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24 de jun de 2011

TMcast #01 - Piloto

Leitores, leitoras e afins, como avisamos anteriormente, aqui está nosso primeiro TMcast. E por tratar-se justamente do primeiro, você percebeu o título "piloto", funcionou para nós mais como um teste. Ainda estamos tateando essa nova plataforma, portanto segurem a onda e escutem com parcimônia e com muito bom humor.
Aceitamos comentários com sugestões e críticas aqui mesmo no post ou mesmo enviem e-mail para tempo_moderno@hotmail.com

Tempo de duração: 47 minutos.



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LINKS RELACIONADOS
As músicas apresentadas foram:
"Dani Rabiscou" - Mopho (Volume 3, 2011); "Colony" - Joy Division (Closer, 1980).

Feed do TMcast: http://tempo-moderno.podomatic.com/rss2.xml

Arte: Carlyson, da Zeropixel

Até o próximo!

23 de jun de 2011

EDITORIAL: a grande geração perdida

Nos últimos meses as minhas postagens diminuíram inegavelmente. O motivo foi de ordem laboral, meu tempo realmente ficou curto. Voltei a escrever regularmente há 3 meses e os editoriais seguiram-se longos e de um teor que agradava a poucos; sempre tecendo comentários sobre economia global, corrupção e críticas sociais, durante esse mês me vi "matutando com meus botões" sobre o que falar no editorial de junho: não queria mais falar sobre geopolítica ao apontar fatores de nossa degradação humana-social.

Poderia comentar sobre os fatos que dão base a minhas teses loucas que exponho aqui como por exemplo, os protestos ebulidos na Grécia e sua crise econômica que se arrasta por anos; o desdobramento da crise grega em território espanhol; o vulcão chileno que despertou de seu sono profundo ou ate mesmo o projeto de lei que legaliza a corrupção e desvios de verbas que oferece em seu bojo a prerrogativa para os governantes não prestarem mais contas do que gastam usando como desculpa a proximidade da Copa do Mundo em terra brasilis...

Assuntos acerca dos homens detentores do poder que ditam nossa cultura, opinião etc. não faltam. Porém até eu mesmo já saturei de comentar os atos egoístas e pedantes desses senhores neo-feudais. Como nenhuma idéia palpável vinha a mente, resolvi sair de casa pra observar as pessoas e a cidade com a esperança de que eu voltaria com a idéia central do texto na mente. Parei na principal avenida da cidade e comecei a bater papo com alguns conhecidos. Meia hora bastou para que a idéia do texto se formasse. Esse foi o tempo necessário para chegar a seguinte conclusão: a geração nascida durante o final da década de 80 e meados da de 90, está em sua maioria toda perdida, sem rumo, desesperançada e extremamente niilista.

A quem evoque a geração hippie para fazer um contra-peso a minha idéia. Porém a geração hippie, mesmo com seus atos tão inovadores quanto incosequentes, era uma geração intelectualizada: a geração hippie hoje comanda o mundo, estão nas gerências, gabinetes do judiciário, nos parlatórios políticos de todo o mundo. A geração que nasce no final dos anos 70 até meados da década de 80 [essa é a minha geração] são os filhos da geração hippie e já demonstrava sinais de descompaso com as necessidades sociais e culturais de nossa época, porém essa geração ainda produz muita coisa positiva, contribuindo para a cultura, política, música, etc.

Porém, nesses dias que passam a toda velocidade por nossa percepção,aquela velha história de que "as crianças são o futuro do país" não cola mais a não ser pra quem continua tentando tapar o sol com uma peneira. A cultura em que essa nova geração foi inserida é totalmente descartável, sem bases sociais, feita apenas para divertir da forma mais incipiente e medíocre possível. Se antes tinhamos os punks [politizados e anarquistas], hoje temos os emos [ignorantes políticos e "sensíveis"]. kkkkkkkkk...

Enquanto a geração de nossos pais foi forjada em meio a livros e trabalho, a nossa geração foi forjada a base de livros, TV, arte, internet [em sua época de ouro] e trabalho; já a geração subsequente foi forjada sem livros, com excesso deTV, sem trabalho, com arte de baixo calão sem falar na mediocridade da internet de hoje em dia. Quem criou essa geração foi a TV. Os pais eram apenas babás. Crescer assistindo novelas, programas de auditório, programa de fofoca de famosos, twitter, facebook, orkut etc. desviam todo o intelecto das crianças para coisas de uma futilidade absurda.

A escola, antes um local de aprendizado e interação social sadia, hoje se compara a grandes clubes de diversões, onde os professores sofrem nas mãos de alunos mimados e briguentos [antes era soco e pontapés; hoje são disparados tiros e golpes de faca]. Não é difícil perceber, na maioria das vezes, toda a cumplicidade dos pais que sempre cobram do professor e da instituição de ensino a "melhor educação" e esquecem de cobrar de si mesmos. É comum no final do ano letivo, os pais fazerem de tudo para que o filho não repita o ano, colocando a culpa no professor, na escola, mesmo sendo clara a inaptidão da criança em subir de série.

Crianças de 11, 12 anos assaltam, matam friamente. O Estado não oferece a educação e cultura necessária e usa de subterfúgios baratos para entreter e fingir que ajuda a educar nossas crianças. A família, inserida no atual contexto pan-cultural em que vivemos, perdeu muito de sua força coercitiva para educar de forma satisfatória nossas crianças e jovens. Tudo bem, eu sei que esses fatos não são privilégios dessa nova geração, porém, a proporção de jovens infratores hoje em dia é muito superior comparado a décadas passadas.

Hoje estamos colhendo o que plantamos no passado. Este sofisma é uma verdade universal. Nossos avós e pais tiveram a liberdade tolhida pela repressão militar; nós, nascemos respirando o ar da liberdade que nossos antepassados não sentiram, e talvez por isso essa mesma liberdade tenha nos enebriados e acabamos por confundi-la com permissividade. Isso acabou com a geração pós-democracia... Após a juventude "transviada" das décadas de 60 e 70 surgiu uma grande geração de profissionais/técnicos que impulsionaram como nunca a tecnologia e acabaram influenciando a cultura como um todo; após a juventude "folgada" que admirou os novos raios de liberdade, mais seres pensantes contribuiram com a evolução das ciências sociais. Então o que virá depois dessa juventude fã de Justin Bieber, funk carioca, fãs de BBB, leitores de Bruna Surfistinha? O Senhor Tempo dirá. Já falei demais.

Junho, 2011.


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / @walter_blogTM

22 de jun de 2011

Lançaremos nesta sexta-feira nosso podcast

Olá, poucos e bons leitores e leitoras! Anunciamos que nesta sexta-feira, dia 24 de junho, postaremos a novíssima empreitada da equipe de colaboradores: o TMcast.
O que é isso? Boa pergunta. TMcast será o podcast* do blog Tempo Moderno, ou seja, será o espaço onde nós conversaremos sobre os mais diversos assuntos, mas tendo uma centralização proposital na música, no cinema, literatura, quadrinhos, seriados de tevê etc.

O TMcast #01 está gravado, editado e aprovado pelos responsáveis pela emissão de sons que você poderá escutar logo logo. Então... Fica aqui o convite para prestigiar essa ideia, que não é nova, mas com certeza é bem interessante e será ainda mais com sua participação e audiência.

Até lá!

*Podcast é o nome dado ao arquivo de áudio digital, geralmente em formato MP3, publicado através de podcasting na internet e atualizado via RSS. A palavra é uma junção de iPod ou de "Personal On Demand" (numa tradução literal, algo pessoal e sob demanda) e broadcast (transmissão de rádio ou televisão).

17 de jun de 2011

Metallica termina gravação de álbum em parceria com Lou Reed

O thrash metal do Metallica pode se encaixar com a voz monocórdica e a poesia underground de Lou Reed? É o que saberemos em breve. A banda terminou a gravação de um novo disco nesta quarta-feira e revelou a surpresa que os fãs estavam aguardando desde o início do ano, quando Kirk Hammett disse que o álbum não seria "100% Metallica".

"Desde que tivemos o prazer de tocar com Lou no 25º Aniversário do Hall da Fama do Rock, no Madison Sqaure Garden, em outubro de 2009 (confira o vídeo neste link ), vínhamos estudando a ideia de fazer um disco juntos", diz o grupo em seu site oficial. Lou Reed foi a São Francisco trabalhar com a banda e eles gravaram dez músicas, escritas pelo compositor nova-iorquino e rearranjadas pelo Metallica. Ainda não há data de lançamento prevista.

Não é a primeira parceria de Lou Reed com outras bandas, é claro. A mais recente foi com o Gorillaz. Ele gravou a música "Some Kind of Nature" para o disco "Plastic Beach", do grupo de animação liderado por Damon Albarn. "Eu e Lars ouvimos o material e pensamos, 'nossa, isso é muito diferente'", disse James Hetfield em sua primeira entrevista sobre o projeto, para a Rolling Stone americana, "Foi assustador no início, pois a música era tão aberta. Mas aí pensamos, 'isso pode ir para qualquer lugar'".

Fonte: Globo.com

13 de jun de 2011

EMAIL:

enviado por Marcelino Caldas

Calem a boca, Nordestinos!


A ultima eleição trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

O que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão! Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste! Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro, Josué Montello, José de Alencar, Patativa do Assaré e Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo? Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes, Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano. Ah! E ainda Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura… Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…dentre tantos outros...E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar. Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key.
Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê! Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!! Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – "Calem a boca, nordestinos!" Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Adaptado de José Barbosa Junior

9 de jun de 2011

Últimas: Concluída fase de instrução da ação penal do mensalão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa encerrou a chamada fase instrutória da Ação Penal (AP 470) do mensalão e abriu prazo para acusação e defesa apresentarem as alegações finais no processo. A Procuradoria-Geral da República terá 30 dias, contados dessa quarta-feira (8), para apresentar suas argumentações. Em seguida, será a vez de os 38 réus no processo apresentarem suas alegações finais, também em 30 dias.

“Entendo que a concessão de 30 dias para que as partes, sucessivamente, apresentem suas alegações finais, mostra-se razoável e proporcional à complexidade do processo, que apresenta elevado número de réus, inúmeros fatos a eles imputados e grande volume de provas”, pondera o ministro no despacho em que dá por encerrada a fase instrutória do processo.

Depois que a Procuradoria-Geral e os réus apresentarem as alegações finais, o ministro Barbosa poderá preparar seu voto e posteriormente solicitar data para julgamento da ação em Plenário.
Aceita em 2007, a denúncia do mensalão acusa 38 pessoas, entre políticos, lobistas e empresários, de envolvimento em esquema de financiamento de parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político ao governo.

Atualmente, a ação penal conta com 44.265 folhas (210 volumes e 484 apensos), mas como observa o ministro Joaquim Barbosa no despacho em que abre o prazo para as alegações finais, o processo se diferencia de outras ações penais em trâmite no Supremo porque foi totalmente digitalizado desde o início. “A todo o momento e até mesmo simultaneamente, os autos estão inteiramente acessíveis às partes”, ressalta o relator. “Esse ganho tecnológico, portanto, minimiza, sem sombra de dúvida, as inquietações das partes quanto à exiguidade dos prazos fixados na legislação processual”, completa.

Continue lendo (via sítio do STF)

8 de jun de 2011

Últimas: Duas gestões, um final: crise política e demissão

Antonio Palocci Filho, 50 anos, médico por profissão, político de carreira, filiado ao PT desde a fundação, trotskista da Convergência Socialista nos idos de 1980, por duas vezes ocupou cargo de ministro que lhe conferiu poder na República, primeiro foi ministro da Fazenda no governo Lula, depois da Casa Civil no governo Dilma. Nas duas ocasiões, um mesmo desfecho: perdeu a cadeira e o prestígio, alvo de escândalos e investigações da polícia, do Ministério Público e do Congresso.

A ele imputaram toda sorte de acusações, inclusive quando exerceu mandatos de prefeito de Ribeirão Preto (SP): corrupção, mensalinho da máfia do lixo, licitações dirigidas para compra de molho de tomate com ervilha.Custou-lhe a pasta da Fazenda, em março de 2006, a quebra do sigilo bancário de um certo Francenildo Santos Costa - o caseiro que revelou ao Estado as idas de Palocci a uma mansão para reuniões com lobistas, segundo a CPI dos Bingos.
O mais novo capítulo, que ontem culminou com sua queda da Casa Civil, revela um Palocci perspicaz para negócios: multiplicou em 20 seu patrimônio nos últimos quatro anos, etapa em que dava expediente na Câmara, como deputado, e no comando da Projeto, a bem-sucedida empresa de consultorias.
No plano criminal, o ex-ministro está com o caminho livre, inocentado que foi pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No episódio da violação dos dados do caseiro, a Procuradoria-Geral da República o denunciou formalmente em fevereiro de 2008, mas o Supremo rejeitou a abertura de ação penal. O STF também arquivou, acolhendo requerimento da Procuradoria, inquérito que apontava Palocci como suposto beneficiário de parcelas mensais de R$ 50 mil, doações de empreiteira contratada pelo petista na gestão de Ribeirão Preto para coleta de lixo e varrição pública. As medições da perícia policial mostraram o descompasso entre áreas de grande extensão percorridas por reduzido efetivo de garis.



A denúncia sobre tais repasses, logo rotulados mensalinho, foi feita em junho de 2007 à promotoria por Rogério Buratti, antigo colaborador e ex-secretário de Palocci na primeira gestão em Ribeirão (1993-1996). Buratti disse que a verba caía em caixa 2 do PT. Buratti fez delação premiada. Depois, retirou o que disse em declaração firmada em cartório. Não se sabe o que fez o delator recuar, mas de seu arrependimento valeu-se o denunciado para se livrar de mais uma demanda.
O mais recente triunfo do ex-ministro traz a assinatura do chefe do Ministério Público Federal, Roberto Gurgel, que em manifestação de 27 laudas arquivou representações da oposição que pretendia ver esmiuçada a origem dos recursos que garantiram a ampliação de bens de Palocci em tão pouco tempo.
Improbidade. Se no foro criminal as coisas vão bem para o ex-ministro, o mesmo não se dá no âmbito civil, no qual é réu por ato de improbidade. Estão em curso ações na Justiça de Ribeirão Preto, uma delas por causa daquela compra de cestas básicas com latas de molho de tomate com ervilha.

O Ministério Público Estadual pede a suspensão dos direitos políticos por até 8 anos, pagamento de multa, ressarcimento de lesão ao erário em R$ 2 milhões e outras. 'Foram utilizados artifícios para fraudar o caráter competitivo dos certames com o objetivo de favorecer algumas empresas ligadas entre si', sustenta a promotoria. 'A partir do início da gestão do réu Palocci na prefeitura, foram introduzidas alterações nos sistemas de compras de gêneros alimentícios que possibilitaram o favorecimento.'

Fonte: MSN Noticias.

Esse é um exímio exemplar da orda que circunda o Poder no Brasil. Essência de Jason [antagonista da série de terror Sexta Feira 13 infinitas partes]: eles sempre voltam.

7 de jun de 2011

Mutação surpreendente - X-Men Primeira Classe

Hoje em dia as história em quadrinhos já extrapolaram as páginas dos gibis e fazem parte da coletividade. Mas, ao mesmo tempo, constata-se que as crianças da atualidade prefiram Ben10 a qualquer personagem do universo Marvel ou DC. Digo isso porque X-Men First Class fez com que eu voltasse a minha infância para aproveitar o tempo perdido.
Não sou nenhum expert no Universo dos quadrinhos Marvel, muito pelo contrário. O que sei vem mais dos animes dos anos 90 baseados nas séries dos gibis do que propriamente das produções originais. Mesmo assim, nunca neguei que X-Men era uma dessas produções que mais chamavam minha atenção. First Class veio para manter essa atenção viva por mais tempo.

Existe uma dificuldade, em se tratando de filmes desse tipo, em manter o espectador ativo nos desdobramentos da história. Em muitas ocasiões são usados esquemas infinitos de ação e explosões para tentar a proeza de fazer você imergir no mundo ali apresentado. Felizmente, nesse X-Men é diferente. Do primeiro minuto até o último você perde a noção do tempo, presta atenção em todas as cenas, mesmo não tendo toda a ação esperada num filme de "heróis". Méritos da montagem e de um roteiro extremamente competente

Outro destaque vai para as atuações nos personagens Xavier e Magneto realizadas respectivamente por James McAvoy (O Último rei da Escócia ) e Michael Fassbender (Bastardos Inglórios), são memoráveis. Contudo, obviamente que o filme possui ressalvas a serem feitas, mas um fã dos quadrinhos pode realizar tal coisa melhor que eu. Aqui, balanceando qualidade, entretenimento, diversão e competência, X-Men Primeira Classe é aprovado com louvor.

6 de jun de 2011

Tudo novamente - Se Beber, Não Case parte II

Com situações que transitam pelo humor extremamente politicamente incorreto até o mais infantil, Se Beber, Não Case parte II é divertido para aqueles que querem se divertir e um aborrecimento para aqueles que esperavam algo mais da continuação de um filme que, de certa forma, inovou na formatação do gênero. A dica que dou é a seguinte (para não perder o tempo nem o dinheiro): entre no clima, tome um chop e relaxe os músculos faciais.
Comédia geralmente é um gênero que não se tem muito o que fazer, é sentar na frente da tela e se deixar levar pelas situações mais esdrúxulas e piadas sem noção. Há quem procure uma comédia inteligente, há quem procure uma comédia superficial, mas qualquer um converge para uma coisa: diversão.

Se Beber, Não Case parte II (The Hangover Parte II) é uma cópia do primeiro. Mas como pode uma "continuação" ser igual ao original? Dai vai depender da maneira de cada um ver as coisas. É a mesma premissa da parte I, quem já assistiu, sabe. Os quatro amigos acabam tendo que encarar uma série de situações bizarras porque a despedida de solteiro passou do ponto. Até a culpa para chegar a tal ponto bizarro é do mesmo personagem nas duas partes.

E com que finalidade se produz um filme igual a outro? Isso também depende da percepção de cada um. Pois, nesse caso, foi justamente pelas situações bizarras que Se Beber, Não Case parte I teve seu êxito como produto de entretenimento cinematográfico, chegando a alcançar relevância no gênero. Obviamente que, como a parte I foi um sucesso comercial, leia-se: deu lucro, a parte II não poderia ser diferente. Muda-se o local, acrescenta-se personagens, mas a base continua a mesma da fórmula anterior.

1 de jun de 2011

Cinema brasileiro e as maiores bilheterias II

Em 2009 publicamos uma lista com os 10 filmes brasileiros que mais levaram espectadores ao cinema. Pois bem. Já passou do tempo de atualizá-la, pois em outubro de 2010 o filme "Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro" assimuiu o topo da lista, desbamcando "Dona Flor e Seus Dois Maridos", que ficou 34 anos em primeiro lugar.
Mesmo com a entrada triunfal do segundo Tropa de Elite, entre os dez ainda permanecem quatro filmes da turma dos Trapalhões. Resta agora aguardar pelo próximo fenômeno das bilhterias brasileiras. E para completar o êxito histórico do filme de José Padilha, Tropa 2 ganhou nas principais categorias do 10º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro que aconteceu no noite do último dia 31 de maio.

Veja a lista:

1- Tropa de Elite 2, de José Padilha, outubro/2010, 11.081.199 de espectadores.
2- Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto, novembro/1967, 10.735.524 de espectadores.
3- A dama do lotação, de Neville de Almeida, abril/1978, 6.509.134 de espectadores.
4- Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho, janeiro/2009, 6.090.168 de espectadores.
5- O Trapalhão nas minas do Rei Salomão, de J.B. Tanko, agosto/1977, 5.786.226 de espectadores.
6- Lúcio Flávio, o passageiro da agonia, de Hector Babenco, novembro/1977, 5.401.325 de espectadores.
7- 2 Filhos de Francisco, de Breno Silveira, agosto/2005, 5.319.677 de espectadores.
8- Os Saltimbancos Trapalhões, J. B. Tanko, dezembro/1981, 5.218.478 de espectadores.
9- Os Trapalhões na guerra dos planetas, de Adriano Stuart, dezembro/1978, 5.089.970 de espectadores.
10- Os Trapalhões na Serra Pelada, J. B. Tanko, dezembro/1982, 5.043.350 de espectadores.

Weezer tocando Paranoid Android do Radiohead

Tudo bem que hoje o Weezer definitivamente não nem perto de algo relevante. Mas, abaixo, você encontrará um vídeo da banda tocando fielmente, nota a nota, ao vivo no estúdio o clássico do Radiohead, o hino jovem de 1997 "Paranoid Android".

Se você conhece a voz de Thom Yorke e Rivers Cuomo muito bem, ouvir um deles cantar a canção do outro é uma experiência, no mínimo, estranha. É como ouvir Marcelo D2 cantar uma música Smashing Pumpkins. Mas tá valendo. Neste ponto, o Radiohead muito bem que poderia arriscar um cover do Weezer para, quem sabe, obter de volta seu calor natural.



Fonte: Pitchfork, com complementos.

Filme: Carancho

Basicamente desconhecido no Brasil, o cinema dos nosso hermanos da Argentina tem sua qualidade proporcional ao nosso desconhecimento. Carancho é um exemplo disso.

Em Carancho pegamos carona na vida de um advogado que trabalha no submundo das agências de seguros. O advogado conhece, por um acaso de seu ofício ilegal, uma médica, alimentando rapidamente uma paixão. Esse envolvimento termina de maneira inesperada.

A história do filme passeia pelo citado submundo de agências de seguros, as quais usam de artifícios para fraudar o sistema lucrar em cima de acidentes montados, pré combinados com as "vítimas", ou mesmo oferecendo os "serviços", num esquema que envolve hospitais, seguradoras, médicos e advogados.

Uma curiosidade é o título do filme "carancho", que é a denominação de uma ave que se alimenta de outros animais  mortos, mas, ao contrário do abutre, possui uma considerável beleza. O filme, Carancho, pressupõe então uma analogia entre o ofício do protagonista a ave do título, lúgubre e belo. Belo porque mesmo pairando sobre cada acidente de trânsito e lucrando com essa prática sórdida, o protagonista mostra a cada cena um brilho no olhar, sobretudo quando está com a médica, revelando um caráter, talvez, íntegro, chegando a decidir lagar a prática ilegal para voltar a se dedicar somente a advocacia convencional.

Apesar de mostrar uma realidade na Argentina praticamente igual a nossa, com corrupção, corrida atrás de dinheiro, péssima estrutura hospitalar etc, Carancho não é um filme panfletário, essas questões somente são o pane de fundo para uma história romântica, mas bem real, impactante.

Carancho.
2010, Argentina.
Direção de Pablo Trapero.
Roteiro de Alejandro Fadel, Martín Mauregui, Santiago Mitre e Pablo Trapero.
Com Ricardo Darín, Martina Gusman, Carlos Weber, José Luis Arias.