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9 de fev de 2019

o intelectual (retardado) orgânico



O filósofo Olavo de Carvalho intitula seu 1º clássico "O Imbecil Coletivo". Essa obra necessária expõe de maneira direta e sem rodeios como é rasa, beirando o vazio, nossa "elite intelectual": professores universitários e de ensino médio, jornalistas, funcionários públicos, classe artística, escritores populares, etc. Como bem disse Chico Anysio em entrevista ao Roda Viva (facilmente encontrado no Youtube), '95% dos jornalistas são PT'. E qual a razão? Podemos indicar linhas de pensamentos que elucidam a questão:

I - Contra-ataque comunista

Com o dispêndio gasto na 2ª Guerra para se limpar ajudando a derrotar Hitler, a URSS percebeu que tinha que entregar algumas cabeças para se manter viva. As denúncias dos 20 milhões de mortos já extravasara fronteiras. Kruschev entrega Stalin e seus fieis companheiros como bodes expiatórios  para que todo o sistema sobrevivesse. Alguns líderes comunistas foram presos, outros mortos, alguns exilados pela ONU. O sangue dos milhões de mortos somados no Camboja, Ucrânia, China, Vietnã, Coreia do Norte, Cuba, além dos inocentes russos, clamou vingança, suas histórias aos poucos se tornaram conhecidas e paulatinamente a comunidade internacional independente reconhece o comunismo como sendo tão criminoso quanto o nazismo. Os socialistas/comunistas entraram em consenso uma vez que as guerras não deram certo a longo prazo: a Guerra contra o Ocidente (vulgarmente chamado capitalismo) se daria através da Cultura/Educação. Não à toa a Hungria proibiu partidos desse tipo em seu território em 2018.

II - Escola de Frankfurt

Com o iminente colapso soviético, surge a Escola de Frankfurt: conjunto de pensamentos socio-filosóficos capitaneada por Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Jürgen Habermas, Georg Lukacs, Walter Benjamin, Friedrich Pollock, etc. objetivando modificar, como toda criação socialista, o Ocidente cristão através da cultura, dominando universidades para alcançar os ensinos básicos e enfim, o cotidiano dos pessoas fazendo parecer normal tabus tratados como entraves para a Revolução como libertinagem, aborto, liberação das drogas, desarmamento, defesa e incentivo ao crime, ateísmo, infidelidade, divórcio, enfim, qualquer coisa que servisse para destruir a família cristã tradicional. Numa sociedade altamente conservadora como a norte-americana e a brasileira do pós-guerra, essas idéias tiveram pouco avanço. Na Europa, já muito degradada pela ocupação do demônio comunista (URSS), essas ideias tiveram um maior avanço.

III - Antonio Gramsci

Um dos pilares do pensamento socialista/comunista europeu foi Gramsci. Preso por Mussolini, que percebeu o poder de suas ideias revolucionárias, escreveu as bases da guerra cultural que presenciamos nos dias de hoje: enquanto a Escola Frankfurt teorizava em como por em prática as ideias de Sigmund Freud, Immanuel Kant, Karl Marx, Max Weber, etc. o gramscianismo (gramscismo) atuava na prática, no dia a dia. Sua ideia de revolução exclui as armas e mira nas escolas. Criou a figura do "intelectual orgânico", aquele "pensador" que vive e trabalha para o partido, para a ideologia. Comumente, se trata de um grande paradoxo, uma vez que um pensador não pode ter suas ideias presas a nenhum tio de amarra ideológica. Se limitamos nossas ideias, deixamos de pensar. Gramsci deu um novo significado aos sofistas gregos. Esse espectro macabro de pseudo intelectuais abrange desde os professores, jornalistas, escritores, servidores públicos, sindicalistas, etc. pessoas que, infelizmente, dirigem a vida cultural na nação sempre com viés esquerdista, mesmo que não se deem conta disso. Nas palavras de Lenin, são os idiotas úteis. O movimento socialista/comunista, se espraiou pelas entranhas da cultura, da vida cotidiana, do senso comum, do imaginário popular da maioria.



IV - A hegemonia da Esquerda desde o Regime Militar

E o motivo foi um acordo tácito entre os militares - hoje tão execrados pela esquerda sociopata - e a esquerda da época. Enquanto os militares focaram na urgência da guerrilha e da crescente criminalidade, as universidades, sindicatos e mídia em geral ficaram nas mãos de cabeças socialistas, muitas simpáticas a Revolução. Os militares conduziram esse processo como uma forma de escape para as ideias mais violentas. É factível a hipótese de que o povo não seria contaminado com as ideias revolucionárias que iam de encontro aos valores familiares cristãos tão arraigados na tradição brasileira. Grande engano. Com as universidades e mídias tomadas pelo pensamento revolucionário, não demorou para a cultura ser modificada paulatinamente: novelas, programas de TV, jornais, livros, etc. foram impondo questões e pontos de vista que não contribuem em nada para a evolução de uma nação como abortismo, divórcio, militância gay, banditismo e tudo mais que o valha. O imaginário popular baseado em leis religiosas e respeito as tradições foi violentado por um novo imaginário formado por sexualização, violência e corrupção. Essas ideias foram brotadas durante o Regime Militar, e deram seus frutos com a eleição do PT e com o consequente desastre de 14 anos de um desgoverno cleptocrático que solapou ainda mais a cultura nacional, abrindo novas trincheiras na guerra cultural, criando um exército de professores, jornalistas, servidores públicos e militantes lato senso que mamam nas tetas do governo e fingem lutarem por alguma ideologia (ou por minorias que se deixa guiar pro abate como cordeiros indo ao matadouro), mas que na prática visam apenas dinheiro e poder como todo por político corrupto.

Isto posto, fica fácil entender como Chico Anysio brilhantemente matou a charada com a frase simples e curta do início da matéria calando a  maioria da bancada do programa Roda Viva. Quando se avança nos estudos políticos imparciais chega-se a conclusão que não apenas os jornalistas são esquerdistas mais que imparciais. Juntamente com os editores, redatores, escritores de novelas, radialistas, youtubers e influenciadores digitais de toda obra, formam uma massa de "intelectuais orgânicos" que tanto preconizava Gramsci. O trecho abaixo analisado escrutina a alma de um desses pseudo intelectuais:

"PT, volte a ser digno da hora - O partido que existiu até agora acabou neste domingo e terá que salvar a democracia"

O título e subtitulo do texto de Celso da Rocha Barros, servidor público assumidamente e presunçosamente auto declarado "doutor em sociologia por Oxford" de esquerda, ignora todo o significado político de democracia e exalta um único partido coberto de condenações de corrupção a salvar... a democracia! Caso raro de histerismo masculino(?!).

"O fracasso de Michel Temer e as revelações da Lava Jato sobre os partidos de direita deram sobrevida ao Partido dos Trabalhadores e colocaram Fernando Haddad no segundo turno, na eleição mais importante de nossa história. Há eleições que se pode perder, mas essa não é uma delas."

Aqui o diminuto pensador, demonstrando todo seu tamanho cognitivo crava o fracasso de um governo sombra de um governo deposto, demonstrando assim toda a redundância que permeia sua curta visão de mundo. Um verdadeiro intelectual orgânico, nas palavras de Antonio Gramsci. Logo após demonstra um desconhecimento comum no meio acadêmico atual afirmando que revelações da Lava Jato sobre os partidos de direita colocaram Haddad no 2º turno, ignorando os estatutos dos respectivos partidos implicados na operação Lava Jato, todos sociais-democratas progressistas e não conservadores. Finaliza clamando sua própria e torta visão democrática:o PT não tinha a opção de perder. Era PT ou PT, o partido mais corrupto da história do país com seus principais líderes condenados com toneladas de provas.

"É a chance do PT encerrar a crise que ajudou a começar com a política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff. O primeiro passo, portanto, é abraçar a responsabilidade econômica que faltou a Dilma em 2012."

Aqui o expert em contradição afirma que o PT com Dilma Roussef ajudou a começar a crise, aconselhando um partido que quebrou TODOS os Estados e o Governo Federal a abraçar a responsabilidade econômica, sendo fácil identificar algum tipo de histeria ou uma cuidadosa memória seletiva do (pseudo) intelectual orgânico que minimiza os erros de seu partido.

O segundo passo é até mais importante: precisa abandonar qualquer ressentimento, qualquer desejo de vingança causado pela crise política que seus adversários provocaram com o impeachment de Dilma Rousseff."


Continuando com sua completa inépcia para realizar simples pensamentos lógicos e levantando a maior contradição de seu texto até agora, o doutor(?) em sociologia afirma agora que os adversários de Dilma foi quem debelaram a crise. Decida-se, camarada! Foi apolítica econômica do parágrafo anterior ou os adversários de Rousseff? E vingança é um prato que o PT prepara com requinte... de crueldade. O que diria Celso Daniel e Toninho do PT?

"Enfim, é hora de esquecer o programa do primeiro turno e abraçar o programa da frente democrática que deve se formar no segundo. Esse programa deve reconhecer a necessidade de ajuste fiscal, corrigindo os defeitos do ajuste de Temer, e deixar de lado toda palhaçadinha de nova Constituição, controle da mídia, e demais babaquices que intelectual petista burro enfiou no programa de governo porque estava com raiva do impeachment."
Nesse trecho ele mostra sua revolta contra seus próprios pares de partido, inclusive resumindo todo o respeito e consideração que os esquerdistas tem por opiniões contrárias as suas em uma palavra: burro.

"Algumas dessas propostas podem até ser dignas de discussão, mas só depois de o PT reconquistar a confiança geral da população quanto à sua condição de partido responsável, na economia e na política. Essa é a segunda chance do Partido dos Trabalhadores, mas também é a última. Se o PT perder para Bolsonaro, há uma perspectiva real de que os pobres brasileiros não consigam mais se fazer ouvir no sistema político por uma geração. O PT não tem o direito de impor aos pobres essa tragédia sendo incompetente ou radical. Agora é a hora do partido voltar a ser a alternativa da esquerda democrática como foi nos anos Lula."

Burro ele não é, pelo menos para pensar para o partido. Chamando seus companheiros de revolução de burros, não quer dizer que ele discorda do cerne da questão e sim que ele discorda do momento que essas questões (nova Constituição, controle da mídia, desmilitarização das polícias) foram levantadas. Nas ideias iluminadas do intelectual orgânico, só depois de chegarem ao poder e novamente aparelharem e corromperem novamente todo o sistema. Para diminuir os ruídos de suas palavras incoerentes mas que beneficiam um partido, agora ele cita os pobre. E legitima o partido mais corrupto da História a único interlocutor dos pobres com a política. Ou seja, usando a lógica que ele não gosta muito, se os ladrões do PT são os únicos que dão voz os pobres brasileiros, isso automaticamente coloca os pobres brasileiros iguais aos ladrões. É por isso que  Lula tá preso, babaca e o PT perdeu a última chance como dito.

"A campanha no segundo turno deve ser a mais inclusiva possível para todo mundo, da esquerda, do centro ou da direita, que defenda a democracia contra Bolsonaro. Haddad é perfeitamente capaz de levantar as bandeiras que o PT precisa defender, mas o partido precisa deixá-lo vencer. É preciso terminar de ganhar os votos que eram de Lula entre os pobres, o que o PT sabe fazer. Mas também é preciso ganhar terreno no centro, que não está interessado em discurso imbecil contra Lava Jato ou a favor do vagabundo Nicolás Maduro. É preciso deixar que os centristas democratas votem no PT."

Se no início de seu texto Celso da Rocha Barros afirma que a culpa da crise foi dos adversários e que os partidos de direita foram denunciados na Lava Jato. Agora, caminhando para o final, ele histericamente (como de praxe) abraça de vez a incongruência pedindo que todos os partidos se unam. Finaliza o parágrafo limpando para baixo do tapete temas custosos a esquerda, como Maduro e a Lava Jato: o primeiro cria do PT e a segunda mal vista por todos os partidos. 

"O partido que existiu até agora, aliás, acabou neste domingo (7). Serviu para manter o eleitorado lulista unido e colocar Haddad no segundo turno. Agora Haddad, junto a Jaques Wagner e os governadores do partido —que já vêm fazendo ajuste fiscal faz tempo— devem recriá-lo. Um partido de esquerda moderado sempre será favorito nas eleições brasileiras —o PT pode vencer a quinta presidencial seguida daqui a três semanas. É a última chance que o Partido dos Trabalhadores —de longe, o maior vitorioso de nossa história democrática, e, portanto, o maior interessado na preservação de nossa democracia —terá de desempenhar esse papel."

Descambando para o ufanismo que beira a bandidolatria, o autor vem com mais um oximoro: o partido mais vencedor da democracia brasileira e também o maior interessado na mesma, acabou. Porém, segundo suas ideias doentias, o mesmo renascerá como favorito junto com os governadores que quebraram além da República, os Estados (MG, RJ, RS que o digam). So esqueceu de lembrar dos inúmeros crimes que fizeram o partido morrer. Na cabeça de intelectual orgânico de Rocha Barros, tudo não passou de perseguição política e o PT nada deve a ninguém a não ser a seus pares. Ou seriam párias?

"A sobrevivência da conversa democrática brasileira, a sobrevivência tanto da centro-esquerda quanto da centro-direita, nossa participação na comunidade das nações livres, depende da derrota de Jair Bolsonaro. Partido dos Trabalhadores, torne-se digno da hora."

 Finalizando com um belo arremedo de insanidade somado a sociopatia pura, o doutor sociólogo continua sua demonstração de amnésia voluntária em comparar o partido mais corrupto da recente história nacional com nossa democracia como um todo! Afirma do alto de sua deficiência cognitiva somada a uma pitada de mal caratismo intelectual que caso o principal adversário ganhe (Bolsonaro) todos os outros partidos estão fadados a "morte". Como um membro de seita conclama o partido mais indigno (não só porque roubou, mas sim porquê enganou e engana a parcela mais pobre do povo), a tornar-se digno. Fato que se concretizará quando pseudos intelectuais como Celso da Rocha Barros tornaram-se pensadores de verdade. Ou seja, nunca já que o autor até agora conseguiu ler, mesmo com doutorado, nem as condenações dos figurões do PT nem as denuncias robustas contra Haddad.

Walter A.
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