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4 de fev de 2013

ÚLTIMAS: Sambista Zeca Pagodinho afirma que "Carnaval está morto" - Dep. Henrique Alves(PMDB), assim como Renan acusado de irregularidades, é o Presidente da Camara

Referência do samba, Zeca Pagodinho acredita que o Carnaval está morto


Zeca Pagodinho, 54, um dos principais nomes do samba brasileiro de todos os tempos, confessou ao jornal "Folha de S. Paulo", durante uma entrevista em um restaurante da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que o Carnaval como ele conheceu antigamente está morto.

"Não tem Carnaval. Vou gostar de quê? Não tem nada. Roubaram tudo, sumiram com tudo. Acabaram com tudo o que é da cultura. Tudo. Não sei que doideira deu nesse mundo aí", opinou o sambista, que complementou ao afirmar que não entende ao certo o motivo disso ter acontecido.
Segundo Zeca, a cultura do samba clássico como um todo está de desfazendo no Rio em um processo que vem ocorrendo nos últimos 20 anos. "Não tem baile infantil pra você levar [as crianças]. Lá no meu condomínio tem, no prédio, mas eu não vou estar lá. Não sei o que aconteceu. As ruas não são mais enfeitadas. Também no meu bairro, em Del Castilho, tinha as cornetas. A gente ouvia as músicas de carnaval. Era um Carnaval. Não tem mais. Acho que Olinda que ainda tem. Carnaval. A Bahia tem, mas é axé, aquelas coisas assim. Estou falando de Carnaval, máscara, eu acho que é mais pro lado de Olinda", falou.

O sambista, que revelou não ser tão amigo do ex-presidente Lula, afirmou acreditar ainda que parte da culpa se deve ao baixo investimento da prefeitura da cidade na manutenção da cultura do Carnaval. Para ele, a festa cresce, mas a estrutura disponível não acompanha o progresso.
"A prefeitura deveria apoiar isso, dando mais banheiro, preparando a cidade para isso. Vem gente de fora. Não adianta botar dez banheiros para 200 mil pessoas. Não dá. E na hora de mijar nego não pensa em... Na hora que der vontade... Eu mesmo sou um, que tenho incontinência urinária, eu tomo remédio. Se puder eu vou mijar andando mesmo. Não quero saber não, fazer o quê?", disse, sendo corrigido pela assessora, segundo a "Folha", que afirmou que ele, na verdade, não sofre desse mal. "Eu tomo remédio para glicose. Aliás, eu não tenho paciência pra esperar, hahaha. É quase igual!", brincou.

Questionado se a perda da identidade do Carnaval se deve ao declínio da qualidade do samba, Zeca não poupou as palavras. "Não escuto samba ruim. Só escuto samba bom. Todos os que eu escuto são bons. Tem que ter uma melodia boa. Ou tem que ser divertido. Ou tem que dar uma mensagem bacana. Tem que falar do amor. Tem que ter um papo bacana. Um papo. Não um "aiaiai-oioioi-iuiuiuiu-aiaiaiai". Aí não vale", respondeu.

Fonte: Folha de São Paulo

O impressionante é a quantidade de alienados que se endividam, roubam, matam mais não perdem um carnaval. Em contramão ao hedonismo desvairado generalizado que rodeia a festa atualmente, o que um dos decanos do samba afirma deve ser respeitado, ele estando ébrio ou não.



Henrique Alves discursa em sua posse

Alves é eleito presidente da Câmara com 271 votos

Agora acompanhe a incrível semelhança com o personagem d´A Praça...
Mesmo sendo alvo de uma série de denúncias publicada pela imprensa no último mês, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), elegeu-se no início da tarde desta segunda-feira presidente da Casa. Em votação secreta, o peemedebista obteve 271 votos, enquanto o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) recebeu 165, Rose de Freitas (PMDB-ES), 47, e Chico Alencar (PSOL-RJ), 11. Foram três votos em branco. Participaram da votação eletrônica 497 dos 513 deputados. Para se eleger em primeiro turno, eram necessários pelo menos 249 votos.

cara de um focinho de outro
O deputado potiguar, que tem 11 mandatos consecutivos e 42 anos de Câmara, dividirá com o colega de partido Renan Calheiros (AL), eleito na sexta-feira (01) presidente do Senado, o comando da pauta de votações do Congresso pelos próximos dois anos. Os peemedebistas à frente das duas Casas reforçam a posição do PMDB para a sucessão presidencial de Dilma Rousseff - o partido já tem a vice-presidência, com o presidente de honra do partido, Michel Temer.

Ainda bem no Congresso tem apenas 1. 2 ia ser demais pro Erário
Em seu discurso, Henrique Eduardo Alves atribuiu ao "fogo amigo" as denúncias que surgiram contra ele. Nesta segunda-feira, os deputados encontraram em seus gabinetes uma publicação com cópias de reportagens de supostas irregularidades cometidas por Alves no exercício do mandato e até as suspeitas de enriquecimento ilícito. Ele classificou a publicação apócrifa de "pequena", "mesquinha" e de um "comportamento sem cara, sem rosto, clandestino e subterrâneo". Disse ainda que "as labaredas desse fogo amigo não resistem às chuvas de verão".

O deputado afirmou que, no último mês, quiseram construir um novo Henrique com a publicação das reportagens. "No mês eleitoral, quiseram rediscutir Henrique, quiseram refazer Henrique, construir um outro Henrique", disse. Alves disse que as denúncias não chamuscam o alicerce que construiu em sua vida e defendeu a liberdade de imprensa.

O deputado do PMDB fez um discurso para o público interno, em defesa do Parlamento. Ele foi aplaudido ao prometer criar uma comissão para analisar propostas sobre o chamado orçamento impositivo para as emendas parlamentares, uma antiga reivindicação dos deputados, que contraria os interesses do governo federal. Com o orçamento impositivo, a presidente Dilma Rousseff não poderá mais segurar a liberação de dinheiro do Orçamento quando se tratar das emendas individuais parlamentares aprovadas na lei orçamentária.


Críticas


Henrique Eduardo Alves foi o alvo preferencial dos outros três candidatos. Logo após o pronunciamento do peemedebista, o deputado Júlio Delgado fez um duro discurso em que rebateu todos os pontos da fala do favorito. De improviso, Júlio Delgado disse que "chegou a hora da mudança", de "vencer as práticas políticas que envergonham o Parlamento" e vencer "a politicagem na Casa Legislativa".


Intitulando-se o primeiro a se lançar contra a "candidatura única", o deputado do PSB lembrou que a ausência de disputa não permite o debate, a essência do Parlamento. Júlio Delgado criticou inicialmente a proposta de Henrique Eduardo Alves de aprovar o orçamento impositivo. O deputado do PSB lembrou que essa é uma ideia que já se tentou viabilizar no passado sem sucesso. A proposta que considera mais factível, ressaltou, seria a de um contingenciamento parcial do Orçamento, de uma forma que não atingisse todos os recursos das emendas parlamentares.


Primeira candidata a discursar, a deputada Rose de Freitas defendeu maior independência do Parlamento em relação ao Executivo. Ela acusou o Executivo "não respeitar o povo brasileiro", por meio dos seus representantes na Câmara, cobrou a aprovação de um orçamento impositivo. "O Poder Executivo não respeita o povo brasileiro. Nunca vi querer um Parlamento forte, somos da base do governo, trabalhamos, queremos que se fortaleça", disse a deputada capixaba, que anteriormente elogiou a presidente Dilma Rousseff.


A atual vice-presidente da Câmara disse que não quer a Casa dependendo de "pires, de favor". Num discurso voltado para o público interno, Rose de Freitas cobrou a aprovação do orçamento impositivo, ressaltando que essa ideia não é "metáfora de campanha". Ela disse ter apresentado a proposta 18 vezes na Câmara, tendo sido todas elas derrubadas.


Último a falar da tribuna antes da votação, o deputado Chico Alencar criticou a hegemonia do PMDB no Legislativo. Ele afirmou que o comando das duas Casas nas mãos do partido dificulta o exercício da função fiscalizadora do Congresso. "É um perigo para a democracia brasileira." Segundo ele, isso fará com que o "oficialismo predomine" e o Legislativo renuncie à fiscalização.


Alencar chegou a dar uma estocada em Henrique Eduardo Alves, ao defender o projeto em tramitação na Casa que proíbe o parlamentar de destinar recursos de emendas ao Orçamento da União para empresas de assessores. Uma das denúncias que pesam contra Alves é por suposto favorecimento à empresa de engenharia de seu assessor, que deixou o cargo após a publicação de reportagem sobre o assunto.

Veja nas imagens acima a semelhança entre o dep. Henrique e o personagem João Plenário do humorístico A Praça É Nossa do SBT; de tanto o povo não ligar pra política até as caricaturas de políticos conseguem ser eleger. A vida imita a arte, ou a arte imita a vida? Ironias à parte, é impressionante a semelhança entre a hiena real e bastante sedenta e a hiena de mentira. Esse é nosso Brasil: o segundo homem mais poderoso do país já renunciou antes para não perder o mandato e o terceiro está prestes a renunciar pra não perder o mandato. Quando teremos homens de bem gerindo nossas riquezas? Acho que essa pergunta é utópica demais.




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