Blogroll

28 de fev de 2013

A decadência moral do futebol brasileiro materializou-se no garoto boliviano Kevin

Promiscuidade entre jogadores, dirigentes e criminosos é corriqueira
Em 11 anos, 4 títulos regionais conquistados [2 taças da Copa das Confederações 2005 e 2009 e 2 taças
da Copa America 2004 e 2007]. Desde o último título mundial em 2012 viramos saco de pancada para seleções européias e até para nossos fregueses argentinos. Assistimos de camarote a Itália se sagrar tetra campeã mundial enquanto a Espanha dominou o cenário nos últimos 6 anos. Muito pouco para um país acostumado a figurar durante 10 anos como o bicho papão do futebol mundial. Assim como o Brasil não acompanhou o desenvolvimento social dos demais países de mesmo nível econômico, o futebol por aqui parou no tempo em termos estratégicos, falta de profissionalismo e egocentrismo inflado dos jogadores mais técnicos [Neymar].  Ao mesmo tempo o povo brasileiro assistiu mesmo sem ver [se é que vocês me entendem] países como Chile, México, China, Índia, etc. se distanciarem de nós em termos de Educação, Ciência, Economia e Defesa. Assim como evoluíram no futebol tendo superando a falta de talento com estratégia, profissionalismo, menos estrelismo e mais coletividade.


No Brasil – mais do que nos outros países - o futebol é o desafogo do povo, uma das únicas coisas que fazemos melhor que os outros povos e por causa disso freqüentemente nossa cultura é resumida a isso. Nós brasileiros nos acostumamos a ter apenas o futebol, o famigerado carnaval carioca e nossas praias para oferecer às outras Nações. Nossa fama de malandros, relaxados, corruptos, etc. deixou apenas o futebol como a única coisa que o brasileiro faz de bom. Administrar? Gerenciar? Projetar? Estudar? Desenvolver? Música? Livros? Filosofia? Nada disso. Lá fora Brasil é sinônimo de festa, bola, floresta/mata e praia.  Para a imprensa internacional estamos na rabeta dos países subdesenvolvidos. E estamos mesmo. Culturalmente, politicamente, etc., etc., etc.



Somos vistos como um povo primitivo que não contribui para o desenvolvimento da humanidade. E farei uma analogia entre o rumos incertos de "nossa paixão nacional", o futebol e nosso País como líder da América Latina que deveríamos ser e não fazemos por merecer. A visão que o Brasil faz questão de transmitir é que "nascemos para jogar bola". E não adianta espernear. Nós nos resumimos a isso. Pelo menos na melhor das hipóteses e querendo ou não fazemos questão de mostrar isso. Não nos esforçamos para ter uma Educação que renderia escritores, a nossa Arte [pintura, escultura, poesia, cinema] é incipiente pois além de não valorizar o que temos de bom aqui ainda imitamos de forma vergonhosa o que é feito fora. Nosso passado, presente e futuro político é mais sujo do que as piores conspirações romanas. Só que nem no futebol mandamos mais. Nosso reinado acabou justamente porque acatamos a corrupção e seus congêneres como meio de vida.
O baixo desenvolvimento social faz com que pessoas desse tipo encontrem sentido na vida fazendo parte das torcidas organizadas

É certo que já tivemos outros jejuns, até maiores; é certo também que, é ilógico querer que o Brasil ganhe todas as Copas. Porém, o período de estagnação que estamos passando no futebol é reflexo de nosso país, de nosso povo como um todo. Assim como os políticos são os representantes do povo, os cartolas de futebol são os representantes da torcida. Acontece que as torcidas não estão nem aí para a política; em contrapartida, servem de massa de manobra para eleger populistas conivente com o estilo violento e imoral de ser. Não importa o que o político faça no cargo contanto que dê apoio às torcidas. Dificilmente as torcidas vão reclamar algo nas câmaras de vereadores, prefeituras, fóruns, etc. muito menos há registro de qualquer manifestação de qualquer quer seja a torcida organizada que objetive um bem maior, um bem coletivo.


Já qualquer atitude tomada pelos dirigentes que desagradem os torcedores da maioria dos times nacionais, a represália será desmedida comparada às manifestações que visam protestar contra políticos corruptos [por exemplo apenas 250 pessoas se reuniram na Av. Paulista para protestar contra o sen. Renan Calheiros. A cidade tem 17 milhões de pessoas]. A maioria dos clássicos entre os maiores times do país tem média de público de 40 mil pessoas. Você imagina 40 mil brasileiros se reunindo todo domingo para articular idéias, projetos, ao menos reivindicar melhorias básicas em nossas instituições sociais? Não. Não costumamos ver 2, 3 pessoas reunidas com bons propósitos quanto mais 40, 50 mil...


Voltando a idéia central: assim como os políticos são o espelho dos eleitores [corruptos, relaxados, baixa moral/ética] os times são espelho de suas torcidas. Flamengo e Corinthians detém as maiores torcidas do país, mas são torcedores criados em uma cultura de massa de baixíssima qualidade deve-se reconhecer. É visível o favorecimento e os milhões de dinheiro sujo que irrigam o futebol no Brasil. Quanto maior o numero de torcedores de um time, mais dinheiro se gera. Na mesma linha torta que trilha a ética no Congresso com seus Renans, Lulas e Sarneys, trilha a CBF. Ricardo Teixeira que o diga. Seu sucessor, José Maria Marin, não é mais limpo: já roubou medalhas em pleno evento de premiação da copa São Paulo de Futebol Junior [ladrão que rouba ladrão... ops!] e foi flagrado com um famoso "gato" de energia em sua casa - [clique aqui para ler].
Promiscuidade essa que nem o Presidente à época, escapou. Num páis onde futebol é religião alguém avisa a ele que o Estado Brasileiro é laico; tá lá na Constituição

O estilo do brasileiro jogar fez com que o europeu se reinventasse e hoje vemos que eles estão conseguindo nos ultrapassar no futebol. Graças a profissionalismo, técnica e compromisso. Coisas que andam faltando e muito aqui: os torcedores do Corinthians que estavam com os sinalizadores que mataram o garoto Kevin estavam hospedados no mesmo hotel do time. Existe um relacionamento promíscuo entre jogadores, dirigentes e torcidas organizadas. E mais promíscuo ainda entre dirigentes, políticos e líderes comunitários. Uma bola de neve imoral e conivente que objetiva sempre votos nas eleições, dinheiro e poder a todo custo. E essa conivência deu nisso. Perdeu-se uma vida. E para os fanáticos é bom lembrar que nem todos os títulos de seu time já conquistados ou a ser conquistados valem a vida de alguém. O Corinthians campeão do mundo 2012 não precisava disso. Quem paga o advogado do suposto menor que supostamente teria atirado o sinalizador? E porque um menor? Ah! Tremenda cara de pau apresentar um menor pra "assumir a culpa"; faça-me o favor! O povo não é trouxa, e todos sabem que o menor só foi apresentado porque aqui no Brasil menor não vai pra cadeia. Fato. Outro detalhe um sinalizador daquele custa R$140,00 em média a unidade. Então quem teria tanto dinheiro pra gastar pra arquitetar tamanha crueldade? Uma pessoa de influência na Fiel... Pra finalizar, o sinalizador não causa ferimento como alega o menor. Mais uma artimanha legal. É por essas e outras que a advocacia cai diariamente no descrédito, levantando teorias rídículas para burlar a lei e manter inpune o suposto menor infrator e pincipalmente, o Sport Club Corinthians Paulista.


Além da conivência do Corinthians com sua torcida de marginais o dolo maior recai sobre os acéfalos torcedores debilóides para quem os Neymares da vida são astros, os pontapés maldosos do Emerson Sheik nos adversários “faz parte” e soltar rojão na cara dos outros é "da hora mano!". Pelé, Tostão, Zico, Júnior, etc. assim como Ulisses Guimarães, Brizola, Pontes de Miranda, e poucos outros tinham ética por isso são lembrados até hoje e serão sempre. Que com essas mortes simbólicas, o povo brasileiro acorde, e com a persistência costumeira, ajude com novas atitudes no dia a dia a reavivar o espírito da ética em nosso país, e assim conseqüentemente voltaremos a vencer o mundo nas 4 linhas, porque fora delas ainda seremos sacos de pancada durante muito tempo. Enquanto não, teremos que encarar notícias macabras com teor de morte de inocentes, destruição, confronto com a polícia, confronto entre torcidas, etc. O que todos esquecem é que vem uma Copa do Mundo aí. Será que no Maracanã vai caber tanta decepção?





Walter A.
wjr_stoner@hotmail.com / facebook.com/Walter_blogTM

0 Deixe seu comentário: