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29 de abr de 2010

PALMARINO PRESIDE COMISSÃO DE COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL, DA OAB-AL

Entrevista a Gilson Monteiro, Jornalista da Tribuna Independente.

Vasculhar crimes eleitorais numa eleição com cerca de 2 milhóes de eleitores, quase 500 candidaturas previstas, num Estado minado pelo clientelismo e pelo comércio de voto praticado às claras. A missão espinhosa caberá este ano ao advogado Álvaro Barboza de Oliveira, natural de União dos Palmares, presidente da Comissão de Combate à Corrupção Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL).

Comandando a Comissão com pulso firme e um discurso afiado contra os “compradores de consciência”, o advogado revela, nesta entrevista exclusiva para os meios de comunicação palmarinos, as atividades da Comissão, que em 2008 recebeu mais de 500 denúncias de crimes eleitorais. “O povo de União, de Alagoas e do Brasil não pode dar uma nova chance à vigarista e comprador de voto”, diz o advogado.

As denúncias já podem ser encaminhas à OAB, pelo telefone 2121-3207.

GILSON MONTEIRO - O senhor é natural de União dos Palmares. Quais são suas raízes no município? Como foi sua trajetória até chegar à OAB?

Álvaro Barboza - Sou filho de União dos Palmares. Lá em União terminei o ginasial e como todo jovem do meu tempo, saí em busca de novas oportunidades. Essa saída ocorreu nos meados dos anos 60 em pleno fervor do golpe de 1964, que interrompeu o caminhar democrático da Constituição de 1946.

Tenho como parentes em União pelo lado materno, os Barbosa de Lima (Neno “Cara Veia, o Neu “Cara Veia), e pelo lado paterno um maior número de parentes, entre eles: Tucha, Elaine Oliveira, Terezinha e Elusa Oliveira, José Carlos Leal, Osvaldo Oliveira, etc. e tal.

Lembranças tenho muitas, e vivas: O Rio Mundaú e suas cachoeiras, se é que ainda existem, Terra Cavada, a minha famosa rua do Cangote, hoje Dr. Antônio Arecipo, o verde das nossas matas quando ainda eram poucos os canaviais, as nossa não menos famosas peladas de futebol, por trás do Ginásio Santa Maria Madalena. Dos amigos Raminho, Élson Moraes, Milton Vieira, Luveci, Gabriel Correia, Edmundo, Kiu Bento, José Monteiro, Sílvio Sarmento, Tuta, e especialmente meu grande e ausente amigo, José Simplício e tantos outros mais.

Sempre retorno à União, especialmente no dia de procissão de nossa excelsa Padroeira Santa Maria Madalena. As vezes penso que nunca saí de União.

G.M. - Como será a atuação da Comissão no interior do Estado?

A.B. - Sempre que convidada, a Comissão comparece ao interior para palestras em escolas, associações, igrejas, clubes, etc., além de entrevistas em rádio, mídia impressa, internet. Esse comparecimento ao interior tem como objetivo principal esclarecer e elevar a consciência do eleitor que a venda de voto tem como conseqüência a condução para os cargos públicos de pessoas despreparadas. Precisamos de uma ação enérgica no combate à corrupção nacional, porque esta praga é semelhante à pedofilia, não se pode dar uma segunda chance à vigarista, ladrão e comprador de consciência. A esses não se pode segunda chance, pois certamente eles farão novamente. O povo de União, de Alagoas e do Brasil não pode dar uma nova chance a vigarista e comprador de voto.

G.M. – Como a população pode denunciar crimes eleitorais?

A.B. – Desde março disponibilizamos o telefone 2121-3207 para recebermos denúncias de qualquer parte do Estado. Não é necessário se identificar.

G.M. – Mas no interior ainda há muito medo de denunciar crimes eleitorais?

A.B. - Há, apenas de início, um pouco de medo, o que compreendemos como natural. Porém, os cidadãos do interior entendem perfeitamente a interferência que a vida política exerce sobre as pessoas e, assim, não se furtam de denunciar os maus políticos de sua região.

G.M. – É possível dizer que a política do “curral eleitoral” está em declínio, mesmo no interior onde essa mentalidade persiste com mais força?

A.B. - Este problema está em franco declínio, embora ainda persista. Uma maior conscientização política do eleitorado; a tecnologia que envolve as urnas eletrônicas, a fiscalização dos órgãos competentes; a fiscalização da própria sociedade converge para que o comprador de votos e de consciências seja intimidado e deixe de buscar os meios ilegais durante as eleições.

G.M. - Como fazer para levar a Comissão até o interior?

A.B. - A Comissão está à disposição de todos que lutem por eleições limpas, sem vícios que maculem sua legitimidade e expressem realmente a vontade popular. A Comissão está aberta e a espera de convites, devendo os interessados entrar em contato com a OAB/AL, através do telefone 2121-3207, solicitando o agendamento de uma visita.

G.M. - O senhor foi vice-presidente desta mesma Comissão durante as eleições de 2008. Quais os resultados práticos desse projeto na eleição passada?

A.B. - A Comissão em 2008 rendeu e ainda rende grandes frutos no cenário político atual, como a perda mandato de diversos políticos na Capital e no interior. Os resultados conseguidos em 2008, quando tivemos mais de 500 denúncias e cerca de 300 inquéritos instaurados pela Polícia Federal, aliados à expectativa de uma mudança de paradigma, de um modelo de eleições limpas, nos animam a continuar o trabalho em 2010.

Por acreditar que é possível mudanças dentro das regras do jogo democrático, aceitei o convite de permanecer na Comissão, agora, na condição de Presidente.

Entendo que não devemos perder a grande oportunidade que esse rico momento nos oferece de passarmos este país a limpo, realizando eleições com lisura onde se respeite a soberana vontade do eleitor e, desta forma, avançando na consolidação da cidadania, que nada mais é do que exigir respeito aos direitos dos cidadãos dentre os quais, se inclui o direito de votar.

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Espero que esta comissao venha a União, para combater a compra desenfreada de votos por aki.

MOVIMENTO NACIONAL PELA VALORIZAÇÃO DO VOTO – MONAV
Na luta contra a fraude e a corrupção eleitoral

OS DEZ MANDAMENTOS DO ELEITOR CONSCIENTE

1º - Valorizar e dignificar o voto, utilizando-o para o engrandecimento do PAÍS, fortalecimento e grandeza da DEMOCRACIA e segurança da FAMÍLIA, para garantia do futuro de nossos filhos e netos.

2º - Não permitir que a corrupção, forjada e manipulada pelo Poder Econômico, faça de seu voto um instrumento ao alcance dos que só estão interessados em satisfazer suas ambições pessoais.

3º - Repudiar candidatos que, fantasiando-se de idealistas e humanitários, prometem mundos e fundos, além de dinheiro, emprego, alimento e remédio, com o intuito de explorar, em todos os sentidos, a boa-fé do eleitor.

4º - Condenar frontalmente os candidatos que, não respeitando a integridade do voto livre e consciente, exploram a miséria, com o objetivo de coagir eleitores a lhes dever favores e a votar por gratidão.

5º - Evitar votos brancos ou nulos com a desculpa de que nenhum dos candidatos merece ser votado, pois isso representa um julgamento injusto que poderá beneficiar os piores candidatos em prejuízo dos melhores.

6º - Advertir eleitores menos informados de que o voto secreto lhes garante a liberdade de consciência, que está acima de compromissos ocasionais e espúrios com candidatos corruptores. Votar em eleições livres é assumir compromisso com a própria consciência.

7º - Repelir a ação dos cabos eleitorais que, a troco de dinheiro e outras recompensas, agem como agentes comerciais intermediários, fazendo do voto alheio uma mercadoria lucrativa e relegando o eleitor ingênuo à condição de explorado.

8º - Desprezar qualquer tipo de propaganda eleitoral que atente contra a lei e a propriedade pública e privada, pois candidato que não respeita a lei não pode merecer o respeito e muito menos a confiança de eleitor que pretende valorizar seu voto.

9º - Nunca esquecer que o voto consciente é que contribui para fortalecer o verdadeiro poder democrático, que é o Poder do Povo, representado no Governo e nos Legislativos pelos cidadãos que são eleitos em eleições livres e soberanas.

10º - Defender, seja onde for, a valorização do voto, mediante reconhecimento de que todos nós, que possuímos título de eleitor, somos responsáveis pelos atos daqueles que elegemos e podemos ser responsabilizados pela democracia que temos. www.monav.com.br