Blogroll

25 de set de 2008

MAS VEJA QUE BESTEIRA!



Desde que forçou a Primeira Grande Guerra com vista em acabar de vez com as monarquias européias, asiáticas e sul-americanas e implantar a "democracia à la América do Norte", os EUA vem enfrentando enormes crises desde 1929 como a quebra da bolsa de Nova Iorque. Os EUA e a União Européia, como têm as economias "desenvolvidas", leia-se: são ricos, ficam preocupados com essa crise que dá os primeiros suspiros primeiramente porque sua classe média pode vir a acabar; é essa mesma classe média que dá os votos a Bush e é essa mesma classe média que trabalha nos grandes bancos falidos que Bush irá ajudar com R$700 bilhões de dólares.

Depois de esclarecido esta parte da problemática, olhemos para a capa dessa revista que erroneamente "faz a cabeça" de boa parte da população brasileira e vejamos o tamanho da besteira que os editores da mesma querem vender à nossa classe média como se ela já não andasse alienada o suficiente. Porque defender um sistema econômico que ganha bilhões e bilhões apenas ESPECULANDO!?

É ético e moral agir assim apenas para garantir a supremacia bélica? E por que o mundo aceita tudo calado!?A citada revista soa ingênua e desinformada. Ou melhor, indutora e promotora de informações falsas. Os norte-americanos não me salvaram, nem à você, nem a ninguém exceto os bancos americanos. Se eles deixam os bancos americanos quebrarem, o prejuízo é só deles. Aí entram aqueles almofadinhas falando economês e afirmando que os EUA dividiram a recessão com o mundo! Besteira! O Brasil não depende de ninguém para manter suas reservas energéticas - petróleo - nem exporta tanto assim para os EUA.

A China não está nem aí para a crise e a Índia depende mais do Reino Unido do que dos norte-americanos. Por que deixar se abalar por meia dúzia de bancos que estão prestes a falir simplesmente porque torraram seu dinheiro!? Por que os norte-americanos querem a todo custo, usando essa imprensa vendida, que nós acreditemos que sempre seremos escravos dependente deles. Palmas a nosso presidente, que num sinal de bom senso declarou: "Se eles (os norte-americanos) querem ganhar dinheiro sem recessão que comecem a investir em coisas melhores e não em ESPECULAÇÃO."

É a economia da mentira, sustentada pela imprensa vendida mundial.

Walter Jr.
Redator Chefe

Compra de Voto

É necessário saber quando e como a prática de compra de voto acontece. A exata idéia disso é imprescindível, de modo a se formar uma consciência para denunciar essa prática de maneira certa e não se deixar corromper. Há uma lei que considera crime vender ou comprar votos e outra que classifica infração administrativa comprar voto. Vejamos.

O Art. 299 do Código Eleitoral expressa que: é considerado crime eleitoral “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.
Pena: reclusão de até quatro anos e pagamento de multa a ser estipulada.

Logo, conclui-se que prometer cargo, emprego, pagar dívida, comprar bens ou quaisquer outras situações análogas é crime de compra de voto. É simples. Não tem para aonde fugir nem como confundir.

Há também a lei 9.504, Lei das Eleições, a qual classifica a prática de compra de voto como infração administrativa. Em seu artigo 41-A pode-se entender: é vedada a captação de sufrágio (compra de voto), que constitui em “doar, oferecer, promete, ou entregar, ao eleitor, como fim de obter-lhe voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro de candidatura até o dia da eleição”.
Punição: Multa de mil a cinqüenta mil Ufir (Unidade de referência fiscal) – cada Ufir equivale R$ 1,0641 – e cessação do registro de candidatura ou diploma.

Os textos legais não apontam um sujeito determinado para se caracterizar como autor do ato ilegal. Logo podemos concluir que qualquer um é passivo de ser pego comprando voto, seja por contra própria ou a mando de algum candidato, e, obviamente, os próprios (candidatos) também podem surgir como sujeitos ativos dos atos infrancionais.

Como denunciar? Também é simples. O cidadão que identificar um caso de compra de voto pode fotografá-lo ou filmá-lo, isso poderá ser usado como prova para abertura de procedimento no Ministério Público Eleitoral. Ainda, poderá denunciar, no momento exato da prática do ato, à agentes públicos incumbidos de tal fiscalização.

Então, é possível denunciar no próprio Ministério Público ou na Justiça Eleitora – Tribunais Regionais Eleitorais ou nos cartórios eleitorais das cidades, que repassam os casos para o Ministério Público. Ainda há a figura das subseções da OAB nos municípios, se for de confiança, que também poderão receber as denuncias e repassá-las para o Ministério Público.

Falta pouco tempo para o pleito eleitoral do próximo dia 05 de outubro. Vamos ficar de olhos abertos!

Wenndell Amaral

24 de set de 2008

A Vergonha de ser Honesto

“Aos políticos e às pessoas de boa vontade de minha terra”.

A casa em que morávamos, na Rua Correia de Oliveira, onde hoje é a Casa de Cultura Palmarina, no centro de União dos Palmares, é uma casa comprida, de muitos cômodos e um grande quintal. Foi lá que vivi minha infância e morei até os vinte anos de idade.

Se o quintal do casarão era pra mim um mundo livre, com muitas fazendas cheias de boizinhos de barro do Moquém, usinas que chiavam e apitavam como a Lajinha, circos iguais ao Fekete e ao Copacabana de Alda Lima e alto-falantes que imitavam o do primo Juca Sarmento, o escritório do meu pai era um mistério dado ao cuidado que ele lhe dedicava e a curiosidade que me despertava. Percebo, hoje, que na realidade era tudo muito simples: num canto da sala uma estante abarrotada de grossos livros cheios de leis que me davam preguiça até de um olhar de relance e seus títulos em latim que me lembravam as intermináveis missas do Monsenhor Clóvis na antiga Matriz de Santa Maria Madalena. No centro da sala a escrivaninha e, conjugada a ela, uma pequena máquina de escrever. Sobre a mesa de trabalho, arrumado num canto, um porta-retrato de Getúlio Vargas e na parede, por trás da mesa, uma grande foto do seu avô (e meu bisavô) o Coronel Salustiano Sarmento, cuja fisionomia séria e grande bigode sugeriam realmente todo o respeito e coragem que diziam possuir o miliciano que por mais de quinze anos e até morrer, fora comandante da Polícia Militar de Alagoas.

Mas um pequeno detalhe no escritório do meu pai me chamava sempre a atenção. De frente à escrivaninha, geralmente imperceptível a quem entrava na sala, havia um quadro com as frases de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfarem as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter VERGONHA DE SER HONESTO”. Ter VERGONHA DE SER HONESTO!!! Estas últimas palavras intrigavam-me sempre. Por que haveria alguém, principalmente o grande Rui Barbosa – que já aprendera, desde a primeira escola ser “o homem mais inteligente do Brasil” – envergonhar-se de uma das mais lindas virtudes da pessoa humana? Por muito tempo, na minha mente de menino puro procurei, em vão, as respostas para essa pergunta.

Pois bem! Paulo de Castro Sarmento, meu pai, era um homem inteligente e culto. Professor, jornalista, poeta, advogado, promotor de justiça, orador impressionante. Contrastava sempre com a pessoa simples, alegre e de espírito humilde que foi. De muitos amigos, tinha pelos mais pobres uma atenção e respeito muito especiais. No auge de sua carreia jurídica foi um dos mais atuantes advogados da terra e geralmente em defesa de pobres injustiçados. Perdeu o número de compadres e afilhados que ganhou como paga desses constituintes pelos seus trabalhos. Amava tanto União dos Palmares que às vésperas de sua morte foi difícil para os amigos Antônio Gomes de Barros (deputado), Antenor Uchôa (prefeito) e Maria Mariá (irmã), convencê-lo a ir para Maceió, pois sabendo ser irreversível o seu precário estado de saúde “preferia morrer em União”. Coincidentemente faleceu no dia 13 de outubro (emancipação política dos palmarinos) de 1967. Dele recolhi, e tento conservar sempre, muitas lições de humildade, coragem, dignidade, honestidade, respeito e amor ao próximo e à terra em que nasceu e eu também nasci.

Mas hoje, ao se aproximar mais um pleito eleitoral e quando o “ama com fé e orgulho a terra em que nasceste” parece nunca ter sido ensinado, quando os rumores de corrupção misturam-se com a explosão da miséria, das crenças religiosas, da falta de esclarecimento e ao vazio dos discursos de corruptores e corrompidos, maculando o orgulho de sermos palmarinos, lembro o que meu pai não conseguiu ser: um político!

Certa vez, por iniciativa de amigos, candidatou-se a vereador. Não fez campanha nem comício, e nem comprou eleitores. Os conterrâneos e ele tinham sua eleição como naturalmente ganha, mas perdeu por um voto. Ficou triste. Nunca mais quis ser político. Eu fiquei mais triste ainda. Chateado, na escola e na rua, com a gozação dos meus amiguinhos, e na inocência dos meus dez anos, entrei rápido no escritório do meu pai e lhe perguntei abusado, quase chorando: - “Pai, por que você perdeu?!”. Ficou surpreso e calado por alguns instantes. Como que envergonhado, correu vagarosamente o olhar para cima e para baixo... para as paredes da sala, como se estivesse procurando a resposta e olhou-me novamente. Com um sorriso do mais vitorioso de todos os vencedores, puxou-me carinhosamente para seus braços, beijou-me a testa e abraçou-me forte. Depois, afastando-me, colocou suas pesadas mãos em meus ombros, balançou-me, fitou-me bem nos olhos e firmemente respondeu: - “Porque sou honesto!”.

Lembrei-me imediatamente das palavras de Rui Barbosa e me senti subitamente alegre e consolado, embora não tenha entendido bem a resposta. Nunca mais voltei a tocar no assunto. Mas recordo que tive um grande orgulho do meu pai naquele instante, pois apesar da tristeza da derrota ele havia, também, me ensinado a ter alegria na vergonha ou o que, finalmente, significava ter VERGONHA DE SER HONESTO!

Sílvio Sarmento.
Radialista e diretor da Rádio Zumbi dos Palmares - FM / União dos Palmares - AL
Texto também publicado no folheto "Leia!", distribuido gratuitamente.

23 de set de 2008

Minha terra, com Barriga e tudo!

Era tudo mata... os fugitivos viam naquele lugar uma fortaleza natural. Ali eles podiam sonhar, viver em paz e quem sabe prosperar. O sonho acabou um dia, os ricos e dominantes venceram. Restou a esperança, que um dia aquele lugar tão belo, tão acolhedor, seria novamente um lar para seu povo: Brancos, negros, índios... todos tinham espaço na República Livre dos Palmares.

Hoje quase quatro séculos depois, continua tudo na mesma. Os sonhos acabam um dia, com a vitória dos dominantes. A esperança teima em ficar, ela resiste bravamente como aqueles guerreiros que um dia queriam apenas liberdade! Somos enganados, cospem em nossos sonhos, zombam da nossa cara, desafiam a matemática. Certos que não iremos notar, que pouco iremos nos importar. Nos vêem como fracos, ignorantes que estudaram naquelas escolas de baixa qualidade. Mas eles ignoram ser a vida e o ser humano tão fascinante, ignoram ser nas maiores adversidades que nascem e crescem os grandes. Cada garoto de rua maltratado, ignorado, humilhado. Cada pai que ao sair de casa cedo, mostra o quanto a dignidade e o trabalho é importante. Cada pessoa que sobrevive com um salário mínimo, um bolsa-família (sem fraude) é a chama que faz acreditar ser possível, que o sonho de liberdade e de prosperidade não acabou.

"Aqui não há cangos, nem troncos, nem banzos/ Aqui é Zumbi!/ Barriga da África! Serra da Minha Terra!". Ah Jorge de Lima, o que diria agora sobre nossa Terra?

Seremos sempre guerreiros, não desistiremos dos nossos sonhos, por mais absurdos e impossíveis, eles nunca nos matarão, nunca nos calarão. A luta está no nosso sangue, na nossa história e isso por mais que eles queiram, não conseguirão apagar!

Bruno Monteiro,
palmarino com muito orgulho.

Apesar do texto ser um pouco antigo, ainda continua atual, até mais do que quando escrevi! Que o futuro nos reserve algo melhor, pelo menos aos nossos bisnetos.

21 de set de 2008

MÚSICA: Cavalera Conspiracy

Antigamete quando ainda manchávamos o papel, falávamos de música, até com bastante paixão certas vezes, mas ficava faltando algo... Agora com o advento do blog, podemos fazer ainda mais: disponibilizar direto para os leitores as músicas dos artistas citados, através do nosso hd virtual - o HD MODERNO, segue o link:

http://www.4shared.com/dir/8956727/4c6b0424/Cavalera_Conspiracy.html

Esse é o 1º post na seção Música:

Cavalera Conspiracy
Inflikted. A volta dos irmãos Max e Igor à música. Baixem o ouçam: parece uma continuação do Roots Blood Roots, guardada as devidas proporções.

*Brevemente estará disponível Julieta Venegas e um trecho do programa de rádio do locutor Silvio Sarmento, da Radio Zumbi dos Palmares, onde o mesmo dá dica de leitura do zine assim como lê uma matéria do Wenndell Amaral - União dos Palmares nada de nada.

EMAIL:

É Proibido Proibir

40 anos depois, ainda não é proibido proibir. Em 1968 ocorreram diversas manifestações por todo o mundo, com objetivos diferentes, mas que tinham algo em comum. Em todas as partes do mundo jovens saíam para protestar contra uma sociedade hipócrita, antidemocrática e falsamente teocêntrica. Na França os estudantes saiam às ruas e nos Estados Unidos eram os movimentos negros junto com os estudantes, os movimentos feministas saíam às ruas por todo mundo, governos ditatórias financiado pelos Estados Unidos por toda a América Latina e inclusive no Brasil que com AI-5 intensifica ainda mais a perseguição aos estudantes e outros militantes.
Essa era a atmosfera que os jovens conviveram na década de 60: perseguição, guerras [frias ou quentes], ditaduras militares e discriminação de todas as formas. Mas não ficaram calados, pelo contrário saíram às ruas e protestaram, apanharam, foram presos e morreram para que o mundo fosse um pouco melhor. Agora, qual o legado deixado pela geração de 60? Será que foi essa apatia, individualismo e essa fraqueza?
E em 2008 o que mudou? Alguns podem dizer, nada, o mundo continua ruim, desde 68 não mudou praticamente nada. Estão todos errados, na França conseguiram reformas universitárias e trabalhistas, nos Estados Unidos os movimentos negros conseguiram várias conquistas e no Brasil aquela geração daria inicio ao movimento que iria pôr fim a ditadura militar. Todos esses movimentos mudaram pensamentos e puseram fim as regras pré-estabelecidas por uma sociedade ocidental cristã e hipócrita.
Mas algo também mudou, hoje estamos estupidamente calados e apáticos. Ao contrário da geração de 60 somos incapazes de reagir a todas as agressões que sofremos, somos “inúteis vermes” que rastejam pelas cidades [não desmerecendo os vermes, pois esses são úteis à natureza, bem diferente de alguns seres humanos]. “Poderíamos mudar o mundo, quem foi que roubou nossa coragem?”
Chegará a hora de mostrarmos o nosso valor, correção, todos os dias é hora de mostrarmos o nosso valor, e o que fazemos? Escondemos-nos atrás de superstições e ignoramos o sofrimento alheio, mas somos todos filhos de Ieshua! Hei irmão “carregue sua cruz” e deixe de se preocupar com a dele. Não estamos A Espera de Um Milagre, o que por sinal é um bom filme, mas o que queremos é ação. Não te peço tua alma, pois ela já tem dono depende de tua fé, só quero tua práxis, é com ela que podemos mudar o mundo ou pelo menos melhorá-lo. E não se esqueça: É proibido proibir.

Monteiro Jr.
Estudante do curso de História da Universidade Federal de Alagoas.

EMAIL:

Setembro... As eleições estão a todo vapor... mas por que os nossos candidatos em pleno século XX insistem em difamar uns aos outros? Agora me responda quando é que isso vai parar? Quando será feita uma campanha digna e justa sem agressão entre as partes? Os candidatos devem se preocupar apenas em informar suas propostas de governo e não se preocupar em falar mal do outro. Estamos cansados de ouvir calúnias e acusações entre candidatos, as pessoas querem ouvir propostas verdadeiras que provavelmente sejam cumpridas e não ficar escutando essa cachorrada que se tornou nossa política.

Bárbara Katrynne,
Estudante do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas.

20 de set de 2008

ÚLTIMAS:

"Indústria do Conhecimento" inaugurada em São José da Laje.

Segundo anúncio no jornal Esse, o Serviço da Indústria (Sesi-Alagoas) inaugurou no dia 19 de setembro, sexta-feira última, mais uma Unidade SESI Indústria do Conhecimento. O projeto é uma parceria do Governo Federal com o SESI e objetiva permitir ao trabalhador e seus familiares o acesso a leitura e ao mundo digital. Trata-se de um centro multimídia, com biblioteca, DVDteca, CDteca e Internet. Mais de 1.000 livros e 10 computadores estão disponíveis. As cidades de Maceió, Messias, Coruripe, Mar Vermelho, Teotônio Vilela, Cajueiro e Viçosa já possuem suas unidades do projeto. E, ainda segundo o anúncio do jornal Esse, está previsto para até o final desse ano a inauguração de mais unidades nos municípios de Roteiro, Marechal Deodoro, Penedo, Arapiraca, Branquinha, Paulo Jacinto e Água Branca, num total de 15 municípios incluidos no projeto do SESI.

Agora... União dos Palmares sumiu do mapa de Alagoas, foi? Vamos estar esperando nossa vez chegar, se é para ela chegar algum dia...


***

Murici contará com um pólo têxtil em 2009.

O governo municipal da cidade de Murici está desenvolvendo um projeto para transformar a cidade em referência na região em se tratando de produção têxtil. Está sendo construído o Pólo Multi Fabril de Murici, onde serão inauguradas, em princípio, seis fábricas. O projeto da Prefeitura Municipal de Murici conta com o apoio da Casa da Indústria, do SENAC-AL e SEBRAE-AL.

Bom para a região que terá mais uma alternativa afora a cana-de-açucar e a criação de gado. Vamos esperar (esperança) os projetos palmarinos para futuro!


***

Ex-governador, ex-deputado e ex-prefeito, Manoel Gomes de Barros, o Mano, e sua gravação reveladora.

Aqui na cidade de Zumbi o Sr. Manoel Gomes de Barros apareceu numa gravação "falsa, uma montagem" - segundo informa o próprio Mano - realizada não se sabe por quem falando de tudo e de todos como bem quis em meio a uma reunião com representantes da Associação do transporte alternativo da cidade. Comentários vão e vem pela cidade. Mas nada de novo pode ser escutado na gravação, segundo aqueles que comentam. Se tivesse sido divulgada no site MySpace já teria batido recordes de views!
A gravação está sendo usada como arma de contra-ataque na campanha do candidato à prefeitura, o Sr. Beto Baía. O outro candidato, o atual prefeito, Sr. Areski de Freitas, o Kil, até onde esse zine tem conhecimento, não se pronunciou sobre as citações do ex-governador de Alagoas. Quem viver verá o desfecho da história.

Redação TM.

19 de set de 2008

Olimpíadas para Olimpíadas

Alguém sabe informar quantos ouros o Brasil ganhou nas Paraolimpíadas? E a colocação da equipe brasileira? Pois é! A população democrata e acolhedora do Brasil só se importa com os pequenos bronzes “sadios” obtidos há pouco tempo, mas são estúpidos em não enxergar a 9º colocação histórica do Brasil no quadro geral das Paraolimpíadas, conseguindo 16 medalhas de ouro.

A mídia, em ritmo de Olimpíadas, com suas equipes gigantescas, cobriram até disputas nos banheiros de Pequim, mas retiraram 90% de suas equipes na outra etapa dos jogos.


Todos nós sabemos que o nadador americano Michael Phelps ganhou oito ouros e se consagrou o maior atleta olímpico de todos os tempos, mas poucos sabem que o nosso Daniel Dias conquistou nove medalhas, sendo quatro delas de ouro, bateu três recordes mundiais e não deixou de ir ao pódio em nenhuma prova que disputou, tudo isso em sua primeira Paraolimpíada.


Pergunto eu novamente, alguém viu isso incessantemente na mídia? Em tempos de Olimpíadas as notícias transbordavam com nossos bronzes!


Claro que são “mundos” diferentes, mas cabe a nós, que nos intitulamos todas as horas de não preconceituosos, valorizar quem realmente merece.

Carlyson Geijine

16 de set de 2008

Uma análise crítica do filme "Tropa de Elite" e do sistema no qual ele se enquadra

Esse filme trata de questões de segurança pública que aconteceram mais especificamente no Rio de Janeiro na década de 1990, que enfatiza a época da visita do Papa João Paulo II à citada cidade. Segundo o autor certas ocorrências descritas no enredo, se baseiam em acontecimentos reais descritos por policiais militares da capital carioca.

O desenvolvimento central do filme trata da angústia vivida pelo Capitão Nascimento, que devido ao fato do nascimento de seu filho pretende se ausentar das atividades de seu batalhão, porém para concluir seu intuito precisa encontrar no meio de vários aspirantes a oficial, na corrupta PM carioca, um substituto à altura de sua “dignidade, honra e moral” para continuar com seu profissionalismo, além de seguir à risca seus “ideais”. É fato que num sistema altamente corrompido, essa missão se mostra como sendo “quase” impossível. No desenvolver do filme ele acaba encontrando em dois aspirantes o molde por ele estabelecido, esses por sua vez são dirigidos ao Curso de Operações Especiais que é coordenado pelo Capitão Nascimento.

O filme faz também alusão que o problema da violência ocorrida nas grandes metrópoles é favorecida pelos usuários de drogas “burgueses e universitários” que além de criticar a violência policial ainda consomem e traficam drogas até nas universidades.

Mas no final o filme expõe que mesmo a polícia militar carioca, como tudo no universo, possui dois lados, pois a PM possui em seus quadros muitos policiais honestos e valorosos, entretanto, os policiais corruptos existem, como em qualquer organização policial no mundo, e é sobre estes policiais que o filme mantém seu foco.

No âmbito da realidade estas questões trazidas pelo filme se concretizam, porém vale ressaltar que estamos protegidos por um ordenamento jurídico, que visa tornar a vida viável e as relações pacíficas. Mas não é isso que observamos no nosso dia-a-dia, em vista que, na maioria dos casos essas leis que deveriam servir a sociedade em si e em virtude do princípio fundamental da isonomia, são usadas mesmo para alimentar o sistema criado pelos nossos governantes, ou seja, para beneficiar quem “realmente” precisa: quem tem dinheiro.

Para tentar explicar isso podemos observar o entravamento do judiciário ao resolver casos da classe mais abundante da nossa sociedade: a média-baixa. Observando que, essa classe pena para ter suas demandas resolvidas, uma vez que não possuem “condições” suficientes para arcar com as custas do processo, são remetidos a defensoria pública, que por sua vez, visto vários aspectos para o atraso de sua prestação, tais como muita demanda, além da própria burocracia e da má vontade de muitos de seus servidores, não possui recursos para dar celeridade aos processos ali tramitados.

Em outra via vemos que àqueles que possuem dinheiro, como nossas “corruptas” autoridades e empresários, sequer passam por essa situação de demora de processo, por possuírem o principal que é a conta forrada e suas “influências”. E é aí que a PM e outras instituições de segurança pública entram em cena, atuando como moderadores desse sistema viciado, pois quem vai dar prestação de serviços, de autuar, julgar e punir os facilmente vencíveis é a polícia, seja a militar ou a civil, em vista de não serem dadas a essa classe “condições” para se defenderem quanto aos processos instaurados e por não possuírem respaldo suficiente para efetivação de inquérito ou julgamento de processo de forma eficaz.

A PM que possui apenas legitimidade de policiamento ostensivo e para a preservação da ordem pública, acaba exercendo o papel de polícia judiciária na apuração de infrações penais, sendo eles quem estão a decidir quem são os bandidos e por conta própria exercerem o levantamento das infrações por estes cometidos, interrogatório (muitas vezes cometendo crimes de tortura), julgando e punindo-os, raramente sem mortes.

Enquanto quando se trata de quem possui tais “condições” e “influências” para arcar com as despesas das custas processuais é investigado pela própria polícia civil, sendo remetidas posteriormente a Polícia Federal ou a processo, pois se valem do expediente, das formalidades e da ineficácia do nosso ordenamento jurídico para terem seus casos apurados e julgados de acordo com a lei. Por esse motivo que podemos concluir que na verdade a responsabilidade pela violência, pela impunidade, pela corrupção, pelo descaso das autoridades quanto às questões de direitos individuais e, portanto pela confusão que se faz no âmbito da nossa aparelhagem de segurança pública não poderia ser atribuída ao nosso ordenamento jurídico e muito menos a polícia propriamente dita, quando todos esses mecanismos não passam de um reflexo das decisões tomadas por quem deveria estar ali para representar a sociedade em si, e não apenas quem possui dinheiro, e que são eles quem esquematizam tudo para saírem ilesos de acordo com a lei (leia ordenamento jurídico).

Por essa negligência, as autoridades competentes me fazem entender que tudo isso é fruto de um sistema que é produzido para proteger o “Sistema”... deles, e a polícia militar não passa de mais um mecanismo para que no fim seja obtido êxito nessas intenções “superiores”.

Mighell "Mitoleon" Mitomari.
Acadêmico de Direito e Músico nas horas vagas.

14 de set de 2008

FILMES:

O HOMEM DA CAPA PRETA - BRASIL, 1986 - Esta película conta a história de Tenório Cavalcante, um alagoano que ainda menino vê seu pai ser assassinado por um coronel do sertão e ruma para o municipio de Duque de Caxias no Rio de Janeiro. Chegando lá e vendo a miséria em que vivem os nordestinos daquela região, decide lutar pelos direitos de seus conterrâneos e acaba se tornando deputado federal pelo antigo Estado da Guanabara, desafiando os antigos corruptos que sempre assaltaram o Rio de Janeiro com uma capa preta, uma metralhadora - apelidada carinhosamente de Lurdinha - e com a Constituição Federal. Além de contar uma parte da trajetória desse político ímpar, o filme de Sérgio Rezende ainda traça de forma fiel um panorâma do tenebroso cenário político nacional nas décadas de 40, 50 e 60. Fico cá eu imaginando, se no Estado Capital da Federação era uma sem vergonhice dessas, como seria a Alagoas daquela época?
Walter Jr.
Redator Chefe

12 de set de 2008

A batalha do Olimpo

A ironia pousou no recinto, pareciam duas crianças. Resolveram isolar à terceira da brincadeira e começaram a trocar farpas. A candidata parecia um corpo estranho entre os que se achavam Deuses do Olimpo.

Um dos Deuses com seu problema de dicção não se importou em responder as perguntas feitas, e sim lançar raios contra o adversário. O outro Deus agia sempre de forma irônica, caso não ganhe, tem emprego certo como comediante.

Os Deuses não podem sair sem suas comitivas. À de um deles composta por uma família “tradicional”, ou pelo menos se acham. Família esta, que quase acabou, se é que não acabou com o Olimpo (leia-se União). Um de seus membros decepcionou inúmeros eleitores, isso reflete negativamente para o Deus apoiado por ele.

O outro Deus tem sua comitiva formada pela “elite” da avenida mais famosa do Olimpo. É o mesmo grupinho fechado, onde cada um tem suas funções, é fácil perceber. Os playboys locais, sentem-se seguros ao apoiá-lo, dessa forma podem aprontar mais um pouco, pois sabem que tem um porto seguro.

O corpo estranho, coitada. Sua comitiva se resume há alguns gatos pingados desconhecidos. Seu prestígio é praticamente zero, tornou-se conhecida de uns tempos pra cá e já quer posar de Deusa. Não digo que ela não seja capaz, mas a evolução é demorada.

Mais uma vez o Olimpo está à espera de mais um Deus, infelizmente a comitiva vêm a tiracolo.

PS: Poderia usar como cenário um circo, resolvi dar uma moralzinha a eles.

Dallas Diego

ÚLTIMAS:

Palestra sobre Zumbi no Tribunal Regional do Trabalho em Maceió.

O Tribunal Regional do Trabalho 19ª Região, através do Memorial Pontes de Miranda, realizará na segunda-feira, 22 de setembro de 2008, a partir das 10h, a palestra: “O IMPÉRIO NEGRO DE ZUMBI” - surgimento e extermínio do Quilombo dos Palmares, a ser ministrada pelo professor Paulo Sarmento, secretário de turismo do município de União dos Palmares e diretor presidente da Casa de Cultura Palmarina e da Sociedade Casa Cultural Maria Mariá. Os participantes receberão certificado com carga horária de 3h.

A palestra integra a programação da 2ª Primavera dos Museus. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no Memorial Pontes de Miranda, pelo e-mail: mpm@trt19.gov.br ou pelo telefone 2121-8122.

Fonte da notícia: www.alagoas24horas.com.br

A cultura de União dos Palmares tem mais valor fora da cidade, essa afirmação é só fruto de uma impressão momentânea ou estamos percebendo errado?


******

Dinheiro para a Serra da Barriga.

Foi noticiado nos sites e informativos alagoanos que o ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (?), o Sr. Edson Santos, depois de uma tentativa (nesta última quarta-feira, dia 10) de chegar à Serra, garantiu que vai trabalhar para efetuar melhoramentos no acesso ao Quilombo. Essa tentavia de visita ocorreu porque o Sr. Ministro quis averiguar as obras realizadas no local. Frisemos: ele tentou chegar na Serra da Barriga transportado por um Helicóptero, e não conseguiu.

Agora, vamos refletir. Já ouvimos essa história, não foi?

******

Grafia deve ser padronizada em oito países de língua portuguesa

As normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrarão em vigor, no Brasil, no próximo ano. Para estabelecer as regras do período de transição para a nova grafia, previsto para durar três anos, será assinado um decreto. Os ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores irão fixar orientações para que a sociedade se adapte às mudanças previstas pelo novo acordo. Está aberta uma consulta pública para que os interessados encaminhem dúvidas ou sugestões sobre o processo de transição da norma ortográfica atual para a nova. O contato com o Ministério da Educação pode ser feito até o dia 1º de setembro pelo endereço eletrônico acordoortografico@mec.gov.br .

As sugestões encaminhadas ao MEC podem ser incorporadas ao decreto que regulamentará o período de transição. A língua portuguesa é falada por cerca de 220 milhões de pessoas em todo o mundo - aproximadamente 190 milhões no Brasil. O acordo é considerado um marco de unificação entre os países de língua portuguesa - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal. O acordo foi assinado, inicialmente, em 1990 pelos sete países que tinham o português como idioma oficial - o Timor Leste ainda não era nação independente.

Em razão das diferenças entre as grafias desses países, é grande a dificuldade na difusão da língua. A intenção do acordo é facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre as nações e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.

Livro didático - O Brasil tem o maior programa de distribuição gratuita de livros didáticos do mundo. Este ano, já foram apresentadas ao Ministério da Educação propostas de obras com a nova grafia. São mudanças como o fim do uso do trema e do acento em algumas palavras, como enjôo, idéia, heróico e outras.

No primeiro semestre de 2009, o Guia do Livro Didático será enviado às escolas já com todas as opções de obras impressas segundo as novas regras ortográficas. Os livros serão destinados aos estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Escolhidos pelas escolas, como de costume, estarão nas salas-de-aula em 2010.

Em 2011, os estudantes do sexto ao nono ano também terão livros publicados conforme as regras previstas pelo acordo. Em 2012, será vez do ensino médio.


Redação TM

11 de set de 2008

LIVROS:

Raízes do Brasil
Autor: Sérgio Buarque de Holanda.
Editora: Companhia das Letras.

Raízes do Brasil é uma obra que pretende e, ao meu ver, consegue traçar o perfil da formação da sociedade brasileira, apontando as contribuições que os países europeus (principalmente Portugal, claro, e Espanha) tiveram na composição da nossa cultura. Faz uma grande e pontual explanação sobre o processo rural que se originou no Brasil, visto que a sociedade era baseada exclusivamente na agricultura.

Traz também em destaque a abolição dos escravos, colocando-a como o marco histórico que divide em duas fases a História brasileira. Esse novo fato foi de extrema importância, o qual caracterizou a época urbanística e o predomínio da fase marcada pelo intelectualismo do nativo brasileiro, o qual adquiriu novos preceitos e novas prioridades, substituindo o valor atribuído a terra para as questões do intelecto, como, por exemplo, a busca de um diploma de Bacharel. Livro extenso, denso, mas de muita valia. Há trechos que definem exatamento o nosso caráter histórico, cultural e político.

Wenndell Amaral

7 de set de 2008

CHARGES:

5 de set de 2008

EDITORIAL:

Opa! Esse mês de setembro é um mês especial. Afinal depois de muito tempo nosso reservatório de idéias é preenchido. Depois de relutar inconscientemente contra a mídia eletrônica, finalmente nós que fazemos o TM chegar até a dimensão palpável adentramos de vez na era da internet. Eu e Bruno Clériston sempre insistimos em editar o zine no papel, mas como já era de se esperar essa “ideologia” foi por água abaixo. Papel custa dinheiro, diagramar custa tempo e ficar implorando por textos para preencher o zine é mais do que irritante! Já que a situação do TM impresso não andava nada, nada boa, resolvemos arriscar em deixar definitivamente o papel e partir para as ondas eletrônicas. Como reza a lenda, a fênix renasce das cinzas mais forte. O resultado foi o esperado: muitos acessos. Muito mais abrangente que o o zine impresso. Fomos burros em relutar tanto tempo contra a onda dos blogs. Mas tudo vem na hora certa, se o destino assim quiser! E assim ele quis. Até hoje, 05 de setembro de 2008, já temos 417 acessos. Isso encerra a discussão sobre que mídia é a mais eficaz. Para os saudosistas – inclusive eu – todo mês irá para as ruas um número do zine impresso com os textos postados aqui, numa tiragem limitadíssima: 100 cópias.

Bem, é época de eleição! Época de festejar a democracia e confraternizar com os políticos que nos fuderam nos 4 anos anteriores! Que orgulho tenho eu e muitos brasileiros de ir as urnas em outubro. Um orgulho mórbido em certa parte, já que, estamos outorgando poderes extremos a quem vai dia após dia nos assassinar lentamente com rajadas de ignorância, bombas de efeito imoral e mais tudo que o arsenal anti-ético conseguir enfiar indiretamente na mente de nossa malfadada população carente. Mas vamos em frente. Escolhendo o candidato menos ruim entre os péssimos.

É um prazer imenso participar desse grupo que faz a vida ter sentido prático. Que agora mais que nunca, o zine EXPLODA DE IDÉIAS!

Ah, ia esquecendo: VIVA AO QUE OS EXPLORADORES DA CULTURA CHAMAM DE PIRATARIA!

Walter Jr.
Redator Chefe
Setembro, 2008.

Mais Circo que Pão

O primeiro passo para revelar intolerância contra a corrupção, a que assistimos todos os dias, é uma expressão de susto, uma frase surpresa, um ruído de desgosto. Talvez, eu esteja um pouco surda ou meu problema de vista tenha piorado, mas percebo que a sociedade se abala bem menos diante da impunidade, exposta nos diversos meios de comunicação. Noto que um sentimento de banalidade face aos fatos encontra considerável espaço para existir.

Geralmente, encerradas dentro de uma política vigente, as formas de obter privilégios ilegais inseridos na administração pública se tornam cada vez mais fáceis e atrativas. Sim: a-tra-ti-vas. Uma pesquisa do IBOPE aponta que 75% dos brasileiros admitiram ser capazes de cometer irregularidades, se exercessem cargos públicos. O resultado só comprova que o “jeitinho”, trazendo vantagens para si ou para amigos e familiares, está arraigado na cultura do Brasil e passa a ser considerado normal, desde que benéfico para quem o faz.

Proveniente de raízes portuguesas, a corrupção encontrou solo fértil para se proliferar no massapé de nossas terras. E como uma bactéria, que cria resistência, ao longo dos anos, alastrou-se pelo resto do país. É assustador até tomar ciência que o próprio catolicismo cultivava uma conduta nada exemplar no passado, influenciando os pecadilhos da atualidade.

E buscando sentido para a ‘moda brasileira’ de não recorrer aos meios legais, emergem-se razões, na tentativa de justificar alguns de nossos atos, como o sentimentalismo do nosso povo: o complexo do “coitado”; a constante solidariedade e a simpatia, que são postas acima do ordenamento jurídico; o apelo ao bom senso e às formas mais fáceis de conciliações; a fuga de uma burocracia peculiar; e, principalmente, o artifício hierárquico, acompanhado da frase tão conhecida: “Sabe com quem você está falando?”. As próprias desigualdades sociais são uma forma de progredir com o “jeito”, visto que, mesmo com a Constituição declarando igualdade a todos, o “status” e as ligações pessoais ainda interferem na efetiva aplicação da lei.

Talvez, haja motivos suficientes para se fugir um pouco da legislação, que nos limita o agir, e facilitar o trâmite das ações. Mas não há motivos para se perdoar um político corrupto. Uma visão um pouco contraditória, mas vigente. Parece que é sempre mais cômodo ser moralista do que ser ético. Falar dos outros é mais fácil do que agir de forma exemplar. Costumamos nos explicar através do grau de ilegalidade: sempre estamos no patamar mais baixo. “Ah, que é isso!? Eu só comprei uns Cds piratas...”. Só. Apenas... Enraizou.

Isso me lembra Roma em seu processo de crescimento, a chamada política de “Pão e Circo”, imposta pelo Imperador, buscava fazer com que a sociedade se esquecesse dos seus problemas, contendo-se em assistir às lutas de gladiadores no Coliseu. Só que, no caso do Brasil, denomino “Mais Circo que Pão”, onde nós mesmos somos os palhaços e nosso ‘pão jeitoso’ é o que nos impulsiona para cima (ou para baixo?).

Precisamos escolher, urgentemente, de qual lado queremos estar: na platéia, assistindo a tudo, de braços cruzados, ou no Ato principal, de nariz pintado, sofrendo de amnésia a respeito de seus direitos de dignidade, previstos na Constituição. Não agradou nenhum dos papéis? Parabéns! É só sair do Circo.

Sara Albuquerque.

MÚSICA: Você conhece Julieta?

Se você é daqueles amantes da música que sai por aí com seu mp3 ou ipod, então você tem consciência da "Sra. Ausência Criativa" que o mundo da música está cultuando.

Há aqueles que recorrem a seus músicos favoritos, os quais já não se encontram entre nós, ou a bandas que seu último disco de inéditas ou hit já virou relíquia dos anos 90. E outros que seguem garimpando ousadias do lado B.

O que muitos não sabem é que a América Latina, a qual o Brasil faz parte, mas que na prática vive como se existisse um verdadeiro muro de Berlim, é um grande tesouro da música. E é na música que essa "divisão de Américas" torna essa distinção mais visível. Pois, para as bandas latinas, o mercado fonográfico brasileiro é um difícil campo de negócios. As vendas são baixas, os produtos encalham nas prateleiras e o público desconhece um seleto grupo de notáveis compositores, músicos e multi instrumentistas. A internet está aí para "sanar as feridas no bolso do consumidor", por conta dos altos preços dos discos nas lojas, mas sem divulgação, não há espaço para os, embora pequenos, mas bons músicos, os quais, a América Latina nos apresenta numa verdadeira bandeja folheada a ouro.

É preciso fazer sucesso global para ser reconhecido como um ídolo. E muitos, durante a trajetória da música, tiveram suas composições em novelas, filmes e seriados. Aparecendo em programas de auditório e em entrevistas nas rádios. A partir daí, o músico conseguia um mínimo de espaço na opinião pública. Foi o que aconteceu com os Menudos nos anos 80, com o Julio Iglesias, na atualidade com a cantora Shakira e o que sustentou o RBD até pouco tempo.

Mas, sem mais delongas! Você conhece Julieta? A "señorita" Venegas? Grande parte dos brasileiros já ouviram suas músicas de alguma forma. O programa Fantástico, da Rede Globo, coloca com freqüência trechos de suas músicas para servir de trilhas para as reportagens, em especial, as de comportamento.

Julieta Venegas é um dos ícones mais importantes da música latina contemporânea. Nasceu em solo estadunidense, mas é mexicana que cresceu e foi criada em Tijuana. Estudou piano e sabe tocar diversos outros instrumentos, inclusive acordeom, que tem presença marcante em sua música. Antes de partir para a carreira solo, teve passagens no teatro e foi integrante de duas bandas: Tijuana No e Lula. A primeira era de ska/reggae que ficou conhecida pelo cunho político em suas canções. Depois de fazer parte de dezenas de projetos, em 1996 ela assinou contrato com a BMG e no ano seguinte lançou o seu primeiro solo, Aquí. O tempo que trabalhou o disco foi importante para a entrada no mercado europeu, na América Latina que fala espanhol e nos Estados Unidos. Ela também abocanhou seus primeiros prêmios de artista revelação e de interpretação feminina. Na verdade, o que eles viram - e nós não - foi o desenvolvimento de uma cantora pop diferenciada e não descartável, cuja música prima muito pela melodia e que gosta de brincar com sonoridades diferentes. É possível identificar inclusive alguma brasilidade em certas faixas dos discos. É só ouvir a música "Como Se" para sentir um cheirinho de MPB.

Comentar algo a respeito de Julieta Venegas é complicado. A maioria das pessoas ficam com cara de interrogação, mas podemos comemorar, pois, já existem aqueles que dizem: "Ah, é aquela moça que cantou com Lenine no acústico!". Bingo!Agora ficou mais fácil. Eis aqui alguns discos da musa mexicana: Aquí, Bueninvento, Sí (responsável pelo primeiro Grammy Latino de Rock vocal), Limón y Sal (disco de ouro e platina - Segundo Grammy Latino) e um Acústico recheado de sucessos e convidados mais que especiais como a cantora Marisa Monte (que cantou uma faixa inédita em espanhol e português).

Mãos a obra e bons downloads!

Bruno Clériston,
radialista, designer gráfico e artefinalista.

4 de set de 2008

União dos Palmares: nada de nada.

Está chovendo muito nos últimos meses aqui na cidade de Zumbi. Coisa bem-vinda. A chuva trás benefícios, claro. Em contraponto, parece que nem de período em período, como a chuva, as lei chegam ou são atendidas por aqui. É uma descarada falta de lei, ou melhor, é uma falta de respeito às leis e também de fiscalização por parte dos que são incumbidos de tal coisa.

Pouco mais de 2 meses de vigência da lei federal 11.705, a chamada Lei Seca, que alterou o Código Brasileiro de Trânsito proibindo o consumo de qualquer quantidade de bebidas alcoólicas, não se vê uma efetiva fiscalização pelas ruas dessa terra da liberdade. Percebe-se que há liberdade até fora da medida. A todo tempo, de manhã, a tarde ou a noite, motoristas praticamente embriagados, sem condições de estar ao volante indo e vindo tanto no centro como nas periferias da cidade.

Em bares “badalados” como o famoso “Doge” na Avenida João Lira Filho, praticamente uma “via expressa” palmarina pela quantidade de veículos que por ali passam a todo momento, é impossível não notar filas de carros e seus respectivos donos “enchendo a cara” para depois dirigir seu automóvel como se fosse a coisa mais normal do mundo e parece que aqui realmente é. Aproveitando o ensejo, aqui quase tudo de ilegal parece ser normal.

Será que teremos que esperar sempre pela boa vontade das autoridades? Não há notícia de que pelo menos um dos nove excelentíssimos vereadores que se instalaram na câmara municipal ter redigido um requerimento ou equivalente ao Executivo Municipal para que este agilizasse em dispor de um bafômetro, equipamento chave para a fiscalização com base na alteração legal. Se isso não for de competência do poder executivo municipal, que houvesse requerimentos para as autoridades competentes. Mas nada. Talvez isso mostre a preocupação de nossos legisladores para com a cidade.

Criticar a falta de fiscalização para o atendimento da Lei Seca é um ponto ruim entre outros. Posso adicionar ainda a falta de um departamento municipal de trânsito, para regular o tráfego na cidade que está beirando o “cada um faça como quiser” já que o Detran também não toma providências; não há placas de sinalização, o semáforo único mal funciona, não há faixas de pedestres, os quebra-molas estão mal conservados e sem sinalização, há estacionamentos praticamente até no “meio das ruas”; O pior de tudo é que quem prefere ou tem a necessidade de andar a pé não tem sossego e segurança e quem dirá os ciclistas.

Com o perdão da expressão, é uma vergonha ver o lugar onde vivo afundando no descaso. Com ações para melhorar esse “detalhes”, quanto a Lei 11.705, o funcionamento administrativo do trânsito, a cidade poderá ficar mais agradável de se viver. Pedestres poderão ir e vir com mais segurança, caminhões, carros motos e afins poderão trafegar com a mínima organização para não colocar em risco vidas, os patrimônios próprio e alheio. São detalhes não tão simples, mas, como diz a história, podem fazer a diferença.

Wenndell A. Amaral.

3 de set de 2008

Cajuvita, Caldo de Cana e Refrigerante

Os líquidos têm um gostinho estranho por essas bandas.
Nem a água é insípida,
ela têm o gostinho peculiar das terras brasileiras.
Recolhida da poluição ela continua do mesmo jeito depois de tratada.

O que beber então?
Cachaça, bebida quente!
Melhor não, essa não lembra coisas boas por aqui.
Algo doce? Caldo de cana ou cajuvita?
Ah, parece tudo igual!
O caldo de cana tenta ser simples no copo de plástico sem rótulo,
aquele mesmo que desce rio acima até a lagoa,
mas ele têm um gosto estranho...
Talvez seja do suor dos homens, mulheres e crianças explorados no campo.
A diferença da cajuvita é apenas o rótulo.
As batidas por minuto parecem cansadas...
talvez seja o sinal de um fim que se aproxima.
O que pedir então, refrigerante?
Talvez, mas dizem que em excesso faz mal a saúde.

A água do Mundaú é verde.
Verde esperança...
Que bebida é verde?
No momento não recordo alguma.

Bruno Monteiro.

2 de set de 2008

Afirmações, ocasiões e paradoxos.

Éramos amigos. Nem tão íntimos assim, mas tínhamos um relacionamento fraternal. Meu pai sempre disse que amizade é um sentimento muito complicado e que os verdadeiros amigos são os pais. A frase poderia ser mais verdadeira possível, porém a maioria das pessoas que conheço, e que, algum dia conjeturou realizar a pergunta obteve uma resposta negativa.

Pois bem! Esporadicamente encontrávamo-nos e o papo nunca passava de oi, tudo bem, até mais. Na escola era mais um companhia para conversar sobre assuntos masculinos: carros, mulheres, final de semana com baladas, provas. Esse tempo passou e bem rápido. Até parece estranho quatro anos desta forma, porém, desconheço que além dos amigos íntimos, outras pessoas tenham um diálogo maior.

A verdade é que essa pequenina história daria pano pra manga de um roteiro dos filmes americanos infantis. Bom mesmo era a juventude, quando os problemas eram resolvidos em situações amigáveis. Contudo, desconheço essa sociedade. Desde a Babilônia até a civilização que os EUA pregam.

Não pretendo fazer um tratado sociológico sobre as situações de causa e efeito. Posso cair num precipício sem tamanho. Lembro de Foucault, em A Micro Física do Poder, onde ele analisa as relações, as nossas relações que construímos em anos e em alguns segundos podemos acabá-las.

“Nesta selva a gente se acostuma por muito pouco, a gente fica achando que é normal”. A música No Meio de Tudo Você, de Engenheiros do Hawaii, pode descrever a situação. Foi um dia nebuloso. Problemas familiares indecifráveis, imprevistos. Uma pessoa no hospital, o computador que não aceitava o que eu queria, logo depois a falta de energia, a casa bagunçada, e por fim, a visita de amigos.

Em meio ao turbilhão de coisas precisava fazer aquele texto polêmico. Ele poderia resultar em uma bomba de infinitos problemas, ou mesmo causar estrago nenhum.

Fiz. No dia da publicação, a pessoa revoltada na porta da minha casa. Questionando valores que qualquer cidadão sério e comprometido com os princípios para tornar a sociedade um lugar melhor para se viver, causaria estranheza. Logo depois o telefonema para acalmar a situação e os problemas. Nada adiantou. Se o primeiro homem a pisar na lua afirmou que a terra é azul, acho que hoje ela poderia ser cinza.

Hugo Oliveira.
Estudante de Jornalismo, estagiário e colaborador dos jornais Primeira Edição e O Jornal.