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2 de fev de 2016

LIVRO: Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado


- Assassinato de Reputações: Um Crime de Estado, 2013.

- Romeu Tuma Junior, em depoimento a Claudio Tognolli
- Editora: Top Books

Esquemas políticos, estratagemas de corrupção, a sórdida dinâmica das pessoas para se manterem no poder sedimentada em ações à margem da lei. No caso de nosso país, a corrupção, após a ascensão do PT ao poder Executivo, alastrou-se como nunca, dominando boas parcela de todas as classes sociais. Esses atos são quase que metafísicos, visto a dificuldade tanto de percebê-los quanto de prová-los, contudo, suas existências são inegáveis. Tomemos como exemplo a União Soviética, onde a maioria das denúncias dos crimes cometidos por agentes de Estado em nome do Estado (Estado este que se confunde com a ideologia socialista), só vieram tomar forma e preencher as lacunas quando os dissidentes exilados que sobreviviam as perseguições começaram a contar o que sabiam, fosse através de livros, entrevistas, palestras. Apenas quando seus colaboradores se arrependeram do mal que faziam e resolveram testemunhar as atrocidades do um regime idealizado pelo indolente Karl Marx: prisões políticas, GULAG´s (campos de concentração soviético), milhões de russos mortos de fome graças às apropriações do governo comunista, expurgos, espionagem, mortes encomendadas de opositores internos e externos,envolvimento na distribuição da cocaína pelo mundo, etc., o mundo pode conhecer a face macabra do socialismo/comunismo. Os depoimentos eram tão chocantes e verossímeis que foi impossível refutá-los. 

A solução foi acabar metodicamente com a União Soviética e criar um tipo de socialismo adaptado à democracia e melhor adaptado ao próprio capitalismo, do qual nosso país, o Brasil, é o exemplo mais promissor. É de suma importância lembrar que PT, PSDB e outros partidos socialistas em conjunto com organizações criminosas da América Latina (FARC, MIR, PCC, etc.) criaram uma outra organização grande e poderosa patrocinada ideologicamente pelos antigos comunistas/socialistas, chamada FORO DE SÃO PAULO com o objetivo de "resgatar na América Latina o que o Socialismo perdeu no Leste Europeu com o fim da URSS". Dito isto, tornará claro como a luz a importância que o livro do delegado de carreira Romeu Tuma Junior tem no registro e documentação do modos operandi e continuidade dos métodos sujos, antirrepublicanos e ilegais com que à esquerda opera seu projeto de poder.

Transcrito a partir de entrevista ao premiado jornalista Claudio Tognolli, o livro é uma pequena caixa preta que mostra como o Partido dos Trabalhadores operava acima das leis sempre visando dois objetivos complementares: a manutenção do poder e sua expansão. Tuma Jr não era um petista filiado, muito menos um militante, porém herdou do pai Romeu Tuma (influente figura política desde os tempo da ditadura) o gosto pela política. A influencia do pai somada à relevantes serviços prestados como delegado resultou num convite feito pelo próprio Lula, então presidente da República, para participar do governo dentro do Ministério da Justiça, de onde termina por sair pela porta dos fundos, acuado e como ele mesmo diz, com a reputação assassinada. Nenhum exemplo é melhor que o próprio delegado Romeu Tuma Junior, uma vez que não fazia parte de "núcleo duro" ideológico do governo petista nem se deixou cooptar pelos convites e convocações corruptas, foi descartado como um qualquer, descartado como um peão no sujo jogo do poder, considerado uma "vergonha" para a incólume família Tuma. 

O motivo? O autor sabia demais e não podia ser silenciado graças a influencia do pai e do bom nome entre os policiais. O jeito encontrado pelo petismo de retirar a credibilidade daqueles que não podem ser calados à la Celso Daniel éi destruir a reputação. Romeu Tuma Junior teve seu nome falsamente ligado um suspeito de crimes internacionais, sua imagem mostrada nos principais jornais como amigo de bandido culminou jogando a opinião do cidadão médio contra um cidadão honesto. O tribunal da imprensa é o mais implacável pois nos julga sem direito a defesa e nos condena sem direito a recurso. Tudo isso sem uma prova jurídica sequer ou muito menos uma sentença condenatória transitada em julgado, ou seja, o mínimo que nossa Constituição diz ser necessário para uma pessoa ser considerada CULPADA. Todos esses artifícios imorais e antiéticos foram direcionados para o delegado como um remédio preventivo do PT contra a doença que seria o vazamento de informações que minariam a imagem ética de Lula e do PT por uma figura pública, reconhecidamente detentor de uma reputação ilibada.

O medo da cúpula petista diante da pessoa do delegado era que, destarte Romeu Tuma Jr. não ser militante do partido, consistia em segredos revelados nesse livro: testemunhos de que Lula era um agente duplo (entregava companheiros metalúrgicos, sindicalistas, políticos, etc.) do regime militar e suas prisões no DOPS terem sido mera encenação com o objetivo único e exclusivo de dedurar; testemunhou de dentro da Secretaria Nacional de Justiça como os adversários e inimigos do governo petistas tinham suas reputações assassinadas, para usar seu termo, sua dignidade construída durante uma vida, apagada em minutos de reportagem ou algumas linhas de jornal, mesmo sem uma apuração jurídica seguida de uma sentença; testemunhou, sem concordar, com a tendência do governo em facilitar a vida de criminosos internacionais aqui no Brasil; acompanhou, investigando um caso interligado, o caso Celso Daniel então prefeito de Santo André assassinado onde todos os indícios levam à cupula do PT para suprimir um esquema de desvio de verbas públicas que não podia vir à tona logo nas prévias das eleições presidenciais.

Os tentáculos sedentos de poder do PT, diz o autor, chegam a grudar na Polícia Federal quando, manipulada feito a STASI (polícia secreta da Alemanha Socialista), agentes da instituição chegaram ao cúmulo do antipatriotismo grampeando os ministros do STF para saber, enfim, quem era a favor do governo e quem não era. O que esperar de um presidente que autoriza (e se aproveita) que ministros de Estado sob seu comando grampeiem membros da mais alta Corte do país? É gritante e desrespeito intrínseco do PT, de Lula, de Dirceu, de Dilma (esses últimos desde que eram ladrões de banco e sequestradores com a desculpa de revolucionários), de Genuíno, e de todos seus colaboradores diretos e indiretos pelas instituições democráticas. Estas mesmas instituições que ainda são tão recentes não deveriam sofrer ataques antirrepublicanos tão danosos. Some as quantias envolvidas em todos os processos envolvendo políticos, empresários e agentes públicos em geral/empresas públicas do governo e de sua base aliada e não é difícil perceber que o Estado foi usurpado e agora em vez de proteger o cidadão o rouba e mata enquanto é corrompido e corrompe permanecendo num ciclo vicioso em quem é sacrificado é o cidadão que trabalha e paga impostos.

O autor era um colaborador petista graças à influência do pai, mas também tinha seus méritos próprios por ter resolvido grandes casos. Sua visão moderna do crime e permitiu criar uma força-tarefa que confluía diferentes áreas técnicas facilitando a identificação e captura tanto de criminosos internacionais quanto dos bens destes. Contudo, um partido sedente apenas por poder, obviamente não tem a virtude de identificar nenhum valor em pessoas como Tuma Jr.: capazes, populares e apartidários. Quando o PT percebeu que não podia manipular o autor já que o mesmo não partilhava das maneira ímpia de governar que punha em risco todo o Estado Democrático de Direito, o mesmo serviu de prova a sua própria tese no momento que, mesmo sendo noticiado na mídia, nas páginas policiais como cúmplice de criminosos e condenado na boca do povo, nunca respondeu nenhum processo sequer. O interesse do governo não é condenar ninguém juridicamente, é "apenas" destruir sua reputação para que tudo que você diga seja automaticamente ignorado quando não violentamente refutado. O Partido dos Trabalhadores(?) não é pioneiro nessa tática mal caráter de assassinar reputações de pessoas de bem que simplesmente não concordam com seu métodos sujos e imorais de governo. Stalin já recomendava a seus seguidores a destruir a imagem pública daqueles que não podiam nem serem mortos fuzilados nem presos e enviados a campos de concentração. Lula sabe disso. Todo o PT e partidos-irmãos também.

Entre os graves fatos imorais e ilegais que o jornalista Claudio Tognolli transcreve é exposto inclusive que Lula durante uma de suas detenções forjadas tentou subjugar sexualmente um ex "companheiro de luta" seu enquanto dividiam uma cela, sendo prontamente repudiado. Lula, como todo bom socialista, não lida muito bem com a rejeição e é vingativo. O autor sente na pele a perseguição implacável que os socialistas imprimem a seus adversários (para eles inimigos que precisam ser destruídos) e diante do peso histórico de seu testemunho para fixarmos de vez o PT na História brasileira como sendo o partido que regrediu o desenvolvimento do país em décadas, surpreende Tuma Jr. não ter tido o mesmo destino que Celso Daniel, Eduardo Campos, Toninho do PT e tantos outros colaboradores do projeto de poder do Foro de São Paulo/PT+PSDB, que, quando não foram mais úteis, deixaram de existir.

Walter A.
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