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10 de out de 2008

Alquimia da falsidade... Sucesso?

O culto a química da idade média é proliferado de forma adversa a seus preceitos. Foge do material e é incorporado nas ações do homem em seu cotidiano.

Podem ser delírios de um “catador de palavras”, “costureiro de textos”, mas a necessidade faz emergir a espontânea vontade do descarte de termos pejorativos.

Pois tão maldito quanto o mais reluzente ouro, metal que atiça a cobiça do bicho homem, é a falsidade e a enganação que move a máquina humana, a qual, de uma forma ou de outra sobe os degraus do sucesso, pisando na ingenuidade dia após dia.

E o homem acaba se tornando tão astuto na manipulação dessa química que há de se comparar a antiga transformação dos metais em ouro.

No decorrer da história, o homem vem cultuando e explorando os caminhos da falsidade. Seja de forma despercebida, espontânea, criativa ou até então absorvida em forma de aprendizado, forçadamente.

Shakespeare disse: “Que formosa aparência tem a falsidade”. E Millôr Fernandes: “Nada é mais falso do que uma verdade estabelecida”.

A mentira, o engano, a falsa aparência , a esnobação e a desfaçatez são gêneros de primeira necessidade nos relacionamentos entre as pessoas.O orgulho e a busca de reconhecimento trazem consigo a necessidade quase inadiável de aparentar algo que não se é.

A falsidade se tornou a ética do mundo. O nobre jurista brasileiro, Rui Barbosa, afirmou certa vez, dentre outras coisas, que de tanto ver triunfar a mentira e a falsidade, tinha até vergonha de ser honesto.

É fácil tornar um relato mais interessante acrescentando a ele alguns detalhes, como também é fácil fraudar uma história quando lhe dispensamos uma omissão ou ação. É simples deduzir que não existe o que se pode chamar de “falsidade particular”, ou seja, uma informação fora do verdadeiro não prejudica somente a pessoa que a pratica. É a corrida pelo ouro! E se você não garimpar, vai ficar para traz!!

Bruno Clériston

6 Deixe seu comentário:

Parabéns pelo ótimo material do blog. Indicarei a amigos.

gostei da comprarão com a alquimia, mas isso soa muito "nobre" para tal pratica... seria mais humano e biologico a comparação com a seleção natural, hj em dia quem naum consegue "enxergar" a falsidade é mais fraco..

Grande Rui Barbosa!!!!!
Também já enjooei de ter vergonha de ser honesto!

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

Ser falso nos dias de hj, caros amigos é sinônimo de nobreza, e guardem sempre isso com vocês... ser falso, para muitos é uma nobreza, pois é por meio desta desgraça que muitos estão se dando bem na vida ou na morte... existem saídas p tudo nessa história que chamamos de vida, e olhe q p ver isso, eu só fui até a esquina!!! eheheheh

Grande Rui Barbosa!!!!!
Também já enjooei de ter vergonha de ser honesto!