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20 de out de 2008

Depressão Econômica, iminência de Guerra.

Nos últimos dias, o que se mais vê nos telejornais são notícias alarmantes sobre as bolsas de valores em queda. Meu professor de Economia não era lá, digamos, um entusiasta do ensino; não consegui entender muito bem o que eram as bolsas e como funcionava aquele mercado de gente gritando, vendendo papel, comprando papel, etc. Então, por livre e espontânea pressão do mundo, pesquisei sobre a tal falada crise em sua raiz: as bolsas de valores:

-O que é bolsa de valores?
É o mercado organizado onde se negociam AÇÕES de empresas de capital aberto (públicas ou privadas).

-O que são Ações?
Uma empresa tem seu capital social - leia-se patrimônio - dividido em pequenas parcelas chamadas Ações. As Ações representam a menor fração do capital social de uma empresa ou seja, é o resultado da divisão do patrimônio em partes iguais. As empresas que dividem seu patrimônio com o intuito de venda na bolsa de valores são chamadas de 'empresas de capital aberto'. Nessas empresas, qualquer pessoa pode se tornar sócio apenas comprando Ações. Quanto mais uma empresa tem lucro mais aparecem pessoas querendo se tornar sócias. A negociação é diária, desse modo, o preço das ações flutua: se há muitos compradores, o preço tende a subir; do contrário, ou seja, quando há muitos investidores vendendo essas ações, o preço cai, é a lei da oferta e da procura. Até aqui não é facilmente observado nada de extraordinário. Aí mora a serpente das crises. Com a expansão da globalização milhares de empresas abriram seu capital e como a economia mundial só crescia, muitos investidores de todo o mundo compraram mais e mais Ações. Vamos tomar como exemplo-base os bancos americanos: disponibilizaram muitos empréstimos para a compra de casas. Quanto mais clientes o banco tinha, mais a procura por suas ações cresciam. Só que ninguem contava que a facilidade em contrair empréstimos também trouxera com ela a facilidade de não quita-los. Some-se ainda as guerras no Oriente Médio que fez com que a economia norte-americana deixasse de crescer, causando desemprego, reforçando o não pagamento de empréstimos. Como a taxa de inadimplencia só crescia e o dinheiro não parava de sair em forma de empréstimos, apesar de os lucros anunciados pelos bancos nos últimos anos serem altíssimo (influenciando milhares de pessoas a comprar Ações), alguns dos maiores bancos do mundo faliram, fazendo com que os preços de suas Ações caíssem violentamente, uma vez que os acionistas não tinham mais garantia se suas Ações - o pedaço do patrimônio da empresa - pederiam muito o valor. Os donos das Ações, não perderam tempo e começaram a vender sua parte a preço de banana já que as Ações não têm quase nenhum valor com uma empresa quebrada. Essa venda de Ações desesperada fez o preço do dólar subir.

-Porque mesmo com lucros altos os bancos faliram?
Ao mesmo tempo que os bancos emprestavam dinheiro, seus executivos, diretores, gerentes, ganhavam bonus por resultados. Bônus milhionários. A seguradora inglesa AIG distribuiu 400 milhões de dólares em bônus de julho a janeiro deste ano, em um escritório com 64 pessoas. Muitos desses executivos, diretores, gerentes, são corruptos e aproveitavam o monte de dinheiro disponível para lucrar e muito, especulando, maquiando balancetes, axaltando lucros, etc. Onde isso me afeta? Até agora, não dá pra sentir muita diferença. A alta de preços não será o primeiro sintoma. De início ficará mais difícil contrair empréstimos; um aumento no preço de combustíveis também é esperado. Pode haver muitas outras coisas; não sou especialista no assunto e não pesquisei tanto sobre essa parte...

-Existe solução?
Pelo que li, a única aposta é a aposta dos EUA: ajudar financeiramente os bancos falidos. Resumindo: privatizando, jpa que eles compraram a maioria das Ações. A Europa e Ásia segue na mesma linha, em ritmo mais lento. Quem diria! O discurso da democracia neo-liberalista até que fim ruiu! Os capitalistas privatizando os bancos, que praticamente são donos de quase todas as empresas - através de emprestimos. Privatizando os bancos, espera-se que a confiança dos donos de Ações volte ao normal.

-E a guerra do título, onde entra?
Com a ajuda da mídia cumplice atual, conseguesse manipular a atenção de todo o mundo para a crise financeira. A maioria das pessoas enquecem do Iraque, Afeganistão, Paquistão, Síria, Israel, Líbano, Palestina, Congo, Quênia, Somália, e tantos outros países em guerra. Bombas atômicas estão postas de frente para Moscou. Nenhum jornal alarde essas coisas. Alarda o que serve para distrair e preocupar. Alarda o futebol, as decisões populescas da justiça, alarda a crise que nem chegou ainda e que eles já sabem no que vai dar: em 1929 houve uma quebra tão grande quanto essa, pelos mesmos motivos que essa, e desembocou na 2º Guerra Mundial - ei, mas onde Hitler entra nessa história? Entra na mesma proporção que o governo chinês hoje. Depois vieram guerras menores: vietnã, coréia, golfo: todas para suprir os norte-americanos de alguma forma seja em riqueza natural ou posição estratégica. Em 1997 estourou outra crise, a asiática: o dólar aqui chegou a 2, 97. Novamente a guerra chega com a queda do word trade center. Todos sabiam que Bin Laden já não morava no Afeganistão há anos e Sadam Hussein não tinha nem bala pro soldados. Novamente uma crise financeira chega até nós e deste vez com os bancos provatizados. Agora todos os países ricos podem fazer o que quiser com o mundo, inclusive invadir o Irã. Os economistas não dizem, mas crises são corriqueiras no capitalismo, os teoricos já sabiam. Eles sabiam que do tamanho da crise (assim como sabiam de todas as outras) onde bancos quebram, pessoas com medo retiram dinheiro de suas contas, caem os pressos das ações, etc. Eles sabiam disso tudo o tempo todo. Essa não é a primeira crise, mas do resultado (abundante) dela poderá resultar uma última guerra.
Walter Jr.
Redator Chefe

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