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28 de jan de 2011

O sentido da aposentadoria de governador

"Nos últimos anos, a Justiça tem sido acionada para mediar conflitos de interpretação da Carta em temas fundamentais. Um exemplo foi a arguição levada ao Supremo Tribunal Federal da vigência da Lei de Imprensa, herança bastarda da ditadura militar. Com propriedade, a Corte revogou a legislação,. por ela não ter respaldo na Constituição, promulgada em 88 para servir de lastro ao novo regime - democrático, garantidor de direitos civis, entre eles o da 11berdade de expressão e imprensa. Liberdade que não é de intelectuais, jornalistas, empresas de comunicação, ou de quem seja, mas da sociedade.

O Supremo tem agido com eficiência dentro do papel institucional de guardião da Carta. Num país com um Estado historicamente avantajado - em todos os sentidos, fiscais e políticos --, é compreensível que assim seja, embora não devesse. Infelizmente, há sempre demandas para conter o expansionismo estatal sobre direitos civis, Há outro aspecto negativo na formação social e politica do Brasil, o patrimonialismo, que costuma gerar. justas reclamações contra a "privatização" do dinheiro público, cujo dono é o contribuinte. Em breve, devido a correta mobilização da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também caberá ao Supremo decidir sobre um caso típico desta distorção: a farra de indevidas aposentado. rias vitalícias de ex-governadores, mesmo de quem ficou poucos dias no cargo, em mais um atropelamento da Constituição, A benesse tem ficado para herdeiros, como se fosse um direito monárquico.

Não serviu de alerta a decisão tomada em 2007 pelo STF, com base na Carta, de cassar o benefício concedido ao ex-governador Zeca do PT, de Mato Grosso do Sul. Uma boa notícia é que a Procuradoria Geral da República deve seguir o caminho da OAB e reforçar a arguição junto ao Supremo, provavelmente por meio de um pedido de declaração de inconstitucionalidade destes benefícios. Assim, abre-se caminho para impedir os estados de continuarem a legislar sobre esta aposentadoria, que sequer o presidente da República tem.

Há subtrações estratosféricas do Tesouro para o pagamento cumulativo de parlamentares ex-governadores, beneficiados pela soma de subsídios e verbas de gabinete com á aposentadoria inconstitucional. A bancada do Maranhão no Senado é campeã neste aspecto: José Sarney, Edison Lobão licenciado para exercer o cargo de ministro das Minas e Energia -, João Alberto, todos do PMDB, e Epitácio Cafeteira (PTB). O acesso fácil ao Erário é pluripartidário, dele não escapa também á oposição: encontram-se na mesma situação os senadores José Agripino (DEM RN) e Álvaro Dias (PSDB-PR). Este se declara inclusive credor de atrasados junto aos cofres paranaenses. Outro aspecto do imbróglio é que os parlamentares ultrapassam o teto de rendimentos estabelecido para os servidores públicos.

Mais do que cifras está em questão o cumprimento dá Constituição. Não importa se ficarão a salvo aposentadorias aprovadas antes da entrada em vigor da Carta, em 1988. O crucial é impedir mais uma heresia ética gerada pela ideia patrimonialista de que dinheiro público não tem "dono" um equívoco -, e que por isso pode ser apropriado por quem é mais esperto poderoso."

Fonte: www.oab.org.br

27 de jan de 2011

Guerreiros de Jorge



A obra do grande poeta alagoano Jorge de Lima, “renovador da poesia moderna brasileira, destaca-se pela multiplicidade temática e pela sua riqueza de imagens” que inspirou este projeto artístico e cultural chamado “Guerreiros de Jorge”.

"Guerreiros de Jorge" é um espetáculo artístico de poesias intermediado por música e flertado pelo canto popular, que vai desde clássicos como: “Eu sei que vou te amar” e “Carinhoso”, até as músicas circenses, folclóricas do domínio público.

Além do poeta Jorge de Lima, “Guerreiros de Jorge” apresenta obras de convidados ilustres como, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. Ainda destacam-se, os trabalhos de uma nova geração de poetas como, Arriete Vilela, Sidney Wanderlei, Ricardo Cabús e José Inácio Vieira de Melo.

O espetáculo "Guerreiros de Jorge" homenageia a cultura popular, através das poesias matutas, brejeiras, dos grandes mestres da literatura regional, dos versos de cordel, como, Zé da Luz, Antônio Aurélio (Tonho Sapateiro), Zé Limeira e Patativa do Assaré.

A apresentação das obras desses grandes mestres escritores, poetas, do nosso universo literário, que se apresenta no contexto do espetáculo Guerreiros de Jorge, tem também como objetivo proporcionar o interesse maior pela literatura brasileira.

O ESPETÁCULO



Conhecedor e admirador da poesia do poeta Jorge de Lima, o ator Chico de Assis, considerado um dos maiores intérpretes da obra de Jorge de Lima, se apresenta como um dos guerreiros de Jorge.

Não só os alagoanos terão a oportunidade de assistirem o espetáculo encenado na Casa Jorge de Lima, mas também os turistas que vem visitar Alagoas.

"Guerreiros de Jorge" também é um espetáculo, que pode ser visto nas instituições escolares, universidades e projetos culturais.

VÍDEO



Fonte de pesquisa: Guerreiros de Jorge

25 de jan de 2011

Casa Jorge de Lima



A Casa Jorge de Lima é uma iniciativa da Academia Alagoana de Letras (AAL). Inaugurada em 15 de dezembro de 2008, o espaço abriga parte da obra e a história do ilustre poeta nascido no município de União dos Palmares.

A Casa Jorge de Lima foi doada à Academia pela Prefeitura de Maceió, em 2004. Foi Ib Gatto, presidente da instituição na época, que convenceu a então prefeita Kátia Born e os vereadores da transferência da posse. O prédio estava em ruínas e era preciso fazer dali um centro cultural.

A primeira sala da Casa Jorge de Lima traz a exposição "Rio São Francisco", com os versos do poeta, ilustrados pelas fotografias de outro artista, o alagoano Celso Brandão. De tempos diferentes, a poesia e a imagem contam a história do Velho Chico. Em seguida, uma visita ao "Acendedor de Lampiões".

Nas escadas, uma surpresa, os versos lúdicos do "Mundo do Menino Impossível". São as palavras de um moleque atento: “A mamãe cochila/ O papai cabeceia/ O relógio badala...”. Como todo garoto, ele também desenha. Fez pavão, trenzinho, soldados de chumbo. É o Jorge de Lima criança.

No primeiro andar, o "Mundo de Jorge de Lima". Ali, a vida do escritor é detalhada em linha cronológica, com fotos. É possível ver ainda a reprodução de pinturas do alagoano. A Academia Alagoana de Letras adquiriu um dos seus quadros, com a figura de São Jorge.

Pertence ao acervo, o busto de Jorge de Lima, feito pelo artista Bruno Giorgio. A mesa de trabalho do médico, político e poeta também está na Casa. Trata-se de um universo que inspira. É o retrato de um homem que fez dos seus 60 anos, um tempo para muitas vidas. Jorge de Lima acumulou diferentes funções e artes, e assim se fez único.

A Casa fica localizada na Praça Visconde de Sinimbú, nº 91, na cidade de Maceió, Alagoas. O local pode ser visitado de segunda à sexta feira, das 8h às 14h. Mais informações pelo telefone (82) 3326-2651.

Fonte de pesquisa:
http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=maceio&cod=4952
http://tudonahora.uol.com.br/noticia/cultura/2008/04/15/15231/filha-de-jorge-de-lima-esta-em-maceio
http://www.cultura.al.gov.br/politicas-e-acoes/sistema-alagoano-de-museus/cadastro-de-museus-de-alagoas/museu-de-arte-sacra-do-estado-de-alagoas-dom-ranulpho-da-silva-farias/

Uma nova fase...

Caro leitor, desde agosto de 2008 o Tempo Moderno vem disponibilizando importante material sobre a cultura em geral, tentando apresentar e expandir cada vez mais diferentes fontes culturais, sejam elas obras cinematográficas, livros, quadrinhos, música, etc. Tentamos fazer o melhor possível para que os leitores criem o que chamamos de uma cultura de atitude.

No decorrer desse tempo expressamos aqui algumas opiniões sobre a cidade natal da maioria dos que aqui escrevem. Sabemos que o Tempo Moderno é acessado por pessoas não só de União dos Palmares, isso nos deixa felizes e bastante satisfeitos, nosso objetivo quando migramos para a internet foi alcançado, expandir o raio de alcance das nossas palavras.

Sendo assim, tendo em vista continuarmos com o foco em um blog cultural e de opinião, fechamos uma parceria com o Blog palmarino A Terra da Liberdade - um dos mais importantes e o mais acessado veículo de internet da cidade de União dos Palmares/AL - lá disponibilizaremos textos ligados a cidade de União dos Palmares. Assim, você que acessava o Tempo Moderno para ler opiniões dos seus colaboradores sobre a cidade berço do Quilombo dos Palmares, poderá saber elas, agora através do blog A Terra da Liberdade.

Mas fique tranquilo, a equipe que faz o Tempo Moderno continuará trabalhando para aumentar a frequência de postagens e levar a você que nos acessa novas dicas culturais, assim como, as opiniões a nível nacional e internacional que você estava acostumado a ler aqui continuarão sendo postadas. Temos a consciência que a política é importantíssima na construção social do indivíduo.

Temos também o prazer de anunciar a entrada de mais um colaborador, trata-se de Franco Maciel, licenciado em geografia pela Universidade Estadual de Alagoas - UNEAL. Ele é o idealizador do nosso parceiro, o Blog A Terra da Liberdade, assim nossa equipe continua agregando pessoas de nível cultural reconhecido e que vem somar cada vez mais na qualidade do nosso trabalho.

Muitos contribuiram e fizeram do Tempo Moderno uma referência em cultura no Estado de Alagoas: Bruno Clériston, Dallas Diego, Sara Albuquerque, Miguel Mitomari, Traum Bendict e Luiz Oliveira deixaram sua marca por aqui, hoje a equipe composta Walter Amaral, Wenndell Amaral, Bruno Monteiro, Carlyson Oliveira e Franco Maciel continuará dando o melhor, mantendo o compromisso de informar, educar, e propagar uma cultura de atitude.

Esperamos que você leitor, goste do que vem por aí.

Equipe TM.

23 de jan de 2011

Sarney, Renan e as negociações pela presidência do Senado! Ou: especulações, sim. Declarações suspeitas também.

por Paulo Veras (pauloveras.blogspot.com)

O senador José Sarney desmentiu que estaria costurando um acordo com operadores do Planalto para tratar de sua re-eleição a presidência do Senado através de uma pequena nota (vide Nota em que José Sarney nega acordo para elegê-lo presidente do Senado (íntegra)). O acordo seria uma compensação pela perda de espaço no governo com a saída de alguns de seus indicados do segundo escalão, principalmente na área energética.

Segundo as notícias divulgadas no início dessa semana, Sarney estaria pedindo duas garantias do governo federal. A primeira era garantir sua re-eleição para a presidência do Senado pelos próximos dois anos. Sarney deve ser candidato único, porque o discurso usado no plenário é o da proporcionalidade. Isto significa que os partidos ficariam com a representação relativa ao tamanho de suas bancadas.

Cabe ao PMDB de Sarney indicar o presidente. O PT, segunda maior bancada eleita, deve ficar com a vice-presidência. Já o PSDB, dono da terceira bancada, ficaria com a primeira-secretária, cargo responsável pela gestão do Senado.
O segundo pedido do acordo giraria em torno de um projeto antigo: reabilitar o senador Renan Calheiros. Ex-ocupante da presidência, Renan foi forçado a renunciar por uma forte crise política, em meio a denúncias de corrupção. Desde então, procura uma possibilidade de voltar à grande cena política.

Desde 2009, Renan foi escolhido pelo PMDB como líder do partido no Senado. Chegou-se a cogitá-lo como líder do governo, mas a idéia não vingou. Renan agora, incluído no mesmo acordo, seria o sucessor de Sarney. Voltaria a ocupar o cargo ante a impossibilidade jurídica do atual presidente.

É difícil provar que o acordo com o planalto realmente existiu. Sarney nega, e tem razão em fazê-lo. Expor as entranhas do balcão de negócios federal não é algo que um político experiente se preste a fazer todos os dias. Entretanto, poderia ter ficado calado e deixado a maré passar, como é de costume. Dessa vez, preferiu se pronunciar, mesmo que através de uma nota mínima.
Não há nada que eu saiba que comprove esta tese, mas se Sarney se apressou em negar as notícias que surgiam na mídia é porque estas lhe impuseram algum risco. Qual seja? O comando do Senado não deve ser, este está, até onde se sabe, seguro. Há, sem dúvida, mais coisas entre Sarney e o Planalto do sonha nossa vã filosofia. Algo que ameaçou ruir nos últimos dias.

“Especulações!”, gritará o leitor mais exigente. Sim, e são. Mas Sarney não é do tipo que vem a luz dos flashs por motivo banal. Ainda mais para desmentir algo que dificilmente se confirmaria. Na nota, faz questão de se eximir de “conversas telefônicas”. Afirma também que não levantou o tema da sucessão com "qualquer pessoa do governo". Declarações nada suspeitas.

Google Books


Se você é daquelas pessoas apaixonadas por ler e que tem milhões de arquivos PDFs no computador, vai adoras conhecer o Google Books, que tem mais de três milhões de títulos disponíveis.

“Com o novo serviço, a companhia espera competir com a Amazon, fabricante do leitor digital Kindle, que domina o mercado de livros eletrônicos, avaliado em US$ 1 bilhão. [G1]”.

O nome esperado nos Estados Unidos era Google Editions, que acabou sendo lançado com o nome de Google Books.

Tendo em vistas os diversos aparelhos no mercado como tablets, smartphones e alguns leitores eletrônicos, os usuários poderão ler e comprar os livros pelo site. Outra vantagem é a disponibilidade de armazenar os títulos comprados na conta do Google.

Fontes: G1.com.br; webcomoassim.blogspot.com

18 de jan de 2011

Música: Clap Your Hands Say Yeah

Talvez ninguém tenha avisado ao Clap Your Hands Say Yeah que as primeiras impressões são importantes. Ou talvez eles só tenhem uma enorme paciência. De qualquer forma, seu CD homônimo de estréia (2005) chegou com um potencial estranho. Aqueles que perseveram, no entanto, irão descobrir rapidamente que este hall de entrada dá acesso a berrantes espaçosos, elegantes aposentos de linhas limpas e iluminação suave.

Clap Your Hands são um quinteto provenientes do Brooklyn, Estados Unidos. Eles vêm ganhando elogios da imprensa mundo a fora. Trafegam no indie rock melódico, exuberante, flutuando na sensação de Yo La Tengo, com uma presença singular vocal. Ou imagine o Arcade Fire se suas músicas fossem mais divertidas e menos graves.

O disco é consistente, notavelmente forte, mas "The Skin of My Yellow Country Teeth", em particular se destaca, com seu rico zumbido de frases de sintetizador, baixo em contraponto e bateria embaralhada. A canção também possui uma das performances mais memoráveis do vocalista Alec Ounsworth: ele rompe acima da urgência com os acordes mais pesados, chutando com a voz embargada e deslocando em cascata ondas como se alguém estivesse pressionando suas cordas vocais a um traste e a curvá-los. "Is This Love?", é limpa, percorre com guitarras e sintetizadores, e sua vertiginosa harmonia preparando a transição para "Heavy Metal", onde força um baixo e chiado seco como formas inteligentes para as guitarras efervescentes.

Há algo de muito refrescante sobre a iniciativa de uma grande banda que está tremendo no limite, sem qualquer tipo de campanha de imprensa ou outros embutidos - você realmente começar a ouvir a música com seus próprios ouvidos. Enquanto um monte de bandas se revestem do aparato promocional como um mal necessário, Clap Your Hands Say Yeah prova que ainda é possível para uma banda ser ouvida, dado bastante talento e perseverança, sem uma agência de relações públicas ou um rótulo.

14 de jan de 2011

Filme: Sideways

Sideways - Entre umas e outras
2004, EUA.
Direção de Alexander Payne.
Roteiro de Alexander Payne e Jim Taylor.
Com Paul Giamatti, Thomas Haden Church, Virginia Madsen, Sandra Oh.

Sideways, como garante a tradução literal do título, narra uma semana da vida de um homem de meia idade frustrado, que de fato se colocou lateralmente em relação à vida. Com o personagem principal, Miles Raymond (Paul Giamatti), esse filme demonstra as agruras de um homem perdido na vida, com um passado, sem um futuro, mas ainda com esperanças.

No desenrolar das cenas, assistimos o depressivo Miles Raymond (Paul Giamatti), um projeto de escritor. Miles é fascinado por vinhos e decide dar como presente de despedida de solteiro a Jack (Thomas Haden Church), seu melhor amigo, uma viagem pelas vinículas do Vale de Santa Inez, na California - Estados Unidos. Eles partem juntos numa viajem de uma semana. Logo se envolvem com duas mulheres. Jack conhece Stephanie (Sandra Oh), a funcionária de uma vinícola local, que faz com que ele deseje cancelar seu casamento, que está marcado para o final da semana da despedida de solteiro. Já Miles se interessa por Maya (Virginia Madsen), uma garçonete que tem o mesmo apreço por vinho que ele.

A partir dessa premissa rola muitos goles de vinho, muitas conversas depressivas e muito humor bem dosado. O Vinho pode ser considerado um personagem. De uma forma ou de outra tudo acontece à sua volta. Numa das primeiras cenas, Miles tenta iniciar seu amigo no mundo dos enófilos, e bastante interessante atentar para as dicas, porém seu amigo não fazo o mínimo de esforço. Outra cena é a que enquanto Jack e Stephanie iniciam sem cerimônias uma noitada de sexo, Miles e Maya começam um vagaroso entendimento, entre olhares e conversas entrecortadas. A cena, vale dizer, é uma das melhores e mais românticas, com o escritor explicando seu amor (uma metáfora para a sua própria carência) pelo tipo de uva pinot noir, considerada pelos vinhateiros como a uva do cultivo mais complicado e que exige muita dedicação. Maya, por sua vez, revela os motivos pelos quais aprecia a bebida fermentada, que considera "viva".

Sideways tem um belo fim. Esse é um ponto que sempre chama minha atenção em se tratando de cinema. Gosto quando o trabalho termina de um jeito... Bem, cada um tem seu senso artístico para esse tipo de coisa. Gostei do desfecho de Sideways. Assista e concorde, ou não.

13 de jan de 2011

Tragédia na região serrana do Rio de Janeiro

Foto: G1.com.br

É com muito pesar que demonstro solidariedade e apoio aos atingidos pelas fortes chuvas e inundações na região serrana do estado do Rio de Janeiro, que compreende principalmente as cidades de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis.

No próximo dia 18 completará 7 meses as enchentes em Alagoas e Pernambuco, na qual 64 municípios ficaram debaixo d’água, com 20 mortes em Pernambuco e 12 cidades em estado de calamidade pública. Em Alagoas as chuvas provocaram 37 mortes e deixaram 15 municípios em calamidade. Mesmo com o passar de tantos meses, a dor da perda material e de entes próximos ainda persiste em muitas famílias. No Rio, até agora, os números demonstram ainda mais tristesa. Até agora são356 mortes em três cidades praticamente destruídas.

Nos meses seguintes ao desastre em Alagoas e Pernambuco, as cidades atingidas receberam ajuda do Brasil inteiro, sobretudo do sudeste, onde há uma grande aglomerado de migrantes nordestinos. A solidariedade foi reconhecida e ajudou no processo de superação e recomeço. Por isso, Alagoanos e Pernambucanos agora devem se fazer presentes em mais essa terrível realidade.

Veja como ajudar os desabrigados da chuva na Região Serrana do Rio.

10 de jan de 2011

Programa Mesa Z completa 1 ano de existência

Foto: West Harris

No sábado, dia 08 de janeiro, aconteceu o primeiro Mesa Z Cidadania de 2011 e foi celebrado o primeiro ano de existência da iniciativa radiofônica.

Nivaldo Marinho, Paulo Veras (pjveras.blogspot.com) e Wenndell Amaral (Tempo Moderno) receberam no estúdio da rádio Zumbi FM o ex-secretário municipal de União dos Palmares Paulo César e o ex-diretor do Serviço Autônomo de Água de Esgoto - SAAE - de União dos Palmares Adelino Ângelo. Também foram convidados os atuais dirigentes das referidas pastas administrativas, mas não puderam comparecer.

No decorrer do programa diversos assuntos foram abordados, entre eles, dois que merecem destaque devido ao grande incômodo à população de União dos Palmares: o fogo eterno do lixão a céu aborto e a frequente falta de água em praticamente todos os cantos da cidade. Paulo César e Adelino Ângelo puderam falar com base em suas experiências na gestão pública.

O programa também marcou a data como um fechamento do primeiro ciclo do projeto idealizado pelo diretor da rádio Zumbi, Sílvio Sarmento. O Mesa Z tem como cerne abrir espaço na emissora comunitário de rádio Zumbi dos Palmares para cidadãos interessados em contribuir com sua cidade. Em janeiro de 2010 o Mesa Z deu seu primeiro passo sendo comandado por jovens. De lá pra cá aconteceram incontáveis discussões, ideiais, cobranças e fiscalizações da coisa pública. Dezenas de convidados que nos honraram e contribuiram com o crescimento do projeto.

1 ano de honestidade, humildade, amadorismo, força de vontade, responsabilidade e esperanças de um futuro melhor, justo e com mais moralidade e ética.

Hoje a ideia inicial se desdobrou em programas fragmentados, para atender às diversas facetas dos ouvintes e da rádio Zumbi. Atualmente estão no ar três espaços carimbados: Mesa Z Saúde, Mesa Z Notícias e Mesa Z Cidadania. Durante o período eleitoral da disputa presidencial de 2010 foi criado o Mesa Z Política, palco de debates, análises e conversas com políticos e com o povo. Nesse sentido, o Mesa Z também mereceu destaque pela cobertura dos processo de votação no 1º e 2º turnos, com imparcialidade e honestidade, marcando de vez o nome Mesa Z como um símbolo de ética.

Escutem o Mesa Z, que vai ao ar sempre às 12h, na rádio Zumbi FM 87,9 - na terça-feira (Saúde), quarta-feira (Notícias) e Sábado (Cidadania).

Siga o Programa Mesa Z no Twitter @programamesaz

3 de jan de 2011

Editorial: Dois mil e onze

Todo início de um novo ano chega carregado de simbolismos, mudanças, continuísmos e desejos. Esse 2011 começa com uma mulher empossada Presidenta do Brasil, marcando a história, proclamando a continuidade de um Governo, de uma crença política. Também começa com a maior potência econômica e bélica do mundo - Estados Unidos da América - tentando se reerguer como tal, sendo afrontada por países como China e Coréia do Norte e com um líder enfraquecido e destituído dos símbolos de mudança que o levaram ao comando daquela nação, com fracassos de guerra e de paz.

2011, ano novo, chega com uma eternidade de defeitos humanos. Profundas mazelas sócio-econômicas que nenhum país do planeta terra conseguiu encontrar uma solução satisfatória. Problemas milenares que somente poderiam ser fácil e rapidamente solucionados escrevendo uma nova história mundial. Dogmas sendo questionados, Igreja assumindo culpas, Cuba deixando o socialismo soviético de lado e uma África renascendo.

Cada início de ano é um símbolo de recomeço, de renovação de utopias, de sonhos que impulsionam os corações mais gentis, os que promovem a diferença entre os intervalos temporais anuais. As maiores mudanças na estrutura mundial refletem diretamente em cada um de nós, mesmo que não percebamos. Somos o fruto das indústrias, da propaganda, da necessidade. Cada mudança ou continuidade é um reflexo de cada indivíduo que perambula por ai. Dos gemidos da miséria aos gritos breves dos corpos dilacerados por um homem-bomba.

A esperança de que cada virada de ano modifique o mundo de acordo com nossos desejos é imutável. Essa palavra, que define uma expectativa futura, é o motor de cada ser humano. Há esperança para o bem, assim como para o mau, mas ela sempre está lá. A esperança talvez seja o maior símbolo de toda essa coisa de ano novo, virada de ano, réveillon ou seja lá como denominem aqui no ocidente tal fato social. Mais uma esperança começa, a esperança do dois mil e onze.

Janeiro de 2011.

Wenndell Amaral