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8 de nov de 2018

EDITORIAL: HOMEM, UM [tolo] ANIMAL POLÍTICO*

Assim como o farol ilumina transmitindo a sensação de proteção, também faz a política na vida social. A política é a barreira contra a barbárie/anarquia.

Aristóteles, muitos anos antes de Cristo, já cravava: "o homem é um animal político". Sócrates, mais adiante, discorreu e foi brilhantemente anotado por Platão sobre os tipo de governos oriundos da política e as consequências sociais de cada uma (A República). Hobbes nos alerta para o perigo de um Estado "Leviatã" que é a finalidade de políticos sem escrúpulos. Já Rousseau com sua ideia de que "o homem nasce bom e a sociedade o corrompe" cria o Contrato Social para garantir a pax societae  e a garantia dos direitos do homem que ironicamente desemboca na carnificina "libertadora" da Revolução Francesa liderada por psicopatas/sociopatas que acaba por influenciar vários outros bandidos a tentarem e conseguirem chegar ao poder pela força ao custo de milhões de vidas inocentes (Mao, Stalin, Lenin, Pot, etc. ). O próprio Filho de Deus foi bem claro "dai a César o que é de César". A política é o meio menos sangrento (sem esquecer dos muitos homens violentos e cruéis que conseguem liderar politicamente, contudo são gêneros e não espécie) Não se pode esquecer que milhões de pessoas morreram lutando para que hoje o sufrágio universal (direito de votar e ser votado) seja garantido sem grandes restrições na maioria dos países. Demorou milênios até se chegar ao tal contrato social que proporcionou a pacificação do mundo e a consequente democratização após II Guerra Mundial. A restauração dos países envolvidos no conflito e o desenvolvimento dos demais países periféricos são obras políticas. Assim como também são, o narcotráfico, o terrorismo e o crime organizado. De bom e de ruim, sendo apolíticos ou políticos, indo votar ou não indo votar, a vida da grande maioria depende das decisões da classe política.

Nossa pátria vive a quase 20 anos(!) afundando aos poucos em termos de fundamentos para uma nação próspera. O próprio sistema de saúde público (SUS) mata milhares de cidadãos assim como a segurança pública consegue ao custo de mais de 60 mil assassinatos ao ano manter a "Ordem" que estampa nossa bandeira nacional, enquanto a raiz de quase todos os problemas, a Educação mal gerida, está cada vez mais entregue ao falho sistema Paulo Freire "turbinado" pela Ideologia de Gênero em detrimento de uma grade curricular mais objetiva e técnica de ensino fazendo com que o Brasil ocupe os últimos lugares no ranking mundial de Educação (39º entre 40 países segundo a pesquisa da Pearson International). A mídia vende programação barata que mais emburrece e aliena que favorece uma possível evolução cognitiva. Os níveis de leitura e desenvolvimento humano são sofríveis. Culturalmente, nosso país agoniza. 50% dos universitários, a possível elite intelectual (futuros médicos, engenheiros, jornalistas, advogados, etc.) não entendem o que leem. Quem deve capitanear uma possível melhora em nosso país? A Constituição em seu art. 1º, parágrafo único, diz que são os políticos: "Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos... ". Para que uma melhora efetiva ocorra, deve-se votar conscientemente e para isso deve-se entender o mínimo sobre política, os partidos, seus candidatos e suas propostas. O cidadão tem que votar consciente e cobrar de seus candidatos o melhor para o povo (cobrança essa que fica impossibilitada caso se venda o voto). 


Desde o impeachment, mais ainda durante a campanha e ad continum, a grande maioria dos pensadores atuais da mídia convencional são unânimes em afirmar que o país está "polarizado", "rachado", dividido entre uma tal "onda conservadora" e  "aqueles que resistem pela democracia". A grande mídia e seus "especialistas" andam tão distante da realidade, seja pelo sempre existente abismo social (distanciamento físico do povo), seja pela imposição de pautas ditas progressistas que acaba criando manchetes que, após passado o primeiro impacto, soam mais que infantis; soam claramente manipuladoras e de viés ideológico resultando em perda de credibilidade desses veículos. A intenção é estimular a luta de classes, porém não conseguiram graças a internet e a evolução do acesso a informação. O próprio resultado das eleições demonstraram que o Brasil não está rachado. Haddad só teve aquela quantidade de votos graças as mentiras emanadas pela mídia desde bem antes do inicio da campanha contra o presidente eleito. A grande maioria do Brasil é conservadora e ponto final. Temos raízes na monarquia, filosofia judaico-cristã e no corpo jurídico romano. Apesar dos governos subsequentes a monarquia sempre mudarem nossos símbolos nacionais e acabarem conseguindo confundir a nação, a grande fé do povo em Deus faz renascer um patriotismo que é maior até que os próprios símbolos nacionais já tão trocados. Esse patriotismo de alma e de sangue, faz com que o país permanece unido, jogando por água abaixo as manchetes fraudulentas da grande mídia de que somos um povo dividido.

O que é gritante na realidade que os grandes veículos de comunicação tentam ignorar a todo custo, é uma discrepância cada vez maior no desenvolvimento das regiões. O nordeste está visivelmente atrasado comparado com as demais regiões: falta educação e indústrias por isso sobra crimes e mortes. Não por acaso a maioria dos votos do PT (a maior organização criminosa da história nacional) saiu dessa região tão roubada pelos governantes e explorada por arrivistas sociais juntamente com neo-coronéis do naipe das famílias Ferreira Gomes no CE, Calheiros em AL, Sarney no MA, etc. Não à toa o voto no Brasil gera antes um fenômeno onde as figuras políticas não angariam eleitores, mas fãs. E fãs não são críticos apesar de influenciarem outras pessoas. Ser fanático por um político é plantar a semente do que se tem de pior na política. Ignorar que políticos são humanos, e portanto, falhos, é o atestado de ignorância política. Pior que isso apenas a venda do voto (afinal trocar milhões de mártires por R$50 "não tem preço"). E quando o político falha gravemente (roubando seu povo, por exemplo) deve ser excluído da vida pública e preso. Não queremos santos governando (caso possível, ótimo!), também não queremos bandidos estilo Robbin Hood. Queremos bons administradores da coisa pública, do nosso dinheiro. O homo sapiens é sapiens justamente por ter capacidade cognitiva capaz de negociar e viver em sociedade. Escolher ser apolítico hoje em dia é uma escolha primitiva, que desonra todos aqueles que lutaram para hoje a liberdade de escolha reine.


A eleição passou e um político rude, sincero, que no passado foi eleito várias vezes deputado federal sendo polêmico a afagando os sobreviventes e feridos da guerra urbana que assola nosso país desde o final da década de 90. O povo não quis mais votar em partidos notoriamente corruptos. O lado esquerdista e perdedor desde antes das eleições usa de desinformação: tachou de "fascista", deturpando o sentido da palavra, tanto o presidente agora eleito quanto seus eleitores. Criaram uma ideia no imaginário coletivo de milhões de brasileiros onde o Estado brasileiro instituiria uma ditadura para exterminar gays, mulheres e pobres. O establishment político não contava que houvesse um homem sem manchas de corrupção com carisma suficiente para alavancar milhões de votos e se eleger presidente da república. Isso é a prova que a brasileiro deixou de ser apolítico, deixou de ser tolo e ultrapassou a barreira da ignorância política. Hoje, com o governo Bolsonaro sendo bom ou ruim, pode-se afirmar que o povo brasileiro subiu mais um degrau na garantia da soberania (afastou um partido que recebia ordens e cumpria agendas estrangeiras inclusive recebendo dinheiro sujo para campanha) e da democracia (escolher novamente um partido que governou durante 16 anos e nada fez além de dívidas, derrocar a educação e incentivar o crime não seria nada democrático e sim suicídio). Deixamos de engatinhar democraticamente, nos livrando de um projeto de poder corrupto e totalitário. Não somos mais tolos. Somo cidadãos e merecemos respeito.




*Explicando para as histerias feminazis do momento: o termo "homem" do título diz respeito a espécie humana (homem, mulher e o que mais vocês queiram inventar).

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Novembro, 2018
Walter A.
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