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31 de ago de 2011

Série Especial: Filosofia - p.9

IX

- Ceticismo
, Epicurismo e Estoicismo

A morte de Aristóteles e a decadência do Liceu [sua escola] coincidem também com a decadência grega. Apesar de exibir um avançado claro nas ciências, a filosofia evoluiu tanto que os jovens que antes eram moldados para serem atletas e/ou guerreiros, começaram a esquecerem seus músculos, trabalhando a mente, porém de forma muito egoísta e depravada. Dessa forma, a Grécia se tornou um lugar onde se pensava-se muito e lutava-se pouco; desde que éramos primatas a soberania, o domínio era imposto pelos mais fortes aos mais fracos. A Grécia acaba sendo absorvida por outros povos graças a sua evolução intelectual em detrimento da bélica. As correntes filosóficas do ceticismo, epicurismo e estoicismo traduzem a decadência política e militar da Grécia.

O ceticismo afirma que as limitações do espírito humano não permitem conhecer nada seguramente. Assim, conclui pela suspensão do julgamento e permanência da dúvida. Ao recusar toda afirmação dogmática, prega que o ideal do sábio é o total despojamento, o perfeito equilíbrio da alma, que nada pode perturbar. Epicuro e seus seguidores, os epicuristas, viam no prazer, obtido pela prática da virtude, o bem. O prazer consiste no não-sofrimento do corpo e na não-perturbação da alma.

Os estóicos, como Sêneca e Marco Aurélio, pregam que o homem deve permanecer indiferente a circunstâncias exteriores, como dor, prazer e emoção. Procuram submeter sua conduta à razão, mesmo que isso traga dor e sofrimento, e não prazer.
A mistura de pensamentos/idéias em conjunto com a ausência de um único ícone que tenha seus pensamentos voltados a evolução da Filosofia decantada por Aristoteles, demonstra que a Grécia vivia períodos conturbados, onde por meio da própria dialética e teorias formuladas com base nos primeiros filósofos, o povo grego começava a misturar as correntes a seu bel prazer, destorcendo a busca da Verdade e da Essencia do ser humano tão procurada pelos antigos. Hoje em dia, o niilismo e o permissivismo despudorado precoce em que vivemos tem como base algumas das idéias dessas escolas filosóficas, porém de forma distorcida: hoje busca-se o prazer rápido e instantâneo, onde algumas pessoas se usam dessas teses filosóficas para justificar seus atos anti-éticos e imorais.

O mundo entra na Época da Escuridão que antecede a melhor época da Idade Média e a filosofia, personificada pelos homens e chocada dentro dos costumes sociais vigentes, obviamente acompanhou a decadência generalizada e rumou para o fundo do mar negro do esquecimento durante os anos que antecederam a Era Cristã, onde Plotino foi o primeiro semeador da filosofia-cristã que teve com Santo Agostinho suas melhores idéias, mas isso é assunto para a próxima edição.

Walter A.
@walter_blogTM / @wjr_stoner@hotmail.com

30 de ago de 2011

Filme: 400 Contra 1 - Uma História do Crime Organizado

[400 Contra 1 - Uma História do Crime Organizado], 2010.
Dir.: Caco Souza
Elenco: Daniel de Oliveira, Daniela Escobar, Fabrício Boliveira, Branca Messina.
Dur.: 98 min.

Fato: na sétima arte, o crime [quase] sempre é glamourizado. Nesta película de Caco Souza não é diferente. Tony Montana [Scarface], Al Capone [Os Intocáveis], os ladrões da série Onze Homens... Hollywood adora inverter os lados da moeda, transmutando os vilões em mocinhos para satisfazer seu público, sedento por cenas de ação, morte, sexo e destruição. Um dos objetivos da arte é recriar a realidade, saciando nossa curiosidade.

Os produtores de cinema, diretores, não podem ser culpados pelas cenas cada vez mais violentas quanto realistas, afinal é a própria psiqué do ser humando que molda a realidade que estamos inseridos. Os filmes de hoje tem em seus bojos, edições frenéticas, histórias baseadas em fatos do submundo, heróis-vilões [e vice versa], sangue e muitos tiros, é porque o público aprecia esses fatos; é algo do tipo "o que é proibido é mais gostoso", mas o fato é que no fim, percebe-se que se é proibido é porque é nocivo, faz mal, deteriora a alma. Os produtores e diretores não podem ser crucificados pelo excesso que se comete hoje em dia nas telas, afinal é o público que escolhe e que ver e o que não ver com seu dinheiro. Mas de tudo se pode tirar aspectos positivos, o ideal é que evoluamos diante das adversidades.

400 Contra 1 merece ser assitido por 3 motivos: I - ótimas atuações dos atores [principalmente Daniel de Oliveira] que personificaram os criminosos rafamés que formaram o monstro que é a facção criminosa Comando Vermelho; II - o filme é um raio x da frágil segurança pública de nosso país; III - é possível observar bem como o crime em um Estado se inicia de forma desprentenciosa, onde os asceclas buscam de início pequenas vantagens pessoais, e como consequencia da falta de atenção devida para o embrião do grande problema que a sociedade civil enfrenta hoje, o crime cresceu como uma bola de neve dentro de tão curto espaço de tempo. Glamourizar o crime não vai minimizar seus estragos ne justificar os motivos dos delinquentes. Contudo, a elevação de bandido à hérois nesse filme soa apenas como apelo pop, objetivando claramente atrair a massa; o diretor Caco Souza criou um filme [genérico] típico de Quentim Tarantino.

W.A.
@walter_blogTM / wjr_stoner@hotmail.co,


Lanterna Verde - faltou força de vontade

Já tem algum tempo que os quadrinhos estão sendo a salvação de parte da produção cinematográfica americana, mas enganam-se os amantes de Hqs quando pensam que a 7ª arte vai materializar os universos e suas sagas de maneira sempre satisfatória. O cinema requer licenças poéticas em face de sua arte irmã.
A expectativa é alta quando se fala em adaptações de quadrinhos por decorrência do estrondoso sucesso de produções como a finada recente franquia do Homem-Aranha sob o comando do diretor Sam Raimi, a trilogia X-Men e os competentes Homem de Ferro e Homem de Ferro 2 do diretor Jon Favreau, todos com a marca da Marvel Comics. Do lado da DC Comics temos somente como exemplo recente a bem recebida aposta de Batman Begins e Batman The Dark Knight de Christopher Nolan, aguardando-se com grandes esperanças Batman The Dark Knight Rises.

E o que Lanterna Verde tem com isso? Tudo. Esperava-se que a mesma pegada que o personagem possui em suas histórias nos quadrinhos e em vez disso imaginaram em criar um novo ícone para uma nova franquia, o que se traduz em dinheiro. Se o objetivo foi esse, então tudo okay, o filme lucrou e continuará lucrando, mas só até ser esquecido.

Em Lanterna Verde (Green Lantern, 2011, Warner Bros.), direção de Martin Campbell, somos apresentados a Hal Jordan, um piloto de aeronaves de guerra, que é escolhido pelo anel de um alienígena chamado Abir Sur para tomar seu lugar como guardião do universo. O piloto transmorma-se, sem querer, em um Lanterna Verde, protetor de um setor do universo, do qual o planeta Terra faz parte. A partir dai Hal tem que lidar com sua nova responsabilidade e conseguir superar suas limitações psicológicas em prol do bem estar da galáxia.

A premissa do filme é boa, a mitologia do "Lanterna Verde" é melhor ainda, contudo, faltou força de vontade para imprimir isso na produção do diretor Martin Campbell, conhecido por dirigir filmes do James Bond. Esse Lanterna Verde do cinema é infantil e chato. Dá explicações onde deveria simplesmente mostrar e nos fazer perceber o problema e as soluções. Arranja desfechos simplórios para momentos cruciais da trama, o que deixa a impressão de estarmos assistindo uma produção feita às pressas.  É um filme didático, mas sem a mínima necessidade, o público não é burro.

Vale esclarecer que não falo como fã radical de histórias em quadrinhos, apesar de ter bastante curiosidade e até já ter enveredado por algumas edições do herói em questão. O relato aqui é praticamente parecido com quase todos os escritos até agora, e não poderia ser diferente, sob pena de estar louco. Lanterna Verde desapontou tanto os fãs dos quadrinhos quanto os fãs do cinema por se tratar de um personagem extremamente promissor, em que pese não ser conhecido por grande parte do público. Imaginemos agora sua reputação depois dessa apresentação desastrada.

De qualquer forma, nem todos os minutos da película são de jogar no lixo. Há sim bons momentos, como a introdução que resume a mitologia dos Lanternas Verdes e algumas cenas fora da Terra. Entretanto, o que há mais são momentos que poderiam ser bons e acabaram boicotados, infelizmente.

1º Festival de Um Minuto Carne Moída

Quem ai tem uma ideia, vontade ou simplesmente curiosidade em realizar um curta-metragem? Se sua resposta foi sim, apareceu a chance de se iniciar (ou mesmo dar continuidade) nessa vertente artística, pois estão abertas até o dia 07 de outubro as inscrições do 1o Festival de Um Minuto Carne Moída.

Como o título do festival já adianta, os filmes devem ter no máximo 1 minuto de duração com um acréscimo de 10 segundos máximos para os créditos. O regulamento avisa que os curtas devem ser realizados preferencialmente com equipamentos não profissionais, como câmareas digitais ou mesmo telefones celulares.

Acesse http://www.carnemoida.com.br e saiba mais sobre essa iniciativa. No site você também tem acesso ao regulamento e ao formulário de inscrição online onde deverá ser anexado o arquivo com o curta-metragem produzido.

25 de ago de 2011

EDITORIAL: você tem fome de quê?


Entre a morte de Amy Winehouse [foi-se mais um grande talento que fazia jus ao nome Winehouse="Casa do Vinho" em tradução literal], a tomada de mais um país árabe [Síria] pelos EUA e mais um entre milhares de escândalos na nossa República de Bananas, nossas vidas seguem. Acredito, assim como eu, muitos de nós não cumpriram suas promessas de fim de ano reforçadas pelo sentimento de culpa ao parar-mos para pensar, e confirmar o óbvio: não nos esforçamos para mudar. Demagogia? Hipocrisia? Não me arrisco a rotular nada mais hoje em dia. Tudo está em constante mutação incluindo nossas vidas: os anos vão passando, bens materiais vem chegando através do trabalho, casamento, filhos, etc.

Porém, se nossas vidas estão sempre em constante mutação [pelo menos é o que o Sistema* nos faz acreditar] o mundo segue sua linha de destruição, material, espiritual e intelectual. Enquanto acreditarmos que galguar posições sociais e enriquecer é o objeto-fim de nossas vidas, continuaremos presos a esse mundo imposto a nós desde que o homem passou a amar as coisas e usar as pessoas.

A prova maior de que nos amamos mais as coisas do que as pessoas está nessas promessas de final de ano. Algumas das mais comuns que ouvi transitam em torno de temas relacionados à família [passarei mais tempo com meus filhos/pais], a religião [praticarei mais minha fé]... Esses são apenas 2 exemplos de inúmeros exemplos. Isso sem considerar as promessas narcisistas/egocêntricas como a pessoa magra que promete a si mesmo se esforçar para perder peso ou o burguês que promete a si mesmo se empenhar mais nos negócios para comprar aquele hiate... Enquanto estamos em busca de nossas satisfações pessoais, as insatisfações coletivas se agravam resultando em violência, corrupção, fome e destruição dos valores morais.

Amy Winehouse foi um ícone para nossa nova geração; geração está moldada nos moldes capitalistas: sem amarras nem valores sociais, ignorantes políticos, sem passado, muito menos futuro. Amy, assim como os nossos jovens, viveu numa espiral frenética tão intenso que seus dias sopraram como meses e esses voaram como anos. Ela tinha fome de tudo [festas, diversão, amores, música], menos de viver. A nossa vida é algo muito raro para se resumir a subterfúgios terrenos.

Os norte-americanos e seus aliados, por sua vez, continuaram influenciando nossas vidinhas através de suas guerras. A crise que antes vinha batendo nas portas das grandes potências, agora já está sentada na sala de estar dos palacetes acarpetados, decorados com arte renascentista dos líderes mundiais [políticos e empresários]. Para mantê-la entretida na sala, os ricos resolvem patrocinar a invasão da Líbia através de uma "revolução" intermediada pela CIA e FBI visando sugar o petróleo e minério. O resultado se deu agora, nesta última, quando Muamar Kadafi sumiu do mapa e a capital do país foi tomada pelos "rebeldes" [homens manipulados pelos norte-americanos]. O Estado opressor nunca sacia sua fome de auto-afirmação perante os povos. Eles têm fome de morte. Eles tem fome de poder.

Já nossa primeira presidenta eleita, Dilma Roussef, enfrenta a fome por dinheiro de nossos burgueses viciados em roubar, enriquecer ilicitamente, a qualquer custo e sempre em detrimento dos menos favorecidos, dos pobres. Eles são sádicos e nos, o povo, somos masoquistas, pois mantemos quem nos f*** no poder, além de não cobrarmos dos representates eleitos e das autoridades institucionalizadas a devida fiscalização e cumprimento das leis, sem falar na falta de mobilização social para exigir mudanças nas leis que depreciam o bem estar da coletividade em favor da ínfima minoria que governa este pardieiro que chamamos de Brasil.

A fome de Amy não prejudicou ninguém além dela mesma. A fome dos norte-americanos devora milhares de vidas nos embates que eles criam para satisfazer seu estilo de vida cheio de luxo, contudo vazio de ideologia, apenas a idéia de dominar e ser o "primeiro" já basta. A fome de quem nos governa é resumida as simples cédulas de dinheiro. Aqui não se preucupa-se nem em ser o primeiro. Aqui vale ser o último, contudo que pague-se bem. A fome de fraternidade, igualdade e liberdade, máxima iluminista sobre foi erguido a maioria dos países republicanos, não passa de um mero escopo do passado. A fome do povo de buscar sempre mais e mais, se espelhando nos burgueses que ostentam seu poder atravez do dinheito e poder, fez com que sentimos fome de justiça, liberdade, igualdade, fraternidade e amor entre os próximos; porém já corremos o risco dessa fome não poder mais ser saciada. Por isso, alimente sua fome de arte, de livros, de boa música, de política; busque inspiração para fazer sua parte e não ser apenas mais um na multidão. Pense rápido: você tem fome de que? Mais um ano se aproxima do fim... E mais uma vez saciaremos apenas a nossa fome de promessas?

Agosto, 2011


Walter A.
@walter_blogTM / wjr_stoner@hotmail.com


*Quando digo Sistema, me refiro a junção virtual dos sistemas políticos, financeiros, jurídicos e sociais a que estamos submetidos.

"A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte..."

Comida - Titãs

24 de ago de 2011

Programa "Histórias que Ficam' fomenta a produção de documentários

Fundação CSN lança primeira edição do Programa Histórias que Ficam. Além de fomentar e difundir a produção de documentários inéditos, o Programa oferece consultoria aos projetos selecionados.

Foi lançado oficialmente no dia 16 de agosto, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, o Programa Histórias que Ficam. A sessão contou com representantes da imprensa e convidados, que tiveram a oportunidade de conhecer melhor como será o programa. Iniciativa inédita da Fundação CSN Para o Desenvolvimento Social e Construção da Cidadania (Fundação CSN), o Programa conta com recursos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e busca apoiar projetos audiovisuais, revelando a diversidade da produção nacional. Serão selecionados projetos de diferentes regiões brasileiras e os contemplados receberão consultoria especializada ao longo de todo o processo de realização dos filmes.

O Programa irá selecionar quatro projetos inéditos de documentários, com tema Memória. A iniciativa busca incentivar a participação de diretores que tenham realizado, no máximo, até um longa-metragem. Além de oferecer incentivo financeiro, com investimentos de até R$300.000,00 (para cada produção), o Programa Histórias que Ficam prestará consultoria durante todas as etapas de realização dos filmes. A consultoria aos projetos selecionados contará com a participação de renomados profissionais do cinema brasileiro como: Eduardo Coutinho, Marcelo Gomes, Luiz Bolognesi, Daniela Capelato, Karen Harley, Guilherme Coelho, Leonardo Edde, entre outros.

Cada projeto contemplado será, obrigatoriamente, de uma região do Brasil, contribuindo assim para a descentralização da produção audiovisual nacional, estimulando a pluralidade de criações. Depois de finalizados, os documentários produzidos com recursos do Programa Histórias que Ficam participarão de um circuito de exibição itinerante, em praças públicas de cidades de todas as regiões brasileiras. Serão privilegiadas as cidades com até 100 mil habitantes e nas quais não existam salas de cinema.

Das inscrições e requisitos

As inscrições devem ser feitas de 17 de agosto a 13 de outubro, no site www.historiasqueficam.com.br. Toda a documentação exigida deverá ser enviada até o dia 14 de outubro, pelo Correio. Dentre as exigências para inscrição estão: produções brasileiras inéditas, com realizadores que tenham, no máximo, um longa-metragem no currículo, produções com duração de até 70 minutos e custos de até R$300.000,00.

Na primeira fase, serão selecionados 12 projetos (sendo três de cada região), que serão avaliados através de uma defesa oral (Pitching). Na sequência, serão feitas as contratações e iniciadas as produções.

A Fundação CSN

Uma das maiores investidoras de cinema no Brasil, a CSN tem como braço social a Fundação CSN, responsável por iniciativas que contribuem para o desenvolvimento social e econômico das comunidades nas quais atua.

 Somente no campo do audiovisual, foram 36 filmes desenvolvidos com o apoio da CSN, entre os anos de 2004 e 2010 – boa parte deles de caráter documental. No catálogo de obras realizadas com o apoio da empresa estão títulos como “Tropa de Elite” (I e II), “Terra Vermelha”, “Eu e Meu Guarda-Chuva”, “O Contador de Histórias”, “Besouro”, além dos documentários “A Raça-Síntese de Joãosinho Trinta”, “Doutores da Alegria”, “Fordlândia” e “Garapa”.

A empresa patrocina outras iniciativas culturais e sociais rigorosamente selecionadas. Entre os projetos que receberam apoio estão a exposição “Lúcio Costa - O Arquiteto”, em comemoração aos 50 anos de Brasília, o livro “Direitos Humanos - Imagens do Brasil”, o projeto de construção da Biblioteca Brasiliana na USP, com o acervo de Guita e José Mindlin e o Museu de Congonhas (Centro de Referência do Barroco e Estudos da Pedra).

Além disso, a CSN apóia projetos que promovem a inclusão social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Entre as entidades que receberam o incentivo da empresa estão o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), com seu projeto de ampliação das instalações, e o Instituto Deco 20, com diversas atividades de cultura e esporte para jovens.

Dentre seus inúmeros projetos também estão: Projeto Garoto Cidadão; Orquestra Sinfônica Jovem; Orquestra Escola; Orquestra de Tambores de Aço; Um Caminhão Para Jorge Amado; Quarta Cultural.

Nos últimos anos, a CSN incentivou R$88 milhões em projetos culturais, sendo R$16,6 milhões em filmes (Leis do Audiovisual, Rouanet e ProAC).

Educação – A Fundação CSN incentiva a capacitação profissional do jovem, proporcionando a formação de mão-de-obra especializada, através das unidades de ensino Hotel-Escola Bela Vista e a Escola Técnica Pandiá Calógeras (ETPC), em Volta Redonda, Rio de Janeiro, e o Centro de Educação Tecnológica (CET), em Congonhas, Minas Gerais. Para democratizar o acesso às escolas, a Fundação CSN oferece, por meio de processo seletivo, que inclui análise socioeconomica, bolsas de estudo para jovens oriundos da rede pública de ensino e em situação de vulnerabilidade social. Em média, são oferecidas, por ano, mais de 400 bolsas (entre integrais e parciais). A instituição realiza também cursos gratuitos para a comunidade, por meio de parcerias com a CSN e outras empresas e entidades, beneficiando mais de 500 pessoas por ano.

18 de ago de 2011

Cineclube Lanterna Mágica

Atribuir o cinema como um meio consciente de cultura/intelecto, é a proposta do Cineclube Lanterna Mágica. Numa trincheira do comercial/autoral, a significância para a sociedade de um meio de comunicação artístico, distribui oportunidades de descobrimento, sentimento, cultura... Dentro de uma utopia pessoal num retângulo iluminado.
E com uma parceria do Cineclube e a Secretaria de Cultura do município de União dos Palmares, nasceu o Cine Cultura, projeto semanal de audiovisual, onde possibilita à aproximação da sociedade para o conhecimento do cinema, embasado em crítica, manifestação e pensamento.
Fundado em julho deste ano por Traum Bendict e José Maria (Zema), a idéia transformou-se em um projeto concreto rapidamente, para aliar toda a falta de demanda de nossa cidade para a cinefilia, e buscar sem critérios, os que compartilham de um interesse cultural, que até o momento, neste segmento é escasso. Contudo, o Cineclube acredita numa mudança, dentro de uma perspectiva lenta, mas crucial para o desenvolvimento da arte cinematográfica.
O Cine Cultura, tem suas sessões todos os sábados a partir das 19hr no auditório da Prefeitura de União dos Palmares. Em sua programação são exibidos dois curtas-metragens, e por final, o filme principal (longa-metragem). Neste primeiro mês, o cinema nacional foi o foco, mas enveredaremos no cinema como um todo, não deixando de esquecer obras importantíssimas que modificaram nossa forma de percepção do mundo e do ser.

Programação - Entrada Gratuita

Contatos:
Traum Bendict: 9125-2705
Zema: 9381-0242
Twitter:
@traum_bendict
@zemauniao
@lanterna_magica

14 de ago de 2011

TMcast #04 - A programação da tevê brasileira...

Demorou, mas retornamos com mais um TMcast! O único podcast que não comentou sobre o fim do bruxinho Harry Potter nas últimas semanas. E nesse, Wenndell Amaral, Carlyson Oliveira e Bruno Madson contaram com o convidado Tarcísio Alves para conversar em linhas gerais sobre algumas coisas que aparecem dentro daquela caixa mágica que todos seres mamíferos humanos possuem em suas residências. Ao fim comentamos os escassos comentários do podcast passado. Então, escutem com parcimônia, pois ainda estamos aprendendo e até o próximo, ou não!
Duração: 52 minutos.

Ouça:

DOWNLOAD (18 MB)

Deixe seu comentário sem medo de ser feliz ou infeliz ou envie e-mail para tempo_moderno@hotmail.com com seu recado carinhoso para nossos integrantes.

LINKS RELACIONADOS:
Feed do TMcast para você inscrever e receber o podcast assim que ele for postado:
http://tempo-moderno.podomatic.com/rss2.xml

Música apresentada no final do episódio: nenhuma!

13 de ago de 2011

Últimas:

Mantega: 'temos que nos preparar para um longo período de crise'

Durante o encontro de ministros da economia e presidente de Bancos Centrais dos 12 países que integram da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse a seus colegas da região que "temos que nos preparar para um longo período de crise."

Em discurso presenciado apenas por autoridades que estão participando do encontro, o ministro disse ainda, segundo fontes do governo brasileiro, que "os países avançados não estão fazendo o que deveriam fazer". De acordo com Mantega, as recentes medidas anunciadas pela Federal Reserve (o banco central dos EUA), "são mais do mesmo".

O ministro e os colegas sulamericanos coincidiram em afirmar que essa crise representa uma oportunidade para região que, neste encontro em Buenos Aires, criará formalmente o Conselho de Economia e Finanças da Unasul. - Este é o momento adequado para criar o conselho - enfatizou Mantega, que também alertou para a possibilidade de que essa crise internacional possa atingir os preços das commodities
Fonte: G1
O TM já tinha feito a "premonição" das crises econômicas; várias são as postagens com comentários a respeito. TM 1 x 0 G1... kkkkkkkkk bricadeira! 

3 de ago de 2011

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Alagoas, o “Faroeste no Nordeste” o que fazer? Qual será a solução?‏

enviado por: Railton Teixeira [jornalista]


Ultimamente Alagoas vem ganhando destaque no cenário nacional. Se fossem méritos por benfeitorias, destaque dos artistas, poetas e escritores, prêmios voltados para a cultura da nossa terra, usaríamos este espaço para elogiar, mas infelizmente os destaques são voltados para as mazelas e tudo de ruim que o nosso estado ainda cultiva.

Ainda carregamos aquela determinada fama de ser o estado mais violento do país. Mesmo diante dos reconhecimentos que os gestores fizeram, o telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, expôs uma realidade que já sabíamos, porém não havíamos nos dado ao luxo de encarar e ainda estávamos, até então, naquele universo do faz de conta.

Sendo apontada, ou melhor, denominada de “Faroeste no Nordeste”, Alagoas é vista apenas como mais um estado do Nordeste em que a mortalidade infantil ainda impera, a corrupção eleitoral faz parte do dia a dia e agora, acredito que seja como um tabefe em nós cidadãos, a violência está no auge.

Para um estado de três milhões de habitantes o número de homicídios ultrapassa as estatísticas de São Paulo e Rio de Janeiro, estados estes que outrora eram considerados os mais violentos do país. “São 71 homicídios para cada 100 mil habitantes, esse número é o maior do Brasil”, destacou o apresentador do telejornal.

Continua... Leia a continuação do artigo no Blog Opiniões de Railton (Artigo publicado no O Jornal e Primeira Edição); para continuar lendo este artigo e muitos outros acessem o blog Opiniões de Railton Teixeirawww.opinioesderailton.blogspot.com lá você encontrará artigos de opiniões publicados em vários jornais do país. Você também pode ficar a vontade para seguir, comentar e fazer críticas, como também dá a sua sugestão, sua participação é muito importante.


1 de ago de 2011

STF decide que músico não precisa de registro para ser profissional


Por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta segunda-feira (1º de agosto) que o músico não precisa ter registro em entidade de classe para exercer sua profissão. Os ministros julgaram o caso de um músico de Santa Catarina que foi à Justiça ao alegar que, em seu Estado, ele só poderia atuar profissionalmente se fosse vinculado à Ordem de Músicos do Brasil.

Em agosto de 2010, o Tribunal Regional da 5ª Região já tinha proferido decisão semelhante num Mandado de Segurança onde a Ordem dos Músicos do Brasil/Alagoas exigia de um músico sua inscrição e pagamento de anuidade para continuar tocando em bares e restaurantes da capital alagoana. Com essa decisão do Supremo, a questão tende a ficar pacificada, até mesmo pela existência de uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) - que está em trâmite no próprio STF - ajuizada pela então Procuradora-geral da República, Deborah Duprat, onde questiona a  Lei n° 3.857/60 - Regulamento da Profissão de Músico - visando anular dispositivos que exijam a inscrição na OMB para o exercício da profissão.

Em diversos locais do Brasil, músicos são obrigados a apresentar documento de músico profissional -- a "carteirinha de músico" -- para poder se apresentar. A decisão vale apenas para o caso específico, mas ficou decidido que os ministros poderão decidir sozinhos pedidos semelhantes que chegarem ao tribunal. Ou seja, se o registro continuar a ser cobrado, será revertido quando chegar no tribunal.

Para a ministra Ellen Gracie, relatora da ação, o registro em entidades só pode ser exigido quando o exercício da profissão sem controle representa um "risco social", "como no caso de médicos, engenheiros ou advogados", afirmou.

O colega Carlos Ayres Britto disse que não seria possível exigir esse registro pois a música é uma arte. Ricardo Lewandowski, por sua vez, chegou a dizer que seria o mesmo que exigir que os poetas fossem vinculados a uma Ordem Nacional da Poesia para que pudessem escrever.

Já o ministro Gilmar Mendes lembrou da decisão do próprio tribunal que julgou inconstitucional a necessidade de diploma para os jornalistas, por entender que tal exigência feria o princípio da liberdade de expressão.

Fonte: STF, Folha.com, com complementos nossos.