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13 de fev de 2017

EDITORIAL: mero desabafo sobre o caos no Espírito Santo

Não há como evitar, ao menos para mim, de me indignar com as notícias correntes: os maiores escândalos de corrupção da história, a criminosa reforma da previdência e a guerra urbana e cultural que deixa quase 60 mil mortos todos os anos. Como sempre gosto de lembrar, não tenho NENHUM interesse político, partidário ou ideológico: não dependo de cargo público comissionado, nunca [graças a Deus] precisei "babar ovo" de "gente influente" para ganhar a vida como muitos de meus conterrâneos se veem compelidos a fazer para ter uma vida minimamente decente. Meu interesse em assuntos públicos, de interesse geral, vem de uma cosmovisão crista: acredito que o modo mais fácil de ajudar-nos uns aos outros ("amai-vos uns aos outros") é através de um pacto social justo (Governo) e por saber de meus deveres e direitos, quero também que o maior numero de pessoas também tenham noção dos problemas nacionais para então solucionarmos. Sem segundas intenções. Sei que minha opinião é ínfima, mas não abro mão do direito constitucional da livre manifestação do pensamento. Este blog já esteve melhor de "ibope" quando abordava assuntos mais locais e contava com mais colaboradores ativos. Eramos constantemente citados pela rádio Zumbi FM da época do saudoso Sílvio Sarmento... Talvez pelo caráter "progressista" dos assuntos abordados no início do blog a aceitação era maior. Um dos fatos que corroboram esse tese é que foi só eu citar um trecho da bíblia num editorial passado e obtive o menor número de acessos desde que comecei a escrever. Com poucos ou muitos acessos, a proposta inicial está mantida, sempre na vanguarda, buscamos estar o mais longe possível dos lugares-comum alarmados por 9 entre 10 jornalistas, comunicadores, etc. e, independente de qualquer fato, uma análise neutra dos fatos com o intento da busca do conhecimento pelo simples conhecimento, ou seja, pela Verdade, sera sempre meu guia. E só se pode buscar a Verdade sendo INDEPENDENTE INTELECTUALMENTE.

Assim sendo, ao acompanhar na noite deste domingo os jornais mentindo, distorcendo e invertendo valores acerca da manifestação dos PMs do Estado do Espírito Santo me vi obrigado a sentar aqui e finalizar esse texto pois tenho diminuído consideravelmente a elaboração de meus textos ultimamente. Resolvi ir ao cerne da questão, da unica forma certa que existe: estudando. Antes eu escrevia no mesmo ritmo que lia. Agora leio muito mais mais que escrevo. Sempre em busca de especialistas imparciais, não os "especialistas" da mídia prostituída. Tento ao máximo achar escritores que sejam IMPARCIAIS coisa muito difícil de destingir nos dias atuais onde a manipulação dos fatos pela "grande" mídia é cada vez mais sutil e convincente de uma realidade hipotética aceita e vivida como real. Somos bombardeados dia após dia por notícias repetidas e opiniões de colunistas e comentaristas de tv que mal leem sobre aquilo que falam, baseando suas opiniões em artigos e notícias de outros meios de comunicação igualmente alienantes e sem profundidade, gerando um ciclo de emburrecimento coletivo de amplo alcance alienando e embrutecendo o povo de maneira constante utilizando como principal instrumento a onipresente televisão.



Sempre que disponho de tempo ocioso e paciência aos domingos,  tento assistir aos jornais do horário nobre das emissoras abertas que condensam as principais notícias empurradas goela abaixo da população ignorante durante  a semana. A conclusão é corriqueira: os jornais repetem notícias mudando apenas a roupagem, isso sem falar na extrema superficialidade com que tratam temas densos como processos judiciais contra corruptos, CPIs, tráfico de drogas e violência urbana, etc. Em contraste negativo com a superficialidade geral desses telejornais vem o tom sério e soturno com que são apresentados. Talvez toda essa seriedade que não permite sequer um rápido sorriso nem quando a matéria é leve, deve ser visto como sinal de alerta como embuste para esconder a falta de conhecimento que permeia em meio a maioria esmagadora dos jornais tanto impressos, quanto transmitidos pela tv. A exceção é o rádio e alguns canais de internet feito por gente comum (que não trabalham para a "grande mídia" ), porém bem informada.  O único obstáculo é o ínfimo alcance dessas notícias que realmente merecem nosso interesse comparadas com as notícias alienantes divulgadas diariamente pela mídia comum e de grande alcance.


Fiz esse pequeno e rápido estudo de caso por achar que a mídia jornalistica é o Quarto Poder. Denúncias bem elaboradas por jornalistas mudam para melhor a vida pública de qualquer país que se diga democrático. A mídia daqui parou de procurar. Medo? Agora os jornais servem apenas para replicar as operações de uma Polícia Federal que trabalha de mãos atadas, prendendo peixes pequenos e livrando em alto mar os peixões-chefes. Os jornalistas que cobrem a área política aparentemente esqueceram de exercer a atividade básica da investigação jornalística: perguntar. Só se chega a respostas perguntando, indo atrás do conhecimento necessário para elucidar de maneira mais próxima da realidade uma hipotética questão. Para ser um bom jornalista é necessário gostar e exercitar a maiêutica socrática. Que fique claro, não culpo os profissionais da caneta. Esse meu tolo desabafo é direcionado a seus editores que os comandam já que esses deveriam cobrar mais qualidade naquilo que pagam e identificar os ideólogos para serem imparciais pelo menos no seus empregos. Mas como se a maioria dos editores também são ideólogos imparciais? Imagino ser muito difícil atuar como jornalista imparcial e honesto nos dias tenebrosos em que vivemos. Um parágrafo estruturado em fatos reais e sinceros, nos dias de hoje, pode, em vez de alavancar uma carreira dar em morte como ocorreu nas ultimas semanas com dois jornalistas baianos. Sei que os ordens vem de cima, dos dono$ dos meios desses meios de comunicação. Jornalistas que deveriam primar pela verdade, acabam tendo além de uma formação marxista nas universidades, que seguir linhas editoriais elaboradas não por diretores de criação ou editores sérios, mas por quem paga as propagandas.

Voltemos para o mundo empírico para não dizer que vos apresento apenas teoria. Tomemos para um rápido estudo de observação o programa televisivo Fantástico que há décadas é líder no horário nobre da tv brasileira. Gostemos ou não serve como termômetro para identificar as tendências que as grandes empresas e governo tentam com sucesso incutir na mente da massa ignorante: o discurso de ódio contra Donald Trump, as mentiras e calunias endereçadas a Bolsonaro, a defesa de criminosos (direitos humanos), a criminalização da polícia militar, o incentivo a práticas contra os costumes cristãos,  etc. Insistindo, ocupando espaços na cultura (musica, educação, literatura, etc.) em temas demoníacos os senhores do globalismo alcançam dois objetivos ao mesmo tempo: mais lucro através do consumismo vazio  ao mesmo tempo que patrocinam a destruição moral da sociedade. Com qual intuito? Simplesmente reiniciar o ciclo vicioso de baixa moral, alta de crimes resultando em mais lucro para empresas e governos (impostos) ao passo que se controla a vida da maioria das pessoas quase que e sua totalidade. No já citado programa televisivo, deu-se ênfase as palavras do ministro de Defesa que condenava unilateralmente os policiais se prendendo ao já conhecido positivismo das leis que convém ao Estado em detrimento do cidadão. Também foi afirmado por um dos apresentadores (na maior cara de pau possível) citando o secretario de segurança do Espírito Santo, que as 140 mortes ocorridas durante a falta de policiamento podem terem sido cometidas pelos PMs "grevistas" como se lá não houvesse tráfico, crime organizado, etc. fomentados por políticos corruptos... Os mesmo que agora tentam se safar do caos instalado por eles mesmos culpando quem tenta colocar ordem mesmo com o risco da própria vida. Em nenhum momento os engravatados citaram que os nobres guerreiros da PMES ganham muito pouco para combater o mal que brota graças a esses filhos da puta eleitos pelo povo quando desviam verbas das áreas essenciais, inclusive da segurança pública. Acha muito o salário do policial? Ser policial no Brasil é a profissão mais arriscada do mundo. Não sou eu que digo esquerdinha. É a ONU. Trabalhar em condições precárias, com risco eminente de vida para servir a sociedade, com horas extras não remuneradas e sem aumento, é fazer com que o PM procure uma forma de dissipar sua incontestável insatisfação. Mas nada a favor dos policiais é dito nessa mídia maldita. Nem mesmo a ombridade de procurar representantes dos trabalhadores militares eles tiveram.

Já quis muito ser um jornalista. Porém, depois de estudar como funciona a prática da coisa, sustentada por tv e jornais dependentes de patrocínios públicos e privados amigos de políticos, resolvi buscar no Direito a fonte para minha intelecção. Não me arrependo. Hoje quanto abro os jornais ou ligo a tv e me deparo com Sakamoto, Duvivier, Singer, Bonner, Fantástico, Fátima Bernardes, Caco Barcelos, etc. me dá asco. Nada do que eles dizem diz respeito a realidade, imparcial, sem ideologia, fria e impessoal. Mas o pior não são os jornalistas. Pior são os "colunistas": geralmente agentes ideológicos pagos para falar bem de algo que o governo fez ou pretende fazer. Esses detêm as opiniões que devemos seguir. Nessa semana de destruição e morte no ES, todos eles se calaram. Não sabiam o que dizer. Agora que o governo está prendendo os mártires e sufocando a manifestação legítima - não do ponto de vista jurídico mas do ponto de vista ético-moral - com a velha mão de ferro do Estado, alguns começam a balbuciar pérolas de ignorância pendendo sempre para o lado mais forte, criminalizando com combate o crime tirando o foco dos bandidos tanto os da favela e principalmente dos engravatados. Observem os fatos da virada do ano onde 5 dezenas de presidiários reincidentes e periculosos foram mortos e comparem com os fatos dessa semana. Depois daquilo o poder público se mobilizou para melhorar as condições carcerarias com custos imediatos de 2 bilhões de reais. Para os protetores das famílias, dos trabalhadores e até deles mesmo que se valem de seguranças PMs, o que o governo tem a oferecer é prisão e expulsão (clique ´para saber mais).

Julho, 2017.


Walter A.
facebook.com/Walter_blogTM

20 de jan de 2017

FILME: Precisamos Falar Sobre o Kevin



Precisamos Falar Sobre O Kevin, 2011.
Dir.: Lynne Ramsey
Drama
Dur.:112min.


Quanto pesa a parcela de culpa dos pais num massacre cometido por seu filho adolescente que depois se suicida? O lugar comum após tragedias cada vez mais comuns - a poucos dias um homem matou 7 pessoas num bordel no Estado de São Paulo e não faz muito tempo que outro assassino matou várias pessoas num cinema também em SP - é levantar a vida dos criminosos: era violento? Sofre de doenças mentais? Algum fanático? Satanista? Psicopata? Sociopata? Os jornais cada vez mais rasos, vão na contramão da realidade, não têm se aprofundado no principal problema para que chacinas não voltem a ocorrer: a criação [ou a falta dela] dos perpetradores.



O ótimo filme da escocesa Lynne Ramsey é uma adaptação do livro homônimo da escritora Lionel Shriver de 2007 que tem como razão de existência as inomináveis chacinas ocorridas em território norte-americano com destaque para o assassinato de 13 pessoas numa escola na cidade de Columbine, Estado do Colorado em 1999 por 2 adolescentes que se suicidaram após o crime. Segundo a autora, o jeito de vestir, as músicas e sites mais acessados dos assassinos foram perguntas frequentemente respondidas pela imprensa, mas só conhecer o meio cultural basta para abrir uma pequena fresta na calcificada mente de um assassino em série? Diante da ignorância disseminada por pseudo-intelectuais, é natural que a mídia busque o mais fácil, de venda mais rápida e entre a verdade e a polêmica, óbvio que a segunda opção é mais lucrativa. Já para o público em geral pouco importa se a reportagem trouxe elementos verídicos ou fantasiosos; a atenção logo será tomada por outra notícia trágica, assim se sucedendo dias após dias num ciclo de morte e desinformação bastante rentável.



Mostrando aguçada sensibilidade para "cortar na própria carne" [num mundo rodeado por um falso feminismo] para usar um termo muito usado pela imprensa inócua, a diretora dá forma e acrescenta conteúdo através de boas técnicas de filmagem e estética marcante: cores fortes, diálogos curtos e precisos, intervenções poéticas [como a cena inicial onde Tilda Swinton  resolve deixar a vida hedonista e ter um relacionamento "sério" sem imaginar sua principal e mais corriqueira consequência: um filho]. Nesse mundo atual onde o "politicamente correto" reina em detrimento inclusive da Arte, encontrar uma mulher que resolva expor a culpa exatamente de uma mulher "moderna e independente" infantil em renegar a vinda de um filho que derroca em uma série de mortes, é admirável e merecedora de méritos. Em tempos de feminazis, auto análise é recomendado apenas para as fortes. E o papel do pai? O pai do Kevin é presente fisicamente mas completamente ausente de alma...Contudo,  o que fica claro é que a falta de amor materno somada a permissividade paterna [provavelmente para compensar o desprezo materno] faz gerar o ambiente perfeito para o desenvolvimento do sociopata que acaba por ceifar vidas de inocentes covardemente.
                               

Não foi a toa que filme foi premiado. Sua essência é chocante por traduzir na tela a realidade. A personalidade de Kevin adolescente [vivido por Ezra Muller] é terrificante. Porém, mais terrível ainda são as atitudes exaladas naturalmente pela mãe que, por mais que tente esconder, não consegue frear sua ojeriza pelo menino. Por mais que os recentes estudos indiquem uma crescente influencia do meio sobre o individuo, os casos estudados no livro e competentemente resumidos nesse filme, mostram que a vida familiar prazerosa e o amor incondicional são os fatores preponderantes para criar filhos de mentes saudáveis, sem ódio no coração e, principalmente com consciência suficiente para preservar sua própria vida e de seus semelhantes. Apesar de muitos ideólogos ainda tentarem sem sucesso culpar o abstrato [o capitalismo, a cultura ocidental, a cristandade, etc.] a velha e boa realidade captada pelos verdadeiros artistas, sempre nos mostrará o caminho a seguir para evitar a decadência. A grande maioria das crianças mal educadas acabam por se tornarem adultos de caráter deformado. A minoria mal educada, rompem de vez com a ordem social e além do caráter deformado adquirem hábitos sociopatas. Como não se pode prever o futuro, só nos resta policiar a nós e nossos rebentos e temer a Deus.


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM