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19 de mai de 2011

Joy Division e New Order juntos numa coletânea

Joy Division é uma fonte constante de admiração, sobre tudo após o líder da banda Ian Curtis se enforcar, em 1980. Sua banda é massivamente influente e foi capaz de reinventar completamente a música, permanecendo como influencia ainda hoje, da mesma forma a New Order, como sucessora da Joy Divison.

















New Order - Hellbent (Previously Unreleased) by Rhino UK

No o 31 º aniversário da morte de Curtis, foi anunciado no Reino Unido o lançamento de Total: From Joy Division to New Order, no dia 06 de junho. A coleção inclui faixas marcantes de ambas as bandas, bem como uma inédita do New Order, chamada "Hellbent", que você pode escutar no player acima.

Abaixo, temos a tracklist:

01 Joy Division: "Transmission"; 02 Joy Division: "Love Will Tear Us Apart"; 03 Joy Division: "Isolation"; 04 Joy Division: "She's Lost Control"; 05 Joy Division: "Atmosphere"; 06 New Order: "Ceremony"; 07 New Order: "Temptation"; 08 New Order: "Blue Monday"; 09 New Order: "Thieves Like Us"; 10 New Order: "The Perfect Kiss"; 11 New Order: "Bizarre Love Triangle"; 12 New Order: "True Faith"; 13 New Order: "Fine Time"; 14 New Order: "World in Motion"; 15 New Order: "Regret"; 16 New Order: "Crystal"; 17 New Order: "Krafty"; 18 New Order: "Hellbent. 

15 de mai de 2011

Filme: Evocando Espíritos

Evocando Espíritos [Hauting In Connecticut]
2009.
Dir.: Peter Cornwell
Com:
Virginia Madsen, Kyle Gallner, Elias Koteas, Amanda Crew.

Os filmes de suspense/terror da última década não estavam valendo um real: mortes macabras, histórias absurdas e muito sangue. O cinema do susto e não do medo, do inesperado. Os filmes mais recentes não me despertavam a mínima curiosidade... Até que estúdios independentes produziram ótimos filmes de diretores vanguardistas que com certeza marcaram seu lugar na história da sétima arte, influenciados por O Sexto Sentido [M. Night Shaymalaman], Os Outros [Alejandro Amenábar] e A Bruxa de Blair entre outros. Havia visto na casa de uma amiga apenas o dvd, sem capa: Evocando Espíritos [The Hauting In Connecticut, 2009, EUA] e me interessei ao ponto de fazer o download sem nem sequer ler a sinopse, até então eu não sabia se era uma película recente ou antiga. O então desconhecido diretor Peter Cornwell me surpreendeu.

Nos primeiros minutos a primeira coisa que me chamou a atenção foi o cuidado com a fotografia, o deslocamento perfeito da câmera e a imprevisibilidade que um bom filme de suspense/terror deveria ter; tudo isso incrementado com ótimas atuações [destaque para Amanda Crew que executa o papel de prima de Matt: um espetáculo de mulher e atriz] e uma história lógica,bastante plausível [é obvio, com todo licença poética que um bom entretenimento deve ter] acerca da mediunidade/espiritismo e suas conseqüências para o nós, ainda encarnados.

O filme trata da história do jovem Matt [interpretado com extrema perícia pelo novato Kile Gallner] e de sua família contra um câncer. A mãe de Matt, Sarah [a experiente Virginia Madsen] resolve autorizar que o filho participe de uma pesquisa para aprovar um novo tratamento de cancêr numa cidade distante da residência deles. A rotina de consultas e exames, no entanto, começa a ficar impraticável devido a distancia obrigando a família a mudar-se de última hora para uma casa mais perto do hospital. É então que Matt vai ficando cada vez mais suscetível a manter contato com o lado invisível do mundo. No decorrer do filme eu me questionava se a casa era assolada por espíritos, se Matt era um psicopata [a cena que Matt segue em direção à sua casa munido de um machado assistido pela irmã apavorada, soaria clichê em outras películas, mas em Evocando Espíritos soa mais como uma homenagem a O Iluminado de Stanley Kubrick], se tudo aquilo seria apenas efeitos das drogas que combatiam a doença ou se era Matt realmente era um médium poderoso...

Depois de ficar bastante impressionado e envolvido com o enredo, para arrebatar de vez minha admiração pelo ótimo filme que acabara de assistir, antes dos créditos finais o diretor explicita que o roteiro foi baseado em fatos reais. Depois de minha “adolescência rebelde”, eu passei por situações que me fizeram crer que existe algo que nossa visão limitada quase nunca consegue ver e que quando consegue, não acredita. Esse filme me fez fortalecer ainda mais minha crença de que existe muito mais entre o céu e a terra do que o que podemos enxergar. Assistam e compartilhem a experiência. Ah! Hitchcock, sempre haverá algum diretor de bom gosto para te deixar descansar em paz! Imperdível.


W.A.
@walter_blogTM / wjr_stoner@hotmail.com

12 de mai de 2011

Livro: A Ética da Malandragem

A Ética da Malandragem - No Submundo do Congresso Nacional.
Lúcio Vaz
, 2005
Ed. Geração Editorial

Livros sempre foram e sempre serão os verdadeiros tesouros da humanidade. São fontes de conhecimentos inestimáveis, imensuráveis. São fontes de mudanças, de idéias que promovem a liberdade de corpo e alma.Não foi à toa que os romanos queimaram a biblioteca de Alexandria para diminuir o risco de insurreições contra Roma, após claro, retirar as obras mais importantes. Cruzando dados de diversos livros de diversas áreas do conhecimento, pode-se chegar a conclusões arrebatadoras acerca da realidade em que estamos inseridos. Partindo desse pressuposto pessoal, comecei uma procura a livros de autores que me auxiliassem a entender da forma mais clara possível o drama da violência institucionalizada que vivemos hoje. E nessa busca encontrei vários livros que expunham cada um a seu modo, às vísceras da degradação social. Separei 3 livros que juntos continham informações valiosas sobre a violência e corrupção de move a Economia dos países capitalistas. Escolhido os livros, apresento-lhes a primeira obra da trilogia “Como Entender O Mundo” patrocinada pelo TM: a Ética da Malandragem – No Submundo do Congresso Nacional. Eis uma obra literária sem precedentes no Brasil.

O 1º capítulo abre o livro de forma chocante mostrando negociatas escusas entre deputados/ senadores eleitos e os que perderam mandatos ou galgaram outras carreiras políticas. Lucio Vaz se arrisca bastante para trazer à tona a compra e venda da posse de gabinetes [isso mesmo, gabinetes], apartamentos funcionais [patrimônio público cedido para os representantes do povo eleitos] e até de funcionários comissionados! Devido a esse início tão atrativo, não consegui largar mais livro. Devorei-o em poucos dias.

Tomemos como exemplo o capítulo Uma Grande Família Nunca Acaba, onde o autor faz uma busca minuciosa nos documentos administrativos de circulação interna do Congresso [Câmara e Senado] para expor graves casos de nepotismo no início do governo Lula; e assim o livro segue cada vez aprofundando a gravidade das denúncias que expunham as vísceras podres nas quais estão alicerçado grande parte da “ideologia política” que rege nossas vidas [ditando o preço da gasolina, de feijão, cobrando centenas de cifras de imposto sobre nosso salário, de nosso suor sem nos dar contrapartida nenhuma uma vez que para ter serviços de qualidade é preciso PAGAR], sem falar que são eles que põem as leis, muitas delas absurdas e corporativistas, em vigor]. Vaz expõe os alugueis de mandato, o escândalo Collor*, as aposentadorias absurdas, dívidas de empresários perdoadas através de canetadas de políticos amigos, legendas partidárias de aluguel, políticos pedófilos, políticos eleitos com dinheiro do narcotráfico internacional, cocaína sendo vendida diretamente nos gabinetes, políticos que usavam toda sua verba de gabinete para pagar salário de jogadores de futebol do time de sua cidade natal, sem falar na compra e venda de votos para a aprovação de projetos de lei, entre muitos outros casos de deixar qualquer ser que possua uma mínima consciência cidadã totalmente descrente na política nacional...

Tudo bem, existem outros livros de jornalistas que tratam do jogo do poder de Brasília. Porém, Lúcio Vaz destoa dos demais escritores que têm o Congresso Nacional como tema, pois ele embasa suas reportagens com investigações jornalísticas apuradas somadas ao seu espírito destemido para enfrentar os “senhores de nossos destinos”. Enquanto o Jornal Nacional e congêneres apenas divulgam as notícias que o governo quer que sejam divulgadas, Vaz escavava os podres artifícios utilizados pelos inescrupulosos políticos escolhidos por nós e expunha em jornais de grande circulação como O Globo, Estadão, Correio Brasiliense, etc. O ímpeto socialista do autor, refletido em seu passado de militância comunista durante a Ditadura, é fator determinante na voracidade com que ele fareja e expõe a “ética” imoral que rege o comportamento profissional dos políticos capitalistas que corrompem e são corrompidos de 4 em 4 anos e afundam nosso país no fosso da falta de cultura e educação e saúde e ainda patrocinam a violência que nos assola e nos petrifica diante do mal, enquanto somos tolhidos de nossas garantias fundamentais expressas na Constituição promulgada em 88. Imperdível.

*. Essa parte do livro foi bastante útil para mim, como cidadão alagoano, já que ajuda a entender um tanto quanto melhor o Collorgate [é assim que o autor assina o título do cap.] trazendo à luz fatos que antecederam o impeachment e fatos de defesa de Collor. É fácil identificar que Fernando Collor de Melo, como diria o ditado, foi como muita sede ao pote: “e o Congresso não leva nada?” – Alguns dos nossos representantes questionaram entre si. E o resultado vocês já sabem. Eram muitos capitalistas gananciosos contra apenas um.

PS.: O livro trata do Congresso, porém usando o recurso da analogia, pode-se fazer um raio-x das histórias e falcatruas que gerem as demais casas legislativas do país. Seja em qualquer dos âmbitos, municipal ou estadual, a corrupção e imoralidade reinam.

Walter A.
@walter_blogTM / wjr_stoner@hotmail.com

11 de mai de 2011

Últimas:

Paquistaneses questionam morte de Bin Laden. Enquanto isso: EUA matam 17 em investida militar.

Aviões não-tripulados dos EUA dispararam mísseis em uma casa na região do Waziristão do Norte, no Paquistão, matando pelo menos 17 supostos militantes, e islâmicos protestaram contra a morte de Osama bin Laden por forças dos EUA no país. Quatro aeronaves participaram do primeiro ataque deste tipo desde que as forças especiais norte-americanas mataram o líder da Al Qaeda perto de Islamabad, aumentando a tensão entre os aliados estratégicos cuja cooperação é necessária para estabilizar o vizinho Afeganistão.

Enfrentando repetidos atentados de homens-bomba de militantes islâmicos e lutando com uma economia estagnada, os líderes paquistaneses agora recebem críticas de todos os lados sobre Bin Laden. Tanto islâmicos quanto paquistaneses comuns questionam como seus líderes podem ficar passivos enquanto os EUA enviam soldados para uma cidade que sedia uma guarnição militar para eliminar o cabeça da Al Qaeda.

'Osama bin Laden é um shaheed (mártir). O sangue de Osama dará a luz a milhares de outros Osamas.' Em Abbottabad, onde aconteceu a operação norte-americana, dezenas de islâmicos marcharam pelas ruas pedindo aos EUA que saiam do Paquistão e do Afeganistão. 'A América é o maior terrorista do mundo', dizia um cartaz. O sentimento antiamericano é forte na região, apesar dos bilhões de dólares de ajuda dos EUA ao nuclearizado Paquistão. Os partidos religiosos paquistaneses normalmente não vão bem nas eleições, mas exercem influência considerável nas ruas de um país onde o Islã se torna mais radical.

Fonte: Reuters

Próxima parada do comboio bélico norte-americano: Paquistão. Estadunidenses, não esqueçam que o Paquistão tem bombas atômicas... O buraco pode ser bem mais embaixo dessa vez...

EMAIL:

enviado por Maria do Socorro de Azevedo Amaral*
*não por acaso, mãe dedicada de dois componentes desse blog.


PS.: Eu não vivo falando que o mundo como conhecemos está no começo do fim? kkkkkkkkk Olha aí as provas!

W.A.
@walter_blogTM / wjr_stoner@hotmail.com

10 de mai de 2011

#NaMesmaMoeda - Protesto contra o preço alto dos combustíveis

O movimento denominado de Na Mesma Moeda é uma manifestação nacional que começou pela internet, nas redes sociais, e tomou grande proporções. A proposta é protestar contra o aumento do preço dos combustíveis, mostrando indignação com o abuso dos impostos cobrados do consumidor final e o cartel exercido pelos proprietários dos estabelecimentos comerciais.











Basicamente, o protesto consiste em dar um pouco de prejuízo aos postos de combustíveis e chamar a atenção dos governantes para o fato do alto preço da gasolina, etanol etc. Como afirma o texto do site oficial do movimento (namesmamoeda.com.br), "Ao chegar no posto, abasteça R$0,50 e peça a nota fiscal sobre o valor abastecido. A intenção é "boicotar" os postos, tornando o custo do abastecimento mais caro do que o lucro que o posto teria com a venda do combustível. Se o posto aceitar, pague com cartão de crédito."

O movimento já organizou protestos em diversos capitais brasileiras, e nas últimas semanas se espalhou rapidamente por todo o municípios do interior do Brasil. A facilidade em demonstrar a indignação, o cunho pacífico e irreverente são fatores determinantes no sucesso do #NaMesmaMoeda.

A alta nos preços dos combustíveis foi rapidamente justificada pelo Governo Federal e pelo sindicato dos donos de postos de gasolina, afirmando que a safra da cana-de-açucar foi abaixo do esperado, fazendo com que o preço do etanol subisse pela redução da oferta, e em decorrência, o preço da gasolina, já que essa leva um percentual de etanol. As autoridades, diante da repercussão negativa nacional, adiantaram que os preços devem logo cair gradativamente nas próximas semanas quando a produção do etanol se normalizar nas usinas do país.

O estranho nisso tudo é que não percebemos nenhum proprietário de posto de combustível pobre, falindo ou reclamando da vida. Muito pelo contrário. O setor está em plena expansão. São tantos postos que daqui a pouco existirão bairros especializados no serviço. Outro problema grave são os preços rigidamente iguais, caracterizando o chamado Cartel. Sem falar no argumento tão orgulhoso de que o Brasil é um país auto-suficiente em Petróleo. A falta ou ineficácia na fiscalização dos órgãos competentes contribui para essa realidade onde o lado mais fraco tende a perder, qual seja: os consumidores.

Para saber mais sobre o movimento, acesse o site namesmamoeda.com.br. Lá pode-se averiguar a previsão de novos protestos, saber como foi os que já aconteceram, ver vídeos, fotos e pegar o material necessário para também organizar o seu.

6 de mai de 2011

EDITORIAL: CÃES DE GUERRA

Quase 10 anos após a invasão do Afeganistão e Iraque assistimos a uma nova intentada bélica dos EUA e países aliados [França, Inglaterra, Itália, etc.] contra um país árabe: Líbia. Desde 2001 os EUA tentam minimizar os efeitos da crise mundial que já se lançava no horizonte naquele ano. Com a ajuda fundamental de seu serviço de inteligência criaram várias guerras que salvaram a economia norte-americana até os dias de hoje. Os States gastaram mais do que arrecadavam nos países invadidos e terminaram por entrar numa espiral de guerras sem fim no final de 2011, dez anos após à tomada de Cabul, capital afegã, tornado-se assim, os “tutores” do ouro negro em grande parte do Oriente Médio, garantindo sua hegemonia através de acordos e contratos comerciais estabelecidos entre as multinacionais do petróleo e países como Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Turquia, etc.

Com aparato bélico superior e domínio sobre a principal matéria prima que rege o rito capitalista de viver [o petróleo participa na confecção e manufatura de 80% ou mais, dos produtos que consumimos hoje], os países do Ocidente – capitaneados pelos EUA em conjunto com a União Européia – assistiram atônitos suas economias ruírem por culpa do modo de vida exagerado e sem limites de gastos, consumindo tudo que aparecia pela frente; o consumo desenfreado somado à corrupção, esse mal que assola a humanidade desde sempre, fizeram que diminuíssem os investimentos e a conseqüente falência de várias empresas, incluindo alguns poderosos bancos.

Para impulsionar a revitalização das economias ocidentais, o petróleo afegão e iraquiano não bastou. Os mercados não cresceram o esperado e apenas os alguns aumentaram suas riquezas em detrimento do trabalho e vidas perdidas de outros povos. Com culturas diferentes em conflito, chegara um momento que até mesmo os países árabes parceiros acabaram divergindo dos norte-americanos: a guerra ao terrorismo não interessa ao mundo árabe, afinal, a maioria dos árabes apóiam, ao menos ideologicamente, o anti-americanismo; a frágil aliança entre ocidentais e árabes foi alicerçada na volátil contra-partida financeira e uma hora a fonte ia ter de secar, afinal como já diziam os antigos sábios, tudo que sobe desce. Ditadores árabes começaram a cair, uma vez que não cumpriram as promessas regadas de dinheiro de lutarem contra o terrorismo, pelo contrário, ainda o financiavam com próprio dinheiro dos norte-americanos. E os pequenos países árabes com seus pequenos ditadores entraram em convulsão social e o caos instalou-se como se pôde acompanhar nos telejornais e mídia eletrônica até que na semana passada a ONU, oficialmente, através da OTAN, decide invadir a Líbia, o mais importante dos países revoltosos. Itália, França, Inglaterra, Austrália e Canadá deslocam suas Forças Armadas para a Líbia e a guerra dura até hoje e só findará com a saída de Muamar Kadafi do poder ou sua morte.

Então, os EUA tutelarão o petróleo de mais um países árabe pelo uso da força bélica com a ajuda dos países europeus que agem feitos verdadeiros mercenários que espoliam as nações conquistadas, verdadeiros cães de guerras que lutam sem ideologia alguma, apenas em busca de dinheiro... Ah! Perdoem minha falha! Havia esquecido que para quem nasceu durante a era capitalista, dinheiro é sim ideologia...

Agora vem a pergunta que não quer calar: o que eu, um simples mortal errante e sem importância nenhuma para a geopolítica mundial, residente no fim do mundo, tenho haver com a guerra entre Estados que são denominados “potências econômicas”? Nada. Ou tudo. Depende apenas do ponto de vista: se macro ou micro. Na micro-visão da percepção dos fatos, o que acontece fora do âmbito da vida privada, não pode ter influência em nosso cotidiano; já na macro-visão os fatos que acontecem fora da redoma de vidro que a vida privada influencia sim, e de forma bastante concreta o que acontece no nosso dia-a-dia.

Com o recrudescimento das guerras, não existirão apenas vencedores e perdedores nos fronts de batalha. Como os economistas gostam de dizer, a economia está globalizada e todos os países [excetuando-se aqueles que sofrem algum tipo de embargo] sofrem interferências estrangeiras tanto positivas quanto negativas em seus mercados, por isso, o que é a desgraça de alguns, se transforma em dádiva financeira para outros. E isso tem haver com a macro-percepção dos fatos. Raciocinem comigo:

Graças às guerras o Brasil conseguiu crescer muito sendo aporte final de investimentos financeiros dos países que comandam as guerras, conseguiu diminuir a pobreza, aumentar as reservas cambiais, manter o Real forte, manter a inflação dentro do limite aceitável, oferecer crédito para os consumidores finais, etc. Na micro-visão, tanto os partidários de FHC quanto de Lula tentariam puxar a brasa para seus peixes, afirmando piamente que este foi “melhor” que aquele e vice-versa; porém, quando se faz uma observação mais ampla, percebe-se que nossas políticas econômicas atendem em primeiro lugar necessidades de Estados estrangeiros através de diretrizes pré-estabelecidas através dos Tratados firmados pelo Brasil com os diversos países desenvolvidos. Portanto, tomando o Brasil como exemplo, é de interesse dos países desenvolvidos que forjam as guerras terem investimentos aqui; é de interesse deles que os brasileiros consumam os produtos de suas empresas [de armas à cuecas] para assim manter os cofres dos governos estrangeiros sempre no verde.

Por isso, digo que a vidinha mais ou menos que levamos é diretamente influenciada pelos fatos originários a milhares de quilômetros de distâncias daqui: passemos rapidamente a vista pelas prateleiras dos supermercados e veremos produtos com nomes em inglês; o estilo das roupas, calçados, o designe dos carros, a arquitetura, a música, os filmes... Nossa vida se resume a uma réplica xing ling da vida dos norte-americanos e/ou europeu. Até os costumes característicos que cada país conservava a centenas de anos, vão sendo trocados pelos vagos e frios costumes de fora. Nascemos no Brasil, não temos que tentar viver como um californiano, parisiense ou londrino. Porém, acho que isso não é mais possível. A nossa cultura foi estraçalhada, embebida com dólares, euros, vinhos, queijos, wisk e lascívia daqueles que acreditam apenas neles. Mais isso é outra história... Deixa queito.

Nossas fábricas são abastecidas por maquinário de outros países. Os equipamentos do setor de saúde também. Nós vendemos matérias primas como aço e petróleo aos estrangeiros e compramos de volta os produtos finalizados a preço alto, uma vez que não investimos em tecnologia nacional. Todo o know how das empresas vem de fora, assim como as doutrinas de treinamento de funcionários, incluindo de instituições públicas. Eles nos dizem como agir em todos os setores da segurança, até a educação.

O ponto que quero chegar, é que se as guerras continuarem, se os países ricos continuarem corruptos, antiquados, arcaicos objetivando apenas o lucro em detrimento de outros países, a Economia não irá agüentar, empresas irão fechar, fábricas irão falir, o preços começarão a aumentar aqui, o crédito irá ficar cada vez mais difícil, a inflação irá elevar-ser assim como a insatisfação popular. Não estou querendo parecer a mãe Diná, mais esse cenário que descrevi acima já se concretizou num passado nem tão distante assim que a História registrou, porém já rapidamente esquecido. Estou apenas relembrando.

Antes da 1º Guerra Mundial, o cenário global era muito parecido com o atual: potências se juntando e rateando o espólio de países africanos, asiáticos, etc. invadidos, dominados, transformados em meras colônias; uma hora a Economia não agüentou, pois os países beneficiários cresceram tanto sugando tanto que implodiram e vieram as falências, a necessidade de mais guerras, os desentendimentos entre Estados até a explosão total do conflito.

A 2º Guerra Mundial foi praticamente a continuação da antecessora, tendo como pano de fundo a disputa por territórios dominados pelos países vencedores da 1º Guerra; o assassinato de Franscisco Ferdinando o tal rei que marca o início do Segundo Grande Conflito, não passou de mero embuste de marketing político comparado com as “armas de destruição em massa” de Sadam. Toda articulação política que veio a culminar no início do Conflito foi desenhada sobre um cenário de disputa por colônias, pois mesmo derrotada a Alemanha continuava uma potência econômica e tecnológica na vanguarda de ingleses, franceses e norte-americanos.

Hoje novas guerras são iniciadas não por briga por colônias na antiga acepção da palavra, mas sim pela hegemonia financeira baseado nas novas colônias [países dependentes do investimento dos Países Desenvolvidos.] que geram riquezas para o 1º Mundo. São guerras brancas, guerras de preço, lucro, crédito, vendas, vendas e muitas vendas. Os países não dominam mais os outros pela força das armas. As armas são a última opção, direcionadas àqueles mais rebeldes e que tenham algo que valha a pena fazê-lo dominado.

A dominação é feita através do simples papel-moeda impresso por nós mesmo, o dinheiro. O próprio Brasil as vezes ganha o adjetivo de neo-colonialista nos jornais estrangeiros por culpa das empresas nacionais que se instalaram na África, Bolívia, Uruguai, Ámerica Central, etc. Se eles [as Potências] pararem nós pararemos. Quantas guerras terão que ser iniciadas até o momento que o planeta e seus ecossistemas não irão mais suportar tamanhas agressões capitaneadas pelos países capitalistas e seus exércitos de cães movidos a ração de petróleo? A Economia que os países estão atrelados é uma Economia sã e saudável para o planeta? O clima já não é mais o mesmo, as plantações já não dão os mesmos frutos, os rios e mares estão inacreditavelmente poluídos, testes de artefatos bélicos acontecem o tempo todo em meio à natureza, assim como o despejo de milhões de toneladas de lixo, desde hospitalar quanto radioativo, sem falar nos testes de projetos das empresas que demandam uso de animais e seres humanos como cobaias...

É por esses simples motivo que não só eu, mais você também que está lendo tem haver com tudo que acontece na política mundial. E não só nós. Todo mundo. É notório que o Sistema que rege nossas vidas precisa ser desconstruído e remontado com uma alma humana em seu bojo. Precisamos de uma Revolução. Com r maiúsculo, não essas revoluções esporádicas, sazonais, enrustidas de “políticas sociais” nas mãos de partidos políticos degradados pela corrupção generalizada. E uma revolução só pode ser feita quando se sabe exatamente por qual motivo está lutando. Precisamos de uma Revolução se quisermos manter nosso planeta saudável, mais para isso o povo em sua maioria deverá saber o exato motivo pelo o qual está se lutando e não apenas pelo simples Poder.

Lutar deve ser uma atitude nobre que tenha em vista uma ideologia igualmente nobre. O povo um dia entenderá que se ele é mal pago, enfrenta congestionamentos em ônibus lotados e filas intermináveis para pagar ou efetuar uma simples compra, dome mal, come mal, trabalha em excesso, é vítima de assaltos e de violência, é porque ele e muitos outros votaram errado, votaram em representantes políticos que trabalham em prol de empresas estrangeiras ou no mínimo são empresários capitalistas que não enxergam nada alem do tom esverdeado do dinheiro. O mundo capitalista entrará de vez em colapso, e nosso país deveria ser uma das Nações que liderariam um novo modelo de Economia baseada na sustentabilidade e justiça social. Deveríamos ser uma das primeiras nações à proteger nossas fronteiras dos cães de guerras norte-americanos. Deveríamos já possuir uma sólida identidade nacional, com cultura e política própria sem intervenções estrangeiras, defendendo as empresas 100% nacionais, para assim promover uma distribuição de renda justa, ao passo de garantir a máxima eficiência dos serviços essenciais como saúde, educação e segurança aos cidadãos brasileiros.

Porém, infortunadamente, nosso país está longe disso. Nossos governantes, “representantes do povo”, são bastante influenciados pelas empresas e aglomerados econômicos privados. Esses homens poderosos que comandam o mundo literalmente falando estão exagerando em suas guerras, estão passando do limite e a busca incessante pelo poder deixa-os cegos. Não conseguem enxergar que a postura agressiva adotadas por suas Pátrias, apesar de ainda dar lucro, está degradando em demasia o Meio Ambiente, pondo em risco nossa própria existência num futuro a médio-longo prazo.

As guerras levam a tira colo sua filha mais velha: a Corrupção. Por isso os ricos continuam mais ricos e os pobres, mais pobres em relação aos primeiros. Em linguagem simples, é como se vivêssemos em dentro de uma bolha que cresce, cresce, você sabe que uma hora aquilo vai estourar e se pergunta: o que devo eu fazer pra evitar que meu mundo “estoure”? Obviamente que eu não tenho a resposta, a fórmula mágica, ninguém tem...

E assim vamos vivendo, crescendo e morrendo... Presos a uma redoma de vidro que hoje se vê rachada. O ano que vem haverá as Eleições 2012. Manteremos os mesmos lobos em pele de cordeiro na liderança de nossas vidas? É bom prestar atenção nesse detalhe. Já dizia Maquiavel, “Um Povo tem o Governo que lhe é merecido.” Se somos governados por homens insensatos, é porque nossa maioria ainda é insensata. Se somos governados por corruptos gananciosos, é porque nossa maioria ainda é formada por mentes corruptas e gananciosas. Comecemos então a exercitar o dom mais precioso que os deuses nos deram depois da vida: a inteligência, a capacidade de raciocinar e dar valores ao que é bom e ao que é ruim. Comecemos tirando a venda que nos prende ao mundo materialista, facilmente manipulado pelos corrompidos meios de comunicação e suas empresas patrocinadas por governos.

A cobertura exacerbada do casamento do príncipe Willian e a divulgação da suposta morte de Osama Bin Laden não são fatos independentes e desconexos. A invasão da Líbia está sendo mais difícil que a invasão do Iraque, ou seja, muitas vidas inocentes estão sendo perdidas lá. Assim, o jornalismo internacional ameniza o teor das notícias dando cobertura ao casamento mais badalado da década; e mesmo não exibindo a cabeça de Bin Laden aos 4 cantos do mundo, mas afirmando tê-lo assassinado, os EUA passam uma falsa idéia de que a ONU está vencendo a Guerra ao Terror, mesmo sem ninguém ter a certeza sequer se Bin Laden realmente existiu ou era apenas mais um artifício para justificar uma invasão ao Afeganistão...

E enquanto o mundo entra lentamente em colapso social e financeiro, seguimo-nos nossas vidas enganados pelas instituições, trabalhando, estudando e pensando para manter esse mundo de ilusões reais, tangível.

Maio, 2011.

"E essa justiça desafinada, é tão humana, e tão errada... Nós assistimos televisão também. Qual é a diferença?!" Baader Meinhof Blues - Legião Urbana.

Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / @walter_amaral


5 de mai de 2011

Livro: Ministério do Silêncio

De acordo com a mitologia, Argus era um semideus grego, elevado a essa condição para auxiliar na proteção do Olimpo, que conseguia tudo ver e controlar todas as movimentações terrestres e divinas. Foi com essa presunção que "o Serviço" foi criado no Brasil. Partiu dai o embrião para um dos períodos, senão o período mais obscuro da história dessa nação.

Como o próprio título revela, Ministério do Silêncio pormenoriza a existência do serviço secreto brasileiro, do primeiro Presidente até Luís Inácio Lula da Silva em seu primeiro governo. Inúmeras curiosidades cercam o envolvimento dos líderes maiores da nação com o serviço secreto, mostrando a importância dessa repartição no desenrolar dos fatos que construíram a história brasileira.

Infelizmente, o "Monstro", como era chamado, teve todas suas garras envolvidas no golpe militar de 1964, iniciando um período obtuso e até hoje mal apurado. Efetivamente ativado na década de 50, contou com diversas nomenclaturas (Sfici, SNI, DI, SSI e Abin), mas foram nos 21 anos de ditadura militar no Brasil que o serviço secreto deitou e rolou. As entranhas dessa fase sangrenta, anti-humanitária e anti-democrática estão em Ministério do Silêncio.

Em passagens reveladoras, o jornalista Lucas Figueiredo aborda alguns casos conhecidos nacionalmente, como, por exemplo, os do ativista político Stuart Angel Jones e sua mãe Zuzu Angel, mortos pelos tentáculos da ditadura militar, assim como o do jornalista Vladimir Herzog, assassinado após seções de tortura. Além de outros, como uma tentativa de atentado a um show musical organizado por Chico Buarque em comemoração ao dia do trabalhor, terminando por avacalhar ainda mais a imagem do serviço secreto e do governo militar brasileiro.

Todos os Presidentes desde 1964 até a redemocratização tiveram ligação direta com o serviço secreto. Exerciam ou já tinham exercido altos cargos no Serviço, o qual, durante o referido período, se transformou na principal secretaria ou ministério do país, com orçamentos altíssimos, recursos humanos quase ilimitados, tecnologia de ponta e autorização para matar em nome da proteção dos "interesses nacionais".

Ministério do Silêncio é de grande valia para aprofundar conhecimentos sobre política brasileira, desembocando na ditadura militar e depois passeando pelo período democrático, com Sarney (supostamente), Fernando Collor de Melo, FHC e Lula. Um retrato de mais uma página obscura da história brasileira.

Ministério do Silêncio - A história do serviço secreto brasileiro de Washington Luís a Lula 1927-2005
Autor: Lucas Figueiredo
2005
Editora Record

3 de mai de 2011

Smashing Pumpkins - novidades, músicas novas

O Smashing Pumpkins lancará seu novo trabalho ainda este ano, chamado Oceania. Billy Corgan fez o anúncio do projeto ainda em 2009. De lá pra cá a banda vem gravando e disponibilizando os músicas de conforme estão sendo finalizadas.

Oceania faz parte do projeto Teargarden by Kaleidyscope, álbum de 44 músicas cujas músicas estão sendo lançadas aos poucos. Este é o primeiro disco completo que faz parte de Teargarden by Kaleidyscope - "um álbum dentro de um álbum", comentou Corgan.

Ao que parece, as músicas dessa primeira perte do projeto estão disponíveis no site oficial da banda, clique aqui para acessar e conferir. Além de escutar também está disponível a opção para efetuar o download das canções, são nove ao todo.

Enquanto isso, os Pumpikins já disponibilizam outra nova faixa, escute no player abaixo "Owata":



O último trabalho de estúdio da banda foi Zeitgeist, de 2007.

Com informações de Omelete.com.br