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7 de dez de 2016

EDITORIAL: polícia x manifestantes: a classe política agradece


Era recorrente até pouco tempo atrás em diversas cidades de médio e grande porte de nosso país manifestações tanto contra o governo quanto a favor. O ápice dos protestos aconteceu em 2013 e após o impeachment do criminoso desgoverno Dilma, as manifestações foram perdendo força. Creio que a revolta popular esfriou, graças  principalmente as muitas horas de trabalho somadas a entretenimento alienante que resultam num desinteresse nocivo por Política (com P maiúsculo em contraponto ao p minúsculo da política nacional) por parte da massa. O impeachment não deveria satisfazer o povo, pois como já é de conhecimento de todos, todos os três poderes estão enormemente corrompidos. Porém, num país onde a maioria tem a opinião política formada por semelhantes que no máximo assistem e leem jornais superficiais que não prezam pela verdade e sim pelo "politicamente correto" galgado num viés ideológico de esquerda, as manifestações perderam no meio do caminho o sentido de existir. A massa que ia as ruas tinha completa convicção de que lutava por direitos sociais coletivos? Nas manifestações iniciais de 2013, sim. Lutavam por seus próprios direitos adquiridos por manobras ideológicas? Não. Com a mão-guia da mídia e dos movimentos sociais pagos pela esquerda, os que tomaram a frente depois, lutavam exatamente por isso - ao ver a derrocada das verbas federais para seus respectivo grupo, decidiram então protestar. Não é fácil analisar os fatos no Brasil, por dois simples motivos: a mídia/imprensa não fazer seu serviço com isenção e as universidade não produzirem mais acadêmicos e sim militontos, portanto, deve-se sempre esperar o tempo mostrar a cara da verdade.

A questão principal que quero levantar é que no inicio os protestos/manifestações foram legitimos uma vez que cobravam o óbvio: o fim da corrupção que ninguém aguenta mais. Tão legítimos que foram pacíficos. Os governos estaduais, através da PM, sequer eram citados na mídia devido a ordem pública. A massa pensava de uma maneira clara: demonstrar a insatisfação com a roubalheira generalizada. Contudo, conforme 
os protestos ganhava corpo e forma, os black blocs (braço de movimentos de esquerda), conseguiram desvirtuar tudo com o quebra-quebra do patrimônio público e privado, prejudicando a todos de maneira direta e indireta ao mesmo tempo que retirava da mídia as soberanas reivindicações do povo para com a classe política acostumada a não ser incomodada. Depois dos black blocs esquerdalhas veio a "liderança" do MBL - Movimento Brasil Livre, que assim como os black blocs, são braço de outros partidos políticos. Então o estabilishment - a classe política juntamente com os grandes empresários envolvidos - conseguiu dividir as manifestações e esfriaram as reivindicações, manobrando o povo para causas que beneficiam apenas o próprio governo e seus asseclas.

Nesse momento de divisão, de choque, entra a polícia para manter a ordem. A mídia prostituída deixa de noticiar a insatisfação generalizada e passa a focar apenas nos conflitos entre a polícia e os manifestantes. Os cidadãos que antes saiam de suas casas para protestarem legitima e pacificamente, começaram então a não mais fazer, pois o risco à sua integridade física estava latente - a qualquer momento poderiam ser agredidos pelos black blocs que se infiltravam no meio das manifestações ou pela polícia ao tentar repelir os depredadores. A cada dia que o impedimento da então presidente Dilma Roussef tomava a forma da realidade, as depredações viraram rotina e outras classes profissionais igualmente manipuladas pelos sindicatos corrompidos pela esquerda, tomaram o partido do governo que cairia esse ano. A essa altura, a mídia já tinha conseguido fazer com que a massa que saiu às ruas espontaneamente, esquecesse suas justas reivindicações e agora temesse sair para protestar. As ruas pertenciam agora àqueles mesmo que eram objetos dos protestos travestidos de "movimentos sociais". As manifestações desvirtuaram-se de maneira tão gritante que a animosidade virou regra e entre a maré e o rochedo, quem se quebra é o siri. No caso, entre o povo revoltado e o governo sonso-malicioso, a PM carrega toda a culpa.


A manifestação dos professores do Paraná em 2015 e seu sangrento desfecho, corrobora minha tese. Essa manifestação foi um desdobramento desvirtuado pela esquerda (dominante nos sindicatos de funcionários públicos) das primeiras manifestações de 2013, assim como as atuais invasões escolares. Os professores saíram feridos assim como policiais. O governador e os sindicalistas nada sofreram. E a mídia só sacrifica a PM. Acusações de truculência, abuso de poder, uso indevido de bombas e munições de borracha. Nenhum repórter expôs mais as reivindicações dos professores. Nenhum repórter veio a público deixar claro que a Policia Militar, cumpre ordens do governo e vários policiais acabaram em hospitais. Se a tropa avança para acabar com determinado protesto, não foi uma decisão dos policiais e sim do governo que não assume sua responsabilidade quando os  excessos acontecem provocados por eles mesmo, já que se houvesse uma gestão moral dos recursos público e a devida valorização dos servidores, os protestos sequer existiriam. Enquanto a mídia acusa os policiais, a pauta reivindicatória é esquecida. Ponto para a classe politica. O policial faz um juramento de proteger a ordem mesmo com o risco a sua própria vida.

Enquanto há o conflito, a mídia distorce os fatos e se esquece das reivindicações ao mesmo tempo que se aponta a PM como culpada de tudo, sempre com opiniões "embasadas" em supostos especialistas em "Direitos Humanos" ou associações/entidades ligados à cartilha socialista. É importante e necessário refletir sobre as consequências das manifestações populares para identificar as manifestações forjadas por grupos políticos. A esquerda usou tanto a palavra "golpe" para forjar manifestações ilegitimas que nesse momento que o governo Temer não se esforça para apoiar a operação Lava Jato, deixando que um projeto de lei ataque de maneira vil aqueles nobres homens que se levantaram para fazer valer nada mais que a Justiça contra os vampiros que sugam a riqueza de nossa Nação, a palavra "golpe" perdeu o sentido. E sem sentido, age-se irracionalmente. Esse é o verdadeiro golpe: tentar amordaçar com risco de prisão inclusive, os poucos juízes, promotores, procuradores, policiais dispostos a prender com nos rouba. Uma vez que nosso povo é enraizadamente conservador - cristão e defensor da família -, quando um governo impõe falsas medidas sociais como uma insustentável política distribuição de renda que na prática geraram corrupção, aumento da violência e queda da moral geral do país, a insatisfação popular torna-se latente. 

A insatisfação começa a invadir o dia a dia, nas conversas de boteco, nos salões de beleza, nas igrejas, escolas, universidades(?), até enfim chegar à prosa descontraída na porta de casa após a janta, costume centenário dos interioranos do brasil, que hoje encontra-se ameaçado pela crescente violência urbana... Devido a ações destrutivas nas mais diversas áreas do cotidiano - cultura, política, mídia, artes, etc. - o governo federal (impondo uma agenda socialista/progressista) perdeu sua legitimidade de representação popular desde a derrocada de Dilma e os governos estaduais e suas prefeituras acompanharam a queda moral do descompromisso com a democracia e com o bem comum que veio acompanhada pela corrupção generalizada, nepotismo e abuso de poder que na prática deixa 60 mil brasileiros mortos de forma violenta por ano. Você sabendo ou não, você acreditando ou não, vivemos em guerra. Apesar de nossos valiosos recursos naturais e da farta mão-de-obra, nosso IDH é menor do que países da África, o continente mais pobre do mundo. Atualmente perdemos em desenvolvimento humano para nosso vizinho Paraguai, que quase varremos do mapa numa guerra macabra. Comparar-nos  com o Chile então, é covardia. Diante dessa realidade instável onde até nosso prato de feijão com arroz está ameaçado, é comum que o povo resolva manisfestar-se. 


Manifestar-se, de maneira pacífica, é um direito constitucional. É uma das formas mais explícitas do povo emanar a soberania popular. É numa manifestação legítima que a democracia respira. Porém, as forças políticas obscuras que sugam nosso país terminaram por dominar também aquelas manifestações que tiveram inicio em 2013 e se seguiram em 2014 e 2015. Hoje, vem a tona vários indícios de financiamento de manifestações por partidos políticos. O que, mesmo que os participantes não saibam, retira boa parte de sua característica de "manifestação espontânea" que muitos da mídia pregam, transformando um movimento democrático e legítimo em massa de manobra política. Dito isto, ao ver as cenas do confronto entre PM x professores paranaenses, devemos extrair o máximo de ensinamento que aquela fatídica manifestação pode nos dar dos dois lados, do governo (PM) e dos professores. Os professores foram induzidos ao erro de ultapassar a barreira da manifestação legal e partiu para a barbárie. O governo, através da PM, reprimiu excessivamente diante da situação incontrolável onde erros são inevitáveis principalmente pela grande desproporção entre numero de manifestantes x números de agentes de seguranças. No final de tudo, homens e mulheres, cidadãos de família e bem intencionados de ambos os "lados" machucados, presos. E os governantes intactos assim como suas mordomias. Portanto, não condene os policias nas manifestações. Os manifestantes violentos e seus defensores possuem o poder de escolha de não quebrar o patrimônio publico/privado muito menos ferir ninguém. Os policiais não tem escolha. Mesmo em menor número e sem ideais condições de trabalho são obrigados a cumprir seus juramentos mesmo em número muito menor.

Segundo Olavo de Carvalho, Deus é tão perfeito em sua Criação, que mesmo quando o intelecto cria mecanismos autodestrutivos disfarçados de essenciais e evoluídas teorias nas mais diversas épocas da História, nada é capaz de quebrar a ordem da "estrutura da realidade", alicerçada em valores universais. Como por exemplo, na grande maioria das culturas ao redor do mundo o assassinato é repudiado assim como o infanticídio. Outro exemplo: os milhares de cultos, seitas e religiões que exaltam um "ser superior". A estrutura da realidade tem raiz no nosso subconsciente coletivo, que sempre busca, nas pessoas bem intencionadas óbvio, a ordem e a paz. Nossos políticos tentam torcer essa estrutura através do abuso do Direito Positivo - a prova maior é a tentativa de aprovação do ultra impopular projeto que cerceia a operação Lava à Jato - mas, o povo manifestado graças a busca inconsciente pela Ordem Divina, traz ao campo da realidade a vontade de fazer algo para, no minimo, demonstrar de maneira natural e espontânea, o direito humano universal de protestar contra aquele que oprime. A questão que fica agora suspensa é se o povo brasileiro se libertará das amarras e farão eclodir novas manifestações maiores e mais espontâneas que as de 2013 ou se os 190 milhões de brasileiros continuarão ajoelhados perante 1 presidente inerte, 512 deputados e 88 senadores afundados no mar de corrupção e mordomias, consumindo as riquezas do país enquanto morrem 60 mil brasileiros por ano.



Dezembro, 2016.
Walter A.
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