Blogroll

28 de jan de 2010

Música: Nirvana Live At Reading

Resgate de material histórico eterniza momento da maior banda dos anos 90

A apresentação do Nirvana no Reading Festival, em 30 de agosto de 1992, é o retrato bem pintado de uma banda no ápice de sua competência e popularidade – mesmo que, na prática, seus próprios integrantes não dessem muita importância para isso. Apesar de se tratar do show mais alardeado e pirateado da efêmera saga do trio, o lançamento oficial de Live at Reading serve como o desfecho justo para 2009, um ano marcado pela macabra onipresença póstuma de Kurt Cobain. O material apresentado no DVD, felizmente, passa longe da atitude pé-na-jaca que permeou os shows em território brasileiro, ocorridos em janeiro de 1993. A escassez de cenas e ruídos de plateia chega a gerar um estranho senso de “lugar nenhum”, como se, visto fora do contexto, aquele fosse um show do Nirvana como outro qualquer. Muito pelo contrário: a performance documentada é clássica, afiada e quase infalível, além de icônica em vários aspectos – desde a entrada triunfal de Kurt, de peruca e avental hospitalar, empurrado em uma cadeira de rodas, à perturbadora presença no palco do ilustre desconhecido Antony Hodgkinson, convidado pela banda a dançar alucinadamente até a música chegar ao fim.

Fonte: Rolling Stone

Últimas:

Após crise hipertensiva, Lula cancela ida a Davos e descansa em São Bernardo.

A Após ser internado devido a uma crise hipertensiva em Recife, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 64 anos, passará o fim de semana descansado em sua residência em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Lula desembarcou, por volta das 11h15m, na base aérea de Congonhas, em São Paulo, onde foi rapidamente examinado pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, médico particular do presidente. Ele deixou o aeroporto de carro em direção a São Bernardo e, segundo assessores, não reclamou de mal estar durante o voo.

- Lula teve aumento de pressão, foi atendido no hospital em Recife e depois de uma avaliação clínica acabou sendo dispensado nesta manhã porque já estava bem. O presidente é uma pessoa saudável, mas está cansado - afirmou Kalil. O médico disse que Lula fará um check-up "nem que seja amarrado pela orelha". Ainda não há previsão, no entanto, de quando serão realizados os exames. A agenda de Lula foi cancelada até o próximo domingo.

Fonte: G1

Mesa Z

No último sábado (23) estiveram presentes no estúdio da Rádio Zumbi Manoel Simeão vice-presidente da ADEFUP (Associação dos Deficientes Físicos de União dos Palmares) e José Francelino, membro da Diretoria da ADEFUP. Desta vez o programa teve como entrevistadores Sérgio Rogério (Acorda União), Franco Maciel (A Terra da Liberdade), Dallas Diego (Dallas Diego Sem Censura) e Professor Nivaldo Marinho, também contou com a participação de Sílvio Sarmento.

O atual técnico do União Futebol Clube, Marinaldo Lima, bem como o Secretário de Esportes Luciano Peixoto foram convidados a participar do Mesa Z. Ambos não compareceram nem apresentaram justificativas pela ausência.

O próximo programa (30 janeiro) tem como convidado o atual Secretário Municipal de Cultura, Elson Davi. Então, não perca o programa Mesa Z, sempre aos sábados a partir das 11 horas da manhã na Rádio Zumbi FM 87,9. Participe através do e-mail radiozumbifm@hotmail.com, do telefone (82) 3281-2314 ou pelo perfil da rádio no Orkut.

27 de jan de 2010

EMAIL:

LER NÃO FAZ BEM
enviado por A. Mendonça

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais? Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incómodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo.

Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura? É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova…

Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um. Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos. Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil. Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos… A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro.

Sim, a leitura devia ser proibida. Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Guiomar de Grammon

23 de jan de 2010

EDITORIAL: Mais do Mesmo

"Tá melhor. União tá bem melhor. Maceió também tá melhor. No meu tempo não tinha essas lojas bonitas por aqui...". Ouvi essa frase de uma pessoa que há anos não pisava nessa terra estorricada por coronéis sem patente. Ao voltar, à passeio diga-se de passagem, se deparou com uma Alagoas "melhor". Aquela delcaração me espantou. Me incomodou na verdade.

Meu incomodo se dissipou quando, durante o esforço mental que desprendi para não sentir raiva, lembrei que ela era uma turista. Ela não vive aqui. E estava só de passagem. É filha da classe média, assim como eu. Contudo, ela não vive aqui. E então tive que explicá-la, não de forma didática, mas sim de forma empírica que estávamos cercados de mais do mesmo e nada estava melhor. Para ela, o aumento do comércio, tanto aqui quanto na capital do Estado, era uma coisa "ótima, pois significa emprego". Concordei mas completei que não eram empregos e sim, subempregos. Enquanto olhávamos as lojas pedi pra que ela olhasse bem pra fisionomia das pessoas que trabalhavam e questionei, depois de alguns minutos, se aquelas pessoas aparentavam estarem felizes.

O resposta foi negativa como eu esperava. Afirmei que a maioria das lojas pagavam um salário mínimo por mês e as pessoas trabalhavam 9, 10 horas por dia sem direito a horas-extras, etc. Além de só terem um dia de folga na semana enquanto assistiam seus patrões enriquecerem cada vez mais. Os salários não passam da primeira semana e os empregados passam a maior parte do mês contando os dias pro próximo salário entrar. A pessoa que estava comigo completou: "por isso que o atendimento daqui é péssimo..."

Existem empregos, mas a qualidade deixa a desejar. Desse modo, todos nós passamos a ser vistos e considerados máquinas a serviço da produção exarcebada capitalista. O mercado não nos dá tempo de pensar em nosso bem estar e não se importa com esse fato. Pessoas infelizes, criam pessoas infelizes. Somos produtos do meio em qual estamos inseridos. A insatisfação e o vazio crescem, a violência cresce, a necessidade de dinheiro para se igualar aos de cima da pirâmide cresce exponencialmente. O homem se entrega a ganância, a soberba em busca de poder, seja qual tipo for. O mundo anda cada dia mais violento, criam-se novos golpes e modos de furtar; os roubos são cada vez mais agressivos; sequestros relampagos; calotes milionários no sistema financeiro; corrupção descarada e sempre impune; drogas lícitas e ilícitas consumidas por todas faixas etárias e classes sociais. Exemplificava tudo indicando, durante a caminhada, os mendigos, os homens bem vestidos que gritavam com os filhos por terem sujado o estofado do carro novo, as madames que falavam intertidamente ao celular enquanto as filhas conversavam com um estranho mais velho, os alcoólatras em bares às 9 da manhã, os drogados que se encontravam nas esquinas, os filhos de políticos que usavam a influencia para não pagar contas em bares...

Expliquei que era desse sistema parcialmente controlado pela União que saia os recursos para que o comércio, as indústrias, as empresas, em qualquer que fosse o lugar, crescesse e florescesse. Aqui não se paga impostos, sonegasse, afinal ninguém garante que o governo vá dá um fim digno aquele tributo. Aqui não se dá direitos trabalhistas pois os empregados simplesmente não os conhecem. E não pense se porque você tem um diploma de nível superior pode sair de fininho fingido que o problema não é seu, afinal, seu sonhado mestrado, douturado ou mesmo aquele simples concurso, servirá de combustível para que a "cabeça", o "intelecto" desse sistema sobreviva. O governo é o "braço" que tudo comanda. As pessoas marginalizadas, faveladas, sertanejas miseráveis, indígenas missigenados, que se voltam contra a sociedade são as "pernas" que tudo movimentam se transformando hora em trabalhadores violentados hora em bandidos "inimigos da sociedade".

Meu interlocutor me olhava com cara de espanto. Achava que eu era louco. Mas eu sabia que eu tinha despertado um modo um pouco mais real de ver o mundo nele. A pessoa ficou calada durante alguns minutos e depois soltou: "Acho que entendi. As cidades crescem e tudo piora mesmo... Se não existisse carros, não existiriam ladrões de carros...". Não pude deixar de completar e o lembrei que antes de carros sempre existiram cavalos e os ladrões de cavalos. Ou seja, o problema é o homem. Seja no Alasca ou na Terra do Fogo, o problema será sempre o homem e sua mente curta.

Antes era assim. Hoje continua assim e o futuro segue o mesmo caminho. Essas pessoas que são exploradas pelo mercado de trabalho por pura necessidade de sobrevivência não tem tempo para si mesmo, como poderão educar seus descendentes e ter uma convivência harmonica social se estão sempre preocupadas - e com razão - com as dívidas, o excesso de trabalho, problemas domésticos das mais diversas ordens? E se mal temos tempo para nossas obrigações conosco e com quem amamos e convivemos, como então poderemos dedicar tempo para o futuro da coletividade? Enquanto não achamos a resposta ficaremos sempre vivendo o mais do mesmo e achando que o progresso está vindo enquanto o abismo fica cada vez mais próximo.

Janeiro, 2010

Walter A. Jr.
Editor

Governo Estadual divulga selecionados em edital público de música

O Diário Oficial do Estado deu publicidade aos nome dos 19 vencedores do Prêmio de Incentivo à Produção de Cds e/ou DVD´s

Na última terça-feira (19), a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) divulgou, no Diário Oficial do Estado, o resultado do edital do Prêmio de Incentivo à Produção de Cds e/ou DVD´s de Música em Alagoas. Foram 19 projetos selecionados. O prêmio tem um valor total de R$ 75 mil, originários do orçamento do Fundo de Desenvolvimento de Ações Culturais (FDAC). Os primeiros nove selecionados receberão R$ 5 mil e os demais receberão o valor de R$ 3 mil, a serem empregados na produção dos CD´s e DVD´s.

As inscrições para o prêmio foram abertas no dia 3 de novembro e seguiram até 10 de dezembro. Democrático, o edital abriu espaço para músicos, grupos, conjuntos, compositores ou intérpretes de todos os gêneros musicais. A única exigência para concorrer ao prêmio era ser um artista da terra.

Veja abaixo a lista dos 19 projetos vencedores:

Premiados na categoria R$ 5 mil
• Finalização do CD Banda Xique Baratinho
• Raízes: Traços Contemporâneos
• Álbum Olhos Abertos – Chakras
• A turma da Maré
• Eek
• Banda Coisa Linda Sound System
• Ouve...Ou Antes de Dormir,Sonho
• Por Causa de Você
• Wado – Retrospectiva

Premiados na categoria R$ 3 mil
• DNA Caeté – Basílio Sé
• Wellington Pinheiro – Um Só no Frevo
• Banda Xoteados
• Voar – Coroado
• Varanda e Luar – Petrúcio Baetto
• CD Mensageiros de Jah – Avivados/ DVD Nova Vida
• Majéstico Ser – Banda Radium
• CD Samba
• Matuto Urbano – Janu
• Fator 4 – Volume II

Com essa iniciativa do Governo Estadual, podemos esperar para os próximos meses uma excelente produção musicial em Alagoas. Bandas já consagradas como a Xique Baratinho e Mensageiros de Jah, cada uma no sei estilo musical, dão o aval a essa afirmação. O cantor e compositor Wado, que tem sido o nome mais ativo da cena alagoana e nordestina, também promete uma nova produção continuando com a qualidade do seu último CD - Atlântico Negro. Até uma promessa da atual cena rock n´roll do estado, a banda Eek, aparece na lista, ótima surpresa. O edital contemplou várias iniciativas, uma diferente da outra, demonstrando um real incentivo para a arte alagoana, que merece ainda mais.

Fonte: Secretaria de Estado da Cultura, com complementos e adaptações.

21 de jan de 2010

MÚSICA: Coletânea Senhor F


Senhor F é uma revista eletrônica que aborda a cena independente nacional e de alguns países sul-americanos e existe desde 1999 e desde o primeiro ano já contava com uma média mensal de 40 mil visita. No ano de 2005 a revista deixa o formato mensal e passa a ser uma agência de notícias, sendo atualizada constantemente. No decorrer desses 11 anos, entre entrevistas, resenhas de discos, notícias em primeira mão, o site lançou inúmeras coletâneas. As primeiras coletâneas desse ano abordam os melhores discos nacionais, ibero-americanos e internacionais mais importantes da década. Escolhemos os nacionais, óbivio. Apesar de toda força rosa dos emos que tomam conta da mídia, a cena independente sempre vem pra salvar o jogo aos 45 do segundo tempo. Eu achava que essa década tinha sido um disperdício audiofônico, mas olhando bem, tem umas 7,8 bandas que salvaram a década: Vanguart ("Semáforo" pra mim foi a melhor música nacional da década), Mopho, Superguidis, Cachorro Grande, Autoramas, Los Hermanos...

A ordem das músicas da coletânea indicam a importância em ordem decrescente. Clique aqui para baixar.

Lista de Músicas*: 01-Los Hermanos/Todo Carnaval Tem Seu Fim 02-Mopho/Nada Vai Mudar 03-Superguidis/Malevolosidade 04-Pelebrói Não Sei/Céu Sem Cor 05-Macaco Bong/Noise James 06-Frank Jorge/Serei mais feliz (vou largar a Jovem Guarda) 07-Cachorro Grande/Sexperienced 08-Los Porongas/Lego de Palavras 09-Prot(o)/As Chaves dos Seus Sentimentos 10-Bidê ou Balde/Melissa 11-Beto Só/O Tempo Contra Nós 12-Vanguart/Semáforo 13-Violins/Manobrista de Homens 14- Autoramas/Carinha Triste 15-Volver/Pra Deus ImplorarOs Pistoleiros/Os Pistoleiros 17-Móveis Coloniais de Acaju/Idem 18-Repolho/Repolho 2 19-Réu & Condenado/Um Compêndio Lírico de Escárnio e Dor 20-Phonopop/Já Não Há Tempo 21-Prozak/Reciclando Almas 22-Astromato/Melodias de uma estrela falsa 23-Suite Super Luxo/El Toro! 24-Os Gianoukas Papoulas/Panorâmica 25-Supercordas/Seres Verdes ao Redor

Cineclubes: SAv e Iphan implantarão 28 salas de exibição este ano

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vão implantar cineclubes com salas de exibição digital de filmes em 28 cidades históricas brasileiras neste ano. A parceria foi assinada no último mês de dezembro.

A meta é ampliar o projeto para novas cidades levando experiência do cinema até lugares onde não existem salas de cinema, como em Pernambuco, Santa Catarina, Fernando de Noronha, Recife, Mato Grosso do Sul, Itaiópolis, dentre outras.

As exibições serão semanais e começa em fevereiro, com entrada gratuita. Ainda estão previstos debates e diversas atividades logo após a exibição dos filmes, a fim de estimular a reflexão com a participação da população local.

As salas serão instaladas em espaços geridos pelo Iphan ou pelas prefeituras, secretarias de cultura locais ou sociedade civil, em parceria com o Iphan. O acompanhamento do projeto será feito pela Secretaria do Audiovisual que forneceu os equipamentos e os filmes da Programadora Brasil com um representativo catálogo do cinema nacional.

Em Alagoas, a cidade escolhida nessa primeira iniciativa foi Marechal Deodoro, com a Casa do Patrimônio Iphan (antiga Casa de Câmara e Cadeia), na Rua Dr. Tavares Bastos, s/n, centro. Clique aqui para confirir todas as 28 cidades.

Fonte: Ministério da Cultura, com complementos.

Programa Mesa Z na Rádio Zumbi FM 87,9

O rádio hoje, ainda é um dos mais populares e eficientes veículos de comunicação em todo o mundo. Então, se você não tem o bom costume de navegar também nas ondas radiofônicas, saiba que União dos Palmares conta com um novo programa transmitido pela Rádio Comunitária Zumbi FM, o Programa Mesa Z, sempre aos sábados pela manhã, a partir das 11 horas.

Como não poderia ser diferente, com o aval do diretor e locutor da Rádio Zumbi , Sílvio Sarmento, o Tempo Moderno participa através de seus colaboradores dessa iniciativa da comunicação palmarina. Revezando com outros ilustres colegas: Sérgio Rogério, do blog Acorda União, Franco Maciel e Marcelo Pereira, do blog A Terra da Liberdade, o professor Nivaldo Marinho, além do próprio Sílvio Sarmento e outras cabeças pensantes que se dispuserem a participar, estaremos realizando esse programa de entrevistas, discussões, opiniões e reflexões. Com isenção, honestidade, ética e inteligência.

Convidamos você leitor do Tempo Moderno a também ser um ouvinte do Programa Mesa Z. E pensando naqueles que por algum motivo não podem ligar um aparelho de rádio no horário do programa, iremos reproduzir um resumo dos programas aqui mesmo no Tempo Moderno através de um podcast assim que conseguirmos as gravações nos estúdios da Rádio Zumbi.

Os primeiros programas

A estréia do Mesa Z foi no dia 09 deste primeiro mês do ano. Foi convidado a compor a mesa Manoel Feliciano (PT), membro da bancada de oposição na Câmara de Vereadores. Esse durante duas horas debateu diversos assuntos, juntamente com Nivaldo Marinho, Marcelo Pereira, Sérgio Rogério e Franco Maciel.

No dia 16 deu-se continuidade ao Mesa Z, dessa vez tendo como tema a Festa da Padroeira Santa Maria Madalena nesse ano de 2010 (foto). O Padre Francisco e a comissão organizadora dos festejos foram os convidados, infelizmente apenas o membro da comissão organizadora compareceu, Lindolfo Cabral, responsável pela organização das famigeradas “mesas” da festa.

Foto: Wenndell Amaral
O próximo programa terá como convidado Marinaldo, atual técnico do União F.C., time da cidade e recém promovido - com todo merecimento - a 1ª divisão do futebol alagoano, bem como o Secretário Municipal de Esportes e Lazer, Luciano Peixoto. Como entrevistadores está prevista a participação de Nivaldo Marinho, Sérgio Rogério, Franco Maciel, Marcelo Pereira, Dallas Diego e Laerte Tássio.

Necessário salientar que a discussão está aberta a qualquer palmarino, participe entrando em contato com a Rádio Zumbi FM: pelo telefone (82) 3281-2314, email: radiozumbifm@hotmail.com, ou pelo perfil da rádio no Orkut.

17 de jan de 2010

Livro: Admirável Mundo Novo

Livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

Observando a rapidez com que as inovações têm se sucedido é impossível não compararmos esse nosso mundo, que a cada dia traz algo de novo, com o “Admirável Mundo Novo” que Aldous Huxley idealizou, há cerca de 70 anos, em 1931. A obra é uma “fábula” futurista de uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas, onde a vontade livre fora abolida por meio de um condicionamento metódico, a servidão tornou-se aceitável mediante doses regulares de felicidade quimicamente transmitida pelo “Soma” (a droga liberado do futuro), e onde as ortodoxias e ideologias eram “propagandeadas” em cursos noturnos ministrados durante o sono.

O livro desenvolve-se a partir do contraponto entre esta hipotética civilização ultra-estruturada (com o fim de obter a felicidade de todos os seus membros, qualquer que seja a sua posição social) e as impressões humanas e sensíveis do "selvagem" John que, visto como algo aberrante, cria um fascínio estranho entre os habitantes do "Admirável Mundo Novo".

Aldous Huxley escreveu, mais tarde, outro livro, chamado Retorno ao Admirável Mundo Novo, sobre o assunto: um ensaio onde demonstrava que muitas das "profecias" do seu romance estavam a ser realizadas graças ao "progresso" científico, no que diz respeito à manipulação da vontade de seres humanos.

Nova música do Rapper palmarino Zulu Fernando

"Inferno de Dantes" é o nome da nova música grava pelo rapper Zulu Fernando, do grupo de RAP "União Dmcs", do interior alagoano diretamente de União dos Palmares. Como a produção musical própria e independente aqui por essas bandas do nordeste é bem escassa temos que divulgar todo o trabalho novo que é finalizado.

Zulu Fernando está com quase tudo pronto e em breve estará lançando o seu CD solo. É só aguardar, escutar e prestigiar.

Escute ou faça o download de "Inferno de Dantes" acessando o link que segue abaixo:
Inferno de Dantes - Zulu Fernando

Aulas de Kung Fu Wing Chun Applied em União dos Palmares

Yip Man e seu pupilo Bruce Lee numa das clássicas técnicas do Wing Chun, o Chi Sao.
Nos próximos dias terá início em União dos Palmares aulas da arte com o professor Kung Fu Wing Chun Jocerlan, de Maceió, que ficará vindo duas vezes por semana para dar aula aos interessados. A primeira aula será nesse domingo 17 de janeiro, das 10 horas às 12 horas na Organização Mirim.

O preço das aulas está bastante acessível. O Kung Fu Wing Chun é um estilo tradicional, praticamente desconhecido no ocidente até a década de 70. Veio se abrir ao mundo a partir do artista marcial e ator Bruce Jun Fan Lee (Bruce Lee) que encantou o mundo com sua habilidade. Até aquela época, não era permitido aos orientais chineses ensinar seus segredos aos ocidentais.

O mestre do Bruce Lee, Yip Man, é um dos grandes nomes de toda a história da arte. O estilo que teremos oportunidade de treinar é o mesmo do Yip Man, sendo que o Duncan Leung, atual grão mestre do Wing Chun, foi seu aluno direto. Pois é, estamos seguros contra qualquer enrolação.

Os interessados, por favor, entrem em contato das seguintes formas:
e-mail: cravosdeamor@yahoo.com.br
Cel: 9986 4628


Divulgação realizada mediante pedido de nosso leitor Fábio Luciano, estudante do curso de Filosofia na Universidade Federal de Alagoas e também aluno de Kung Fu Wing Chun.

14 de jan de 2010

Entrevistas com Manoel Gomes de Barros e Areski de Freitas

Na rádio Zumbi FM


Nos últimos dias de 2009 o Tempo Moderno se fez presente, através de seus colaboradores, em entrevistas na Rádio Zumbi FM, com duas importantes expressões políticas da cidade de União dos Palmares. No dia 30 de dezembro, Bruno Monteiro e Wenndell Amaral participaram nos estúdios da entrevista com ex-governador Manoel Gomes de Barros, o popular Mano. Juntamente com Sílvio Sarmento e outros radialistas, elaboraram perguntas por mais de três horas de entrevista. Entre as questões abordadas na sabatina, destacam-se os assuntos referentes ao desenvolvimento industrial, cultural e educacional da região da Zona da Mata alagoana, bem como a análise da sua administração frente ao executivo estadual, a derrota na eleição de 98 para o governo do Estado, a crise com os usineiros, a gangue fardada, e também o mito por trás do político Mano.

Durante a entrevista, o ex-governador de Alagoas teceu severas críticas ao Senador da República Renan Calheiros, e também ao ex-Deputado Federal, o agro empreendedor João Lyra. Mano afirmou ficar decepcionado com os rumos da política, ante a reconciliação posterior às agressões mútuas ocorridas durante o pleito eleitoral de 2006. Sobre João Lyra e a classe dos usineiros, atribuiu a miséria do povo alagoano, bem como sua derrota no embate eleitoral com Ronaldo Lessa em 98.

No dia seguinte o entrevistado foi o prefeito de União dos Palmares, Areski de Freitas. No último dia do seu primeiro ano a frente do executivo municipal, fez um balanço do seu governo, bem como respondeu a perguntas de ouvintes e radialistas. Participamos através da internet e por telefone.

Cabe frisar a resposta do prefeito ao questionamento realizado pelo Tempo Moderno acerca da situação cultural no município. O prefeito acusou os colaboradores do TEMPO MODERNO de serem mal informados no tocante a condução da pasta de Cultura do município. Afirmou ainda existirem publicações irresponsáveis e sem fundamento. Foi questionado ao prefeito, o conhecimento de um ofício enviado a Secretaria de Cultura, pedindo informações sobre o realizado e projetos daquela pasta. Esse não foi respondido por motivos pessoais. Dessa forma, informamos ao chefe do executivo tal conduta que infringe a impessoalidade necessária na condução da administração pública.

O prefeito demonstrando desconhecimento da atuação do seu secretariado, afirmou que se o Ofício tivesse sido enviado para a Prefeitura, certamente haveríamos de ter uma resposta. Ora, uma Secretaria é parte da administração direta de um município, com dotação orçamentária e funcionários próprios com cargos e funções definidas. Diante disso fica a indagação: Se este órgão não responde um reles ofício de forma independente o que mais pode fazer sem o conhecimento do Prefeito?

É nosso dever registrar o que foi dito ao vivo, a não vinculação com grupo político constituído nessa região, as pretensões pessoais dos colaboradores não repercutem nos textos aqui publicados. Nosso compromisso é com a consciência, cultura e educação.


Bruno Monteiro e Wenndell Amaral

10 de jan de 2010

Pernambuco: Por um alagoano

Por Dallas Diego.

Inveja. Essa é a palavra que define o que Eu sinto por ser alagoano. A distância de Maceió à Recife são 265 quilômetros aproximadamente, o que custava Eu ter nascido lá, ou em qualquer outra parte de Pernambuco, esse Estado tão maravilhoso. Talvez tenha sido melhor assim, dessa forma, posso desfrutar das belezas alagoanas e ficar sonhando com as pernambucanas.

Culturalmente falando, posso dizer que Alagoas deixa à desejar. É por este motivo que sinto inveja dos pernambucanos. Pernambuco é sinônimo de amor para os conhecedores de sua historia. Já Alagoas... Não venho aqui denegrir a imagem do Estado onde resido, temos muitas coisas que o outro não tem, apenas esquecemos e até mesmo não valorizamos. Pernambucano pra onde vai leva no peito a estampa do seu Estado e é reconhecido como da terra do frevo. Alagoano pra onde vai, é reconhecido que é da terra de Collor.

Na questão musical, perguntem a um alagoano quem é Nelson da Rabeca, Hermeto Paschoal, Djavan, Virginia de Moraes e Florentino Dias. Acho que eles só saberiam quem são alguns desses. Infelizmente a mentalidade de algumas pessoas, são muito “sulistas”, onde as coisas da nossa terra não tem valor. Não sabemos assistir uma apresentação de grupos culturais, sem ao menos tirar sarro de algo. É óbvio que temos algumas exceções.

Pernambuco na minha humilde concepção, é diferente. Acompanha de perto os festejos culturais, seja nas ladeiras de Olinda com o frevo rasgado, Recife antigo no Marco Zero ou na cidadezinha do interior chamada Nazaré da Mata, conhecida pelos grupos de Maracatu. Perguntem a um pernambucano quem é Chico Science, Siba, Mestre Salustiano, Alceu Valença, Lia de Itamaracá... Não posso afirmar que todos os pernambucanos saberiam quem são todos, mas os recifenses saberiam sim.

Não pretendo me estender. Sei que terá pessoas que irão me achar louco, ou filho da puta mesmo, por ter escrito que goste mais de Pernambuco à Alagoas. Bom, continuarei gostando!

8 de jan de 2010

Cine Esmal 2010: Vidas Secas e Nelson Pereira dos Santos

Foto: ESMAL
Neste último dia 07 de janeiro, na companhia dos colaboradores Bruno Monteiro e Carlyson Geijine, tive o grande prazer e privilégio de assistir a exibição do longa metragem Vicas Secas, e logo depois a breve, esperada e feliz palestra do diretor do filme e um dos maiores cineastas brasileiros, no auditório Prof° Almachio de Oliveira Costa, da Escola Superior da Magistratura do Estado de Alagoas - Esmal - na capital alagoana, Maceió.

Foi a abertura da temporada 2010 do projeto Cine Esmal, proporcionando um momento ímpar para a história e cultura alagoana. O paulista Nelson Pereira dos Santos é reconhecido internacionalmente por seus trabalhos no cinema, sobretudo por Vidas Secas, com o qual chegou ao prestigiano Festival de Cinema de Cannes em 1964, na França. Nelson Pereira foi um dos criadores do movimento Cinema Novo ainda na década de 50, que muito influenciou e modificou o modo de fazer cinema no Brasil, ao lado de Glauber Rocha, Cacá Diegues, e outros importantes cineastas.

Baseado no livro homônimo de Graciliano Ramos, o filme Vidas Secas foi rodado em 1963. O drama conta a saga de uma família de retirantes composta por Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia, que, pressionados pela seca, atravessam o sertão em busca de meios para sobreviver. Foi o único filme brasileiro a ser indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca. O neo-realismo italiano, estética que possui característica de engajamento político-social, é uma das influências marcantes no filme do diretor Nelson Pereira dos Santos.

Vidas Secas, prestou um grande serviço para a cultura alagoana, revelou talvez o maior ator e artista alagoano até os tempos atuais: Jofre Soares, que interpreta o fazendeiro do livro e do filme. Segundo o próprio Nelson Pereira dos Santos, Jofre Soares foi o responsável pela insuperável interpretação da chachorra vira-lata, a Baleia, dirigindo a cadela nas principais cenas do filme; também por apresentar a região e recrutar os figurantes e alguns atores nas cidades de Palmeiras dos Índios e Minador do Negrão, no sertão alagoano.

Na ocasião também estiveram presentes algumas outras pessoas ilustres: Sebastião Ávila Filho , sobrinho-neto de Graciliano Ramos e neto de um dos atores do filme; Rosa e Lúcia Pereira, sobrinhas do ator Jofre Soares; Gilvan Leite, ator que participou do filme interpretando o filho mais novo do casal; e Janaína Amado, neta de Graciliano Ramos e filha de Jorge Amado.

7 de jan de 2010

Cine Mais Cultura em Alagoas

Estado terá 15 novos espaços para exibição e difusão da cinematografia nacional

Estão abertas as inscrições para o edital Cine Mais Cultura em Alagoas, que selecionará 15 iniciativas voltadas à exibição de obras audiovisuais. O investimento é de R$ 225 mil, sendo 66% recursos federais e 33% de contrapartida do governo estadual. As propostas devem ser enviadas até 6 de março de 2010 para a Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Praça Marechal Floriano Peixoto, 417, Centro, CEP 57020-090, Maceió, Alagoas). A ficha de inscrição e o edital estão disponíveis nas páginas eletrônicas do Ministério da Cultura, do Programa Mais Cultura e do Governo do Estado. O resultado da seleção será divulgado no Diário Oficial da União, no Diário Oficial do Estado e nos respectivos sites citados.

Podem concorrer ao edital entidades privadas sem fins lucrativos que desenvolvam ações de exibição de obras audiovisuais e contribuir para a formação de plateias e o fomento do pensamento crítico, tendo como principal base obras audiovisuais brasileiras.

As iniciativas selecionadas receberão kit com telão (4mx3m), aparelho de DVD player, projetor digital, mesa de som de quatro canais, quatro caixas de som, amplificador, dois microfones sem fio, dentre outros equipamentos. Também poderão escolher até 104 DVDs de obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil (filmes de ficção, documentário e animação em curta, média e longa metragem).

Cine Mais Cultura - A ação do Programa Mais Cultura visa democratizar o acesso à cinematografia nacional e apoiar a difusão da produção audiovisual brasileira por meio da exibição não comercial de filmes. A prioridade é atender localidades rurais e urbanas que não possuem salas de cinema, localizadas nos Territórios da Cidadania e nas periferias dos grandes centros urbanos.

Segundo dados do Anuário de Estatísticas Culturais 2009, Alagoas possui apenas sete salas comerciais de cinema, todas concentradas na capital. É o pior índice entre os estados da Região Nordeste.

No Brasil, os cinemas comerciais estão concentrados em somente 8% do território nacional. “Há uma quantidade muito reduzida de obras audiovisuais brasileiras exibidas na TV aberta. Ou seja, a maioria dos filmes produzidos no país permanece inédita para grande parte da população”, ressalta Silvana Meireles, coordenadora executiva do Programa Mais Cultura.

Capacitação – Além de equipamentos e acervo, o Cine Mais Cultura realiza oficinas de capacitação cineclubista com o objetivo de qualificar de maneira prática os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos com introduções à história do cinema e linguagem cinematográfica; e oferecer informações sobre questões relevantes e atuais relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade. Outra meta é estimular os responsáveis pelos Cines Mais Cultura ao diálogo com a comunidade local para a participação efetiva nas atividades. O trabalho é desenvolvido com apoio de um manual produzido em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC).

Parceria Mais Cultura – O edital é fruto de uma parceria entre o MinC e o governo do estado para a implantação descentralizada das ações do Mais Cultura. O Programa – que integra a Agenda Social do Governo Federal e marca o reconhecimento da cultura como necessidade básica e importante vetor para o desenvolvimento social, econômico e sustentável do país – tem como principal objetivo ampliar a oferta de equipamentos e serviços culturais à população.

Fonte: Ministério da Cultura.

Link para edital e formulários:
Editais Ministério da Cultura.

6 de jan de 2010

Liberdade de Expressão: É Hipocrisia na Certa

Quando um país formado por hipócritas decide usar o twitter contra alguém.

Por Zema*

O apresentador do Jornal da Band, Boris Casoy, é o protagonista do mais recente escândalo virtual–nacional, ao ridicularizar os votos de ano–novo felicitados por dois garis do “alto de suas vassouras”. Ao expressar seu pensamento através das frases “... que merda... dois lixeiros desejando felicidades... do alto das suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...” que vazou durante uma falha, o jornalista tornou – se, com o seu vídeo, um hit de acesso no youtube.com e alvo de torpedos inflamados no twitter.com e outros blogs espalhados pela internet. Alguns deles pedem até a sua demissão.

Sabemos que qualquer informação transmitida via internet atinge milhões de pessoas em segundos. O que pode transformar um bebê koreano, recém – nascido e de cara feia em celebridade. Como pode jogar no limbo qualquer estrela do showbiz. Seja ela de primeira ou quinta grandeza. O mesmo Boris Casoy que outrora recebia elogios pelo seu “isso é uma vergonha”, quando proferidos a políticos corruptos, hoje é atacado com sua própria arma.

Ao que ler e entende errado, não defendo o jornalista aqui, também nãos o critico. Creio que cada um seja responsável por seus atos e que, diante disso pode falar o que bem entender. O que falo é da HIPÓCRISIA, tão disseminada na internet. Território livre onde, sem receio algum, ataca-se aos montes personalidades como Lula, Xuxa, Rubens Barrichello, BBBs entre outros.

Quem nunca fez piada, ou teve um pensamento velado, com loiras, gordos, negros, religiosos, gays e, até mesmo, garis? Ao fato do momento é que foi uma pessoa pública que expressou o seu pensamento. O que acontece é que, se não tivesse vazado nós daríamos boa noite tranquilamente, como antes. Mas no Brasil celebridade falando o que pensa, é um tremendo pecado.

Enchemos a boca para dizer que todos têm direito a liberdade de expressão. Que cada um possa falar o que quiser e tal. Porém, a gente se esquece de completar que o direito só é estendido a nós. Não é tão abrangente assim. Munimos-nos sorrateiramente da ideia do que vale é: falo o que quero, de quem quero, onde e como quero. É o que importa. Esse pensamento atrasado e imbecil é o que tanto nos atrasa.

E por que a frase do Boris Casoy repercute e dói tanto na gente? Simples, é porque somos hipócritas. Só isso. Dói porque não foi a gente quem a disse. Um anônimo pode assistir no Jornal Nacional sobre a tragédia da enchente em Angra dos Reis e sair correndo para o twitter e postar: “pobre vive dizendo que não tem nada, vem à enchente e diz que perdeu tudo. KKKKKK”. Logo receberá em seguida comentários e mais KKKs. Infelizmente nem todos têm o mesmo direito. Um famoso tem que se policiar quanto ao que diz e faz, para que suas besteiras não o coloquem em desgraça. Inclusive com os próprios fãs.

Então, nesse parágrafo escrevo em letras garrafais: LIBERDADE DE EXPRESSÃO É UTOPIA. Aqui no nosso país, com mentes tão medíocres, a realidade é outra. É pura, e simples, HIPOCRISIA. Todos nós somos, mas ninguém fala nada. E só saímos do nosso asqueroso esconderijo quando flagrados.

Finalmente, digo, eu que escrevo esse artigo sobre um assunto que não me diz respeito sou um hipócrita, você que leu, esperando lenha no Boris Casoy, é hipócrita e, todos que falaram são hipócritas. E assim o nosso país vai seguindo até que a Xuxa seja pega falando de um baixinho. Nosso bem aguardado novo escândalo.

*É estudante de Letras na Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL.

3 de jan de 2010

O Homem Que Engarrafava Nuvens - Documentário sobre obra de Humberto Teixeira

Quando as pessoas pensam em música brasileira, pensam em samba e bossa nova. Entre esses dois ritmos, há uma década esquecida, um período em que um ritmo nordestino foi levado ao sul, tomou o país como um furacão, e logo se espalhou pelo mundo. É o mais excitante e autêntico de todos os sons brasileiros, o Baião. “O Homem Que Engarrafava Nuvens” é sobre o criador desse movimento musical, o compositor, advogado, deputado federal e criador das leis de direito autoral, Humberto Teixeira.

Dirigido por Lírio Ferreira, o premiado diretor de “Árido Movie”, “Cartola” e “Baile Perfumado”, esse documentário-musical conta a história de Humberto Teixeira, o “Doutor do Baião”, o compositor por trás de clássicos como Asa Branca, uma das canções mais populares do Brasil. O filme não é só uma celebração de genialidade poética e musical de Teixeira, mas é também uma jornada de descoberta, do sertão, do baião, da cultura e da história do Brasil.

Participação de grandes artistas como: Elba Ramalho, Gilberto Gil, Bebel Gilberto, Fagner, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso. Luiz Gonzaga, Lenine, Maria Bethania, Cordel de Fogo Encantado, Chico Buarque, Sivuca, Carmélia Alvez, Rita Ribeiro... entre outros.

“O Homem Que Engarrafava Nuvens” estreia no próximo dia 15 de janeiro nos cinemas.

Fonte: blog Cultura Nordestina - clique e saiba mais.

Em 2010, artistas e produtores culturais poderão pagar menos impostos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei que enquadra produções cinematográficas, artísticas e culturais no regime de tributação para Micro e Pequenas Empresas. Na prática, isso vai permitir que, a partir de 2010, trabalhadores do setor cultural passem a pagar uma alíquota mínima de 6%, em vez dos atuais 17,5%. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União (Seção 1, página 1), desta terça-feira, 29 de dezembro.

Ao todo, o Simples da Cultura - como ficou conhecida a Lei Complementar nº 133/2009 - une quatro impostos federais, um estadual e um municipal. O texto sancionado altera a Lei Complementar nº 123/2006 (que instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte) para que trabalhadores do setor cultural possam ser enquadradas na tabela do chamado Simples Nacional.

Fonte: Ministério da Cultura

2 de jan de 2010

Filme: AVATAR

Avatar
Ficção científica/Aventura, 2009
Roteiro, direção e produção de James Cameron


Impressionante. Essa é a primeira palavra que veio em minha cabeça ao final de Avatar. Durante suas duas horas e quarenta minutos, tudo impressiona. Não foi à toa o longo tempo de produção e filmagens. A tecnologia criada especialmente para esse filme deu vida a essa idéia fantástica, que faz jus às melhores criações de ficção científica.

O filme concentra-se num conflito em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três gigantes gasosos fictícios orbitando Alpha Centauri. Em Pandora, os colonizadores humanos e os nativos humanóides, os Na'vi, entram em guerra pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa. O título do filme refere-se aos corpos humano-Na'vo geneticamente modificados e remotamente controlados usados pelos personagens humanos do filme para interagir com os nativos. A palavra “Avatar” vem do sânscrito Avatāra, que significa "Aquele que descende de Deus", ou simplesmente "Encarnação". Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra.

Apesar de Avatar não se tratar de um filme que configura o preciosismo cinematográfico como o fez há pouco Tarantino em seu Bastardos Inglórios, James Cameron talvez tenha inaugurado um novo conceito de preciosismo no cinema com as inovações e criações de Avatar.

O mundo idealizado por Cameron é fascinante e impressiona pela quantidade e qualidade dos detalhes. Pode-se pensar que tudo foi retirado de um livro, mas não, tudo foi criado a partir de um conceito e idéias antigas do diretor. Apesar da originalidade em muitos sentidos, em Avatar pode observar um pouco de Senhor dos Anéis, um pouco de Matrix, e também um pouco do que o próprio diretor já fez em Aliens, de 1986, nos dois filmes da série Exterminador do Futuro, de 1984 e 1991 e também de um pouco de Titanic, claro.

A proposta de discussão sócio-política em Avatar também merece destaque. Questões como meio ambiente, recursos naturais, desenvolvimento sustentável são abordadas no longa, mostrando uma preocupação com o futuro do nosso Planeta, algo totalmente bem vindo nesses tempos atuais.

Infelizmente para os alagoanos, Avatar foi pensado e lançado para ser assistido no formato 3D. A experiência de assistir filmes com essa tecnologia, ainda não é opção nas poucas salas da capital Maceió. Mais uma vez o povo alagoano sai perdendo, até nisso. Contudo, assistir Avatar no formato normal de exibição não retira do espectador a experiência de ser transportado para o mundo inventado por James Cameron, basta abrir bem os olhos e se deixar levar pelas sequências muitas vezes até bem surreais de Avatar.

Clique aqui para assistir o trailer.