Blogroll

28 de mar de 2015

LIVRO: Manifesto do Nada na Terra do Nunca

- Manifesto Do Nada Na Terra Do Nunca, 2013.
- Lobão.
- Ed.: Nova Fronteira


É inegável que o cantor Lobão tem um grande exército de detratores que, com ou sem razão, o persegue e quase sempre conseguem efetivar o efeito contrário: em vez de espantar, fazem o cantor angariar mais fiéis dispostos a consumir suas idéias de vanguarda. Nesse sentido, antes de continuar a crítica do livro, posso contar minha empírica experiência. De tanto ler e ver o Lobão sendo escorraçado da "grande" mídia e por fim presenciar um show que acabou antes de começar no Festival do Inverno de Garanhuns, eu era um de seus detratores mais, digamos, incisivos. Sem raciocinar ou raciocinando tortamente, esses fiéis detratores (eu), fazem uma propaganda negativa pesada do cantor, tolhendo a ascensão merecida do mesmo no cancioneiro brasileiro. Depois que vi Lobão abandonar o palco pernambucano fui atras de informação do cantor e fiquei bestificado com o álbum lançado à época em bancas de jornais A Vida É Doce. Depois de ouvir 500 vezes o disco, deixei de ser um detrator do cantor. Durante as eleições de 2014 pude me aprofundar em suas idéias e acabei por me deparar com esse livro que me fez ter Lobão como uma referência artística no Brasil. Nem tanto pela sua música, mais sim por todo o conjunto de sua obra: livros, discos e uma postura firme perante o mainstream vampírico e de opiniões embasadas acerca de deprimente política nacional.

Em seu primeiro livro autobiográfico 50 Anos a Mil, Lobão expõe sua vida e consequentemente, seus erros. E, caso sejamos hipoteticamente cristãos, que autoridade temos para julgá-lo? Não só ele, mas qualquer pessoa. Não possuímos essa autoridade mesmo se fomos hipoteticamente ateus convictos. Afinal, hipoteticamente, mesmo não crendo em nada, ainda assim existe a Ética e a Moral, você e eu querendo ou não. Essas duas ciências servem justamente para sermos justos um com os outros e não é julgando sem conhecimento de causa que atingiremos esse nobre objetivo. 
Dito isto, deveria ser dispensado lembrar, mas não existe lógica em ligar a música de um artista com sua vida privada ou sua posição política.



Por essas bandas é normal afirmar que não se gosta de um artista porque simplesmente “não se gosta". O artista deve ser apreciado e analisado com base em seus méritos intelectuais artísticos e só. Suas crenças, possíveis ideologias, superstições e opiniões pessoais devem ser sempre separadas de sua arte ao menos que sua arte seja baseada nesses temas. Aí já outra discussão. Em fim, se você tem preconceito com o Lobão já deve ter parado de ler essa matéria a muito tempo se é que a abriu para ler. Mas se você já tem consciência de seu pequeno lugar no mundo assim como ele e eu temos, pensa humanamente sem pré-julgamentos superficiais, ou pelo menos tenta e tem interesse na nossa cultura e política, deve ler como forma de registro de um momento histórico importante: o delírio coletivo por qual sucumbiu o Brasil, um país que já foi a quinta maior economia do mundo, pariu escritores, políticos, juristas e artistas de relevância mundial e agora se contenta em ser o último país em desenvolvimento da América do Sul.



Manifesto do Nada... cai como uma luva nesses momentos de agonia por qual passa o país. Suas ideias veem no momento oportuno, no momento que cai a máscara da presidente fantoche Dilma Roussef e de seu mentor Lula. O livro abre com um prólogo em forma de poesia com um pé no rap e outro no cordel que as vezes soa exagerada, maximizada, carregada verborreicamente, porém com impacto suficiente para que o leitor queira saber o que vem depois. O primeiro capítulo aborda nossa pobreza. Seja ela material ou intelectual. E como a pobreza fincou relação de simbiose com o brasileiro mediano ao ponto de não se distinguirem-se mais um do outro. A pobreza de espírito do brasileiro de hoje vem sendo formada a muito tempo. O escritor levanta o tema de sempre comemorarmos aquilo que não é pra ser comemorado. Valoramos em excesso coisas banais como por exemplo o futebol ou a televisão com suas novelas e jornais tendenciosos. Lobão exibe como nossa cultura foi moldada pela revolução cultural esquerdista apregoada por Antonio Gramsci. Um mundo que esconde uma época onde os artistas que eram oposição a revolução comunista, sempre foram relegados a traidores da cultura, dedo-duros, etc. que o diga Wilson Simonal e tantos outros citados no livro.



O cantor exibi lastro bibliográfico. As obras citadas como referência deixam qualquer doutor de universidade de esquerda no chinelo. Ainda mais quando a média de leitura do brasileiro universitário é de um livro por ano. O capítulo inicial traz um pouco de luz sobre a pobreza de nossa cultura e da mania do brasileiro renegar o que é bom, bonito, belo e a idolatrar aquilo que é feio, ruim, pré-fabricado. `Na maioria das vezes, só por birra, por pura irracionalidade ou preguiça de pensar. O cúmulo dessa alienação para o autor são os Racionais MCs, grupo que Lobão considera o braço armado do PT na música. Não é pra menos pois o que o grupo faz é apenas exalar letras de apologia ao crime e de exaltação do lumpemproletariado (bandidos, ladrões, estupradores, traficantes, etc.) reforçando o sentimento de racha entre ricos pobres tão repetido pela esquerda enquanto seus líderes se tornam parte daquilo que eles renegam. O próprio Lobão pode ser tomado como exemplo: mesmo já tendo composto uma enxurrada de hits, o cantor sofre de "bullyng cultural" por pessoas altamente despreparadas para opinar sobre o que quer que seja. A maioria dos jornalistas que o criticam não possuem o mínimo de conhecimento sobre a música, muito menos sobre a verdadeira cultura nacional.



Sujeito culto de ascendência europeia, estudante de violão clássico, é indiscutível que o cantor vive uma realidade um tanto quanto diferente da maioria de nós. Se destacava por ser crítico, observado e consequentemente questionador. E num país como o nosso, que exalta o embuste, a mentira, o faz-de-conta, quem exerce seu direito de expressão acaba ferindo egos poderosos. Lobão conta por alto que quando foi preso após muita perseguição, não teve nenhuma vontade de fazer parte dos presos políticos da época mesmo com todos os “pressupostos” preenchidos. Deixou o rótulo com essas pessoas que hoje governam muito mal o país. Durante o fim dos anos 80 e começo dos 90, músicos excepcionais de reconhecimento estrangeiro como Tom Zé, Hermeto Pascoal, João Donato, etc. foram deixados de lado para que artistas alinhados politicamente com a esquerda pudessem se firmar como parâmetros musicais.

O cantor aproveita boa parte do livro para esclarecer sua saída do programa jornalístico A Liga exibido no canal Band. Lobão se diz uma pessoa de boas intenções, e levando em conta seus depoimentos com sua condição financeira privilegiada, chega-se a conclusão que ele realmente não precisava fazer parte programa, mas fez questão de fazer parte como “crescimento pessoal”. E só tomou na cara. Mesmo programas na linha dos documentários, tentam exibir um mínimo de polêmica. E nada mais polêmico do que um roqueiro das antigas como Lobão num mega show de tal do sertanejo universitário. E ele topa ir mesmo que no final da reportagem peça demissão. Sua narrativa da tentativa dos produtores venderem uma imagem de reality show com Lobão travestindo-se de garimpeiro, com direito a uma viagem de dias de barco e estrada de terra pelo Amazonas. 

Confesso que assim como a maioria, fui voz ativa no boicote contra o Lobão. Assim como também já fui simpatizante do PT, militante da esquerda lato sensu, seduzido pelos gritos de ordem das patricinhas uniformizadas com camisetas do PSTU ou PC do B que dominavam os diretórios acadêmicos da faculdade que cursava. Fui um idiota útil. Pior que isso só não assumir o erro. No Brasil, os formadores de opinião insistem em mostrar aquilo que não são, donos da verdade. Uma verdade capenga, sem base teórica muito menos científica, baseada apenas em achismos objetivando manipular as massas para que se sintam sempre num estado de normalidade rotineira. É a essa massa de (des)informadores de opinião que Lobão critica em seus textos. O cantor é suficientemente humilde para assumir que também já foi PTista, inclusive fazendo comícios gratuitos para o partido vermelho, aproveitamdp o ensejo para esclarecer seu ponto de vista sobre sua militância durante a campanha presidencial de 1989. Lobão é humilde o bastante para assumir que era um ignorante que pouco ou nada conhecia sobre a esquerda. Como exemplo de minha ignorância, durante minha adolescencia seria eu um grande fã do Lobão sem mesmo sem ouvir suas musicas só porque o mesmo se dizia de esquerda, revolucionário.



O autor/cantor se propõe e consegue expor as mazelas culturais de nossa realidade rotineira através de fatos onde ele era o protagonista. O livro soa em alguns momentos como um exorcismo de um demônio arrependido de entrar num corpo que logicamente não era dele. Longe de isso ser demérito, esses pequenos fatos da realidade de um artista que pensa diferente da maioria dos outros artistas tidos como “populares” servem para termos uma noção de como a cultura nacional está deteriorada ao ponto desse mesmo artista demorar a enxergar as adversidades culturais que era convidado a participar. Através de causos verídicos de suas aventuras como músico e repórter (no programa A Liga da rede Band) Lobão constrói uma linha de raciocínio sobre nós brasileiros de muita inteligência e principalmente autocrítica, ingrediente que falta na comida da maioria dos nossos críticos e de nosso povo.


Encerrando o livro o cantor/escritor provoca em carta aberta o nosso patrono cultural, o pai de nossa “arte moderna” (seja lá o que isso quer dizer) ou melhor, pai de nossa mazela cognitiva: Oswald de Andrade. Lobão desconstrói as principais ideias do Manifesto Antropófago: enquanto a esquerda exalta aquela escrita tosquiada, quebrada, sem aprofundamento teórico ou estudo prévio sério, expoente da contracultura e no mais, contraditório ao resumir suas ideias de brasileiro autêntico como sendo um semibárbaro, habitante de uma realidade paralela, sem grandes capacidades cognitivas vivendo num habitat propício apenas para o fornecimento de matéria prima pois se o brasileiro autêntico se aparentasse, em qualquer que fosse o aspecto, com um homem racional, meticuloso, que amasse o conhecimento e vivesse em consonância com este, seria tido como uma imitação do europeu. Um mero papagaio.



Pinçando trechos de alguns iluministas, Darwin e teóricos comunistas, Lobão expõe o monstro  criado por Andrade: uma grande panaceia ideológica visando legitimar intelectualmente a anarquia teórica nas artes brasileiras. Aquilo que fosse baseado em artistas técnicos, estudiosos, perfeccionistas, clássicos, era tachado de antiquado, “imitação” de europeu; enquanto que manifestações com foco na falta de técnica, no vazio de essência e significado ou simplesmente propaganda ideológica de esquerda transfiguradas em “arte popular” foi tido como o modernismo e pós-modernismo brasileiro. Se nossas artes andam em franca decadência e os cursos superiores de Artes nada fazem param modificar esse cenário e porque a maioria tem Oswald de Andrade e sua Semana de Arte Moderna como o marco da cultura nacional. E essa cultura alardeada por tão poucos porém em posições de comando, não existe. Simplesmente não existe. O que leva a esquerda a idolatrar a Semana e institui-la como marco cultural nacional é o descaso inerente do brasileiro que lê em média um livro por ano isso quando na faculdade. Se hoje temos o "lepo-lepo", a "sofrência" e a "muriçoca-soca" em nossas vidas, é porque esse único livro que o universitário lê, tem grandes chances de ser 50 Tons de Cinza...



Se procuras uma leitura de bom conteúdo porém leve que no final modifique positivamente seu modo de encarar a cultura lato senso, que leve você leitor a ser uma pessoa mais crítica em relação a si e ao mundo que nos rodeia, leia esse Manifesto do Nada na Terra do Nunca. Só conseguiremos ser verdadeiramente críticos lendo autores que sejam imparcialmente críticos e lógicos distantes das nocivas ideologias esquerdistas. Numa falsa democracia que sustenta uma cleptocracia através da subversão da cultura como a nossa, encontrar autores nacionais atuais que abordem o cerne da questão como Lobão o fez de maneira autobiográfica, expondo suas próprias experiências com o mínimo de imparcialidade aparente, é raridade. Porquanto, aproveitemos a leitura e fiquemos inteirados de como nossa cultura que deveria libertar e informar a massa, é apenas um mero apêndice do governo através e incentivos e patrocínios a “projetos” culturais. Lobão serve como prova daquele ditado popular nacional: a unanimidade é burra. A maioria o odeia... Então tire sua própria conclusão.


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM    


23 de mar de 2015

ÚLTIMAS: Amazônia perde capacidade de absorver carbono, diz estudo enquanto Fifa faturou R$ 16 bilhões com a Copa no Brasil, lucro recorde para a entidade

Amazônia perde capacidade de absorver carbono, diz estudo




A Floresta Amazônica tem diminuído sua capacidade de absorver carbono da atmosfera, de acordo com um novo estudo publicado nesta quarta-feira, 18, na revista Nature. Segundo a pesquisa, a captação de dióxido de carbono pode ter caído à metade, em relação aos 2 bilhões de toneladas do composto que a floresta absorvia anualmente na década de 1990. Para os autores, o aumento da mortalidade de árvores é considerada a principal causa da queda observada na capacidade da floresta para absorção de carbono. 


Realizado ao longo de 30 anos, o trabalho é a mais extensa pesquisa terrestre já feita na Amazônia e envolveu uma equipe internacional de quase 100 cientistas, incluindo brasileiros. A coordenação do trabalho foi feita pela Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Segundo os autores, as florestas tropicais absorvem e armazenam grandes quantidades de dióxido de carbono e, graças a essa propriedade, têm um papel importante na regulação do clima global. A redução na capacidade de armazenamento de carbono observada na Amazônia, de acordo com eles, pode ter consequências para os futuros níveis de CO2 na atmosfera e, por isso, deveria ser levada em conta pelos modelos matemáticos que são usados para prever mudanças no clima global.

'Sumidouro de carbono'

Nas últimas décadas, a floresta tem sido considerada como um gigantesco "sumidouro de carbono" - por absorver da atmosfera uma quantidade de carbono maior que a liberada -, ajudando a frear as mudanças climáticas. A nova análise da dinâmica da floresta mostra que o balanço de carbono pode ter sido afetado negativamente por uma grande mortalidade de árvores.

De acordo com um dos autores, o brasileiro Niro Higuchi, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o crescimento registrado da mortalidade de árvores tem relação com três eventos climáticos extremos ocorridos em 2005 e em 2010. Segundo ele, em janeiro de 2005, uma grande tempestade varreu a Amazônia em uma linha diagonal - do Acre e Rondônia até o Oceano Atlântico -, em uma faixa de 200 quilômetros de largura, devastando milhões de árvores.

"A nossa estimativa é de que essa tempestade, que chamamos de chuva convectiva, tenha matado mais de 500 milhões de árvores com troncos maiores que 10 centímetros", disse Higuchi. Depois, secas de severidade incomum castigaram a região no segundo semestre de 2005 e em 2010. "Após esses eventos, com a morte de tantas árvores, tivemos um balanço de carbono negativo", afirmou. 

Para Higuchi, no entanto, a capacidade da floresta para absorver carbono não está irremediavelmente comprometida. Se a perda de árvores em grande escala tornou o balanço negativo, as árvores que continuam vivas, segundo ele, seguem absorvendo e armazenando o carbono da atmosfera.

"O desequilíbrio no balanço de carbono foi registrado principalmente após esses eventos extremos. Mas a floresta tem uma capacidade incrível de regeneração e sabemos que as árvores mais novas, que nasceram depois daqueles eventos, têm capacidade maior de armazenamento", disse o especialista. 

Segundo Higuchi, o estudo considerou apenas a mortalidade de árvores causada por eventos climáticos extremos, mas não a que está ligada ao desmatamento. Os resultados, de acordo com ele, revelam os impactos das mudanças climáticas nas funções da floresta.

"Esses eventos como tempestades convectivas e secas sempre ocorreram na Amazônia, mas não com a intensidade extrema e a frequência que temos visto. As mudanças climáticas tendem a tornar esse tipo de eventos extremos cada vez mais comuns", afirmou Higuchi.

Excesso de otimismo

De acordo com autor principal do estudo, Roel Brienen, da Escola de Geografia da Universidade de Leeds, os dados mostram que a mortalidade de árvores cresceu mais de um terço desde a metade da década de 1980. "Isso está afetando a capacidade de armazenamento de carbono da floresta Amazônica", disse. 

Segundo ele, além dos eventos extremos, o próprio excesso de CO2 no ar pode aumentar a longo prazo a mortalidade de árvores. O dióxido de carbono é fundamental para a fotossíntese e o aumento do composto na atmosfera, inicialmente, leva a um aumento da taxa de crescimento das árvores. Mas, depois de algum tempo, esse estímulo extra ao crescimento afeta todo o sistema florestal, levando as árvores a ter uma vida mais rápido, morrendo mais jovens. 

Para Briennen, seja qual for a causa por trás dessa grande mortalidade - impacto do CO2 ou eventos extremos -, o estudo indica que há um excesso de otimismo nas previsões que indicam uma crescente capacidade de armazenamento de carbono das florestas tropicais.

"Os modelos climáticos que incluem as respostas da vegetação pressupõem que a Amazônia continuará a acumular carbono, à medida que os níveis de dióxido de carbono continuam a crescer. Nosso estudo mostra que isso pode não estar certo e que os processos de mortalidade de árvores são um fator crítico nesse sistema", afirmou Briennen.

A fim de calcular as mudanças na capacidade de armazenar carbono, os cientistas examinaram 321 pontos diferentes nos 6 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal, identificando e medindo 200 mil árvores. Além da morte de árvores, eles registraram o crescimento de novas árvores desde a década de 1980.

Fonte: Estadão

---

Fifa fatura R$ 16 bilhões com a Copa no Brasil, lucro recorde para a entidade


Na Fifa, lucros recordes. No Brasil, estádios deficitários, fechados e até afetados pela Operação Lava Jato. A Copa do Mundo de 2014 garantiu para a entidade que controla o futebol mundial o maior resultado financeiro de sua história e milhões acima até mesmo do que a entidade previa.


O jornal O Estado de S. Paulo obteve com exclusividade o balanço comercial mantido em sigilo pela entidade que será revelado nesta sexta-feira e aponta que o Mundial rendeu à Fifa perto de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões). Diante do recorde, jamais a entidade acumulou uma fortuna como a que hoje dispõe.

Entre 2010 e 2014, enquanto o mundo pena para sair de sua pior crise financeira em 70 anos, a Fifa segue um caminho radicalmente diferente graças aos contratos no Brasil. Apenas no ano de 2014, a renda foi de quase US$ 2 bilhões, um recorde absoluto com contratos comerciais, vendas de ingressos e direitos de televisão.

Nenhum outro evento jamais se comparou aos ingressos gerados pelo Brasil, e sem a cobrança de impostos. Para a Copa de 2010, na África do Sul, a renda chegou a US$ 4,1 bilhões. No ano de renda máxima na história da entidade, em 2006, os ingressos chegaram a US$ 249 milhões. Agora, os valores apontam para um salto de dez vezes.

A entidade argumenta que deixou parte dessa renda ao Brasil, com um pacote de US$ 100 milhões para o desenvolvimento do futebol no País. O que a Fifa não diz é que o volume é equivalente ao que paga, por ano, em salários a seus próprios cartolas.

BURACO - Se a Fifa nada em dinheiro hoje, a situação dos estádios brasileiros nem sempre acompanha esses benefícios. Pelo menos seis dos 12 estádios da Copa estão com sérias dificuldades para se financiar.

Na Fonte Nova, em Salvador, o problema é o impacto dos escândalos de corrupção no Brasil e a Operação Lava Jato. A OAS, empresa que administra o estádio, teve suas ações bloqueadas pela Justiça e pode ser obrigada a se desfazer do investimento na arena.

Em Manaus, os times amazonenses têm evitado usar o estádio diante dos custos para os jogos do Estadual. A Arena Amazônia, que custou R$ 670 milhões, precisa de R$ 700 mil por mês em manutenção. Mas, entre o final da Copa e fevereiro deste ano, o estádio recebeu apenas sete partidas e o prejuízo supera a marca de R$ 2 milhões. Em média, o campeonato amazonense de futebol de 2015 tem recebido um público pagante de 659 pessoas por jogo.

Em Brasília, a falta de jogos no Estádio Mané Garrincha levou o governo do DF a levar parte de sua burocracia para ocupar o local. Hoje, seu buraco é de mais de R$ 5 milhões.

Em Natal, o ABC rompeu nesta semana um acordo com o consórcio que administra a Arenas das Dunas. Um contrato previa que os clássicos do Estado fossem realizados no estádio. Mas, no início do mês, a partida entre ABC e América foi disputado no Frasqueirão.

O América manteve seus jogos na Arena. Mas, em sete partidas, acumulou uma média de meros 3,5 mil pagantes por jogo - 10% da capacidade do estádio.

O Maracanã ainda luta para operar com lucros. Para que uma partida represente um benefício para os administradores, o estádio precisa contar com pelo menos 30 mil torcedores. No atual campeonato estadual, a média de público não passa de 3,6 mil por jogo. No caso do Flamengo, a média é de 16 mil.

Em janeiro, a Arena Pantanal foi obrigada a fechar suas portas para uma reforma “urgente”. Isso tudo apenas sete meses depois da Copa.

Fonte: idem



Nos encontramos de joelhos, subjugados, assistindo Babilônia, esperando a maré engrossar a crise que já alago nossos calcanhares. Enquanto políticos do alto escalão manipulam processos, matam "inimigos", roubam o Erário e saem ilesos, nosso povo (ou seria o aglomerado de pessoas que vivem no território brasileiro?) assiste os bandidos do PCC tomarem conta da parcela mais carente do país, almoça vendo programa que ganha ibope mostrando gente morta, cria jovens cada vez mais indolentes para com suas próprias vidas e trabalha sete(!) meses para pagar imposto e manter essa vida agoniada, desviando de disparos enquanto se mata de trabalhar para pagar juros a banco e se endividar depois. O brasileiro comum, não vive. No mais, sobrevive. E o pior: o PT fez com que o povo se acostumasse com esse estado de miséria cultural e social. Eles levam a sério a máxima de que o ser humano se acostuma com tudo. E o povo consente, confirma sua tendência à semi-escravidão mansa, recebida pacificamente, e em alguns casos com agradecimentos.

Enquanto nossas escolas encontram-se sucateadas por dentro e por fora, sem investimentos em estrutura muito menos em pessoal qualificado e nossos hospitais trabalham com o mínimo de estrutura e funcionalismo para fornecer serviços públicos onde o cidadão tem que esperar até 30 dias por uma simples consulta, o PT, Lula, Dilma e seus "amigos" no caso a FIFA, enchem os bolsos com o dinheiro do trabalho suado do brasileiro. Não bastasse esse assalto orquestrado por uma elite progressista sedenta por poder e dinheiro, nossa maior riqueza natural, a Floresta Amazônica, começa entrar em crescente declínio por culpa da ingerência e morbidez moral desses mesmos políticos e empresários sangue-sugas que em vez de cuidar para ter sempre, preferem tirar tudo para não ter nada amanhã.

O que se chama ainda de sociedade brasileira encontra-se embebida num manto metafísico que disforme toda a realidade, resumindo-a problemas criados para tirar o foco e o raciocínio do povo dos assuntos mais importantes, que não podendo ser suprimidos (ao menos por enquanto) são mascarados ao máximo pela mídia totalmente absorvida pelas ideologias comunistas (ou se preferirem seu paliativo: socialismo) e pela política produtora do combustível do sistema esquerdista: corrupção e terror.

TM