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7 de dez de 2016

EDITORIAL: polícia x manifestantes: a classe política agradece


Era recorrente até pouco tempo atrás em diversas cidades de médio e grande porte de nosso país manifestações tanto contra o governo quanto a favor. O ápice dos protestos aconteceu em 2013 e após o impeachment do criminoso desgoverno Dilma, as manifestações foram perdendo força. Creio que a revolta popular esfriou, graças  principalmente as muitas horas de trabalho somadas a entretenimento alienante que resultam num desinteresse nocivo por Política (com P maiúsculo em contraponto ao p minúsculo da política nacional) por parte da massa. O impeachment não deveria satisfazer o povo, pois como já é de conhecimento de todos, todos os três poderes estão enormemente corrompidos. Porém, num país onde a maioria tem a opinião política formada por semelhantes que no máximo assistem e leem jornais superficiais que não prezam pela verdade e sim pelo "politicamente correto" galgado num viés ideológico de esquerda, as manifestações perderam no meio do caminho o sentido de existir. A massa que ia as ruas tinha completa convicção de que lutava por direitos sociais coletivos? Nas manifestações iniciais de 2013, sim. Lutavam por seus próprios direitos adquiridos por manobras ideológicas? Não. Com a mão-guia da mídia e dos movimentos sociais pagos pela esquerda, os que tomaram a frente depois, lutavam exatamente por isso - ao ver a derrocada das verbas federais para seus respectivo grupo, decidiram então protestar. Não é fácil analisar os fatos no Brasil, por dois simples motivos: a mídia/imprensa não fazer seu serviço com isenção e as universidade não produzirem mais acadêmicos e sim militontos, portanto, deve-se sempre esperar o tempo mostrar a cara da verdade.

A questão principal que quero levantar é que no inicio os protestos/manifestações foram legitimos uma vez que cobravam o óbvio: o fim da corrupção que ninguém aguenta mais. Tão legítimos que foram pacíficos. Os governos estaduais, através da PM, sequer eram citados na mídia devido a ordem pública. A massa pensava de uma maneira clara: demonstrar a insatisfação com a roubalheira generalizada. Contudo, conforme 
os protestos ganhava corpo e forma, os black blocs (braço de movimentos de esquerda), conseguiram desvirtuar tudo com o quebra-quebra do patrimônio público e privado, prejudicando a todos de maneira direta e indireta ao mesmo tempo que retirava da mídia as soberanas reivindicações do povo para com a classe política acostumada a não ser incomodada. Depois dos black blocs esquerdalhas veio a "liderança" do MBL - Movimento Brasil Livre, que assim como os black blocs, são braço de outros partidos políticos. Então o estabilishment - a classe política juntamente com os grandes empresários envolvidos - conseguiu dividir as manifestações e esfriaram as reivindicações, manobrando o povo para causas que beneficiam apenas o próprio governo e seus asseclas.

Nesse momento de divisão, de choque, entra a polícia para manter a ordem. A mídia prostituída deixa de noticiar a insatisfação generalizada e passa a focar apenas nos conflitos entre a polícia e os manifestantes. Os cidadãos que antes saiam de suas casas para protestarem legitima e pacificamente, começaram então a não mais fazer, pois o risco à sua integridade física estava latente - a qualquer momento poderiam ser agredidos pelos black blocs que se infiltravam no meio das manifestações ou pela polícia ao tentar repelir os depredadores. A cada dia que o impedimento da então presidente Dilma Roussef tomava a forma da realidade, as depredações viraram rotina e outras classes profissionais igualmente manipuladas pelos sindicatos corrompidos pela esquerda, tomaram o partido do governo que cairia esse ano. A essa altura, a mídia já tinha conseguido fazer com que a massa que saiu às ruas espontaneamente, esquecesse suas justas reivindicações e agora temesse sair para protestar. As ruas pertenciam agora àqueles mesmo que eram objetos dos protestos travestidos de "movimentos sociais". As manifestações desvirtuaram-se de maneira tão gritante que a animosidade virou regra e entre a maré e o rochedo, quem se quebra é o siri. No caso, entre o povo revoltado e o governo sonso-malicioso, a PM carrega toda a culpa.


A manifestação dos professores do Paraná em 2015 e seu sangrento desfecho, corrobora minha tese. Essa manifestação foi um desdobramento desvirtuado pela esquerda (dominante nos sindicatos de funcionários públicos) das primeiras manifestações de 2013, assim como as atuais invasões escolares. Os professores saíram feridos assim como policiais. O governador e os sindicalistas nada sofreram. E a mídia só sacrifica a PM. Acusações de truculência, abuso de poder, uso indevido de bombas e munições de borracha. Nenhum repórter expôs mais as reivindicações dos professores. Nenhum repórter veio a público deixar claro que a Policia Militar, cumpre ordens do governo e vários policiais acabaram em hospitais. Se a tropa avança para acabar com determinado protesto, não foi uma decisão dos policiais e sim do governo que não assume sua responsabilidade quando os  excessos acontecem provocados por eles mesmo, já que se houvesse uma gestão moral dos recursos público e a devida valorização dos servidores, os protestos sequer existiriam. Enquanto a mídia acusa os policiais, a pauta reivindicatória é esquecida. Ponto para a classe politica. O policial faz um juramento de proteger a ordem mesmo com o risco a sua própria vida.

Enquanto há o conflito, a mídia distorce os fatos e se esquece das reivindicações ao mesmo tempo que se aponta a PM como culpada de tudo, sempre com opiniões "embasadas" em supostos especialistas em "Direitos Humanos" ou associações/entidades ligados à cartilha socialista. É importante e necessário refletir sobre as consequências das manifestações populares para identificar as manifestações forjadas por grupos políticos. A esquerda usou tanto a palavra "golpe" para forjar manifestações ilegitimas que nesse momento que o governo Temer não se esforça para apoiar a operação Lava Jato, deixando que um projeto de lei ataque de maneira vil aqueles nobres homens que se levantaram para fazer valer nada mais que a Justiça contra os vampiros que sugam a riqueza de nossa Nação, a palavra "golpe" perdeu o sentido. E sem sentido, age-se irracionalmente. Esse é o verdadeiro golpe: tentar amordaçar com risco de prisão inclusive, os poucos juízes, promotores, procuradores, policiais dispostos a prender com nos rouba. Uma vez que nosso povo é enraizadamente conservador - cristão e defensor da família -, quando um governo impõe falsas medidas sociais como uma insustentável política distribuição de renda que na prática geraram corrupção, aumento da violência e queda da moral geral do país, a insatisfação popular torna-se latente. 

A insatisfação começa a invadir o dia a dia, nas conversas de boteco, nos salões de beleza, nas igrejas, escolas, universidades(?), até enfim chegar à prosa descontraída na porta de casa após a janta, costume centenário dos interioranos do brasil, que hoje encontra-se ameaçado pela crescente violência urbana... Devido a ações destrutivas nas mais diversas áreas do cotidiano - cultura, política, mídia, artes, etc. - o governo federal (impondo uma agenda socialista/progressista) perdeu sua legitimidade de representação popular desde a derrocada de Dilma e os governos estaduais e suas prefeituras acompanharam a queda moral do descompromisso com a democracia e com o bem comum que veio acompanhada pela corrupção generalizada, nepotismo e abuso de poder que na prática deixa 60 mil brasileiros mortos de forma violenta por ano. Você sabendo ou não, você acreditando ou não, vivemos em guerra. Apesar de nossos valiosos recursos naturais e da farta mão-de-obra, nosso IDH é menor do que países da África, o continente mais pobre do mundo. Atualmente perdemos em desenvolvimento humano para nosso vizinho Paraguai, que quase varremos do mapa numa guerra macabra. Comparar-nos  com o Chile então, é covardia. Diante dessa realidade instável onde até nosso prato de feijão com arroz está ameaçado, é comum que o povo resolva manisfestar-se. 


Manifestar-se, de maneira pacífica, é um direito constitucional. É uma das formas mais explícitas do povo emanar a soberania popular. É numa manifestação legítima que a democracia respira. Porém, as forças políticas obscuras que sugam nosso país terminaram por dominar também aquelas manifestações que tiveram inicio em 2013 e se seguiram em 2014 e 2015. Hoje, vem a tona vários indícios de financiamento de manifestações por partidos políticos. O que, mesmo que os participantes não saibam, retira boa parte de sua característica de "manifestação espontânea" que muitos da mídia pregam, transformando um movimento democrático e legítimo em massa de manobra política. Dito isto, ao ver as cenas do confronto entre PM x professores paranaenses, devemos extrair o máximo de ensinamento que aquela fatídica manifestação pode nos dar dos dois lados, do governo (PM) e dos professores. Os professores foram induzidos ao erro de ultapassar a barreira da manifestação legal e partiu para a barbárie. O governo, através da PM, reprimiu excessivamente diante da situação incontrolável onde erros são inevitáveis principalmente pela grande desproporção entre numero de manifestantes x números de agentes de seguranças. No final de tudo, homens e mulheres, cidadãos de família e bem intencionados de ambos os "lados" machucados, presos. E os governantes intactos assim como suas mordomias. Portanto, não condene os policias nas manifestações. Os manifestantes violentos e seus defensores possuem o poder de escolha de não quebrar o patrimônio publico/privado muito menos ferir ninguém. Os policiais não tem escolha. Mesmo em menor número e sem ideais condições de trabalho são obrigados a cumprir seus juramentos mesmo em número muito menor.

Segundo Olavo de Carvalho, Deus é tão perfeito em sua Criação, que mesmo quando o intelecto cria mecanismos autodestrutivos disfarçados de essenciais e evoluídas teorias nas mais diversas épocas da História, nada é capaz de quebrar a ordem da "estrutura da realidade", alicerçada em valores universais. Como por exemplo, na grande maioria das culturas ao redor do mundo o assassinato é repudiado assim como o infanticídio. Outro exemplo: os milhares de cultos, seitas e religiões que exaltam um "ser superior". A estrutura da realidade tem raiz no nosso subconsciente coletivo, que sempre busca, nas pessoas bem intencionadas óbvio, a ordem e a paz. Nossos políticos tentam torcer essa estrutura através do abuso do Direito Positivo - a prova maior é a tentativa de aprovação do ultra impopular projeto que cerceia a operação Lava à Jato - mas, o povo manifestado graças a busca inconsciente pela Ordem Divina, traz ao campo da realidade a vontade de fazer algo para, no minimo, demonstrar de maneira natural e espontânea, o direito humano universal de protestar contra aquele que oprime. A questão que fica agora suspensa é se o povo brasileiro se libertará das amarras e farão eclodir novas manifestações maiores e mais espontâneas que as de 2013 ou se os 190 milhões de brasileiros continuarão ajoelhados perante 1 presidente inerte, 512 deputados e 88 senadores afundados no mar de corrupção e mordomias, consumindo as riquezas do país enquanto morrem 60 mil brasileiros por ano.



Dezembro, 2016.
Walter A.
facebook.com/walter_blogTM / wjr_stoner@hotmail.com

23 de set de 2016

EDITORIAL: A farsa acadêmica e a falência do ensino Público

Quantos prêmios Nobel nosso moribundo país possui? Nenhum. Qual a probabilidade de ganharmos algum? Quase nula. Quase porquê, como todo cristão, acredito em milagres. O motivo da pergunta que inicia esse texto é óbvia: sem educação - e o exemplo maior de  nossa falta de educação lato sensu é a falta de um único mísero Nobel - nenhum país consegue cumprir com seus objetivos básicos perante a Nação: fornecer segurança, saúde e educação para só assim atingir um patamar civilizado de trabalho/emprego, cultura/entretenimento e desenvolvimento social constante. E porque o governo, seja de qualquer esfera administrativa, inexplicavelmente sucateia invés de melhorar sistematicamente e qualitativamente nossa Educação, a base de qualquer nação que se leve minimamente a sério?

Esse cara deve ser um puxa-saquista de estrangeiros, muitos devem estar pensado. Afinal estou elevando como referência máxima numa suposta educação globalista o Prêmio Nobel, um certificado dado a uma relevante obra de valor científico, humano ou literário. Não é puxa-saquismo uma vez que o conhecimento é universal. As Universidades, seja em que lugar se encontrem, dão aos Centros de Pesquisas laureados com o prêmio o necessário lastro técnico-científico; assim como, em geral, os ganhadores literários também possuem graduação; já o mais famoso dos nobéis, o Nobel da Paz, é entregue a personalidades relevantes em zonas em guerras. Nosso país, até poucos anos atrás, não coincidentemente antes da Era PT, era referência em estudos acadêmicos na América Latina, possuíamos grandes literatos de renome internacional - alguns sendo estudados permanentemente em cátedras acadêmicas europeias, a exemplo do inominável Machado de Assis - e vive desde a reabertura democrática em uma crescente semi-guerra civil: semi-guerra porque o governo e organismos internacionais supostamente de Direitos Humanos negam que essa guerra exista ao passo que as almas dos quase 50 mil mortos de maneira violenta ano após ano no Brasil pairam sobre a cabeça de quem ainda pode ser considerado humano dando voz a esse morticínio patrocinado pela omissão da União, dos Estados e dos Municípios.

Se somos um país escolado, com larga experiência empírica nas principais áreas do prêmio Nobel* como afirmei acima, então como explicar não possuirmos nenhum? Países com índices em IDH inferiores a nós como Venezuela, Colômbia e Peru, isso para mão citar concorrentes diretos como Argentina e Chile, estão bem melhores que nós graças a grande atenção dada a Educação nas últimas décadas. Dos 72 países que já ganharam prêmios Nobel, o Brasil perde também para países atrasados democraticamente e com grandes tensões raciais como Índia e Paquistão, África do Sul, México, Quênia, Libéria e até mesmo Gana e Guiné-Bissau. Não é sem motivo material que muitos pesquisadores norte-americanos, maiores vencedores do prêmio sueco com 338 representantes nas diversas áreas, afirmam que os ´povos latinos pouco contribuem com o desenvolvimento da humanidade. Nosso compatriota mais indicado (quatro vezes) foi Carlos Chagas para o prêmio de medicina - graças a descoberta do protozoário Trypanosoma cruzi que resulta na popular doença de Chagas e por ter identificado o ciclo completo de uma doença, mas como já sabemos, não ganhou. Fato de orgulho para nós alagoanos, Jorge de Lima só não ganhou porquê faleceu antes e o prêmio é entregue a vivos. Segundo o jornalista Rodrigo Resende, 1947 um olheiro do Nobel, Artur Lunkvist, impressionado com a obra do palmarino, convenceu a academia a entrega-lo o Prêmio Nobel de Literatura em 1958, porém o Príncipe dos Poetas faleceu antes em 1953 

O fato de metade de nossos acadêmicos discentes e cerca de 1/4 dos docentes serem analfabetos funcionais - em 2012 a porcentagem era de 38% -, na minha humilde opinião, é o fator primordial que desembocou na falência de nossa Educação em todos os níveis, com exceções pontuais em grandes centros urbanos não contaminados com a política de esquerda de colocar a ideologia política acima do tecnicismo necessário para desenvolver qualquer área estrutural de um país. E não me venham propor soluções palpiteiras, sem bases estudadas, como simplesmente aumentar o salário dos professores já que os professores de nível superior no Brasil ganham o equivalente a países desenvolvidos como Suécia e Noruega enquanto o ensino segue ladeira abaixo em qualidade sendo inferior a países como Uruguai, Bolívia e Paraguai, respectivamente os 60º, 77º, 82º no ranking da Educação Mundial, só pra citar exemplos circunvizinhos. Humilhante para nós, donos da 8ª economia do mundo mas detentores do recalcitrante 130º lugar em Educação entre quase 200 nações. Ao compasso dos fatos, o brasileiros médio só dará o devido valor ao nosso PIB, quando estiver de fato próximo a perdê-lo. 

Se o ensino superior público é efetivado dessa maneira e entregue como um alimento de intelecção enlatado a base de ideologia socialista em detrimento de uma ideologia neutra e meritocrática, não precisa ter Q.I acima de 120 para identificar falhas ainda mais nocivas ao desenvolvimento de qualquer país nos ensinos Fundamental e Médio, como os estudos na área educacional não cansam de exibir nos mais diversos veículos acadêmicos. Não é difícil identificar a razão da decadência: enquanto os professores se deixam envenenar pelas ideologias de esquerda emanadas pelas diretrizes oficiais (vide a exemplo, a retirada de Sócrates dos livros e a inclusão de Gramsci com grande destaque) e fingem que ensinam, os alunos sedentos por algo em acreditar - uma vez que as principais instituições sociais clássicas como a família, Igreja e escolas perdem diariamente autoridade graças a ataques estratégicos dando lugar a cultura da tv, dos coletivos e da futilidade da internet - embebidos numa realidade mascarada por uma mídia e publicidade fora da realidade de pobreza e miséria que a maioria do povo sobrevive na maioria das cidades brasileiras, fingem que estão interessados em aprender. Os infindáveis problemas estruturais de nossa sociedade não são vistos como objetos de estudo e sim como meios de enriquecimento ilícito pela maioria das classes técnica, científica e profissional do Brasil, sendo esse desvio reflexo direto dos governantes corruptos, que através de grandes desvios de verbas públicas (larga escala), solapam a moral, a cultura e a educação do povo (pequena escala). Nosso país está fracassando no principal e único fator social que poderia, nos dias de hoje de decadência intelectual e moral, nos entregar um mero Nobel: a busca pelo fim da guerra que ceifa a vida de dezenas de milhares brasileiros todo ano. Enquanto não deixarmos de ver a morte como algo banal e levantarmos a bandeira da verdadeira paz dando passos firmes para acabar com os milhares de assassinatos anuais, continuaremos sendo inferiores a povos bárbaros pois até estes, a exemplos dos povos germânicos bárbaros aos olhos romanos, deram valor a Educação e se desenvolveram.

*as categorias do Prêmio Nobel são: Literatura, Física, Química, Medicina, Ciências Econômicas e Paz.

Walter A.
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1 de jul de 2016

LIVRO: Pare de Acreditar no Governo


- Pare de Acreditar no Governo: por que os brasileiros odeiam os políticos e amam o Estado, 2015.
- Bruno Garschagen
- Editora: Record


A crise que tanto ribomba desde os noticiários até o boca a boca na rua já faz parte do cotidiano brasileiro. Seguindo seu papel histórico de conformista, o povo brasileiro médio só veio despertar o imensurável saque aos cofres públicos depois que acabou o dinheiro para o carro melhor, para o iphone, para a roupa de marca, para a viagem de avião; tal qual homem traído que só vem cair em si depois que a esposa sacana estoura o cartão crédito com seu amante gigolô deixando a fatura no seu colo com um bilhete de adeus. A diferença aqui é que o PT não quer largar o marido e também não permite reclamações, quer total subserviência. O que de fato levou o povo brasileiro (uma nação reconhecida mundialmente pela sua democracia ainda em ascensão, porém forte e também por seu "senso de esperteza" seja lá o que isso queira dizer) a se deixar enganar ao ponto de um único partido dominasse e manipulasse as finanças públicas ao seu gosto durante 13 anos? Um povo subjugado em mansidão, onde a falta de civilismo descambou numa inerte expectativa de ver o PT incrustar nas empresas estatais todo seu aparato, suas células desenvolvedoras de corrupção (vide Petrobras, Furnas, Correios, BB, BNDES, Caixa, isenção de impostos para a FIFA)  enquanto aumenta a cobrança de taxas aos trabalhadores segundo fielmente a agenda socialista moderna.



Bruno Garschagen, membro do instituto Von Mises Brasil (órgão que estuda a economia de mercado) expõe de maneira objetiva e composta de um humor ácido - de grande utilidade a um tema tão indigesto - uma resposta consistente para nossa inércia política: nós brasileiros odiamos falar sobre políticas, odiamos partidos políticos, odiamos os próprios políticos lato senso, contudo, paradoxalmente, amamos o Estado. Premissa que corrobore a hipótese? Vamos lá: agora que as ilegalidades do governo vieram à superfície exibindo todo um caleidoscópio de corrupção - que são partes inerentes ao sistema de poder posto em prática pelo PT e seus aliados - quem são aqueles autorizados pela Constituição, a impedir Dilma de governar e condená-la pelos crimes de responsabilidade cometidos? o próprio Estado, através do Congresso composto em sua maioria por cúmplices dos desmandos e afrontas a democracia cometidos pelo próprio governo. O autor exibe a dependência do brasileiro em relação ao Estado (Governo) nas mais variadas castas sociais, do escravo imperial ao empresário bilionário contemporâneo. Infelizmente, com a guerra cultural gramsciana* favorável a seus idealizadores esquerdistas, já faz parte do inconsciente coletivo do brasileiro esperar tudo do Estado. Com anos de política populista impostos pelos partidos socialistas brasileiros [PSDB e PT e congêneres] esse sentimento de assistencialismo exacerbado e obrigatório do Estado que impede o desenvolvimento social e intelectual pleno das massas, foi-se calcificando no inconsciente coletivo, como um "mandamento divino, um imperativo categórico" nas palavras do próprio idealizador da guerra cultural, Antonio Gramsci. Assim, cada parcela do Bolsa-Família recebido pelo cidadão preguiçoso e conformado completa e inicia um ciclo vicioso de pobreza material e intelectual extremamente difícil de combater, já que é criado e alimentado e, paradoxalmente, combatido pelo próprio governo (Estado).


Muitos cidadãos leigos ainda acham que vivemos num país capitalista. Apenas a mentalidade do brasileiro e os lucros bilionários das grandes empresas (estrangeiras)/bancos são capitalistas. O coração e a alma do povo tupiniquim é estatista. E ainda existem aqueles que confundem capitalismo com egoísmo, misturando sentimento de posse com um sistema político/econômico... Pode-se, inclusive, usar essa confusão de conceitos para exemplificar como a guerra cultural funciona: confundindo conceitos no imaginário popular com o objetivo de desinformar ao mesmo tempo que o conjunto das informações superficiais recebidas e manipuladas, influenciam as massas a aceitar a agenda progressista socialista que gera morte, desemprego e corrupção [vide casos Mensalão, Lava Jato, Satiagraha, Mãos Limpas, etc.] condenando de pronto e sem qualquer reflexão os "desmandos e desigualdades do capitalismo" enquanto idolatram a "ideologia" comunista. O livro cataloga nossa aptidão para a dependência estatal desde a época do Brasil colônia, quando no Descobrimento a carta que descreveu as primeiras impressões sobre o Brasil, escrita por Caminha, era na verdade um emplastro para pedir ao rei um emprego público para si e para libertar um genro seu preso... O "jeitinho", a mamada de tetas governamentais e a meritocracia do malandro fazem parte, infelizmente, da gênesis brasileira. Deve-se levar em consideração que sair de Portugal para enfrentar uma viagem causticante rumo a um mundo selvagem, desconhecido não é tarefa que empolgue os melhores cidadãos, mas esse fato não é motivo para empoderar mal caráter. E Portugal pagou o preço pela politica de enviar pessoas sem escrúpulos.

O governo da Coroa passou a intervir cada vez mais na colônia pois em poucas décadas já existiam lugares (vilas) que comercializavam livremente com outras nações sem o consentimento dos portugueses. Desde então, passando pelo Brasil Imperial até a atual República, o autor ilustra, com grande lastro bibliográfico, os modos operandi de nossos governantes: independente de ideologia política, foram todos, em maior ou menor grau, estatistas. Colocavam (e colocam) em prática políticas econômicas e sociais que interviam diretamente na vida do cidadão. Usando suas principais armas, a burocracia e o imposto, Dom Pedro I fez o Estado crescer para equilibrar as situações relacionadas a escravidão que efervesciam o Império, já que era pessoalmente contra a mesma, porém, a elite politica e econômica era maioria e a favor da manutenção da escravidão. O primeiro imperador do Brasil teve um motivo nobre para estatizar o país. Sob o governo de Dom Pedro II, mesmo com a continuidade do crescimento do Estado absorvendo a economia diretamente, houve empresários nativos que se destacaram no cenário internacional por meio de acordos comerciais com nações liberais como Inglaterra, Holanda, França, etc. e o imperador, um intelectual averso a política e amante da cultura, achava que os modos como esses ousados comerciantes faziam dinheiro era sujo, iníquo, uma afronta aos princípios monárquicos (imagina então se Dom Pedro soubesse do Mensalão?). Ou seria medo do poder cada vez maior dos empresários? Bruno Garschagen usa o exemplo do Barão de Mauá, que para o imperador católico, era a ganância encarnada, portanto um pecador. O Estado interviu tanto, que as empresas do Barão acabaram quebrando.

As mudanças causadas pela ingerência exagerada na economia contrastava com a inércia política. Esta só foi posta em movimento dinâmico quando a monarquia insistiu em abolir a escravidão, o que obrigou os chefes políticos regionais a agir para não perder seu poder. O príncipe acabou exilado e a República foi instaurada por militares positivistas, onde mais intervenção estatal foi posta em prática na vida do povo, que por desde sempre foi monarquista e apoiava a mesma. Graças ao extenso e qualitativo trabalho de pesquisa histórica do autor, o cidadão brasileiro pode entender melhor esse paradoxo de colocarmos nosso futuro nas mãos daqueles em que não confiamos. Para apagar da memória do povo a época de segurança e estabilidade da era monárquica, os militares republicanos (revolucionários que traíram o governo) adotaram a doutrina positivista para guiar a nação; estamparam o lema positivista na bandeira nacional: Ordem e Progresso. Progresso a todo custo e sempre liderado pelo Estado, nunca pelo povo. A inversão de valores que vivenciamos hoje, teve sua forma moldada na forja da República: o povo deveria ser subordinado ao Estado; este que deveria ser subordinado ao povo. Os republicanos inverteram os papeis colocando o Estado como ente e não como entidade. E esse ente foi colocado acima do homem, no caso, em vez do Estado servir ao cidadão, ele o escraviza através dos impostos e da violência urbana, usada pelo Estado hoje em dia como controle social.


Após os militares republicanos entregarem o poder a presidentes civis (em sua maioria advogados maçons), descentralizando o poder entre os Estados-membros, fato que gerou a ascensão da emblemática e caricata figura do "coronel", constantemente registrada em nossa cultura popular, na literatura e na filmografia nacional. O desenvolvimento das regiões ficou condicionado ao grau de instrução dos chefes políticos locais e regionais e, sendo o Brasil um país de iletrados, os estados-membros que detinham uma elite política mais iluminada, naturalmente, se desenvolveram mais (sudeste, sul) que outras (norte, nordeste; Pernambuco foi exceção na região sendo sempre independente e cosmopolita). A intervenção estatal durante a República intensificou-se drasticamente pois agora o poder estava dividido entre milhares de tiranos locais. E assim caminhou o Brasil, sempre com seu povo sendo desrespeitado em nome dele mesmo através de intervenções desnecessárias feitas por aqueles que deveriam tutelar o povo. O estado político e econômico da época influiu para que Getúlio Vargas, que matou e reprimiu seus opositores, chegasse ao poder. E mais uma vez o Estado foi aumentado, principalmente, através das leis trabalhistas, que não obrigatoriamente trouxe melhorias até os dias de hoje, mas que é um alento estatal para o trabalhador nacional que, ainda não se civilizou o suficiente para ele mesmo ditar as regras do que é melhor para cada categoria com sindicatos realmente representativos, sem politicagens.


O ditador Getúlio Vargas é lembrado e saudado recorrentemente por políticos populistas contemporâneos que fingem não lembrar das intervenções da Ditadura Vargas que foram muito mais nocivas que benéficas. A criação da CLT, num balanço geral, não faz a Era Vargas ser positiva para o Brasil. O decorrer do livro vai demonstrando que, mesmo com a sucessão de presidentes, a sina do brasileiro não muda já que todos nossos governos foram e, até o momento, são intervencionistas. Até demais. Os militares que tomaram o poder em 64, à pedido do Congresso, com a legítima intenção de livrar o país de uma ditadura comunista, cumpriram seus papéis, e o preço a se pagar com a falta de liberdade individual daqueles anos, foi justo se hoje temos liberdade permanente, hoje somos um país livre até demais. Livre ao ponto de comunistas assassinos como Che Guevara, Mariguella, Stalin e outros serem ovacionados e homenageados no nosso Congresso. O livro expõe interessantes paradoxos na história nacional como por exemplo FHC, um socialista ferrenho e teoricamente um interventor, acabou por abrir o mercado realizando privatizações, porém as intervenções feitas na economia estagnaram o crescimento do país e nem mesmo os programas sociais criados pelos tucanos conseguiram segurar o descontentamento dos brasileiros saturados á 10 anos com o mesmo governo. Então Lula, finalmente, conseguiu se eleger e, enfim, colocar em prática o plano político mais ambicioso nunca visto antes na história desse país. A desculpa era acabar com a miséria, mas Lula tinha um projeto de poder secreto (vide Foro de São Paulo) que deveria ser iniciado usando como plataforma as benfeitorias executados por FHC, que por mais que fosse intervencionista (privatizou empresas estatais em compensação criou agencias reguladoras que servem para sedimentar o monopólio) construiu pontes com investidores estrangeiros com a ajuda dos EUA e sempre primou pela tecnicidade em detrimento da politicagem.


O governo petista, fazia o inverso, primando sempre pela politicagem e na intervenção econômica (juros altos, rendimento de poupança baixo, desvalorização do real) e social (tentativa de regulação da mídia, criminalização da "elite", descredito daqueles que não concordam com a doutrinação ideológica pregada e patrocinada pelo governo) resolveu intervir também na política através da implantação de um mega esquema de compra de votos de deputados e senadores. O PT inovou com a criação da ética da corrupção. E, graças ao desejo do brasileiro de deixar tudo na mão do governo, não demorou para que esquemas de desvio de verbas públicas como o Mensalão viessem às paginas dos jornais. E está sendo assim dia após dia, há 14 anos. O governo Dilma, fecha o panteão de governantes intervencionistas, ao menos por enquanto. O governo Rousseff foi marcado por gestão desastrosa - leia-se intervenções - na economia desabou após à operação Lava Jato, que foi estopim para que a presidente sofresse um processo de impeachment. O povo brasileiro continua acreditando no governo, destarte, todos nosso governantes desde a República, cada um a seu modo, moldaram no inconsciente coletivo do brasileiro a imagem que o governo e o Estado são coisas idênticas. Moldaram imutavelmente a ideia de que o povo sempre necessita do governo para fazer qualquer coisa dar certo. A figura do Estado paternalista encarnada por Getúlio Vargas (o pior ditador), Jango (populista e agente estrangeiro), JK (boêmio deslumbrado) e que atualmente apodrece na face de Lula (progressista corrupto), apesar de apaziguar politicamente o país, destrói sistematicamente as basas de evolução de qualquer povo que preze um desenvolvimento alicerçado no trabalho e no conhecimento. Livro indispensável para entender o motivo dos brasileiros continuarem acreditando no governo mesmo após constarem que o governo não acredita no Brasil.


*O filósofo Olavo de Carvalho discorre com maestria sobre o assunto nos livros A Nova Era e a Revolução Cultural e O Imbecil Coletivo.

Walter A.
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2 de fev de 2016

LIVRO: Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado


- Assassinato de Reputações: Um Crime de Estado, 2013.

- Romeu Tuma Junior, em depoimento a Claudio Tognolli
- Editora: Top Books

Esquemas políticos, estratagemas de corrupção, a sórdida dinâmica das pessoas para se manterem no poder sedimentada em ações à margem da lei. No caso de nosso país, a corrupção, após a ascensão do PT ao poder Executivo, alastrou-se como nunca, dominando boas parcela de todas as classes sociais. Esses atos são quase que metafísicos, visto a dificuldade tanto de percebê-los quanto de prová-los, contudo, suas existências são inegáveis. Tomemos como exemplo a União Soviética, onde a maioria das denúncias dos crimes cometidos por agentes de Estado em nome do Estado (Estado este que se confunde com a ideologia socialista), só vieram tomar forma e preencher as lacunas quando os dissidentes exilados que sobreviviam as perseguições começaram a contar o que sabiam, fosse através de livros, entrevistas, palestras. Apenas quando seus colaboradores se arrependeram do mal que faziam e resolveram testemunhar as atrocidades do um regime idealizado pelo indolente Karl Marx: prisões políticas, GULAG´s (campos de concentração soviético), milhões de russos mortos de fome graças às apropriações do governo comunista, expurgos, espionagem, mortes encomendadas de opositores internos e externos,envolvimento na distribuição da cocaína pelo mundo, etc., o mundo pode conhecer a face macabra do socialismo/comunismo. Os depoimentos eram tão chocantes e verossímeis que foi impossível refutá-los. 

A solução foi acabar metodicamente com a União Soviética e criar um tipo de socialismo adaptado à democracia e melhor adaptado ao próprio capitalismo, do qual nosso país, o Brasil, é o exemplo mais promissor. É de suma importância lembrar que PT, PSDB e outros partidos socialistas em conjunto com organizações criminosas da América Latina (FARC, MIR, PCC, etc.) criaram uma outra organização grande e poderosa patrocinada ideologicamente pelos antigos comunistas/socialistas, chamada FORO DE SÃO PAULO com o objetivo de "resgatar na América Latina o que o Socialismo perdeu no Leste Europeu com o fim da URSS". Dito isto, tornará claro como a luz a importância que o livro do delegado de carreira Romeu Tuma Junior tem no registro e documentação do modos operandi e continuidade dos métodos sujos, antirrepublicanos e ilegais com que à esquerda opera seu projeto de poder.

Transcrito a partir de entrevista ao premiado jornalista Claudio Tognolli, o livro é uma pequena caixa preta que mostra como o Partido dos Trabalhadores operava acima das leis sempre visando dois objetivos complementares: a manutenção do poder e sua expansão. Tuma Jr não era um petista filiado, muito menos um militante, porém herdou do pai Romeu Tuma (influente figura política desde os tempo da ditadura) o gosto pela política. A influencia do pai somada à relevantes serviços prestados como delegado resultou num convite feito pelo próprio Lula, então presidente da República, para participar do governo dentro do Ministério da Justiça, de onde termina por sair pela porta dos fundos, acuado e como ele mesmo diz, com a reputação assassinada. Nenhum exemplo é melhor que o próprio delegado Romeu Tuma Junior, uma vez que não fazia parte de "núcleo duro" ideológico do governo petista nem se deixou cooptar pelos convites e convocações corruptas, foi descartado como um qualquer, descartado como um peão no sujo jogo do poder, considerado uma "vergonha" para a incólume família Tuma. 

O motivo? O autor sabia demais e não podia ser silenciado graças a influencia do pai e do bom nome entre os policiais. O jeito encontrado pelo petismo de retirar a credibilidade daqueles que não podem ser calados à la Celso Daniel éi destruir a reputação. Romeu Tuma Junior teve seu nome falsamente ligado um suspeito de crimes internacionais, sua imagem mostrada nos principais jornais como amigo de bandido culminou jogando a opinião do cidadão médio contra um cidadão honesto. O tribunal da imprensa é o mais implacável pois nos julga sem direito a defesa e nos condena sem direito a recurso. Tudo isso sem uma prova jurídica sequer ou muito menos uma sentença condenatória transitada em julgado, ou seja, o mínimo que nossa Constituição diz ser necessário para uma pessoa ser considerada CULPADA. Todos esses artifícios imorais e antiéticos foram direcionados para o delegado como um remédio preventivo do PT contra a doença que seria o vazamento de informações que minariam a imagem ética de Lula e do PT por uma figura pública, reconhecidamente detentor de uma reputação ilibada.

O medo da cúpula petista diante da pessoa do delegado era que, destarte Romeu Tuma Jr. não ser militante do partido, consistia em segredos revelados nesse livro: testemunhos de que Lula era um agente duplo (entregava companheiros metalúrgicos, sindicalistas, políticos, etc.) do regime militar e suas prisões no DOPS terem sido mera encenação com o objetivo único e exclusivo de dedurar; testemunhou de dentro da Secretaria Nacional de Justiça como os adversários e inimigos do governo petistas tinham suas reputações assassinadas, para usar seu termo, sua dignidade construída durante uma vida, apagada em minutos de reportagem ou algumas linhas de jornal, mesmo sem uma apuração jurídica seguida de uma sentença; testemunhou, sem concordar, com a tendência do governo em facilitar a vida de criminosos internacionais aqui no Brasil; acompanhou, investigando um caso interligado, o caso Celso Daniel então prefeito de Santo André assassinado onde todos os indícios levam à cupula do PT para suprimir um esquema de desvio de verbas públicas que não podia vir à tona logo nas prévias das eleições presidenciais.

Os tentáculos sedentos de poder do PT, diz o autor, chegam a grudar na Polícia Federal quando, manipulada feito a STASI (polícia secreta da Alemanha Socialista), agentes da instituição chegaram ao cúmulo do antipatriotismo grampeando os ministros do STF para saber, enfim, quem era a favor do governo e quem não era. O que esperar de um presidente que autoriza (e se aproveita) que ministros de Estado sob seu comando grampeiem membros da mais alta Corte do país? É gritante e desrespeito intrínseco do PT, de Lula, de Dirceu, de Dilma (esses últimos desde que eram ladrões de banco e sequestradores com a desculpa de revolucionários), de Genuíno, e de todos seus colaboradores diretos e indiretos pelas instituições democráticas. Estas mesmas instituições que ainda são tão recentes não deveriam sofrer ataques antirrepublicanos tão danosos. Some as quantias envolvidas em todos os processos envolvendo políticos, empresários e agentes públicos em geral/empresas públicas do governo e de sua base aliada e não é difícil perceber que o Estado foi usurpado e agora em vez de proteger o cidadão o rouba e mata enquanto é corrompido e corrompe permanecendo num ciclo vicioso em quem é sacrificado é o cidadão que trabalha e paga impostos.

O autor era um colaborador petista graças à influência do pai, mas também tinha seus méritos próprios por ter resolvido grandes casos. Sua visão moderna do crime e permitiu criar uma força-tarefa que confluía diferentes áreas técnicas facilitando a identificação e captura tanto de criminosos internacionais quanto dos bens destes. Contudo, um partido sedente apenas por poder, obviamente não tem a virtude de identificar nenhum valor em pessoas como Tuma Jr.: capazes, populares e apartidários. Quando o PT percebeu que não podia manipular o autor já que o mesmo não partilhava das maneira ímpia de governar que punha em risco todo o Estado Democrático de Direito, o mesmo serviu de prova a sua própria tese no momento que, mesmo sendo noticiado na mídia, nas páginas policiais como cúmplice de criminosos e condenado na boca do povo, nunca respondeu nenhum processo sequer. O interesse do governo não é condenar ninguém juridicamente, é "apenas" destruir sua reputação para que tudo que você diga seja automaticamente ignorado quando não violentamente refutado. O Partido dos Trabalhadores(?) não é pioneiro nessa tática mal caráter de assassinar reputações de pessoas de bem que simplesmente não concordam com seu métodos sujos e imorais de governo. Stalin já recomendava a seus seguidores a destruir a imagem pública daqueles que não podiam nem serem mortos fuzilados nem presos e enviados a campos de concentração. Lula sabe disso. Todo o PT e partidos-irmãos também.

Entre os graves fatos imorais e ilegais que o jornalista Claudio Tognolli transcreve é exposto inclusive que Lula durante uma de suas detenções forjadas tentou subjugar sexualmente um ex "companheiro de luta" seu enquanto dividiam uma cela, sendo prontamente repudiado. Lula, como todo bom socialista, não lida muito bem com a rejeição e é vingativo. O autor sente na pele a perseguição implacável que os socialistas imprimem a seus adversários (para eles inimigos que precisam ser destruídos) e diante do peso histórico de seu testemunho para fixarmos de vez o PT na História brasileira como sendo o partido que regrediu o desenvolvimento do país em décadas, surpreende Tuma Jr. não ter tido o mesmo destino que Celso Daniel, Eduardo Campos, Toninho do PT e tantos outros colaboradores do projeto de poder do Foro de São Paulo/PT+PSDB, que, quando não foram mais úteis, deixaram de existir.

Walter A.
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