previsto para esse modelo é de até R$ 1,9 milhão. O município deve dar como contrapartida o terreno de 700 m² onde será construída a praça e deve se responsabilizar também pela gestão e manutenção do equipamento.

Modelo 3 mil m² - Construção de duas edificações multiuso com uma sala de cinema com 60 lugares, telecentro, biblioteca, salas multiuso e CRAS. O projeto contempla ainda a construção de pista de skate, jogos de mesa, espaço criança, quadra coberta, equipamentos de ginástica, kit básico esportivo e pista de caminhada. O investimento previsto para esse modelo é de até R$ 1,9 milhão. O município deve dar como contrapartida o terreno de 3 mil m² onde será construída a praça e deve se responsabilizar também pela gestão e manutenção do equipamento.

Modelo 7 mil m² - Construção de uma edificação multiuso com um cineteatro de 120 lugares, telecentro, biblioteca, salas multiuso, CRAS e vestiários. O projeto contempla também a construção de quadra de areia, pista de skate, jogos de mesa, espaço criança, quadra coberta poliesportiva, espaço para a terceira idade, anfiteatro, equipamentos de ginástica, kit básico esportivo e pista de caminhada. O investimento previsto para esse modelo é de até R$ 3,3 milhões. O município deve dar como contrapartida o terreno de 7 mil m² onde será construída a praça e também a gestão e manutenção do equipamento. Este modelo é somente para municípios com mais de 400 mil habitantes e do Distrito Federal, de acordo com o Censo de 2009.

Limites de propostas por município:

Municípios de até 300 mil habitantes: 1 proposta.
Municípios de 300 mil a 500 mil habitantes: 2 propostas.
Municípios de 500 mil a 800 mil habitantes: 3 propostas.
Municípios de 800 mil a 2 milhões de habitantes: 4 propostas.
Municípios com mais de 2 milhões de habitantes: 5 propostas.

Fonte: Ministério da Cultura (www.mais.cultura.gov.br).

25 de out de 2010

II HISCOM - No Ar: O Rádio Alagoano e suas perspectivas

"NO AR" é o segundo evento sobre a história dos meios de comunicação, e tem como tema: O Rádio Alagoano e suas Perspectivas. O evento consiste em um seminário-debate onde profissionais ligados à área apresentarão um panorama do rádio alagoano – a história do rádio em alagoas, o radiojornalismo hoje, o rádio e a sua conjuntura política, e o profissional de rádio.

O projeto foi concebido a partir de uma parceria entre o Professor Dr. Wagner Ribeiro e alunos do segundo período do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas.

Inscrições: As inscrições para o II HISCOM - "NO AR" são LIMITADAS e só poderão ser feitas até o dia 27 de Outubro na SALA 202 - BLOCO 13 - UFAL ou através do telefone 8816-8866, com depósito em conta no valor de R$5,00 (o comprovante deverá ser escaneado e enviado para o e-mail do evento, noar.ufal@gmail.com).

"No Ar" - O Rádio Alagoano e suas perspectivas acontecerá nos dias 18 e 19 de novembro, no Auditório Linda Mascarenha do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP).

Confira a programação:

Dia 18/11 - Mesa Redonda

18h: Credenciamento e abertura
18h30: Painel 1 - O Profissional de Rádio (França Moura - Rádio Jornal AM 710)
19:40: Coffee Break
20h: Painel 2 - O Radiojornalismo Hoje (Lídia Ramires - Ufal)

Dia 19/11 - Mesa Redonda

18h: Painel 3 - História do Rádio em Alagoas (Cláudio Alencar - Escritor e Pesquisador)
20h10: Coffee Break
20h30: Painel 4 - O Rádio e a Conjuntura Política (Nélia del Bianco - UnB)
21:40: Encerramento e entrega de certificados

A participação garante certificado de 12 horas.

Mais informações no blog do evento: http://www.noar-ufal.blogspot.com

22 de out de 2010

Vietnã registra 75 mortes por inundações

As inundações provocadas pela chuva de monção no Vietnã deixaram 75 mortos, seis desaparecidos e mais de 170 mil desabrigados, indica o último informe divulgado nesta sexta-feira (22) pelas autoridades vietnamitas.

As equipes de emergência resgataram 16 corpos nas províncias de Ha Tinh, Nghe An, Quang Binh e Thanh Hoa, as mais afetadas pelas fortes chuvas que caíram ao longo da semana. Na quinta-feira, 14 corpos foram resgatados do ônibus arrastado por uma corrente d'água quatro dias antes. Outras seis pessoas continuam desaparecidas.

Entre os mortos registrados até o momento, há três crianças, com idades entre sete meses e três anos de idade. Segundo os números oficiais, 270 mil casas foram danificadas pelas enchentes e 56 mil hectares de plantações foram destruídos.

Centenas de pessoas morrem todos os anos no Sudeste Asiático nas enchentes, inundações e deslizamentos de terra que ocorrem durante a época das monções, também conhecida como estação chuvosa, que vai de maio a outubro.

Fonte: G1.com.br


As imagens desse acontecimento fatídico e catastrófico lembram o ocorrido em 18 de junho em Alagoas e Pernambuco. É impressionante a semelhança com imagem da recente enchente, sobretudo dos trilhos contorcidos da rede ferroviária da zona da mata alagoana com a foto reproduzida acima, no Vietnã. Obviamente, a força da natureza é igual para todos. Essa lei não muda.

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20 de out de 2010

A Consciência Negra, a Cultura e a Cidade

No próximo sábado, dia 23, o Programa Mesa Z receberá o Secretário de Cultura e a Secretária de Turismo de União dos Palmares, respectivamente Elson Davi e Izabel Helena Gomes. O convite para esses representantes é extremamente conveniente ante a proximidade do mês de novembro, parte do ano reservado para comemorações dos movimentos da cultura negra mundo a fora. Lembrando que o Programa Mesa Z é apresentado através da Rádio Zumbi FM 87,9, todos os sábados a partir das 12h.

A Secretaria de Estado da Cultura divulgou que, em reunião realizada no último dia 19, ficou definido a descentralização das comemorações do mês da consciência negra, pois, habitualmente a festividade era realizada na Serra da Barriga, em União dos Palmares. Foram incluídas as cidades de Arapiraca, Viçosa e Batalha, todas apresentam comunidades remanescentes quilombolas.

Entretanto, nem a Secretaria de Estado da Cultura nem a Fundação Cultural Palmares nem as Secretarias Municipais de Cultura das cidades envolvidas divulgaram algum projeto de atividades a serem oferecidas aos alagoanos e demais indivíduos que queiram visitar o estado neste mês de novembro.

A demora na definição e divulgação de uma programação é hábito antigo quando se trata desta comemoração. Infelizmente esse é um hábito ruim. O atraso demonstra falta de organização e empenho, além de acarretar defasagem na expectativa do turismo, perdendo-se muita da divulgação e valorização da história dos municípios e do estado.

Os secretários em questão terão a chance de conversar sobre esses atrasos que há muito deixam a população insatisfeita, bem como sobre as ideias, projetos e do que já está sendo providenciado para o Mês da Consciência Negra de 2010, o mais esperado e importante da região, ou pelo menos deveria ser.

Siga o Programa Mesa Z no Twitter: www.twitter.com/programamesaz

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15 de out de 2010

Filme: Tropa de Elite 2

Nessa sequencia de Tropa de Elite (2007), o diretor José Padilha nos apresenta Capitão Nascimento já nas primeiras cenas. A narração marcante encontrada no primeiro filme está de volta, mas ele já aparece diferente, o jeito de falar é outro. Uma das primeiras cenas já é de conhecimento do público, pelo menos para aqueles que assistiram aos trailers e anúncios de Tropa de Elite 2. A cena em que Nascimento tem seu carro metralhado é inteligentemente fixada ali, no início, para logo depois fazer um enorme flashback até voltar para aquele ponto. E quando volta, todos já estão envolvidos, com uma mistura revoltante de sentimentos.

Em Tropa de Elite 2 Nascimento é Coronel, comandando o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do estado do Rio de Janeiro. A tropa é acionada quando o presídio de segurança máxima Bangu 1 é tomado por um traficante, personagem de Seu Jorge, que pretende acertar contas com rivais. Fraga, um professor e defensor dos direitos humanos, é convocado pelos traficantes para negociar antes que o BOPE entre no presídio para abafar a revolta. Nesse ponto Mathias (o iniciante de Tropa 1), agora Capitão do BOPE, toma a iniciativa de atacar o grupo de traficantes antes de Fraga, otimamente interpretado por Irandhir Santos, conseguir terminar a negociação. Quando surpreendido, o traficante faz Fraga de refém, Mathias mete uma bala da testa do meliante e Fraga cai junto, salvo.

Com esse desfecho, Coronel Nascimento e Capitão Mathias são responsabilizados pelas mortes no presídio. Aparece então a classe dos políticos. Ai é que a história começa. Após o incidente tudo muda. Nascimento acaba Sub-Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro e Mathias é expulso do BOPE. O agora engravatado Nascimento, tentando se adaptar na nova situação, conclui que ali - "dentro do sistema" - poderá resolver os problemas com mais eficácia. Contudo, ele não tinha conhecimento da corrupção e safadezas que alimentam o próprio "sistema", questão amplamente mais difícil de ser combatida do que traficantes armados e policiais sanguessugas. Tudo que nos é apresentado depois através das lentes guiadas por Padilha é sujo, revoltante, desanimador, mas é tudo mais do menos, tudo que todos nós sabemos de um jeito ou de outro. Só não temos a coragem que Padilha e o Nascimento tiveram. É tudo verdade, mesmo ali, em plena ficção.

Assistir Tripa de Elite 2 "O inimigo agora é outro" é estar diante do espelho. Estamos na história. Você é uma testemunha. Acaba o filme e não adianta mais esconder o jogo. Você sabe de tudo. E agora? O que fazer? Continuar fingindo que nada acontece, que está tudo normal e o Brasil é o País Tropical abençoado por deus, como diz Benjor? Nada disso. Renato Russo já escreveu melhor: Que país esse? Nós sabemos a resposta.

Infelizmente, julgo que entre os milhões de expectadores que Tropa de Elite 2 terá, poucos irão proceder uma reflexão sobre os temas tratados. Falar que meus olhos encheram de lágrimas lá pelos 75 minutos de exibição do longa poderá servirá de motivo de risos para muitos "cidadãos". As lágrimas foram contidas, mas a indignação continuou até o fim do filme. Alias, continua até hoje. Espero que nunca passe. Os frutos de nossa péssima Educação são percebidos nessas situações. Um produto como Tropa de Elite 2 é mais que um filme. Entretanto, a referida falta de Educação agrava o entendimento de um produto como este. Muitos só enxergam ali tiros, sangue, palavrões e nada mais.

Já assisti alguns filmes que beiram a perfeição técnica, e nesse quesito Tropa 2 entrou para essa minha lista. Se fosse num júri de um festival de cinema, votaria da seguinte forma: Roteiro 10; Atuação 10; Som 10; Fotografia 10; Direção 10; Montagem 10. Enfim. Produção nacional que bebeu na fonte estrangeira, mas não perdeu a veia, a vontade e qualidade brasileira.

Ainda, Tropa de Elite 2 suscita discussões sociológicas e políticas. É um convite para repensarmos a famigerada Democracia ou pelo menos o jeito como lidamos com ela. Esse esquema que enche os palácios e assembleias de corruptos caras de pau e assassinos de colarinho branco, ao mesmo tempo que estes enchem os bolsos de dinheiro molhado de suor e/ou de sangue, mas que ainda não inventaram nada melhor. Será mesmo? Podemos melhorar a Democracia. Mas como? Quando essas falhas vão acabar? Basta um ato de coragem? Talvez, um futuro Tropa de Elite 3 possa mostrar uma resposta. Ou melhor: talvez nós, brasileiros, acharemos a resposta sem esperar tanto tempo.

José Padilha mostrou que é possível fazer o melhor no cinema brasileiro. Ele fez uma obra que extrapola rótulos. A unanimidade é que Tropa de Elite 2 DEVE ser assistido por, se possível, todos os brasileiros.

13 de out de 2010

Censo 2010 - Informações Preliminares

Censo já contou 154 milhões de brasileiros

O Censo 2010 já havia contado 80% da população brasileira, cerca de 154,2 milhões de pessoas, até às 12h do dia 27 de setembro. Além disso, os recenseadores já haviam visitado 57,8 milhões de domicílios. A coleta continua até 31 de outubro e, nos locais onde já foi encerrada, foi iniciada a etapa final de verificação dos dados. Nessa etapa, o IBGE solicita o apoio dos moradores que podem ainda receber a visita dos supervisores, profissionais que vão a campo após o recenseamento para supervisionar o trabalho realizado.

O estado de Alagoas segue num ritmo acelerado de coleta. Dados do dia 13/10/2010 mostram população recenseada de 2.943.654 milhões de pessoas, 93% do total estimado que é 3.156.108 milhões de habitantes no estado. Foram contados até aqui 796.782 mil domicílios, com média de 3,69 moradores.

Alagoas tem 102 municípios, desses já encerraram a coleta 18: Pariconha, Olho D´água do Casado, Senador Rui Palmeira, Palestina, Craíbas, Olho D´água Grande, Mar Vermelho, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, Junqueiro, Atalaia, Teotônio Vilela, Coruripe, Jequiá da Praia, Feliz Deserto e Piaçabuçu.

União dos Palmares também está prestes a encerrar a coleta. O município apresenta 94% de já recenseados e 82% de domicílios visitados. Tem um estimativa populacional de 62.727 mil, onde já foram recenseados 59.250 mil, com média de 3,79 moradores por domicílio.


CRIAÇÃO DO IBGE
A Revolução de 1930 significou uma profunda mudança na organização político-administrativa do Brasil. A ordenação federativa passou a ser bastante centralizada na figura do presidente Getúlio Vargas, que criou diversos instrumentos de política institucional, regulação e intervenção na economia e nas relações sociais. A adoção de políticas econômicas demandava a existência de informações estatísticas regulares e, razoavelmente, atualizadas sobre o Brasil. Nesse sentido, a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de 1936, inseriu-se no projeto de um governo central com políticas ativas na direção da integração nacional.

O Censo Demográfico de 1940, o primeiro realizado sob a égide do IBGE, inaugurou a era moderna dos Censos no País. Sua preparação contou com a participação de profissionais qualificados, membros de uma renovada carreira de servidores públicos. A relação de questões investigadas inclui quesitos sobre as componentes demográficas (nascimentos e mortes), origem migratória, condições socioeconômicas (domicílio, educação, mão de obra) aspectos ligados ao território e nacionalidade (línguas faladas, por exemplo) e outras que fornecem informações para políticas públicas e regionais. A partir daí, dispõe-se de uma série censitária (decenal) das medidas demográficas, que se tornaram os índices oficiais de população no Brasil. O Censo de 1940 acabou tornando-se exemplo para Censos em outros países, especialmente na América Latina. A pesquisa de 1940 também revelou que quase 70% da população do Brasil, que chega a 41 milhões de pessoas, vivia em áreas rurais. A população do estado de São Paulo ultrapassou a de Minas Gerais.

Nos anos seguintes, as atividades censitárias tomaram mais impulso com a implantação da série dos Censos econômicos (indústria e comércio) e agropecuária.

Com informações extraídas de CartaCapital.com.br e Ibge.gov.br

12 de out de 2010

O Brasil através do Censo

Contar a população de um determinado território, fosse ele uma municipalidade, capitania, província ou reino, foi desde sempre um desejo e decisão efetiva de variadas autoridades ao longo da história. Conhecer sua população equivalia a conhecer os efetivos que poderiam ser mobilizados para a guerra e os recursos que poderiam ser extraídos em favor dos objetivos dos poderes locais ou centrais.

Em perspectiva histórica, as estatísticas e atividades de sistema censitário estão ligadas às primeiras formações dos Estados clássicos na Antiguidade. Eram utilizadas para mensurar e estipular a cobrança de tributos, recrutamento militar, ações administrativas. Sua importância foi, em diversos períodos, fundamental para os poderes existentes, mas não se chegou a formular ou consolidar métodos padronizados e precisos para a contagem e caracterização das populações.

Com a formação dos Estados Nacionais modernos, após a Revolução Industrial, entre os séculos XVIII e XIX, as necessidades das sociedades mais complexas, do comércio mundial e dos objetivos econômicos das nações determinaram um salto de qualidade nas atividades censitárias, que ganharam status científico e metodologias que buscavam refletir a dinâmica do conjunto dos fenômenos sociais. Estavam, a partir daí, maduras as condições para o surgimento- dos sistemas- estatísticos modernos e dos grandes Censos nacionais. Inglaterra, França e Alemanha são precursores.

No Brasil colonial, contagens populacionais foram realizadas sem regularidade ou critérios bem definidos. Também as paróquias católicas tinham enumerações populacionais por meio de seus registros de batismo, sepultamento e casamento.

Durante o Império, momento em que se dá a formação inicial do Estado Nacional e, sobretudo, após a consolidação do governo de dom Pedro II, cogitou-se um levantamento nacional que refletisse, pela primeira vez, um retrato do povo brasileiro. O Brasil era então uma nacionalidade ainda em construção, com sua unidade não inteiramente estabelecida, permeada por processos contraditórios de integração e fragmentação. Após algumas tentativas pioneiras nos anos 1850, o Império criou a Diretoria- Geral de Estatística (DGE) e, em 1872, realizou o primeiro Censo Demográfico geral no Brasil.

Esse levantamento indicou que a população recenseada já se aproximava do patamar de 10 milhões de habitantes. Os níveis educacionais eram extremamente baixos: cerca de 80% de analfabetos. As populações residentes nas atuais regiões Sul, Norte e Centro-Oeste eram pouco numerosas. Os principais contingentes demográficos nas províncias chamadas do Norte (atual Nordeste) e no eixo Minas-Rio de Janeiro-São Paulo.

O Censo de 1872 é o único da história que contabiliza o contingente de população escrava, que declinava à época. Ele também introduz a pergunta sobre a cor da população, cujos resultados preocupariam a elite imperial, que, nos anos seguintes, questionariam o destino da nação com base em questões raciais.

Com a Proclamação da República, em sua primeira fase até 1930, foram realizadas mais três Censos gerais, respectivamente em 1890, 1900 e 1920. Na virada do século XX, a população brasileira já ultrapassava os 17 milhões de pessoas, crescendo a taxas elevadas em razão da imigração estrangeira para São Paulo e estados do Sul.

A República Velha, a partir da articulação da política dos governadores, caracterizou-se por um enfraquecimento do poder central a partir da aliança política das elites regionais, sobretudo a mineira e a paulista. Em 1920, a população já superava os 30 milhões.

Texto orinalmente publicado por Luiz Antonio Pinto de Oliveira na CartaCapital.com.br

11 de out de 2010

Filme: Across the Universe

Across the Universe
2007, Reino Unido/EUA
Direção de Julie Taymor
Roteiro de Julie Taymor, Dick Clement e Ian La Frenais
Com Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther MacCoy e T. V. Carpio

Ninguém tinha feito ainda um filme como Across the Universe (2007), no qual usa-se apenas músicas dos Beatles para contar uma história de amor. O projeto ficou sob a direção de Julie Taymor, premiada por seus trabalhos em Frida e na adaptação de O Rei Leão para a Broadway. Ainda bem que alguém teve essa ideia e realizou uma ótima obra cinematográfica.

A diretora Julie Taymor consegue recriar satisfatoriamente fatos e momentos marcantes da movimentada década de 60 como pano de fundo para o relacionamento vivido por um rapaz de Liverpool chamado Jude (Jim Sturgess) e uma jovem estadunidense de nome Lucy (Evan Rachel Wood). Os dois travam um relacionamento juvenil em meio à guerra do Vietnã, faculdade, drogas e os ideais do movimento hippie.

O personagem Jude chega aos Estados Unidos da América em uma busca pessoal de autoconhecimento e um pouco de aventura. Indo ao lugar em que seu pai ausente trabalha, o campus da famosa Universidade de Princeton, acaba conhecendo Max (Joe Anderson), irmão de Lucy. A amizade entre os dois rapazes é imediata, tal qual a cumplicidade entre John e Paul. Morando em Nova York, eles conhecem a cantora Sadie (Dana Fuchs), o músico Jo-Jo (Martin Luther McCoy) e Prudence (T.V. Carpio), fechando assim o grupo de personagens principais à trama.

Como em um espetáculo musical, cada um tem ao menos um momento solo garantido, entoando uma canção do quarteto de Liverpool. Letras não são modificadas, mas melodias e o momento pelo qual os personagens passam podem dar novos entendimentos aos clássicos do Fab Four. Para quem é fã ou ao menos admira o legado musical dos Beatles é um deleite assistir todas as cenas de Across The Universe.

Across The Universe conta ainda com participações especiais de Bono do U2 (como hippie Dr. Robert cantando "I am The Walrus"), Joe Cocker (triplo papel de um cafetão, mendigo e hippie emprestando sua voz rouca para "Come Together"), Salma Hayek (dançando "Happiness is a Warm Gun" vestida de enfermeira) e do comediante Eddie Izzard (o apresentador do circo em "Being For the Benefit of Mr. Kite!").

Love is all you (we) need!

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7 de out de 2010

Mario Vargas Llosa ganha Nobel de Literatura

O escritor peruano Mario Vargas Llosa ganhou nesta quinta-feira o prêmio Nobel de Literatura de 2010. Em um comunicado, o comitê sueco responsável pela premiação informou que Vargas Llosa recebeu o prêmio "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual". Entre suas obras, estão "Pantaleão e as visitadoras" e "Travessuras da menina má". Seu novo romance, "O sonho do celta", deve ser publicado em breve.

Nascido em 28 de março de 1936 em Arequipa, no Peru, Vargas Llosa recebeu cidadania espanhola em 1993 e já havia conquistado importantes prêmios: o

Príncipe de Asturias, em 1986, Planeta, em 1993, e Cervantes, em 1994. Sua carreira também é marcada por polêmicas, como seu rompimento com o escritor Gabriel García Márquez.

Entre os cotados para receber o Nobel este ano estavam o argentino Juan Gelman, o mexicano Carlos Fuentes, os espanhois Javier Marías e Juan Marsé e o paraguaio Néstor Amarilla, entre outros.

O último autor hispânico a receber a premiação foi o mexicano Octavio Paz, em 1990. O prêmio de 10 milhões de coroas (US$ 1,5 milhão) é o quarto Nobel a ser concedido este ano. Os primeiros foram os de Medicina, na segunda-feira, Física, na terça-feira, e Química, na quarta-feira.

Fonte: OGlobo.com

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4 de out de 2010

Música: Superguidis

Desde surgiram para o mundo com “Malevolosidade” estourando nas caixinhas de som num distante início de 2006, os Superguidis eram incríveis porque faziam rock simples, barulhento e deliciosamente inculto e imaturo. Era música que contrastava com o refinamento universitário de Los Hermanos e Mombojó, assim como com o hedonismo sarcástico de editorial de moda de CSS, Bonde do Rolê e Rock Rocket. E, ainda, o mais importante: colocava (continua colocando) no bolso todas as pretensões Emos, se é que existe alguma.

Passado pouco mais de um ano, o lançamento de “A Amarga Sinfonia do Superstar” definiria o que eram (e ainda são) os Guidis como banda: Carne, ossos e guitarras. Ao mesmo tempo, passaram de uma espécie única banda da segunda-onda do lo-fi brasileiro para talvez o grupo de rock nacional mais certo de suas intenções artísticas (ser uma banda de rock, apenas).

Gravado no início de 2009 e finalizado só no começo de 2010 – o terceiro álbum dos Superguidis é, de fato, a mais ambiciosa e bem acabada obra dos gaúchos. Um álbum tanto de reafirmação, quanto de expansão do que eles fizeram até aqui.

Musicalmente as intenções da banda resultam num álbum em que novos e velhos truques convivem em harmonia. A abertura, “Roger Waters”, é uma balada piano-e-cordas incomum ao repertório da banda (Pink Floyd, quem diria?), que serve introdução para explosão shoegaze-via-Billy-Corgan de “Não Fosse O Bom Humor”, a carta de intenções do disco. Sem dúvidas, a transição entre as duas faixas iniciais é talvez o momento mais arrebatador do rock nacional em muito tempo.

“Aos Meus Amigos”, que encerra o álbum, talvez seja a que melhor defina a fase atual da banda. É uma meia-balada refrão simples e eficiente – apenas a frase “Melhor assim que eu não estou só” cantada sobre bela cama de guitarras – que se permite floreios épicos antes de por fim aos 34 minutos de disco. Não é exatamente triste, nem profunda, mas deixa transparecer que há uma seriedade e um senso de compromisso a espreita. Emociona sem esforço e é, como a própria banda, sincera de maneira brutal e brilhante.

O álbum Superguidis (2010) está disponível para download no site oficial da banda. Acesse aqui.

Com informações de www.bloodypop.com

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1 de out de 2010

EDITORIAL: Uma História escrita por Você

Aproxima-se um novo momento da história. A cada quatro anos o Brasil decide seus governantes e representantes, nos próximos livros de História esse dia originará mais um capítulo, recheado de palavras onde os alunos conhecerão mais um momento da Democracia pós-Regime Militar. Saberão que as lutas de uma geração - para alguns o lampejo de civilidade e de explosão cultural deste país - originou a possibilidade de homens e mulheres exercerem o direito do voto. Através do sangue e suor de brasileiros, o país foi libertado da opressão, tal conquista consolidada com a nova Constituição nos deu o direito de voltar a sonhar.

Após momento ímpar da nossa história, avançando a leitura e superando tais capítulos, os nossos jovens talvez decepcionem-se com as páginas seguintes recheadas de escândalos de corrupção e desvios de recursos que ficaram impunes. Talvez o choque de postura deixe confuso quem leu sobre um Brasil que cultuava a honra dos seus homens públicos e não admitia a supressão da opinião popular.

Nesse momento parecerá que a luta foi em vão... que tudo é assim mesmo.

Talvez nesse trecho da lição você deixe de acreditar na democracia e acredite ser melhor trocar o voto por alguns tijolos, telhas, dinheiro... Não percebendo que esse dinheiro roubado oriundo dos "engravatados do poder" é o mesmo que os criminosos de rua levarão de você no próximo assalto, o qual ficará impune ante a falta de leis mais duras, não criadas pelo despreparados Senadores e Deputados Federais que compraram o seu voto. Que os tijolos e telhas serão os mesmos levados com a próxima enchente do local onde você mora, devido a falta de políticas públicas de urbanização do Governador e do Presidente da República, que deixaram você ali, morando na beira do rio. Que ao necessitar de uma consulta médica, se ela não existir não terá a quem recorrer pois o Deputado Estadual no qual você votou, não exerce seu papel fiscalizador de cobrar dos poderes constituídos qualidade na saúde pública, pois ele vive muito ocupado desfrutando do dinheiro desviado da Assembleia Legislativa e do carro de luxo que as facilidades do poder dão a ele, é... você ainda terá a capaciade de comentar o quanto o veículo é bonito ao vê-lo no show que ele te presenteou - com o seu dinheiro desviado - na festa da sua cidade.

No fim você perceberá que a culpa é um pouco nossa. Dos esclarecidos por se omitirem diante de tanta roubalheira; por tremerem diante dos donos do poder e ainda pegarem em suas mãos com alegria e respeito; por não contribuirem para o esclarecimento dos atingidos pela ignorância oriunda do sistema vigente; por não debaterem e exigirem em suas famílias a importância da honra e do culto aos homens e mulheres de bem; por aceitarmos e irmos atrás da imoralidade dos cargos em comissão, ante a exigência dos concursos públicos, pois é mais fácil bajular que vencer pelo mérito.

A liberdade e as conquistas democráticas tendem a não ser valorizadas por aqueles que nunca sentiram sua falta. As próximas páginas da história do Brasil começarão a ser escritas no próximo domingo. Naquele momento diante da urna, os dedos dos nossos escritores serão os seus dedos, a honra dos nossos homens públicos dependerão da sua honra, a educação dos nossos filhos dependerão da sua educação, a nossa história dependerá da sua história e sempre é possível começar a escrever um novo final.

Outubro de 2010.

Bruno Monteiro
@bcmonteiro

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