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8 de nov de 2018

EDITORIAL: HOMEM, UM [tolo] ANIMAL POLÍTICO*

Assim como o farol ilumina transmitindo a sensação de proteção, também faz a política na vida social. A política é a barreira contra a barbárie/anarquia.

Aristóteles, muitos anos antes de Cristo, já cravava: "o homem é um animal político". Sócrates, mais adiante, discorreu e foi brilhantemente anotado por Platão sobre os tipo de governos oriundos da política e as consequências sociais de cada uma (A República). Hobbes nos alerta para o perigo de um Estado "Leviatã" que é a finalidade de políticos sem escrúpulos. Já Rousseau com sua ideia de que "o homem nasce bom e a sociedade o corrompe" cria o Contrato Social para garantir a pax societae  e a garantia dos direitos do homem que ironicamente desemboca na carnificina "libertadora" da Revolução Francesa liderada por psicopatas/sociopatas que acaba por influenciar vários outros bandidos a tentarem e conseguirem chegar ao poder pela força ao custo de milhões de vidas inocentes (Mao, Stalin, Lenin, Pot, etc. ). O próprio Filho de Deus foi bem claro "dai a César o que é de César". A política é o meio menos sangrento (sem esquecer dos muitos homens violentos e cruéis que conseguem liderar politicamente, contudo são gêneros e não espécie) Não se pode esquecer que milhões de pessoas morreram lutando para que hoje o sufrágio universal (direito de votar e ser votado) seja garantido sem grandes restrições na maioria dos países. Demorou milênios até se chegar ao tal contrato social que proporcionou a pacificação do mundo e a consequente democratização após II Guerra Mundial. A restauração dos países envolvidos no conflito e o desenvolvimento dos demais países periféricos são obras políticas. Assim como também são, o narcotráfico, o terrorismo e o crime organizado. De bom e de ruim, sendo apolíticos ou políticos, indo votar ou não indo votar, a vida da grande maioria depende das decisões da classe política.

Nossa pátria vive a quase 20 anos(!) afundando aos poucos em termos de fundamentos para uma nação próspera. O próprio sistema de saúde público (SUS) mata milhares de cidadãos assim como a segurança pública consegue ao custo de mais de 60 mil assassinatos ao ano manter a "Ordem" que estampa nossa bandeira nacional, enquanto a raiz de quase todos os problemas, a Educação mal gerida, está cada vez mais entregue ao falho sistema Paulo Freire "turbinado" pela Ideologia de Gênero em detrimento de uma grade curricular mais objetiva e técnica de ensino fazendo com que o Brasil ocupe os últimos lugares no ranking mundial de Educação (39º entre 40 países segundo a pesquisa da Pearson International). A mídia vende programação barata que mais emburrece e aliena que favorece uma possível evolução cognitiva. Os níveis de leitura e desenvolvimento humano são sofríveis. Culturalmente, nosso país agoniza. 50% dos universitários, a possível elite intelectual (futuros médicos, engenheiros, jornalistas, advogados, etc.) não entendem o que leem. Quem deve capitanear uma possível melhora em nosso país? A Constituição em seu art. 1º, parágrafo único, diz que são os políticos: "Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos... ". Para que uma melhora efetiva ocorra, deve-se votar conscientemente e para isso deve-se entender o mínimo sobre política, os partidos, seus candidatos e suas propostas. O cidadão tem que votar consciente e cobrar de seus candidatos o melhor para o povo (cobrança essa que fica impossibilitada caso se venda o voto). 


Desde o impeachment, mais ainda durante a campanha e ad continum, a grande maioria dos pensadores atuais da mídia convencional são unânimes em afirmar que o país está "polarizado", "rachado", dividido entre uma tal "onda conservadora" e  "aqueles que resistem pela democracia". A grande mídia e seus "especialistas" andam tão distante da realidade, seja pelo sempre existente abismo social (distanciamento físico do povo), seja pela imposição de pautas ditas progressistas que acaba criando manchetes que, após passado o primeiro impacto, soam mais que infantis; soam claramente manipuladoras e de viés ideológico resultando em perda de credibilidade desses veículos. A intenção é estimular a luta de classes, porém não conseguiram graças a internet e a evolução do acesso a informação. O próprio resultado das eleições demonstraram que o Brasil não está rachado. Haddad só teve aquela quantidade de votos graças as mentiras emanadas pela mídia desde bem antes do inicio da campanha contra o presidente eleito. A grande maioria do Brasil é conservadora e ponto final. Temos raízes na monarquia, filosofia judaico-cristã e no corpo jurídico romano. Apesar dos governos subsequentes a monarquia sempre mudarem nossos símbolos nacionais e acabarem conseguindo confundir a nação, a grande fé do povo em Deus faz renascer um patriotismo que é maior até que os próprios símbolos nacionais já tão trocados. Esse patriotismo de alma e de sangue, faz com que o país permanece unido, jogando por água abaixo as manchetes fraudulentas da grande mídia de que somos um povo dividido.

O que é gritante na realidade que os grandes veículos de comunicação tentam ignorar a todo custo, é uma discrepância cada vez maior no desenvolvimento das regiões. O nordeste está visivelmente atrasado comparado com as demais regiões: falta educação e indústrias por isso sobra crimes e mortes. Não por acaso a maioria dos votos do PT (a maior organização criminosa da história nacional) saiu dessa região tão roubada pelos governantes e explorada por arrivistas sociais juntamente com neo-coronéis do naipe das famílias Ferreira Gomes no CE, Calheiros em AL, Sarney no MA, etc. Não à toa o voto no Brasil gera antes um fenômeno onde as figuras políticas não angariam eleitores, mas fãs. E fãs não são críticos apesar de influenciarem outras pessoas. Ser fanático por um político é plantar a semente do que se tem de pior na política. Ignorar que políticos são humanos, e portanto, falhos, é o atestado de ignorância política. Pior que isso apenas a venda do voto (afinal trocar milhões de mártires por R$50 "não tem preço"). E quando o político falha gravemente (roubando seu povo, por exemplo) deve ser excluído da vida pública e preso. Não queremos santos governando (caso possível, ótimo!), também não queremos bandidos estilo Robbin Hood. Queremos bons administradores da coisa pública, do nosso dinheiro. O homo sapiens é sapiens justamente por ter capacidade cognitiva capaz de negociar e viver em sociedade. Escolher ser apolítico hoje em dia é uma escolha primitiva, que desonra todos aqueles que lutaram para hoje a liberdade de escolha reine.


A eleição passou e um político rude, sincero, que no passado foi eleito várias vezes deputado federal sendo polêmico a afagando os sobreviventes e feridos da guerra urbana que assola nosso país desde o final da década de 90. O povo não quis mais votar em partidos notoriamente corruptos. O lado esquerdista e perdedor desde antes das eleições usa de desinformação: tachou de "fascista", deturpando o sentido da palavra, tanto o presidente agora eleito quanto seus eleitores. Criaram uma ideia no imaginário coletivo de milhões de brasileiros onde o Estado brasileiro instituiria uma ditadura para exterminar gays, mulheres e pobres. O establishment político não contava que houvesse um homem sem manchas de corrupção com carisma suficiente para alavancar milhões de votos e se eleger presidente da república. Isso é a prova que a brasileiro deixou de ser apolítico, deixou de ser tolo e ultrapassou a barreira da ignorância política. Hoje, com o governo Bolsonaro sendo bom ou ruim, pode-se afirmar que o povo brasileiro subiu mais um degrau na garantia da soberania (afastou um partido que recebia ordens e cumpria agendas estrangeiras inclusive recebendo dinheiro sujo para campanha) e da democracia (escolher novamente um partido que governou durante 16 anos e nada fez além de dívidas, derrocar a educação e incentivar o crime não seria nada democrático e sim suicídio). Deixamos de engatinhar democraticamente, nos livrando de um projeto de poder corrupto e totalitário. Não somos mais tolos. Somo cidadãos e merecemos respeito.




*Explicando para as histerias feminazis do momento: o termo "homem" do título diz respeito a espécie humana (homem, mulher e o que mais vocês queiram inventar).

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Novembro, 2018
Walter A.
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10 de mai de 2018

Gente que se acha: o estranho caso dos desinformados cheios de confiança*



*texto retirado do Blog do Dan Josua - https://danjosua.blogosfera.uol.com.br/2018/05/10/gente-que-se-acha-mas-nao-deveria-o-efeito-dunning-kruger/


Na década de 1990, um assaltante entrou em um banco nos Estados Unidos mostrando o rosto e, sem hesitar, sorriu para todas as câmeras de enquanto roubava a instituição. Algumas horas depois, ele se mostrou surpreso quando a polícia invadiu a sua casa para prende-lo. Ele havia passado limão do rosto - e tinha ouvida falar que a fruta deixava uma tinta invisível. Assim, não conseguia entender como a polícia o identificou tão facilmente.

Após diversos laudos de especialistas, o ladrão foi considerado uma pessoa de inteligencia normal. Ele também não estava em nenhum tipo de surto psicótico. O único problema, segundo especialistas, é que avaliou muito mal a sua própria capacidade.


Uma dupla de psicólogos americanos [Dunning e Kruger], começou a se perguntar se aquilo não poderia ser uma tendencia mais universal do que um ladrão isolado no meio do país. Será que quanto menos informação uma pessoa tem, mais provável é que ela vá superestimar o seu conhecimento? 

Todos nós já nos aproximamos dessa ideia. Lembra daquele colega de sala, o Pedro, que mesmo depois de tirar nota vermelha nas três últimas provas de Química, saia confiante do exame final? "Estava fácil", parecia pensar enquanto caminhava pelo corredor. Confiante, conversava com amigos e não pestanejava quando via que boa parte das suas respostas não conferiam com as dos colegas. No dia que o professor entregava a prova, ele era pego completamente de surpresa pela nota baixa estampada na primeira folha.  Para Pedro, a nota vermelha não fazia o menor sentido.



Mas o problema não é só dos Pedros da vida. Todos nós estamos sujeitos ao mesmo mecanismo. Por exemplo, e responda com sinceridade: você é um motorista melhor do que a média? Se os leitores desse blog obedecem ao padrão do mundo, 80% de vocês responderam que são superiores que a média. Uma impossibilidade estatística...

Os dois exemplos (Pedro e nossa autoavaliação enquanto motoristas) são facetas de um interessante fenômeno chamado de efeito Dunning-Kruger. Em outras palavras, a tendencia das pessoas que dominam pouco um determinado assunto de superestimarem seus próprio conhecimento. Seres humanos tem uma tendencia de se colocar acima da média, especialmente quando não dominam profundamente um tema específico. 

E o que é mais estranho ainda, grandes especialistas (e ótimos alunos) , tem, a tendencia contrária. Lembra daquele colega que sempre saia preocupado das provas, mas se saia muito bem no final das contas? a preocupação dele é tão previsível, do ponto de vista da psicologia, quanto a autoconfiança indevida de Pedro. A dúvida, e não a certeza, é a marca da inteligencia.

E assim caminha a humanidade: repleta da desinformados cheios de confiança e pessoas inteligentes que duvidam de si mesmas.   

Da próxima vez que voce topar com um guru, um candidato político ou quem for gritando, cheio de segurança, que o mundo é simples e que ele o entende, suspeite: essa é a marca da ignorância. Esse cara é só mais uma vítima do efeito Dunning-Kruger.
 

Série: O Mecanismo


O Mecanismo, 2018 - 1 temporada [Netflix].
Direção: José Padilha
Elenco: Carol Abras, Selton Melo, Enrique Diaz, Susana Ribeiro, entre outros.

José Padilha é um diretor reconhecido internacionalmente. Mora em Los Angeles, principal indústria de cinema [e das séries]. Galgou seus louros profissionais tratando de temas fundamentais para o país. Não sei se essa era sua intenção ou se o tiro saiu pela culatra, mas seus filmes e séries podem até ser vendidos como patrióticos. Sem a mínima demagogia. Os problemas estruturais mostrados desde Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010) e também na série Narcos são perfeitos exemplos da realidade: a necessária repressão policial para ao menos frear a guerra urbana carioca financiada tanto por traficantes quanto por políticos corruptos e governos ( Colômbia e México) de joelhos perante quartéis de drogas e lavagem de dinheiro bilionários.

Aproveitando a lacuna no mercado de filmes e séries policiais nacionais, o diretor vem obtendo satisfatório retorno e mantendo uma independência de causar calafrios em mamadores profissionais na lei Rouanet que se dizem "artistas". Sem essa independência é impossível abordar os temas que dificultam o amadurecimento do Brasil como uma Nação: corrupção da política, trafico de drogas, e falso moralismo. As obras de Padilha são sempre polêmicas e levantam debates duradouros ao mesmo passo que angaria também os detratores. O Mecanismo não poderia ser diferente: antes do lançamento oficial os políticos e empresários e homens públicos envolvidos saíram em justificativas e avisos de processos. Contudo, ninguém desmentiu os principais fatos criminosos. Atacaram a obra de ficção que demonstrava como os cofres públicos eram rapinados mas sequer negavam os crimes, tontos como um boxeador atingido por um direto, se resumiam a murmurar: são calúnias! Mesmo quando provas demonstravam o contrário.

A série tem como base o livro Lava Jato – o Juiz Sergio Moro e Os Bastidores da Operação Que Abalou o Brasil de Vladimir Netto. Antes da exibição de cada episódio vem o aviso que O Mecanismo é uma obra de ficção baseada em fatos reais. E licença poética é o que não falta na série: inclusive a mais polemica delas é a fala do senador e indiciado Romero Jucá ser transposta na boca do condenado ex-presidente Lula ("temos que estancar essa sangria") em reação ao avançar das investigações. Já que todos são raposas com acesso livre ao galinheiro que é o Erário Nacional, não vejo problema em quem falou o quê se todos - independente de ideologia ou partido político - visavam apenas poder e dinheiro as custas do trabalhador.

Marco Ruffo [Selton Mello] é o delegado Gerson Machado que desvenda o esquema de corrupção do Banestado, durante a década de 90 e que foi enterrado por um grande acordo entre PT e PSDB na CPI do Banestado em 2003. O agente federal mirava principalmente o doleiro Alberto Youssef, também cidadão londrino como o protagonista e criminoso nato. Na série Youssef é Roberto Ibrahim [Enrique Diaz]. Devido ao acordão político chancelado pelo Ministério Público (que permitiu que o doleiro enganasse a todos em sua 1a delação premiada) que livrou os maiores ladrões dos cofres público, Ruffo entra em desgraça, depressão e termina afastado do serviço operacional. Alguns agentes não desistiram das investigações e continuaram no encalço do criminoso doleiro sem imaginar que o fio da meada os levariam a grandes figuras políticas da República e mega empresários reconhecidos internacionalmente.

Uma simples transação (compra de um carro como pagamento de propina) feita por Youssef para o então presidente da Petrobras, paulo Roberto Costa, denominado na série João Pedro Rangel (Leonardo Medeiros) chama atenção da equipe da delegada Erika Marena, ou Verena Cardoni vivida competentemente por Carol Abras, desencadeado uma nova investigação que culmina com a República Federativa do Brasil (ou seria nossa República das Bananas) em frangalhos devassando não só os esquemas e projetos de drenagem de dinheiro público como também o vazio existencial de figuras pútridas e tenebrosas de nossa atual política daqueles que os rodeiam como urubus. Seguindo a mesma frequência estética de suas películas anteriores e aqui corroboradas pelo sistematizado roteiro de Elena Soares, O Mecanismo prende o telespectador desde o primeiro episódio e deixa alta a expectativa para o segunda temporada. As ameaças de boicote por parte de artistas engajados com partidos e políticos corruptos só deixa mais óbvio que apesar d´O Mecanismo ser uma ficção, é uma série bem mais real do que seus inspiradores envolvidos na operação Lava Jato gostariam que fosse. Destarte as demais obras de Padilha, essa também é imperdível.



Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM






24 de mar de 2018

DESMENTINDO A HISTÓRIA: O Nazismo foi mesmo de direita?



Diante de tantas distorções, fatos forjados e manipulações históricas, o TM entrega para seus seletos leitores uma série especial que mostrará um apanhado de "fatos históricos" já incutidos no imaginário popular, mas que na verdade são grandes, gigantescas mentiras. Como o Brasil não possui uma verdadeira elite intelectual e sim milhões de analfabetos funcionais com diploma de nível superior, tornou-se regra que a "opinião pública" seja moldada pelos chamados "especialistas": pessoas culturalmente e intelectualmente despreparadas para opinar sobre assuntos sérios e complexos, mas que a mídia eleva como sábios transmitindo ensinamentos valiosos sobre determinado assunto. Quem discorda imediatamente é taxado de "fascista" (o que quer que isso signifique fora do contexto histórico) pela maioria. Tais especialistas servem não para atestar uma veracidade histórica comprovada cientificamente sobre determinado fato que seria benéfica para o aprendizado da humanidade e sim para esconder a verdadeira essência daquele mesmo fato histórico e molda-lo para garantir uma narrativa que consiga ao mesmo tempo, esconder a verdade e tirar o poder de expressão de quem quer alcançar essa verdade.


A série inicia sua longa trilha pelo pântano da polêmica abordando umas das mais consolidadas falácias embutidas na História: o nazismo foi um movimento político de direita. Com argumentos tanto teóricos quanto práticos (extraídos da realidade), chega-se ao porquê do nazismo ser de esquerda (como seu próprio nome original denomina) e o motivo pelo qual se distorceu essa verdade histórica. Exatamente por ir de encontro o que diz a maioria dos pseudo-intelectuais que dominam tanto as academias de ensino superior (perdoem a redundância, mas é necessária nos dias de hoje para que não confundam com academias de musculação) quanto a mídia, será natural que tentem desmerecer esses breves apontamentos. Vale muito lembrar que, de maneira alguma, corroboro a tese em que o Brasil e o mundo está dividido no malfadado maniqueísmo direita x esquerda. O que vem a ser objeto de estudo aqui é o movimento político nazista e sua essência puramente socialista (ou como preferem alguns, "de esquerda"). Este breve trabalho não é uma apologia a desnutrida dicotomia que assombra as mentes mais obscuras e, ironicamente, mais populares de nosso país. Contra esses, nada além da verdade dos fatos:

1 - der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei ou Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Esse termo, que tomamos a liberdade de sublinha-lo, não foi colocado para designar o nome do partido nazista em vão. Acaso, aleatoriedade, não faz parte do cientificismo-político alemão do pós primeira guerra. Eles eram e se declaravam SOCIALISTAS. Ou seja, se opunham ao liberalismo e individualismo inglês. Naquele contexto histórico, ingleses eram "direita" e os nazistas "esquerda" traduzindo em parcos miúdos. 

2 - Havia toda uma literatura socialista alemã em voga no pensamento político desde o século XIX. Pensadores socialistas como Fichte, Rodbertus, Lassalle, Werner Sombart, Johann Plenge , H. G. Wells, Friedrich Naumann e Paul Lensch prepararam o arcabouço intelectual para que Hilter colocasse seu plano megalomaníaco em prática com a ajuda claro, do partido dos trabalhadores alemães da época. Foi com a teoria de Fichte que Hitler embasou suas idéias anti-semitas, afinal, segundo aquele, “permitir que os judeus se tornassem cidadãos alemães livres feriria a nação alemã”. Fichte é também considerado o pai do nacionalismo alemão, uma das bases do regime nazista e de todos os seus derivados.

3 - Ideias que raças mais fortes e com mais direitos que outras, tem raízes nos pais ideológicos de ambas máquinas, tanto a nazista quanto a soviética, de matar, Marx e Engels. Acompanhe o que Marx afirmou sobre os poloneses, primeiras vítimas de Hitler: “as classes e as raças fracas demais para conduzir as novas condições da vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário”. Já Engels, costumava denominar pequenas nações europeias (poloneses, judeus, ciganos, etc.)  de “lixo racial” (Völkerabfälle).

4 - Todos sabem, ou deveriam saber, que o socialismo se define não em suas ideologias (teorias), mas sim por seu sistema econômico (prática) e pelo tratamento dado a pessoas vistas como inimigas dos regimes totalitários. Destarte, por ser o socialismo a antítese do capitalismo, sua negação máxima, de maneira nenhuma a Alemanha nazista foi uma nação capitalista. Rodbertus, pai do "socialismo conservador" ou "socialismo de Estado", não pregava a abolição da propriedade privada. Ou seja, para não sufocar uma nação e consequentemente colapsa-la, o socialismo deve não extinguir o sistema capitalista e sim dirigir esse sistema; Lassale, abominava a utopia marxista sem classes e pregava ser necessário dominar a produção, os preços e a venda dos produtos numa simbiose macabra para a instauração de um sistema socialista menos danoso a curto prazo, porém igualmente terrível a longo prazo. E foi isso que os nazistas fizeram. Foi o que a URSS fez. É o que a China, Cuba, Coreia do Norte, Rússia e Venezuela fazem hoje. E é o que tentam a 30 anos implantar no Brasil.

5 - "(..) Há uma vida superior a vida individual – a vida do povo e do estado – e a finalidade do indivíduo é sacrificar-se por esta vida superior". É esse tipo de pensamento, como essa frase de Sombart, que uniu todos esses pensadores socialistas, e nutriu intelectualmente todos os líderes nazistas e os soviéticos. A idolatria ao Estado, a fidelidade ao grande Leviatã - que se confunde com seus líderes -, é a argamassa que une as nações totalitárias e justifica o assassinato de milhões de inocentes indefesos.

6 - Os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços; fato este que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força. De fato, os meios de produção na Alemanha nazista foram deixados em mãos privadas. Porém, a história mostra através de vastos documentos, "que era o governo alemão e não o proprietário privado quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado receber.", nas palavras de von Mises.

7 - Já os soviéticos - que se consideravam comunistas, ou seja, os verdadeiros socialistas - para implementar seu estado socialista, expropriaram os meios de produção. Não se contentaram apenas em modificar os parâmetros da economia e instituíram sua própria economia, mesmo que fadada ao colapso. Não se pode esquecer que, ao mesmo tempo que roubavam a nação "expropriando os burgueses", os soviéticos mantinham um mercado negro capitalista, sem falar nos notórios empréstimos concedidos pelos templos do capitalismo: os bancos internacionais.

8 - Usando caminhos diferentes, mas que objetivavam o mesmo fim - dominar os meios de produção e consequentemente o povo enquanto se elimina toda e qualquer oposição - tanto nazistas quanto soviéticos sucumbiram a um problema básico que o verdadeiro  sistema capitalista resolve por si só através da auto-regulação do livre mercado: a escassez. Sempre que o Estado interfere demais na economia, como os estados socialistas tem necessidade de fazer, ocorre aumento da inflação. A soma da inflação com o controle estatal (seja direto como na URSS ou indireto como na Alemanha nazista) descamba para a escassez. É o que os venezuelanos vivem nesse exato momento: as pessoas querem comprar bens básicos (como papel higiênico) mas não existe oferta pois não é a necessidade das pessoas que está movendo a economia e sim a necessidade do Estado. 


9 - Por qual motivo, os soviéticos denominaram os nazistas como sendo "capitalistas"? Primeiro, os nazistas romperam o pacto Ribentropp-Molotov, invadindo a URSS durante a II Guerra; Segundo, como já dito, os líderes soviéticos se achavam mais socialistas que os socialistas nazistas pois, estes não tiveram a coragem de expropriar os meios de produção e acabar com a propriedade privada. O simples fato de tomarem conta da economia por dentro, tal como um vírus, não agradava os comunistas soviéticos. Para estes, o simples fato de existir (mesmo que apenas na teoria) a propriedade privada, dava o direito de denominar os nazistas de capitalistas, mesmo eles sendo socialistas "conservadores", coisa que os radicais de Moscou trataram como uma dissidência.

10 - Por último, ao nomear de capitalistas os nazistas e solidificar essa ideia tanto dentro de seus países quanto mundo afora através de agentes culturais, os socialistas russos conseguiram desviar a atenção das mazelas que brotam das nações socialistas/totalitárias ao mesmo tempo que apresentaram um bode expiatório para justificar a manutenção de seu próprio regime, já que a Alemanha nazista, agora derrotada, passou a servir como exemplo da maldade que é o "sistema capitalista". Quem detém a vitória, detém a narração dos fatos e pode forçar sua própria verdade. Mas o tempo sempre trás a Verdade à superfície. Ao verem que o barco de seu filho mais novo de olhos azuis e raça ariana naufragara, o regime soviético, usando da metamorfose que o mantém vivo até hoje (com a falsa alcunha de Federação Russa), joga toda a culpa pelos erros anunciados do socialismo na Alemanha e passam a aponta-la exemplo não mais do socialismo como antes, mas de seus piores inimigos (Inglaterra e EUA), ou seja, o regime de Hitler, para encobrir o sangue derramado pelos soviéticos, passa a ser "de direita", capitalista, e representa tudo de ruim que existe no ocidente, o verdadeiro inferno na terra. Incompreensivelmente, não importa na narrativa histórica oficial, se a URSS e a Alemanha nazista, usavam dos mesmos expedientes para manter suas elites socialistas no poder: dominar os meios de produção e a propriedade privada de alguma maneira e matar (vale lembrar aqui, que foi assim que tanto Lênin quanto Hitler chegaram a serem líderes de seus respectivos partidos socialistas) quem fosse indesejado para o regime.  

Termino esse texto com uma frase autoexplicativa quando o assunto é nazismo/socialismo atribuída ao próprio Lênin:


"Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz".


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM


Fontes: mises.org.br / midiasemmascara.org / visaopanoramica.net

20 de mar de 2018

Série: Brasil Paralelo


É adolescente, jovem, senhor(a) de idade e está se sentindo perdido diante de tanta desgraça que se abate sobre nosso país? Sente que as fontes tradicionais de informação - jornais, tv, rádio, etc. - não condizem mais com a verdade? Sente que eles tentam CONDUZIR a verdade? Falo para aquelas pessoas que pensam além da novela global e do (des)encontro com Socialista Bernardes. Essas sim, tenho certeza, se sentem zonzas, humilhadas, defenestradas dia após dia por roubos, assassinatos, desvios de verbas públicas, estupros, falta de educação, desconstrução da família. da igreja, das escolas... Para essas pessoas que, assim como eu, se sentem-se impotentes, atônitas e buscam uma resposta (ou várias) para todos esses males que sufocam nossa grande Nação, só resta estudar e buscar conhecimento para superar essa grande crise moral que deu vazão as demais crises nacionais - política, saúde, segurança pública e educação. 


Todas essas áreas, as principais áreas sociais que o Estado deveria proteger e investir maciçamente, estão em crise. Vou desenhar para os questionadores do inquestionável: Nossos políticos "mais importantes" quando não estão presos e condenados estão na condição de réu bem encaminhados para a condenação; nosso sistema de saúde, bilionário e desmantelado, saqueado pelas três instâncias de poder (federal, estadual e municipal) relegam os cidadãos à própria sorte, sendo o relato de falta de insumos básicos como esparadrapo nos postos de saúde e falta de profissionais de saúde, recorrentes; Uma vez que morrem 70 mil brasileiros por ano, precisa-se falar mais para atestar a crise na segurança pública? Nossas escolas públicas parecem mais filiais do folhetim infanto-juvenil Malhação, sendo comum todo tipo de atividade, menos estudar de verdade já que é comum os alunos saírem do ensino médio sem saber nem a tabuada; nas universidades a situação é ainda pior já que a regra é participar de coletivos, festas, DCE´s, mas focar no curso e nas matérias que formaram o profissional, não. Isso é coisa de fascista. Não à toa, as universidade brasileiras é ocupada em quase 50% de analfabetos funcionais.


Como chegamos a esse nível tão baixo de civilização? Como um país tão rico possui um povo tão maltratado, já que esse mesmo povo produz toda a riqueza? O documentário acima que na verdade foi um congresso, do grupo de mídia independente Brasil Paralelo, busca deixar claro como nossa história descambou para esse puteiro atual. Sem o lodo do esquerdismo que mancha as obras de História atuais, essa série mostra os ideais humanos fundamentais que alicerçaram nosso país, abordando desde a época colonial, imperial e principalmente a nossa malfadada República. Com participação de grandes nomes de diversas áreas - Olavo de Carvalho, Luiz Felipe Pondé, Rodrigo Constantino, Mendonça Filho, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Miguel Nabib, entre outros - os capitulos destrincham as nuances políticas externas que moldaram nosso país tanto para o bem quanto para o mal que hoje encontrasse enraizado em nossa terra.    


Como já dito, não a muito que o cidadão comum possa fazer, afinal também temos nossa parcela de culpa. Ilhados por um mar de miséria intelectual, só resta estudar, caminhar lentamente em busca do encontro com o conhecimento acompanhados de Deus. É um caminho árduo, onde o brasileiro tem que primeiro se recolocar nos trilhos da humanidade para então o país seguir o caminho grandioso tal qual suas grandezas naturais. A limpeza que país precisa precisa vir de nós mesmo, para então alcançar os andares mais altos do poder. Não sejamos tolos de aguardar uma mudança radical de caráter e atitudes das castas mais altas. A base (eu, você, nós) mudando, sozinha e independente, destruirá o topo (todo o establishment enraizado nos três poderes, na mídia e nas instituições sociais mais importantes como escola, igreja e universidade) anestesiado com seus privilégios imerecidos.

Walter A.
                                                                                                                                         wkr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

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O Congresso foi dividido em 6 documentários:

  • Episódio 1: Panorama Brasil — Um raio-x inconveniente
  • Episódio 2: Terra de Santa Cruz — Uma história não contada
  • Episódio 3: A Raiz do Problema — Como chegamos aqui?
  • Episódio 4: Dividindo Pessoas, Centralizando o Poder
  • Episódio 5: Propostas
  • Episódio 6 (extra): Impeachment — Do apogeu à queda

10 de mar de 2018

ÚLTIMAS: Brasil entrega à empresa russa acusada de espionagem os cuidados com os dados das Forças Armadas

Segundo o site UOL, a empresa russa Kaspersky ganhou licitação para gerenciar os antivírus usados por nossas Forças Armadas - Marinha, Exército e Aeronáutica. A empresa atuará na proteção aos sistemas de computadores, especificamente no setor de segurança digital: antivírus, invasões e programas maliciosos. Os russos, que venceram o pregão eletrônico em março de 2015, já começaram a instalação de seus programas que ocuparão cerca de 120 mil máquinas nas 3 Forças ao custo total de R$ 8,4 milhões. 

Até então, tudo dentro dos conformes legais. Contudo, no âmbito moral, não foi bom negócio. No início do mês de setembro, os EUA emitiram nota oficial onde se diziam preocupados pelo envolvimento da citada empresa na já tão conhecida espionagem russa. A empresa, por meio de seu CEO, Eugene Karspersky, negou que se envolvesse em ataques e afirmou que a missão da empresa é proteger os computadores.

Fonte: UOL Notícias

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Vocês acreditam mesmo que essa empresa está só preocupada em "proteger" os computadores de nossas Forças Armadas? A Rússia, país derivado da URSS, sempre baseou seu desenvolvimento militar na espionagem. Olhando por outro ângulo, o que a Rússia espionaria da sucateada FFAA? Por esse interesse, podemos deduzir que o Brasil, mesmo mal tratada, estrupiado e vilipendiado, é deveras importante para a geopolítica mundial.