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12 de abr de 2009

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Obama suspende restrições às viagens e remessas dos EUA a Cuba

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu nesta segunda-feira suspender as restrições às viagens e aos envios de remessas a Cuba pelos EUA, declarou um alto funcionário do Governo. Obama deu ordens aos Departamentos de Estado, do Tesouro e do Comércio para que comecem a eliminar estas restrições o quanto antes e para que facilitem as comunicações com a ilha. O governo de Cuba não se pronunciou sobre a decisão do líder americano.

A medida afetará mais de um milhão e meio de exilados que durante o governo de George W. Bush tiveram dificuldades para enviar dinheiro e visitar seus parentes na ilha. Segundo o alto funcionário, o objetivo da iniciativa tomada é "apoiar o desejo do povo cubano de determinar seu próprio destino".

Também foi suspenso o veto a produtos como sementes para plantações e artigos para pesca. "Este é um esforço para chegar aos cubanos. É um esforço para respaldar o desejo de os cubanos decidirem livremente o futuro de seu país", disse um alto funcionário ao jornal "Miami Herald". "O presidente disse que este é o meio mais direto para abrir o tipo de espaço necessário para ver mudanças democráticas em Cuba".

Além disso, acabam as limitações relativas à duração e à frequência das viagens à ilha, acrescentou o funcionário do alto escalão. Outro ponto da iniciativa tomada por Obama prevê um aumento nas comunicações entre americanos e habitantes de Cuba, além da intensificação dos contatos para a implementação de serviços deste tipo na ilha. Deste modo, aqueles que estiverem fora de Cuba e tiverem interessem poderão comprar telefones celulares para cubanos.

Fonte: Reuters

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Lula, Temer, Sarney e Gilmar Mendes assinam Pacto Republicano para coibir abusos

Os presidentes dos Três Poderes assinaram nesta segunda-feira o chamado II Pacto Republicano, um documento de seis páginas com o compromisso de aprovar projetos de lei para punir o abuso da autoridade policial e permitir o acesso universal à Justiça.

O pacto prevê a restrição do uso de algemas para o suspeito que se apresentar espontaneamente, a criação de novas regras para escutas telefônicas feitas pela polícia e quer também mudar o julgamento de réus ligados a organizações criminosas. Hoje eles são feitos por apenas um juiz. A proposta é que a decisão seja tomada por um colegiado de juízes logo na primeira instância.

O pacto foi assinado pelos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O II Pacto de Reforma da Justiça vem unindo, desde 2004, o STF, o Ministério da Justiça e outros órgãos do Executivo em torno de propostas para tornar o Judiciário mais célere e acessível à população. O primeiro pacto, de dezembro de 2004, era centrado no Judiciário.

Fonte: G1

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Críticos elegem "Linha de Passe" como melhor filme brasileiro de 2008


Começou em São Paulo, o tradicional Festival Sesc Melhores Filmes, com a avaliação da crítica e do público sobre o conjunto da produção brasileira e estrangeira exibida no país.

"Linha de Passe" faturou os principais prêmios da crítica: melhor direção, fotografia (Mauro Pinheiro) e roteiro (George Moura e Daniela Thomas com a colaboração de Bráulio Mantovani). João Miguel, protagonista do ótimo "Estômago", faturou o prêmio de melhor ator e Leandra Leal, protagonista de “Nome Próprio”, foi a escolhida como melhor atriz.

Na visão do público, diferente em vários quesitos, os vencedores foram José Mojica Marins (diretor), Bráulio Mantovani (roteiro de "Última Parada 174"), Mauro Pinheiro (fotografia de "Linha de Passe"), Sandra Corveloni (atriz de "Linha de Passe") e João Miguel (ator de "Estômago").

Os escolhidos foram selecionados de uma lista de 74 produções brasileiras, exibidas ao longo de 2008. O filme mais visto do ano, "Meu Nome Não é Johnny", de Mauro Lima, não venceu nenhum prêmio, mas está entre os 53 filmes que serão exibidos na mostra.

Entre os filmes estrangeiros, num universo de 260 lançamentos, o escolhido pela crítica foi o francês "A Questão Humana". Ficou com três prêmios: filme, direção (Nicolas Klotz) e ator (Mathieu Amalric). Os irmãos Joel e Ethan Coen dividiram o prêmio da crítica pela direção de "Onde os Fracos Não Têm Vez" e Cate Blanchet foi escolhida melhor atriz por sua atuação como Bob Dylan em "Não Estou Lá".

Na visão do público, o melhor filme estrangeiro de 2008 foi a saborosa comédia "Vicky Cristina Barcelona". Ganhou os prêmios de melhor filme, direção (Woody Allen) e atriz (Penélope Cruz). Heath Ledger foi escolhido como melhor ator, por "Batman - O Cavaleiro das Trevas".

Fonte: últimosegundo.ig.com.br

Para ler a dica sobre o filme Linha de Passe que publicamos aqui no TM, basta clicar aqui.

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Amigo de CHE escreve mais um livro sobre o mito

Ernesto prometeu que dentro de um ano terminaria as 12 matérias que faltavam para se formar na faculdade de medicina. Em seguida, partiriam. O amigo duvidou, debochou e esqueceu o assunto, mas quando viu a promessa cumprida dentro do prazo estipulado, não ousou fugir. "Não era a primeira vez que Ernesto me desafiava, e eu nunca havia amarelado", explica Calica. Foi assim, como um desafio maroto entre grandes amigos de infância, que começou a segunda aventura de Ernesto Guevara de La Serna pela América Latina, em julho de 1953. Desta vez, ao lado daquele que o conheceu aos quatro anos nas festinhas da cidade serrana de Alta Garcia, na Argentina: Carlos "Calica" Ferrer.

Ernesto, que já havia percorrido as terras sul-americanas ao lado de Alberto Granado (como retratado no filme "Diários de Motocicleta", de Walter Salles), embarcou com Ferrer em um trem da estação Retiro, em Buenos Aires, rumo à efervescente Bolívia da pós-revolução do movimento de esquerda de 1952. Passaram pelas mãos da feroz ditadura peruana do general Odría, antes de se separarem no Equador.

A viagem, que transformaria o jovem médico Pelao no comandante da revolução Che, é relatada pela primeira vez - e pela grande testemunha da história - no livro "De Ernesto a Che", que acaba de ser lançado no Brasil. Nele, Calica fala sobre o amigo "de carne e osso", desmente "verdades" com o olhar de quem acompanhou tudo muito de perto e descreve com admiração a passagem do companheiro de partidas de futebol e badernas na escola e de noitadas e mulheres, para o homem inconformado com as injustiças sociais da América Latina.

Para quem segue a trajetória do guerrilheiro pela tela do cinema, o livro preenche a lacuna entre a primeira aventura, mostrada em "Diários de Motocicleta" (2004), de Walter Salles, e a luta à frente da revolução, retratada em "Che" (2009), de Steven Soderbergh.

A segunda viagem, descrita no livro, começa um ano depois da retratada em "Diários de Motocicleta" e termina em outubro de 1953, há quase 56 anos, quando Calica se despede de Ernesto "com um tchau e um abraço curto". Ele nunca mais voltaria a ver o amigo, que, a partir daquele momento, seguia seu caminho como Che até a sua morte.

Fonte: UOL Notícias
Wenndell Amaral

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