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13 de fev de 2009

Qualidade ou quantidade?

Por Andreas Kisser, colunista do Yahoo! Brasil

É engraçado ver a importância que muita gente dá para as paradas de sucesso ou, como dizem os Americanos: "The Charts". Como músico de uma banda como o Sepultura, de música extrema, desde cedo nunca dei muita importância a isso.

Lembro que em 1989, quando lançamos o disco "Beneath the Remains", primeiro disco distribuido mundialmente, não deram muita bola no Brasil, a não ser o circuito underground, até que o NME (New Musical Express), jornal Britânico de grande prestígio, mostrou, na sua parada, que o Sepultura estava à frente da banda "New Order", que na época era a banda queridinha da mídia Brasileira.

Aquilo caiu como uma bomba nos meios de comunicação e desde então, no próprio país, começaram a perceber o Sepultura. Por que somente a música não tinha sido suficiente para que tal respeito pudesse ser percebido aqui no Brasil? Por que a qualidade, ou não, de uma banda está sujeita a este teste da maioria? E isto não acontece somente no mundo da música, mas na política, na escola, no trabalho, ou seja, em tudo!

É certo que a democracia é a melhor alternativa que temos para se viver em sociedade, mas é certo também que não é a ideal. O simples fato de termos que depender da maioria para decidir tudo na nossa vida, mostra a incapcidade que temos, como indivíduos, de dirigir o nosso próprio destino. Isto sem falar nos absurdos que acontecem quando verdadeiros ignorantes são eleitos líderes de nossos destinos. Um exemplo foi George W. Bush nos Estados Unidos e inúmeros exemplos na história do Brasil.

O que a maioria tem é a força, a intimidação e não necessariamente a sabedoria e direção. Creio que, mais uma vez, a música possa servir de parâmetro para a análise do nosso modo de vida e das nossas escolhas.

Deixo minha pergunta: Como você escolhe a música que vai escutar e, consequentemente, comprar? É por que todo mundo está escutando ou por que vocè realmente gosta dela?

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