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10 de ago de 2010

O plástico oxibiodegradável é uma boa opção?

De acordo com a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, os brasileiros consomem cerca de 33 milhões de sacolas plásticas por dia. Em uma conta rápida, isso significa que utilizamos, aproximadamente, 1 bilhão de sacos plásticos por mês e 12 bilhões, por ano. Desse total, mais de 10 bilhões são descartados de forma incorreta no meio ambiente, provocando uma série de problemas, como o entupimento de bueiros e o sufocamento de animais, sobretudo marinhos.

O uso absurdo e o descarte incorreto de sacolas plásticas não é um problema exclusivo do Brasil. O mesmo acontece em todos os outros países e, por conta disso, é cada vez mais frequente o aparecimento de materiais alternativos, que possam substituir as sacolas feitas com plástico convencional e, assim, diminuir o impacto ambiental. Um deles é o plástico oxibiodegradável – ou OBP.

Trata-se de um plástico com tecnologia desenvolvida na Inglaterra, pela empresa Symphony Plastics, que, teoricamente, funciona da seguinte maneira: para que ele degrade antes do plástico convencional, adiciona-se, na composição desse tipo de plástico, aditivos anti-oxidantes e pró-oxidantes, que garantem a oxidação do plástico. Isto significa que a sua decomposição no ambiente é acelerada: ao invés de 400 anos, o processo de degradação dura, aproximadamente, 18 meses.

No entanto, esse processo químico provoca divergências de opinião entre especialistas, principalmente os que estão envolvidos com a questão econômica. Por razões óbvias, membros do OPI – Oxo-biodegradable Plastics Institute – associação internacional responsável pela implantação dessa tecnologia na indústria mundial – e da RES Brasil, principal empresa que comercializa a técnica no país, defendem o plástico oxibiodegradável. Por outro lado, também por motivos evidentes, instituições ligadas aos fabricantes de sacolas plásticas convencionais – como, por exemplo, a Plastivida –, alegam que as oxibiodegradáveis, na verdade, não se biodegradam.

No meio dessa briga, carregada de interesses, os consumidores não sabem como agir. Trocar as sacolas plásticas convencionais por oxibiodegradáveis é uma boa opção?

Fonte: PlanetaSustentável.abril.com.br

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Peço sua autorização para inserir as informações abaixo que podem ser de alguma valia. Obrigado. Eduardo Van Roost – RES Brasil – www.resbrasil.com.br

Incialmente para informar que o correto é OPA e não OPI. OPA é órgão formado por pesquisadores e cientístas de diversos países e que testam e provam os plásticos oxibiodegradáveis. OPA não é empresa comercial destinada a implantação de materiais e tecnologias. Ela certifica tecnologias e realiza pesquisa, emitido certificações. RES Brasil não é membro da OPA, no entanto, a tecnologia e aditivos d2w - RES Brasil são certificados pela OPA. Informações sobre a OPA podem ser obtidas em www.biodeg.org

Plásticos oxi-biodegradáveis são normalmente testados segundo a ASTM D6954-04 - Guia Padrão de Exposição e Testes de Plásticos - que degradam no meio ambiente por combinação de Oxidação e Biodegradação.
Os testes de acordo com a ASTM D6954-04 informam à indústria e aos consumidores o que eles precisam saber - se o plástico é (a) degradável (b) biodegradável e (c) não eco-tóxico.
Por: Gerald Scott, Professor Emeritus of Polymer Science at Aston University, UK; chairman of the BSI Committee on Biodegradability of Plastics; and chairman of the Scientific Advisory Board of the Oxo-biodegradable Plastics Association
Fonte: http://www.packagingtoday.co.uk:80/story.asp?sectioncode=42&storycode=60706&c=3
Outras informações sobre o assunto:
http://www.rapra.net/consultancy/biodegradable-plastic.asp
Aditivos oxibiodegradáveis d2w - RES Brasil estão em conformidade com as resoluções da ANVISA ( parecer da ANVISA em nosso poder ) e também da norte americana FDA e União Europeía e podem ser utilizados nas embalagens plásticas para contato com alimentos, medicamentos e cosméticos.
Plásticos oxibiodegradáveis são recicláveis e são reciclados todos os dias no Brasil e no mundo. Além deste fato, laudos mostram a total reciclabilidade deste tipo de plástico sem qualquer prejuízo à cadeia de reciclagem de polímeros plásticos.