#NaMesmaMoeda - Protesto contra o preço alto dos combustíveis

O movimento denominado de Na Mesma Moeda é uma manifestação nacional que começou pela internet, nas redes sociais, e tomou grande proporções. A proposta é protestar contra o aumento do preço dos combustíveis, mostrando indignação com o abuso dos impostos cobrados do consumidor final e o cartel exercido pelos proprietários dos estabelecimentos comerciais.











Basicamente, o protesto consiste em dar um pouco de prejuízo aos postos de combustíveis e chamar a atenção dos governantes para o fato do alto preço da gasolina, etanol etc. Como afirma o texto do site oficial do movimento (namesmamoeda.com.br), "Ao chegar no posto, abasteça R$0,50 e peça a nota fiscal sobre o valor abastecido. A intenção é "boicotar" os postos, tornando o custo do abastecimento mais caro do que o lucro que o posto teria com a venda do combustível. Se o posto aceitar, pague com cartão de crédito."

O movimento já organizou protestos em diversos capitais brasileiras, e nas últimas semanas se espalhou rapidamente por todo o municípios do interior do Brasil. A facilidade em demonstrar a indignação, o cunho pacífico e irreverente são fatores determinantes no sucesso do #NaMesmaMoeda.

A alta nos preços dos combustíveis foi rapidamente justificada pelo Governo Federal e pelo sindicato dos donos de postos de gasolina, afirmando que a safra da cana-de-açucar foi abaixo do esperado, fazendo com que o preço do etanol subisse pela redução da oferta, e em decorrência, o preço da gasolina, já que essa leva um percentual de etanol. As autoridades, diante da repercussão negativa nacional, adiantaram que os preços devem logo cair gradativamente nas próximas semanas quando a produção do etanol se normalizar nas usinas do país.

O estranho nisso tudo é que não percebemos nenhum proprietário de posto de combustível pobre, falindo ou reclamando da vida. Muito pelo contrário. O setor está em plena expansão. São tantos postos que daqui a pouco existirão bairros especializados no serviço. Outro problema grave são os preços rigidamente iguais, caracterizando o chamado Cartel. Sem falar no argumento tão orgulhoso de que o Brasil é um país auto-suficiente em Petróleo. A falta ou ineficácia na fiscalização dos órgãos competentes contribui para essa realidade onde o lado mais fraco tende a perder, qual seja: os consumidores.

Para saber mais sobre o movimento, acesse o site namesmamoeda.com.br. Lá pode-se averiguar a previsão de novos protestos, saber como foi os que já aconteceram, ver vídeos, fotos e pegar o material necessário para também organizar o seu.

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