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24 de mar de 2018

DESMENTINDO A HISTÓRIA: O Nazismo foi mesmo de direita?



Diante de tantas distorções, fatos forjados e manipulações históricas, o TM entrega para seus seletos leitores uma série especial que mostrará um apanhado de "fatos históricos" já incutidos no imaginário popular, mas que na verdade são grandes, gigantescas mentiras. Como o Brasil não possui uma verdadeira elite intelectual e sim milhões de analfabetos funcionais com diploma de nível superior, tornou-se regra que a "opinião pública" seja moldada pelos chamados "especialistas": pessoas culturalmente e intelectualmente despreparadas para opinar sobre assuntos sérios e complexos, mas que a mídia eleva como sábios transmitindo ensinamentos valiosos sobre determinado assunto. Quem discorda imediatamente é taxado de "fascista" (o que quer que isso signifique fora do contexto histórico) pela maioria. Tais especialistas servem não para atestar uma veracidade histórica comprovada cientificamente sobre determinado fato que seria benéfica para o aprendizado da humanidade e sim para esconder a verdadeira essência daquele mesmo fato histórico e molda-lo para garantir uma narrativa que consiga ao mesmo tempo, esconder a verdade e tirar o poder de expressão de quem quer alcançar essa verdade.


A série inicia sua longa trilha pelo pântano da polêmica abordando umas das mais consolidadas falácias embutidas na História: o nazismo foi um movimento político de direita. Com argumentos tanto teóricos quanto práticos (extraídos da realidade), chega-se ao porquê do nazismo ser de esquerda (como seu próprio nome original denomina) e o motivo pelo qual se distorceu essa verdade histórica. Exatamente por ir de encontro o que diz a maioria dos pseudo-intelectuais que dominam tanto as academias de ensino superior (perdoem a redundância, mas é necessária nos dias de hoje para que não confundam com academias de musculação) quanto a mídia, será natural que tentem desmerecer esses breves apontamentos. Vale muito lembrar que, de maneira alguma, corroboro a tese em que o Brasil e o mundo está dividido no malfadado maniqueísmo direita x esquerda. O que vem a ser objeto de estudo aqui é o movimento político nazista e sua essência puramente socialista (ou como preferem alguns, "de esquerda"). Este breve trabalho não é uma apologia a desnutrida dicotomia que assombra as mentes mais obscuras e, ironicamente, mais populares de nosso país. Contra esses, nada além da verdade dos fatos:

1 - der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei ou Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Esse termo, que tomamos a liberdade de sublinha-lo, não foi colocado para designar o nome do partido nazista em vão. Acaso, aleatoriedade, não faz parte do cientificismo-político alemão do pós primeira guerra. Eles eram e se declaravam SOCIALISTAS. Ou seja, se opunham ao liberalismo e individualismo inglês. Naquele contexto histórico, ingleses eram "direita" e os nazistas "esquerda" traduzindo em parcos miúdos. 

2 - Havia toda uma literatura socialista alemã em voga no pensamento político desde o século XIX. Pensadores socialistas como Fichte, Rodbertus, Lassalle, Werner Sombart, Johann Plenge , H. G. Wells, Friedrich Naumann e Paul Lensch prepararam o arcabouço intelectual para que Hilter colocasse seu plano megalomaníaco em prática com a ajuda claro, do partido dos trabalhadores alemães da época. Foi com a teoria de Fichte que Hitler embasou suas idéias anti-semitas, afinal, segundo aquele, “permitir que os judeus se tornassem cidadãos alemães livres feriria a nação alemã”. Fichte é também considerado o pai do nacionalismo alemão, uma das bases do regime nazista e de todos os seus derivados.

3 - Ideias que raças mais fortes e com mais direitos que outras, tem raízes nos pais ideológicos de ambas máquinas, tanto a nazista quanto a soviética, de matar, Marx e Engels. Acompanhe o que Marx afirmou sobre os poloneses, primeiras vítimas de Hitler: “as classes e as raças fracas demais para conduzir as novas condições da vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário”. Já Engels, costumava denominar pequenas nações europeias (poloneses, judeus, ciganos, etc.)  de “lixo racial” (Völkerabfälle).

4 - Todos sabem, ou deveriam saber, que o socialismo se define não em suas ideologias (teorias), mas sim por seu sistema econômico (prática) e pelo tratamento dado a pessoas vistas como inimigas dos regimes totalitários. Destarte, por ser o socialismo a antítese do capitalismo, sua negação máxima, de maneira nenhuma a Alemanha nazista foi uma nação capitalista. Rodbertus, pai do "socialismo conservador" ou "socialismo de Estado", não pregava a abolição da propriedade privada. Ou seja, para não sufocar uma nação e consequentemente colapsa-la, o socialismo deve não extinguir o sistema capitalista e sim dirigir esse sistema; Lassale, abominava a utopia marxista sem classes e pregava ser necessário dominar a produção, os preços e a venda dos produtos numa simbiose macabra para a instauração de um sistema socialista menos danoso a curto prazo, porém igualmente terrível a longo prazo. E foi isso que os nazistas fizeram. Foi o que a URSS fez. É o que a China, Cuba, Coreia do Norte, Rússia e Venezuela fazem hoje. E é o que tentam a 30 anos implantar no Brasil.

5 - "(..) Há uma vida superior a vida individual – a vida do povo e do estado – e a finalidade do indivíduo é sacrificar-se por esta vida superior". É esse tipo de pensamento, como essa frase de Sombart, que uniu todos esses pensadores socialistas, e nutriu intelectualmente todos os líderes nazistas e os soviéticos. A idolatria ao Estado, a fidelidade ao grande Leviatã - que se confunde com seus líderes -, é a argamassa que une as nações totalitárias e justifica o assassinato de milhões de inocentes indefesos.

6 - Os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços; fato este que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força. De fato, os meios de produção na Alemanha nazista foram deixados em mãos privadas. Porém, a história mostra através de vastos documentos, "que era o governo alemão e não o proprietário privado quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado receber.", nas palavras de von Mises.

7 - Já os soviéticos - que se consideravam comunistas, ou seja, os verdadeiros socialistas - para implementar seu estado socialista, expropriaram os meios de produção. Não se contentaram apenas em modificar os parâmetros da economia e instituíram sua própria economia, mesmo que fadada ao colapso. Não se pode esquecer que, ao mesmo tempo que roubavam a nação "expropriando os burgueses", os soviéticos mantinham um mercado negro capitalista, sem falar nos notórios empréstimos concedidos pelos templos do capitalismo: os bancos internacionais.

8 - Usando caminhos diferentes, mas que objetivavam o mesmo fim - dominar os meios de produção e consequentemente o povo enquanto se elimina toda e qualquer oposição - tanto nazistas quanto soviéticos sucumbiram a um problema básico que o verdadeiro  sistema capitalista resolve por si só através da auto-regulação do livre mercado: a escassez. Sempre que o Estado interfere demais na economia, como os estados socialistas tem necessidade de fazer, ocorre aumento da inflação. A soma da inflação com o controle estatal (seja direto como na URSS ou indireto como na Alemanha nazista) descamba para a escassez. É o que os venezuelanos vivem nesse exato momento: as pessoas querem comprar bens básicos (como papel higiênico) mas não existe oferta pois não é a necessidade das pessoas que está movendo a economia e sim a necessidade do Estado. 


9 - Por qual motivo, os soviéticos denominaram os nazistas como sendo "capitalistas"? Primeiro, os nazistas romperam o pacto Ribentropp-Molotov, invadindo a URSS durante a II Guerra; Segundo, como já dito, os líderes soviéticos se achavam mais socialistas que os socialistas nazistas pois, estes não tiveram a coragem de expropriar os meios de produção e acabar com a propriedade privada. O simples fato de tomarem conta da economia por dentro, tal como um vírus, não agradava os comunistas soviéticos. Para estes, o simples fato de existir (mesmo que apenas na teoria) a propriedade privada, dava o direito de denominar os nazistas de capitalistas, mesmo eles sendo socialistas "conservadores", coisa que os radicais de Moscou trataram como uma dissidência.

10 - Por último, ao nomear de capitalistas os nazistas e solidificar essa ideia tanto dentro de seus países quanto mundo afora através de agentes culturais, os socialistas russos conseguiram desviar a atenção das mazelas que brotam das nações socialistas/totalitárias ao mesmo tempo que apresentaram um bode expiatório para justificar a manutenção de seu próprio regime, já que a Alemanha nazista, agora derrotada, passou a servir como exemplo da maldade que é o "sistema capitalista". Quem detém a vitória, detém a narração dos fatos e pode forçar sua própria verdade. Mas o tempo sempre trás a Verdade à superfície. Ao verem que o barco de seu filho mais novo de olhos azuis e raça ariana naufragara, o regime soviético, usando da metamorfose que o mantém vivo até hoje (com a falsa alcunha de Federação Russa), joga toda a culpa pelos erros anunciados do socialismo na Alemanha e passam a aponta-la exemplo não mais do socialismo como antes, mas de seus piores inimigos (Inglaterra e EUA), ou seja, o regime de Hitler, para encobrir o sangue derramado pelos soviéticos, passa a ser "de direita", capitalista, e representa tudo de ruim que existe no ocidente, o verdadeiro inferno na terra. Incompreensivelmente, não importa na narrativa histórica oficial, se a URSS e a Alemanha nazista, usavam dos mesmos expedientes para manter suas elites socialistas no poder: dominar os meios de produção e a propriedade privada de alguma maneira e matar (vale lembrar aqui, que foi assim que tanto Lênin quanto Hitler chegaram a serem líderes de seus respectivos partidos socialistas) quem fosse indesejado para o regime.  

Termino esse texto com uma frase autoexplicativa quando o assunto é nazismo/socialismo atribuída ao próprio Lênin:


"Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz".


Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM


Fontes: mises.org.br / midiasemmascara.org / visaopanoramica.net

20 de mar de 2018

Série: Brasil Paralelo


É adolescente, jovem, senhor(a) de idade e está se sentindo perdido diante de tanta desgraça que se abate sobre nosso país? Sente que as fontes tradicionais de informação - jornais, tv, rádio, etc. - não condizem mais com a verdade? Sente que eles tentam CONDUZIR a verdade? Falo para aquelas pessoas que pensam além da novela global e do (des)encontro com Socialista Bernardes. Essas sim, tenho certeza, se sentem zonzas, humilhadas, defenestradas dia após dia por roubos, assassinatos, desvios de verbas públicas, estupros, falta de educação, desconstrução da família. da igreja, das escolas... Para essas pessoas que, assim como eu, se sentem-se impotentes, atônitas e buscam uma resposta (ou várias) para todos esses males que sufocam nossa grande Nação, só resta estudar e buscar conhecimento para superar essa grande crise moral que deu vazão as demais crises nacionais - política, saúde, segurança pública e educação. 


Todas essas áreas, as principais áreas sociais que o Estado deveria proteger e investir maciçamente, estão em crise. Vou desenhar para os questionadores do inquestionável: Nossos políticos "mais importantes" quando não estão presos e condenados estão na condição de réu bem encaminhados para a condenação; nosso sistema de saúde, bilionário e desmantelado, saqueado pelas três instâncias de poder (federal, estadual e municipal) relegam os cidadãos à própria sorte, sendo o relato de falta de insumos básicos como esparadrapo nos postos de saúde e falta de profissionais de saúde, recorrentes; Uma vez que morrem 70 mil brasileiros por ano, precisa-se falar mais para atestar a crise na segurança pública? Nossas escolas públicas parecem mais filiais do folhetim infanto-juvenil Malhação, sendo comum todo tipo de atividade, menos estudar de verdade já que é comum os alunos saírem do ensino médio sem saber nem a tabuada; nas universidades a situação é ainda pior já que a regra é participar de coletivos, festas, DCE´s, mas focar no curso e nas matérias que formaram o profissional, não. Isso é coisa de fascista. Não à toa, as universidade brasileiras é ocupada em quase 50% de analfabetos funcionais.


Como chegamos a esse nível tão baixo de civilização? Como um país tão rico possui um povo tão maltratado, já que esse mesmo povo produz toda a riqueza? O documentário acima que na verdade foi um congresso, do grupo de mídia independente Brasil Paralelo, busca deixar claro como nossa história descambou para esse puteiro atual. Sem o lodo do esquerdismo que mancha as obras de História atuais, essa série mostra os ideais humanos fundamentais que alicerçaram nosso país, abordando desde a época colonial, imperial e principalmente a nossa malfadada República. Com participação de grandes nomes de diversas áreas - Olavo de Carvalho, Luiz Felipe Pondé, Rodrigo Constantino, Mendonça Filho, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Miguel Nabib, entre outros - os capitulos destrincham as nuances políticas externas que moldaram nosso país tanto para o bem quanto para o mal que hoje encontrasse enraizado em nossa terra.    


Como já dito, não a muito que o cidadão comum possa fazer, afinal também temos nossa parcela de culpa. Ilhados por um mar de miséria intelectual, só resta estudar, caminhar lentamente em busca do encontro com o conhecimento acompanhados de Deus. É um caminho árduo, onde o brasileiro tem que primeiro se recolocar nos trilhos da humanidade para então o país seguir o caminho grandioso tal qual suas grandezas naturais. A limpeza que país precisa precisa vir de nós mesmo, para então alcançar os andares mais altos do poder. Não sejamos tolos de aguardar uma mudança radical de caráter e atitudes das castas mais altas. A base (eu, você, nós) mudando, sozinha e independente, destruirá o topo (todo o establishment enraizado nos três poderes, na mídia e nas instituições sociais mais importantes como escola, igreja e universidade) anestesiado com seus privilégios imerecidos.

Walter A.
                                                                                                                                         wkr_stoner@hotmail.com / facebook.com/walter_blogTM

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O Congresso foi dividido em 6 documentários:

  • Episódio 1: Panorama Brasil — Um raio-x inconveniente
  • Episódio 2: Terra de Santa Cruz — Uma história não contada
  • Episódio 3: A Raiz do Problema — Como chegamos aqui?
  • Episódio 4: Dividindo Pessoas, Centralizando o Poder
  • Episódio 5: Propostas
  • Episódio 6 (extra): Impeachment — Do apogeu à queda

10 de mar de 2018

ÚLTIMAS: Brasil entrega à empresa russa acusada de espionagem os cuidados com os dados das Forças Armadas

Segundo o site UOL, a empresa russa Kaspersky ganhou licitação para gerenciar os antivírus usados por nossas Forças Armadas - Marinha, Exército e Aeronáutica. A empresa atuará na proteção aos sistemas de computadores, especificamente no setor de segurança digital: antivírus, invasões e programas maliciosos. Os russos, que venceram o pregão eletrônico em março de 2015, já começaram a instalação de seus programas que ocuparão cerca de 120 mil máquinas nas 3 Forças ao custo total de R$ 8,4 milhões. 

Até então, tudo dentro dos conformes legais. Contudo, no âmbito moral, não foi bom negócio. No início do mês de setembro, os EUA emitiram nota oficial onde se diziam preocupados pelo envolvimento da citada empresa na já tão conhecida espionagem russa. A empresa, por meio de seu CEO, Eugene Karspersky, negou que se envolvesse em ataques e afirmou que a missão da empresa é proteger os computadores.

Fonte: UOL Notícias

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Vocês acreditam mesmo que essa empresa está só preocupada em "proteger" os computadores de nossas Forças Armadas? A Rússia, país derivado da URSS, sempre baseou seu desenvolvimento militar na espionagem. Olhando por outro ângulo, o que a Rússia espionaria da sucateada FFAA? Por esse interesse, podemos deduzir que o Brasil, mesmo mal tratada, estrupiado e vilipendiado, é deveras importante para a geopolítica mundial.