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9 de abr de 2009

EDITORIAL:


O Feminismo-machismo

Durante a Idade Média as mulheres tinham acesso à grande parte das profissões, assim como o direito à propriedade. Também era comum assumirem a chefia da família quando se tornavam viúvas. Há também registros de mulheres que estudaram nas universidades da época, porém em número muito inferior aos homens.

Com a desestruturação do modo de produção feudal e o início do Renascimento, marcado pelo mercantilismo, formação dos Estados Nacionais e retomada do Direito romano, surgem uma série de retrocessos na condição da mulher na sociedade ocidental. As mulheres praticamente deixam de frequentar as universidades, têm restringido grande parte de seus direitos civis (como o direito à propriedade e heranças). O universo do trabalho também se fecha às mulheres, estas passam a transitar num restrito número de profissões, justamente num momento em que o trabalho passa a ter valor enquanto status social. Como símbolo maior desse período de retrocessos está a caça às bruxas iniciada pela igreja no século XV.

Tanto anos de submissão provocaram um boom ideológico: o feminismo. Alguns definem o feminismo como um movimento sócio-político que luta pela igualdade das mulheres em relação aos homens. Já foi definido como uma ideologia que tem como objetivo a igualdade entre os sexos. Outros estudiosos definem o feminismo como um conjunto de idéias políticas, filosóficas e sociais que procuram promover os direitos e interesses das mulheres na sociedade civil.

Bem, olhemos ao nosso redor. As mulheres contemporâneas não agem como as mulheres dos anos 60 - década em que o feminismo tomou o mundo com os sutiens em chamas. Isso é óbvio. A partir da 2º Guerra, quando se alastrou pelo mundo a bonança econômica que mudou a vida de grande parte dos países, as feministas tomamaram um outro rumo: o que antes era um movimento em busca de direitos civis e sócio-políticos, passou a ser um movimento em busca de... Nada.

Calma mulheres. Vou explicar e vocês irão concordar comigo. Se hoje temos mulheres comandando empresas, gerenciando homens, sustentando a família sem auxilio de um parceiro, saindo a hora que quer como quer com quem quiser, é graças as feministas do passado. Isso é irrefutável. A humanidade tem muito a agradecer àquelas mulheres que sairam às ruas em busca de melhores condições de vida e igualdade de tratamento, dentro do possível, entre os sexos.

Sem as feministas viveríamos num mundo inteiramente comandando por homens, desde os governos e empresas até as casas. Acontece que, depois que as mulheres alcançaram sua independência financeira, elas começaram a querer igualar o inigualável: o mal caratismo masculino. Como nós, os homens, passamos muito tempo ditando as regras, as mulheres de nosso tempo começaram a usar nossas "técnicas" de sobrevivência. Elas já tinham os mesmos empregos, agora elas querem agir como nós, adquirindo os piores hábitos masculinos.

Vivemos numa época onde os homens que sempre comandaram nosso modo de vida, agindo sem pensar no amanhã, transmitiram a doença do poder para as mulheres. Antes sexo frágil, hoje sexo letal. As mulheres que se dizem feministas hoje se deixaram levar pelo modo de vida masculinizado, arruinando a base do feminismo e colocando em seu lugar algo mais danoso que o próprio machismo: o feminismo-machismo.

Vamos direto ao ponto: grande parte dos homens solteiros, num passado não tão distante, ficavam com várias mulheres numa mesma noite. Com o passar dos anos, foram elas então que adquiriram esse hábito sempre levantando a bandeira do feminismo: "direitos iguais" elas bradavam. Grande parte dos homens casados tem casos extra conjugais. Num passado não tão distante, era normal a mulher aceitar. Hoje em dia elas continuam aceitando, mas em compensação devolvem a famosa "gaia". Sempre hasteando a velha bandeira: "direitos iguais".

O mesmo ocorre nas empresas onde as novas chefes humilham e assediam seus subordinados. Nos governos a coisa segue o padrão masculino: mulheres políticas articulam pelas costas dos companheiros, armam e desarmam esquemas de corrupção, nepostismo, desvio de verbas etc, etc. Direitos iguais de ser mal carater.

Agora pergunto eu: era esse o objetivo do feminismo? Eram esses os nobres motivos de tanta luta? Agir iguais os homens em todos os sentidos, inclusive nos atos mais nocivos para a humanidade?

É lógico que esses exemplos que citei são generalizados. Mas, mesmo generalizando, podemos perceber que antes as mulheres procuravam seu lugar ao sol e, ao conseguir, se mostraram pessoas tão insensíveis e sem bom senso quantos os homens que reprimiram por anos as mulheres.

Onde anda a fraternidade, o equilíbrio, o bom senso e principalmente a consciência feminina? Não é imitando os homens que se garante direito iguais. Afinal, mesmo com toda a "igualdade" alcançada - vários ficantes, cargos de chefia, poder econômico, etc - a desigualdade entre os sexos permanece a mesma minhas senhoras e senhoritas. Quanto ganha um gerente? X. Quanto ganha uma gerente? -X. Homens que traem continuam sendo os garanhões para a maioria da sociedade (inclusive para as mulheres que veem naqueles um homem desejado) enquanto as mulheres que traem continuam sendo as putas (inclusive para as mulheres).

Percebem agora o que quero dizer? As aparências enganam até as mais convicta militante feminista. A sociedade atual conseguiu inverter os ideiais do feminismo tornando-o pior que o machismo (vide a nova propaganda de uma famosa cerveja onde as mulheres assediam os homens deliberadamente). Não é porque agora a senhora se tornou chefe que deve agir igual ou pior que um chefe homem; assim como você mocinha que pegou seu namorado no flagra com outra deve dar ao primeiro que passar.

Vocês devem antes de tudo, mostrar que são melhores que os homens atuais. Se agora se tornou chefe, aja de forma contraria ao chefe carrasco, mas sem soltar o pulso. Foi chifrada? Dê um belo pá na bunda do otário, se recomponha e busque a felicidade duradoura com outro, e não a felicidade instantânea com vários.

Não se sujem com a imundice masculina apenas para garantir "direitos iguais de agir errado". Já avisou o antigo ditado: errar é humano, permanecer nos mesmo erros é burrice. Independente de qual for o sexo.

PS.: Alguns podem tirar a conclusões devereras negativas em relação a minha pessoa por culpa do teor deste texto. Alguns de menor expansão de pensamentos/idéias podem chegar a pensar que escrevi esse texto por ter uma chefe, por se gay, por ter sido chifrado, ou coisa que o valha pois, as conclusões mais abrangentes e acertivas da maioria das pessoas ainda é muito primaria e, consequentemente, preconceituosas principalmente em relação às mulheres, e a quem defende os diretios das mesmas. Escrevi pelo simples motivo de, enfim, ter percebido que o mundo está virando um lugar de gente mal caráter, de ambos os sexos, e por culpa de nossas milenares ações masculinas, afinal sempre fomos os dominantes da História. Os genes da vida e da destruição foram impressos em nosso DNA à várias gerações. "Filho de peixe, peixinho é?"... "Toda regra tem sua excessão"... Escolha sua resposta.

Abril, 2009.

Walter Jr

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