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3 de jan de 2011

Editorial: Dois mil e onze

Todo início de um novo ano chega carregado de simbolismos, mudanças, continuísmos e desejos. Esse 2011 começa com uma mulher empossada Presidenta do Brasil, marcando a história, proclamando a continuidade de um Governo, de uma crença política. Também começa com a maior potência econômica e bélica do mundo - Estados Unidos da América - tentando se reerguer como tal, sendo afrontada por países como China e Coréia do Norte e com um líder enfraquecido e destituído dos símbolos de mudança que o levaram ao comando daquela nação, com fracassos de guerra e de paz.

2011, ano novo, chega com uma eternidade de defeitos humanos. Profundas mazelas sócio-econômicas que nenhum país do planeta terra conseguiu encontrar uma solução satisfatória. Problemas milenares que somente poderiam ser fácil e rapidamente solucionados escrevendo uma nova história mundial. Dogmas sendo questionados, Igreja assumindo culpas, Cuba deixando o socialismo soviético de lado e uma África renascendo.

Cada início de ano é um símbolo de recomeço, de renovação de utopias, de sonhos que impulsionam os corações mais gentis, os que promovem a diferença entre os intervalos temporais anuais. As maiores mudanças na estrutura mundial refletem diretamente em cada um de nós, mesmo que não percebamos. Somos o fruto das indústrias, da propaganda, da necessidade. Cada mudança ou continuidade é um reflexo de cada indivíduo que perambula por ai. Dos gemidos da miséria aos gritos breves dos corpos dilacerados por um homem-bomba.

A esperança de que cada virada de ano modifique o mundo de acordo com nossos desejos é imutável. Essa palavra, que define uma expectativa futura, é o motor de cada ser humano. Há esperança para o bem, assim como para o mau, mas ela sempre está lá. A esperança talvez seja o maior símbolo de toda essa coisa de ano novo, virada de ano, réveillon ou seja lá como denominem aqui no ocidente tal fato social. Mais uma esperança começa, a esperança do dois mil e onze.

Janeiro de 2011.

Wenndell Amaral

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