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31 de jan de 2014

LIVRO: O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO SER UM IDIOTA


- O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota, 2013.
- Olavo de Carvalho.
- Ed.: Record


Caros leitores, por acaso, algum de vocês já ouviram falar no Council for Foreign Relations? Não? E sobre Bilderberg Group? Foro de São Paulo? Também não? 

No fim do ano passado enquanto procurava um livro que representasse um tipo de literatura substancial no sentido puro do termo, me deparei com essa capa chamativa em preto, cinza e vermelho de O Mínimo... do filósofo - até então desconhecido para minha neófita pessoa - Olavo de Carvalho. Havia fastigado de romances, ficções e da redundante filosofia existencial de Nietzsche. Procurava algo para aplacar a busca incessante que minha alma nutre pela Verdade. O título quase ofensivo atraiu-me de imediato. Pretensão? Firmeza de saber? Ironia? Ao folhear o petardo literário, percebi que título melhor seria impossível para livro com informações essenciais para uma vida plena no mundo de baixas representações e valores de hoje. Comprei-o sem pestanejar e o li rapidamente. 


Os órgãos citados no primeiro parágrafo são ínfimos exemplos de forças invisíveis, porém bastante palpáveis, controladoras/moldadoras de consciências em escala industrial. Criminalidade, pobreza, poder, dominação, comunismo, capitalismo, intolerância, Esquerda, Direita, terrorismo, luta de classes. Vivemos numa redoma de problemas sociais, além dos pessoais ocasionados pelos primeiros. O curso da História e seus desdobramentos em favor de alguns; a Filosofia deturpada à serviço do materialismo banal contemporâneo e de ideologias sanguinárias e a Política em uso forjada dos baixos valores que dessas deturpações cognitivas germinaram, estão diretamente ligados com nossos problemas cotidianos. Porém, nossa incrível mídia municiada por nossos espetaculares "intelectuais" insistem e são bem pagos para, em vez de clarear as idéias, nos ludibriarem. Mais porque?

Você que, como eu achava que o comunismo havia ficado refém do capitalismo lá nos confins da Russia; que acha o presidente norte-americano Barack Obama um democrata; que acha Lula e Dilma estandartes do progressismo responsável e José Dirceu e Genoíno ladrões; que não sabe como toneladas de drogas são comercializadas tão facilmente no Brasil [e no mundo]; que acha que as raízes dos problemas nacionais são as "desigualdades", as "injustiças", a "corrupção"; que acha normal um país não contribuir em nada para a cultura da humanidade; que não sabia dos planos públicos da ONU para implantação de um governo Global...

Eu, da altura de minha ignorância, achava que tudo isso era conversa de maluco "conspirador". O livro organizado por Felipe Moura Brasil demonstra que eles, os donos do sistema, querem que você pense assim, de maneira difusa. Diante de tantos fatos apresentados na velocidade impressionante da internet, fica difícil parar para juntar os fatos do dia-a-dia, ter tempo e disposição para achar as bases e confirmar aquilo que o autor nos joga na cara com uma franqueza dura: nós não sabemos de nada do que se passa no mundo. E quem é pago para nos dizer a verdade dos fatos [jornalistas e intelectuais] se prendem a fatos-recortes da realidade, omitindo o todo [as vezes por pura ignorância, as vezes deliberadamente], conseguindo assim que as sombras cubram o mínimo de luz que ele mesmo guiou à superfície da razão.

Bestificado fiquei com os preciosos dados expostos em cada página de O Mínimo... Essas informações sólidas e embasadas histórica e filosoficamente, demonstram que nós, as pessoas um pouco mais críticas da sociedade, não temos a mínima ideia do que é real, do que realmente influencia nossas vidas. E não adianta procurar no google sobre os temas citados no primeiro parágrafo do texto e abordados de maneira reveladora no livro. O que você lerá no livro de Carvalho são opiniões iluminadas, muito bem embasadas em anos de erudição de claustro sobre as forças que gerem cada um de nós na mecânica da vida moderna, descobrindo logo nas primeiras páginas o motivo de o mundo, em especial o Brasil, andar tão estúpido. Como o próprio título sugere, Olavo escreve para quem é humilde e reconhece suas limitações do entender do mundo. Se você acha que já sabe o bastante para viver plenamente através da bagagem cultural aprendida nas universidade nacionais e na mídia lato senso, sinto dizer, mas és um idiota, assim como este que vos fala, necessitando aprender o mínimo sobre moral, ética e justiça à luz das verdadeiras autoridades intelectuais da humanidade: Platão, Aristóteles, São Tomas, Eric Voegelin, Goethe, von Mises...

Esse livro deveria ser de leitura obrigatória em todas as escolas do Brasil. Olavo de Carvalho mora atualmente nos EUA, depois de escrever em jornais de grande circulação no país e de ser demitido de todos, pois como é possível ver em seus escritos, ele busca não apenas parecer honesto, mas ser honesto mesmo que todos os desonestos digam que você não é. Para Olavo, a justiça não é algo simbólico. E esta só é possível de ser alcançada, com o auxílio indispensável da Verdade.

Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM


22 de jan de 2014

ÚLTIMAS: segundo IBGE, existem 61 milhões de brasileiros desocupados

Um contingente de 61,3 milhões de brasileiros de 14 anos ou mais não trabalha nem procura ocupação -e, portanto, não entra nas estatísticas do desemprego. Trata-se de 38,5% da população considerada em idade de trabalhar pelo IBGE, ou o equivalente à soma do total de habitantes dos Estados de São Paulo e do Rio.

Nos EUA, ainda se recuperando da crise, a taxa é similar, 37,4% -as metodologias, porém, não são as mesmas. Referente ao segundo trimestre de 2013, o dado brasileiro ajuda a ilustrar como, apesar das taxas historicamente baixas de desemprego, o mercado de trabalho mostra sinais de precariedade.

Mesmo tirando da conta os menores de 18 e os maiores de 60 anos, são 29,8 milhões de pessoas fora da força de trabalho, seja porque desistiram de procurar emprego, seja porque nem tentaram, seja porque são amparados por benefícios sociais.

Esse número supera o quádruplo dos 7,3 milhões de brasileiros oficialmente tidos como desempregados nas tabelas do IBGE -o que dá uma ideia de quanto o desemprego poderia crescer se mais pessoas decidissem ingressar no mercado e disputar vagas. Os dados sugerem que grande parte dos que estão fora da força de trabalho é dona de casa: 40,9 milhões são mulheres. Entre os desempregados, a proporção de mulheres é bem menor, de pouco mais da metade.

O grau de instrução da maioria dos que não trabalham nem procuram emprego, previsivelmente, é baixo: 55,4% não chegaram a concluir o ensino fundamental. Mas uma parcela considerável, de quase um quarto do total, inclui os que contam com ensino médio completo ou mais escolaridade. Considerando toda a população em idade de trabalhar, de 159,1 milhões, as proporções dos grupos menos e mais escolarizados são semelhantes, na casa dos 40%.


editoria de arte/Folhapress

MELHORA

A nova pesquisa ainda não permite análise da evolução dos dados nos últimos anos, mas outros trabalhos apontam melhoras na participação feminina e na escolaridade do mercado de trabalho. Estudo de 2012 do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontou que mais da metade das mulheres participa atualmente da força de trabalho, ante menos de um terço no início da década de 1980.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que a pasta ainda está avaliando os resultados da nova pesquisa. Ele ressaltou que não é possível dizer que houve alta do desemprego, já que se trata de nova metodologia.

Fonte: UOL

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Através da análise desses dados pode-se chegar a três conclusões: a primeira é o caráter indolente predominante no senso comum do brasileiro. A antiga anedota do baiano preguiçoso deixou o mundo da sátira e rompendo divisas se espalhou por todo o território nacional; a segunda é que esse é o objetivo de governos populistas/socialistas que preferem jogar migalhas através de implantações de programas sociais incipientes que resultam sempre em mais gente dependendo do governo e menos gente sadia trabalhando, menos cultura, menos educação para a nação; e por último, o esfarelamento da moral cristã da família brasileira que joga ao mundo crias indesejadas quando não, simplesmente malcriadas por adultos infantilizados incapazes de além de não procurar emprego, ainda transmitir esse espírito parasita à prole insípida. 

TM

20 de jan de 2014

Série: Fringe

Fringe [Fronteiras] 2008 - 2013
Elenco: Anna Torv; Joshua Jackson; John Noble;
Produtora: Fox    

Ciência não é um tema muito óbvio para figurar como mote de uma série televisiva. Ainda mais em tempos em que a violência, a nudez e ambientes festivos dão mais audiência. Isso é fato. Um ditado que cabe nesse contexto exposto é: quantidade não é qualidade. 

Sexo, violência e seus congêneres, apesar [ou por causa] dos altos índices de audiência registrados, tem como panos de fundo tramas banais, sem muita complexidade, beirando até o pastiche. Some ao roteiros meia-boca pseudos-intelectualizados atuações medíocres de atores despossuídos de verve dramática  e teremos o crème de la crème das produções atuais. 

Nesse sentido, Fringe passa ao largo das produções contemporâneas, alcançando seu objetivo intrínseco de entreter de forma racional sem subterfúgios de baixa cultura e/ou baixa moral tão disseminados na mídia prostituída mundial. O público alvo da série criada por J.J. Abrams [criador de Lost e Alias] é o ser humano dotado de sã consciência que não é tão ingênuo para crer em teorias da conspiração nem tão soberbo para negar-lhes a existência. Os "órfãos" de Arquivo X [famosa série dos anos 90] se sentirão reconfortados com os temas abordados ao longo das 5 temporadas produzidas pelo canal norte-americano FOX que vão de teorias quânticas sobre viagens no tempo com direito a Teoria das Cordas e  seus "buracos de minhoca", androides projetados sob as premissas da nanotecnologia, dimensões paralelas e similares até os já tão conhecidos alienígenas... 

Com um roteiro edificado sobre teorias e hipóteses científicas, a série consegue ser cult sem sem soar "cdf" muito menos monótona. Esse efeito benéfico é alcançado graças ao conjunto das presenças carismáticas dos atores principais escolhidos com esmero pela produção: Anna Torv, Joshua Jackson e John Noble [representando respectivamente a agente do FBI Olivia Dunham, o fora-da-lei possuidor de alto Q.I. Peter e o cientista Walter Bishop] além das frequentes e bem conduzidas cenas de ação.

A premissa inicial da série se baseia em um acidente de avião onde todos seus passageiros morrem sem causa aparente relacionada com a aeronave. Olivia é destacada para investigar o incidente e durante as investigações seu parceiro morre de forma abjeta, restando a Olivia procurar maneiras racionais de entender o que e como matou seu parceiro. Para isso Olivia tenta contar com a ajuda do ex-cientista da CIA Walter Bishop, que encontrasse recolhido num hospital psiquiátrico. Peter, filho de Walter, é o elo entre o cientista e a mundo palpável, porém a relação entre o pai e o filho [e vice-versa] mostra-se num momento bastante delicado.

Fringe teve todos seus episódios apresentados no Brasil na tv paga [no início pela própria FOX, depois pelo Warner Chanel] e até a 3º temporada no SBT sob a tradução de Fronteiras. Atualmente a série encontra-se fora de exibição mesmo na tv paga, mas é possível achar suas temporadas em DVD [tanto originais quanto piratas] facilmente além de ser possível fazer o download nos sites de torrents por aí a fora.

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PS: uma senhora que tenha 65 anos e que desde os 13 acompanhe pelo menos 2 novelas por ano, terá assistido 104; comparado à média de livros finalizados por ano aqui no Brasil... Bem, é melhor nem comentar] Está aí explicação do motivo de as pessoas preferirem ver sistematicamente dia após dia a repetição de enredos fraquíssimos, superficiais e mambembes das novelas e desprezar produções mais interessantes, complexas q produzidas com mais técnica e talento. Na minha réles opinião é uma questão restritamente cultural. Afinal, como se interessar em acompanhar aquilo que não se entende?

Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM

18 de jan de 2014

ÚLTIMAS: Dilma e Blatter farão encontro secreto para selar a paz, diz jornal

                                      

Um longo e lento adeus a soberania nacional. Não consigo concatenar outros termos para definir a política de "abertura-de-pernas-ao-sedutor" implementada sistematicamente no seio da nação brasileira pelo governo petista. Partindo da máxima criada por Lênin [um dos principais intelectuais/ditadores mentores da ideologia intrínseca do Partido dos Trabalhadores], "xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz ", o governo de Dilma Roussef continua o leilão rateador iniciado pelos seus "companheiros ideológicos" do PSDB [era FHC] de nossa soberania, vendendo a preços módicos a empresas globais multibilionárias o inegociável: nossa educação [métodos institucionalizados pela ONU para implantação do analfabetismo funcional], nosso espaço terrestre [concessões para administração de nossas estradas], nossa cultura [internacionalização do ensino superior], o pouco que restou de nossa ainda florescente identidade como povo racional.

Com a proximidade da Copa do Mundo da FIFA, seu presidente Joseph Blatter cobra diariamente na imprensa especializada garantias de segurança e de cumprimento das exigências da entidade da representante do povo brasileiro, Dilma Roussef. Diante da corrente política mundial capitaneada pela ONU, os líderes nacionais uma vez que galgam o posto máximo de seus respectivos países se veem obrigados a se curvarem ante imposições econômicas e políticas onipresentes e oniscientes emanadas dos mais diversos organismos monetários estrangeiros. As vantagens que haviam sido prometidas ao empresariado e aos seus representantes políticos, devem por direito divino, serem postas acima das necessidades do povo.

Faltam escolas decentes, hospitais sem surtos de infecções, segurança pública realmente pública. A maioria dos incautos brasileiros que elegeram Dilma também esperaram ansiosamente pelas vantagens sociais que supostamente deveria advir de sua eleição. Vantagens essas que se resumem a programas sociais incipientes e lesivos a auto-estima nacional e a aumentos pontuais no salário mínimo com sua consequente elevação da inflação fato que reduz ainda mais o poder de compra do povo. No Brasil não se troca 6 por meia dúzia. Troca-se 6 por 3. Troca-se mais por menos. E nem por isso Dilma foi até uma associação de moradores sequer prestar esclarecimento por suas segregantes políticas públicas/sociais. O povo não merece satisfações, deve ela pensar. Porém, Joseph Blatter da FIFA e seu séquito de executivos corruptos sem alma tem direito não somente a satisfações [diariamente anunciadas por seus ministros] como também a desculpas e garantias pessoalmente transmitidas por ninguém menos que a própria Dilma Roussef como é possivel acompanhar atraves da noticia que se segue publicada no portal UOL:

As recentes críticas de Joseph Blatter, presidente da Fifa, sobre os atrasos das obras da Copa no Brasil geraram mal-estar entre a entidade e o governo brasileiro. Para tentar selar de vez a paz entre as partes, Blatter e a presidente brasileira Dilma Rousseff estão organizando um encontro secreto para a próxima quinta-feira.
Dilma irá até a sede da Fifa, em Zurique, na Suíça, para conversar com Blatter e tentar acertar algumas questões que andam dando dores de cabeça para o órgão máximo do futebol mundial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo,que conversou com "uma importante autoridade do governo brasileiro".
A menos de 5 meses para o início da Copa do Mundo, Blatter quer garantias de que todas as obras estarão 100% concluídas até a data. Além disso, ele teme que os protestos e manifestações populares possam atrapalhar o andamento do evento. Para isso, ele espera que o governo garanta um dispositivo de segurança forte o suficiente para controlar qualquer tipo de problema.
No dia anterior ao encontro, Dilma estará em Natal para inaugurar a Arena de Dunas. Depois, ela deverá seguir direto à Suíça de avião.
Na última semana, a presidente brasileira chegou a ir ao Twitter para se defender das críticas feitas por Blatter: "A procura por ingressos para os jogos - a maior em todas as Copas - mostra que torcedores do mundo inteiro confiam no Brasil", escreveu Dilma. Posteriormente, Blatter voltou atrás e disse que concorda com Dilma e que o Brasil fará "a Copa das Copas". 
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Me dá nojo o servilismo de uma presidente da República ao um executivo corrupto manipulador de massas, assumindo tão descaradamente interesses privados de uma minoria sedenta de poder e dinheiro em detrimento dos interesses elevados de todo um povo.

TM

12 de jan de 2014

ÚLTIMAS: EUA e Irã se unem para combater a Al Qaeda

por MÁRIO CHIMANOVITCH 
jornalista e ex-correspondente de jornais brasileiros no Oriente Médio.

Uma aliança militar até então impensável, paradoxal em todos os sentidos, e que vai envolver troca de informações de inteligência e possivelmente ações diretas com apoio logístico de tropas, está vigorando em segredo entre os Estados Unidos e o Irã.

Essa aliança, não subscrita em nenhum documento ou protocolo oficial, é fruto do processo de distensão entre Washington e Teerã e tem como objetivo combater um ameaçador inimigo comum: a Al Qaeda, extremamente ativa mesmo com a morte de seu líder, Osama bin Laden.

Classificar a Al Qaeda como inimigo perigoso não é mera figura de retórica. Atuando na Síria contra as forças de Bashar al-Assad, com apoio financeiro sunita (leia-se Arábia Saudita), os combatentes dessa organização têm infligido pesadas perdas às tropas governamentais e às milícias do Hizbullah, aliadas do Irã, que as apoiam.

Essa atuação perpetua a indefinição do conflito sírio, ao passo que no Iraque se afigura como uma situação extremamente mais complicada. No sábado passado, a estratégica cidade de Falluja foi capturada pelo grupo extremista Estado Islâmico do Iraque e da Síria, com empenho decisivo das forças da Al Qaeda, à qual o grupo é ligado.

O fato é visto com gravidade pelos estrategistas militares americanos, já que se trata da primeira vez que a rede terrorista ocupa uma importante área urbana do Iraque desde a invasão norte-americana de 2003. Alem de Falluja, os extremistas sunitas dominam áreas residenciais de Ramadi, capital da província e foco de grande agitação política contra Bagdá.

A situação torna-se mais controversa ainda quando se sabe que Al Qaeda e Israel têm no Irã um adversário comum. Os Estados Unidos, no caso do Iraque, prometem entregar material sofisticado de vigilância e ataque às forças iraquianas, tais como drones (aviões não tripulados) e foguetes de precisão. Não se espera, é claro, que Israel venha a ter atitude semelhante armando os inimigos do Irã, como a Al Qaeda, que pregam a destruição do Estado judeu.

Por outro lado, apontam analistas israelenses, a situação explosiva ameaça envolver gradualmente o Líbano. O atentado da semana passada em Beirute, mais precisamente em Dahiyeh, reduto do Hizbullah, é atribuído a forças ligadas à Al Qaeda. É importante lembrar que, além de buscar vingar o assassinato de Mohammed Chatah, ex-ministro e ferrenho crítico do Hizbullah, pode ter sido também uma resposta à prisão, pelo Exército, de Majed al-Majed, chefe das Brigadas Abdullah Azzam, umbilicalmente ligadas à rede Al Qaeda.

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Para aqueles que baseiam suas opiniões sobre assuntos internacionais naquilo exposto nos telejornais comezinhos e reportagens tendenciosas da mídia impressa pode realmente achar essa aliança militar um paradoxo como o desinformado (na melhor das hipoteses) jornalista do UOL que assina a matéria. O Irã atualmente é guiado por ideologias comunista assim como os EUA de Obama se curvam as exigências da Nova Ordem Mundial.

TM

11 de jan de 2014

EMAIL: CADÊ O PAI DESSA CRIANÇA?

enviado por Ana Lis Soares, filha do Marco Túlio e da Arlete
Pai, do latim pater, -tris, pai, avô. Substantivo masculino. De acordo com o dicionário Online Priberam da Língua Portuguesa, “pai” é: 1. Aquele que tem um ou mais filhos.2. Gerador; genitor; progenitor.3. [Figurado] Criador; autor.4. Protetor, benfeitor. Talvez, de todas as palavras que definem “pai” na língua portuguesa, o adjetivo “protetor” seja a mais próxima do que a figura paternal significa, realmente, para a criança. Pai é uma referência necessária para a saúde psicológica e mental do filho, tornando-o um adulto equilibrado. 
Estudos importantes já comprovaram, por exemplo, que o pai bem-informado e orientado sobre a importância do aleitamento sabe apoiar melhor, interferindo de forma positiva na amamentação do filho – que será mais prolongada. E isso é só o começo da história... Durante toda a infância, o pai tem papel de protetor e também do interditor. Na psicanálise, o interditor é visto como a primeira figura a dar limites. 
Crianças criadas com o pai por perto (ou o substituto dele) apresentam maior rendimento escolar, autoestima elevada, facilidade em formar vínculos sociais, confiança e segurança. São as brincadeiras corporais que o pai tem com a criança que estimulam mais ainda o desenvolvimento da inteligência infantil.
Cadê o pai dessa criança?
Uma pesquisa de 2008 feita pelo Families and Work Institute concluiu que os pais hoje passam 3 horas com os filhos em dias de trabalho, enquanto em 1977 passavam 2 horas. Os mais jovens, então, são mais dedicados: eles passam 4,1 horas com seus filhos em dias de trabalho. Ou seja: estamos evoluindo.
Outro estudo, da National Academy of Sciences, revela que a paternidade reduz significativamente os níveis de testosterona, o principal hormônio masculino, deixando-os menos agressivos e mais sensíveis. Mas isso parece não acontecer com todos eles, infelizmente. Ainda há muitos casos de pais irresponsáveis, agressivos, ausentes... Ou sem noção mesmo.
No Brasil, mais de 5 milhões de crianças não possuem nem sequer o registro do pai em sua carteira de identidade. Isso é o mínimo, afinal ter pai é um direito. Está na lei. 
Trabalhando como psicóloga há mais de 40 anos, nossa colunista Betty Monteiro, mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco, já ouviu muita história de filhos e mães que sofrem por causa da figura paterna (ou ausência dela). São centenas de crianças e adolescentes profundamente marcados pelas atitudes negativas (ou pela indiferença) do pai. Por causa disso, a psicóloga escreveu o livro Cadê o Pai dessa Criança?, recentemente lançado pela Editora Summus, que fala de forma “direta e reta” com os pais. Segundo a autora, traz o mesmo tom que as pessoas levam em suas queixas: raiva, mágoa, agressividade, desespero. 
No livro e aqui, ela traça os perfis de pais, inspirados pelos casos de pacientes que orientou. Para abrir os olhos e causar um chacoalhão nos marmanjos por aí. Está na hora de voltar da roça e reassumir  a cadeira de pai.
O pai ansioso
Esse tipo de pai pode apresentar alguma forma de fobia (medo exagerado de coisas ou lugares), transtorno de pânico, ansiedade e depressão, ou comportamento obsessivo-compulsivo e perfeccionismo. 
Está sempre insatisfeito consigo e sofrendo por antecipação. O clima afetivo de sua casa é tenso, pois ele não consegue esperar, não fica parado, está sempre fazendo alguma coisa, mexendo as mãos, as pernas, é incapaz de relaxar. Não tolera erros.
Esse homem faz tudo ao mesmo tempo. Seu discurso é vazio, pois não consegue sustentar uma conversa. 
O pai ingênuo
É o tipo de homem que não é reconhecido por seus valores afetivos e pessoais, mas por aquilo de material que pode oferecer à família. A parceira já o escolhe por aquilo que ele pode lhe dar.
Uma pesquisa feita pela psicóloga americana Ann Coker, da Universidade do Texas, com sete mil homens, mostrou que 23% deles eram vítimas de violência no casamento: agressões verbais e físicas que os levavam a desenvolver estresse e depressão. Têm muita dificuldade de impor limites. Temem o afastamento dos filhos e o enfrentamento da mulher. São carentes e precisam ser admirados. 
Sentem-se obrigados a satisfazer necessidades da mulher e dos filhos, que lhes cobram funções acima de suas capacidades. 
O pai workaholic
Esse tipo de pai é tão danoso quanto os outros, mas se esconde atrás do papel da vítima e do coitado que trabalha muito e nunca é reconhecido. Atrás do pai workaholic sempre se esconde o homem que foge de estar em casa e com os filhos. Ele diz o tempo todo que não tem tempo a perder. Não percebe nada além do trabalho. 
A maioria desses pais vive para o trabalho e nunca tem consciência desse alheamento familiar, até porque a família acaba desistindo de lutar por sua companhia e aprende a viver só. Ele não sabe que a felicidade é produto da harmonia entre ele e a vida que leva. 
O pai de fachada
É muito interessante receber no consultório aqueles pais que vêm à força. Eles chegam vestidos com uma “capa de cordeiro” e se fazem de santos. Mostram-se perfeitos e extremamente presentes. 
Exercem mecanicamente o seu papel e as suas funções. Ficam distantes da criança, pensando em seus problemas ou fazendo somente aquilo que lhes dá prazer, embora acreditem estar exercendo a paternagem. 
O pai de fachada concentra-se em seus deveres, mas não na forma como deve vivenciá-los. Está presente – vai à reunião escolar, ajuda o filho no que for necessário –, mas é pouco afetivo. Cumpre ordens. Às vezes é insuportável, crítico, negativo, irritante e emocionalmente distante. A função paterna o desgasta e o corrói. 
O pai alienador
É muito comum ver filhos de pais separados ou divorciados sofrerem alienação parental por parte de um dos pais ou de ambos. Alienação parental é o nome dado à pressão que os filhos sofrem por parte dos pais para que eles tomem partido de um deles. 
O pai destrói a imagem da mãe e de toda a família materna para os filhos, por ignorância, dor de cotovelo, ciúmes, raiva, inveja, punição e avareza. Os filhos ficam angustiados e inseguros com o interrogatório.
Esses homens acreditam que arrancando as crianças da mãe ou brigando por besteiras conquistarão os filhos. 
O pai folgado
Esse é o tipo mais comum de pai: o folgado, o acomodado. Foi acostumado a ter tudo nas mãos, pela mãe e pela mulher. Na hora de virar pai, ele vira mais um filhinho a ser cuidado. Na maternidade, ele se deita na cama do acompanhante e dorme feito um anjo... Parece que foi ele quem deu à luz. Em casa, acorda a mulher para cuidar do bebê. Reclama se ela não lhe dá atenção. Quer sexo. É um mimado. 
Não toma atitude quando as crianças estão dando trabalho. Brinca com os filhos ou só lhes dá atenção quando lhe apetece. A mulher tem de separar suas roupas, fazer o prato, preparar o banho. Dá o exemplo aos filhos, que vão se transformando em pessoas tão acomodadas, dependentes e insuportáveis quanto o pai. 
O pai ogro
Ele é insuportavelmente inadequado. Precisa se afirmar e assim não enxerga os filhos. Adora competir. 
Medir forças com o outro (nem que seja uma criança) e derrotá-lo lhe proporciona um prazer sádico. Ele não sabe perder. Joga pesado e trapaceia.
Esse tipo de pai não reconhece o sucesso dos filhos e desmerece seus esforços. Quando as crianças se saem mal nos deveres, levam bronca; quando se saem bem, o pai lhes diz que não fizeram mais que a obrigação. 
Desvaloriza o sexo feminino e compete com o masculino. As crianças ficam com a autoestima baixa, têm o fracasso como algo inevitável e desistem de lutar contra as situações difíceis. 
O pai garanhão
Ele é um verdadeiro reprodutor. A mulher é vista como um objeto com quem ele possa curtir um sexo incrível. Filhos? Que venham... Isso não é problema dele. Quem tem é que deve cuidar. 
Sedutor, falastrão, culto em alguns assuntos pré-selecionados (mas não inteligente), dependente, carente, apaixonado e vítima, ele sabe escolher suas vítimas: carentes, realizadas profissionalmente (em tese), já “passadas” da idade de se casar e ter filhos. Ele só tem coragem de romper uma relação quando já está com outro relacionamento assumido. 
O garanhão abandona a mulher e o filho. Se ela não tem recursos, há um interminável processo judicial. Quem mais sofre com isso? A criança. 
O pai depressivo
Ele é pessimista, negativista, inseguro, tem baixa autoestima, não encoraja os filhos a nada, é humilde demais e não se permite sonhar. Tem medo de correr riscos, o de errar e já vê o fracasso como algo inevitável. Querer algo, ter ambições é impossível para ele. 
É infeliz, frustrado, invejoso e um resignado. Não tem interesse nem prazer por nada, está sempre cansado. Vive relembrando maus momentos (e que memória!). 
Geralmente está doente ou com alguma dor. Gosta de se isolar e se queixa de solidão. Ninguém consegue conviver com uma pessoa tão autocentrada. 
O pai tiranossauro
O pai tiranossauro é aquele que se impõe por intermédio do medo. Precisa esconder sua covardia, fragilidade e frustração numa imagem de homem forte, perfeito e poderoso. 
É perfeccionista, portanto não suporta erros. É ansioso, portanto não tolera o desconhecido. É medroso, portanto precisa ter o controle sobre tudo e todos. É egoísta, portanto não vê o outro. É perseguido, portanto está sempre pronto para atacar. É vingativo, portanto não perdoa. É impulsivo, portanto suas reações são imprevisíveis. É ignorante, portanto não consegue se atualizar. É imediatista, portanto impaciente. É workaholic, portanto não prioriza a família. É um sofredor, portanto faz os outros sofrerem. 
O pai Rocky Balboa
É um verdadeiro covarde. Usa a força e a agressividade para fazer valer sua autoridade e seu poder. Não tem piedade. Se justifica: dá apenas algumas palmadinhas. Mentira! Ele bate na cara, belisca, puxa a orelha, dá safanões, tudo isso acompanhado de agressões verbais e de castigos. Humilha o filho na frente dos amigos. 
Se você age assim, abusa dos seus filhos. E isso é crime. Não venha me dizer que é assim que deve ser. Perpetuando esse círculo vicioso, você contribuirá com o aumento da violência e do uso de drogas. 
O pai abusador
Pedofilia e abuso sexual infantil estão se revelando, deixando de ser segregados familiares. Uma em cada quatro meninas e um em cada seis meninos sofrem ou já sofreram alguma forma de abuso sexual. 
O abuso pode se iniciar em qualquer idade, mas é comum que os pais comecem a abusar das filhas entre 4 e 5 anos e 10 e 12 anos. 
O pai usuário social de drogas 
Vou falar diretamente a você, pai usuário de drogas que ainda não é considerado “um doente”. Que é fumante, dependente de medicamentos, usuário de álcool ou até de drogas ilícitas, mas de forma ocasional ou social (como vocês preferem dizer). 
Você mostra que é assim que se resolvem os problemas. Os filhos se afastam, ficam preocupados e entram em pânico quando o fim de semana se aproxima.

10 de jan de 2014

ÚLTIMAS: Rejeição de pai dói mais que de mãe, diz pesquisa

Mesmas áreas do cérebro que são ativadas quando sentimos dor física também mostram mais atividade quando as crianças se sentem rejeitadas



É comum a gente ouvir as pessoas falarem pelo canto da boca ao deparar com uma sapequice infantil “a culpa é da mãe que não sabe educar!”. Ainda hoje, depositamos toda a responsabilidade e confiança da personalidade pelo amor da figura materna, mas uma pesquisa recente feita pela Universidade de Connecticut (EUA) estudou o poder de rejeição – e ele é muito poderoso – e como isto é recebido pela criança.

Segundo o estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta, moldando a personalidade e desenvolvimento. As crianças rejeitadas sentem como se tivessem sido socadas no estômago a todo momento. Isto de acordo com pesquisas nos campos da psicologia e neurociência, que revelam que as mesmas partes do cérebro ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas são ativadas quando sentimos dor física.
Os pesquisadores afirmam que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas. E, pior, sentem mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outras pessoas, pois têm medo de passar pela mesma situação novamente.
E agora, a parte mais inovadora do estudo, que vai deixar as pessoas e seus comentários de boca torta de queixo caído: o novo estudo sugere que a figura paterna na infância pode ser mais importante para a criança do que a materna! Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai. Para os pesquisadores, uma explicação pertinente é que o papel masculino ainda é supervalorizado e pode vir  acompanhado de mais prestígio e poder. Por causa disso, pode ser que uma rejeição por parte do pai tenha um impacto maior na vida da criança. Bingo! Sem desculpas para colocar a culpa na mãe – e mais exigências ao pai de participar da vida dos filhos!
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Diante da agigantada ditadura-socialista vivenciada em nossos dias onde as instituições sociais não passam de simulacros das virtudes morais que um dia representaram no campo fático, não resta muito espaço na cultura imediatista deplorável para o pai de família guiar sua prole ao bem. Com nossas fraquezas humanas intensificadas por nosso estilo de vida niilista, deixamos escapar o futuro vivendo um presente longe de nossos filhos; seja pela mais que comum hipotética imposição do trabalho ou por outra desculpa qualquer, como comprovam estudos, é a ausência da figurada paterna [e não de um farsante castrador e violento padastro] que mais influencia os jovens a se distanciar das já longínquas virtudes morais que dia após dia sabotamos com nossa podre cultura e ainda temos coragem de cobrar mais moralismo de nossas crias enquanto numa infinita incongruência sádica.   
TM