Blogroll

19 de jul de 2010

A humanidade ainda tem jeito? Presos de Alagoas doam pães, material de limpeza e lençóis a vítimas das enchentes.

Foi divulgado pelo UOL Notícias que os presos do sistema prisional de Alagoas produziram pães, material de limpeza e lençóis, e doaram a vítimas das enchentes no Estado. A entrega foi feita no dia 09 deste mês pelo detentos e pela direção da Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp) na sede do Corpo de Bombeiros, em Maceió.

Segundo a Defesa Civil, que recebeu os donativos, foram doados mil pães, 800 litros de desinfetante e 500 lençóis. Todo o material foi produzido voluntariamente por 140 presos da Fábrica de Esperança e serão distribuídos nos municípios que possuem desabrigados.

Além desta doação, os presos também se comprometeram a doar mil pães diariamente, durante pelo menos 30 dias, para ajudar as vítimas das enchentes.

Segundo a Igesp, a fábrica produz, nos municípios de Arapiraca e Maceió, 12 mil pães, que abastecem toda a população carcerária (2.165 presos) do Estado. Cada um dos detentos que trabalha no local recebe 75% de um salário mínimo e tem direito à redução da pena.

“Mesmo confinados, eles ajudam a população alagoana no momento em que ela mais precisa de socorro. Eles se sensibilizaram e deram esta resposta. Isto serve como incentivo para aqueles que estão em casa percebam que podem ajudar também os nossos irmãos que sofrem”, afirmou o intendente da Igesp, Dário César, por meio de nota.

Presos da Paraíba também doaram
Não é a primeira doação de presos às vítimas das enchentes. No último domingo, os 880 detentos do presídio Serrotão, em Campina Grande (PB), abriram mão do almoço para oferecerem aos desabrigados de Alagoas e Pernambuco.

Segundo a Secretaria da Cidadania e Administração Penitenciária da Paraíba, a decisão de doar os alimentos partiu dos próprios presos. Foram arrecadados aproximadamente 400 kg de comida, que já foram entregues.

Bookmark and Share

1 Deixe seu comentário:

Acredito que sim! a humanidade tem jeito, pois da mesma maneira que o homem construiu a realidade em que vive, este mesmo pode reconstrui-lá e modifica-lá da forma que lhe seja melhor.